Ao período de marasmo, marcado por uma crise económica que motivou o cancelamento das competições internas numa época e a ausência dos Europeus C de 2011 e 2013, Portugal respondeu categoricamente e, no regresso, alcançou a subida à Divisão B. Jorge Almeida, selecionador à data, e Márcio Dias, agora capitão, relembram o êxito.
O desconhecimento dos adversários e a parca preparação, em virtude das limitações financeiras, anteviam dificuldades e o objetivo traçado não tolerava mãos trémulas nos momentos decisivos. Márcio Dias vinha de uma época em alta ao serviço do Servigest Burgos – 2.º escalão espanhol – e correspondeu à exigência da ocasião com o seu melhor desempenho pela Seleção, na meia-final contra a Finlândia. “A minha preparação nesse ano tinha como foco o Campeonato da Europa. Ao mesmo tempo, queria ajudar a minha equipa a conseguir vencer a 1.ª Divisão espanhola. Treinava todos os dias, mais ou menos 1h30 no ginásio, mais 1h hora de técnica de cadeira e quatro sessões de 2h com a equipa”, um volume de trabalho condizente com o praticado ao mais alto nível e que catapultou (ainda mais) o seu jogo para um patamar de excelência.
À margem da prestação individual, o camisola #4 sublinha a elevada competência do grupo selecionado, com “vários jogadores a atuar ou com experiência em ligas estrangeiras”, opinião corroborada pelo então selecionador, Jorge Almeida, que destaca “a entrega, o querer e a qualidade” dos atletas escolhidos. “Não tivemos condições para preparar o Campeonato dignamente, pelo que procurámos, eu e o Rui Lourenço (adjunto), escolher os atletas mais pela sua qualidade individual, visto não ser possível trabalhar o coletivo como desejaríamos, fazendo-os acreditar que era possível”.
O começo titubeante, e até desanimador, pontuado por uma derrota pesada frente à Bósnia-Herzegovina (34-58) e novo “tropeção” frente à Finlândia (47-49) deixaram a seleção sob pressão extrema, circunstância que não afrouxou a crença na subida de escalão. Portugal embalou para vitórias frente à República da Irlanda (54-51), Grécia (34-58), Sérvia (74-50), desforrou-se contra os nórdicos na meia-final (50-61) e, já com a promoção garantida, sucumbiu pela segunda vez ante o poderio dos bósnios (51-75), cuja altura e traquejo não permitiram uma discussão para lá do 2.º período.
Para se repetir a história em 2021, Jorge Almeida reconhece valia para se voltar ao segundo degrau do BCR europeu, embora assinale a premência dos jogadores dedicarem mais tempo ao trabalho individual, “dando uma especial importância à técnica de cadeira com e sem bola”, além de considerar vital desenvolver rotinas ofensivas e anular o “maior problema da equipa nacional no último Campeonato”, a defesa. Em sintonia com o ex-selecionador, Márcio Dias acredita estarem reunidas condições similares às de 2015, atendendo aos muitos atletas da Seleção “a jogarem fora ou que já o fizeram”, pelo que só falta mesmo “voltar a treinar normalmente para limar arestas e vencer o próximo Campeonato da Europa”.
Domingos Marinho, um dos treinadores há mais anos em atividade, os seus pares e atletas reconhecem-lhe paixão e carisma, características palpáveis na forma acalorada com que vive os encontros. A caminho da 11.ª época como treinador da APD Paredes, Domingos Marinho aceitou o desafio de treinar BCR em 1997, quando convidado para orientar a APD Porto, onde permaneceu 13 anos.
Ano de iniciação como treinador (basquetebol a pé e/ou BCR): 1978-1997
Clubes/seleções orientados (basquetebol a pé e BCR): FC Gaia, GD Bolacesto, APD Porto, APD Paredes
Jogo da sua vida: (Como jogador) Último jogo, devido a uma lesão no joelho, contra o Sporting, onde fomos vice-campeões nacionais.
Resumo do percurso no desporto: Joguei 17 anos no FC Gaia, onde dei os meus primeiros passos como treinador. Foi em 1997 que um membro da família (Domingos) me convidou para assumir a APD Porto, um desafio que aceitei ainda que relutante, porque não sabia o que iria encontrar. Passados uns anos (6 ou 7, não tenho a certeza) um amigo convidou-me para assumir o comando (juntamente com ele) do basquetebol feminino no GD Bolacesto. Durante 5 anos assumi ambas as equipas. Depois de muita insistência por parte do Adão Barbosa (presidente da APD Paredes), lá resolvi aceitar o desafio de ir para a APD Paredes.
Que mensagem dirigia a um treinador hesitante em treinar BCR?
É um projeto desafiante, que nos obriga a pensar fora da caixa e a testar limites, tanto nossos como dos atletas.
Quais os treinadores que exercem maior fascínio sobre si e porquê?
Casimiro Silva, que foi meu treinador durante muitos anos, e o falecido Fernando Rema, com quem fui vice-campeão nacional.
Recorde-nos um momento caricato que tenha vivido por treinar BCR.
Enquanto treinador da APD Porto, numa jornada em Lisboa, ficámos instalados numa residencial e num dos quartos ficou o Abel, um jogador bi-amputado que deixou as próteses à janela com um chapéu em cima. Na manhã seguinte, o funcionário da receção, muito preocupado, reportou-me que o atleta daquele quarto passou toda a noite à janela, sem dormir.
Quais as competências que considera essenciais para ser um treinador de sucesso?
É necessário gostar e, de forma quase irracional, fazer uma escolha entre o desporto e a família. Sim, porque esta última fica sempre prejudicada. É amor! Claro que isto tem que estar lado a lado com uma aprendizagem constante, um querer saber mais.
Em linha (ou em banana), a defesa que todos os treinadores querem, mas poucos conseguem. Qual a receita para lá chegar?
Cada treinador tem que olhar para a equipa que tem e perceber as limitações da mesma. No entanto, com jogadores com uma boa agilidade e capacidade de leitura de jogo é uma defesa fácil de aplicar e com muitos bons resultados. É necessário frisar que necessita que os cinco elementos estejam completamente entrosados, unidos e concentrados, porque à mínima falha é também fácil de ultrapassar.
Rui Dias, presidente do Basket Clube de Gaia (BCG), aborda com ambição a época de estreia do clube na 1.ª Divisão do basquetebol em cadeira de rodas (BCR) nacional e transmite a vontade de promover um paradigma mais competitivo na modalidade. Recorde-se que o emblema gaiense foi o único candidato ao Playoff de subida à 1.ª Divisão.
Quais as expectativas do BCG no seu ano de estreia na 1.ª Divisão?
As expectativas são de ficar entre os quatro primeiros lugares da competição. Para além disso, pretendemos alargar o número de jogadores e começar a formar novos atletas. A nossa maior presença em atividades de sensibilização e demonstração nas escolas e no Centro de Reabilitação do Norte, na época passada, reflete esse mesmo desejo.
Quais são os fatores diferenciadores deste projeto?
Somos o único clube da região do Grande Porto e contamos com atletas das Seleções Nacionais A e Sub22. Estamos a falar de uma população de 1,5 milhões de habitantes, onde só existe o nosso clube neste desporto adaptado!
Como surgiu a ideia de criar uma equipa de BCR (em resumo, o que te motivou a fazê-lo e a abordar-me)?
Sendo o Pedro Bártolo de tão perto de onde o clube nasceu e desenvolve a atividade, não poderíamos esperar outra coisa! O facto de o conhecer e ver o gosto que ele tem pela modalidade, em particular pelo desporto adaptado, foi uma questão de tempo para desenvolvermos este projeto. É uma paixão mútua pelo basquetebol nas diferentes variantes.
Que pretensões tem o BCG a longo prazo no BCR (pode falar do BCR e da ambição global no clube)?
Queremos, em geral, que o basquetebol cresça em Portugal. Pretendemos que os mais jovens atletas, e principalmente os pais, não vejam este desporto apenas como um “hobby”, ou algo para passar o tempo, mas como uma forma de vida, tal como se passa em muitos dos países por esse mundo fora, principalmente nos mais desenvolvidos. Este desporto em Portugal, infelizmente, por forças maiores, não é publicitado, pelo que é muito complicado que surjam muitos atletas com qualidade para que se possa competir ao mais alto nível europeu, e desta forma, atrair um maior interesse em todas as vertentes.
Quais os principais entraves à concretização do projeto do BCR?
O maior entrave é, sem dúvida, o equipamento, por forma a que os atletas estejam preparados para a alta competição. As cadeiras são bastante dispendiosas e sem isso a performance competitiva baixa consideravelmente.
Um convite para integrar o Basket Clube de Gaia colocou Bruno Silva na rota do BCR, em 2017. O entusiasmo e o profissionalismo, evidentes na “pequena” revolução operada no treino de condicionamento físico na modalidade, despertaram o interesse do Comité Nacional de BCR, e Bruno Silva acumula agora as funções de treinador-adjunto na formação gaiense e na Seleção A.
Que mensagem dirigias a um treinador hesitante em treinar BCR?
Foi difícil entrar no clube e sentir que os atletas conheciam melhor a modalidade do que eu, mas havia condições para crescer, e por isso a hesitação passou. Nunca iremos estar totalmente preparados para um desafio, caso contrário não seria um desafio. Faz sentido que ponderem bem os vossos passos, mas terão sempre de aceitar correr alguns riscos.
Quais os treinadores que exercem maior fascínio sobre ti e porquê?
Mike Frogley (Canadá), por todo o contributo na evolução do BCR. Os DVDs criados pela Universidade de Illinois foram uma enorme referência para mim. Obviamente que tenho de mencionar o Marco Galego e o Ricardo Vieira, com quem tenho aprendido bastante. Fora do BCR, o Phil Jackson. Existem treinadores que conseguem “criar algo mais” dentro dos grupos. Um verdadeiro espírito de união, confiança e entrega. Acredito numa abordagem holística do treino, e o Phil Jackson tinha-a. Não existem muitos treinadores que usem a meditação por exemplo, e esse crédito já foi dado ao Phill Jackson. Claramente um treinador que não percebe “apenas de basquetebol”, e valorizo muito isso.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por treinar BCR.
Um atleta caiu após um contacto normal. Não havia risco, mas o árbitro interrompeu o jogo, parando assim o ataque da equipa adversária. O treinador reclamou e isso não foi bem aceite pelo público que começou a protestar, o que demonstra que ainda há muito desconhecimento da modalidade em Portugal. Noutra modalidade, ninguém ficaria chocado com o protesto do treinador. Revela que existe ainda um sentimento demasiado “protetor”, apenas porque se trata de desporto adaptado.
Quais as competências que consideras essenciais para ser um treinador de sucesso?
Difícil responder, porque não estou nesse patamar. Diria que é preciso ter bom conhecimento, capacidade de comunicação, de organização, de gestão (do treino e atletas) e de transmissão de conhecimentos. Não saltar etapas se estivermos na formação e saber definir objetivos! Também é muito importante saber ouvir e compreender os atletas, porque não os podemos obrigar a nada.
Em linha, a defesa que todos os treinadores querem, mas poucos conseguem. Qual a receita para lá chegar?
O BCR é muito exigente do ponto de vista coletivo e físico. Para se alcançar essa defesa é preciso ter níveis de comunicação e uma capacidade física muito acima da média. Basta um segundo de atraso no aviso de um bloqueio ou no impulso da cadeira que já poderá ser demasiado tarde para realizar as compensações/ajudas necessárias.
Em anexo podem consultar dados e curiosidades sobre Bruno Silva.
Entramos numa semana dedicada aos três jogos mais vistos da Liga Feminina 2019/20. No YouTube/FPBtv ou no Facebook da FPB, para ver esta segunda, quarta e sexta-feira, às 21h30, duelos que prenderam a atenção dos adeptos da modalidade.
Os minhotos despertaram para as conquistas na época 2012/13, quando ergueram os troféus de campeão nacional e de vencedor da Taça de Portugal. Manuel Vieira, jogador e presidente da APD Braga, e Ricardo Vieira, treinador, narram as bases do êxito, antecâmara de um ciclo dominador, que perdura, no BCR nacional.
Após um ano atípico, sem competições de BCR em Portugal, a APD Braga surgia em força, uma vez maturado o processo cujo fito passava por vencer títulos. Em primeiro lugar, rumou a Braga a Taça de Portugal, e a jogar em “casa”, empurrada por uma das maiores enchentes da modalidade no país, a equipa festejou o campeonato. “Foram pelo menos 4 épocas a trabalhar para conseguir esse título, com um aperfeiçoamento de várias situações: passámos a 2 treinos semanais e a dispor de ginásio grátis”, descreve o treinador Ricardo Vieira, que salienta também o investimento pessoal e a aquisição de cadeiras. “Fiz inúmeros cursos internacionais, alguns quilómetros sozinho e sem dormir, para perceber mais e melhor. Além disso, tivemos cadeiras novas ao abrigo de um apoio importante, que veio demonstrar que tínhamos mão de obra, faltavam material e verbas para apoio aos atletas”.
Manuel Vieira, presidente e jogador da APD Braga, subscreve as premissas de sucesso elencadas pelo técnico, seu irmão, e frisa o impulso dado pelo pai, Carlos Vieira, na “criação de condições para a prática desportiva das pessoas com deficiência”, numa primeira fase voltada para “a integração”. Angariados novos parceiros, a APD Braga começaria “a marcar pontos no panorama desportivo nacional”, dinâmica na qual reconhece o papel de João Correia, atleta paralímpico e figura incansável nos bastidores, a quem presta um “reconhecimento especial”.
Do desejo à realidade distaram 20 anos, pois fora na época 1992/93 que a APD Braga, fundada em 1982, constituiria as secções de atletismo e BCR. A transição do pendor recreativo para uma orientação mais competitiva custaria momentos de tensão e exigiu firmeza. “Numa saída, uma dirigente pediu aos atletas dinheiro para ajudar a pagar o almoço e o meu pai disse que se assim fosse tirava as cadeiras todas da sua carrinha, deixava-as na estrada e trazia todos os atletas que pudesse. Foi para mim o ponto de viragem e perceção de que o atleta não pode pagar algo em que vai fazer o nome da instituição crescer”, sublinha Ricardo Vieira.
Atualmente, embora saliente o “muito trabalho a fazer”, o técnico considera que “a cidade e concelho estão mais atentos” ao desporto paralímpico, consequência indesmentível das múltiplas ações de sensibilização e demonstração de BCR realizadas pela APD Braga, com um impacto que ultrapassa até o território continental. “Um dos pontos altos foi a ida aos açores. Receberam-nos como verdadeiros atletas; outdoors luminosos a anunciar a nossa presença, nas escolas havia entusiasmo, pediram-nos autógrafos, fotos, queriam saber mais de nós. Para culminar, houve um jogo entre os atletas com direito a pavilhão cheio e entrevistas, assim como invasão do campo, onde as pessoas nos pediram camisolas, calções e até meias”.
Se uma longa espera antecedeu os primeiros títulos, desde então a APD Braga inaugurou uma verdadeira dinastia no BCR nacional, ao arrecadar todos as provas em disputa a partir da temporada 2015/16. E a motivação não se esfuma. “Todos os anos desportivos fazemos um reset, pois o passado já era”, explica Manuel Vieira, filosofia a que se juntam as ambições expressas por Ricardo Vieira em “colocar o máximo de atletas na Seleção Nacional” ou a “dar o salto” para o estrangeiro “e ser a melhor equipa de sempre do BCR em Portugal (com formação feita no clube)”.
O Famalicense Atlético Clube (FAC) faz um balanço positivo da época 2019/20, apesar das competições terem sido interrompidas definitivamente no início do mês de março. Os seniores do FAC lutavam pelo apuramento ao Playoff do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão. Depois de uma primeira volta menos conseguida, o FAC estava a realizar uma segunda volta de luxo. Na formação, o grande objetivo – aumentar o número de atletas – também estava a ser alcançado.
Miguel Correia, diretor da secção de basquetebol do FAC, em entrevista à Associação de Basquetebol de Braga fala das razões que levaram a equipa sénior a fazer uma primeira volta menos conseguida e como deu a volta e se recolocou na luta pelo apuramento para o Playoff.
Miguel Correia fala ainda da formação e do grande objetivo que é colocar atletas jovens nos séniores.
Armando Andrade vai continuar à frente da equipa técnica dos seniores do Famalicense AC, clube que milita no Campeonato Nacional da 1.ª Divisão Masculina.
Armando Andrade vai para a sua terceira época à frente do clube famalicense. “A aposta é claramente na continuidade do bom trabalho das épocas anteriores” começou por referir o diretor da secção de basquetebol do Famalicense, Miguel Correia, que adiantou “e na vontade de continuar a praticar um basquetebol atrativo”.
De referir que Armando Andrade chegou ao Famalicense AC na época de 2018/19, ano em que o conjunto de Famalicão esteve na luta pelo acesso à subida à Proliga, tendo sido afastado nas meias-finais do Playoff pelo CD Póvoa. Na temporada finda, interrompida abruptamente devido à Covid-19, o FAC estava na luta pelo apuramento para o Playoff, ocupando a nona posição com 30 pontos.
Orlando Postiga Simão é o novo treinador da equipa de Sub18 do Famalicense Atlético Clube. O técnico esteve à frente da formação de Sub16 na época finda e será acompanhado por uma grande parte dos atletas da equipa, que também sobem de escalão.
Orlando Postiga Simão mantém-se ainda como Coordenador Técnico da formação do basquetebol do clube.
Miguel Correia, diretor da secção de basquetebol do Famalicense, referiu que “a continuação do Orlando como coordenador e a transição para o escalão de Sub18 era algo que já estava projetado desde o seu regresso na época anterior”. “É uma clara aposta na continuidade do bom trabalho que tem vindo a ser desenvolvido”, disse aquele responsável.
Quanto aos objetivos, Miguel Correia não tem dúvidas: “Os objetivos da equipa de Sub18 passam pela continuação do crescimento dos atletas de forma a que se possa fazer a ligação formação-seniores com qualidade”, afirma.
O IPDJ, a entidade certificadora dos treinadores, publicou a portaria 141/2020, que entra em vigor a partir de 1 de julho, e que procede à definição dos aspetos relativos às ações de formação contínua obrigatória para a revalidação do título profissional de treinador de desporto (TPTD).
A Lei n.º 40/2012, de 28 de agosto, alterada pela Lei n.º 106/2019, de 6 de setembro, estabelece o regime de acesso e exercício da atividade de treinador de desporto, ao abrigo do qual foi criado o Programa Nacional de Formação de Treinadores (PNFT).
Nos termos do disposto nos n.º 2 e 3 do artigo 8.º da Lei n.º 40/2012, de 28 de agosto, na redação da Lei n.º 106/2019, de 6 de setembro, a suspensão do título profissional pela não frequência de ações de formação é definida por portaria do membro do Governo responsável pela área do desporto, que deverá definir as ações de formação e as áreas temáticas, as entidades formadoras elegíveis para a realização de ações de formação contínua, a correspondência das unidades de crédito com as horas de formação, o número mínimo de unidades de crédito e o procedimento para a creditação das ações de formação contínua.
A presente portaria visa assegurar a simplificação e adequação à realidade desportiva da formação contínua de treinadores de desporto, que decorre de um longo processo de auscultação dos seus diversos intervenientes e que conduziu à aludida alteração do regime de acesso e exercício da atividade de treinador de desporto.
Em anexo podem consultar a portaria, que tem os seguintes artigos:
Artigo 1.º – Objeto
Artigo 2.º – Definições
Artigo 3.º – Tipologia das ações de formação contínua
Artigo 4.º – Acções de formação contínua realizadas no estrangeiro
Artigo 5.º – Unidades de crédito para revalidação do TPTD
Artigo 6.º – Formadores e tutores de treinadores de desporto
Artigo 7.º – Entidades formadoras
Artigo 8.º – Comunicação prévia das ações de formação contínua
Sérgio Ramos, um dos melhores basquetebolistas portugueses de sempre, treinador do Belenenses e adjunto nas Seleções Nacionais de Seniores e Sub20 masculinos, foi o convidado desta semana da “Área Restritiva”.
Podes rever o programa na FPBtv, no Facebook ou na IGTV. Regressamos na próxima semana!
A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) e a Câmara Municipal de Paços de Ferreira anunciam o regresso da Festa Nacional do Minibasquete à “Capital do Móvel”, em 2021. A pandemia do novo coronavírus obrigou ao cancelamento da 10.ª edição, agendada para entre 1 e 5 de julho deste ano, mas as duas entidades acordaram o regresso do evento no próximo ano, para uma X Festa Nacional do Minibasquete que promete voltar a fazer da cidade de Paços de Ferreira a capital do Minibasquete.
O presidente da FPB, Manuel Fernandes, salienta a importância do certame no calendário federativo. “Desde 11 de março que temos vindo a anunciar o cancelamento de inúmeras atividades de basquetebol. Sendo certo que é algo que nos custa sempre fazer, também é certo que fazemo-lo com responsabilidade e com a garantia de que é o mais adequado para proteger a saúde de todos. Uma dessas atividades foi a Festa Nacional do Minibasquete, evento que iria decorrer em Paços de Ferreira, entre 1 e 5 de julho, e que este ano atingiria a sua 10.ª edição ininterrupta na “Cidade Capital do Móvel”. É um evento que anualmente reúne cerca de 600 participantes de todo o país – entre atletas, treinadores, dirigentes, árbitros, oficiais de mesa e voluntários do clube Juventude Pacense -, que, durante cinco dias, disputam 220 jogos nos habituais nove campos que são instalados nas magníficas instalações do Pavilhão Municipal de Paços de Ferreira, num ambiente de são convívio e verdadeira promoção do espírito desportivo de entreajuda e trabalho conjunto focado no bem-estar e crescimento pessoal e desportivo dos(as) jovens atletas”, afirma.
“Aos participantes, juntam-se os familiares e adeptos, cuja presença tem aumentado de ano para ano, dando um colorido e uma alegria ainda maior a este marcante evento, que culmina num arraial no parque da cidade com jantar-convívio oferecido pela Câmara para todos os atletas e acompanhantes. Por tudo isto e muito mais, foi com enorme regozijo que, logo que acordamos com o Município de Paços de Ferreira, na pessoa do seu Presidente Dr. Humberto Brito, o cancelamento da edição de 2020, acordamos imediatamente a realização, em 2021, da X Festa Nacional do Minibasquete. Estamos, por isso, agradecidos e reconhecidos a Paços de Ferreira, por nos permitir anunciar que esta profícua parceria vai continuar e que podemos dizer aos nossos minibasquetebolistas, suas famílias e adeptos que contamos convosco para regressar a Paços de Ferreira e celebrar com grande satisfação a X Festa do Minibasquete”, acrescenta Manuel Fernandes.
Por seu turno, o presidente da edilidade pacence, Humberto Brito, refere que “foi com tristeza, mas também com grande sentido de responsabilidade, que entendemos em acordo com a FPB cancelar a X Festa Nacional do Minibasquete”. O presidente da C.M. de Paços de Ferreira garante que a próxima edição será memorável. “Depois de nove edições que foram aumentando o seu grau de importância no panorama do Minibasquete nacional, juntando as seleções de todas as associações de Basquetebol do país, vemo-nos forçados a este interregno devido à pandemia do COVID-19 que assolou o mundo. Certos de que com esta medida protegemos todos os envolvidos de possíveis contágios e na impossibilidade de criar condições de não propagação, garanto desde já que a X Festa Nacional do Minibasquete vai continuar em 2021 em Paços de Ferreira, onde nasceu, e a próxima edição ficará na memória de todos os aficionados da modalidade. A todos os atletas, treinadores, dirigentes e famílias, votos de esperança no futuro e para o ano cá nos vamos encontrar para mais um evento de sucesso”, termina o autarca.
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