Artigos da Federaçãooo

«Há respeito pela nossa Seleção»

Diante da formação nacional estará uma das mais promissoras seleções da Europa e o técnico congratula-se com o facto de os germânicos terem aceite o nosso convite.

Os alemães estão numa fase mais adiantada da preparação, mas Mário Palma minimiza esse facto, até porque a Seleção Nacional tem objetivos claros para estas duas partidas. "Vamos fazer dois jogos contra a Alemanha, ua seleção difícil por já ter efetuado três jogos de controlo, contra a Itália, a Bélgica e a Holanda, estando já numa fase mais adiantada na preparação. O nosso principal objetivo, neste momento, é jogar contra equipas mais fortes, sendo essa a única forma de melhorarmos, permitindo uma evolução que permita ficarmos nas melhores condições de iniciar a qualificação."

 

O treinador não se mostra preocupado com o resultado, mas sim com as ilações que a equipa técnica poderá tirar destas duas partidas. "Estes jogos mostrarão as atuais debilidades da Seleção, o que é bom, dado não termos ainda feito jogos de controlo. Surgirão situações que permitirão fazer retificações para quando jogarmos no Torneio na Áustria, já estarmos melhor", constata, congratuando-se com a presença dos germânicos em Lisboa. "O facto de a Alemanha ter aceite o nosso convite demonstra respeito pela nossa Seleção, sabendo que, apesar da diferença competitiva existente, as dificuldades que lhes criaremos também lhes permitirão melhorar."

 

E conclui: "Temos uma grande expectativa para estes jogos, porque nos vão permitir ver o estado da equipa, jogando contra uma das mais promissoras seleções europeias."

 

"Equipa forte"

 

José Silva, vice-capitão da Seleção Nacional também está na expectativa relativamente a estes dois encontros. "Temos quase um mês de treinos com alguns jogos entre nós e um contra os sub-20.

 

Trabalhamos muito a técnica e a forma como iremos jogar o apuramento", começa por referir. "Este fim de semana temos dois desafios contra a seleção da Alemanha, que é forte e iremos perceber o que temos de melhorar para que possamos chegar mais bem preparados ao apuramento e com menos falhas, tanto nível defensivo como ofensivo."


Curso Grau-I da ABVC em Vila Praia de Âncora

O valor do curso é de 200.00€ com condições de frequência em regime de internato na Cooperativa de ensino – Ancorensis em saco-cama e sala de aula (ou externato) e com alimentação incluída. Vila Praia de Âncora tem estação de caminho de ferro (CP) podendo a deslocação para o local ser efetuada de comboio. Todo o processo de inscrição pode ser efetuado via internet para geral.abvc@gmail.com .

O Prof. Rui Gomes é o diretor do curso com a seguinte equipa de formadores:

Rui Gomes – Ataque e Direção do Exercício e do Jogo;

Eurico Brandão – Teoria e Metodologia do Treino;

Dimas Pinto – Pedagogia;

Nuno Leite – Aprendizagem e Desenvolvimento Motor e Observação das Habilidades Motoras

Hugo Pereira – Grau II – Formador Regional da ABVC – Minibasquete, Defesa e Direção do Exercício e do Jogo

Américo Santos – Grau III – Professor Assistente Convidado da FADEUP – Didática

Carlos Pereira – Psicólogo das equipas Dragon Force de Basquetebol – Psicologia

Carlos Rio – Médico – Com diversas intervenções ao nível do desporto amador e profissional – Lecionará as questões ligadas à Medicina, bem como ao desporto adaptado..


«Vamos manter estilo de jogo»

A equipa que no ano passado alcançou o melhor resultado de sempre de uma seleção feminina vai medir forças na primeira fase com a Suécia, a Itália e a República Checa. Não perca, nos detalhes desta notícia, a entrevista com a selecionadora.

Depois da fantástica prestação no último Europeu, disputar o Europeu em Portugal é um justo prémio para a Seleção Sub-18 Feminina?

 

Encaramos a realização do Europeu em Portugal como um incentivo. Depois de no último Europeu, na Croácia, termos alcançado o melhor resultado de sempre em seleções femininas, fruto de muito trabalho, dedicação e empenho de todos os envolvidos, a realização do Europeu este ano em Portugal dá-nos ainda mais incentivo e vontade para continuar no bom sentido.

 

Existem grandes diferenças nesta Seleção relativamente ao grupo de trabalho que disputou último Europeu?

 

Não existem grandes diferenças. Existe a natural renovação de atletas devido as suas idades, algumas participaram no Europeu de sub-16 do ano passado em Portugal. Mas a estrutura da equipa assenta naquilo que acreditamos, equilíbrio entre o jogo exterior e jogo interior.

 

O jogo interior irá continuar a ser o ponto forte da equipa portuguesa? Ou Portugal irá mudar muito o seu estilo de jogo?

 

A equipa irá manter o estilo de jogo que temos vindo a apresentar, equilíbrio entre jogo interior e exterior. Temos uma geração de jogadoras que nos permite organizar as nossas ideias neste sentido.

 

Aspetos que este grupo de trabalho terá de melhorar ou corrigir para se tornar ainda mais competitivo e forte para defrontar as melhores equipas europeias?

 

Sempre temos aspetos que podemos melhorar, ainda estamos no escalão de formação. Tivemos a oportunidade de ver equipas da divisão A na Croácia, e apesar de já termos altura, falta-nos físico e peso e para compensar temos de ser mais agressivas na busca da posse da bola nos ressaltos. A percentagem de lançamentos é sempre um aspeto que podemos aumentar.

 

Voltamos a iniciar o Europeu frente à Seleção da Suécia com quem perdemos o ano passado. Entrar a vencer seria importante para as aspirações de Portugal?

 

É muito importante entrar com uma vitória no campeonato. Sabemos as dificuldades que vamos encontrar, o estilo de jogo da Suécia é muito físico e temos de estar preparadas para muito contato e agressividade. Temos de estar preparadas para lutar até ao último segundo e deixar tudo dentro de campo.

 

Concorda que o Grupo de Portugal, que também integra Suécia, Itália e República Checa, é muito equilibrado, sem que haja uma Seleção teoricamente mais fraca?

 

Teoricamente podemos dizer que sim. Mas estas 3 seleções todas tem muito mais experiência em campeonatos da divisão A. O ano passado podemos observar a Itália a jogar, e sentir no campo o estilo da Suécia e da República Checa. Não podemos estar a contar com a teoria temos de iniciar cada jogo preparadas para suar muito e dar tudo dentro do campo.

 

Jogar em Matosinhos, com o apoio fantástico do público português, poderá fazer com que Portugal ainda consiga fazer melhor do que no último Europeu?

 

Esperamos que ao jogar em Matosinhos as nossas atletas sintam o apoio e carinho de todo o público, que se sintam ainda mais incentivadas e motivadas por representarem as cores do país.  Convidamos todo esse publico fantástico que o ano passado compareceu em peso no Europeu das nossas Sub-16 a estar presente e apoiar a nossa equipa.


O objectivo está lá e segue sempre na nossa bagagem

Durante 11 dias, 10 selecções lutarão diariamente para alcançar a melhor classificação possível. Portugal é um dos países participantes e irá defrontar sucessivamente a Roménia (dia 3), Hungria (dia 4), Israel (dia 5), Noruega (dia 7), Grã-Bretanha (dia 8), Bulgária (dia 9), Alemanha (dia 11), Lituânia (dia 12) e Bósnia e Herzegovina (dia 13). O modelo de competição é extremamente desgastante, em poule única e com dois dias de descanso, o primeiro após o terceiro jogo (dia 6) e o segundo depois do sexto encontro (dia 10).

A comitiva lusa viajou anteontem para Sófia e está preparada para honrar mais uma vez o nome de Portugal. Falar com o timoneiro da selecção portuguesa, Eugénio Rodrigues, é uma tarefa fácil, pois já nos conhecemos há mais de uma década e sempre com um bom relacionamento e amizade.                           

       (JT) – Nas nossas contas este é o 9º Campeonato da Europa com Eugénio Rodrigues no comando da selecção nacional de Sub-20 Femininos, a esmagadora maioria na Divisão B (7 anos), mas também uma presença na Divisão A (2012), infelizmente marcada pela injustiça decorrente da intoxicação alimentar que dizimou meia selecção portuguesa. No ano passado (2013), ficámos à porta da subida (4º lugar). Como antevê a participação deste ano?

 

(ER) – «É verdade, o trajecto destas selecções ao longo destes 9 anos é maioritariamente de Divisão B. É igualmente notório uma ascensão qualitativa das Sub-20 portuguesas ao longo do período que conta com 8 participações nos 8 primeiros lugares, 3 presenças nas meias-finais e inclusivamente uma medalha de prata e uma participação na Divisão A. Em função deste panorama, as ambições têm de passar sempre por uma prestação condizente com este passado recente e porque não, por subir de divisão novamente. Não será fácil, desde logo porque para um país com a nossa realidade basquetebolística nunca o será e todos temos a noção de que se trata de um objectivo igualmente perseguido por outras selecções, nalguns casos com melhores argumentos que os nossos. No entanto o objectivo está lá e segue sempre na nossa bagagem.».

 

       (JT) – As gerações de 1994 e 1995 que constituem a base da selecção deste ano não foram pródigas em jogadoras de elevada estatura, o que constitui um óbice para quem tem objectivos ambiciosos. A inclusão de duas jogadoras interiores (de 1997), casos de Maria Kostourkova e Chelsea Guimarães, vem colmatar essa lacuna e paralelamente permitir que se possa sonhar com a subida?

 

       (ER) – «Sem dúvida. Estas duas atletas vêm compor o plantel e oferecer, quer no plano individual, quer no plano táctico, outro tipo de soluções e estratégias que para lhe ser sincero, já não tínhamos desde a geração de 1990 e 1991 (Sofia Silva e Luiana Livulo). Não são, nem seria justo dizê-lo, a panaceia para todos os nossos problemas até porque temos de ter algum doseamento na sua utilização face à participação delas no Europeu de Sub-18. Por outro lado todos temos a consciência que só conseguiremos chegar onde queremos com toda a gente a dar o seu contributo por forma a que o todo seja maior do que a soma das partes.».      

 

       (JT) – O modelo competitivo dos últimos anos (poule única em que todos jogam contra todos) é bem mais exigente e desgastante do que o sistema em que havia dois grupos? Particularmente o deste ano com 10 equipas, implica que haja 3 blocos de 3 jogos consecutivos, intercalados por 2 dias de descanso. Face ao calendário já conhecido, qual é para si o bloco mais complicado (1º, 2º ou 3º)?

 

       (ER) – «Teoricamente o 3º, não só porque terá duas candidatas à subida (Alemanha e Lituânia) mas também porque surge num cenário de fadiga acumulada. Porém, conforme referia, é realmente muito teórico pois Portugal não tem jogos fáceis. Mais até do que nos preocuparmos com os outros, temos de nos focar em nós próprios, na nossa natural falta de consistência competitiva. Vamos sobretudo planear o dia a dia e preparar da melhor forma possível o jogo que temos pela frente. Neste quadro competitivo, normalmente os mais fortes acabam no topo da classificação sem grandes lugares a surpresas, conforme acontece, por vezes, nos jogos a eliminar. Como tal, teremos mesmo de estar sempre entre os melhores para chegar ao final no topo da classificação. Já não chega ter um dia bom… ».      

  

       (JT) – A crise financeira obrigou a cortes orçamentais e naturalmente a preparação de todas as selecções nacionais foi também afectada. A redução dos dias de estágio e o escasso número de jogos internacionais de preparação (3 com Holanda Sub-20, 2 com Suécia Sub-20 e 1 com Inglaterra Sub-18), num total de 6, na sua opinião mesmo assim parece terem sido suficientes para encarar a participação lusa com algum optimismo?

 

       (ER) – «Efectivamente, tivemos este ano apenas 30 treinos (2 com as 12 seleccionadas) e 6 jogos de treino. Entre exames, lesões e compromissos com as selecções de seniores e Sub-18, este foi o panorama possível. Dentro deste cenário o meu pragmatismo diz-me que há que focar mais naquilo que nos foi possível construir do que naquilo que ficou por fazer. As energias deverão estar todas concentradas nas armas que temos preparado e se a realidade só pôde ser esta, não vai ser por isso que nos vamos demover do nosso optimismo ou não fossemos conhecidos por sermos “o clube de combate”.».    

 

Jogadoras seleccionadas (12)

Bases – Inês Viana (CRCQ Lombos), Joana Soeiro (S. Algés D.)

Base/extremo – Laura Ferreira (GDESSA), Joana Canastra (S. Algés D.)

Extremos – Joana Cortinhas (Académico FC), Josephine Filipe (Olivais FC)

Extremo/poste – Cesária Ucalam (Martigny/Suiça), Mafalda Guerreiro (CRCQ Lombos), Nádia Fernandes (GDEMA Menéres)

Postes – Inês Veiga (Olivais FC), Maria Kostourkova (CRCQ Lombos) e Chelsea Guimarães (S. Algés D.)

 

Responsáveis 

Vítor Duarte (chefe da delegação)

Eugénio Rodrigues (seleccionador)

José Araújo (treinador adjunto)

Pedro Leite (secretário)

Rita Mansilha (fisioterapeuta)

Samira Barrima (árbitro acompanhante)     


Cursos de treinadores

Após esta data já foi realizado 1 curso nacional, 18 cursos de grau 3, 75 de grau 2 e 272 de grau 1, naquele que representa um grande percurso na área da formação de treinadores de basquetebol.

Nestes 40 anos de trajecto, muitos foram os formadores e formandos que de forma empenhada dedicaram o seu tempo à partilha de informação e ao ensino da nossa modalidade.

Hoje, dia 30 de Junho de 2014, iniciaram-se dois cursos. Um curso de Grau 2 em Ponte de Lima e um curso de Grau 1 no Barreiro. Dia 1 de Julho, inicia-se em Carcavelos, mais um curso de Grau 1.

O basquetebol continua assim a desenvolver e a acreditar que a formação é essencial para o desenvolvimento da modalidade.


Clinic Internacional de Formação

Desta vez, foram cerca de 400 presenças naquele que foi o maior Clinic de treinadores dos últimos tempos no nosso país.

Carles Duran, Lorena Torres, Milos Obrenovic, Tatiana Iourtaeva e Xavier Silva foram os cinco preletores convidados pela Escola Nacional do Basquetebol para apresentarem os seus temas, num Clinic moderado pelo actual Selecionador Nacional Ricardo Vasconcelos.

Naquele que foi o Clinic com maior afluência de sempre, estiveram presentes cerca de 400 treinadores, entre os quais estagiários que estão neste momento a terminar os respectivos cursos de grau 1 e grau 2, professores de educação física integrados na acção “Basquetebol Elementar” (parceria com Desporto Escolar), formadores e seleccionadores regionais e nacionais e outros treinadores das várias zonas geográficas de Portugal, contando ainda com presenças de Angola e do país vizinho.

Esta massiva presença revela o empenho e o interesse dos treinadores em aprender e continuar a contribuir para o progresso do Basquetebol em Portugal.

Os treinadores estão de parabéns!


Semana produtiva

Foram 10 treinos, um total de 25 horas de trabalho de campo, que deixaram a equipa técnica nacional bastante satisfeita.

Mais uma vez a equipa deparou-se com excelentes condições de alojamento, alimentação e treino no Caramulo, conforme conta Mário Gomes, adjunto de Mário Palma. "Queremos desde já agradecer à FPB e à sua Direção, pois temos perfeita noção do esforço que tal implica na atual conjuntura".

 

Nesta primeira concentração, destaca-se a "elevada qualidade de treino, só possível porque todos os jogadores têm dado o seu melhor e treinado com grande concentração e intensidade", refere o técnico, elogiando o "exemplar profissionalismo de todo o staff" que  acompanha a equipa.

 

O "espírito de grupo entre todos os membros da Seleção" é muito bom, proporcionando um clima de trabalho muito positivo, o que é essencial.

 

Ao todo a equipa realizou 10 treinos, com um volume total de cerca de 25 horas de trabalho "de campo", além de algumas reuniões, necessárias nesta fase "de arranque". "Foi uma semana muito produtiva, ao longo da qual foi possível estabelecer os princípios e conceitos fundamentais, com base nos quais pretendemos que a equipa jogue colectivamente, tanto na defesa como no ataque."

 

O único aspeto negativo foi a lesão do Miguel Queiroz (fratura de um dedo) que, no entanto, se prevê ser recuperável em tempo útil. "O Miguel irá continuar connosco", afiança Mário Gomes.

 

Após o treino de sábado de manhã, iniciou-se uma breve folga, reiniciando-se o estágio no domingo à noite, de novo no Caramulo, onde a Seleção cumprirá as próximas duas semanas de preparação.


A chave do êxito passou pela defesa e pela exibição de Sofia Carolina

Com este triunfo Portugal terminou no 3º lugar do Grupo C, com duas vitórias em 6 jogos, relegando a Estónia para o último lugar.

A partida não começou muito bem para as nossas cores. No 1º quarto (18-19), Portugal andou sempre a correr atrás do prejuízo. O tiro exterior das forasteiras estava com a pontaria afinada (4/7 ou seja 57%), com realce para a capitã Merike Anderson (2/3), enquanto as nossas representantes valiam-se da noite-sim de Sofia Carolina que carregou com a equipa, no ataque, ao marcar 10 (5 em 8 nos duplos) dos 18 pontos de Portugal. A Estónia chegou à maior vantagem (8-16), no minuto 7, com o 1º triplo de Pirgit Püü a cair, depois de termos igualado (8-8) no minuto 4, num contra-ataque concluído por Lavínia Silva. A partir daí foi preciso muita determinação para ir reduzindo a desvantagem, gradualmente, até aos 18-18 (a 15,9 segundos da buzina), através de Sofia Carolina. Mas Püü, da linha de lance livre, fixava os 18-19.        
No 2º período (8-12), Portugal baixava a eficácia nos lançamentos de campo, muito por culpa do desacerto nos tiros de 3 pontos (0/7) ao intervalo. Mas mesmo assim o seleccionado luso conseguia equilibrar as operações e chegou mesmo a passar para a frente, mais do que uma vez (22-19, 24-23 e 26-25, esta última no minuto 18). A Estónia já não conseguia fazer a selecção de lançamentos que fizera no quarto inicial, mas aproveitando algumas falhas das nossas representantes impuseram um parcial de 0-6 que recolocou a equipa forasteira de novo no comando, ao intervalo (26-31). Isto apesar de o treinador luso ter parado o cronómetro no minuto 19 (aos 26-29).        
No 3º quarto (24-17) Portugal finalmente acertou o tiro exterior. De 0/7 na 1ª parte, passou para 3/11 ao cabo de 30 minutos jogados, ou seja 3/4 nos triplos neste parcial. E pasme-se quem deu o mote foi uma não especialista na matéria, precisamente a poste Sofia Carolina, logo no 1º ataque após o descanso (29-31 no minuto 21), com Luiana Livulo a empatar (31-31), à entrada do minuto 22. A 3ª falta de Carla Nascimento (ainda no minuto 22) trouxe alguma preocupação nas hostes portuguesas e logo de seguida Püü acertava a sua 2ª bomba para a poste Kast (2,01m) ampliar para 31-36, de novo 5 pontos, no minuto 24. Mas Portugal acreditava que era possível dar a volta e não baixava os braços. Daniela Domingues convertia o seu 1º triplo (34-36) enquanto a Estónia não desarmava e mantinha-se na liderança. Duas jogadas de 2+1, da autoria da capitã Anderson (34-39 e 38-42), não permitiam que as lusas encostassem o resultado. Até que Daniela Domingues acerta a sua 2ª bomba da noite (45-46), no minuto 28 e segundos decorridos foi Carla Nascimento que da linha de lance livre igualava (46-46). As pupilas de Ricardo Vasconcelos ainda voltavam de novo ao comando, através de 2 lances livres de Mª João Correia (48-48), já no minuto 30 e de um cesto de Luiana Livulo a 17 segundos da buzina (50-48). Portugal continuava a cometer menos erros (7-14 turnovers) e mantinha-se em grande na tabela ofensiva (14-8 ressaltos).
No último período (6-8) imperaram os nervos, apesar de Portugal ter ampliado para 52-48, por intermédio de Daniela Domingues, à entrada do minuto 32. E mesmo com a saída de Merike Anderson, ainda no minuto 32, ao fazer a 4ª e a 5ª faltas com um intervalo de 8 segundos, não deu a vantagem teórica que se previa, em função da influência da capitã forasteira na manobra da sua equipa. A Estónia acreditou mesmo assim e empatou no minuto 37, através de Pokk (52-52). Carla Nascimento fazia o seu único triplo (55-52) e seria Sofia Carolina a empatar de novo (56-56) a escassos 11,2 segundos da buzina. Mas o jogo ia para prolongamento.
No tempo extra (9-4) Portugal acreditou que era possível chegar à vitória e foi a madeirense Mª João Correia a dar o mote, numa entrada em que é especialista (58-56), logo no minuto 41. Carla Nascimento da linha de lance livre não tremeu (60-56) e logo de seguida Sofia Carolina, após um roubo de bola, eleva para 62-56, num lance de contra-ataque de 1×0, ainda no minuto 42. Jaanus Levkoi, treinador da Estónia, de imediato pára o cronómetro e Bratka ainda reduz para 62-58 (minuto 43) e Piibur para 64-60 (a 38,7 segundos do termo), em lance de contra-ataque, beneficiando de uma má recuperação defensiva das portuguesas. Mas foi de lance livre que Carla Nascimento selou o resultado (65-60) a escassos 5,6 segundos da buzina. Estava consumada a vitória das nossas cores. Um prémio merecido para o grupo de trabalho como o treinador Ricardo Vasconcelos salientou nas breves palavras antes do grito tradicional, no final do jogo.                                              
Resultado: Portugal 65-60 Estónia
Ricardo Vasconcelos era um homem feliz no final do encontro, como seria expectável. «Conseguimos hoje uma vitória justa mas difícil. Não conseguimos controlar sempre as emoções e a ansiedade mas fizemos um grande jogo do ponto de vista defensivo, obrigando a Estónia a fazer 21 turnovers e limitando-a a 8 ressaltos ofensivos. Por outro lado a eficácia dos 3 pontos foi abaixo do nosso normal (devido à ansiedade já referida), mas foi compensada com 23 ressaltos ofensivos. Penso que esta equipa jovem fez uma boa campanha de qualificação, com base em 3 jogadoras experientes e muito sólidas: Carla Nascimento, Ana Oliveira e Sofia Carolina Silva. Este balanço entre experiência e juventude faz-nos acreditar que num futuro próximo podemos sonhar mais alto.». 
Destaque na selecção portuguesa para a fantástica prestação da poste Sofia Carolina, MVP da partida (46,5 de valorização), que encheu o campo. Defendeu como uma leoa e atacou que nem uma gazela, felina e decidida. Foi não só a melhor anotadora mas também a melhor ressaltadora do encontro, terminando com um duplo-duplo (25 pontos, 10/14 nos lançamentos de campo repartidos por 9/13 nos duplos e 1/1 nos triplos, 16 ressaltos sendo 7 ofensivos, duas assistências, 4 roubos, 1 desarme de lançamento e 8 faltas provocadas com 4/7 nos lances livres. Foi muito bem acompanhada por Daniela Domingues (17,5 de valorização) que somou 10 pontos, 4/7 nos lançamentos de campo repartidos por 2/3 nos duplos e 2/4 nos triplos, 7 ressaltos sendo 4 ofensivos, 1 roubo e 4 faltas provocadas e ainda pela capitã Carla Nascimento (7 pontos, 1/3 nos triplos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, 4 assistências, 3 roubos e 4 faltas provocadas com 4/6 nos lances livres). Bons contributos de Laura Ferreira (3 ressaltos ofensivos, uma assistência, 1 roubo e uma falta provocada, Ana Oliveira (4 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências e 1 roubo) e Luiana Livulo (12 pontos, 2 ressaltos ofensivos, uma assistência e uma falta provocada). 
Na equipa da Estónia a mais valiosa foi a capitã Merike Anderson (20,5 de valorização) que somou 16 pontos, 6/9 nos lançamentos de campo repartidos por 4/5 nos duplos e 2/4 nos triplos, 2 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências e 9 faltas provocadas com 2/2 nos lances livres), ainda que penalizada na sua valorização por ter sido excluída (5 faltas), bem secundada pela poste Maaja Bratka (10 pontos, 8 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas com 4/4 nos lances livres). Alguns bons apontamentos de Pirgit Püü (9 pontos, 2/4 nos triplos, 4 ressaltos defensivos, duas assistências e 4 faltas provocadas com 1/2 nos lances livres), Kerttu Jallai (4 pontos, 8 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência e 2 roubos) e Mailis Pokk (4 pontos, 6 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência, 1 roubo e 1 desarme de lançamento).                                    
Em termos globais, a vitória de Portugal assentou basicamente no ganho das tabelas (47-42 ressaltos), particularmente da tabela ofensiva (23-8 ressaltos), no maior colectivismo (13-9 assistências), no menor número de erros (12-21 turnovers) e ainda por ter roubado mais bolas (11-5). Conseguindo maior número de posses de bola, Portugal teve mais 20 lançamentos de campo (76-56) do que o adversário, mas falhou muito mais que a Estónia. As nossas representantes marcaram 16 pontos a partir de turnovers das adversárias, contra apenas 4 e conseguiram 15 pontos em segundos lançamentos, consequência dos ressaltos ofensivos, contra apenas 2 da Estónia. Nos restantes indicadores as coisas estiveram equilibradas: pontos na área pintada (26-26), pontos em contra-ataque (8-6) e pontos vindos do banco (21-22). 
Por seu turno a Estónia foi mais eficaz nos lançamentos de campo (32%-41%), quer nos duplos (36%-43%) quer nos triplos (19%-36%), conseguiu mais desarmes de lançamento (1-5) e provocou mais faltas (18-23), com melhor aproveitamento da linha de lance livre (68%-90%) ao falhar apenas uma de 10 tentativas contra 6 em 19 tentados por banda das portuguesas.         
Ficha de jogo
Pavilhão Desportivo dos Lombos, em Carcavelos
Portugal (65) – Carla Nascimento (7), Daniela Domingues (10), Ana Oliveira, Lavínia Silva (2) e Sofia Carolina (25); Luiana Livulo (12), Mª João Correia (4), Laura Ferreira (1), Inês Faustino (4) e Jessica Almeida 
Estónia (60) – Oksana Miil (7), Merike Anderson (16), Pirgit Püü (9), Mesila-Kaarmann e Valeria Kast (6); Maaja Bratka (10), Mailis Pokk (4), Kerttu Jallai (4), Birgit Piibur (4) e Jane Svilberg  
Por períodos: 18-19, 8-12, 24-17, 6-8; 9-4
Árbitros: Milivoje Jovcic (Sérvia), Simon Unsworth (Inglaterra) e Antonio Zamora (Andorra) 
No outro jogo do Grupo C, a Itália ao vencer Letónia por 83-68, quebrou a invencibilidade adversária, consolidando assim a 2ª posição na tabela classificativa.
Classificação final (Grupo C)
1º Letónia  5V – 1D – 427-374 – 11 p.
2º Itália 4V – 2D – 377-347 – 10 p.
3º Portugal 2V – 4 D – 347-377 – 8 p.
4º Estónia 1V – 5D – 346 -399 – 7 p.
Letónia e Itália apuraram-se para a fase final do EuroBasket Feminino 2015, a realizar de 11 a 23 de Junho do próximo ano, na Hungria e Roménia.

Vamos encarar o jogo com o objectivo claro de o ganhar

Segunda, a viagem de regresso da comitiva lusa desde Ragusa, na Sicília, até Lisboa, foi mais uma maratona que concorreu para um enorme desgaste acumulado. Três semanas de período competitivo, jogos de 3 em 3 dias, viagens à Letónia (Riga), Estónia (Tallinn) e agora Itália (Ragusa), milhares de milhas aéreas percorridas, treinos, noites mal dormidas (algumas directas), naturalmente que deixam marcas. Isso foi mais do que evidente na escala de 6 horas que tivemos de fazer no aeroporto de Roma (Fiumicino) e a espera para ser feito novo check-in (3 horas após a chegada do voo da Alitália desde Catânia), fez com que a maioria das jogadoras tenha adormecido nos bancos do aeroporto.Por isso os responsáveis técnicos optaram e bem por cancelar o treino ao final da tarde do dia do regresso, tendo a comitiva viajado num autocarro disponibilizado pela autarquia de Cascais, directamente do aeroporto da capital para uma unidade hoteleira em Carcavelos. Sobre este apoio, a FPB agradece à Câmara Municipal de Cascais, na pessoa do Vereador do pelouro do Desporto, Dr. Frederico Almeida, pela grande ajuda nas vertentes da logística dos transportes e do recinto desportivo (o pavilhão dos Lombos é municipal), palco dos treinos para as duas equipas e do jogo Portugal-Estónia. Uma palavra de agradecimento também para Jorge Vieira, presidente do CRCQ Lombos, pelo empenho que mostrou desde a primeira hora, para ajudar a FPB na resolução de um problema bicudo. Bem hajam.No final do treino da tarde com a duração de hora a meia (a equipa já tinha treinado de manhã), fizemos o habitual lançamento do encontro com o seleccionador nacional, Ricardo Vasconcelos: «Apesar de termos hoje uma equipa extraordinariamente competitiva nos jogos internacionais, o número escasso de vitórias faz com que a nossa mentalidade ainda não seja sempre vencedora. Assim todos os êxitos são para nós muito importantes, no sentido de mudar essa mentalidade. Teremos pela frente uma equipa muito física, de um nível qualitativo muito semelhante ao nosso (apesar de serem bem mais altas e pesadas) e portanto vamos encarar o jogo com o objectivo claro de o ganhar.». Sobre a necessidade de a nossa equipa ter atenções especiais em relação às principais pedras da Estónia, Ricardo Vasconcelos confirmou as nossas expectativas. «Na realidade a manobra da equipa forasteira gira muito á volta do trio formado pela Merike Anderson (nº 10), Pirgit Püü (nº 7) e a extremo/poste Viive-Kai Rebane (nº 14).». A capitã Carla Nascimento, apesar de condicionada pelo entorse na tíbio-társica direita, está preparada para o confronto e num claro exemplo de querer e determinação, confessou-nos: «Ele vai ter que se aguentar…», referindo-se concretamente ao entorse contraído no Portugal-Letónia de há uma semana, em Caminha.


Clinic Internacional de Formação 2014 Cidade de Cantanhede

Prémio Carreira de Treinador Para o Clinic Internacional Cantanhede de 2014, mantemos e reforçamos este momento, homenageando três treinadores. Luís Silveira, a título póstumo, José Francisco Costa e Carlos Teigas. Estes treinadores têm em comum uma grande paixão pelo basquetebol, influenciaram de forma significativa todos os que com eles trabalharam nos clubes e seleções, bem como os seus adversários. São ainda hoje referências para muitos de nós no Basquetebol.A sua actividade desenvolveu-se em várias vertentes das quais destacamos a de formadores de treinadores e de jogadores. Esta homenagem realizar-se-á no dia 28 de Julho, no Clinic Internacional de Formação 2014 em Cantanhede, pelas 11.30 horas no pavilhão ” Os Marialvas”.PS: Face à massiva participação de treinadores inscritos no Clinic Internacional – ultrapassam já os 300 – agradecemos que os treinadores realizem a creditação o mais cedo possivel – Abertura do secretariado ás 8 horas – caso contrário dificilmente assistirão à primeira preleção – o clinic inicia-se às 10 horas do dia 28 de junho.


Conscientes das dificuldades mas confiantes na vitória

O recinto onde será realizado o jogo decisivo para as portuguesas é o pavilhão onde joga o Virtus Eirene Ragusa, equipa da terra, que foi 2ª classificada na 1ª Liga italiana, atrás do Famila Schio (campeão), ficando o Umbertide na 3ª posição. Tem capacidade para 2500 espectadores (lugares sentados). A equipa disputou a final do play-off com o Famila Schio (2-3), de cujo plantel fazem parte Giorgia Sottana e Raffaella Masciadri, pedras base da selecção italiana. Por seu turno no Virtus Ragusa alinha a extremo/poste Lavinia Santucci que também integra a squadra azzurra. Uma curiosidade: a nossa bem conhecida Clarisse Machanguana, internacional moçambicana, que foi campeã nacional em Portugal pelo União de Santarém (início dos anos 90), antes de ter ido para os EUA, onde foi companheira de Ticha Penicheiro e Mery Andrade, na Universidade Old Dominion, representou igualmente o emblema de Ragusa.Numa rápida passagem pelos 6 grupos que integram esta fase de qualificação do EuroBasket Feminino 2015, já há equipas apuradas, a duas rondas do termo da prova: Polónia (Grupo A), Lituânia (Grupo B), Letónia (Grupo C), Ucrânia e Montenegro (Grupo D), Suécia (Grupo E) e Croácia (Grupo F). Restam ainda quatro vagas (entre os 2ºs classificados), sendo certo que o pior dos 2ºs não será apurado. Para Portugal atingir esse objectivo, não depende de terceiros, mas terá que vencer aqui em Ragusa e bater também a Estónia, no último jogo, em Carcavelos, na próxima 4ª feira. Nesse hipotético cenário poderemos ficar em segundo no Grupo C, ainda que em igualdade pontual com as italianas e assim concretizar o sonho de estar na fase final da competição, em 2015. Após o treino da noite (duas horas), o seleccionador nacional Ricardo Vasconcelos disponibilizou-se para fazer a antevisão do jogo deste domingo, onde o 2º lugar do Grupo C está em discussão. «Temos pela frente um jogo decisivo para ambas as selecções no que toca à possibilidade de se apurarem para a fase final do EuroBasket 2015, sendo que quem ganhar não está apurado mas quem perder dificilmente se poderá qualificar. Estaremos perante uma Itália com valores individuais bastante fortes, mas que pelo facto de não ter uma jogadora que faça a diferença na posição 5, permite-nos jogar mais de igual para igual. Depois da vitória em Portugal estamos conscientes de que elas vão estar cem por cento focadas e concentradas, para rectificar o resultado negativo em Coimbra. Com base nesta ideia, sabemos bem da importância de entrar bem no jogo e colocá-las numa situação de desconforto desde a bola ao ar. Sabemos que irão fazer das suas jogadoras exteriores o seu ponto forte, jogando muito pick-and-roll e temos que estar muito atentos na forma como iremos defender o mesmo. Em suma estamos conscientes das dificuldades, mas também confiantes no desfecho final.».


COMUNICADO

Apesar da ampla divulgação e da relevância que foi conferida a este ato eleitoral, a participação dos agentes desportivos ainda assim não foi aquela que seria desejável, verificando-se níveis bastantes baixos de participação especialmente nalgumas categorias de agentes desportivos, o que não pode deixar de se lamentar.

Oportunamente, depois de recebidos os votos remetidos pelas Associações a Federação Portuguesa de Basquetebol, realizado o escrutínio dos votos apurados nos termos do Regulamento Eleitoral, divulgará o resultado final da votação.

Lisboa, 21 de Junho de 2014.

A DIRECÇÃO


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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