Artigos da Federaçãooo
Ricardo Vasconcelos: “Formar a equipa mais talentosa possível”
A segunda fase de qualificação do Eurobasket feminino, que se disputará em 2015 na Hungria e Roménia, inclui 22 equipas que vão competir pelas últimas 11 vagas na competição. Os jogos, definidos no sorteio, vão ocorrer em Junho de 2014, num quadro de quatro grupos de quatro e dois grupos de três seleções. Nos detalhes deste notícia poderá ler um primeiro comentário do Selecionador Nacional, Ricardo Vasconcelos, às equipas que do grupo de Portugal.
Pelo caminho teremos de enfrentar Itália, Letónia e Estónia. Em causa está o apuramento para o Europeu 2015 na Hungria/Roménia, para qual já estão apuradas Hungria e Roménia (países organizadores), Espanha, França, Turquia, Bielorussia e Rep. Checa (equipas que disputam Mundial 2014) e a Grécia que ganhou a única vaga em jogo na primeira fase de qualificação realizada no verão passado. A estas juntar-se-ão os 6 primeiros classificados dos grupos e os melhores 5 segundos lugares, da 2ª fase de qualificação a competir em Junho 2014.Qualquer grupo seria complicado, pois estamos a falar de uma fase de apuramento para um Europeu, onde muitas equipas do topo do basquetebol feminino ainda procuram uma vaga. “Para Portugal não há facilidades no grupo, Itália e Letónia tem mostrado o seu nível estando presentes no último Europeu, e curiosamente jogaram no mesmo grupo de apuramento (ficando com uma vitória cada uma das equipas nos confrontos diretos). A Itália acabaria em 8º lugar, conseguindo vitórias sobre equipas como Suécia e Montenegro (com quem Portugal jogou recentemente), enquanto que a Letónia acabaria por sair na primeira fase sem vitórias no grupo (França, Sérvia e Grã Bretanha).”De todos os adversários, Ricardo Vasconcelos considera que a Estónia, em teoria, será o adversário mais acessível. “Por outro lado a Estónia é uma seleção com um historial mais discreto, que apesar de o ano passado ter, na 1ª fase de qualificação, ganho à Holanda e Luxemburgo, acabou por ceder perante a Grécia, equipa que conseguiu o apuramento direto. É sem duvida um obstáculo que Portugal pode ultrapassar.”O treinador formula o desejo de conseguir reunir as melhores jogadoras portuguesas, no sentido de tornar a equipa mais competitiva e aproximá-la dos momentos altos do basquetebol europeu. “Portugal tem que conseguir juntar um grupo de atletas com muita experiência e alguma juventude, que nem sempre tem sido possível nos últimos anos, para assim formar a equipa mais talentosa possível. De forma a conseguir mais do que jogar de igual para igual como no verão passado com Polónia, Eslovénia, Macedónia, Alemanha e Israel, alcançar vitórias que tragam a confiança e a mentalidade que permitam num futuro próximo ambicionar palcos maiores…”
“Tratar de arranjar soluções. Unam-se!”
Ora falar com Norberto Alves é necessariamente falar da Académica, em particular em tão delicado momento para o basquetebol estudantil.
Mesmo fora de Portugal, o técnico acompanha o evoluir dos acontecimentos na terra natal. “Há muita poeira no ar”, começa por dizer o treinador, acrescentando depois que “há muita conversa. Nós conversámos pouco e fizemos muito”, recorda, lembrando que há que “tratar de arranjar soluções. Unam-se!”.Norberto Alves diz que se passou do “80 para o oito”, ele que curiosamente esteve “80 meses ao serviço dos estudantes”. “Custa-me ver isto e gostava que todas as pessoas que estão à volta do processo tivessem bom senso”, refere, deixando um alerta: “Percebam que têm aqui algo com muita qualidade e que não se pode dizer mal e vitimizar uma coisa que é vice-campeã nacional”.Norberto Alves diz ainda que, já no “ano passado, havia passivo e fomos vice-campeões”, esperando agora que se faça “uma avaliação. Só é preciso que respondam à seguinte per- gunta: Temos capacidade para levar a cabo esta tarefa?”.Gratos à CMC e ABCÀ margem dos problemas da Académica, o técnico centra atenções no Recre- ativo de Libolo, sua atual equipa, vice-campeã de Angola. Para já, o objetivo é a Taça dos Campeões Africanos, cuja preparação se desenvolve por terras coim- brãs. Uma escolha a que, certamente, não é alheia a (forte) ligação de Norberto Alves à cidade, centralidade e também às condições que oferecidas.O técnico sublinha as “ótimas condições para treinar” do Pavilhão Multidesportos, assim como as “pessoas de Coimbra, nomeadamente da Câmara Municipal”, que ajudaram e facilitaram a vinda da co- mitiva angolana. Em nome do Libolo, Norberto Alves agradece o “esforço de toda a gente”, em particular da autarquia e da Associação de Basquetebol de Coimbra.Interrompido o principal campeonato angolano, durante uma semana o Recreativo de Libolo vai efetuar treinos bidiários em Coimbra, num estágio que contempla ainda a realização de alguns jogos de caráter amigável com equipas da região Centro. O objetivo é preparar a equipa para a importante competição da Tunísia, onde são esperados adversários de grande valia, atuais campeões nacionais.Adaptação tranquilaEm Angola desde outubro, Norberto Alves é 100 por cento vitorioso – triunfos nos 12 jogos oficiais já realizados. Até ao momento, a adaptação “tem sido tranquila” diz o conimbricense, que foi “bem recebido, num clube que não tem muita gente na estrutura, mas que tem gente que sabe o que está a fazer”. Segundo o português, os “jogadores têm sido impecáveis e fizeram tudo para me ajudar”.Norberto Alves assume que é “difícil estar longe da família”, mas sabe que tal faz parte da carreira de treinador. “Estava a precisar de mudar. Para evoluir, é preciso sair da zona de conforto”, justifica, satisfeito pela oportunidade que “surgiu agora e ainda bem”.Quanto aos compromissos competitivos que se seguem, o português re- conhece dificuldades na conquista de um “objetivo importante” para o clube angolano, que nunca antes venceu a competição.
“Concentrados para conseguirmos ganhar”
Em declarações à Benfica TV, o técnico Nuno Ferreira deixou o desejo que o jogo com a Oliveirense confirme a subida de forma dos encarnados. O treinador congratolou o regresso a Oliveirense à Liga, um adversário vai exigir o máximo da atenção da parte dos benfiquistas.
“É uma equipa que não tem jogadores conhecidos, mas é uma boa equipa, temos de estar concentrados para conseguirmos ganhar”Nuno Ferreira garante que a equipa continuará a trabalhar para evoluir dia após dia. “A equipa está a crescer. Ainda não estamos na máxima força, mas vamos continuar a trabalhar como temos estado a fazer”, referiu.No Pavilhão Fidelidade, o técnico espera muitos benfiquistas mas também muitos adeptos da Oliveirense. “A Oliveirense esteve arredada da principal Liga durante uns anos e é bom que volte, pois as gentes de Oliveira de Azeméis são fervorosas”, concluiu.
«Vontade, compromisso e união»
Pela frente a equipa de Rui Alves terá pela frente o Benfica, às 16 horas, no Pavilhão Fidelidade. Um adversário de “grande qualidade”, conforme reconhece o treinador da formação de Oliveia de Azeméis.
Nem o facto de defrontar o atual campeão nacional faz o treinador Rui Alves alterar as suas rotinas semanais. Em que o foco esteve sempre ligado às coisas que a própria equipa terá de fazer durante o encontro frente ao Benfica. “Preparámos este jogo da mesma forma que os anteriores, respeitando o adversário mas, acima de tudo, o nosso trabalho.”Naturalmente que o técnico se sentiria mais confortável se pudesse contar com o apoio do público, mas promete tudo fazer para que se sintam orgulhosos da equipa. “É difícil jogarmos longe dos nossos adeptos mas tudo faremos para dignificar o Clube e a cidade de Oliveira de Azeméis.”O treinador tem consciência das diferenças que existem entre os dois plantéis, podendo só igualar o adversário em questões que ultrapassam a técnica e a tática. “A qualidade dos jogadores do Benfica é tão grande que só encontro comparação com a nossa vontade, compromisso e união.”
Daniel Brandão: «Comportamento fantástico»
A eliminação na Taça de Portugal, assegura, não vai causar mossa no moral da formação insular, que não quer afastar-se “um milímetro” do objetivo principal da época – a permanência na Proliga. Leia a entrevista nos detalhes desta notícia.
A passagem de adjunto a principal foi uma escolha natural por parte do clube?Na minha opinião, depois da saída do treinador principal, o clube tinha duas opções: ou rompia com o ciclo iniciado na época transata ou continuava esse mesmo ciclo. Dado que o clube optou por continuar o ciclo já iniciado, julgo que fui uma escolha natural, até pelo meu percurso como adjunto e treinador nos escalões de formação do clube.Teve de alterar muito a sua forma de se relacionar com os atletas? Sentiu alguma dificuldade de aceitação nesse novo papel dentro da equipa?Os jogadores aceitaram muito bem a minha promoção a treinador principal da equipa e não tive qualquer dificuldade em que eles me vissem e me respeitassem como o novo líder. Conversámos no início da época, clarificámos regras e objetivos, e dessa forma não tive que alterar a forma como me relaciono com o grupo nem com os jogadores individualmente. Introduziu grandes alterações na forma de jogar do Terceira Basket? Está satisfeito com os reforços recrutados para esta temporada?O trabalho que temos vindo a desenvolver esta época surge numa linha de continuidade com o bom trabalho desenvolvido na época passada. Esta época não partimos do zero, tendo sido deixadas boas bases de trabalho na época transata. Obviamente, foram feitos alguns ajustes no modelo de jogo da equipa, devido ao facto dos jogadores que vieram reforçar a equipa terem caraterísticas algo diferentes daqueles que saíram. Estou muito satisfeito não só com os reforços, mas com todos os jogadores. Temos um plantel jovem, trabalhador, solidário e com grande espírito coletivo a todos os níveis, desde o jogador mais jovem até ao mais experiente.Que balanço faz do comportamento, até ao momento, da equipa?Na minha opinião, o comportamento da equipa tem sido fantástico. O mérito em grande parte é dos jogadores que têm desenvolvido um excelente trabalho nos treinos e na interpretação e aplicação dos planos de jogo. Mais do que o lugar que ocupamos na classificação, a equipa vem solidificando o seu modelo de jogo ofensivo e defensivo, e tem sido competitiva em todos os jogos, mesmo nas derrotas que tivemos até agora. Existe uma crença muito grande dentro do grupo de que fazendo as nossas coisas bem, podemos ganhar a qualquer equipa do nosso campeonato. No entanto, também sabemos que se não formos competentes, podemos perder. Temos investido muito tempo de trabalho na melhoria dos nossos jogadores, a nível individual e coletivo. Acredito que com a melhoria dos jogadores a equipa jogará naturalmente melhor de jogo para jogo.A eliminação da Taça de Portugal já foi ultrapassada?A nossa prioridade em termos competitivos é o Campeonato da Proliga. No entanto, o jogo que disputámos para a Taça de Portugal era um encontro que queríamos ganhar. Infelizmente, não o conseguimos, com muito mérito do nosso adversário e com algum demérito nosso. No entanto, essa derrota não influenciou em nada o nosso percurso no Campeonato e serviu de motivação para nos jogos seguintes darmos um passo em frente e corrigir os aspetos em que não estivemos bem no jogo da Taça.Revê na equipa consistência e qualidade de modo a que possam estar a este nível até final do campeonato?O nosso objetivo competitivo primordial é a permanência no Campeonato da Proliga e não nos vamos afastar um milímetro desse objetivo até o conseguirmos alcançar. Temos que ser humildes e ter os pés bem assentes na Terra, sabendo que o campeonato é longo e que nem sempre as equipas que começam bem, também acabam bem a competição. A nossa filosofia passa por ganhar o próximo jogo e é nesse sentido que abordaremos a restante competição, sabendo que tudo daremos para o conseguir semana a semana. Temos sempre o “handicap” de quando jogamos em casa termos que realizar dois jogos em cada fim de semana. Não temos conseguido ser tão competitivos no 2º jogo, como somos geralmente no 1º, o que nos condiciona um pouco, fruto do pouco tempo de recuperação entre os jogos. Aliás, contando com o Troféu António Pratas e com a Taça de Portugal, 4 das 5 derrotas que temos esta época em jogos oficiais foram no 2º jogo no mesmo fim de semana. Com exceção da outra equipa açoriana do nosso campeonato, este facto não acontece com mais nenhuma equipa, o que não me parece justo em termos desportivos. No entanto, prometo que tudo daremos para criar dificuldades a todos os nossos adversários e para sermos consistentes e competitivos até final. A foto é da autoria de Pedro Alves/DI.
«Gerir melhor a posse de bola»
Segue-se, em casa, o Vitória de Guimarães, uma “equipa muito talentosa e seguramente uma das melhores da Liga”, na opinião do técnico.
Esperava que esta primeira vitória tivesse surgido mais cedo? Sinceramente, contava que a primeira vitória surgisse mais cedo.Encontra explicações para que a primeira vitória do Lusitânia só tenha sucedido à 4ª jornada?Nem sempre é fácil encontrar explicação para os desvios no nosso planeamento e expectativas, mas penso que houve dois fatores que contribuíram para este arranque de campeonato, nomeadamente a substituição do base e, sobretudo, a escassa competição no período preparatório. É na competição em período preparatório que podemos esclarecer muitas coisas quanto ao rumo que a preparação da equipa está a levar, tanto nas questões técnico/tácticas, como físicas e isso só foi verdadeiramente testado já em competição.Quando já perto do final, a Ovarense passou para o comando, chegou a temer que o ciclo negativo da equipa fosse prolongar-se?Sim, temi que isso pudesse acontecer pois estávamos a sentir bastante dificuldade em atacar contra a defesa zona da Ovarense. Contudo, ao contrário dos jogos anteriores, mesmo nos momentos mais difíceis todos nós acreditámos que a vitória não iria fugir. O recrutamento continua a ser um problema? Gostava de ter visto preenchida alguma lacuna no grupo de trabalho?Continua a ser um problema, agora muito agravado tempos de escassez de recursos financeiros em que vivemos. Longe vão os tempos em que o clube tinha capacidade para recrutar com um pouco mais de qualidade. Hoje as condições de recrutamento são de uma exigência extrema, com recursos muito baixos e margem de erro quase nula. Mas também não posso deixar de dizer que trabalhar em condições de restrição muito severas e ver os nossos jovens crescer com alguma consistência, independentemente dos resultados desportivos, dá-nos um prazer muito especial. Ver jogadores como Miguel Freitas, David Tavares, Pedro Matos ou Fernando Ferreira a dar um contributo regular em competição é qualquer coisa de fantástico e que nos orgulha a todos.Quanto ao preenchimento de lacunas no plantel, sem dúvida que o recrutamento de mais um jogador seria muito importante por diversas razões, mas, para já, essa possibilidade não se coloca.Depois de uma vitória fora de casa, acha que é altura para ganhar em casa? Embora reconheça que não irá ser tarefa fácil derrotar o Vitória?Ganhar em casa é muito importante para cativar os adeptos e envolvê-los na dinâmica da equipa. É isso que vamos tentar fazer no próximo sábado, sabendo que vamos jogar com uma equipa muito talentosa e seguramente uma das melhores da Liga. Não será tarefa fácil, mas sei que tudo faremos para o conseguir.O que esteve bem no jogo de Ovar e que terá ser mantido para o encontro do próximo fim-de-semana?A coesão da equipa e a capacidade de sofrimento reveladas pela equipa até ao último instante do jogo. Defendemos muito bem em largos períodos do jogo.Naturalmente que uma equipa pode sempre evoluir. Mas para este jogo em concreto, e tendo em conta as caraterísticas do adversário, onde gostaria que os seus jogadores fossem melhores?Como somos uma equipa muito jovem e inexperiente, mesmo no que aos estrangeiros diz respeito, gostaria que fossemos capazes de gerir algumas posses de bola, alguns momentos do jogo, com maior maturidade. Sei que isso vai acontecer!
Olivais recebe Galitos Barreiro nos 1/16 avos de final
Depois de ultrapassar com sucesso duas eliminatórias, o Olivais FC Coimbra está nos 16 avos de final, como já há muito tempo não estava. Não é por isso de admirar que o capitão da equipa Luís Carlos Silva esteja entusiasmado com a perspetiva de defrontar uma grande equipa:
“Em relação ao próximo jogo com o Galitos do Barreiro, sabemos que temos uma tarefa muito complicada mas não impossível. É certo que a equipa contrária conta com nomes de peso no basquetebol nacional, como é o caso de António Tavares e de Miguel Minhava… no entanto no desporto tudo pode acontecer, jogamos em casa, perante o nosso público, e só se ganham jogos dentro de campo. Por outro lado temos também a consciência que teremos de trabalhar muito para discutir a eliminatória. Viemos de um derrota difícil de digerir na Marinha Grande a contar para a 1ª divisão masculina, apesar de termos andado a trabalhar bem no dia a dia dos treinos, e iremos ter jogo no sábado frente ao Abrantes , mas acho que isso não terá influência na preparação da equipa, a moral é grande pois há muito que esperamos por este jogo. É certo que existe uma diferença entre as duas equipas e quanto às armas que poderão apresentar em campo, mas como já disse, os jogos são ganhos dentro do mesmo… Temos o exemplo da Sanjoanense e do Física Torres Vedras, ambas equipas da 1ª divisão masculina, que eliminaram equipas de escalões superiores e estão na próxima fase da Taça de Portugal. Finalizando, todos esperamos este jogo há muito tempo, é uma competição de grande prestígio em Portugal, e teremos todo o prazer de receber um dos atuais líderes da LPB, para um jogo em que tentaremos dar o máximo e também disfrutar , relembrando muitos “jogos de primeira” que já passaram pelo velhinho pavilhão do Olivais.”O treinador olivanense Augusto Cavaleiro não está menos entusiasmado com o jogo:“Quando nos inscrevemos na Taça de Portugal tínhamos como objectivo chegar a uma eliminatória com um equipa da LPB, objectivo atingido! Sabemos que vai ser um jogo muito complicado com uma equipa moralizada com 3 vitórias seguidas na LPB e comandada por um treinador muito competente. Conhecemos o nosso adversário e sabemos que a responsabilidade está toda do lado do Galitos FC pois, mesmo sem falar na diferença técnica, a diferença física e de orçamento é muito grande. Estamos a encarar e a preparar este jogo de uma forma muito séria e honesta, como o fazemos habitualmente, e vamos dar tudo para conseguir a vitória. No entanto, apesar de termos consciência que é um jogo com um grau de dificuldade elevada e com praticantes de grande qualidade técnica e física, estamos motivados para jogar e do qual queremos desfrutar o máximo.”Em resumo, conscientes da diferença entre as equipas, os olivanenses não darão tréguas aos galináceos do Barreiro e tudo farão para ser mais um tomba-gigantes, com a ajuda de Sto António dos Olivais, do entusiasmo do público olivanense e de todos os amantes de basquetebol da cidade de Coimbra e arredores.
«Temos margem de progressão»
As dificuldades são muitas, mas a meta de alcançar o playoff está bem viva na mente dos seus jogadores. O próximo adversário será o Dragon Force e o técnico promete preparar o jogo com “o rigor de sempre”.
Na sua opinião, o Sangalhos poderia e deveria ter feito melhor em algum jogo disputado até ao momento?Se no nosso trajeto contamos com 3 derrotas até ao momento, é lógico afirmar que poderíamos ter feito melhor, nomeadamente mais coesão defensiva, melhor controlo do ritmo do jogo e da posse de bola. Por vezes num curto espaço de tempo deitamos a perder o excelente trabalho realizado.A equipa tem margem para evoluir ainda mais? E quais são os principais problemas a resolver nesta fase da temporada?Claro que tem margem de progressão. Precisamos de encontrar o rigor e consistência defensiva que tem caracterizado esta equipa ao longo das últimas épocas. O facto de termos vários atletas universitários a treinar menos vezes, dificulta o trabalho semanal, o ganho de consistência ofensiva e defensiva, bem como a própria preparação dos jogos. Por outro lado, esperamos recuperar o mais rápido possível o Jó Seabra e o Pedro Ferreira, jogadores importantes e disponíveis, das lesões no cruzado anterior ocorridas na época passada.O campeonato está mais difícil este ano?Parece-me que as equipas estão mais próximas umas das outras e como tal penso que será um campeonato mais equilibrado, com resultados menos previsíveis.O jogo do próximo domingo frente ao Dragon Force vai ser muito complicado?É um jogo que vale os mesmos pontos dos demais. No entanto, reconhecemos a superior qualidade do adversário expressa nos resultados até ao momento. Vamos preparar-nos com o rigor de sempre.Não vou pedir para que revele a sua estratégia para o jogo. Mas consegue apontar pontos em que o Sangalhos não poderá falhar de modo a poder discutir o jogo?Seguramente teremos de controlar o elevado ritmo de jogo do adversário. Dentro dos nossos princípios e regras defensivas estamos a trabalhar as soluções que nos parecem mais adequadas para condicionar a equipa portista e, ofensivamente, procuraremos impor a nossa organização coletiva. Esperamos, igualmente, que os nossos adeptos compareçam em força para nos “empurrarem” para o estado de superação necessário.O que seria uma época positiva para o Sangalhos?Queremos e lutaremos jogo a jogo para estar no playoff.
«Apoio será fundamental»
A equipa poveira, que compete na 1ª Divisão, é composta maioritariamente por jogadores jovens, “atletas da casa”, que jogam por “amor à camisola”.
A equipa, nesta fase da temporada já está a jogar da forma que mais lhe agrada?Apesar de este ser o 2º ano que estou com este grupo, e os elementos serem praticamente os mesmos da época passada, alterámos praticamente o nosso modelo ofensivo todo, pelo que a equipa ainda está numa fase de aquisição e aperfeiçoamento dos sets ofensivos. Acredito que ainda vamos melhorar bastante neste ponto. Quanto ao aspeto defensivo, mantivemos praticamente as ideias da época passada, pelo que as coisas já estão mais consolidadas, apesar de haver sempre aspectos a melhorar.Acima de tudo queremos ser rápidos nas transições, inteligentes no jogo 5×5 e muito agressivos na defesa, e acredito que com o decorrer da época, isto surgirá naturalmente, fruto do trabalho.O grupo tem alguma limitação que torne mais complicada a sua tarefa como treinador?Em primeiro lugar devo realçar que o grupo é constituído praticamente por “atletas da casa”, que jogam como se costuma dizer por “amor à camisola”, uma vez que ninguém recebe nenhum tipo de apoio ou subsídio. Isto por si só, demonstra a vontade com que os atletas encaram este desafio. No entanto, como sabemos, só a vontade não chega. Uma das principais dificuldades é a heterogeneidade do grupo. Temos alguns atletas mais experientes, mas a grande maioria são jovens ainda com pouco tempo de jogo no escalão sénior. Normalmente, nos jogos dos seniores temos sempre 4 a 5 atletas que jogam nos sub-20. Cumprem da melhor forma possível, mas em alturas decisivas dos jogos nota-se essa falta de experiência. Quanto às outras debilidades da equipa, tentamos combatê-las e disfarçá-las com a entrega e união do grupo.A derrota no passado fim-de-semana serviu de alerta para aspetos que estavam menos bem?Nenhuma derrota é boa, mas a acontecer, prefiro que tenha acontecido já nesta fase, no inicio do campeonato, uma vez que nos dá a oportunidade de corrigir os aspetos menos positivos que tenham acontecido. Foi um jogo bastante atípico, uma vez que estivemos sempre na frente, e péssimas percentagens de lançamento (apenas 2 triplos convertidos em 22 e uma percentagem total de lançamentos de 32%) permitiram ao adversário recuperar e acabar por ganhar nos segundos finais. Acredito que não teremos outro dia assim tão mau em termos de percentagens, o que aliado a bons índices defensivos, nos permitirá ganhar mais jogos.A equipa está preparada para fazer dois jogos seguidos?Esta época será a 1ª experiência numa jornada dupla, mas acredito que o trabalho desenvolvido desde o inicio da época aliado ao planeamento deste microciclo, nos permitirá estar em condições para dar uma resposta positiva nos 2 jogos. Na sua opinião, o Atlético é uma equipa que podia perfeitamente estar a jogar num escalão acima?Claro! Aliás, apenas não o estão a fazer por razões extra-desportivas, uma vez que na época passada ganharam o direito desportivo de participar na Proliga, ao atingirem a final da CNB1. Na minha opinião, é uma equipa ainda mais forte que a época passada, com algumas caras novas que vieram trazer ainda mais qualidade a um grupo que já era forte. É uma equipa, ao contrário da nossa, com muita experiência, com atletas que já passaram pela Liga Profissional, mas que nós iremos tentar contrariar ao máximo, e com as nossas armas, tentar oferecer uma prenda ao público poveiro.O fator casa poderá ser importante para ultrapassar este obstáculo?Esperemos que sim. Como já disse no inicio, ainda estamos numa fase de aperfeiçoamento e consolidação, o que não nos permite ainda efetuar as exibições que pretendemos, e por si só, chamar mais público ao pavilhão, mas acredito que este fim-de-semana vamos ter o apoio fundamental dos nossos adeptos para criarem um ambiente empolgante e dessa forma, ultrapassarmos as dificuldades que vamos encontrar.
José Araújo: «Estamos a conquistar respeito de todos»
A equipa já leva sete vitórias consecutivas e lidera a classificação. Não perca a entrevista, nos detalhes desta notícia.
Antes de começarem o campeonato, e apesar de o clube ser o campeão em título, afirmou que iriam sentir mais dificuldades esta temporada. As sete vitórias consecutivas até agora alcançadas constituem surpresa?É verdade e continuo a ter a mesma opinião. Porque o orçamento é realmente menor e a pré-temporada foi muito curta. Mas conseguimos juntar um grupo de jogadoras com talento e vontade para trabalhar de forma séria, a evolução tem sido evidente e temos ainda um longo caminho a percorrer.Os resultados desportivos estão a ser claramente uma surpresa pois ninguém esperava um começo tão positivo.Consegue explicar os motivos que levam a este domínio na Liga romena?Para já conseguimos vitórias importantes contra dois candidatos à conquista do título, apenas isso. Não sinto que a equipa esteja a dominar a Liga. Mas estamos em primeiro e a conquistar o respeito de todos com o nosso trabalho diário.Penso que neste inicio da competição estamos a jogar com um ritmo mais elevado que as outras equipas e a nossa capacidade defensiva está e melhorar, acredito que estas são as principais razões deste relativo sucesso.Teve que alterar rotinas de trabalho ou princípios de jogo numa equipa que já era campeã?A equipa tem sete jogadoras novas, apenas cinco permanecem da ultima época. Mas sim, muita coisa está a ser diferente e como é lógico estas mudanças levam tempo. Para já ainda estamos a construir e a melhorar a nossa capacidade para jogar nas transições, ao mesmo tempo que estamos a tentar ser mais agressivos defensivamente inclusive em todo o campo. Para estas jogadoras tem sido um novo desafio.Onde sente que a equipa está diferente, sendo isso o seu cunho pessoal na forma como vê o basquetebol?Para já acredito que o trabalho ofensivo sem bola, as reações às penetrações e aos passe interiores, a forma como a equipa reage quando conseguimos uma vantagem, é algo que faz parte da forma como vejo o jogo. Este aspeto tem sido trabalhado diariamente e começa a aparecer nos jogos. A forma como estamos a tentar defender e a rotação das jogadoras durante os jogos também são diferentes das épocas passadas. Penso que estes serão os aspectos onde o meu cunho pessoal poderá ser mais evidente.Quais julga serem os aspetos em que a equipa ainda necessita melhorar?Apesar de uma evolução notória, a nossa transição defensiva está longe de ser ideal e temos claramente que melhorar. Defensivamente ainda temos muitas horas de trabalho pela frente, mas estamos a evoluir de forma segura.A nível ofensivo a equipa tem jogadoras talentosas, que estão ainda em fase de aprendizagem, e vamos melhorar com certeza. Mas para já estou muito mais concentrado nos aspectos defensivos.Depois de analisar as restantes equipas da Liga, acha que são o principal candidato a conquistar o título?Esta Liga tem cinco equipas claramente candidatas ao titulo, mas temos ainda que juntar um “outsider”. Existe realmente equilíbrio entre as primeiras seis e um conjunto de dez equipas a lutarem pelo acesso ao playoff. Honestamente acredito que estamos entre as equipas que podem aspirar conquistar algum troféu, mas não podemos esquecer o nosso principal objetivo: trabalhar para ser competitivos!! Foi assim que começamos e será assim que temos que chegar ao final da competição.Agora mesmo estamos a prepara o próximo jogo fora com um dos candidatos ao titulo, ACS Sepsi, mais um teste difícil num pavilhão que estará lotado com 1200 espectadores.
Escola Nacional do Basquetebol
As alterações dizem respeito à certificação de treinadores de acordo com o novo Plano Nacional de Formação de Treinadores e às certificações provisórias.
«Estamos prontos»
Defronta o Sampaense, sábado, no Pavilhão Fidelidade, pelas 16 horas para a LPB, e a Ovarense, no Arena Dolce Vita, domingo, às 16 horas, para a Taça de Portugal. Carlos Lisboa, em declarações à Benfica TV, relembra que o Benfica já conquistou um troféu, pelo que a Ovarense é um obstáculo a ultrapassar tendo em vista outro objetivo da equipa. Ainda assim, o técnico prefere primeiro focar-se no encontro a contar para o campeonato.
“Já ganhámos a Supertaça e agora falta-nos ganhar a Taça de Portugal, o Campeonato Nacional e a Taça Hugo dos Santos e, logicamente, que pensamos jogo a jogo. Primeiro pensamos no Sampaense, que é sábado e só depois no jogo com a Ovarense”, frisou. O trabalho semanal não decorreu de uma forma habitual, já que o técnico não pode contar com vários atletas. “Estamos a trabalhar condicionados devido a lesões e doenças que nos tiraram cinco jogadores esta semana. Vamos estar prontos para defrontar o Sampaense e Ovarense.” Nada que altere a habitual forma de abordar os jogos a contar para a LPB . “Vamos com o mesmo objetivo de vencer apesar das contrariedades. Temos feito o nosso trabalho. O Sampaense é uma boa equipa e sabemos do potencial que tem. Respeitamo-los mas queremos ganhar”.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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