Artigos da Federaçãooo

O homem dos lançamentos

“Mr Perfect”, alcunha pela qual é conhecido no mundo da NBA, está em Portugal para realizar uma série de clinics, onde dará a conhecer alguns dos seus métodos de trabalho, que fizeram nomes como Jordan, Kobe, Arenas, Ray Allen, entre outros, recorrer aos seus serviços. De uma simplicidade extrema, foi com enorme prazer, curiosidade e interesse que estivemos à conversa com Dave Hopla, uma entrevista que se tornou numa conversa cativante, cheia de curiosidades inacreditáveis.

Desenganem-se aqueles que estejam à espera de aprender receitas milagrosas para criar lançadores de eleição. Dave considera-se um perfeccionista, e acima de tudo num incansável trabalhador. Ele que foi atleta passando depois para treinador no Junior College, e já nessa altura as suas equipas tinham como característica principal as boas percentagens de lançamento. Daí até se tornar um treinador de lançamento foi um pequeno passo, embora confesse que nunca o tinha planeado. “Acho que aconteceu por acidente. Sempre fui um bom lançador e as minhas equipas tinham sempre grandes atiradores. Tal acontecia porque os recrutava bem, para além do trabalho que dedicava aos aspectos técnicos. Comecei por fazer demonstrações de lançamento, campos, a ser contratado por agentes no período pré-draft para os ajudar nas escolhas, bem como a trabalhar com eles.”O ponto de partida do seu trabalho inicia-se com uma observação do atleta, para poder definir o que precisa de ser corrigido de forma a poder evoluir na sua mecânica de lançamento. “Tal como acontece numa casa, começo por me focar nos alicerces da construção. “Olho primeiro para os pés, trabalho de recepção e enquadramento, a que se segue os movimentos dos joelhos. Vou subindo no corpo tendo em atenção a linha de lançamento que o jogador efectua. Não existem dois lançadores iguais, com isto quero dizer que mecânica de cada um é como um traço da sua personalidade. “Tal como quando começamos a aprender a caminhar, a primeira etapa é gatinhar. No lançamento passa-se o mesmo. Devemos começar perto do cesto e irmo-nos afastando do mesmo.” Foi desta forma simplista que Hopla descreveu o processo evolutivo de um jogador que quer tornar-se melhor. “Quando durante os meus treinos me começam a perguntar quando é que vão aprender o lançamento à retaguarda do Kobe, respondo sempre se ele está dentro do pavilhão a treinar com eles. É necessário fazer-lhes perceber que é um processo demorado e que requer tempo e trabalho, havendo por vezes a necessidade de colocar as expectativas deles ao nível da terra.”A questão fundamental do lançamento tem a ver com a mecânica com que ele é efectuado. “O segredo está em aprender a lançar correctamente, com o método perfeito, não criar maus hábitos de lançamento.” E para que isso se torne mais efectivo, Hopla não tem qualquer problema em apontar o “modelo europeu” como o mais acertado para se conseguir isso. “Os americanos deviam copiar o modelo europeu, utilizar as bolas, as alturas e as distâncias apropriadas a cada uma das idades.”Ele próprio é um excelente exemplo da arte de lançar, e a prova que, independentemente da idade, se pode evoluir e tornar-se melhor. “Julho é sempre o meu melhor mês em percentagens de lançamento. Isto porquê? Porque é o mês em que faço maior número de clinics.” Um exemplo prático que com treino é possível melhorar.Estamos a falar de um treinador possuidor de alguns recordes mundiais, como são os casos dos 1234 lances-livres consecutivos, dos 88 triplos seguidos, ou dos 25 lances livres convertidos em 1 minuto. Tudo isto são números que fazem parte dos registos que faz desde os seus 16 anos, onde tem apontado todos os lançamentos que fez, tal como as percentagens que realizou. “Todos os jogadores, desde que tenham abertura e desejo para o fazer podem melhorar o seu lançamento. Nunca lhes falo em mudar o lançamento, refiro-lhes apenas pequenos ajustes ou correcções que precisam de fazer.” Para conseguir o número incrível de 1234, Hople precisou de 1 hora e 45 minutos, pelo que a repetição do movimento se torna mais num “exercício mental”, mais do que outra coisa qualquer. De todos com quem já trabalhou, melhor não tem dúvidas em apontar Ray Allen como o melhor, embora nunca se esqueça da forma como Drazen Petrovic trabalhava na busca da perfeição, e já tenha sido requisitado por muitas estrelas da NBA para evoluírem nesse aspecto do seu jogo. “O atleta da NBA é ambicioso e trabalhador, quer sempre melhorar e está disposto a dar sempre mais para se tornar mais certeiro.” E revela-nos uma história que demonstra bem o grau de profissionalismo dos jogadores da melhor Liga do mundo. “Combinei fazer um clinic individual com o jogador Brandon Jennings que teria a duração de quatro dias. Por questões meteorológicas, só consegui chegar ao meu destino ao final do dia, já perto das onze da noite. Quando me foi buscar ao aeroporto, perguntou-me se estava demasiado cansado para ainda treinar naquela noite pois não queria perder uma sessão de treino. Começámos a treinar à meia-noite.”O tempo para treinar na NBA é curto, para além do facto da temporada ser muito longa. “Mais do que obrigar os jogadores a lançar, é necessário ler em que condições estão.” Para Dave o maior desafio que ele tem como treinador, é conseguir fazer com que eles por iniciativa própria se desloquem ao pavilhão para treinar. “Dar-lhes as ferramentas necessárias e criar-lhes os desafios para que se sintam motivados em querer lançar ao cesto. Registar tudo o que lançam, estabelecendo metas a atingir nas percentagens de lançamento.” Foi assim que aconteceu com os Washington Wizards onde conseguiu excelentes resultados.Em tom de brincadeira costuma dizer “que já seria milionário se recebesse um dólar por cada vez que lhe perguntaram porque nunca treinou Shaq.” Ele próprio confessa que já por diversas vezes, e através de diferentes pessoas já tentou chagar à fala com Shaq e Dwight Howard. “Já lhes envie mensagens escritas, falei com amigos comuns e lhes transmiti que podia melhorar-lhes o lançamento.”Fanático pela perfeição, Dave estabelece todos os anos a meta dos 98% como sendo o seu mínimo a atingir no total de lançamentos que diariamente regista. Já foram várias as demonstrações com a duração de 45 minutos que Hopla fez de forma perfeita sem falhar um único lançamento, ou então como aconteceu, em Barcelona, converteu 300 dos 301 tiros que lançou.Para aqueles que procuram um conselho para se tornarem grandes lançadores, Dave Hopla, na condição de ser um dos maiores especialistas mundiais, deixa duas coisas: – a primeira é fácil, lançar da forma mais correcta possível, com o método mais perfeito.- a segunda um pouco mais complicada, querer lançar correctamente o maior número de vezes possível.O nosso bem conhecido Carlos Barroca, com o apoio da ENB e AIPD (custeou a viagem), uma instituição sem fins lucrativos, tornou possível a vinda ao nosso país de um dos melhores treinadores de lançamento, agendando uma série de clinics, para treinadores e praticantes, para os próximos dias.A ENB realiza dois clinic com Dave Hopa, um especilista na metodologia e ensino do Lançamento. Estas duas acções são creditadas pela ENB.Em Algés no Pavilhão do Sport Algés e Dafundo pelas 21.30 horas e em Coimbra pelas 21 horas no Pavilhão Multidesportos Dolce Vita Comparece. Inscrições para ENB via email catiamota@fpb.pt ou no local.Sábado de manhã, 9h – 10.30h, no Restelo, e da parte da tarde, em Ílhavo, na Esc. Sec. de Ílhavo, ás 16.30h, numa acção para atletas e praticantes.


Clinic “O Lançamento”

Sexta Feira, 6 Maio, às 21h30, no Pavilhão do Sport Algés e Dafundo e no Sábado, 7 Maio, de manhã – 09:00 / 10:30 horas – no Pavilhão Acácio Rosa (Estádio do Restelo), para depois à noite, pelas 21h00, estar no Pavilhão Multidesporto de Coimbra. Actualmente com 53 anos, Dave Hopla formou-se na Universidade do Nebraska, onde também integrou a equipa de basquetebol. É considerado por George Karl como “o melhor treinador de lançamento do Universo”.

As referências de Dave não são “apenas” as equipas com quem colaborou (Toronto Raptores, Washington Wizards…), trabalhou individualmente com muitos jogadores e jogadoras da NBA, WNBA, NCAA e liceus. Michael Jordan, Kobe Bryant, Ray Allen, Gilbert Arenas e Dwyane Wade são algumas das estrelas que trabalharam com ele.Ficam alguns testemunhos:Kobe Bryant diz: “Não perco uma oportunidade de trabalhar com o Dave. Ele é o melhor do ramo”. Ray Allen afirma que: “Dave não só me ajudou a melhorar o lançamento como também muitos outros aspectos do jogo”. Gilbert Arenas: “Ele fez com que deixasse de tentar afundar e começasse a querer ser um lançador de triplos”.As inscrições devem ser enviadas para a FPB, por correio ou email. O pagamento de 8 euros, deverá ser feito através de cheque ou transferência bancária (obrigatório o envio do comprovativo para que seja aceite).Inscrição no dia do Clinic – 10 euros.Nota: Seleccionadores Regionais e Formadores ENB têm uma redução de 50% na taxa de inscrição.


Ricardo Vasconcelos: «Um dos mais equilibrados»

Na sua opinião pelo menos metade das equipas tinha aspirações a um dos troféus disputados esta época e o nível dos encontros foi de qualidade. A modalidade está a crescer nesta vertente e o técnico mostra-se confiante de que essa evolução terá efeitos muito positivos ao nível da Selecção Nacional, que dentro em breve regressa aos compromissos internacionais.

Como introdução gostaria que esclarecesse as novas alterações do modelo competitivo para o Campeonato da Europa. O modelo competitivo a implementar a partir do verão de 2012 passa por agrupar as várias selecções europeias em vários grupos para apuramento, a jogar no mesmo país, num momento único. Evitando assim os jogos em casa e fora, reduzindo as viagens e o desgaste criado em atletas que já são muitas vezes “castigados” ao longo de uma época desportiva muito competitiva.O que achou do campeonato que agora terminou? Foi um dos mais equilibrados dos últimos anos. O que representa a possibilidade de maior evolução das atletas que nele participaram. Arrisco-me mesmo a dizer que 6 das 12 equipas teriam legítimas aspirações a poder pensar em ganhar um dos títulos em jogo da presente temporada. Penso que o nível de jogo praticado pelas equipas foi de boa qualidade. Assistimos a encontros muito equilibrados com os pavilhões muitas vezes cheios.Estes estágios de observação são reveladores da quantidade de opções válidas para integrarem a Selecção sénior? Sim! Todas as jogadoras observadas nesta fase são ou podem vir a ser jogadoras a incorporar a Selecção Nacional Sénior, a curto ou a médio prazo. Assim as atletas continuem a trabalhar com esse objectivo durante toda a época.Considera que é chegada a altura de começar a tirar proveito do trabalho feito nas Selecções mais jovens? Acredito que sim! O trabalho desenvolvido, quer pelos CNT’s, quer pelas Selecções jovens, tem dado frutos reais, e o nível equilibrado da Liga também se deve muito a quantidade de jovens de qualidade que alargaram as opções disponíveis para os treinadores. Assim, acredito que estes jovens talentos possam começar a ajudar o país a ter uma boa representação internacional. Tenho a certeza que esse é um dos objectivos de todos os atletas de eleição de qualquer modalidade. Quem é que não fica orgulhoso em representar e colocar o seu país no mais alto patamar e o mais respeitado possível aos olhos dos outros países?! Alguma coisa irá mudar na filosofia de jogo que pretende implementar no futuro próximo da Selecção? Não. Tenho claro, e estou muito consciente, da forma como as Selecções Nacionais Portuguesas devem jogar. O que foi iniciado o ano passado será continuado este ano. Haverá ajustes a fazer em função das atletas escolhidas para a Selecção mas em nada toca ou altera a filosofia que se pretende implementar.Esta segunda volta serve de preparação e ao mesmo tempo de contacto internacional para os complicados desafios que aí vêm? Sem dúvida. Apesar dos jogos em causa contarem para ranking, a verdade é que servem, e muito, para experiência e contacto internacional de uma Selecção que se prevê jovem e sobretudo inexperiente. Logicamente que se num curto espaço de tempo (1 ano) estaremos a jogar com algumas das melhores selecções da Europa toda a experiência que se possa dar as atletas é fundamental. É também verdade que a forma como a Selecção Nacional pretende jogar é diferente dos hábitos da maior parte das atletas, onde todos os jogos que se possam ter dentro da realidade Europeia sob esta filosofia é de extrema importância. De que forma encara, a curto prazo, o facto de ter de defrontar algumas das melhores selecções europeias? Da melhor forma possível. Na minha opinião só é possível evoluir significativamente quando jogamos com os melhores. Só quando estamos perante o topo é que podemos verdadeiramente aferir o que nos falta e quantificar a distancia, permitindo-nos assim a possibilidade de criar um caminho de forma a suprimir essas distâncias.É da opinião que os principais problemas estarão nas diferenças de altura e peso? Também, mas não só. Outro grande factor de diferença, e talvez o mais decisivo, é claramente o ritmo a que o jogo é jogado. A velocidade a que se corre o campo, a que reagem ao ganho da posse de bola, se aproveita ou se parte para um bloqueio, é muito superior aos ritmos que estamos habituados…Positivo relativamente à evolução basquetebol feminino e ao surgimento de novos valores? Por natureza sempre positivo! Mas a conjuntura do basquete feminino é claramente favorável. O basquetebol feminino em Portugal tem e terá, num futuro próximo, talento e qualidade que garanta esta conjuntura favorável.


Tomada de posse ANTB

N. T. B., eleitos no passado sábado. Num momento tão importante como este, em que se pretende relançar a Associação, convidam-se os treinadores interessados a estarem presentes. A presença dum significativo número de treinadores é essencial para que a cerimónia tenha o brilho que merece e será também uma importante manifestação de confiança e estímulo para os dirigentes agora eleitos.


“Têm um cinco muito equilibrado”

Em declarações ao canal de televisão do Clube da Luz, o treinador Henrique Vieira alertou para o bom conjunto do adversário.

Para chegar às meias-finais do campeonato, o Benfica eliminou a Ovarense e o técnico considerou que “a equipa correspondeu ao que estávamos à espera”.A eliminatória com a formação de Ovar já pertence ao passado e os “encarnados” centram atenções no embate com a Académica, que é uma das sensações da competição. “Vem aí nova ronda e vamos aperfeiçoar algumas coisas, nomeadamente na defesa em que não correram tão bem”, começou por adiantar.Henrique Vieira voltou a lembrar que “o ataque ganha jogos e a defesa ganha campeonatos”, por isso, argumentou que o Benfica tem de estar muito unido para melhorar no capítulo defensivo: “Se não defendermos melhor, dificilmente chegaremos lá. Sabemos que vamos defrontar uma equipa que tem um cinco muito equilibrado e que ofensivamente também é muito equilibrada. Temos de saber o que queremos fazer dentro do campo.”Nesta primeira abordagem ao confronto com a Académica, o timoneiro dos bicampeões nacionais lembrou ainda as dificuldades criadas pelo adversário na Fase Regular da Liga. “Tal como dissemos em relação à primeira ronda, vamos tentar ganhar o primeiro jogo e, com o apoio do nosso público, vamos com certeza ter uma tarefa menos difícil, mas é uma equipa muito boa e que já nos criou grandes problemas na Fase Regular. Se não estivermos a 100%, não vamos conseguir ultrapassá-los”, defendeu.O Benfica vai efectuar os dois primeiros jogos das meias-finais em casa. Nesta sexta-feira, dia 29 de Abril, a equipa de Henrique Vieira entra em campo pelas 21 horas. Segue-se depois a segunda partida no domingo, dia 1 de Maio, pelas 15h30.O terceiro jogo entre as duas formações tem início, para já, agendado para as 21 horas do próximo dia 6 de Maio.


Moncho López: «Sentimos sempre a pressão de vencer»

Guimarães. E para aceder à final dos playoffs, treinador e base dos Dragões não distinguem outro método que não seja praticar bom basquetebol, com o «conforto» proporcionado pelo apoio dos adeptos.

Na antevisão do jogo 1 das meias-finais, que se disputa no Dragão Caixa, a partir das 21h00 de sexta-feira, Moncho reafirmou a «pressão de vencer» e aproveitou para endereçar os parabéns ao amigo Rui Gomes, pela conquista do título de Sub19 de futebol.Moncho López e o conforto do Dragão«Espero um jogo difícil, com a tranquilidade de jogar no Dragão Caixa e o conforto de ter os adeptos a puxar por nós, factor pelo qual lutámos muito ao longo de toda a época. O Guimarães é uma boa equipa, pratica bom basquetebol e também se qualificou com um 3-0 na primeira eliminatória. Tínhamos o objectivo de assegurar o primeiro lugar da fase regular, o que conseguimos, e agora vamos passo a passo. Estamos concentrados apenas no jogo de sexta-feira. Os recentes títulos conseguidos no futebol não aumentam a nossa pressão, porque nós sempre sentimos a pressão de vencer. Aproveito para dar os parabéns ao meu amigo Rui, treinador da equipa de futebol de Sub19, que fez um grande trabalho. Sem dois americanos, é óbvio que o Guimarães perdeu potencial, mas pode explorar outras armas, como fez para eliminar um dos finalistas da Taça de Portugal.»José Costa pronto para as dificuldades«É um adversário forte, que ficou em quarto lugar na fase regular e que afastou o Penafiel, que tinha sido quinto e finalista da Taça de Portugal. Sabemos que vamos experimentar algumas dificuldades, mas estamos prontos para elas e a contar com o apoio dos nossos adeptos para conseguirmos duas vitórias nos dois primeiros jogos. O Guimarães tem jogadores com bastante qualidade, que gerem bem os ritmos de jogo. É fundamental jogarmos o bom basquetebol que exibimos ao longo da época. O nosso objectivo, que não é segredo para ninguém, é sermos campeões e, para o conseguirmos, temos que ultrapassar o próximo adversário e atingir a final.»


Assembleia Geral da ANTB

Esta Assembleia destina-se aprovar o relatório e contas de 2010, bem como proceder à eleição dos novos corpos gerentes da ANTB. Nos detalhes desta notícia poderão consultar o Relatório de 2010, Parecer do Conselho Fiscal, a Constituição da lista dos Corpos Gerentes da lista A – “Relançar a ANTB “ e ainda o Boletim de Voto para quem deseje votar por correspondência.


«Muito importante ganhar»

Apesar de a equipa estar a apenas um triunfo da qualificação para as meias-finais do playoff da Proliga, o treinador dos poveiros afiança que este jogo tem de ser encarado como se fosse primeiro.

Ainda sem se saber qual seria o emparelhamento das equipas, o último jogo da fase regular colocou frente a frente Galitos e CD Póvoa, que dias depois iniciavam o playoff nesse mesmo pavilhão. Naturalmente que esse encontro serviu para o técnico Pedro Dias definir o plano de jogo que resultou em sucesso nos dois primeiros jogos desta eliminatória. “Foi um dos jogos que observámos nas semanas seguintes para podermos tentar condicionar os pontos fortes do Galitos.”Depois de um arranque de temporada algo intermitente, a equipa da Póvoa tem vindo a crescer, tal como o seu rendimento dentro de campo. “Foram vários os motivos, esta equipa é bastante jovem e para alguns dos jogadores é a primeira vez que estão a jogar juntos, para além disso o treinador também é novo com diferentes métodos de trabalho o que leva o seu tempo a ser assimilado pelos jogadores. Posto isto, diria que os principais factores foram a persistência e o trabalho desenvolvido por todos.”A capacidade demonstrada de poder vencer jogos fora de casa era a dimensão que faltava o clube para ter outro tipo de aspirações na competição. “Principalmente para nós que iniciamos este playoff sem o factor casa devido à nossa classificação na época regular.”O técnico Pedro Dias não considera este jogo três seja o mais fácil para fechar a série, preferindo atribuir o mesmo grau de dificuldade aos que ainda estão por disputar. “Sou da opinião que todos os jogos nesta fase são muito complicados e que se irão resolver nos pormenores e na maior capacidade de não cometer erros. Por isso para mim este será um jogo igual ao 1º, e que é muito importante ganhar.”Mas existem valores e máximas que se mantêm inalteráveis de a modo que possam repetir as vitórias do fim-de-semana passado. “O trabalho a seriedade a capacidade de sofrimento e a entrega total de todos os que estão envolvidos nesta equipa.”


“Somos a equipa mais baixa da liga que quer ir mais alto do que os outros.”

O próximo adversário é o bi-campeão nacional Benfica. Trabalha-se muito e bem na “oficina” da Académica. Para antever os próximos embates da nossa equipa, ouvimos o técnico Norberto Alves.

Como analisa o comportamento da sua equipa no Play-Off frente ao Ginásio?A equipa jogou, como é hábito de uma forma colectiva e inteligente. Foi uma eliminatória contra uma equipa organizada e com características muito próprias e que foi bem ultrapassada.Segue-se, nas meias finais, o Benfica. Perspectivas?Queremos estar na final. Podemos ir à final se cumprirmos à risca o nosso plano de jogo, nos diversos jogos da série, e se tudo decorrer normalmente. Espero, desta vez e ao contrário da meia-final da Taça com o Penafiel, não ter problemas com faltas demasiado cedo em jogadores nucleares. Concordo inteiramente com o treinador Henrique Vieira quando diz, no site da FPB, que se o Benfica não estiver a 100%, não nos vai conseguir ultrapassar. De facto, na fase regular, acabámos a um ponto do nosso adversário, ganhando um jogo e perdendo outro nos jogos entre nós.A sua equipa está a 100% para os próximos dois jogos em Lisboa?Estamos preparados. Nenhuma equipa do mundo está a 100%. Mas a nossa vontade de ganhar ultrapassa essa percentagem.Quando classificam a sua equipa, como uma equipa “espectacular” da Liga, aumenta a pressão sobre o grupo de trabalho?Gostamos da pressão de poder ir a uma final. Quem não gosta? Espero é que todos os intervenientes consigam lidar com ela e não se auto-condicionem, por pseudo-favoritismo do Benfica. Para nós, não há favoritos nesta eliminatória. São os jogadores dentro do campo que vão resolver isso. É isso que esperamos.Qual a importância da Campanha “ Académica em Lisboa” para que a equipa fica alojada e treine em Lisboa durante o fim de semana?Importante e decisiva para podermos ganhar. Seria muito duro ir e vir durante o fim de semana dos dois jogos em Lisboa. Agradeço em nome da equipa a todos os que apoiaram a iniciativa.Que mensagem quer deixar para os simpatizantes da Académica?Obrigado pelo vosso apoio na eliminatória com o Ginásio. Iremos, mais uma vez, defender com orgulho a camisola da Académica até à exaustão e para ganhar. Porque ganhar é possivel quando acreditamos e temos a força de vontade necessária para o fazer. Respeitando sempre o nosso grande adversário, que é o bi-campeão nacional. Venham todos apoiar. A união e o tabalho de equipa faz os mais baixos ir mais alto. É apenas isso que nós somos: a equipa mais baixa da liga que quer ir mais alto do que os outros.


2ª Acção de Complemento de Formação

O local será divulgado oportunamente


«Continuar a demonstrar carácter»

Mas o conjunto vimaranense, que fez os dois primeiros jogos em casa, acabou por vencer as duas partidas e o treinador Fernando Sá está bastante confiante para o terceiro encontro, a realizar em Penafiel esta sexta-feira.

Optimismo é a palavra que pode classificar o estado de espírito da equipa do V. Guimarães. Duas vitórias nos dois primeiros jogos do playoff dão alguma tranquilidade e o treinador Fernando Sá alerta para a necessidade de o grupo continuar a agir da mesma forma. “Em resumo a estas duas primeiras jornadas, sentimo-nos acima de tudo com a sensação de dever cumprido. Temos que continuar a jogar de forma muito competitiva estamos a fazê-lo em superação, pois sabíamos que só assim conseguiríamos vencer esta excelente equipa do Penafiel”, constatou o técnico. “Falta-nos vencer mais um jogo, em três possíveis, e para isso temos que continuar a demonstrar carácter, talento (individual e colectivo), em termos ofensivos e acima de tudo defensivos. “Os níveis de dedicação e empenho têm de ser os mesmos. “Sem procurarmos desculpas ou justificações (o que seria o mais fácil) vamos continuar a exigir o máximo de nós próprios, honrando o nosso profissionalismo e acabando todos com uma excelente sensação que é a de dever cumprido. Vamos querer sempre mais, esta não é uma equipa fácil de satisfazer, o que me dá muito trabalho mas também muito prazer.”


Jacinto Silva: «Estamos numa altura de momentos decisivos»

A Académica venceu os dois jogos em casa e está a uma vitória das meias-finais da Liga Portuguesa de Basquetebol.

A Académica venceu os dois jogos em casa com o Ginásio. Quais as perspectivas para o próximo jogo?Para o próximo jogo, tal como sucedeu nos dois últimos jogos, esperamos um jogo competitivo. Apesar da vantagem que temos, e da pressão que coloca no adversário, acreditamos que o Ginásio vai lutar até ao ultimo segundo.Vamos encaramos este jogo, como importante para passarmos à fase seguinte.Como decorreram os treinos esta semana?Decorreu com normalidade e ao mesmo tempo com precaução. Querer passar para a próxima fase dos playoff exige manter o alto nível de concentração que temos vindo a demonstrar. Não podemos relaxar, temos que estar preparados para qualquer situação. Os jogadores têm correspondido da melhor maneira.Como analisas a temporada realizada até aqui pela equipa?Bastante positiva. Depois do início de época conturbado ficar em 3º lugar na fase regular, só demonstra o grande carácter de todos os elementos desta equipa. Não é facil para quem trabalha durante o dia (ao invés de outras equipas que são profissionais e ficaram mais abaixo na classificação) chegar à hora do treino e ter tudo preparado. Não é fácil resolver problemas que vão surgindo no dia a dia (questões de logística), é muito trabalhoso. É muito trabalhoso para cada pessoa que aqui trabalha: Comissão Administrativa, Directores, Seccionistas, Treinadores, Jogadores e Público. Mas quando se trabalha em consonância só pode dar num 3º lugar, numa óptima posição para disputar os playoffs.Que mensagem queres deixar para os nossos associados?A época ainda não terminou. Estamos numa altura de momentos decisivos e o próximo momento decisivo é já na sexta feira às 21:30h no Pavilhão de Montemor.


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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