Artigos da Federaçãooo
ANTB – Eleições 30 Abril 2011
Esta assembleia destina-se aprovar as contas e relatório de contas de 2010, bem como proceder à eleição dos novos corpos gerentes da ANTB. Nos detalhes desta notícia poderão consultar a convocatoria da Assembleia Geral e as Informações para o Processo Eleitoral.Os candidatos terão de apresentar as lista de Candidatura até ao dia 22 de Abril. Os sócios que pretendam mais informações ou esclarecimentos devem contactar o Presidente da Assembleia Geral ou a Direcção da ANTB, através do endereço electrónico antb@clix.pt .
Juca reflecte sobre a partida de sábado
O site do clube madeirense desafiou o treinador Juca a fazer uma breve antevisão deste jogo.
Sendo assim, Juca vê o próximo desafio da seguinte forma:”Após a brilhante vitoria em Algés, a equipa tem preparado com alguma atencão alguns aspectos defensivos que anulem a natural reaccao do adversário no proximo sábado. Queremos garantir, já nesse dia, o acesso à final da Liga. A equipa está muito motivada e, sobretudo, consciente do trabalho que deverá ser realizado. O mediatismo que envolve a equipa do Algés funcionará como estímulo à nossa equipa, valorizando a possivel vitória.” Segundo o técnico: “Continuamos a elevar a capacidade colectiva da equipa, da qual fazem parte um conjunto alargado de jovens atletas da nossa Formação. Este aspecto tem funcionado como vector incentivador do desempenho. Por último, solicitamos o máximo de apoio dos nossos sócios e simpatizantes, pois estas atletas já deram provas suficientes do seu carinho pelo CAB.”
Aprender na ACB (4)
Acho que apesar da bola ainda não ter sido lançada ao ar, a entrada das equipas em campo é uma parte do jogo que “sem o ser, já o é”. Ocorre após a intervenção no balneário, há que mobilizar concentração e disponibilidade para o trabalho a fazer, e por isso, apresentar a equipa ao público, parece-me algo que não deve ser descurado.
Tive oportunidade de reviver o culto da entrada em campo nos 15 dias que estive com os Estudiantes. As equipas entrarem formadas, uma de cada vez com os aplausos e apupos da ordem, a equipa da casa a dirigir-se ao meio campo para agradecer ao público presente, gritar em colectivo para iniciar o aquecimento, foi algo que tive oportunidade de voltar a ver, tal como me recordo dos jogos que via enquanto miúdo há cerca de 30 anos atrás. Confirmei que vale a pena manter o culto da entrada em campo, porque faz parte da magia que o jogo de basquetebol tem que ter. Claro que os tempos são outros, mobilizar colectivamente as massas não é uma tarefa fácil. Em termos do basquetebol de rendimento é fundamental que se ganhe, para que as pessoas se mobilizem e apareçam sempre cada vez mais e mais motivadas. E apareçam mesmo antes do jogo começar. Mas parece-me possível fazermos colectivamente algo mais para que se possa ter pavilhões mais compostos. Em primeiro lugar, julgo ser fundamental termos a ideia de que é importante que o basquetebol chegue perto das pessoas, mais do que ficarmos à espera que estas venham seu encontro. Todos sabemos que sem o basquetebol se mostrar suficientemente atractivo, os espectadores não aparecerão. Actualmente, a cultura desportiva vigente está muito mais relacionada com o conforto do sofá, do que com o esforço por ir a um pavilhão pelo prazer do espectáculo desportivo. Mas unir esforços no sentido de que os pavilhões possam ter mais espectadores, seria determinante para o nosso basquetebol crescer. Para isso a pessoa anónima tem que se interessar pelo jogo, tem de conhecê-lo e conhecer os jogadores, tem de sentir que o basquetebol está perto de si, – nas escolas, nos hospitais, nos lares de 3ª idade, nas prisões, nos centros de combate à tóxico-depêndencia, nos centros comerciais, nos locais de trabalho, na família –, enfim nos contextos por onde todos vamos passando. Pode parecer utópico pensar assim. Isto implicaria com toda a certeza uma mudança cultural na forma como se percebe a actividade desportiva, o basquetebol em particular, que não se opera num “esfregar de olhos”. E é verdade, é de uma mudança cultural que se está a falar, em que só é possível ver resultados lentamente e ao longo de gerações. Infelizmente não se vêem amanhã. Mas para que isso fosse possível na nossa realidade, seria imperioso criar compromissos colectivos para de forma sólida e descomprometida de um resultado imediato se reunissem condições para:• Que os jogos tivessem qualidade, bons intérpretes, emoção e que resultassem sobretudo num momento de agrado para quem os assiste;• Que os recintos proporcionassem condições básicas de comodidade; não têm que acomodar 10 000 pessoas; mas para as centenas que na nossa realidade possam receber pelo menos que não as sujeite ao frio;• Que os jogos fossem publicitados pelos clubes com operações agressivas de marketing com o objectivo de divulgar e levar espectadores aos jogos, não esquecendo as escolas, o melhor contexto para se operar mudança de mentalidades – este teria necessariamente de ser um objectivo comum e partilhado por todos os clubes;• Que os jogadores sejam conhecidos e os melhores sejam claramente destacados – temos que encontrar “estrelas”, novas referências para o basquetebol português que ao mesmo tempo sejam socialmente reconhecidas do ponto de vista desportivo. A Ticha representa isso no basquetebol feminino, mas temos que urgentemente criar referências no âmbito do masculino;• Que os jogos passem mais vezes na televisão – seria desejável que o jogo da jornada tivesse obrigatoriamente TV; seria importante que existisse um magazine que passasse um resumo da jornada com imagens dos outros jogos, com imagens de pavilhões diferentes e de vários jogadores;• Que os jornais fossem “pressionados” a destacarem mais basquetebol português, nem que seja pela sua dimensão mais “cor-de-rosa”. Se os jornais não se interessarem, que se possa pensar em suplementos ou outras formas de chegar ao jornalismo regional e nacional.Alguns lerão estes pontos e pensarão: “isso era bonito se o basquetebol fosse profissional? Quanto é que custa tudo isto?”. Nestas ocasiões, os argumentos que animam a minha resposta são simples: primeiro, mesmo que basquetebol não seja profissional, acredito que os responsáveis pelo desenvolvimento da modalidade devem ser capazes de criar compromissos colectivos para que pequenas coisas se alterem ao longo do tempo; segundo, estou ciente que tudo o que atrás está listado tem custos financeiros, administrativos, humanos e patrimoniais. Mas também sei que o não fazer tem igualmente custos. A prazo, o não fazer pode ter custos bastante mais avultados do que aqueles que haveriam se se fizesse algo; terceiro, nem tudo tem que ser feito ao mesmo tempo, podem e devem ser dados pequenos “passos” que ao longo do tempo possam, todos juntos, formar uma grande “passada”.Tive oportunidade de ver um pouco de tudo isto no basquetebol ACB. Obviamente não deve ter acontecido por acaso, nem ao mesmo tempo no basquetebol espanhol. Acredito que tenha sido um processo pensado, planeado na forma como ao longo do tempo se pretendia aqui chegar. Onde estive sente-se a cultura do jogo, um carinho especial que o espectador sente pelo basquetebol, que não o impede de se manifestar aplaudindo ou apupando (também de forma efusiva) jogadores, treinadores ou árbitros. Os pavilhões até nem pareciam cheios. Acho que até estavam “meia-casa”. O speaker informava e dava algumas orientações para que quem eventualmente não conhecesse o jogo poder ficar melhor enquadrado. As meninas não paravam de dançar nos tempos mortos dos jogos e não havia interrupção sem animação ou concurso. No final, quando o jogo acabava, percebia-se um mar de gente nas ruas, pelo menos para mim, que só vejo basquetebol aqui para as nossas bandas. Os jogos a que assisti tiveram a assistência que deixo abaixo. Reforço os pavilhões não estavam cheios. Mas quem conhece a Caja Magica, o Palácio Vista Alegre ou o Palácio de Deportes, concordará certamente que é mesmo necessário muita gente para encher qualquer um destes recintos.Polideportivo Fernando Martin, Basket Fuenlabrada-Bancos de Rueda Valladolid, jorn. 16 ACB – 5 574 espectadores, 110% da capacidade total do pavilhão (5 100 espectadores)Palácio de Deportes, Estudiantes – Assignia Manresa, jorn. 17 ACB – 7000 espectadores, 39% da capacidade total do pavilhão (18 000 espectadores)Caja Mágica, Real Madrid-Basket Fuenlabrada, jorn. 17 ACB – 5 579 espectadores, 45%da capacidade total (12 442 espectadores)Caja Mágica, Real Madrid-Estudiantes, jorn. 18 – 8 034 espectadores, 65% da capacidade total (12 442 espectadores)Palácio Vista Alegre, Estudiantes-Nymburg, jorn. 1 da 2ª fase da Eurocup – 2000 espectadores, 13% da capacidade total (15 000 espectadores)Caja Mágica, Real Madrid-Partizan, jorn. 1 da 2ª fase da Euroliga – 5097 espectadores, 41% da capacidade total (12 442 espectadores)(Nota: o número de espectadores foi retirado das estatísticas oficiais dos respectivos jogos em http://www.acb.com; http://www.eurocupbasketball.com; http://www.euroleague.net; a capacidade total dos recintos desportivos citados pode ser consultada em http://es.wikipedia.org./wiki/Caja_Magica; http://es.wikipedia.org./wiki/Palacio_de_Deportes_de_la_Comunidad _de_Madrid; http://es.wikipedia.org./wiki/Palacio_de_Vistalegre; http://es.wikipedia.org./wiki/Polideportivo_Fernando_Martin)
Clinic internacional formação
A ENB/FPB convida desde já todos os treinadores a marcarem na sua agenda os dias 18 e 19 de Junho, para o Clinic Internacional Formação.
Este ano como é habitual teremos a presença de três treinadores de duas escolas de formação distintas, dois treinadores espanhois e um treinador Servio.Este ano pretendemos inovar, criando um Workshop para os treinadores. O Workshop será um momento onde os treinadores participantes no Clinic estarão na presença de um treinador de treinadores.Pretendemos,abordar e reflectir com os treinadorers, o como ensinamos, a forma de intervenção quando os nossos jovens estão em treino, etc.Para o Workshop os treinadores deverão estar equipados e prontos a entrar em treino.Seguiremos dando informações.
PNFT: Boletim Informativo ENB Nº2
Para consultar aceder ao ver detalhes.
Aprender na ACB (3)
Por diversas razões, hoje não tenho dúvidas em pensar assim.
Num (grande) clinic realizado há mais de 10 anos atrás pela Associação Europeia de Treinadores de Basquetebol, no antigo pavilhão Carlos Lopes, ouvi Hubbie Brown dizer que “o ataque vende bilhetes e a defesa ganha jogos”. A frase pareceu-me interessante, na linha do que mais tarde ouvi Luis Magalhães afirmar que “o ataque ganha um jogo, mas a defesa campeonatos”. A oportunidade de estar perto da equipa dos Estudiantes e participar como observador nos jogos em que estive, fez-me não só recordar estas expressões, como perceber que na evolução do jogo, a defesa tem um papel ainda mais importante do que a simples (mas tão fundamental na nossa vida de treinadores) questão de ser determinante nas vitórias dos jogos ou dos campeonatos. Parece-me que toda a evolução do basquetebol tem andado a reboque do nível a que a qualidade defensiva das equipas e dos jogadores vai conseguindo chegar. Afirmo isto por duas razões: •Primeiro, porque a qualidade ofensiva dos jogadores só é posta à prova quando tem pela frente elevadas exigências defensivas. Só confrontados com tais exigências os jogadores são obrigados a encontrar novas soluções: aumenta a velocidade de execução, o tempo de reacção, a pressão para marcar e diminui a tolerância ao erro. Os jogadores têm que trabalhar mais, estar preparados de forma mais exigente se quiserem produzir respostas de maior qualidade.•Segundo, porque a qualidade defensiva das equipas obriga o ataque a ser mais colectivo, a utilizar o tempo com maior disciplina táctica, a seleccionar lançamentos de forma mais capaz e a tentar outras soluções para evitar o 5×5. Nestas circunstâncias o contra-ataque aparece igualmente como uma arma decisiva. Porque este é fundamental para negar situações de 5×5 e porque ele só é capaz de ser expresso como modelo de jogo de uma equipa, quando essa equipa assenta o seu jogo numa sólida qualidade defensiva. O ataque se não for contrariado acomoda-se. Naturalmente vai-se acomodando ao sucesso que os seus argumentos possuem. Se a defesa não aparecer como um factor de ruptura do nível do jogo, o jogo não evolui. Parece-me ser assim desde o início do ensino do jogo aos mais jovens até ao necessário apuramento da eficácia dos movimentos colectivos ao alto nível. Esta parece-me uma característica muito evidente que o basquetebol da ACB tem na sua essência. Defende-se muito e parece-me que bem, com jogadores totalmente empenhados e disponíveis para assumir as suas responsabilidades defensivas. É possível ver jogos com resultados abaixo dos 60 pontos, muitos casos com ambas as equipas a marcar menos de 70 pontos, sem que o jogo perca qualidade e emoção. As grandes marcas são a forte pressão na bola quase sempre estendida em campo todo; uma aposta muito clara na pressão das linhas de passe, principalmente na negação à mudança de lado da bola e ao passe interior; uma reacção pronta aos diversos sinais do jogo – a prontidão na passagem nos bloqueios directos, tempos de ajuda e recuperação atempados e uma luta grande pelas bolas perdidas e ressaltos – uma tentativa permanente para pressionar lançamentos, com autênticas perseguições aos lançadores nas saídas de bloqueios ou com trocas defensivas de recurso que impedem fáceis recepções para tiro. Perante uma defesa tão exigente, e para que o jogo resulte num evento de assinalável qualidade, é porque a qualidade dos argumentos ofensivos são também abundantes. E é neste diálogo que os jogos se vão sucedendo.Importar os valores da defesa para o nosso basquetebol, julgo que poderia resultar num determinante aspecto para a evolução do nosso jogo. Não uma forma de estar na defesa que estrategicamente aposte no demérito do ataque. Esta é importante, não nego a sua importância. Mas parece-me que a defesa que cada vez mais importa privilegiar, é aquela que é uma fonte de pressão permanente para o ataque, diminuindo-lhe o tempo para pensar e o espaço para jogar. Esta última forma de defender é a que só com muito trabalho se consegue construir, não lhe basta ter estratégia, é preciso ter físico, reacção, espírito de luta e agressividade. Quando estes fundamentos estão presentes, a estratégia vai refinar a qualidade da defesa e oferecer-lhe maiores condições de sucesso. Parece-me mais esta forma de estar na defesa, aquela que vi as equipas interpretarem nos vários jogos que tive a felicidade de assistir.
Mário Palma é o Novo Seleccionador Nacional
O acordo entre a direcção da Federação Portuguesa de Basquetebol e o novo seleccionador nacional de basquetebol foi assinado, esta tarde, pelas 15.30, na sede da FPB.
O novo seleccionador nacional será acompanhado pelo Professor Mário Gomes (adjunto) e do treinador Ivan Kostoukov (scouting).
O Professor Mário Palma tem um curriculum inquestionável e que faz do novo seleccionador nacional a maior referência portuguesa de todos os tempos como treinador. Para além do percurso como treinador nos escalões de formação e do feminino, em Portugal e em Angola, onde conquistou vários títulos nacionais, treinou as primeiras equipas do Sangalhos, Imortal de Albufeira e Futebol Clube do Porto. No entanto, notabilizou-se na liderança da equipa de basquetebol do Sport Lisboa e Benfica considerada uma das melhores equipas da história da modalidade em Portugal, onde conquistou 19 títulos nacionais entre campeonatos, taças de Portugal, supertaças e taças da liga. Durante este ciclo desportivo conquistou num só ano todos os títulos nacionais em disputa tendo sido o único treinador na história da modalidade a consegui-lo. Ao longo da sua vasta carreira de êxitos, conquista 70 títulos e reconhecimentos individuais sendo considerado por diversas vezes o treinador do ano em Portugal e no estrangeiro.No âmbito da nova relação laboral com a FPB o Professor Mário Palma, poderá treinar um clube fora de Portugal. Caso não se concretize essa possibilidade contratual, o novo seleccionador nacional poderá acompanhar todo o trabalho das selecções jovens, assim como o trabalho desenvolvido noutras áreas da Federação, como por exemplo a Escola Nacional de Treinadores. Esta medida de contratar uma figura tão prestigiada do basquetebol português e internacional, para seleccionador nacional, tem a ver com a execução de uma ideia de excelência que a direcção da FPB pretende implementar nas suas acções de promoção e desenvolvimento da modalidade em Portugal. Um dos grandes objectivos da direcção da FPB é o de preparar o futuro, sem descuidar o presente e a contratação de um seleccionador com o perfil do professor Mário Palma encaixa numa estratégia de preparar um basquetebol de melhor qualidade e mais acessível a todos, mas presentemente competitivo, alegre e polarizador de energias positivas.Por isso, a Federação Portuguesa de Basquetebol congratula-se com esta contratação do professor Mário Palma, para seleccionador nacional e deseja que ela seja motivadora para jogadores, técnicos, juízes e pessoal de apoio de todo o universo do basquetebol nacional. Porque, além de uma contratação, este é um novo sinal de modernidade, de aposta na excelência, de convicção no presente e de esperança no futuro.A direcção da FPB deseja à nova equipa técnica e ao novo Secretário-Geral os maiores sucessos desportivos, desejando que em clima de verdadeira unidade seja possível obter o grande objectivo de qualificar a nossa selecção principal para o próximo campeonato europeu.
Treinadores analisam 21ª jornada
Este fim-de-semana disputa-se a 21ª jornada e os treinadores explicam a importância de cada um dos desafios. Tudo nos detalhes desta notícia.
Lousada x CPN“Jogo decisivo para as nossas aspirações de qualificação para o Playoff e manutenção do 6º lugar. Nos 2 jogos realizados anteriormente frente ao CPN conseguimos duas vitórias, mas sabemos que temos pela frente um adversário difícil e que atravessa agora um melhor momento do que nos confrontos anteriores. Concentração, confiança e muito empenho serão factores determinantes para alcançarmos a desejada vitória!”João Pedro Chaves (Treinador Lousada)Lousada x CPN“Com duas jornadas para o fim, a luta por um lugar nos Play-off está ao rubro, sendo quase certo que tal apenas ficará decidido na última jornada, estando quatro equipas na luta pelas últimas três vagas (Lousada, C.P.N., Estoril e Coimbrões). Esperamos um jogo muito disputado em Lousada, uma equipa experiente e muito difícil de bater em casa (basta lembrar que o líder Montijo precisou de 3 prolongamentos para sair de lá com a vitória). Este será o 3º jogo entre Lousada e C.P.N., e há que realçar o facto de nos dois jogos anteriores ambas as equipas se encontravam desfalcadas de atletas importante (por lesão ou trabalho no C.A.R.), pelo que desta vez esperamos um bom jogo, com muita intensidade e luta nas duas tabelas. Esperamos também que as três equipas intervenientes no jogo sejam capazes de proporcionar um bom jogo de basquetebol para o público presente”.Agostinho Pinto (Treinador CPN)Ovarense x EMA Menéres“Mais um jogo com grau de exigência elevada e que esperamos muito equilibrado e disputado. Temos de estar focados e concentrados neste jogo, para poder vencer. Na defesa temos de ser consistentes e solidários e no ataque temos de procurar os desequilíbrios que nos permitam ter sucesso nas nossas acções ofensivas”.Jorge Maia (Treinador Ovarense)Ovarense x EMA Menéres“Um jogo entre duas equipas do topo da tabela. Ambas as equipas têm assegurado o Play off mas o resultado deste jogo pode influenciar o local do jogo da desforra em caso de empate na eliminatória do playoff. A equipa da Ovarense pode trocar de posição com o Marítimo, ou GDEMAM pode ficar em posição de trocar a classificação com o Colégio Calvão ficando obrigada a vencer na última jornada o Lousada. Provavelmente nenhuma das equipas quererá que isso aconteça por isso esperamos um jogo disputado. Para vencer a equipa da Ovarense temos de impor um bom ritmo de jogo, e estar sempre preparada para as iniciativas ofensivas que as jogadoras da Ovarense tão bem sabem fazer”.Isabel Ribeiro dos Santos (Treinadora EMA Menéres)Gafanha x Col. Calvão“Na recta final da Fase Regular do Campeonato, o Gafanha Esporgel não quer desistir das suas esperanças (mesmo sendo muito difíceis), pois enquanto houver vida há esperança. Assim, não estando ainda automaticamente fora dos Playoff (se bem que dependemos dos resultados dos outros e não podemo…s falhar nos nossos compromissos), vamos continuar a lutar contra um Colégio Calvão que está na parte alta da tabela, que parte como favorito e que tem mais argumentos que a nossa equipa para lutar pela vitória. Contudo, é mais um derby para encerrar a época, e como todo derby, são sempre emotivos e bem acompanhados nas bancadas”.Carlos Vaqueiro (Treinador Gafanha)Gafanha x Col. Calvão“Prevemos um jogo difícil e equilibrado mesmo tendo em conta a diferença pontual existente na tabela classificativa. Vamos abordar o jogo pondo de lado a carga emocional que, normalmente, está associada aos derbys e continuar concentrados no que temos que fazer para sermos melhor equipa, cada jogo que passa. Mantendo a coesão defensiva que nos tem caracterizado, sendo mais consistentes no ataque, somos favoritos na obtenção de mais uma vitória. Embora já muito focados nos jogos do playoff temos que manter a motivação alta para este jogo para não sermos, mais uma vez, surpreendidos pela equipa do Gafanha. Paulo Carlos Silva (Treinador Col. Calvão)Montijo x Santarém “O jogo com o Santarém Basket é o passo que nos falta para sermos matematicamente os 1ºs Classificados da Fase Regular e cumprirmos assim um dos nossos objectivos intermédios desta época. Estamos confiantes que, com maior ou menor dificuldade, vamos alcançar a 20ª vitória e assim fazer história nesta competição, continuando a afirmar o Montijo Banda Basket como sendo um projecto diferente e de futuro.”Carlos Caetano (Treinador Montijo)Coimbrões x Marítimo“A duas jornadas do fim, o Marítimo tem ainda por objectivo alcançar o quarto lugar e assim garantir o “factor casa” no Playoff. Já o Coimbrões está à procura de um lugar no Playoff, tendo por isso de garantir vitórias nos próximos dois jogos. Em suma, adivinha-se um bom jogo”.Luísa Montes (Treinadora Marítimo)Tubarões x Estoril“Jogo muito importante para as aspirações do Estoril Basket, para garantir um lugar no Play -off. O Quarteira tem uma equipa que aposta em transições rápidas, e tem uma jogadora muito lutadora que é forte nos ressaltos e no jogo anterior. Nesta época já fizemos jogos distintos contra os tubarões, e no jogo do campeonato, em casa, tivemos muitas dificuldades em levar de vencida a equipa do Algarve (43-40), já avisados contra estas dificuldades, o Estoril vai-se apresentar com muita motivação e atitude para garantir mais um passo na direcção do objectivo traçado nesta primeira época na primeira divisão”. Bruno Cazeiro (Treinador Estoril)
“Queremos e precisamos do apoio de todos!”
Pela frente vão estar os 2ºs e 3ºs classificados da fase regular da Liga Portuguesa de Basquetebol. Perspectiva-se um bom jogo de basquetebol, contando com a presença de muito público, tendo em conta os indicadores recebidos até ao momento e que passam pelos pedidos de vários clubes para trazerem os seus atletas mais jovens a acompanhar o desenrolar da partida. Nesse sentido, fomos ouvir, o técnico principal Norberto Alves.
Pelo trabalho desenvolvido pela equipa até ao momento (lugar que ocupa na Liga Portuguesa de Basquetebol, semi-finalista da Taça de Portugal e 3º lugar na Taça Hugo dos Santos) é o momento ideal para que os seus sócios, simpatizantes e amantes do basquetebol em geral, possam, com a sua presença, homenagear um conjunto que devolveu a Coimbra o Basquetebol de Excelência.Aproxima-se um Académica – Benfica. Perspectivas?O Benfica é o Bi-campeão nacional e este ano já venceu a Supertaça e a Taça da Liga. Isto diz tudo da sua qualidade e do seu trabalho. Vai ser um jogo difícil mas vamos fazer tudo para o vencer. A equipa está na máxima força?Depois de na semana passada promovermos um ciclo mais associado à recuperação, esta semana voltámos a ter preocupações com o a elevação das nossas capacidades tácticas, físicas e técnicas. Vamos estar na melhor forma possível de acordo com o que pretendemos para os Play-Off que se aproximam rapidamente e que nesta altura são o nosso alvo a atingir. Mas vamos dar tudo o que podemos para estar no jogo e termos opções de vitória. Nunca é demais referir a excelente época que a equipa está a realizar. É para ir até onde?Agora é tempo de de nos prepararmos para o Play-Off e aí, jogo a jogo, ir o mais longe possível. Temos uma equipa muito coesa, disciplinada tacticamente e todos os jogadores estão muito empenhados em dar o seu melhor em prol da equipa. Esta atitude vai permitir discutir os jogos que aí vêm, que são de elevada dificuldade, mas que pretendemos vencer. A presença de muito público é um forte incentivo para a equipa?Claro que sim. Queremos e precisamos do apoio de todos. Isso pode fazer a diferença entre vencer e perder e o factor casa tem de ser determinante. Espero que este jogo, disputado contra uma grande equipa, motive todos a ir ao pavilhão apoiar a Associação Académica de Coimbra e os nossos jogadores que têm dado tudo o que têm defendendo com honra e orgulho a camisola que envergam e o que ela representa.
Na luta pelo título
Numa entrevista ao site do clube, “Juca” mostra-se “orgulhoso” pelo trabalho até agora realizado mas quer mais neste final de temporada.
Tendo terminado a fase regular da competição em primeiro lugar, factor que permite ao CAB desfrutar da vantagem inerente ao factor casa no decurso dos ‘playoff’, o clube ‘carimbou’ a sua passagem para as meias-finais vencendo a equipa do Torres Novas. As meias-finais são disputadas à melhor de três partidas. O primeiro jogo é disputado em Algés, sendo os outros dois a realizar no Pavilhão do CAB, casa da equipa insular. Nas vésperas de um embate decisivo para as aspirações do CAB na presente edição da Liga Feminina, falámos com João Paulo Silva (‘Juca’), treinador da equipa feminina do CAB, sobre a forma como a época tem decorrido à formação Madeirense e as aspirações do conjunto para o futuro próximo.CAB: Que balanço faz da época do CAB até ao momento? JPS: A fase regular da Liga decorreu acima das expectativas mais optimistas. Em virtude da forte aposta de algumas equipas, contratações de atletas nacionais e estrangeiras de grande qualidade, juntamente com alguma contenção e limitação na inclusão de novas atletas na nossa equipa, criou-se, inicialmente, um sentimento de inquietação quanto à capacidade da equipa para superar estas eventuais adversidades. Empenhamo-nos seriamente na rentabilização colectiva, fazendo, através do trabalho, com que o produto final seja notoriamente superior à elementar soma das partes.CAB: A conquista do primeiro lugar do campeonato na fase regular tem algum significado especial para a equipa?JPS: Estamos naturalmente satisfeitos, pois terminamos a fase regular da Liga liderando a classificação, e, assim, desfrutamos da vantagem inerente ao factor ‘casa’ no decurso dos ‘playoffs’. Esta conquista permite-nos também acentuar as vantagens no desenvolvimento de um programa de Formação Desportiva junto de atletas que sintam, além da vertente competitiva, uma ligação afectiva natural com o Clube.CAB: Chegaram até aqui, mas querem mais…JPS: Estamos na meia-final do campeonato da Liga Feminina… Enquanto responsável pela liderança da equipa feminina do CAB, sinto um enorme orgulho em ter chegado a esta fase avançada da competição. No entanto, queremos reiterar a nossa convicção relativamente à ambição pela conquista do campeonato. A equipa feminina do CAB encontra-se extremamente motivada e preparada colectivamente para dignificar o trabalho desenvolvido, e, consequentemente, a Região Autónoma da Madeira e o Clube.CAB: Acha que era esperado que chegassem a este ponto na competição não usufruindo de muitos dos recursos que as outras equipas têm ao seu dispor?JPS: Provavelmente não estaria no pensamento de alguns que a nossa equipa obtivesse estes resultados. Embora possamos compreender naturais receios, a verdade é que a equipa conservou uma forte coesão no seu seio, permitindo com isso superar ocasionais dificuldades, e, acima de tudo, combatê-las com uma dedicação cada vez mais convincente e focada nos objectivos delineados.CAB: O Algés tem recebido muita atenção da parte da comunicação social nacional. Que comentário faz a isso? JPS: Devido ao grande investimento financeiro que fez, o Algés conseguiu reunir um conjunto de individualidades de enorme qualidade. Como referência máxima, refira-se a contratação da Ticha Penicheiro, que, por si só, consegue mediatizar todas as atenções na sua equipa. Porém, todos desejamos que esse impacto mediático apenas se faça sentir na divulgação e promoção do basquete feminino. Desportivamente, esperamos sempre uma saudável imparcialidade entre todos os concorrentes.CAB: Qual é a chave para vencer o Algés?JPS: É fundamental manter uma gestão prudente dos níveis físicos das atletas, uma vez que algumas começam a revelar pequenas lesões originadas pela enorme intensidade que a nossa equipa coloca no campo. Manifestamente queremos vencer. Para tal, assumimos internamente um conjunto de compromissos que nos podem conduzir à final desta Liga. Vencer o Algés passa também por uma focalização em aspectos relacionados com a manutenção de uma elevada coesão ofensiva, procurando promover as capacidades de cada uma das nossas jogadoras e, sobretudo, através do cumprimento de adaptações defensivas inerentes às particularidades da equipa do Algés.CAB: Que mensagem gostaria de deixar aos nossos leitores e às pessoas que têm acompanhado o percurso da equipa feminina do CAB esta época?JPS: Garantir a presença na final será um trabalho de todos os ‘amigos’. Queremos sentir a presença e apoio a uma das equipas que mais atletas das camadas da Formação tem integrado neste nível competitivo. De uma coisa podem ter a certeza: a equipa feminina do CAB deseja oferecer este título a todos os nossos atletas, sócios, simpatizantes, e à Direcção do clube em particular, pelo apoio significativo que nos têm propiciado.
III Clinic José Nogueira
Com este Clinic o Galitos pretende prestar homenagem a uma das suas referências – José Nogueira, quer como jogador, mas principalmente pelos muitos anos e títulos que conquistou à frente de equipas do Galitos enquanto treinador.A qualidade dos prelectores desta edição é por si só garantia de qualidade.Manolo Povea depois de se ter sagrado Campeão Nacional em 2007-08 ao serviço da Ovarense regressou a Portugal para orientar o Penafiel onde recentemente conseguiu chegar à final da Taça e logo no ano de estreia da equipa na Liga de Basquetebol.António Paulo Ferreira conquistou vários campeonatos nacionais em escalões de jovens ao serviço de uma das melhores escolas de formação do pais. De 2006 a 2010 foi o responsável pela equipa de seniores do Barreirense onde formou e liderou equipas na Liga de Basquetebol essencialmente formadas por jovens jogadores oriundos da sua formação.
Aprender na ACB (2)
Para um treinador estes jogos podem ser excelentes CLINICS. Não apenas estão presentes muitos dos melhores jogadores europeus da actualidade, como o próprio jogo, possui uma qualidade táctica e estratégica de assinalável valor e variedade. É evidente que para que isso aconteça, não é alheia a capacidade competitiva que as equipas possuem. O equilíbrio é grande, são em muitos casos jogos de 50/50 para cada equipa. É neste triângulo formado por artistas de qualidade, valor e variedade táctico-estratégica e equilíbrio dos jogos, que a liga ACB vai alimentando, jornais, revistas, sites e opinião pública em torno do basquetebol.
A experiência por que passei fazia-me frequentemente perguntar se não poderíamos ambicionar a uma aproximação. Oiço muitas vezes dizer que “quando entramos em Badajoz percebe-se um basquetebol diferente”. Não sei se é realmente verdade. Mas pergunto-me como seria possível tornar a nossa competição mais rica e o jogo ganhar em qualidade, com tudo o que de acréscimo daí pode advir para o basquetebol. Claro que não há soluções milagrosas, nem fórmulas de copiar e colar rapidamente. Há que fazer o diagnóstico, debater soluções, encontrar consensos que nos comprometam a todos e sobretudo, tomar decisões. Seguir firmemente por algum lado, sabendo que qualquer caminho escolhido tem vantagens e inconvenientes. Parece-me que a qualidade do nosso jogo só poderá ser mais elevada se tornarmos o nosso campeonato – a LPB – mais competitivo. Refiro-me a modelos competitivos que pressionem jogadores, treinadores e dirigentes a melhorarem a qualidade do seu trabalho de forma a contribuir para elevação do nível do jogo praticado. Comparativamente à ACB, a grande questão é que a competição no nosso caso, não pode ser feita com os melhores da Europa. Provavelmente não teremos dinheiro para isso, nem agora, nem num futuro próximo. Ela terá de ser alimentada fundamentalmente pelos jogadores que temos e por aqueles que necessariamente o nosso trabalho terá de se empenhar em formar. Refiro-me claramente ao JOGADOR PORTUGUÊS. Acho que não há ideias brilhantes sobre esta matéria, se houvessem certamente algo já teria sido feito. Julgo que no interesse do basquetebol, todos temos responsabilidades em dar contributos neste sentido. Lanço três tópicos que me parecem importantes neste debate sobre esta questão da competitividade e do jogador português: 1. A necessidade de uma competição equilibrada. Julgo importante encontrar consensos sobre fórmulas competitivas que privilegiem o equilíbrio. Obviamente sem retirar mérito aos melhores. De há uns anos a esta parte, existe um fosso entre os melhores e os menos bons no basquetebol português. Há uma diferença grande entre as equipas que ganham muito e aquelas que ganham muito pouco. No entanto, sabe-se que são os contextos de equilíbrio, os que melhor propiciam a evolução dos jogadores e das equipas. Pensar em modelos competitivos que (como antes) dividam as equipas em poules de 6 para cima e 6 para baixo, com alguma permeabilidade entre os grupos no apuramento para os playoff e com a realização do antigo play-out, no estado actual do nosso basquetebol, não me parece um regresso ao passado. Parece-me uma forma de atingir dois propósitos: por um lado, as equipas jogarem mais, por outro, fazerem-no mais vezes em contextos de maior competitividade. Os menos bons não deixam de jogar com os melhores, mas jogam mais vezes com aqueles que são mais iguais a si. Os melhores jogam mais vezes com aqueles que para si podem constituir melhores desafios. Assegurar a competitividade é um factor de estímulo à evolução.2. Ir para a Europa. Incentive-se com clareza a participação nas competições europeias. Participar nas competições europeias tem que ser visto como uma necessidade e uma oportunidade para jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos. Uma necessidade, porque a nossa ambição colectiva deve procurar algo mais do que aquilo que actualmente vai fazendo. Não nos podemos fechar basquetebolisticamente à Europa. Uma oportunidade, porque jogar com aqueles que teoricamente são melhores, faz-nos crescer e perceber o caminho a trilhar. Sabendo a distância que nos separa de algumas realidades europeias, esta necessidade e oportunidade não podem ser perdidas durante mais tempo. O bom exemplo que vivemos na presente época com o SLBenfica diz-nos isso. A um outro nível, é interessante verificar que os responsáveis pelos Estudiantes consideram a sua participação na Eurocup um desastre financeiro. O saldo entre o retorno financeiro permitido pela receita dos jogos em casa quando comparado com os gastos de participação na prova é claramente muito negativo. Em todo o caso, o clube alinha no pensamento dos seus treinadores, que afirmam com muita clareza a importância dessa participação, não apenas na lógica de desenvolvimento do projecto do clube, como mais uma presença europeia do basquetebol espanhol. 3. Faz sentido nos dias que correm, e no basquetebol que temos, pensar em criar medidas de estímulo à perspectiva de carreira para o jogador português? Criar medidas que estimulem a carreira, é até certo ponto “proteger” o jogador português. Não confundo protecção com privilégio. O meu conceito de protecção prende-se com a criação de condições para que os jogadores trabalhem mais e melhor. Viveram-se anos de liga profissional em que se dizia que o pior que podia acontecer era encontrar medidas de excepção para o jogador português. Na altura achava interessante a ideia, os argumentos que se apresentavam faziam sentido naquela tentativa de oferecer um salto que me parecia qualitativo. Dizia-se que o mérito e o valor haveriam de distinguir aqueles que por opção enveredassem pelo caminho profissional, e por isso demonstravam competência. Não tenho dúvidas em concordar em absoluto com esta visão, quando por trás, há uma expectativa sólida de carreira a suportar a actividade profissional do jogador. Para argumentar melhor a pergunta que faço, partilho aqui uma pequena história. Neste momento na ACB, há um jovem que é a revelação da liga: Nicola Mirotic do Real Madrid. Apesar de não ser espanhol chegou a Madrid em 2006 como primeiro ano de sub-20. Percebia-se o seu potencial, mas no primeiro ano de subida a sénior foi emprestado ao Palencia Baloncesto (Leb-Oro). A meio da época passada, o Real Madrid foi buscá-lo, é de momento um jogador fundamental no seu plantel. Está a fazer uma liga incrível, com uma participação na Euroliga igualmente de grande nível. Exemplos destes, de tão grande sucesso não são assim tão frequentes. Mas só têm possibilidades elevadas de acontecer em sistemas onde a perspectiva de carreira oferece garantias para desenvolver trabalho. É assim com os jogadores, mas também com os treinadores. A pergunta que deixo resulta do entendimento de que esta perspectiva de carreira não me parece existir na nossa realidade actual. Se assim é, como será possível globalmente melhorar a qualidade do jogador português sem mecanismos que os ajudem a treinar mais e melhor? Não duvido que alguns contextos – clubes – dão contributos muito assinaláveis neste sentido. Pela minha experiência e pelos clubes por onde tenho andado, tenho cada vez mais dúvidas se apenas o valor do trabalho será suficientemente eloquente para que um jovem em idade de decididamente pensar na sua vida se convença em decididamente apostar numa carreira de jogador. Estas três reflexões até podem parecer contraditórias: ser mais competitivo, ir para a Europa e ao mesmo tempo, apostar no jogador português. Será um contra-senso? Não quero acreditar que seja. Escrevo isto com a convicção de que o nosso basquetebol não será qualitativamente melhor e mais competitivo se não nos comprometermos em dar contributos à melhoria do nível médio do jogador português. Tenho outra certeza também, o basquetebol da ACB é tão elevado porque a qualidade média do jogador espanhol é igualmente assinalável.
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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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