Artigos da Federaçãooo
Eleição dos Delegados à Assembleia Geral da FPB
A publicação do Decreto-Lei nº 248-B/2008 de 31 de Dezembro veio introduzir profundas alterações na composição e modo de funcionamento dos órgãos sociais das federações desportivas, obrigando à revisão dos Estatutos da Federação (aprovada nas Assembleias Gerais realizadas em 20 de Junho e 5 de Dezembro de 2009).Entre estas, salientamos a alteração do quadro de representatividade da Assembleia Geral da FPB. Para além dos elementos das Associações Distritais e Regionais da modalidade e das Associações de Representantes de Agentes Desportivos, a AG passa também a integrar um quadro de delegados eleitos directamente pelos clubes, jogadores, juízes e treinadores.Para um mais fácil acesso à informação relativa a esta eleição, a FPB criou, no seu portal, uma secção designada “Eleição de Delegados”, onde podem ser consultados os candidatos bem como os cadernos eleitorais de cada uma das mesas de voto.A Federação Portuguesa de Basquetebol apela ao voto de todos para que esta eleição se transforme em mais um reflexo da vitalidade e da força do BASQUETEBOL.
O especialista responde
Não perca, nos detalhes desta notícia.
Fui convidado pela FPB para falar sobre arbitragem e resolvi abordar um tema que nos últimos anos tem criado algumas dúvidas entre os diversos intervenientes da modalidade, inclusive entre os espectadores mais assíduos na nossa modalidade: Faltas Anti-desportivas. A FIBA, entidade mundial que regulamenta o Basquetebol, resolveu em tempo oportuno implementar uma profunda alteração nesta regra (art. 36), tudo em prol do espectáculo e defesa do jogo e dos jogadores, pois são eles que têm o condão de trazer público aos pavilhões. Nesta regra pode ler-se que os árbitros deverão sempre sancionar como faltas anti-desportivas e de uma forma consistente, as acções que se descrevem em seguida: a) Sempre que um jogador não faz qualquer esforço para jogar a bola; b) Sempre que um jogador e no decorrer da sua acção causa excessivo contacto físico entre os jogadores. Estas acções deverão ser sempre sancionadas como faltas anti-desportivas. No entanto, a regra também esclarece que os árbitros deverão sempre julgar a acção e nunca a intenção dos jogadores, a fim de se quebrarem semelhanças com a anterior regra, onde a subjectividade das intenções, dai o nome anterior de falta intencional, era por vezes um dos factores que originava uma maior falta de uniformidade de critérios. Uma outra situação definida pela FIBA como falta anti-desportiva é a de toda e qualquer falta da defesa que ocorra, numa reposição de bola de fora do campo, antes da bola ter sido lançada para dentro do mesmo. Mais recentemente, foi feita pela FIBA uma outra alteração, nomeadamente a de implementar que um jogador que se encontre em contra-ataque e não tendo qualquer jogador defensor interpondo-se entre ele e o cesto, dentro do seu campo visual, caso sofra uma falta lateral ou por detrás, essa falta deverá ser sempre assinalada como falta anti-desportiva. Este principio utiliza-se até que um jogador se encontre em acto de lançamento. Assim sendo, sempre que um jogador está em acto de lançamento e mesmo que nesta circunstância sofra um contacto lateral ou por detrás, quando se assinala uma falta, esta deverá ser sancionada como falta pessoal normal excepto se se aplicarem algumas das alíneas a) ou b) atrás descritas. A FIBA, em defesa dos jogadores e do jogo, mais determinou que qualquer jogador que durante o mesmo jogo cometa 2 faltas anti-desportivas deverá ser excluído do jogo. Com esta alteração a FIBA teve como finalidade banir os comportamentos mais agressivos e proteger os jogadores e o espectáculo. Compete por isso aos árbitros, fazer cumprir também esta determinação da FIBA de uma forma continuada, criteriosa e consistente, pois todos nós queremos um jogo onde a violência não tenha lugar. Para finalizar quero agradecer à FBP a oportunidade de publicar este pequeno artigo, esperando que todos aqueles que são os aficionados pela nossa modalidade possam ver esclarecidas algumas das suas dúvidas em relação a esta matéria.
Cláudio Figueiredo: «Chegou a hora de unir as tropas»
Embora reconheça que o principal objectivo é a permanência, o treinador Cláudio Figueiredo pede aos jogadores elevados níveis de concentração, pois não quer que a equipa perca a oportunidade de estar entre os oito melhores da prova na segunda fase
Na próxima jornada a equipa de S. Paio de Gramaços defronta a Académica, a primeira de duas “finais”. “Faltam dois jogos, que serão duas finais. Vamos encará-los como tal. São dois encontros muito importantes, onde os nossos níveis de concentração têm que estar no máximo. Temos que voltar a recuperar os nossos índices de confiança”, conta-nos o treinador Cláudio Figueiredo. O técnico quer que a equipa esteja ao seu melhor nível nesta fase do campeonato, mas garante que o grupo pretende superar-se a si próprio. “Não queremos provar nada a ninguém, mas sim a nós próprios. Queremos provar que temos qualidade, como já o demonstrámos durante esta época. Chegou a hora da verdade, a hora de unir as tropas, porque queremos fazer um bom final de campeonato.” O treinador recorda que o objectivo do Sampaense é a permanência. “Mais uma vez volto a referir que o nosso principal objectivo é a manutenção e para isso queremos depender só de nós e não ter que esperar pelos resultados dos nossos adversários directos. Se perguntarem ao Sampaense (directores, treinador e jogadores) se queremos estar presentes no playoff, é óbvio que a resposta é sim. Ainda existe essa possibilidade, vencendo os dois jogos que faltam poderemos ficar nos oito primeiros. Mas não dependemos só de nós”, recorda Cláudio Figueiredo.Jogos da 21ª jornada da LPB para este fim-de-semana:Sábado, dia 17 de Abril16 horas – Casino Ginásio x Vagos Norbain Lusavouga16 horas – Illiabum x Ovarense Dolce Vita18 horas – Académica x Sampaense BasketDomingo, dia 18 de Abril15.45 horas – SL Benfica x Física/Riberalves16 horas – Barreirense x Vitória SC17 horas – CAB Madeira x FC Porto
Fazer a festa é com elas
As duas participam pela quarta vez na festa. Só elas podem fazer um feito único amanhã, com a final frente à congénere do Porto, vencer nos quatro anos que a Festa do Basquetebol tem, a competição que disputam.
Quando a festa começou, há quatro anos atrás, Patrícia Santos convocou para a selecção de Aveiro Carolina, ainda iniciada de primeiro ano. Inconscientemente, estava a escrever um pedaço de história no basquetebol juvenil. Ano após ano, treinadora e jogadora venceram em iniciadas, 2007 e 2008, e em cadetes no ano passado. Amanhã, poderão fazer o pleno. Para a técnica, esta performance não tem segredos. “Tive sorte com a geração de atletas que apanhei. Limitei-me a rentabilizar as qualidades delas”, revelou. Já Carolina destaca as qualidades da equipa. “Somos muito unidas. Vimos a Portimão sempre com força e acreditamos que podemos ganhar. Confiamos muito umas nas outras”, confidenciou a sorridente atleta. De Portimão, tanto Patrícia como a Carolina têm excelentes recordações. “Sempre que cá vim fui campeã, só posso ter orgulho nisso e na selecção de Aveiro”, afirmou Patrícia. Para a basquetebolista, o momento mais triste foi há dois anos. A jogadora lesionou-se na meia-final e não pode ajudar a equipa na final. Já Patrícia não tem más recordações da Festa do Basquetebol. A final deste ano encerra um ciclo para as duas. Carolina sobe de escalão. Patrícia vai afastar-se um pouco do Basquetebol, prometendo, contudo, voltar.
Clinic de Treinadores
A FPB/ENB convida todos os treinadores a participarem no Clinic. A inscrição está isenta de qualquer taxa. As inscrições devem ser realizadas na Nave de Portimão,no secretariado da Festa.Caro companheiro treinador, tens a possibilidade de juntamente com o painel de prelectores seleccionado e diferentes treinadores de todo o país, analisar,debater e aprofundar algumas das problemáticas tecnicas/tacticas que se colocam aos nossos jovens jogadores.Aproveita a presença no maior acontecimento do Basquetebol Juvenil,para um enriquecimento dos teus conhecimentos.Dia 10 Abril 21 Horas Local: Auditório da Nave de Portimão Tema: Reacção dos jogadores à perda e ganho da Posse de Bola / Reacção dos Jogadores ás penetrações Prelectores: José Araujo – Treinador do Olivais de Coimbra – Seniores Fem. Ricardo Vasconcelos – Treinador da Selecção Nacional Sub 16 Fem. André Martins – Treinador da Selacção Nacional Sub- 20 Masc Esperamos por ti em Portimão Até breve O director da ENBJorge Fernandes
VII Clinic Basquetebol
Preocupado com a formação contínua dos seus treinadores,o GRIB organiza pelo 7º ano consecutivo, um clinic de basquetebol. Esta Acção de Formação é aberta para todos os treinadores/outros agentes desportivos interessados em participar. O VII Clinic de Basquetebol tem como prelectores o árbitro internacional Fernando Rocha e o Seleccionador Nacional Moncho Lopez e integra o “X Torneio Páscoa GRIB 2010”
«O entusiasmo é grande»
A primeira edição da Supertaça Compal, que nos primeiros dias de Abril vai reunir em Luanda os vencedores dos campeonatos e das Taças de Portugal e Angola, está a ser vivida com muito interesse por parte dos adeptos angolanos, conforme nos conta Alberto Babo, técnico do Petro. Nesta entrevista, o treinador elogia a iniciativa e mostra-se favorável ao alargamento da prova a outros países lusófonosQue comentário lhe merece o nascimento de uma competição com as características desta Supertaça Compal? Defende, futuramente, a entrada de equipas do Brasil e Cabo Verde ou até mesmo de Moçambique? Uma competição com estas características só beneficia e prestigia o basquetebol, quer angolano, quer português. E neste pressuposto, seria bom, e também mais competitivo, contar com entradas de outros países da lusofonia. Tem notado entusiasmo por parte dos adeptos angolanos em relação a esta Supertaça Compal? Existe uma boa divulgação do evento? O entusiasmo é grande, a população angolana é conhecedora e também muito exigente com a modalidade. Gostam de bom basquetebol, estão já a viver o acontecimento. Os media estão a divulgar o evento. E da parte da comunidade portuguesa que reside em Luanda? É de esperar que aproveitem a presença de dois clubes portugueses na cidade para acompanhar as partidas? Há bastantes portugueses em Luanda e, se estiverem atentos à divulgação do programa para o fim-de-semana da Páscoa, irão certamente aparecer e reviver os jogadores dos seus clubes. Bem como desfrutar da oportunidade de ver bons jogos e matar um pouco a saudade. Como classificaria o conhecimento do adepto de basquetebol angolano relativamente às equipas portuguesas que aí irão competir? Como disse, o povo angolano é conhecedor da modalidade, vive intensamente os jogos e, como tal, está habituado a ver e a acompanhar as suas equipas quando estas se deslocam a Portugal para efectuar estágios. Mas há outro factor importante que é o facto de assistirem aqui, em Angola, através da Sport TV África, aos jogos das equipas portuguesas no campeonato. Como conhecedor das duas realidades, quais as principais diferenças que destacaria entre o campeonato português e o angolano? O basquetebol português é mais táctico, mais cerebral, menos intenso, menos físico, enquanto o angolano é físico, intenso, rápido e os seus jogadores têm técnica, mas algumas dificuldades em termos de cultura táctica. Existe algum termo de comparação entre a valia das selecções de Angola e Portugal comparativamente à realidade dos principais clubes? A selecção angolana é praticamente o 1º Agosto, clube campeão, e isso deve-se ao facto de nas suas fileiras integrarem 8 jogadores internacionais, que jogam em conjunto nas competições internacionais. A Selecção portuguesa normalmente assenta na convocação de atletas de vários clubes. Sabendo que a intenção de todos os clubes participantes é vencer a competição, que espera em concreto da sua equipa nesta Supertaça Compal? Vencer, claro. Apesar de termos perdido alguns jogadores importante e que foram reforçar outros clubes, a equipa foi construída de novo, é jovem, mas a nossa vontade é muito grande e queremos mostrar o nosso trabalho perante outras melhor apetrechadas. Sente alguma ansiedade por reencontrar equipas com quem já disputou grandes jogos, tendo mesmo orientado alguns dos atletas que fazem parte dos plantéis de Benfica e Ovarense? Não há necessidade disso. Sou um treinador profissional, este tipo de coisas já não mexe minimamente com a minha forma de ser. Mas digo, sem qualquer tipo de sofisma, que irei reviver e conviver com aqueles que trabalharam comigo em Portugal e que será certamente um bom reencontro. Sabendo-se que as equipas angolanas têm, ultimamente, contratado alguns jogadores oriundos de Portugal, vai aproveitar a oportunidade para observar potenciais reforços para a próxima temporada? Claro que vou. Tudo o que diz respeito ao basquetebol não me passa em claro. Observar potenciais futuros reforços faz parte das minhas tarefas como treinador profissional.
Solidariedade Olímpica – Bolsas para Treinadores.
No âmbito dos Projectos Sociais de Solidariedade Olímpica informamos os eventuais interessados dos programas dos cursos e bolsas de treinadores para o quadrilénio 2009-2012, cursos promovidos pelo “International Coaching Enrichment Certificate Program” cujas inscrições terminam a 15 de Maio. Para os mesmos, a Escola Nacional de Basquetebol disponibiliza informação detalhada e as propostas de candidatura. Para mais informações poderá ser utilizado o seguinte endereço www.udel.edu/icecp. Relativamente aos referidos projectos, a Federação Portuguesa de Basquetebol não assumirá quaisquer despesas/comparticipações que advenham dos mesmos.
Ricardo Vasconcelos é o novo seleccionador
A selecção nacional de seniores femininos mantém o objectivo de subida à Divisão A. Em 2006 Carlos Portugal assumiu o cargo de seleccionador nacional, rendendo José Leite. O percurso de desenvolvimento da selecção manteve-se, embora não se tenha alcançado a almejada subida à Divisão A.De facto, na campanha de 2006/2007 Portugal manteve-se na corrida para o tão desejado apuramento para o play-off, mas o sonho terminou na última jornada, ante a Grã-Bretanha, na Arena de Évora. No Europeu de 2008/2009 conseguiu-se prolongar o sonho mais um pouco, fomos ao play-off, mas perdemos frente a Montenegro. Estivemos tão perto… Embora reconhecida pela dedicação e pelo esforço desenvolvido, a Direcção da FPB entendeu que era chegada a hora de se iniciar um novo ciclo, optando por trazer à selecção mais juventude, tendo convidado um técnico da nova geração e com trabalho feito, o qual se mostrou motivado e decidido a abraçar este novo desafio.Ricardo Vasconcelos, actual responsável pelo CNT Calvão e por inerência seleccionador nacional de Sub 16 femininos, é assim o novo seleccionador nacional de seniores femininos.Ao novo seleccionador os desejos de um bom trabalho.Para Carlos Portugal não queremos deixar de expressar, em nome da Direcção da FPB, o nosso reconhecimento pelo trabalho desenvolvido e o agradecimento pela colaboração dada à Federação.
Aveiro com muita ambição
O líder técnico traça, ainda, uma radiografia à modalidade no distrito
Quais os objectivos estabelecidos do ponto de vista competitivo, tendo em conta as últimas participações da Associação na Festa? Os objectivos competitivos passam por dignificar o basquetebol do distrito de Aveiro, mantendo o desempenho das últimas edições. Aveiro, pelo seu passado e tradição, só poderá pensar em chegar aos momentos das decisões em todos os escalões e em condições de poder lutar pela melhor classificação possível. Qual o estado da formação na sua associação? Tem aumentado o número de praticantes? Existe alguma preponderância no que se refere ao sexo? Têm surgido mais clubes a praticar a modalidade? Sentem cada vez mais dificuldades em cativar praticantes para o desporto? Aveiro tem mantido o mesmo número de praticantes dos últimos anos, no entanto, estamos esperançados, nesta época, em ultrapassar os registos da época transacta. Na época transacta obtivemos excelentes resultados nomeadamente no que diz respeito ao sector feminino uma vez que para além das vitórias alcançadas em Portimão com as Sub 14 e 16 os nossos Clubes venceram os respectivos campeonatos nacionais de Sub 14, 16 e 19 femininos. Apesar de não termos aumentado o número de Clubes temos vindo a verificar o aparecimento do escalão de Minis em Clubes que apenas tinham o escalão de seniores. Pensamos que esta época, pelos incentivos que temos dado ao Clubes no escalão de minibasquete é legítimo aspirar a um aumento do número de praticantes. A presença ou ausência de clubes nos escalões principais tem influência na captação de potenciais jogadores? Sem dúvida alguma que o facto de Aveiro estar representada ao mais alto nível e de o nosso distrito ter uma forte tradição na prática da modalidade a nossa tarefa está algo mais facilitada. Para além disso a existência de dois Centros de Treino Nacionais é um estímulo para os nossos jovens praticantes. Para além do aspecto desportivo, considera a vertente social da Festa igualmente importante? Essa é talvez a grande virtude da Festa, uma vez que a congregação de todas as equipas no mesmo local possibilita um envolvimento muito maior de todos os agentes e de todos os seus familiares. As Festas são sem dúvida alguma o maior evento desportivo nacional dos escalões de formação.
Melnychuk: «Os nossos objectivos mudaram»
Em vésperas de defrontar os açorianos, saiba, também o que o técnico ucraniano espera da formação insular
Depois de um início complicado o Penafiel está a revelar-se a equipa sensação da Proliga. A evolução do grupo seguramente exigiu tempo, trabalho e paciência. O grupo ainda tem margem de progressão até final da época? Não é fácil construir uma equipa quase do zero, mas claro que o grupo ainda tem margem de progressão. Temos muitos problemas na organização do jogo, tanto na parte ofensiva como defensiva. Há margem de progressão na técnica individual e na leitura de jogo, esse é um objectivo que nunca acaba para qualquer jogador, seja ele jovem ou veterano. Há que melhorar todos dias e em todos treinos. Neste momento vão já em 16 vitórias consecutivas frente a equipas da Proliga, contando com todas as competições. Acha possível manter a invencibilidade até final da fase regular e, quem sabe, prolongá-la no playoff? É muito difícil. A Proliga é bastante competitiva – a equipa do Sangalhos mostrou o valor da competição na Taça de Portugal -, e é possível perder qualquer um dos próximos quatro jogos com adversários como o Lusitânia, o Terceira, o Angra ou o Barcelos. No playoff é diferente, há muita pressão nas eliminatórias. O trabalho que realiza neste momento com uma equipa da Proliga difere em alguma coisa daquilo que fazia nas selecções ou nas equipas da Liga? É diferente ao nível dos fundamentos, da leitura do jogo defensivo e ofensivo. Há jogadores com quem preciso de trabalhar a nível da aprendizagem. Mas estou a tentar trabalhar com mesma a intensidade, exigência e responsabilidade. De que forma se motiva todos os dias, com a sua idade, o seu passado brilhante, para fazer um trabalho com a qualidade que é evidente numa equipa de um escalão secundário? Estou de acordo com muitas das opiniões aqui manifestadas pelo treinador do CAB, o João Freitas, sobre o treino no seu artigo. Nós estamos numa Liga semi-professional. Cada jogador, quando passa a linha lateral e entra em campo, deve perguntar si próprio “o que quero deste treino?” Cada jogador está trabalhar para o êxito da sua equipa e para si próprio, para seu futuro. Nós somos uma equipa, uma família. E a responsabilidade de cada jogador é grande. Não é como no ténis ou no atletismo. Não depende se és suplente ou se jogas mais tempo. O valor de cada um é igual.Haverá um embate de líderes no próximo sábado. Quais os pontos fortes que destacaria nesta equipa do Lusitânia? Já fizemos 3 jogos com o Lusitânia. Ganhámos 2 e perdemos 1. Cada jogo teve a sua história. Cada jogo é particular. Eles conhecem-nos como nós sabemos quase tudo sobre eles. Mas é muito difícil prever como vai correr o jogo. Vai ganhar a equipa que tiver mais garra e mais disciplina táctica. Já se sonha com a Liga Portuguesa de Basquetebol em Penafiel? Na início da temporada o objectivo era manutenção e se possível o playoff. A Taça e a liderança na Proliga mudaram nossos objectivos. Hoje a direcção, com o apoio da câmara, lançou um novo objectivo – apuramento para Liga. Jogadores e equipa técnica vão fazer de tudo para alcançar esse novo propósito, mas temos consciência que vai ser muito difícil. No último jogo o Maurício Rocha partiu perna e na 4.ª feira foi operado. A operação correu bem. O Maurício era um jogador suplente no nosso plantel, mas um suplente com valor elevado. Desejamos-lhe a mais rápida recuperação.
Duelo de líderes
Os comandantes da Proliga encontram-se este fim-de-semana em Penafiel, num dos encontros mais aguardados da jornada. Lusitânia e Penafiel estão ambos com 34 pontos, mas no final da partida um deles vai inevitavelmente descolar na classificação. O treinador do Lusitânia, Luís Brasil, sabe que a sua equipa perdeu os últimos dois confrontos que realizou diante do grupo de Melnychuk, mas não deixa de acreditar no triunfoDesde o último encontro entre as duas equipas que o Lusitânia não perde em jogos a contar para o campeonato. Mas também não deixa de ser verdade que as duas últimas derrotas – campeonato e Taça federação – da sua equipa foram precisamente diante do Penafiel. Julga que o Lusitânia nesta fase da época está mais bem preparado para quebrar o “enguiço”? São conhecidos os condicionalismos quantitativos da nossa equipa, os quais têm vindo a ser menorizados através de rendibilização de qualidades e capacidades dos atletas e trabalho desenvolvido. Acredito que, desde o último jogo com este adversário, estamos melhor em alguns aspectos, mas que estaríamos ainda melhor com outras condições. Consegue identificar os aspectos em que a equipa falhou nos anteriores encontros frente ao Penafiel? Sim, todos os membros da equipa sabem que as nossas falhas residem na intensidade extensível à totalidade do tempo de jogo, luta das tabelas, recuperação defensiva e diminuição do número de bolas perdidas. Também temos consciência que o Penafiel, tal como nós, prepara bem os jogos, mas que preparar é um princípio inválido se não for materializado no momento do jogo. O Penafiel imprime sempre grande intensidade e velocidade ao seu jogo, servindo-se do seu banco para fazer rodar os jogadores. É conhecida a vossa limitação de jogadores utilizados durante as partidas. De que forma pensa contrariar este problema? Temos consciência das nossas limitações, no entanto as mesmas não podem servir de justificação plena em caso de derrota com qualquer adversário. Conseguir equilibrar o encontro com a anulação dos pontos fortes do oponente, controlar o ritmo do jogo e optimizar a todo o tempo os nossos pontos fortes. Raramente nesta modalidade a equipa que joga melhor perde. Vencer em Penafiel seria um importante passo para terminar na frente a fase regular. Obviamente que não pergunto se esse será o vosso objectivo, mas questionava-o se a experiência de Liga da maioria dos jogadores do plantel poderá ser uma vantagem para um jogo com estas características. De facto, no processo de escolha deste jogadores, foi utilizado como um dos critérios a experiência dos atletas na Liga, de forma a garantir uma reentrada do Lusitânia na modalidade com dignidade e qualidade. As vantagens estão a funcionar positivamente e a assegurar competitividade. Neste jogo, como em todos até ao presente, todos os elementos da equipa devem colocar ao serviço do jogo as suas capacidades, mas uma das duas equipas irá perder, provavelmente por força do que a outra não deixar materializar em campo. O clube mantém todas as aspirações de poder participar na LPB já na próxima época? No início da época determinou-se, em acordo com o elenco directivo do Lusitânia, que o primeiro objectivo seria garantir a melhor classificação neste campeonato, isto entre as três equipas açorianas na prova, assegurando assim um conjunto de direitos desportivos e financeiros ao clube, concretizadores da continuidade do projecto. A grande entrega da equipa, assertividade e união crescente, tornou a equipa mais ambiciosa, logo não deixaremos de fazer sentir a todos, lusitanistas e adversários, que devem contar connosco até ao nosso limite de entrega e empenho. Se chegará para mais, logo veremos.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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