Artigos da Federaçãooo
Aprovação dos novos estatutos
Realizou-se no sábado dia 20.06.2009 a Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Basquetebol cuja Ordem de Trabalhos tinha como Ponto Único a aprovação dos novos estatutos da FPB, com vista à sua adequação ao novo Regime Jurídico das Federações Desportivas.As alterações mais significativas referiam-se à composição da Assembleia Geral, a qual passará a integrar 61 delegados, com a seguinte descriminação: • 21 Delegados designados por inerência de entre os membros das Direcções das Associações Distritais de Basquetebol. • Os Presidentes das Associações de Jogadores, Juízes e Treinadores. • 21 Delegados representantes dos clubes e sociedades desportivas participantes nas competições nacionais. • 8 Delegados representantes dos jogadores. • 4 Delegados representantes dos juízes. • 4 Delegados representantes dos treinadores.A proposta de alteração dos estatutos foi aprovada com 206 votos a favor e 43 votos contra.As associações distritais de basquetebol que votaram favoravelmente os novos estatutos apresentaram uma declaração de voto na qual declararam que discordavam de alguns aspectos essenciais do novo regime jurídico das federações desportivas, mas que votavam favoravelmente os estatutos tendo em atenção a essencialidade desta alteração para a obtenção do estatuto de utilidade pública desportiva pela Federação Portuguesa de Basquetebol.
Carlos Caetano comenta época do Galitos
Mas nem tudo foram rosas pois segundo Carlos Caetano também houve aspectos negativos…
Que balanço desta temporada? Considero que o balanço da época realizada pelo Galitos FC é bastante positivo. Depois de termos alcançado o 13º lugar na época anterior, definimos, em Setembro de 2008, que os objectivos a alcançar passavam por atingir o 7º lugar na fase regular, muito embora esta meta fosse ajustável com o desenrolar da competição. Ao termos concluído a fase regular do Campeonato da Proliga na 3ª posição, e terminado a nossa participação, após a disputa da meia-final do playoff, onde fomos eliminados pelo Sampaense (3-1), a equipa não só atingiu, como superou, os objectivos delineados. Que aspectos negativos e positivos ressalva? Nos positivos a aposta que fizemos em jogadores jovens e ambiciosos que se afirmaram esta época na Proliga; a capacidade que ultrapassar um começo menos bom no Campeonato, que funcionou como uma importante etapa de aprendizagem; o facto dos jogadores terem assimilado a importância da defesa e, consequentemente, termos conseguido ser a equipa com menos pontos sofridos na fase regular da competição; termos vencido o Troféu António Pratas e finalizado a Proliga 2008-2009 na 3ª posição. Os negativos sem dúvida a dificuldade criada pela escassez de recursos humanos e logísticos, de forma a melhor suportar a participação do clube nesta exigente competição; os horários dos treinos (21h45-24h00), que influenciam o rendimento de cada elemento da equipa nas actividades profissionais que desempenha. Já tem algum convite para a próxima época? Não. Ainda não tive nenhuma proposta para a próxima época. Tem algum projecto que gostaria de levar a cabo? Gostaria de treinar uma equipa sénior num projecto a médio prazo (2/3 anos), com jogadores jovens e com uma estrutura de recursos humanos e logísticos necessários ao desenvolvimento desse mesmo trabalho. Qual é o seu modelo de jogo favorito? Não tenho um modelo de jogo único, mas a minha filosofia assenta numa defesa Individual (HxH) e num Ataque 1:4, após rápidas transições ou contra-ataque puro. Cada vez mais os jogadores que compõem a nossa equipa e o Scouting realizado aos adversários são os factores a ter em consideração na tomada de decisão sobre a estratégia a utilizar em cada jogo. De todas as equipas que já treinou, qual foi a que lhe proporcionou os melhores momentos? Naturalmente os melhores momentos da carreira de um treinador coincidem com o atingir dos objectivos estabelecidos. Assim, vencer determinada competição é na maioria das vezes a parte visível do trabalho realizado ano após ano. Nesta perspectiva, o primeiro título nacional de juniores femininos, como treinador principal, alcançado em 1998-1999, ou a vitória na Liga Feminina em 2006-2007, ambos pelo GDESSA, foram momentos únicos, que marcaram o meu percurso. Mas considero que a equipa que melhores momentos me proporcionou foi a de cadetes masculinos do FC Barreirense, que treinei entre 2003 e 2005, e que venceu 2 Campeonatos Nacionais neste escalão. Curiosamente voltei a reencontrar alguns desses jogadores esta época no Galitos. Há algum momento em particular que nunca vá esquecer? Mais recentemente, a passagem às meia-final do playoff da Proliga, no jogo 3 com o Sangalhos, que terminou com a nossa vitória, por 76-72. Acrescento ainda as derrotas que esta época tivemos por 63-71 com o Benfica e por 82-84 com o FC Porto, nas quais realizámos exibições muito positivas.E o mais negativo? A derrota pelo GDESSA na meia-final da Taça de Portugal, em 2006/07, frente ao CAB Madeira, por 2 pontos, quando a 34 segundos vencíamos por 3 e tínhamos posse de bola. Qual é a sua opinião sobre o actual estado do basquetebol em Portugal? Penso que existem condições e matéria-prima (jogadores) para que o basquetebol português melhore internamente, bem com a nível internacional, mas tal só será possível se forem criadas condições e apoios aos treinadores (profissionalização) e aos clubes através de apoios autárquicos e estatais, de acordo com programas de desenvolvimento bem definidos e com objectivos claramente traçados, que visem a formação dos jovens praticantes. Tem alguma opinião formada sobre o que deve ser alterado para melhorar a qualidade competitiva da modalidade? Considero que, uma vez que se acabou com a Liga Profissional e se criou uma nova competição, dever-se-ia ter aproveitado a oportunidade para reduzir o número de estrangeiros na LPB, para 2 por equipa, factor esse que não só proporcionaria maior visibilidade aos jogadores portugueses, bem como “obrigaria” a melhorar o trabalho desenvolvido nos escalões de formação dos diversos clubes.
Costa Dias: “Falta de sorte na Taça”
Mas o técnico não esquece o precoce afastamento do playoff, bem como a perda de Rico Hill, que acusou positivo num controlo antidoping
Que balanço faz da última época? Foi bastante positivo pois cumprimos o que foi anunciado e estipulado na primeira semana de Setembro: estar nos momentos de decisões – fomos finalistas da Taça de Portugal –, lutar pela vitória em todos os jogos e ficar nos 4 primeiros classificados na fase regular. Com manifesta falta de sorte não vencemos a Taça de Portugal, após dois prolongamentos e com as últimas posses de bola, sendo que no primeiro falhámos diversas “tapinhas” e no segundo uma “bandeja” isolada por um jogador experiente. Mas estou muito agradecido a todo o grupo e orgulhoso de cada um deles. Que aspectos positivos e negativos ressalva? Entre os positivos o facto de termos estado na final da Taça de Portugal. Apesar do corte orçamental de mais de 30 por cento, continuámos competitivos. Nos negativos, a eliminação prematura do playoff, devido a baixas importantes na equipa (Rico Hill que acusou positivo e Pedro Nuno com fractura de uma mão). Já tem algum convite para a próxima época? Sim, felizmente tive alguns, excelentes, e estou a estudar o que for melhor para mim e para a minha família. O basquetebol nunca será uma profissão para mim e isso condiciona a minha participação no jogo. Tem algum projecto que gostaria de levar a cabo? A nível pessoal tenho imensos. A nível desportivo gostaria de ter a hipótese de treinar uma equipa com mais condições, que garantisse tranquilidade ao grupo. Qual é o seu modelo de jogo preferido? Rápido e onde os jogadores são livres de tomar as decisões. Há um modelo de jogo e se o jogador interpreta o que eu quero, esse atleta joga com mais frequência. Fomos a equipa com mais contra-ataques este ano. A componente espectáculo tem que estar presente e isso só se consegue com um jogo rápido, onde se criem facilmente, e de forma constante, desequilíbrios. Os atletas têm que se divertir para poderem contagiar o público e os colegas. De todas as equipas que já treinou, qual foi a que lhe proporcionou os melhores momentos? Todas me têm trazido ensinamentos e progressão como treinador e como homem. Como evolução, estes dois anos na Liga têm sido decisivos e de uma aprendizagem constante, pois nunca tinha tido a felicidade de ser atleta de alta competição. Um momento positivo que nunca vá esquecer. A primeira subida de divisão, da CNB2 para a 1ªDivisão, num jogo em casa contra o Galitos. Foram anos de trabalho sempre em formação e nos escalões inferiores, que finalmente tinham expressão de “ Missão Completa”. E o mais negativo? A exclusão do Rico Hill da equipa, por um motivo que me deixa triste e frustrado. Tento transmitir valores aos meus atletas que são 100 por cento contrários ao que aconteceu. No entanto ele é adulto e responsável pelos seus actos, mas considero todos atletas como meus “filhotes” (os meus atletas sabem o que significa esta expressão). Aquele momento marcou-me profundamente e isso sentiu-se quando o substituí no último jogo oficial dele. Pois tinha perdido um atleta de excepção e a equipa dificilmente chegaria mais longe sem ele a ajudar. Qual é a sua opinião sobre o actual estado do basquetebol em Portugal? Já conheceu melhores dias e basta olhar para as bancadas. Mas a culpa é de todos os intervenientes. Eu faço o melhor para alterar este estado, mas alguns dinossáurios do basquetebol ainda não entenderam que estamos em 2009 e há que adaptar todo o desporto a esta realidade. Algumas pessoas ainda não entenderam que há que mudar e ter a coragem de actuar contra os seus próprios interesses e vaidades. Tem alguma opinião formada sobre o que deve ser alterado para melhorar a qualidade competitiva da modalidade? Tal como o número de estrangeiros é estipulado, também o número de atletas com menos de 20 e 25 anos também deveria ser. Esses atletas jovens deveriam ter tempo de jogo mínimo durante uma época. Só poderiam jogar 2 atletas estrangeiros em simultâneo, por equipa. Por outro lado, devia haver uma aposta na arbitragem, especialmente na aprendizagem de socialização com treinadores e atletas. Como pilar fundamental do jogo, os árbitros deveriam ter maior sensibilidade para o jogo e menos arrogância para esconder falhas. Agora que mais centros de alto rendimento possuímos, menos “estrelas” jovens oriundas desses centros nós temos. Há que repensar o modelo e ajustar ao objectivo e missão. Que jogador mais o impressionou? A nível mundial o Michael Jordan e o Kobe Bryant. Ultimamente Dwight Howard. Em Portugal, há muitos, mas escolho o Pedro Nuno, pela leitura do jogo e soluções, e o Carlos Lisboa, pela facilidade em lançar. A jogar em Portugal (recentemente) – Ricardo Hill, pois conseguia juntar eficácia, potência, ousadia e beleza nos gestos. Quando queria e não estava gordo … E jogadora? Ticha Penicheiro – que orgulho para Portugal! Qual é o seu 5 ideal? Kobe Bryant a base; Alen Iverson, Vince Carter e LeBron James; Dwight Howard a poste. Conte-nos uma situação caricata que se tenha passado em campo. Esta época um árbitro que estava “picado” comigo, em vez de estar a olhar para onde ía (por baixo da tabela) estava com o olhar fixo em mim. Tropeçou e caiu “vergonhosamente” por causa disso, mas poucos viram pois foi durante o jogo. Mas como estávamos de olhos fixos um no outro não pude deixar de reprar no sucedido… Quando ele passou por mim, chamei-o e disse-lhe que foi castigo por estar a pensar “lixar-me” e que ele quase que marcava falta à sua própria sombra que o fez cair. Rimo-nos da situação e aumentámos a estima que temos um pelo outro. E fora do campo? As melhores não se podem dizer publicamente … mas na 1ª fase final na CNB2, e em pleno avião rumo aos Açores, o Daniel (agora no Esgueira) como é muito “desprendido da realidade” pergunta: “ Onde vamos jogar e para quê ?!”
Pedro Costa:“Com Oha a história teria sido diferente”
O treinador ainda não sabe se vai continuar a treinar a equipa de Aveiro
Que balanço faz da última época? Penso que apesar de achar que fomos precocemente eliminados no playoff, de uma forma um pouco infantil, a época foi positiva, tendo esta equipa alcançado o 4º lugar na fase regular com os mesmos pontos do 3º classificado e a 2 vitórias do 2º, mesmo depois de passarmos por tantos problemas de lesões, inclusivamente a perda de um dos norte americanos e problemas de outra ordem. Tudo isto só foi possível pelo excelente trabalho efectuado pelos jogadores, que sempre acreditaram e nunca atiraram a toalha ao chão. Que aspectos negativos e positivos ressalva? Como aspecto mais positivo gostaria de realçar a atitude e entrega dos jogadores que ao longo da época souberam sempre dignificar a camisola deste Clube. Apesar das dificuldades porque passámos, nunca senti da parte deles qualquer sinal de descrença, o que me facilitou a tarefa como treinador e me fez sentir sempre muito prazer e orgulho em ser treinador deles. A todos eles o meu obrigado. Como aspectos mais negativos, gostaria de realçar as lesões, que em muito nos condicionaram, em especial a que levou à perda do Antonhy Oha. Com ele a história teria sido diferente, acredito. A maneira como fomos eliminados do playoff e, finalmente, a situação em que se encontra neste momento o Clube Povo de Esgueira, que pelo seu historial e por sem dúvida ser o clube que representa a cidade ao mais alto nível do basquetebol feminino e masculino a nível nacional, merecia que as entidades da cidade, nomeadamente a Câmara Municipal de Aveiro, o respeitassem mais. Já tem algum convite para a próxima época? Tive já uma hipótese para a próxima época mas que coloquei logo de parte por motivos pessoais. Para já não tive mais nenhum convite. Tem algum projecto que gostaria de levar a cabo? Neste momento não tenho nenhum em especial. Gostaria de continuar a fazer aquilo que me dá muito gozo e prazer que é ser treinador de basquetebol da maneira que sempre o tenho feito, ou seja, de uma forma séria , honesta e sempre com muito empenhamento, entusiasmo e dedicação. Qual é a sua opinião sobre o estado actual do basquetebol em Portugal? Em relação aos escalões maiores, penso que o nível baixou claramente, como se pode ver pela principal Liga, em que duas ou três equipas se distinguiram das outras, havendo até muitos jogos equilibrados entre equipas da Liga e Proliga. No que diz respeito à formação, muito há ainda a investir neste sector, nomeadamente na formação e escolha de treinadores. As equipas deveriam ter os melhores e mais aptos treinadores e isso nunca acontece. É claro que para isso teria que se valorizar muito, mas muito mais, o treinador da formação, coisa que no nosso país acho difícil de acontecer, como se vê em Espanha e noutros países em que os treinadores de formação são profissionais de basquetebol. Aqui nem os dos seniores se podem dar a esse luxo… Treina-se pouco na formação e com pouca qualidade. E por enquanto ainda vamos tendo os Centros de Alto Rendimento que são sem dúvida uma boa aposta, vamos ver até quando. O que deve ser alterado para melhorar a qualidade competitiva da modalidade? A nível de seniores, penso que seria bom termos 12 equipas na Proliga e 12 equipas na Liga, competindo separadamente em 2 campeonatos distintos e sem jornadas cruzadas. Em caso de existirem as jornadas cruzadas, as regras de utilização de jogadores estrangeiros deveriam ser iguais, apenas 2 por equipa. De qualquer maneira, penso que na Liga vão continuar a existir 2 ou 3 equipas que vão distinguir-se porque conseguem ter orçamentos muito superiores às outras e maior capacidade de recrutamento de jogadores.
Curso de Treinadores de Nível I – AB Algarve
Terá início no dia 3 de Julho o Curso de Treinadores que a A.B. Algarve vai organizar, estando neste momento inscritos 30 participantes. José Tavares e Joaquim Martins serão os formadores da FPB / Escola Nacional do Basquetebol presentes. As datas do curso são as seguintes: 3, 4, 5, 10, 11, 12 e 18 de Julho.
Moncho Lopez: “Assentar as bases tácticas”
Saiba nesta entrevista o que o seleccionador nacional Moncho Lopez espera deste primeiro estágio e como pretende colmatar as ausências destes dois jogadores.
Sendo este um estágio também de observação poder-se-á dizer que o lote final de atletas ainda continua em aberto? Claro que sim. Estamos a trabalhar com uma lista alargada de jogadores, com um limite de 25 atletas, como impõem as regras da FIBA. Neste estágio serão observados 14 e uma semana mais tarde entrarão aproximadamente entre 5 a 7 jogadores. Se a brevidade da final do playoff “favoreceu” os interesses da Selecção, o número de indisponíveis complica o seu trabalho com vista à fase de apuramento? É um problema com o qual teremos de conviver… e sobreviver. Muito provavelmente o maior handicap é facto de os lesionados, Paulo Cunha e Jaime Silva, ocuparem a mesma posição, e ambos tinham uma base de trabalho táctico com um papel muito bem definido na actual Selecção. Teremos que procurar em outros jogadores habilidades defensivas muito concretas para as que o Paulo e o Jaime estavam bem preparados: defesa dos bloqueios múltiplos, responsabilidade sobre a bola na transição defensiva, etc. E logicamente as suas capacidades ofensivas, sobretudo em termos de penetração e “pick an roll” também deverá ser equilibrada por outros companheiros. Este período de trabalho serve essencialmente para que fins? Embora estejamos a mais de 40 dias dos jogos de apuramento, nesta fase começaremos a assentar as bases tácticas do nosso jogo. Trabalharemos a construção do jogo em três vertentes fundamentais: regras básicas de recuperação defensiva; regras básicas da transição ofensiva, essencialmente na utilização dos postes na sua chegada ao campo de ataque, e regras básicas do jogo sem bola, após bola interior e após as penetrações. Como se pode verificar, trata-se essencialmente de encontrar as senhas de identidade comuns nas diversas fases do jogo, tentando unir ao máximo um grupo de jogadores provenientes de diferentes equipas e diferentes competições. Vai aproveitar para introduzir novas coisas tendo em vista os jogos de apuramento? Quase todo o trabalho será o de relembrar tudo aquilo que temos vindo a fazer há quase um ano, embora com os ajustes lógicos para nos adaptarmos a novos jogadores que se incorporam na Selecção, e também com a perspectiva dos futuros rivais que teremos de enfrentar. Muito provavelmente vai deparar-se com o problema de ter de escolher entre um dos naturalizados… É um problema enorme, uma autêntica dor de cabeça. Juntando-se agora a este grupo o Manuel Sicó, o que significa que trabalharemos com três atletas, dos quais apenas um permanecerá no grupo final. Tome a decisão que tomar, será sempre uma injustiça para com o esforço e o trabalho dos jogadores dispensados. Muitos detractores aproveitarão para dizer que fizemos a escolha errada. Mas não é importante, é uma decisão que tem de ser tomada, em que o mais importante é o facto de os atletas já terem conhecimento prévio da situação e se preparam mentalmente para o que lhes possa suceder. Desafiando-o para um exercício de futurologia, face às lesões, retirados e indisponíveis, vê alguma posição em que possa vir a ter problemas em preencher? Creio que a posição de base é a que melhor está coberta este ano, porque voltamos a contar com o Filipe da Silva e não temos nenhum jogador lesionado. Tenho muitas opções de qualidade na posição de 1 e agrada-me o que vejo. Julgo ser possível construir um grupo com vários bases de diferentes características, que se podem complementar perfeitamente. Estamos a trabalhara a ideia de poder jogar muitas vezes com dois bases ao mesmo tempo, como estão a fazer as melhores selecções da Europa e como é habitual no basquetebol moderno por esse mundo fora. Isto permitir-nos-á equilibrar a previsível ausência, por lesão, de extremos importantes para a nossa Selecção, posição onde muito provavelmente iremos ressentir-nos mais. O Cunha garantia qualidade e experiência, para além de que os naturalizados ocupam essa posição e somente um poderá jogar.
A.B. Algarve – Formação Contínua de Treinadores
A Associação Albufeira Activa convidou para o seu 1.º Clinic de Basquetebol Goran Nogic, Norberto Alves e António Coelho (ex- árbitro).
Os três prelectores fizeram jus à reputação e ofereceram excelentes momentos de informação fundamental para quem vive diariamente a nossa modalidade. Em Vila Real de Santo António o convidado da A.B. Algarve foi o Seleccionador Nacional de Sub 20 – Prof. Orlando Simões – que abordou os temas transição ofensiva e ataque 2:2:1 no escalão de sub 14. Foi a segunda presença do técnico da FPB no Algarve durante esta época, proporcionando a todos os que estiveram presentes preciosos apontamentos sobre o trabalho desenvolvido nas Selecções Nacionais jovens e sobre a experiência adquirida nas competições internacionais.
Carlos Cabral: “Não temos poções mágicas”
O grande timoneiro deste sucesso foi o treinador Carlos Cabral, conhecedor profundo do clube desde os seus tempos como atleta. O técnico não tem dúvidas que o Illiabum está no lugar a que lhe pertence por direito, pronto para dar respostas ao novo desafio, embora sem certezas absolutas quanto ao seu futuro no projecto motivadas pela indefinição directiva no clube.
Depois de se ter sagrado campeão da Proliga, o sentimento foi de alívio por a missão estar cumprida ou, pelo contrário, era de total contentamento? Desde o início do campeonato da Proliga que nos demos como candidatos à vitória. Aquando da apresentação das finais por parte da FPB, fomos mais longe, e apresentámo-nos como favoritos, até mesmo pelo percurso que efectuáramos. Nunca demos o nosso objectivo como facto consumado. Por isso sentimos uma enorme satisfação quando nos sagrámos campeões. Há muito tempo que o Illiabum Clube não tinha esta enorme alegria no escalão de seniores e a festa foi enorme. Em algum momento da época sentiu que objectivo da subida estaria em perigo de ser alcançado? Não! Nunca, no decorrer da época, sentimos que não poderíamos alcançar o título. Mesmo os momentos mais difíceis (que houve) apenas serviram para demonstrar o nosso espírito de equipa e de sacrifício, bem como dar-nos maior motivação para trabalhar e perseguir o nosso objectivo. A que factores atribui o segredo desta conquista? Não temos segredos nem poções mágicas. Tivemos trabalho, muito trabalho. Fomos competentes nas nossas funções e constituímos uma verdadeira equipa, desde a direcção, liderada pelo dr. Rui Dias, que soube dar resposta às nossas sugestões, passando por aqueles que mais de perto trabalharam connosco, o Marcela, o professor Luís, o Melo e o Panela, o Alyson e o Luís, ainda o Carlos Alberto, o Ariston e a Joana, o Álvaro, a D. Maria José, o Alexandre Pires, que fez um excelente trabalho a coadjuvar-me, acabando nos jogadores, os grandes artistas deste feito, que com o seu espírito de sacrifício, união e força mental, souberam dar o seu contributo para sermos campeões. E em tempo algum tivemos medo do sucesso. Na sua opinião o Illiabum volta ao patamar a que pertence pelo seu historial na modalidade? Sem dúvida que o Illiabum volta ao seu lugar, por mérito próprio, mostrando dentro do campo que merece estar nesse patamar. O Illiabum teve a coragem de ir jogar para uma divisão inferior, fazendo uma correcta gestão dos recursos materiais, humanos e financeiros, com a intenção de dar início a um projecto sustentado e credível. Ele está à vista, e cá estamos nós de volta ao mais alto nível do basquetebol português. Mas a equipa de seniores é só a ponta do iceberg daquilo que é, hoje em dia, o Illiabum. É muito mais que um clube. Existem muitos miúdos nos escalões de formação, treinadores com currículo sobejamente conhecido, e uma intervenção social digna dos mais elevados méritos. O clube está preparado para competir na Liga? Por tudo o que já anteriormente dissemos, o Illiabum está agora melhor preparado para exercer, na plenitude, as suas funções associativa, cultural, social e desportiva, competindo na Liga com a sua equipa mais representativa. Para esse fim não podemos esquecer os nossos patrocinadores, pois sem eles não conseguimos servir a população em geral nem ser ambiciosos nos nossos desideratos. Quanto ao plantel, serão necessárias grandes alterações para participar no escalão superior? Penso que não serão necessárias grandes alterações, até porque na época que agora finda fomos capazes de discutir o resultado nos confrontos com os adversários da Liga e até ganhar alguns jogos. A questão põe-se na utilização de um terceiro jogador estrangeiro e num ou outro ajustamento em termos de jogadores e corpo clínico. Quanto ao treinador Carlos Cabral, qual será o seu futuro? Devido a alguma indefinição directiva no Illiabum ainda não há nenhum vínculo expresso, mas como existe vontade de ambas as partes para uma solução de continuidade…
Michel Gomez já é uma certeza
Um Treinador com uma vasta experiência que nos virá falar de ataque zona e mais…..
Actual Seleccionador dos Séniores Masculinos de FrançaDesde 2005 pertence ao quadro Técnico da Federação Francesa de BasquetebolSeleccionador Francês entre 93 a 95 – Seniores MasculinosTreinador entre outros do Limoges, Pau Hortez e Paok da Grécia5 vezes Campeão de FrançaNOS DETALHES ENCONTRA-SE A FICHA DE INSCRIÇÃO EM PDF
Clinic Basquetebol de Albufeira
Vai-se realizar na próxima Quinta feira, dia 11 de Junho (feriado nacional) o 1º Clinic de Basquetebol de Albufeira, organizado pela Associação Albufeira Activa.
Henrique Vieira quer ficar na Luz
O treinador do Benfica estava naturalmente feliz com esta sua primeira conquista enquanto treinador do clube da Luz. Henrique Vieira considerou no final do encontro deste sábado em Ovar que a sua equipa merece esta vitória; elogiou os jogadores e salientou que pretende continuar de águia ao peito na próxima temporada.Radiante com a conquista do título nacional, Henrique Vieira lembrou que este é o seu primeiro troféu enquanto treinador do Benfica. “Como jogador tinha conquistado sete, mas como técnico não tinha nenhum. Ao nível pessoal isto significa muito”, referiu o treinador dos encarnados após a quarta partida da final do playoff da Liga Portuguesa de Basquetebol.O técnico não hesitou em considerar a sólida defesa dos encarnados como “a chave” para muitos triunfos da equipa esta época, enaltecendo, depois, o desempenho dos seus jogadores. “Por todo o trabalho que fizemos merecemos esta vitória, que foi mais valorizada por ser contra o adversário que venceu todos os outros títulos esta época.”Henrique Vieira salientou, ainda, que pretende continuar na Luz. “Este projecto tem condições para continuar. Só saio do Benfica se me mandarem embora.”Pela Ovarense Dolce Vita, o estado de espírito de Mário Leite era naturalmente outro. “Estivemos em todas as decisões da temporada mas perdemos para uma grande equipa”, disse o técnico, que esta época venceu a Supertaça e a Taça de Portugal. “O Benfica apresentou-se bem em todos os encontros e por isso venceu. Mas quero dar os parabéns aos meus jogadores pelo querer, pelo carácter e pela dedicação que sempre demonstraram.”
Moncho Lopez em entrevista
Saiba também nos detalhes desta notícia que alterações o treinador espanhol pretende realizar no plantel dos dragões para a próxima época
Como surgiu o convite do FC Porto?O Presidente Mário Saldanha foi a pessoa que me transmitiu o interesse do FC Porto em contratar-me. Fiquei admirado com a forma como os dirigentes do clube geriram o assunto, ao colocarem-se antes demais em contacto com o Presidente e só depois comigo. Creio que foi a melhor maneira de fazer as coisas, porque convém não esquecer que seestou em Portugal devo-o à confiança depositada em mim pelo Mário Saldanha, desde o primeiro contacto que tivemos. Foi fácil o entendimento com a Federação de modo a poder acumular as duas funções?Sim, desde o primeiro momento em que tomei contacto com a Federação e o próprio Presidente, bem como com o Director Técnico Nacional e outros dirigentes, sempre me falaram desta possibilidade. O meu contrato como Seleccionador foi assinado nos termos económicos que mais favoreciam a Federação, mas sempre com a possibilidade em aberto de poder treinar uma equipa.Sentia falta do treino diário de um clube?Não era exactamente do treino que eu sentia mais falta, uma vez que ao longo do ano faço muitas acções de formação e colaboro com equipas de formação sempre que me pedem. O que realmente necessitava era da sensação de competir, do desafio, de lutar para ganhar partidas.Sempre colocou a hipótese de treinar uma equipa da Liga Portuguesa?Depois da experiência como Seleccionador de Espanha, e de falar com outros colegas Seleccionadores, todos foram unânimes em me aconselhar a treinar uma equipa do país em que sou Seleccionador, como fazem por exemplo Tanjevic na Turquia, o mesmo acontecendo mais recentemente com Recalcati, em Itália. Também me fixei nos êxitos do Andebol e do Futsal de Espanha, selecções orientadas por treinadores de clube.Com o conhecimento que agora tem do campeonato português, que objectivos se propõe alcançar já para a próxima época?É evidente que os objectivos de um clube como o FC Porto são máximos; tenho que assumir o desafio de ter de construir uma equipa que jogue com opções de lutar por todos os títulos. Também existe um outro grande objectivo que me motiva imenso: num clube como este, que investe muito na formação de jovens, há que encontrar uma coesão perfeita entre a equipa profissional e os escalões de formação. Principalmente para aqueles que estão numa idade mais próxima do plantel sénior.Qual a primeira impressão do seu novo clube?ORGANIZAÇÃO com maiúsculas. Estou impressionado com a infraestrutura material e humana que dispõem. A presença de tantas modalidades a competir a um grande nível é algo que para mim tem um grande valor. Pensa alterar muita coisa do actual plantel?O núcleo duro de jogadores nacionais iremos mantê-lo, tentando incorporar pelo menos dois atletas mais, abrindo obviamente a possibilidade para que algum jovem saído dos escalões de formação vá conquistando o seu espaço à medida que a época vai avançando. A maior alteração verificar-se-á na contratação dos estrangeiros, procurando o equilíbrio entre as posições interiores e exteriores e tentando, acima de tudo, assinar com jogadores que acrescentem talento e ao jogo da equipa.Mais um treinador espanhol a treinar em Portugal!Espero desfrutar muito do meu trabalho, embora a minha maior obsessão seja cumprir com as expectativas das pessoas que me contrataram. Mas algo que um treinador deseja sempre com toda a sua alma é que os adeptos portistas se divirtam e estejam orgulhosos da sua equipa.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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