Artigos da Federaçãooo

Dupla portuguesa em busca do “sonho americano”

Sara Guerreiro e Carolina Cruz, jovens internacionais portuguesas, e que se assumiram como figuras importantes da Quinta dos Lombos, têm pela frente grandes desafios. A primeira vai alinhar na Universidade de South Florida, enquanto a segunda é reforço para a Universidade de Manhattan.

A caminho de South Florida, Sara Guerreiro mostra-se ciente deste grande passo na carreira: “As minhas expectativas são boas, mas também muito realistas. Sei que vou ter que trabalhar muito para ter minutos e um lugar importante na equipa. No entanto, estou muito contente por ir e acho que vai ser uma experiência muito boa. Os meus principais objetivos são alcançar títulos com a equipa, evoluir individualmente e desfrutar ao máximo desta oportunidade”, afirma.
A base de 18 anos vai juntar-se a Beatriz Jordão, também ela saída da Quinta dos Lombos, e isso aumenta ainda mais o entusiasmo: “O facto de a Jordão estar lá deixa-me mais contente e confortável, sei que posso contar com ela para o que for preciso e vice-versa. Para além disso, esta ser a faculdade onde jogou a Laura Ferreira deixa-me ainda mais motivada”, reforça.
Sara Guerreiro passou três intensas temporadas nos Lombos, e na hora do adeus não poupa nos elogios ao clube: “A minha passagem pela Quinta dos Lombos foi muito boa e importante. Faço um balanço positivo destes três anos porque tive a oportunidade de crescer muito com o José Leite, com a Gilda Correia e com todos os restantes treinadores e colegas de equipa. Deram-me muitas oportunidades e apredizagens que guardo comigo, tanto em termos desportivos como pessoais. A Quinta dos Lombos contribuiu bastante para a construção da jogadora que eu possa vir a ser no futuro. Não diria melhor clube para jogar em formação”, finaliza.
Manhattan é o destino de Carolina Cruz, que espera evoluir o máximo para chegar ao topo: “Quero transformar um sonho em realidade, experimentar novas vivências e melhorar. Jogar o máximo possível, evoluir e, quem sabe, um dia ter possibilidade de integrar a WNBA”, assume.
E porquê Manhattan? “Tive a possibilidade de visitar a Universidade no final da época passada e assim constatei o que me espera. São super organizados academicamente e com todas as condições em termos de basquetebol. Este ano algumas jogadoras vão sair, e por isso trata-se de uma temporada de transição. É uma equipa que gosta de defender, que alinha em transição, mas falta-lhe o jogo exterior das atletas interiores”, analisa.
A poste de 19 anos passa em retrospetiva o seu percurso em Portugal: “A melhor recordação que guardo do nosso país, falando da minha carreira, é a Taça de Portugal conquistada esta época pela Quinta dos Lombos, sem esquecer os momentos em que represento a Seleção. Vou ter saudades de todos os treinadores, colegas, seccionistas e staff à volta das equipas”, vinca.

“O regresso a Portugal é uma hipótese. A Liga Feminina é a minha casa e gostaria de voltar”

Simone Costa, base portuguesa de 24 anos, tem dado nas vistas em Inglaterra, no Nottingham Wildcats. Em entrevista à FPB, assume vontade de voltar ao basquetebol nacional e de voltar a representar as cores do nosso país.

Como avalias esta primeira temporada na WBBL? A tua equipa estava em quinto lugar.
Foi uma experiência bastante boa em Inglaterra, tínhamos equipa para conseguir lutar por títulos, mas infelizmente a época acabou cedo demais para isso acontecer.
Chegaste a figurar no cinco ideal da semana. Esperavas uma primeira temporada tão positiva em Inglaterra?
Não, não esperava que fosse tão positivo o meu percurso no clube. Especialmente porque estive uma época parada devido à faculdade. Trabalhei bem e os resultados apareceram.
Que melhores recordações guardas dos anos passados nos EUA? A presença no March Madness foi o ponto alto?
As melhores recordações que guardo dos EUA foram, claro, o March Madness, SEC Tournament, jogar em pavilhões com milhares de pessoas, é o que sempre me marca mais. Mas, provavelmente, a melhor memória é um jogo contra Tennessee em que fomos a três prolongamentos e em que acabámos por ganhar. Foi incrível.
Vais continuar em Nottingham na próxima temporada? O teu futuro passa por Inglaterra?
O futuro está um pouco incerto para mim. Neste momento, com a pandemia, estou a decidir qual será a minha melhor opção.
Saíste muito nova de Portugal, sendo que chegaste a alinhar na Liga Feminina pelo Algés. O regresso para jogar no nosso país é uma hipótese para o futuro?
O regresso a Portugal é uma hipótese. A Liga Feminina é a minha casa e gostaria de voltar no futuro.
Quais são os maiores objectivos para a tua carreira? A ida à Seleção Nacional está nos teus planos?
Os meus objectivos passam por ser a melhor versão de mim própria, não só no campo mas também fora, conseguir influenciar gerações mais jovens. A meta é sempre ganhar títulos e chegar às melhores competições possíveis. Eu representei a Seleção nas camadas jovens, e agora como sénior seria uma honra chegar a esse patamar, e assim representar o meu país.

Jogadores marcantes #5: Marco Gonçalves

Marco Gonçalves, atleta de BCR, tem apenas 26 anos, mas um percurso de 20 pontuado por êxitos e recordes, certificados menores ao lado do ecletismo e noção coletiva do seu jogo, que afiançam a justiça de integrar este grupo distinto. 
Atualmente no GDD Alcoitão, despontou na APD Lisboa, cruzou a fronteira para representar o CP Mideba e o Servigest Burgos, e já envergou a camisola da seleção em 3 Europeus.
Um dos mais velozes no campo, na expressão física e no pensamento, Marco Gonçalves deixou transparecer as futuras virtudes, logo na antecâmara da sua iniciação no BCR. “Um dia, um puto reguila entrou a sprintar pelas instalações da associação e chamou a atenção daquele que viria a ser meu colega na APD Lisboa, Jacques Almeida, que prontamente convenceu a minha mãe de que eu deveria ir experimentar um treino”. O teste, no seio da equipa que desenhava um tetracampeonato, bastou para ficar “imediatamente convencido”, encantamento que perdura e ameaça prolongar-se.
Dez anos volvidos do começo, e com uma Supertaça no currículo, alcançaria em idade recorde, 16, a chamada da selecionadora vigente, Inês Lopes, para disputar o Campeonato da Europa B, em 2010. “Foi um momento de orgulho e responsabilidade enorme que nunca esquecerei”, assegura o extremo do GDD Alcoitão, repetente em convocatórias nos Campeonatos da Europa B, em 2016, e C, em 2017. Pouco tempo depois, o gosto pelos palcos internacionais transitou para a esfera clubística, ao surgir a oportunidade de representar o CP Mideba. No gigante do BCR espanhol conquistou uma Challenge Cup (4.ª prova europeia de clubes), “explosão de emoções indescritível”, e alcançou a final da Taça do Rei, ao lado de Hugo Lourenço, impulsionador da sua primeira aventura fora de Portugal e umas das referências que nomeia a par de Jorge Almeida, “as pessoas mais importantes” da sua vida desportiva.
Do “eterno” treinador realça múltiplos ensinamentos, “desde jogar a base, de cabeça levantada, a ter uma visão ampla e inteligente do jogo, ou a identificar os momentos ideais para fazer bloqueios e soltar a bola com facilidade”, explica, antes de se deter no que absorveu do ex-internacional português, agora nas fileiras do Sporting CP-APD Sintra, Hugo Lourenço, atleta cerebral e dedicado. “É um exemplo para praticamente todos nós, que me ensinou a importância da boa defesa e do trabalho “invisível” de um extremo de pontuação baixa para o equilíbrio da equipa, assim como algo que não se explica: a superação e a transformação do amor ao jogo numa força quase incansável, que prevalece nos momentos mais difíceis, a nível mental e físico”, enaltece Marco Gonçalves, que atribui a todos os seus colegas, mas em particular aos dois mencionados, a responsabilidade na concretização do “sonho de jogar na 1.ª Divisão espanhola, uma das melhores do mundo”. No país vizinho, na companhia de Márcio Dias e Helder da Silva, abraçou uma segunda experiência, no Servigest Burgos, da Primera División (2.º escalão), onde o rápido entrosamento e impacto lhe renderam elogios.
A caminho da sexta época no GDD Alcoitão, ambiciona “desfrutar das alegrias” que o BCR lhe dá, “contribuir para o crescimento dos jovens jogadores” e atacar, “num futuro não muito longínquo”, o título de campeão nacional.
Em anexo podem ler o testemunho de Hugo Maia.

“O meu objetivo é chegar à WNBA. Vai ser uma questão de tempo!”

Maria Carvalho, base de 19 anos há duas épocas na Universidade de Utah Valley, nos EUA, falou à FPB sobre o sucesso em solo norte-americano, e mostra-se muito focada num grande objetivo: chegar à WNBA.

Como avalias estas duas épocas em Utah Valley?
Estas duas épocas em  Utah Valley foram realmente fantásticas. A equipa técnica, as minhas colegas de equipa e a universidade em si são tudo o que eu sempre quis ter quando comecei  a pensar em vir jogar e estudar para  a NCAA D1, nos Estados Unidos. Esta minha segunda época em Utah Valley foi, definitivamente, o meu melhor ano até agora, mesmo com as dificuldades inerentes de adaptação a um novo treinador e a uma nova equipa técnica.
Foste considerada para a segunda equipa da conferência e para a equipa defensiva. Esse são os melhores sinais do teu trabalho?
Ter sido considerada para a segunda equipa da conferência e para a equipa defensiva são apenas alguns dos melhores sinais do meu trabalho. Eu tenho muito mais dentro de mim e sei que para o ano vou, certamente, ter ainda melhores prestações comparativamente com esta época. Se consigo ser considerada a melhor base da WAC?… Sim definitivamente. Julgo ter todo o potencial para isso. Esse vai ser um dos objetivos para a próxima época.
Quais são os maiores objectivos na tua carreira?
Vir para os Estados Unidos foi só o início do meu grande sonho. O meu objectivo é chegar à WNBA. Tenho andado a trabalhar para isso desde que comecei a jogar basquetebol e vou continuar a demonstrar as minhas potencialidades para atingir os meus objetivos. Vai ser tudo uma questão de tempo!
Um regresso ao basquetebol português, a longo prazo, é hipótese?
Adoro Portugal, as minhas gentes, a minha cultura, mas nos tempos mais próximos não tenho intenção de voltar a jogar em Portugal. Eu tenho  uma nova vida, na qual me inseri muito bem e que eu adoro, e estou muito satisfeita pelas decisões que tenho tomado. Tenho muitas saudades da minha família, dos meus amigos e do meu país (a distância tem esse inconveniente ), mas vou continuar focada na minha carreira internacional e tentar chegar o mais longe possível. É para isso que trabalho todos os dias!

“Apita tu também!”

Novo desafio na rubrica “Apita tu também!”. Coloca-te no papel dos árbitros e deixa a tua opinião na caixa de comentários das nossas páginas de Facebook Twitter.

Situação 1: A jogadora #20 inicia um drible em direção ao cesto e cai, segurando a bola, quando procura fazer uma inversão. Situação de passos?
Situação 2: A jogadora #49 de branco inicia um drible em direção ao cesto e posteriormente assiste para uma colega que se encontra no perímetro. A jogadora #49 comete violação por passos no seu movimento?
Situação 3: A jogadora #49 inicia um drible em direção ao cesto e finaliza, convertendo o cesto. A jogadora comete passos após finalizar o drible?

De 2007 a 2011 pela voz dos protagonistas (parte II)

Continuamos a revisitar aquilo que foram as duas prestações lusas nos Europeus de 2007 e 2011 e desta vez os porta-vozes da equipa das quinas são novamente dois jogadores que estiveram presentes nos dois momentos. Conversamos com os “interiores”, Miguel Miranda e Elvis Évora, que nos contaram qual era o espírito vivido pelos dois grupos e as dificuldades encontradas pelo caminho.
Com 126 internacionalizações seniores no currículo, Miguel Miranda não deixou de considerar os dois grupos bastante capazes, contudo recordou que em 2011 a equipa se viu afetada por algumas lesões: «os dois grupos eram coletivos fortes, em 2011 tivemos alguns infortúnios. Perdemos o Jorge Coelho e o Paulo Cunha durante a preparação e isso condicionou as coisas. Sem diminuir a qualidade dos jogadores que foram, era um grupo mais curto do que em 2007. Aí tivemos a sorte de não termos lesões, estivemos sempre fortes, da preparação até ao último jogo. Tínhamos uma rotação mais profunda», lembra.
O antigo extremo-poste da equipa das quinas não se absteve, no entanto, de qualificar o Europeu da Lituânia como uma experiência positiva, «foi um Europeu muito bom, demos tudo. Os jogadores dessa Seleção deram todos o máximo. Faltou-nos a ponta de sorte que tivemos em 2007. Tínhamos a Espanha, Turquia, Lituânia, Polónia… A um minuto do fim estávamos dentro do jogo com a Polónia. Não ganhamos devido a alguns erros, notava-se o cansaço na reta final», afirma.
Miguel Miranda também não deixou passar em claro a oportunidade e reconheceu mérito aos dois timoneiros da Seleção Nacional, sobretudo pela forma como lidavam com os atletas, «O coach Melnychuk incutiu outra mentalidade. Estava próximo de nós, acreditava tanto ou mais do que nós. Deixamos de ser a equipa que ia perder, para sermos a equipa que ia ganhar. Era uma abordagem completamente diferente. Por outro lado o Prof. Mário Palma já era um treinador consagrado que também confiava muito em nós, que nos dava liberdade. Quando algo corria menos bem, era o primeiro a assumir a responsabilidade», relembra.
Quem também não esqueceu os dois selecionadores foi Elvis Évora que, tal como os antigos companheiros de Seleção, se desfez em elogios a Valentyn Melnychuk e Mário Palma, «o Valentyn é das pessoas mais humildes que conheci. Era exigente e fez com que estivéssemos todos juntos. Representou o nosso país como se fosse português. O Prof. Mário Palma tinha uma liderança distinta, mas trabalhamos muito durante o Verão. É integro, tinha uma liderança forte, gostei muito de trabalhar com ele. A campanha até ao Europeu foi espetacular, fomos ganhando muitos jogos na preparação», recorda.
No entanto, para o poste da Seleção Nacional a presença nos dois europeus, embora com resultados diferentes, não deve deixar de ser louvável, «Houve uma euforia enorme em torno do primeiro Europeu, mas não deixou de ser um grande feito a qualificação para o segundo de 2011. Ambas as qualificações foram conseguidas contra adversários mais fortes», explica. Além das presenças nas fases finais dos europeus, o processo de apuramento em 2006 foi o que mais marcou Elvis: «qualquer jogador sente orgulho em representar a Seleção Nacional, mas há muitas viagens, muitos sacrifícios e jogos difíceis, como por exemplo na Bósnia, onde ganhamos. Mais do que o Europeu, marcou-me a qualificação de 2006», esclarece.
Para Elvis Évora a grande diferença entre 2007 e 2011 foi o fator surpresa, «Em 2007 era tudo novo, era uma motivação enorme. Em 2011 já conhecíamos a prova e apesar de estarmos motivados, isso nem sempre traz benefícios. Tínhamos outra perceção das coisas e a consciência que havia uma ou duas equipas que poderíamos “enganar”. Estivemos perto de vencer a Polónia, mas faltou qualquer coisa extra. Não tínhamos o “Betinho”, o Paulo Cunha, o Francisco Jordão e o Jorge Coelho em 2011, mas em 2007 também não contamos com o Carlos Andrade que merecia ter estado lá», terminou.

Resolução do desafio da semana passada

Resolvemos o desafio “Apita tu também!” da semana passada, com as decisões das três situações de jogo completamente esclarecidas.

Situação 1: O jogador #33 efetua um bloqueio fora da linha de 3 pontos sobre o jogador #4 quando existe contacto entre ambos. Estamos perante uma situação de falta defensiva por agarrar, falta atacante por bloqueio ilegal ou “no call”?
Resposta: Falta atacante por bloqueio ilegal.
Situação 2: O jogador #23 penetra para dentro da área restritiva onde efetua um lançamento ao cesto sendo defendido pelo jogador #44. Estamos perante uma situação de falta defensiva em ato de lançamento, “no call” ou “flop/fake” do atacante?
Resposta: “No call”.
Situação 3: O jogador #21 tenta efetuar um lançamento exterior quando está a ser defendido pelo jogador #5 existindo contacto entre ambos. Estamos perante uma situação de falta atacante do #21, falta defensiva do #5, ou “no call”?
Resposta: “No call”.

Team Lisboa, o embrião da segunda vida da Seleção Nacional de BCR

Aalsmeer, Holanda, é a terceira paragem obrigatória na resenha histórica do basquetebol em cadeira de rodas (BCR) português. 

Em 1994, sob a designação Team Lisboa, Portugal retomava os contactos internacionais, depois de uma interrupção de 21 anos, e participava na Taça Andre Vergauwen, a segunda prova europeia mais importante de clubes. Victor Sousa, dirigente do Sporting CP-APD Sintra, então a cargo da área motora na FPDD (Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência), chefe de missão da delegação lusa, e Jorge Almeida, atual técnico dos sintrenses, um dos jogadores dessa Seleção, relembram o impacto da competição.

A disputa dos Jogos de Stoke Mandeville, em 1973, marcara a derradeira aparição da Seleção portuguesa, antes de um longo interregno, traduzido num fosso galopante face aos restantes países europeus, nomeadamente à vizinha Espanha, que nunca cessou a entrada em certames internacionais desde 1969. Por isso, vislumbrada a oportunidade, Portugal não podia esperar mais. “Iniciados o 1.º Campeonato (1991), a 1.ª Taça e a 1.ª Supertaça, as primeiras ações de formação de árbitros e classificadores, tendo sido realizada anteriormente a primeira ação de formação para treinadores, seria lógico avançar para a constituição de uma Seleção Nacional”, comenta Victor Sousa, impulsionador das ações elencadas, na qualidade de vice-presidente para a área motora da FPDD.
Um hiato tão prolongado não se prestava a qualquer incúria ou excesso em termos organizativos, nem se apresentava como solução lógica a integração imediata em provas de seleções, pelo que, consultada a IWBF Europa, surgiu a sugestão do organismo de jogar uma competição de clubes com o nome “Team Lisboa”. Para Jorge Almeida, um dos atletas selecionados, o traquejo proporcionado trouxe dividendos à modalidade em Portugal. “Foi uma experiência deslumbrante, descobrimos um mundo de BCR  mais evoluído, que nos permitiu aprender imenso”, apesar do agora treinador do Sporting CP-APD Sintra creditar ao 1.º Europeu da Seleção, na Eslovénia, em 1996 – dois anos depois -, um potencial mobilizador mais significativo para a evolução lusa.
Victor Sousa reputa Aalsmeer como “fonte de aprendizagem” de um prisma organizativo, mas releva sobretudo o aprofundamento da  “certeza de que se tornava fundamental realizar ações de formação técnica massiva”, algo que viria a acontecer em 1994 e 1995, numa parceria FPDD/ IWBF-Europa. Outra das determinações que emanaram da estadia na cidade holandesa foi acelerar a redução da pontuação por equipa em campo, que se cifrava nos 18 pontos à escala nacional, quando as leis do jogo ditavam 14,5. “A conjugação dos dois aspetos alterou mentalidades, na medida em que criou oportunidades para os jogadores das classes baixas e passou a ser importante que os praticantes tivessem como objetivo chegar à seleção”, frisa o dirigente e ex-jogador da APD Sintra.
Encabeçava o corpo técnico Rui Calrão, treinador do GDD Alcoitão, “com quem se trabalhou muito bem para a altura”, enaltece Jorge Almeida, que constata um certo grau de ingenuidade das aspirações portuguesas prévias à partida. “Fomos bastante confiantes para a Holanda, desconhecendo o que nos esperava”. Na ótica do atleta, o antigo base da APD Lisboa salienta a familiarização com “novas técnicas e movimento de cadeira”, ganhos no “passe, visao periférica e aperfeiçoamento do lançamento”, mas acima de tudo, a consciência coletiva do jogo. A partir daí, Portugal entraria na dinâmica europeia e acumularia mais duas experiências na Taça Andre Vergauwen, em 1995 e 1996, para se estrear neste último ano, conforme mencionado acima, no Europeu B, em Liubliana, Eslovénia.

De 2007 a 2011 pela voz dos protagonistas

Portugal esteve três vezes presente na fase final de um Europeu. A primeira das quais em 1951, mas depois de um hiato de mais de cinquenta anos afastados dos grandes palcos, a equipa das quinas voltou a alcançar a fase final da prova. Para recordarmos esses dois momentos falamos com três dos protagonistas da seleção de 2007, mas que em 2011 voltaram a elevar o nome do basquetebol português.

 

Philippe da Silva, base da Seleção Nacional nas duas fases finais, acredita que as qualificações para estes pontos altos surgiram devido ao trabalho que vinha a ser desenvolvido, «foram dois apuramentos diferentes, mas em qualquer um deles houve trabalho e sacrifício. Em 2007 tivemos tempo para criar um grupo forte com o Prof. Valentyn, o Prof. Orlando Simões e o Prof. Magalhães, algo que se foi construindo. Alcançamos uma certa maturidade. Estivemos a um nível elevado», conta. Agora treinador, Philippe da Silva não se coibiu de traçar o perfil dos dois técnicos que conduziram Portugal ao êxito, «são duas pessoas com grande caráter, para ser um grande líder é preciso ter um perfil forte. Enquanto treinadores tinham a sua filosofia e sabiam o que a equipa precisava de fazer dentro de campo», atira.
Quem partilha da mesma opinião é João Santos, que recordou a relação de Valentyn Melnychuk com os atletas: «O relacionamento com os jogadores foi determinante na medida em que nos soube gerir muito bem como pessoas e como jogadores. Soube tirar o melhor de nós. Aliado a isso, além de todo o conhecimento que tinha, ouvia-nos. Havia uma certa “liberdade” nas decisões durante o jogo. Era um treinador flexível e que se adaptava ao jogo e à sua realidade», recorda.
Contudo, o antigo extremo da Seleção lembrou ainda o trabalho realizado antes do apuramento de 2006, «importa referir os percursos, não podemos dissociar os anos que foram feitos antes dos europeus. Refiro-me ao trabalho que vem de trás, da “geração de ouro” com Nuno Marçal, Sérgio Ramos, Paulo Pinto, Luís Machado, etc… Essa geração também merece menção, até porque mesmo não chegando a nenhuma fase final foram importantes. Permitiu-nos fazer este percurso até 2007», lembra. Com 198 internacionalizações na carreira, João Santos considerou diferentes as duas prestações, «em 2007 trabalhávamos como uma família, muitos no auge da carreira, com boa atitude e vontade de conseguir algo. Em 2011 caímos num grupo muito forte, mas demos boa réplica.»
Por sua vez, Miguel Minhava aponta as diferenças no modelo competitivo dos europeus, recordando o feito histórico para o basquetebol nacional, «Em 2007 eram apenas 16 equipas, em 2011 eram 24 e já nos apuramos na qualificação com a Hungria e Finlândia. O grupo que se apura para o Europeu de 2007 era especial e marcou o basquetebol português. Conseguimos um apuramento histórico. Em 2011 demos boa conta do recado», esclarece. Ciente do esforço que tinha de ser feito para estarem ao patamar das restantes equipas, o ex-base relembra a exigência que estava presente na cabeça de cada um dos jogadores, «em 2007, onde conseguimos vencer alguns jogos, demonstramos a nossa qualidade. Para nos batermos com muitas seleções tínhamos de estar a 110%. No dia em que estávamos abaixo eramos cilindrados, tínhamos de estar sempre no máximo. O Valentyn estabeleceu um sentimento muito forte dentro da equipa. Havia uma grande ligação afetiva e isso é o suficiente para potenciar os jogadores.»
Já no segundo Europeu da carreira, Miguel Minhava não descartou a qualidade dos convocados, mas além da preparação destacou que a ligação entre todos não era tão intensa como o tinha sido no Europeu de Espanha: «Com o Prof. Mário Palma tínhamos um grupo com personalidades diferentes, não havia o mesmo sentimento. O grupo era bom, mas em 2006 criamos laços muito fortes, em 2011 foi uma preparação diferente, mais rápida», concluiu.

2007 e 2011: Europeus para a eternidade (parte II)

Luís Avelãs e Pedro Belo da Fonseca, jornalistas do Jornal “Record” e da Agência “Lusa”, respetivamente, têm duas coisas em comum: uma enorme paixão pelo basquetebol (ambos já praticaram a modalidade) e viveram de perto as participações de Portugal nos Europeus de 2007 e 2011.

Podemos dizer que Luís Avelãs é um privilegiado, pois seguiu no terreno as Seleções Nacionais em Espanha e na Lituânia. O experiente jornalista lembra todos os anos em que acompanhou Portugal, até que o sonho se tornou realidade: “Ao longo dos anos marquei presença em muitos jogos da Seleção e lembro-me de estar em várias fases iniciais de apuramento para o Europeu, concentradas, onde invariavelmente Portugal era qualificado para a segunda fase, mas em que depois, sem surpresa, não conseguia seguir em frente. Passou muito tempo, mas a verdade é que esse desejo cumpriu-se. É sempre especial estar numa competição dessas e ver lá o nosso país”, afirma.
No Europeu de 2011 a tarefa portuguesa revelou-se mais complicada por diversos fatores, segundo Luís Avelãs: “Em 2011 a equipa tinha menos poderio atlético, alguns elemento pouco rodados ao mais alto nível, menos entrosamento, não fez uma preparação tão forte e não apareceu na sua máxima força. Ainda assim, Mário Palma conseguiu “inventar” soluções e não ficámos assim tão longe de poder ganhar jogos, nomeadamente diante da Polónia”, recorda.
Avelãs reconhece que o Europeu de 2007 foi particularmente “especial” para si, visto que acompanhou quase toda a preparação, e elenca os pontos fortes da turma lusitana: “A defesa aguerrida, sem receio de enfrentar os gigantes adversários, era um dos seus principais trunfos. Isso e a confiança que os jogadores adquiriram por parte do Valentyn Melnychuk, que “mexia” na cabeça dos jogadores, sem esquecer uma preparação muito bem delineada e um grupo de atletas dispostos a tudo para conseguir algo numa oportunidade que ninguém sabia se voltaria a aparecer nas suas carreiras. João Santos e “Betinho” surgiram muito bem no Europeu, mas Philippe da Silva raramente esteve ao seu melhor nível (bastaria perto do que fez na preparação para tudo ser melhor) e Sérgio Ramos pouco ou nada contou (por razões que já não interessa debater) quando ainda podia ajudar imenso”, analisa.
Igualmente em Espanha esteve Pedro Belo da Fonseca, que não esconde o entusiasmo quando relembra a quantidade de craques na grande competição: “Foi uma sensação incrível poder acompanhar a Seleção portuguesa numa fase final, junto aos melhores jogadores da Europa, a uma série de estrelas da NBA (Nowitzki, Gasol, Parker, Kirilenko, Belinelli, Calderón…), e num país que “respira” basquetebol”, refere.
O jornalista de 50 anos explica a receita do sucesso: “Penso que o segredo para o sucesso foi a união que existia entre jogadores, técnicos e também dirigentes. Portugal não tinha grandes talentos, não tinha nenhum jogador a alinhar ao mais alto nível, mas conseguiu criar um conjunto sólido, que, muito bem conduzido por Valentyn Melnychuk (a quem envio um grande abraço), acreditou que poderia surpreender e mostrar, num grande palco, que também sabia jogar basquetebol”, salienta.
Pedro Belo da Fonseca faz questão de recordar a histórica passagem à 2.ª fase, que culminaria na obtenmção do 9.º lugar: “Portugal parecia condenado à eliminação, pois era preciso que a Croácia, que tinha perdido com a Letónia, vencesse a Espanha. O jogo foi depois do de Portugal e acho que ninguém acreditava (eu tinha dito à minha mulher que ia para casa no dia seguinte…), mas o “milagre” aconteceu, com os croatas a vencerem a equipa da casa por um ponto. Portugal estava na segunda fase, em Madrid, no palco principal e, ainda mais desinibido, aproveitou para brilhar e conseguir nova grande vitória, face a Israel, com o “Betinho”, Jordão, Philippe da Silva e o João Santos em grande, entre derrotas com a Rússia e a Grécia. Melhor era impossível. Espero que um dia se repita”, deixa o desejo.

“Em Linha” com Marco Galego

Treinador desde 1996, abraçou a vertente sobre rodas da modalidade em 2014, para orientar o colosso espanhol, Mideba Extremadura. Chegou ao cargo de selecionador nacional de BCR na época 2016-17, função que acumula com a de treinador na formação da ABA – Associação Basquetebol Albicastrense. O técnico elvense Marco Galego é o protagonista da segunda edição do “Em Linha”. 

Ano de iniciação como treinador (Basquetebol a pé e/ou BCR): Basquetebol a pé – 1996; BCR – 2014
Clubes/seleções orientados: Portugal – Clube Elvense de Natação, O Elvas CAD, Eléctrico Futebol Clube (na Liga Placard), Associação de Basquetebol Albicastrense, Seleções Regionais do Alentejo, Seleção Nacional de BCR; Espanha – Baloncesto Femenino Badajoz, Asociación Baloncesto Pacense, Guadalupe Baloncesto Pacense, Mideba Extremadura (BCR), Baloncesto Badajoz, Seleção Zonal da Extremadura
Palmarés: Campeão do Alentejo de juniores femininos; Campeão da Extremadura de juniores femininos; Subida à Liga feminina (Espanha); Subida à Liga feminina 2 (Espanha); Campeão da 1.ª Divisão feminina (Espanha).
Jogo(s) da tua vida (e porquê): o jogo de subida à Liga Feminina, em que levámos toda a noite a prepará-lo. De todos os rivais que havia, era o que tínhamos menos conhecimento; começa o jogo e aos 4 minutos estamos a perder 24-2. Sem descontos de tempo já, até ao fim foi um “step by step” até à vitória. O jogo da  Final Four da Taça do Rei em BCR, que começou com uma dura homenagem ao nosso falecido atleta, Luis Blancas. Claramente o jogo mais duro da minha vida.
Que mensagem dirigias a um treinador hesitante em treinar BCR?
É a experiencia mais incrível que alguma vez vais poder experimentar, com atletas simplesmente incríveis e sem limites. Se no basquetebol a pé houvesse 20% do espírito de superação do BCR, teríamos atletas nas melhores ligas da europa.
Quais os treinadores que exercem maior fascínio sobre ti e porquê? 
José Pedrosa, pessoa com quem aprendi o bê-a-bá do basquetebol; Fernando Mendez, com ele aprendi a ser treinador; Norberto Alves, a minha referência em Portugal, desde que foi meu preletor do curso de grau 2; Jota Cuspinera, pela sua forma simples e direta na comunicação; Ricardo Vieira, pela pessoa que é e pelo muito, mas mesmo muito, que sabe de BCR.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por treinar BCR. 
Esse momento era com o jogador Paco, do Mideba, já que nunca jogava com cintos, logo, cada vez que havia um choque, lá ia ele voar.
Quais as competências que consideras essenciais para ser um treinador de sucesso?
Seguir sempre os nossos princípios, não treinar, não colocar a jogar um atleta só para agradar alguém. Ter sempre na mente que o mais importante é a equipa.
Em linha, a defesa que todos os treinadores querem, mas poucos conseguem. Qual a receita para lá chegar? 
Muita comunicação entre os atletas, forte domínio da cadeira e, obviamente, uma boa capacidade física.
Nota: A defesa em linha é a mais cobiçada pelos treinadores de BCR. Consiste em dispor os atletas ao longo da linha dos três pontos, limitando o raio de ação e tempo de ataque da equipa adversária.

“Apita tu também!”

A rubrica “Apita tu também” está de regresso com um novo desafio sobre diferentes lances de arbitragem. Coloca-te no papel dos árbitros e deixa a tua opinião nos comentários das nossas páginas de Facebook Twitter.

Situação 1: O jogador #33 efetua um bloqueio fora da linha de 3 pontos sobre o jogador #4 quando existe contacto entre ambos. Estamos perante uma situação de falta defensiva por agarrar, falta atacante por bloqueio ilegal ou “no call”?
Situação 2: O jogador #23 penetra para dentro da área restritiva onde efetua um lançamento ao cesto sendo defendido pelo jogador #44. Estamos perante uma situação de falta defensiva em ato de lançamento, “no call” ou “flop/fake” do atacante?
Situação 3: O jogador #21 tenta efetuar um lançamento exterior quando está a ser defendido pelo jogador #5 existindo contacto entre ambos. Estamos perante uma situação de falta atacante do #21, falta defensiva do #5, ou “no call”?

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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Legenda

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Miguel Maria

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