As participações de Portugal nos Europeus masculinos de 2007 e 2011 estarão perpetuadas na história do basquetebol nacional. Valentyn Melnychuk, que comandou a Seleção em Espanha, e Mário Palma e Mário Gomes, selecionador nacional e seu adjunto na Lituânia, quatro anos depois, falaram sobre as façanhas lusas.
Foi em 2011 que Portugal marcou presença pela última vez numa grande competição, no caso o EuroBasket, na Lituânia, e logo no chamado “grupo da morte”, o que tornou muito difíceis as nossas contas. “Se tivéssemos vencido a Finlândia, no apuramento, estou convencido de que teríamos passado à 2.ª Fase do Europeu”, atira Mário Palma.
Já Mário Gomes enaltece a proeza, apesar das dificuldades: “A presença no EuroBasket 2011 teve o significado que julgo que terá para qualquer treinador. Foi, e é, uma honra e um privilégio fazer parte daquela equipa. Por outro lado, conseguirmos a qualificação constituiu uma enorme alegria e um prémio merecido para todos quantos ajudaram a concretizá-la, tanto mais que a mesma foi bastante difícil”, realça.
Mário Palma mostra o seu total reconhecimento para com a formação que orientou: “Foi o fim de uma grande era do basquetebol português. Esta Seleção merece a nossa admiração. Os jogadores foram extraordinários, adaptaram-se a toda a exigência”, aplaude.
O treinador de 69 anos, dono de um currículo invejável, prossegue nos elogios: “Não esqueço os desempenhos de jogadores como Philippe da Silva, António Tavares ou Miguel Miranda”, ressalva, antes de assumir que se tratou de “uma etapa boa” da sua vida.
Quatro anos antes, no Europeu 2007, em Espanha, a Seleção Nacional conquistou a melhor posição de sempre, depois de se classificar no 9.º lugar. Valentyn Melnychuk não esconde a felicidade: “Estar ligado ao maior momento da história do basquetebol sénior português é um grande orgulho para o país, para a modalidade, para os jogadores e treinadores, sem esquecer os seus clubes e famílias!”, frisa.
O carismático técnico ucraniano não esquece o apoio dado ao longo do apuramento para a prova do país vizinho: “Cada jogo da qualificação foi importante e decisivo. Muito daquilo que fizemos deveu-se à Federação, que nos apoiou totalmente com uma grande preparação”, lembra.
Já no Europeu, Portugal logrou alcançar duas vitórias, num feito notável, mas Melnychuk recorda a confiança que imperava na equipa: “Depois de nos apurarmos para o Europeu, sempre acreditámos que podíamos ganhar alguns jogos. Entrávamos em campo com uma enorme vontade. Foi um grande orgulho seguir para a 2.ª Fase, porque fomos para Madrid defrontar as melhores equipas da Europa e mostrar que os portugueses sabem jogar basquetebol!”, vinca.
Melnychuk, atualmente com 80 anos, faz questão de referir sempre o lado dos atletas “As melhores memórias que guardo passam pelo orgulho que sinto do nosso trabalho. A Europa ficou a saber que os portugueses poderiam jogar nos melhores clubes”, para depois assumir que este foi o “maior momento da sua carreira”.
Carismático, cortês e um exemplo que atravessa gerações. A caminho dos 67 anos, Manuel Sousa ainda não perdeu o fulgor competitivo e continua a somar minutos na APD Leiria, “casa” a que se dedica incessantemente, dentro e fora do campo. No emblema do centro do país venceu três Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal e uma Supertaça. Representou a Seleção Nacional no Campeonato da Europa C, em 2005, realizado em Lisboa.
Data de nascimento: 17/11/1953
Ano de iniciação: 1980, na equipa de Alcoitão
Posição: Extremo
Clube: APD Leiria
Palmarés: 3 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal, 1 Supertaça
O jogo da tua vida: Sem dúvida nenhuma, quando ganhámos pela primeira vez o Campeonato Nacional (2008-2009)
Chamam ao BCR a modalidade paralímpica rainha. Se tivesses que convencer alguém a ver ou praticar, como “vendias” o basquetebol em cadeira de rodas?
Em qualquer desporto, tens que gostar do que fazes. Diria que o BCR é um jogo colectivo e em que jogador e cadeira de rodas passam a ser um único elemento. Todos são de igual valor dentro da equipa. Requer muita preparação física, sacrifício, entrega e atitude. Uma equipa é uma família que deve compartilhar as suas preocupações e dificuldades, tal como respeitar todos os elementos envolventes.
Qual ou quais os jogadores que exercem maior fascínio sobre ti?
O jogador que tenho como referência é um elemento da minha equipa. Chegou, quase não falava. Esteve muito tempo no banco sem contestação. Mais tarde, veio a revelar-se um jogador exemplar. Respeitador, humilde e educado. Tem um enorme potencial físico e visão de jogo. É o nosso Iderlindo, “Éder”.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por jogar BCR.
Tive alguns e assisti a outros. Depois de terminar a Meia-Maratona de Lisboa, fui trocar de cadeira de rodas e jogar BCR em Alcântara, no pavilhão da Academia de Polícia. Noutra situação, o árbitro parou o jogo, dirigiu-se a um jogador e mandou-o colocar uma maçã no caixote do lixo, que andava a comer durante o jogo.
Qual o teu movimento, gesto ou momento do jogo favorito?
O movimento que mais me caracteriza: tentar bloquear o adversário e desbloquear os colegas de equipa.
Qual o jogador a quem gostavas de fazer “Man Out”?
Gostaria de fazer “Man Out” a um jogador que gosto particularmente. Fomos colegas de seleção há alguns anos. Se conseguisse fazer isso, era sinal de que estaria muito bem fisicamente. O meu amigo Hugo Lourenço.
O “Man Out” é essencial no BCR. Na elite – mas não só -, todas as equipas adotam esta estratégia que consiste, após a recuperação da posse de bola, em reter um adversário com um, ou idealmente mais jogadores, no seu reduto ofensivo de forma a atacar em superioridade numérica. O espaço ocupado pelas cadeiras torna uma missão árdua recuperar a posição perdida, de modo que o “Man Out” é uma tónica constante no jogo de BCR, privilegiando-se como alvos, claro, os elementos mais lentos da equipa adversária.
O “Apita tu também!” da semana passada já tem soluções para as três situações de jogo apresentadas. Confirma se acertaste em todas e se tomaste a decisão mais acertada nos diferentes lances. Quinta-feira temos um novo desafio preparado para ti!
Situação 1: O jogador #14 efetua um bloqueio sobre o #0. Falta defensiva do #0 branco, “no call” ou falta ofensiva por bloqueio ilegal? Resposta: Falta ofensiva por bloqueio ilegal.
Situação 2: Existe um contacto entre o jogador #23 e o #77 fora da linha de 3 pontos. Falta atacante por bloqueio ilegal, “flop/fake” do #23 ou “no call”?
Resposta: Falta atacante por bloqueio ilegal do jogador Nº77 vermelho.
Situação 3: O jogador #4 efetua um lançamento exterior sendo o mesmo contestado pelo jogador #24. “No call”, “flop/fake” do #4 ou falta defensiva em ato de lançamento? Resposta: Falta defensiva em ato de lançamento.
O basquetebol português viveu um momento de grande fulgor marcada na primeira década deste século, com a presença no Europeu masculino de 2011, na Lituânia, a ser um dos grandes destaques.
Dedicamos esta semana a essa Seleção Nacional, e por isso poderão recordar três dos jogos de há nove anos, esta segunda, quarta e sexta-feira, a partir das 21h30.
A FPB concluiu o processo de auscultação dos clubes dos vários níveis competitivos seniores e desta vez reuniu com os vários dirigentes e responsáveis dos emblemas do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão masculina, assim como com as respetivas Associações envolvidas.
Como tem sido apanágio, o Presidente Manuel Fernandes começou por abrir a sessão clarificando o trabalho que tem sido feito ao longo destas semanas, em especial junto da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, deixando vincado que a FPB vai cumprir com todos os compromissos assumidos com os clubes envolvidos na prova.
De seguida o Diretor Técnico Nacional, Nuno Manaia, interveio na linha daquilo que tem sido a posição da FPB quanto ao encerramento das competições, reforçou as medidas já tomadas quantos aos direitos desportivos perdidos e adquiridos, ressalvando que não sendo entregue nenhum título de campeão, a classificação à data de 11 de março pode servir para beneficiar equipas em possíveis modelos competitivos a aplicar no futuro. Foi ainda reforçado que certamente não sendo possível agradar a todos os envolvidos, a solução a encontrar será a menos prejudicial para todas as partes.
Posto isto, foi dada a palavra aos 27 clubes presentes na reunião, existindo consenso generalizado quanto ao cancelamento da presente temporada, com as opiniões a diversificarem-se relativamente aos modelos competitivos da próxima época, assim como os direitos de subida e descida de divisão. A par dos 27 clubes (o Odisseia Basket não conseguiu participar por dificuldades técnicas), todas as dez associações envolvidas na competição se fizeram representar.
Antes do termino da reunião, o Vice-presidente Rui Frade alertou para as estratégias a ter em conta para viabilizar o regresso das atividades desportivas, nomeadamente o basquetebol. O Presidente da FPB, Manuel Fernandes, encerrou a sessão agradecendo a riqueza dos contributos e sugestões feitas neste momento ímpar para o basquetebol nacional. No dia 13 de junho a FPB e os clubes do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão voltam a reunir-se.
Redefiniu o papel do jogador de pontuação baixa, ganhou todos os troféus nacionais e revelou-se imprescindível na conquista do Europeu C, em 2007. Da prática de motocross, Henrique Sousa trouxe a mentalidade competitiva insaciável que, aos 37 anos, o faz continuar a ambicionar novos títulos na APD Braga e um eventual regresso à seleção.
Há um antes e um depois de Henrique Sousa, na forma de encarar o atleta de pontuação 1.0 em Portugal. Se no BCR moderno a tendência caminha para um envolvimento de todos com a bola, independentemente da sua classe de pontuação, no início de século, a prerrogativa restringia-se em larga escala aos chamados “grandes”, designação que mescla a alusão à altura e maior funcionalidade. Logo após o batismo no BCR, a meta afigurava-se clara. “O meu objectivo foi sempre ser melhor do que todos os atletas da minha pontuação, então treinava como se de um jogo se tratasse, empenhando-me o máximo que conseguia”, afirma sem rodeios o atleta de Gondomar, “sem referências”, pois tem como tónico para a sua evolução tentar “ser igual ou melhor” do que os jogadores acima da sua pontuação, em particular 2.0 e 2.5.
Embora sem um compromisso imediato com a modalidade, o primeiro contacto durante a reabilitação no Instituto Guttmann, em Barcelona, permitiu-lhe recuperar “a parte da competição, algo perdido recentemente” e fazer amizade com Agustín, atleta de BCR que, de viagem ao Porto para participar num torneio internacional, persuadiu Henrique a assistir. A partir daí, começaria a treinar com a APD Porto.
Para trás ficava uma carreira auspiciosa no motocross, mas a herança do passado desportivo longe de se tornar estéril. “Costumo dizer aos meus alunos da 71 MX School que um bom piloto no motocross pode ser bom atleta em qualquer outra modalidade, porque somos habituados a treinar no limite; treinamos atletismo, natação, ciclismo, etc”, explica. Desavindo com as motas numa fase inicial após o acidente, retomou a paixão graças a um incentivo familiar. “Os meus pais decidiram comprar-me uma Moto4 e tudo começou novamente, o vício, a adrenalina dos motores, o barulho, e claro, a liberdade que me trouxe”, conta Henrique, cuja participação no Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno de 2006 só não ocorreu devido ao “travão” da Federação. “Ligaram-me a dizer que não me deixavam participar, porque tinha uma estrutura metálica na coluna e o médico não autorizava”. Com os irmãos, fundou uma equipa em 2009 e recentemente a 71 MX School, na qual ensina jovens pilotos, ocupações que conjuga com o trabalho e o basquetebol, ciclo ainda por terminar.
Na APD Braga venceu 5 Campeonatos Nacionais, 6 Taças de Portugal e 6 Supertaças, pela seleção disputou 6 campeonatos da Europa, com ênfase óbvio para a conquista da Divisão C em 2007, mas não tenciona ficar por aqui. “Quero ajudar a minha equipa ao máximo, gostava ainda de jogar fora de Portugal, dedicar-me a 100%, para perceber até onde chegariam as minhas capacidades, e poderei dar o meu contributo à seleção se o entenderem”. Assim fala um competidor nato.
Ricardo Vieira, técnico da APD Braga e Selecionador Nacional Sub22
“O Henrique é sinónimo de compromisso. Sendo de outro distrito e trabalhando todos os dias, não faltar um treino, mesmo com problemas de saúde, é algo realmente louvável. Personalidade introvertida, de poucas palavras, mas um verdadeiro atleta no sentido total da palavra. Basta confessar que fez praticamente toda a época passada com problemas de saúde e recordo-me do que disse nos jogos da final: ” Quero lá saber como vou ficar depois dos jogos, quero ajudar a equipa e ser campeão!” Isto depois de conversar com ele sobre não ir aos jogos. É para mim o melhor 1.0p com quem já convivi e treinei, e felizmente treino. Muito contente por estar em Braga.”
A Federação Portuguesa de Basquetebol continuou a auscultar todos os envolvidos nas competições sob a égide federativa e desta vez reuniu-se com o responsável da Liga Master Dhika.
Numa sessão que se pautou pela harmonia entre as várias partes envolvidas, Rui Mourinho, Presidente do Comité Nacional do Basquetebol Master, começou por tecer aquelas que são as considerações acerca da Liga Master para a resolução da presente temporada, e que poderá passar pelo cancelamento da prova da presenta época ou pela sua conclusão no início da próxima época desportiva.
A 5.ª edição da competição seria disputada na época 2020/21, sendo devidamente enquadrada e ajustada com vista ao aumento do tempo disponível para competir. Além disto, foi ainda transmitida a vontade em transitar as taxas pagas este ano para a próxima temporada, tendo em consideração que apenas foram disputadas 3 jornadas da prova, com a exceção do seguro desportivo que terá de ser renovado no próximo ano.
Foram ainda tecidas considerações acerca do possível aumento do número de clubes participantes na Liga Master, do seu alargamento territorial e de um possível reajuste no modelo competitivo, bem como o respetivo enquadramento no programa Valorizar.
Além do Presidente da FPB, Manuel Fernandes, e do Presidente do Comité Nacional do Basquetebol Master, Rui Mourinho, realça-se a presença do Diretor Técnico Nacional, Nuno Manaia e do Secretário-Geral, João Carvalho.
Esteve fora de competição durante esta época e os motivos não foram os piores, pelo contrário. A internacional portuguesa Márcia Costa tirou um ano sabático para abraçar a maternidade, mas agora diz-se pronta para regressar à alta competição, estando já a preparar-se para a temporada 2020/21. A FPB conversou com a experiente jogadora de 30 anos que não escondeu as saudades do basquetebol, falou do período da gravidez e ainda mostrou que está ansiosa por regressar ao ativo com atenções voltadas para as competições europeias.
Recentemente anunciaste que pretendes regressar à competição depois deste ano de paragem. Já sabes onde vais jogar na próxima temproada?
Ainda não tenho nenhuma equipa, estou completamente livre. A época acabou muito mais cedo devido a toda esta situação e as equipas não sabem bem como tudo se vai resolver, porque também ainda não há nenhuma decisão oficial da FPB. No entanto, estou livre e a preparar-me para a próxima época, era esse o meu objetivo. O meu filho acabou por nascer no final de fevereiro e a intenção era mesmo essa, ter tempo para preparar o regresso à Liga.
Depois de oito temporadas consecutivas na Liga como foi este ano de paragem? Sentiste falta do basquetebol?
Estava tudo minimamente planeado. Custou estar um ano sem jogar, mas estava mentalizada para algo que desejava muito, que era ser mãe. Tudo isto acabou por ser vivido com alguma naturalidade, no entanto claro que continuava a acompanhar. Via alguns jogos na FPBtv, porque como é evidente depois de tantos anos a jogar, parar uma época custa. De qualquer das formas continuei com o ginásio, mantive-me ativa. Não parei de jogar para voltar num nível inferior. Está fora de questão. Vou trabalhar para voltar ainda melhor. Para isso acontecer precisava de estar ativa durante a gravidez e enquanto pude foi o que fiz. Tudo isto teve repercussões no meu parto, que durou apenas oito minutos, algo que acaba por trazer benefícios para o regresso ser mais eficaz.
Algo que caracteriza o teu jogo é a fisicalidade e intensidade que colocas dentro de campo. Como uma atleta bastante forte e explosiva, sentes que mantiveste intactas essas capacidades físicas?
Sinto-me uma privilegiada. Tanto eu como o meu marido temos formação nesta área e então sabemos todos os passos que temos de dar para que eu consiga estar realmente bem a partir do dia 1 de setembro, que é quando eu espero começar a minha época. Há uma série de processos que não podem ser ultrapassados para mais tarde não me ressentir. Neste momento ainda não estou a treinar com bola, mas já faço coisas que vão vez despertar novamente as minhas melhores caraterísticas enquanto jogadora. É um processo, e tenho noção desse trajeto. Não estou ansiosa porque sei que vou lá chegar.
Falando da próxima temporada, apesar de toda a indecisão que vivemos atualmente, que tipo de projeto desperta mais a tua atenção? Que expetativas reservas para a próxima temporada?
Não está fora de questão voltar a jogar fora do país no futuro, mas este ano prefiro ficar em Portugal e jogar EuroCup. Quem me der melhores condições para que consiga estar nas competições europeias, é onde vou apostar. Estar num sítio sem ambições não faz sentido nenhum, quero representar uma equipa que me dê condições para jogar EuroCup no próximo ano. É esse o meu desejo.
Foi através de videochamada que a Federação Portuguesa de Basquetebol auscultou todos os clubes da Liga Placard e a totalidade das associações dos emblemas da prova, sobre os cenários em cima da mesa em relação à época 2019/20.
O presidente da FPB, Manuel Fernandes, abriu o debate com uma declaração em que sublinhou que a Federação tem procurado ouvir todos os agentes desportivos com o objetivo de encontrar soluções. Depois de uma introdução com foco nas consequências económicas que vão surgir após a pandemia de COVID-19, em que lembrou a esperada queda das receitas das apostas desportivas, o líder federativo anunciou que os clubes que não consigam garantir os pressupostos financeiros para continuar na Liga Placard poderão jogar no escalão imediatamente inferior (Proliga), e não no último nível competitivo. Manuel Fernandes acrescentou, ainda, que serão apresentadas propostas de medidas para a redução de encargos dos clubes na próxima temporada.
Os clubes da Liga Placard (Ovarense/Gavex, CAB Madeira SAD, Esgueira/Aveiro/OLI, Barreirense/Optimize, FC Porto, Galitos Barreiro, Illiabum Clube, Maia Basket Clube, SC Lusitânia, SL Benfica, Sporting CP, Terceira Basket Club, UD Oliveirense e Vitória SC) foram, então, ouvidos sobre as questões desportivas e económicas que enfrentam atualmente e apresentaram os argumentos que contribuíram para o debate. Seguiram-se as associações de basquetebol presentes na videoconferência, num total de 44 participantes.
Também marcaram presença na reunião o Diretor Executivo da Liga Placard, Pinto Alberto, o Diretor Técnico Nacional, Nuno Manaia, e o vice-presidente da FPB, Rui Frade. Para encerrar, o presidente federativo fez questão de agradecer todos os contributos e sugestões dos clubes e associações, que serão essenciais para as decisões que serão tomadas em relação à atual época de 2019/20 e ao impacto no arranque da temporada 2020/21, e assegurou que será tomada uma decisão até ao dia 30 de abril.
A FPB reuniu-se com os clubes da Proliga e as Associações correspondentes esta quinta-feira, por videoconferência.
A reunião começou com uma intervenção de Manuel Fernandes, presidente da FPB, que assegurou que todos os compromissos assumidos com os clubes, para esta temporada, serão cumpridos na íntegra, não obstante a quebra de receitas extraordinárias com origem nas apostas desportivas em consequência da paragem das competições de basquetebol a nível mundial.
O líder federativo realçou que não serão necessários empréstimos, fruto da gestão cuidada e poupança realizada na FPB nos últimos anos.
Manuel Fernandes fez questão de garantir que nenhum clube será penalizado caso argumente não ter condições para disputar a Proliga na próxima temporada, podendo descer apenas um escalão competitivo.
O presidente enalteceu que nestes tempos muito difíceis, cabe a cada clube a melhor gestão possível.
Já José Pinto Alberto, diretor executivo da competição, pediu que cada clube perspetive a próxima temporada, de acordo com a sua situação financeira, e projetou que os cuidados que vierem a ser implementados para uma retoma da actividade em condições de segurança terão de ser transversais a todos os pavilhões. Referiu ainda alguns dos cenários possíveis para o eventual terminar da competição e/ou reinício em Setembro.
Todos os clubes presentes (Academia do Lumiar, Académica/Efapel, Angrabasket, AD Sanjoanense, Belenenses, CD Póvoa, Casino Ginásio, Ginásio Del Mar Marina, Imortal AlgarExperience, Sampaense Basket, SL Benfica e SC Braga) falaram sobre as consequências da COVID-19 na Proliga e nas outras atividades, deram contributos, ideias e sugestões para ultrapassarmos este período e partilharam as medidas que estão a tomar.
As Associações presentes (AB Algarve, AB Aveiro, AB Braga, AB Coimbra, AB Ilha Terceira, AB Lisboa e AB Porto) também deram os seus contributos em relação a esta competição.
Manuel Fernandes voltou a saudar o clima de união entre todos e a vontade de todos os clubes em prestar contributos, vincando que é impossível garantir uma data para o regresso à competição, o que não nos impede de passar uma mensagem de otimismo.
Participaram ainda nesta reunião os vice-presidentes Rui Frade, Miguel Pereira e Luís Veiga, o Diretor Técnico Nacional, Nuno Manaia, e o Presidente do Conselho de Arbitragem, António José Coelho. A assessora da direção Helena Cunha e o coordenador do departamentos de Marketing e Comunicação, António Carlos, também marcaram presença.
A próxima reunião FPB/Proliga está agendada para 13 de junho.
A contínua busca para reunir as opiniões e contributos dos emblemas e associações das equipas que compõem a malha do basquetebol nacional levou a Federação Portuguesa de Basquetebol a reunir novamente, desta vez com os clubes do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão feminina, para debater o futuro da competição.
O arranque da sessão ficou marcado pelas palavras do presidente da FPB, Manuel Fernandes, assim como do Diretor Técnico Nacional, Nuno Manaia, que fortaleceram e esclareceram os presentes acerca do trabalho que tem sido feito para encontrar as devidas resoluções para as competições desta época, bem como da próxima. O apelo ao esforço coletivo que terá de ser desenvolvido por todos os agentes da modalidade, face à crise pandémica que marca a atualidade, foi reforçado com a certeza de que qualquer decisão apenas surgirá após a auscultação de todos os clubes dos principais níveis competitivos seniores.
Logo de seguida os doze clubes tiveram a oportunidade de tecer as respetivas opiniões e fazerem as sugestões que consideram mais viáveis para o futuro da prova, às quais se seguiram as intervenções das associações presentes na reunião. Das várias opiniões emitidas, realce para o debate em torno do modelo competitivo da próxima temporada que não reuniu consenso entre os clubes presentes, apesar do comprometimento demonstrado por todos os intervenientes em encontrar a melhor solução para o futuro da prova.
Todos os clubes do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão feminina marcaram presença na reunião que também contou com as cinco associações que têm clubes em prova. Entre os 40 participantes estiveram presentes representantes dos clubes Académico FC, CAD Coimbra/Chelo, CB Queluz, E.S.A, CD Póvoa, Boa Viagem AngraAçores, Esgueira, Galitos/ CL Dr. Semblano, CLIP, SIMECQ, Algés e SC Coimbrões e das associações de basquetebol de Aveiro, Coimbra, ilha Terceira, Lisboa e Porto. A reunião de final de época desta prova encontra-se agendada para 6 de junho.
Um dos notáveis da conquista do Europeu C, em 2007, Cláudio Batista destacou-se ao serviço da APD Leiria, mas também além-fronteiras, no CP Mideba e no Amivel de Vélez-Málaga, emblema no qual exerce agora as funções de treinador-adjunto e treinador da “escola”.
Em sentido oposto à norma indesejada, justificada pela falta de informação ou receio, Cláudio Batista (4.5) iniciou-se no BCR com apenas 10 anos, incentivado pelo pai. “Ele não gostava muito de desporto, mas influenciou-me muito para praticar a modalidade. Comecei a treinar em 1988 e fiz a minha primeira época como jogador em 1992”, conta o ex-APD Leiria, a única formação que representou em Portugal.
A técnica ofensiva requintada transformou-o rapidamente na ameaça principal para as equipas adversárias no campeonato, apesar de ainda muito jovem, conforme atesta o ex-companheiro de equipa e de seleção, igualmente retirado, Valter Mendes. “Todo o jogo da equipa lhe passava pelas mãos devido à sua qualidade, muito acima da média e pela forma como entendia o jogo”, relata o antigo jogador da APD Leiria e do Lyon Basket (França), que estende o louvor ao nível de compromisso do colega. “O Basquetebol estava presente na sua vida quotidiana, treinando sozinho, sempre que podia, para melhor a sua performance, e procurando mais informação sobre a modalidade”, entrega que lhe iria render a chegada à seleção e um papel preponderante no auge internacional do BCR nacional.
Nesse ano, 2007, Cláudio perfilou-se como um dos jogadores centrais do primeiro (e único, se nos cingirmos aos troféus) grande êxito do país, vitorioso em Dublin, Irlanda, no Campeonato da Europa C, “um momento inesquecível, o melhor sem nenhuma comparação”, sublinha.
Com o selecionador José Maria Cristo, um dos que menciona em particular no rol de referências como treinador, a par de Paco Aguilar (Amivel – Málaga), voltaria a cruzar-se, no CP Mideba (Badajoz), na época 2008-2009. Por lá, coincidiu com outros dois dos pilares do feito acima narrado, Pedro Gonçalves (3.5) e Hugo Lourenço (4.0), que define “como uma das melhores pessoas e jogadores” que conheceu.
No entanto, na época 2007-2008, curiosamente a do primeiro título leiriense, arrancava a aventura na División de Honor, uma das ligas europeias de proa, no já mencionado Amivel, de Málaga, “casa” à qual regressa após a experiência em Badajoz e onde se radicaria até hoje. No conjunto do sul de Espanha, desempenha os cargos de treinador adjunto da equipa sénior e treinador principal da formação.
Valter Mendes, antigo internacional português, ex-APD Leiria e Lyon Basket
“Um grande companheiro de equipa, que partilhava todo o conhecimento com os colegas para que pudessem evoluir. É neste aspeto que aproveito para lhe agradecer todo o apoio e ensinamentos que serviram de base para o meu percurso. Agradeço eu, e certamente o BCR, em Portugal. Obrigado, Cláudio!”
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Aliquam iaculis blandit magna, scelerisque ultricies nisi luctus at. Fusce aliquam laoreet ante, suscipit ullamcorper nisl efficitur id. Quisque id ornare est. Nulla eu arcu neque. Sed ornare ex quis pellentesque tempor. Aenean urna enim, commodo ut nunc sit amet, auctor faucibus enim. Nullam vitae felis ipsum. Etiam molestie non enim quis tincidunt. Pellentesque dictum, nulla id ultricies placerat, neque odio posuere orci, quis vestibulum justo odio ut est. Nullam viverra a magna eu tempor. Nullam sit amet pellentesque magna. Vestibulum vel fermentum turpis, nec rhoncus ipsum. Ut et lobortis felis, sed pellentesque dolor. Nam ut porttitor tellus, ac lobortis est. Fusce vitae nisl vitae ante malesuada venenatis. Sed efficitur, tellus vel semper luctus, augue erat suscipit nunc, id hendrerit orci dui ac justo.
Pellentesque eleifend efficitur orci, et pulvinar dui tempus lobortis. Proin accumsan tempus congue. Cras consectetur purus et lacinia rhoncus. Ut eu libero eget quam semper malesuada. Aliquam viverra vulputate tempor. Sed ac mattis libero, a posuere ligula. Quisque tellus dui, placerat vel ex in, fringilla fringilla tellus. Aliquam erat volutpat. Aenean convallis quis eros vel ornare. Aliquam et lorem vestibulum, posuere quam ac, iaculis arcu. Fusce feugiat blandit mattis.
Legenda
Praesent sed metus euismod, varius velit eu, malesuada nisi. Aliquam aliquet quam tempor orci viverra fermentum. Sed in felis quis tortor accumsan vestibulum. Aliquam erat volutpat. Maecenas pretium sem id enim blandit pulvinar. Pellentesque et velit id arcu feugiat hendrerit ac a odio. Sed eget maximus erat. Phasellus turpis ligula, egestas non odio in, porta tempus urna. Fusce non enim efficitur, vulputate velit in, facilisis metus.
Nulla sagittis risus quis elit porttitor ullamcorper. Ut et dolor erat. Ut at faucibus nibh. Cras nec mauris vitae mauris tincidunt viverra. Donec a pharetra lectus, vitae scelerisque ligula. Integer eu accumsan libero, id sollicitudin lectus. Morbi at sem tincidunt augue ullamcorper tristique. In sed justo purus. Aenean vehicula quam quis pellentesque hendrerit. Fusce mattis mauris lorem, in suscipit diam pretium in. Phasellus eget porttitor mauris. Integer iaculis justo ut commodo eleifend. In quis vehicula nisi, non semper mauris. Vivamus placerat, arcu et maximus vestibulum, urna massa pellentesque lorem, ut pharetra sem mauris id mauris. Vivamus et neque mattis, volutpat tortor id, efficitur elit. In nec vehicula magna.
Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”
Morbi in auctor velit. Etiam nisi nunc, eleifend quis lobortis nec, efficitur eget leo. Aliquam erat volutpat. Curabitur vulputate odio lacus, ut suscipit lectus vestibulum ac. Sed purus orci, tempor id bibendum vel, laoreet fringilla eros. In aliquet, diam id lobortis tempus, dolor urna cursus est, in semper velit nibh eu felis. Suspendisse potenti. Pellentesque ipsum magna, rutrum id leo fringilla, maximus consectetur urna. Cras in vehicula tortor. Vivamus varius metus ac nibh semper fermentum. Nam turpis augue, luctus in est vel, lobortis tempor magna.
Ut rutrum faucibus purus ut vehicula. Vestibulum fermentum sapien elit, id bibendum tortor tincidunt non. Nullam id odio diam. Pellentesque vitae tincidunt tortor, a egestas ipsum. Proin congue, mi at ultrices tincidunt, dui felis dictum dui, at mattis velit leo ut lorem. Morbi metus nibh, tincidunt id risus at, dapibus pulvinar tellus. Integer tincidunt sodales congue. Ut sit amet rhoncus sapien, a malesuada arcu. Ut luctus euismod sagittis. Sed diam augue, sollicitudin in dolor sit amet, egestas volutpat ipsum.