“Rbera Bote” inaugurou o seu novo campo 3×3 BasketArt

Hélder Cardoso foi o artista escolhido no projeto que juntou a FPB e Aminga

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FPB
2 AGO 2022

“Rbera Bote”, na ilha de São Vicente em Cabo Verde, inaugurou o seu novo campo, integrado no projeto 3×3 BasketArt, e que contou com o apoio e organização da Aminga. Na inauguração, que se iniciou pelas 10h00 de domingo e que contou com a presença do Presidente da Câmara, Dr. Augusto Neves, assim como dos vereadores do Desporto e do Património, assim como alguns dos parceiros do projeto Aminga, foi descerrada a placa que marcou a inauguração oficial do campo de “Rbera Bote”.

Além do momento protocolar, houve ainda espaço para algumas atividades. Foram distribuídas bolas de minibasquete fornecidas pela parceira, FIBA Foundation, seguindo-se o torneio de Sub13, que acabou por ser conquistado pelos “CA Soldiers”.

Sofia Ramalho Gomes e João “Betinho” Gomes, o grande homenageado neste campo, foram os protagonistas de um jogo de exibição que contou com alguns amigos dos ex-internacionais lusos e grandes impulsionadores deste projeto. Da parte da tarde, a “festa” prosseguiu com um concurso de “elimina” de lances-livres, de lançamento de três pontos e ainda o concurso de “2-ball” que acabou por fazer as delícias dos mais novos que estiveram presentes na inauguração.

O campo de “Rbera Bote”, à semelhança do campo requalificado em Chá de Alecrim, contou com a arte de Hélder Cardoso que nos concedeu uma pequena entrevista acerca da sua participação neste projeto.

Porquê que aceitou participar neste projeto?

Assim que recebi o convite, o que me chamou a atenção foi o facto de ser um projeto de cariz social. Como disse à Sofia e ao Beto, poderiam não ter feito este projeto, mas só pelo facto de dedicarem seu tempo ao projeto para mim é algo de valorizar, o que me deixou mais motivado para aceitar e poder dar meu contributo para este projeto grandioso.

Como vê o basquetebol como forma de inclusão para os mais jovens?

Assim como outras modalidades desportivas, acredito que o basquetebol tem um papel importante na inclusão dos jovens, visto que não é preciso pertenceres a classe A ou B. Para praticares basta teres amor e vontade, algo que também acontece na Arte. É o “casamento” perfeito.

O que pensou quando foi desafiado para pintar dois campos de basquetebol?

Foi a primeira vez que fiz um trabalho deste tipo. Já fiz vários trabalhos de Arte Urbana, mas em muros, esta foi a primeira vez num piso. Só isso foi um “gás” extra, já que gosto de desafios e de estar sempre a querer superar a cada novo trabalho. Fazer dois campos pela primeira vez em menos de duas semanas seria um desafio interessante.

Como surgiu o convite?

Fui abordado pela Sofia, através do WhatsApp, onde recebi uma mensagem a falar do projeto. Disse-me que já tinham visto trabalhos da minha autoria e que, apesar de ser de outra ilha, que queria que fosse eu a pintar os campos. Desafio lançado, desafio cumprido.

Como foi e é a relação com a Sofia Ramalho Gomes e o João ”Betinho” Gomes durante este projeto?

Uma das coisas que o meu trabalho me proporciona e que tenho muita sorte é a oportunidade de fazer grandes amizades após um novo trabalho realizado. Com a Sofia e o Beto não foi diferente. Ainda bem que aceitei participar neste o projeto, pois ganhei dois novos amigos, que são pessoas espetaculares. Só vendo de perto a dedicação que tiveram para que tudo desse certo é que se percebe. Que não parem por aqui, que venham mais projetos, pois já somos uma equipa. Foi um período muito bom, de uma relação fantástica de trabalho e de convivência.

Onde gostaria de desenvolver um campo fora de Cabo Verde?

Gostaria de deixar uma marca do género em Portugal, pois é um País que gosto muito e pelo facto de ter uma grande comunidade cabo-verdiana. Sinto-me em casa. Por outro lado, a Sofia fez a parte dela de contribuir com seu tempo e trabalho para um projeto do tipo em Cabo Verde, seria uma forma de retribuir o apreço com um trabalho do tipo em Portugal na cidade dela, como forma de agradecimento não só a ela, mas também à FPB pela ajuda neste projeto.

Algum sítio especial onde gostasse de desenvolver um projeto como este?

Em Cabo Verde, gostaria de que o projeto fosse implementado também em Santa Cruz, na Ilha de Santiago, que é a minha terra natal. Também há grupo de jovens bem dedicados à prática do basquetebol e tenho a certeza de que um projeto do tipo em Santa Cruz iria trazer uma dinâmica fantástica aos jovens locais.

Sabemos que incluir a comunidade nos seus trabalhos também é algo que preza muito. Como foi esse processo durante este projeto em particular?

Sempre que posso gosto de incluir pessoas, jovens, crianças, adolescentes, até idosos, a participarem de forma prática nas pinturas que faço nas comunidades. Até para se sentirem como parte do que foi criado, permitindo que tenha, um espírito de pertença e de conservação à obra que será deixada. Nas duas comunidades tive uma excelente colaboração por parte dos moradores, não só os jovens praticantes da modalidade que iriam usufruir de forma direta do projeto, mas de toda a comunidade envolvente. Sentiram que o projeto terá um impacto transversal na comunidade e isto é a parte mais gratificante deste trabalho.

FPB
2 AGO 2022

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