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Equilíbrio à vista

Os vareiros perderam, em casa, na 1ª volta por seis pontos de diferença (77-83) e venceram na segunda metade da fase regular, nos Açores, por oito (80-72). O que deixa antever uma série equilibrada, onde o fator casa, pertença da Ovarense, poderá não ser decisivo, entre os 4º e 5º classificados, por norma o playoff supostamente mais indefinido.

 

Se olharmos para as estatísticas de equipa dos dois clubes, ressalta o domínio dos açorianos na luta das tabelas (36.3 ressaltos), 1ºs do ranking, e as melhores percentagens de lançamento da equipa de Ovar: 54% vs 49% de 2 pontos e 35% vs 30% de 3 pontos. Mas outro capitulo do jogo poderá contribuir para o desfecho da eliminatória, referimo-nos às assistências.

 

Os vareiros partilham muito mais a bola no ataque (16.7 assistências), 2ºs do ranking, factor sempre importante em jogos onde a pressão e a intensidade defensiva será à partida maior. José Barbosa (5.3 de média – 2º da lista) e Miguel Miranda (3.8) são os melhores passadores da equipa, com o primeiro a ser responsável por comandar a equipa, e Miranda a funcionar como base na continuidade dos movimentos ofensivos da equipa.

 

Por sua vez, o Lusitânia tem uma média inferior de assistências (12.4), é de todas as equipas da LPB a que menos faltas provocou (17) no adversário. Sinal de alguma falta de agressividade ofensiva, e sabe-se o quanto importante é, em jogos equilibrados, conseguir ir para a linha de lance-livre.

 

No entanto, o conjunto da ilha Terceira tem duas excelentes referencias ofensivas, Cavel Witter (17.7 pontos) e Willis Hall (15.2 pontos) aspeto sempre importante em momentos de decisão, bem mais produtivos que o duo da Ovarense composto por Jaime Silva e Miguel Miranda, ambos com 13.5 pontos de média.

 

Os açorianos são muito fortes nas tabelas, onde o trio formado por Blake Poole, 2º melhor ressaltador da Liga com 11.6 de média, Willis Hall (8.3) e Camara (7.8), desempenha papel fundamental nessa tarefa do jogo, sobretudo na tabela ofensiva (11.9 – 2º), um garante de segundas posses de bola e mais lançamentos de campo. A Ovarense tentará contrariar esse aspeto com eficiência atacante, pelo que os lançamentos triplos de Fernando Neves (5º – 44%) e Nuno Morais (40%), bem como os tiros de curta e média distância de Sergi Brunet (61%) serão determinantes no decorrer do jogo. Cavel Witter é a principal ameaça dos insulares na longa distância (37%), e Hall é muito certeiro nas áreas mais próximas do cesto (60% de 2 pontos).


«Com pensamento de campeão»

O primeiro encontro, diante do CAB Madeira, não se adivinha fácil, mas a jogadora lembra que, com este novo formato, qualquer uma das quatro equipas pode chegar ao título…

 

O chegar à Final Four da competição, até pela forma como foi conseguido, faz com que o Vagos esteja, mais do que nunca, preparado e motivado para enfrentar esta fase decisiva da temporada?

A meu ver, acho que qualquer das equipas, que se encontram na fase final da competição estão mais motivadas que nunca, pelo simples facto de ser a competição mais importante do basquetebol feminino. 

 

Concorda com a leitura que a AD Vagos é a equipa com menor probabilidade de chegar ao título?

Com este novo modelo definido as probabilidades tornam-se iguais para as quatro equipas. Desta forma, e conjugada com essa leitura, a AD Vagos irá entrar nesta luta para o título mais motivada, coesa e, sobretudo, com pensamento de campeão. Sendo de salientar, que a AD Vagos não tem nada a perder.

 

Esta forma de disputa reforça ainda mais as aspirações do Vagos em sagrar-se campeão nacional?

Como foi anteriormente referido, este modelo torna-se uma vantagem para o AD Vagos, finalizando a fase regular com as mesmas probabilidades de sagrar-se campeão nacional das restantes equipas que se encontram na fase final.

 

Com este formato, o jogo inaugural assume um papel ainda mais decisivo para o desfecho da prova. Sentem que jogam uma cartada, quase decisiva, no confronto com o CAB Madeira?

O AD Vagos vai aos Açores para sagrar-se campeão nacional, por isso todos os jogos são decisivos. Iremos realizar três finais, em que o nosso rendimento físico e psicológico terá de estar no ponto mais alto.

 

Áreas do jogo em que estão obrigadas a ter que melhorar para conseguirem levar de vencida a equipa tem dominado a temporada?

Eu acho que o nosso ponto a melhorar será, principalmente, a consistência. Ou seja, do início ao fim do jogo, temos de ser uma equipa estável em todos os aspetos do jogo, diminuindo deste modo o número de erros cometidos.

 

O que esteve bem na equipa do Vagos durante o playoff e que terá de ser a base do sucesso para um triunfo frente às madeirenses?

A base do sucesso da equipa do Vagos passa pelo espírito de sacrifício, trabalho árduo e humildade com que enfrentamos as nossas dificuldades. Não somos extraordinárias em nenhuma área do jogo, não temos jogadoras excelentes individualmente, por isso, através da união, tentamos colmatar as nossas fragilidades, construindo assim uma EQUIPA.

 

Consegue atribuir uma percentagem de favoritismo a cada uma das quatro equipas presentes nesta final?

Pessoalmente, não consigo atribuir qualquer percentagem de favoritismo a cada uma das equipas. Refiro novamente que a probabilidade de uma equipa se tornar campeã nacional é igual. Contudo, se estiver de escolher um favorito nesta fase final, é e será sempre o AD Vagos. Finalizo, de modo a dar os parabéns a todas as equipas pelo apuramento e desejo de boa sorte a todas elas.


«Temos de voltar às origens»

O treinador quer ver algumas situações corrigidas, nomeadamente ao nível defensivo.

 

Que balanço faz do desempenho da equipa durante a fase regular?

 

Sabendo que a nossa equipa Sénior B é composta por jogadores do escalão Sub-18 e Sub-20, o nosso principal objetivo era evoluir e melhorar ao longo do ano, jogando com equipas compostas por atletas com muita experiência e qualidade individual. Acho que tivemos uma época de sucesso e um dos indicadores para afirmar isso é e obtenção do 5º lugar no fim da fase regular, juntamente com o melhor desempenho da equipa na segunda parte do Campeonato da Proliga.

 

Coisas a melhorar ou a corrigir para o 2º jogo da série? O que há manter e que pode contribuir para ser possível dar a volta à eliminatória?

 

O próximo jogo vai ser o 4º entre a nossa equipa e a equipa do Ginásio. Até agora, vencemos dois e perdemos o último. Não será fácil repetir o sucesso da fase regular se não tivermos consistência ao nível da concentração e controlo do ritmo do jogo. A nossa jovem equipa, demonstrou este ano que pode disputar os jogos contra todos os adversários, principalmente quando conseguimos limitar os pontos fortes ofensivos dos mesmos. Temos, por isso, de voltar às “origens” e entender que o nosso sucesso nunca vai passar apenas pelos pontos marcados, mas sim, e acima de tudo, pelo baixo número de pontos sofridos.

 

Áreas do jogo que no seu entender poderão ser determinantes para o desfecho desta eliminatória? Pontos fortes do adversário?

 

Nos últimos três confrontos tivemos três jogos com três cenários diferentes. Não só porque o Ginásio apenas no último jogo jogou com equipa completa, mas também porque alguns dos nossos atletas tiveram diferentes performances nos jogos já disputados. Como já referi, é necessário ter um elevado nível de concentração ao longo de todo o jogo, tanto controlando o ritmo do jogo como na seleção das ações ofensivas, nomeadamente ao nível do extra passe e do tiro exterior. Mesmo assim, acredito que o fator mais importante que nos pode levar à vitória é a defesa de um modelo de jogo muito completo, onde o Pick & Roll e o jogo interior, juntamente com um bom lançamento exterior, é efetuado por atletas com larga experiência neste tipo de competição.

 

Expetativas para o que resta desta ronda de playoff?

 

Seria muito bom para os nossos jovens atletas terem a possibilidade de fazer mais dois jogos com a excelente equipa do Ginásio, e eventualmente realizar mais 2 ou 3 jogos com uma outra equipa que se apure para a meia-final do playoff da Proliga. Claro que o nosso principal objetivo é que este caminho desejado dependa principalmente de nós próprios.


«Equipa em excelente forma»

As insulares vão defrontar as campeãs da Quinta dos Lombos, formação que a União não conseguiu vencer na fase regular. Mas Eduardo Lopes não está preocupado…

 

A presença do União Sportiva nesta Final 4 é a afirmação do clube como uma das atuais potências do basquetebol feminino nacional?

 

Sim, sem dúvida. O basquetebol no União Sportiva é um projeto com cerca de uma dúzia de anos e tem vindo a ser desenvolvido de forma sustentada mas também com a audácia e ambição necessárias para disputar as oportunidades surgidas aos mais diversos níveis – e a participação na organização desta Fase Final é disso um belo exemplo. Se durante a primeira década de atividade deste projeto as atenções se focalizaram quase exclusivamente na formação de jovens atletas, nos últimos anos, após a conquista de uma Taça Nacional de Sub16 Femininos em 2011, o clube passou a dar uma outra atenção às suas equipas seniores, em especial à equipa feminina. E todos os anos atletas nossas, normalmente excelentes alunas, abandonam o clube para prosseguirem os estudos em universidades do continente.

 

O facto de a final four ser disputada em S. Miguel, faz com que aumentem as vossas possibilidades de chegar ao título? Por outras palavras, se o União se torna mais forte e perigoso a jogar perante o seu público?

 

A equipa chega a este final de época em excelente forma! Se o público ajudar e corresponder com um apoio massivo, teremos de certeza uma equipa muito competitiva a discutir a vitória em todos os jogos e quem sabe…

 

O que trouxe de novo ou acrescentou à equipa o regresso de Jhasmin Player à equipa do União Sportiva?

 

A Jhasmin Player trouxe à equipa uma maior mobilidade. Torna a equipa mais forte ofensivamente, dificultando muito o equilíbrio defensivo das equipas adversárias.

 

Concorda que a equipa tem mais soluções, e está mais bem apetrechada para disputar uma prova num formato que prevê três dias consecutivos de competição?

 

Não considero que a equipa esteja mais apetrechada, até porque nós não aumentámos o plantel e penso que uma prova de três dias é difícil para todas as equipas presentes, pois o nível de dificuldade é elevado para todas.

 

Durante a fase regular não foram capazes de vencer a Quinta dos Lombos. Aspetos a corrigir ou melhorar de forma a poderem começar esta Final 4 com uma vitória?

 

Durante a fase regular, quando defrontámos a Quinta dos Lombos, nunca apresentámos a nossa equipa completa. O facto de termos um plantel menos vasto do que a equipa em questão foi suficiente para uma notável diferença. Aspetos a corrigir há sempre, desde o inicio da época que temos vindo a corrigir muitos aspectos de jogo para jogo, tendo como objetivo chegar a este momento na nossa melhor forma.  Estamos preocupados com a Quinta dos Lombos como com todos os restantes adversários, mas penso que mais do que nós estarmos preocupados com a equipa adversária, deveria ser a Quinta dos Lombos a estar preocupada connosco.

 

Quais as principais armas que o União irá apresentar nesta Final 4 que lhe possibilitem chegar ao tão desejado titulo de campeão nacional?

 

A principal arma será a motivação que a equipa apresenta neste momento. Com uma defesa muito comunicativa, competitiva e lutadora, vamos, sem dúvida, criar muitas dificuldades. Juntando-lhe o bom momento que a nossa organização ofensiva atravessa, certamente teremos uma palavra a dizer nesta competição. Aproveito para apelar aos amantes de basquetebol e população em geral para que venham assistir a este momento de grande festa e emoção e venham ajudar o Clube União Sportiva a conquistar o tão desejado título de campeão nacional!


«Objetivo é vencer a zona sul»

“Queremos ficar em primeiro lugar no grupo”, avisa.

 

O desempenho da equipa do Imortal durante a I Fase foi excelente, pois não só venceu, como também dominou todos os adversários, exibindo uma enorme capacidade ofensiva. “O balanço da 1ª fase é muito positivo pois ganhamos todos os jogos disputados. Terminamos os 22 jogos com uma média de 106 pontos marcados e 43 sofridos. Depois de algumas dificuldades no inicio da época para a construção desta equipa, pois saíram 8 jogadores da época passada, com o esforço da nossa direção conseguimos formar um novo grupo com muita qualidade.”

 

Luís Modesto aposta na continuidade do trabalho, até porque ainda existe margem para que a equipa cresça e se torne ainda mais forte e coesa durante esta II Fase. “Como já referi na questão anterior, o nosso grupo tem muitos jogadores novos e como é logico o entrosamento entre eles ainda não é o ideal. Estamos a sistematizar os processos defensivos, a ganhar hábitos que sejam comuns a todos. No ataque, tentamos tirar partido do melhor que os nossos jogadores sabem ‘fazer’ e colocar essas qualidades ao serviço do coletivo. O nosso sucesso na segunda fase passa por defendermos e atacarmos como se fossemos 1 só.”

 

O facto da equipa ainda estar invicta não retira ambição ao treinador, já que assume querer conquistar o topo nesta segunda fase, e se possível com idêntico registo. “As nossas espectativas para esta segunda fase são altas, queremos continuar a ganhar. O nosso próximo objetivo passa por ficar em 1º lugar no grupo.”

 

Na opinião de Luís Modesto o Grupo Sul – A tem dois candidatos, nos quais inclui a equipa que orienta. “As equipas que compõem qualquer um dos grupos são fortes, e penso que ambos são equilibrados, no nosso grupo estão duas equipas (Imortal e Estoril) que ganharam os seus grupos na primeira fase e talvez ai esteja a diferença, pois no outro grupo sul apenas está um 1º classificado.”

 

O clube não esconde que gostaria de subir mais um patamar na competição nacional, razão pela qual já está a reunir apoios para que esse passo, caso venha a confirmar-se, seja dado de uma forma segura e sustentada. “Os nossos objetivos foram definidos por fases. Sendo os primeiros já alcançados, o primeiro lugar na 1ª fase e terminar sem derrotas. O terceiro objetivo passa por terminar em 1º lugar neste grupo onde estamos inseridos e se possível tentar também terminar sem derrotas. O nosso grande propósito da época será sem dúvida, se lá chegarmos, vencer a final da zona sul. Se conseguirmos alcançar o nosso principal objetivo, iremos realizar o desejo que é participar na Proliga, cujas condições necessárias estão a ser pensadas e preparadas.”


Concentração de minibásquete e não só…

 
Em paralelo e a pedido do Basket Almada Clube, realizou-se o 1º Torneio Triangular de Basquetebol “Troféu Cidade de Almada”, no escalão de mini 12, contando a presença das equipas do Basket Almada Clube, Real Clube Vale de Cavala e Trafaria.
 
 
O minibásquete não para e nesta Associação estão já agendadas outras concentrações: mini 8, no dia 25 de abril e 10 de maio, entre as 09h e as 13h, no Pavilhão da Escola Secundária de Santo António da Charneca (Barreiro); mini 10, no dia 03 de Maio, entre as 09h e as 13h, no Pavilhão da Escola José Afonso (Alhos Vedros – Moita).

 


Torneio mini 10 – “Os Bonjoanenses”

Os Belenenses, C.A.B. Grandola, C.F. Os Bonjoanenses, Colégio Oficina Divertida e A.D. Ayamonte Baloncesto (Espanha).

 

Mais se informa que o referido Torneio foi selecionado pelo Comité Nacional Minibasquetebol para integrar o Circuito Nacional de Etapas Memorial Mário Lemos, na presente época desportiva.

 

O mesmo terá lugar no Pavilhão Municipal da Penha em Faro, no próximo dia 2 de maio entre as 9h30 e as 13h e estamos a contar com pavilhão cheio para apoiar esta modalidade que tanto merece. 


Favoritismo encarnado

Séries à melhor de cinco jogos, sendo que os dois primeiros são realizados em casa do mais bem classificado. O SL Benfica, vencedor da fase regular, começa a defesa do seu título, diante da Oliveirense, 8ª classificada, uma eliminatória em que os encarnados são favoritos. A formação de Oliveira de Azeméis tem pela frente a difícil tarefa de impedir que os atuais campeões nacionais não conquistem o pleno na temporada que agora se aproxima do fim.

 

A época tem sido de enorme sucesso para os comandados de Carlos Lisboa. Vários títulos conquistados, coincidentes com todas as provas até agora disputadas, o regresso às competições europeias, falta agora a renovação do titulo de campeão nacional para que os benfiquistas fechem com chave de ouro a temporada.

 

Do lado contrário irá estar uma Oliveirense que se mostrou muito competitiva durante toda a temporada, embora a 1ª volta da fase regular tenha sido mais positiva. A equipa marcou presença em vários pontos do calendário desportivo da época, chegou a uma meia-final da Taça de Portugal, etapas que certamente a prepararam mais para esta fase a eliminar.

 

Nas três ocasiões que os dois clubes se defrontaram na presente temporada, o SL Benfica venceu sempre, duas para o campeonato e uma a contar para a Taça Hugo dos Santos, com a Oliveirense a revelar alguns problemas comuns nestes embates. A luta das tabelas foi sempre ganha pelos encarnados, a linha dos três pontos foi fatal para a formação de Oliveira de Azeméis, bem como os turnovers (17 de média).

 

O Benfica tem o melhor ataque (92.5 pontos), é líder nas percentagens de lançamento de dois (59%) e três (43%) pontos, bate-se melhor nas tabelas (33 vs 28.8), sendo que a Oliveirense é a equipa com pior registo nesta área, e consegue mais assistências (20 vs 11.9), outro dos capítulos em que os nortenhos (11º) revelam algumas dificuldades.

 

A seu favor, a Oliveirense tem a sua agressividade ofensiva, 4ª em faltas provocadas (19.5), conta com o 2º melhor marcador da fase regular, Kenyon Jr (19.4 pontos), que a par de João Abreu constitui uma dupla de bases com relativa eficácia a atirar de três pontos, 37% e 40%, respetivamente 12º e 9º do ranking.

 

Mas também nos destaques individuais, os benfiquistas levam clara vantagem, já que são dominam alguns rankings. Nos tiros de dois pontos, João Soares é líder com 71%, seguido de muito perto por Fred Gentry, 3º com 64%, e não muito atrás Jobey Thomas 6ª posição com 62%. Mas Thomas destaca-se pela eficiência que tem a atirar, pois é o líder da linha de 3 pontos com 46%, sendo o jogador que mais triplos tentou. Mas o norte-americano não é o único jogador do Benfica a evidenciar-se nesta categoria, uma vez que Tomás Barroso é 2º com 45% e Seth Doliboa 6º com 42%.

 

Números que só provam que a defesa da Oliveirense terá de ser muito coesa, está a obrigada a contestar todos os lançamentos, não dar tiros abertos, de forma a conseguir fazer baixar as percentagens de lançamento dos encarnados. 


A certeza e a surpresa

Com a particularidade da equipa vencedora ter sido sempre a visitante, um indicador que revela que ambas têm a capacidade de ir vencer a casa do adversário. A equipa de Barcelos já esteve muito próxima de conquistar um troféu na presente temporada, e os algesinos foram, talvez, a grande surpresa da 2ª volta da fase regular. Os comandados de André Martins garantiram na derradeira jornada da fase regular o 6º lugar, já os minhotos mantiveram-se tranquilos no 3º lugar durante grande parte da temporada, isto depois de terem sido líderes nas rondas iniciais da LPB.

 

No último embate entre as duas equipas, o Algés venceu em Barcelos (87-85), vingando a derrota da 1ª volta por 74-83. No triunfo dos algesinos a linha de três pontos foi decisiva, 10 triplos apontados, uma arma da qual as duas equipas sabem tirar partido. Este será sem dúvida um capitulo do jogo que fará a diferença, já que os dois conjuntos têm bons atiradores, João Santos e Diogo Correia do lado do Algés, Filip Djuran e Rui Coelho pelos minhotos, com a curiosidade de os quatro registarem 37% da linha dos 6.75 metros.

 

A chegada de Darren Townes à equipa do Algés contribuiu para a melhoria do seu rendimento desportivo, isto porque o norte-americano acrescentou pontos ao ataque (14.7 – 18º da lista de melhores marcadores), e com eficácia (59%), bem como se tornou num elemento preponderante na luta das tabelas (8.7 – 6º melhor ressaltador). Espera-se um duelo intenso com Loncovic (7.7 ressaltos) e Dukovic (6.5 ressaltos), um duo muito lutador e que não se corta ao contacto físico.

 

Por tudo isto, condicionar Townes é fundamental para parar o sucesso da equipa do Algés. Mas outros jogadores são igualmente eficientes a lançar ao cesto de dois pontos, como são os casos de Rui Quintino (59%) e António Pires (56%), sendo que Dukovic (63% – 4º), Loncovic (59%) e Rui Coelho (57%) garantem pontaria do lado dos barcelenses.

 

O duelo dos bases é um ponto crucial para o desfecho desta eliminatória, sobretudo para os algesinos, já que a sua melhor fase da temporada coincidiu com a subida de forma de António Pires (4.4 assistências – 6º). Mas parar Carlos Fechas (4.1 assistências – 8º) e Nuno Oliveira não vai ser tarefa fácil para Pires, que conta com a ajuda do jovem Francisco Amiel para reduzir a influência das ações dos dois bases contrários. Sobretudo no que diz respeito aos contra-ataques, transições rápidas, bloqueios diretos e 1×1.

 

Nuno Oliveira, é um jogador que contribui em muitas áreas do jogo, e o principal quebra cabeças para as defesas adversárias, já que é o atleta qua mais faltas provoca, média de 6.7. Townes fica-lhe um pouco atrás, 5.4 – 6º, mas será interessante observar quem irá encaixar na sua defesa.

 

As duas equipas são muito versáteis, com jogadores muito móveis e com capacidade de colocarem a bola no chão, se bem que o ataque do Barcelos é o 2º melhor da prova, média de 82.1 pontos, realiza mais assistências durante os jogos (14.5), o Algés é a pior equipa neste capitulo (11.8), e o que provoca mais faltas na equipa adversária (22.6 de média). O que deixa pressupor que o Algés está obrigado a ter que estar mito bem do ponto de vista defensivo, e tenta condicionar ao máximo a dupla formada por Marko Loncovic (17.8 pontos . 8º) e Nuno Oliveira (16.9 pontos – 13º).


Muita luta em perspetiva

Os madeirenses acabaram por cair para a 7ª posição na última jornada da fase regular, vendo-se obrigados a ter que ultrapassar os vimaranenses para chegarem às meias-finais. Um teste complicado, isto porque os comandados de Fernando Sá mantiveram-se na perseguição ao líder Benfica durante quase toda a fase regular e evidenciaram uma consistência mais próxima de equipas preparadas para discutir títulos. Alguns match-ups interessantes, que prometem muita luta, e que certamente irão ajudar a decidir a eliminatória.

 

Desde logo o confronto de bases será muito interessante de seguir, pois se lado do Vitória temos Pedro Pinto e Doug Wiggins (4.6 assistências), dois atletas que provaram que podem desequilibrar um jogo, do outro, Nuno Pedroso, e especialmente Aaron Jordan (17 pontos e 4.5 assistências de média), são jogadores com enorme sentido de cesto e que podem valer muitos pontos.

 

O frente a frente entre José Silva e Jovonni Shuler será certamente um duelo importantíssimo para o desfecho desta eliminatória, se bem que a defesa é um trabalho coletivo e da responsabilidade dos cinco jogadores que estão em campo. O norte-americano do CAB foi uma das grandes figuras da fase regular, 7º melhor marcador (18 pontos), 5º melhor ressaltador (8.8), e foi o 4º jogador que mais faltas provocou nas equipas adversárias (5.7, pelo que o internacional português tem pela frente um enorme desafio em tentar condicionar ao máximo a preponderância de Shuler nos diferentes momentos do jogo da equipa madeirense.

 

Mas o Vitória faz da sua dupla de extremos uma das suas principais armas ofensivas, já que José Silva e Balseiro são dois excelentes atiradores de longa distância. Silva está entre os primeiros com 46% e Balseiro é 8º com 41%, sendo que o primeiro é o mais produtivo dos minhotos com 16.5 pontos de média (14º).

 

O jogo interior promete ser uma dura batalha, Com Tommie Eddie e Jorge Coelho pelos madeirenses, e Marcel Momplaisir e Pavlovic do lado oposto. Eddie, ele que já passou por Guimarães, é de todos o mais versátil e mais eficaz, útil em todas as tarefas do jogo, e tem de média 17.1 pontos, sendo o 2º jogador mais eficiente a lançar de 2 pontos (66%). Jorge Coelho, curiosamente, está entre os 10 melhores atiradores de 3 pontos, 10º com 40%, mas Tommie garante mais ressaltos, já que é 8º da lista com 8.3 ressaltos.

 

A capacidade de intimidação garantida por Momplaisir poderá ser uma vantagem, bem como a maior rotação à disposição de Fernando Sá, que conta com jogadores como, Paulo Cunha, Pedro Pinto e João Guerreiro a saírem do banco. A equipa do CAB leva vantagem na eficácia nos tiros de curta e média distância (54% vs 49%), já o Vitória mostra-se mais perigoso a lançar da linha de 3 pontos (35% vs 32%).

 

No jogo realizado na Madeira durante a fase regular o CAB mostrou-se muito competitivo, derrota por dois pontos (80-82); já o encontro em Guimarães foi claramente dominado pelo Vitória (82-60), 11 triplos convertidos, se bem que os insulares se tivessem apresentado com muitas ausências de jogadores importantes. Veremos quem leva a melhor nos dois jogos deste fim de semana, disputados em Guimarães, num pavilhão onde ainda ninguém conseguiu vencer na presente temporada.


«Sou competitivo por natureza»

Terminou a fase regular como líder destacado do ranking de MVP com 30.4 pontos de média. E tem 39 anos…

 

Sente a mesma paixão pelo basquetebol? A mesma alegria a treinar e a jogar? O mesmo espírito competitivo?

A paixão pelo basquetebol está presente na minha vida desde o primeiro dia que me iniciei na modalidade e será sempre uma presença constante, mesmo depois de terminar a carreira. Sinto, todos os dias, a mesma alegria dentro do campo, independentemente de ser a treinar ou em competição. Quanto ao espírito competitivo, estou convencido que na análise a esta temporada será fácil perceber a resposta.

 

Mudou alguma coisa na sua preparação com o avançar da idade? E quais julga serem os cuidados fundamentais para se ter uma carreira prolongada?

A minha preparação incide fundamentalmente no período de férias, ou como se costuma designar, na “off-season”, uma vez que, durante a época, entre treinos, jogos, trabalho físico e recuperação, a preparação não difere muito entre equipas e atletas. O que penso ser fundamental é o cuidado que temos de ter durante o período onde a atividade física será menos exigente, digamos assim. Tento sempre manter uma atividade física regular, sendo que o jogging e o ténis são as minhas principais escolhas, não descurando nunca uma alimentação equilibrada e sem grandes exageros. Penso que quanto melhor cuidarmos do nosso corpo, a nível físico e alimentar, maiores são as possibilidades de termos uma carreira mais duradoura.

 

Sentiu a necessidade de ajustar o seu jogo à medida que os anos foram passando?

É normal fazermos alguns ajustes ao nosso estilo de jogo, consoante as necessidades, sejam elas de nível tático ou físico. Com o passar dos anos, algumas capacidades vão diminuindo, mas outras também se podem melhorar, tais como a maturidade competitiva e leitura do jogo. Até chegar a sénior, toda a minha carreira nos escalões inferiores tinha sido feita jogando em posições interiores, mas até há 3 anos, quando ingressei no Maia Basket, toda a carreira como sénior foi feita jogando em posições exteriores. Como tal, não foi difícil este retorno ao jogo interior.

 

Como avalia os seus registos individuais desta temporada? E a que se ficaram a dever?

Os registos individuais só ganham uma dimensão de sucesso se conseguirmos algo de importante para o coletivo. Apenas e só assim serão relevanteNo Maia Basket tínhamos um objetivo único e bem definido para a temporada, que era conseguir a manutenção na Liga, por direito próprio. Atingimos essa meta a duas jornadas do fim, e como tal, fico satisfeito pelo contributo que pude dar na obtenção desse objetivo.

 

Retira alguma conclusão de conseguir atingir aos 39 anos todos estes máximos individuais?

A única conclusão possível é que sou competitivo por natureza, mas sempre de uma forma saudável. Proponho-me, todos as épocas, novos objetivos e luto por eles. Nem sempre sou bem sucedido, mas, pelo menos, saio de consciência tranquila. Se formos dedicados e tivermos espírito de sacrifício, ficamos mais pertos de termos sucesso.

 

Que opinião tem dos jogadores portugueses mais jovens e talentosos que teve a oportunidade de acompanhar o seu despontar no basquetebol nacional?

Temos bons jogadores nacionais na Liga, com provas dadas, mas penso que ainda há um longo caminho a percorrer na defesa do jogador português. É preciso apostar nas nossas mais valias, para que cada ano que passe, mais futuras promessas se tornem certezas, até para bem da Seleção Nacional.

 

Como está a viver os seus segundos 20 anos, deduzo que a retirada não está para breve? Algum objetivo individual ou sonho que ainda gostasse de atingir? E, no seu entender, o que seria um final de carreira perfeito?

Neste momento, a retirada não está no meu horizonte. Enquanto o corpo acompanhar o espírito, continuarei a jogar e a lançar-me novas metas e objetivos. Final de carreira perfeito? Daqui por uns 10 anos, tentarei ter uma resposta!


«Temos capacidade para ir mais longe»

“Penso que os pontos fulcrais irão situar-se ao nível da defesa e eficácia de lançamento”, refere Inês.

 

A época não começou da melhor forma para a equipa da SIMECQ, algo que se alterou a partir do momento em que o grupo se consciencializou que tinha condições para fazer mais e melhor. “Considero que tivemos um desempenho que não foi constante, sendo que demorámos a entrar 'à séria' no campeonato e a perceber a capacidade que tínhamos em impor o nosso jogo e chegar mais longe.

Penso que houve uma reviravolta da tendência que se estava a acentuar relativamente ao desempenho e resultados nos jogos, quando a equipa se uniu e colmatou algumas falhas que eram recorrentes, ganhando confiança e encarando jogo a jogo.

Atingimos os objetivos estabelecidos no inicio da epoca , tendo até conseguido superá-los, o que acabou por ser bastante motivador para a equipa.”

 

A formação da Cruz Quebrada vai medir forças com o Sporting CP, um desafio que obriga a que Inês Silva e suas companheiras melhorem na luta das tabelas. “A nível técnico, acho que temos que continuar a trabalhar ao nível dos ressaltos, uma vez que, no geral, somos uma equipa de estatura média e temos tido algumas dificuldades na disputa nas tabelas. Tanto no ataque como na defesa, considero que o importante é manter e consolidar os aspetos em que fomos bem sucedidas, não sendo necessário nesta fase adiantada acrescentar grandes alterações.”

 

Mas mais importante do que manter as rotinas da equipa nos dois lados do campo, a capitã de equipa destaca as questões mentais como sendo decisivas para discutir a eliminatória. “Acho que o mais importante reside no espírito e atitude da equipa. Se estivermos focadas neste aspeto e a trabalhar no mesmo sentido temos boas probabilidades de ser bem sucedidas.”

 

Para conseguir ser competitiva, a SIMECQ está obrigada a ser eficiente, em todos os momentos do jogo, e se assim for, Inês acredita que a equipa repetirá a competitividade revelada durante a fase regular. “Penso que os pontos fulcrais irão situar-se ao nível da defesa e eficácia de lançamento. Considero que se tratam de duas equipas bastante equilibradas, como foi demonstrado nos dois jogos que tivemos na fase regular.”

 

Numa série que antevê equilibrada, a equipa que lidar melhor com o pressão do momento e conseguir reduzir mais o números de posses de bola sem lançamento, tem, na opinião de Inês Silva, mais probabilidades de seguir em frente na competição. “Penso que poderá pender para a equipa que cometer menos erros e tiver um maior controlo emocional ao longo do jogo.”

 

A capitã garante que o grupo não se dá por satisfeito por ter garantido o playoff, mas para alcançar algo mais, numa série que se prevê muito disputada, a entrega terá de ser total. “Acima de tudo esperamos jogos bastante equilibrados, disputados de igual para igual, sem resultados previsíveis à partida.

Deposito a minha inteira confiança na capacidade de esforço e sacrifício da nossa equipa, sabendo que tudo faremos para dar o nosso melhor e demonstrar que merecemos ter chegado até aqui e que temos também capacidade para ir mais longe.”


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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Legenda

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Miguel Maria

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