Artigos da Federaçãooo
Lusitânia e Benfica confirmam
Ambas ficaram muito próximas da próxima ronda, sendo que no caso dos açorianos dispõem agora dois jogos na ilha Terceira para tentarem fechar a série.
Jogar em dias consecutivos favorece a equipa que dispõe de uma maior rotação, bem como penaliza o rendimento dos jogadores mais sobrecarregados de minutos. Foi o que aconteceu no jogo 2 da série entre Benfica e Barcelos, com os minhotos a acusarem o esforço físico da véspera, tendo sido totalmente dominados na luta das tabelas (42-21). A presença no ressalto ofensivo por parte dos jogadores benfiquistas (16) foi outro factor de desequilíbrio, num encontro em que o jogo interior dos minhotos praticamente inexistente.Do lado contrário, Seth Doliboa (11 pontos e 14 ressaltos), João Gomes (16 pontos e 12 ressaltos), teve um jogo mais conseguido, limpavam as tabelas, numa equipa benfiquista que contou com a inspiração ofensiva de Jobey Thomas (20 pontos), continua bastante eficaz a lançar ao cesto), e Carlos Andrade (17 pontos e 3 ressaltos), ainda à procura da sua melhor forma desportiva.O Barcelos ainda se manteve relativamente próximo no marcador até final do 3º período (69-53), mas o último período foi um descalabro para os visitantes, que viram o adversário chegar à centena de pontos. A dupla portuguesa formada por Nuno Oliveira (23 pontos, 5 ressaltos, 4 roubos de bola e 3 assistências) e Rui Coelho (22 pontos e 3 roubos de bola) ainda equilibrou o oponente no jogo exterior.Lusitânia a uma vitória das meias-finaisNo segundo jogo a equipa açoriana cedo marcou distâncias no marcador, e com isso retirou ambição aos madeirenses de tentarem empatar a eliminatória. Com 10 minutos jogados, o Lusitânia já vencia por 25-18, uma diferença que se estabilizou até tempo de intervalo (43-36). No recomeço da etapa complementar, os forasteiros voltaram a fugir no marcador, com a diferença a subir para a casa das dezenas no final do 3º período (67-54).Tendo em conta a sobrecarga de minutos do cinco inicial do CAB no primeiro jogo, e uma vez que foram sujeitos ao mesmo tipo de esforço neste encontro, o desempenho e a réplica oferecida pelo CAB é notável, já que apenas perdeu dois períodos pela diferença máxima de sete pontos, e ainda teve estofo para vencer o último (18-15).As boas percentagens de lançamento de campo por parte do Lusitânia, especialmente dos três pontos (13-24 – 54%), foi fundamental para mais um triunfo dos açorianos. Miguel Freitas, autor de 19 pontos, esteve com a mão quente (5/7 de 3 pontos), bem como Augusto Sobrinho (15 pontos) e Zane Campbell (15 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências).O atleta madeirense, Fábio Lima (18 pontos, 9 ressaltos e 4 assistências), foi o MVP do jogo com 24 de valorização, num encontro em que Jorge Coelho (16 pontos e 8 ressaltos) voltou a estar a bom nível. Tal como os jovens Jorge Freitas (16 pontos) e Frederico Tavares (15 pontos).
Equilíbrio em São Paio de Gramaços
O conjunto de S. Paio de Gramaços só no derradeiro período confirmou o triunfo, já que à entrada dos últimos 10 minutos perdia por cinco pontos de diferença (45-50). No último quarto, os comandados de José Calabote quase dobraram a pontuação do seu adversário (25-13), mostrando-se novamente mais fortes nos momentos de decisão.
Depois do empate a 18 pontos que registava no final do 1º período, os algesinos conquistaram uma curta vantagem até ao intervalo (37-34). A equipa de Algés mostrava-se mais assertiva nos lançamentos de curta e média distância (15/26 – 58%), já o Sampaense se revelava perigoso no tiro de longa distância (9/21 – 43%). A equipa liderada por André Martins manteve-se consistente durante o 3º período, conseguiu mesmo alargar a vantagem (50-45), mas deitaria tudo a perder no 4º período.O melhor aproveitamento do Sampaense da linha de lance livre (13/14 – 93% versus 9/18 – 50%) acabaria igualmente por penalizar a equipa visitante, já que em jogos equilibrados, acaba s por ser sempre um importante factor.O norte-americano Chris Dowe (20 pontos, 6 ressaltos, 6 assistências, 3 roubos de bola e 2 desarmes de lançamento), MVP do jogo com 30.5 de valorização, esteve novamente em bom plano, com Jovonni Shuler (20 pontos, 3 ressaltos, 2 roubos de bola e 2 desarmes de lançamento) a surgir como marcador de pontos. Hélder Carvalho está igualmente a atravessar um bom momento de forma e ficou a um ressalto de um duplo-duplo (12 pontos e 9 ressaltos).O extremo Diogo Correia (15 pontos, 6 assistências e 3 ressaltos) foi o elemento mais produtivo da equipa do Algés, com o jovem Henrique Piedade (11 pontos, 7 ressaltos e 2 assistências) a cotar-se como um dos melhores dos visitantes.
Preciosos triunfos fora
Para além de terem colocado em vantagem na série disputada à melhor de três jogos, ambas o conseguiram na condição de visitante. Portistas e ilhavenses passam a dispor de dois jogos em casa para fecharem a ronda e marcarem presença na discussão do título.
Os ilhavenses aproveitaram bem a vantagem amealhada durante a 1ª parte (49-35), principalmente durante o 2º período (23-12), nuns primeiros 20 minutos em marcados por uma elevada pontuação. O inicio do segundo, para bem do espetáculo, as duas equipas continuaram a revelar grande eficácia ofensiva (27-26), com os forasteiros a não conseguirem fugir ainda mais no resultado, se bem que tenham mantido o adversário a uma distância confortável.O domínio da luta das tabelas (44-23), bem como o bom aproveitamento nos lançamentos de 2 pontos (27/46 – 59%)por parte do Illiabum, foram fatores determinantes para os ilhavenses se colocarem em vantagem na eliminatória. O base João Figueiredo (17 pontos, 7 ressaltos e 5 assistências) teve um jogo bastante completo, o mesmo sucedeu com Filip Toric (15 pontos, 7 ressaltos, 3 assistências e 3 roubos de bola), MVP do jogo com 24 de valorização.O poste Marco Gonçalves (18 pontos, 5 ressaltos e 2 assistências) foi o melhor marcador do Ginásio, com o jovem Pedro Marques (14 pontos, 7 ressaltos e 4 assistências) a protagonizar uma exibição de muito bom nível.
Vitória aumenta vantagem
Nos derradeiros 10 minutos aos vareiros bem tentaram anular a desvantagem trazida dos três períodos anteriores, mas a almofada pontual era suficientemente grande para colocar em risco o triunfo dos vimaranenses.
Os primeiros 20 minutos foram dominados pela equipa da casa, que ao intervalo já vencia por 42-28. Bem liderado pelo base Pedro Pinto (14 pontos e 13 assistências), e com os atiradores José Silva (17 pontos) e João Balseiro (15 pontos) a bom nível, o Vitória entrou determinado em não permitir que o adversário se aproximasse no inicio do segundo tempo (65-49).A equipa de Ovar, como é seu hábito, correu sempre atrás do prejuízo, e com um parcial 35-24 nos últimos 10 minutos, deu ao resultado final uma expressão bem diferente. Miguel Miranda (23 pontos 13 ressaltos, 6 assistências e 3 roubos de bola), MVP do encontro com 35.5 de valorização, e Fernando Neves (23 pontos e 4 ressaltos) foram os elementos da formação de Ovar que mais lutaram para alterar o rumo dos acontecimentos.Mas o tempo jogava a favor do Vitória, que teve no seu capitão Paulo Cunha (17 pontos), não falhou qualquer lançamento, e Anthony Meier (18 pontos), mais dois elementos que contribuíram para o sucesso da equipa.
Projecto Formação Contínua de Treinadores
Muitas vezes o Treino da Condição Física não é objecto de devida valorização e contudo assume-se como um dos aspectos decisivos na evolução do jovem praticante.
Esta formação procurará ajudar a compreender de que forma é que o treino pode ser organizado provocando um elevado grau de transfer para as acções desportivas especificas
Araújo em alta na Roménia
A equipa já passou a primeira ronda do playoff, chegou à final da Central Europe Women League e ganhou a Taça da Roménia. Um percurso que o deixa, naturalmente, satisfeito.
O mês de março foi cheio de jogos, um mês muito intenso com encontros importantes e duas final 4. “Conseguimos manter o primeiro lugar na época regular, não era expectável no inicio da época, mas depois da primeira volta do campeonato traçámos novas metas e desafios, assim conseguimos acabar no topo da classificação.”Entre jogos para o campeonato o técnico nacional disputou a final 4 da competição europeia CEWL (Central Europe Women League), tendo chegado à final depois de vencer a equipa da Eslováquia, Piestanske Cajky, na meia final. “Jogamos a final com a outra representante romena Alba Iulia, equipa anfitriã da final 4, e infelizmente não fomos capazes de vencer a prova. De qualquer forma a prestação da nossa equipa foi bastante positiva durante toda a competição.”Passados apenas dez dias José Araújo já tinha que ter a equipa pronta para começar a jogar a final 4 da taça romena. Agora defrontava na meia final a equipa de Targoviste, “uma das equipas favoritas para a conquista de todas as provas tal como a equipa de Alba Iulia”, em sua casa , já que organizaram este ponto alto. “Um jogo muito difícil e equilibrado mas que nos correu muito bem na segunda parte. Depois de estarmos a perder por 11 pontos no intervalo fomos capazes de voltar ao jogo e conseguir o apuramento para a final.”Na final José Araújo mediu forças com outra candidata , a equipa de ASC Sepsi Sfantu Gheorghe, mais uma vez, “um jogo muito equilibrado cheio de alternâncias no marcador. No final do 2º período conseguimos uma vantagem de seis pontos e a segunda parte foi sempre liderada pela nossa equipa mas sempre com vantagens muito curtas. “Acho que conquistámos o troféu com todo o mérito, já que jogámos com as três equipas mais fortes da Roménia, foi a segunda taça conquistada pelo clube e um motivo de orgulho para toda a equipa.”A equipa já passou a primeira ronda do playoff , tendo eliminado o oitavo classificado (Timisoara) em dois jogos. No passado domingo venceu o primeiro jogo da meia final (também á melhor de três , só a final é disputada á melhor de cinco) contra ASC Sepsi Sfantu Gheorghe. O segundo jogo da ronda será no próximo dia 18, e será desta vez em casa do adversário.“Será sem duvida muito equilibrada e vamos tentar fazer valer a vantagem casa, nesta fase já não há favoritos e todos os jogos serão muito difíceis. Temos preparado este playoff com muito entusiasmo e temos claras hipóteses de passar á final do campeonato.”
GDESSA em vantagem
O público, na sua maioria afeto à equipa da casa, aderiu novamente em massa para apoiar a jovem equipa do Barreiro. Vitória para a equipa da casa, que assim se colocou na frente da eliminatória. No próximo fim-de-semana a série passa para o Funchal onde se irá decidir quem seguirá para a final da competição.
Inicio do jogo muito equilibrado, típico de um jogo de playoff, onde as equipas já se conhecem mutuamente. O GDESSA controlava bem a posse de bola, mas a percentagem de lançamento não era boa, com o CAB a dominar as tabelas. Apesar do maior ascendente inicial da equipa da casa, sentia-se que o CAB tinha o encontro controlado, pois nunca deixou fugir o jogo, mantendo-se sempre colado no marcador. No final do 1º período, o resultado era de 22-19 para as barreirenses.No 2º quarto o jogo manteve-se equilibrado, mas agora com diversas alternâncias no marcador (13 durante todo o jogo), com as forasteiras a arrefecerem os ânimos da equipa da casa, pois responderam quase sempre com pontos aos cestos do GDESSA, acabando mesmo a 1ª parte do jogo na frente do marcador (37-35 para as madeirenses).No inicio da 2ª parte o CAB entrou melhor e conseguiu a sua maior vantagem (5 pontos), mas as escolares acusaram o toque e responderam com 3 triplos seguidos, virando completamente o sentido do jogo. Vera Correia (7 em 10) e Lydia Bauer (6-16) estavam “on fire” e carregaram o GDESSA neste período, fazendo com que a equipa da casa fosse para o último quarto com 9 pontos de vantagem (61-52 no final do 3º período).No inicio do 4º período o GDESSA continuou na frente, mas o trio Maria João Correia, Schera Sampson (15 ressaltos) e Taj McWilliams iam respondendo ao ascendente das escolares, fazendo mesmo com que o marcador estivesse apenas com 5 pontos de diferença (63-58) a 5 minutos do final. Nuno Manaia voltou a colocar Laura Ferreira (tinha saído 2 minutos antes) e esta agarrou o jogo marcando 4 pontos seguidos em duas penetrações na defesa adversária. Nos últimos 3 minutos o GDESSA limitou-se a jogar com o tempo gerindo assim o resultado até final (76-63).Em suma o GDESSA assentou a vitória nos lançamentos de 3 pontos (14/45 – 31%) e nos apenas 8 turnovers cometidos ao longo de todo o encontro. O CAB dominou a luta das tabelas com 44 ressaltos “versus” 37 das escolares.Destaques individuais na ESSA para Vera Correia com 23 pontos, Lydia Bauer (20 pontos e 8 ressaltos) e Laura Ferreira com 17 pontos, 9 assistências e 7 faltas provocadas.Na equipa treinada por João Pedro Vieira, Schera Sampson com um duplo-duplo (19 pontos e 15 ressaltos) mais 7 faltas provocadas e Maria João Correia com 18 pontos e 6 ressaltos, pese embora os 6 turnovers cometidos, foram as que estiveram em melhor nível.
Dowe herói do Sampaense
Um lançamento de Chris Dowe mesmo sobre o final do encontro deu o triunfo à formação de S. Paio de Gramaços (73-72), depois de uma boa recuperação por parte do Algés, que nos minutos finais do encontro chegou a comandar o jogo por diversas vezes. A vitória podia ter caído para qualquer um dos conjuntos, mas foi a equipa liderada por José Calabote a somar a primeiro triunfo desta eliminatória.
A primeira parte foi dominada pela equipa da casa, que para além de ter vencido os dois períodos (19-14 e 24-18), conseguiu amealhar uma vantagem pontual bastante confortável para abordar o segundo tempo (43-32). Depois de estar a vencer por doze pontos de diferença durante o 3º período (46-34), um parcial de 9-0, favorável ao Algés, colocou a equipa visitante de novo na discussão do resultado (46-43). Um triplo de Hélder Carvalho (12 pontos, 7 ressaltos e 6 roubos de bola) permitia à equipa do Sampaense respirar um pouco, que, apesar de curtas vantagens, liderou até final do quarto (57-52).O último período foi pleno de emoção, equilíbrio e acima de tudo muita luta, com as duas equipas a desejarem alcançar a vantagem na eliminatória. Um triplo de António Pires (8 pontos, 8 assistências e 3 ressaltos), a 3.47 minutos do final, colocava os forasteiros na frente do marcador (67-66), seguiram-se depois, com empates pelo meio, 4 alternâncias no comando do jogo, a última das quais mesmo no final graças a um cesto da autoria de Chris Dowe (16 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências), já que a 17 segundos do fim Francisco Jordão (19 pontos e 5 ressaltos) colocava os algesinos na liderança (72-71).O base norte-americano voltou a ser o melhor marcador do Sampaense, seguido de perto pelo seu compatriota Jovonni Shuler (14 pontos e 4 ressaltos), e Joel Almeida (12 pontos, 4 ressaltos, 3 roubos de bola e 2 assistências).O atleta do Algés Francisco Jordão acabaria por ser o MVP do jogo com 19. 5 de valorização, num jogo em que Diogo Correia esteve muito eficaz e com a mão quente nos lançamentos de três pontos (5/7).
Lusitânia vence na Madeira
Os madeirenses, a jogarem só com jogadores portugueses, resistiram até onde as forças permitiram, mas de uma forma, poder-se-á dizer natural, o Lusitânia impôs a sua qualidade, fazendo uso de uma maior rotação e soluções disponíveis para discutir a vitória no encontro.
O primeiro período foi extremamente equilibrado, com as equipas a chegarem ao fim dos primeiros dez minutos com o marcador em 19-16, favorável aos açorianos. Mesmo sem contar com o seu trio de norte-americanos, a equipa do CAB mostrava-se aguerrida, a defender bem e a mostrar consistência ofensiva. Ao intervalo, a equipa do Lusitânia, sempre com o seu base James Smith a comandar a equipa, liderava o encontro (37-33), mas o bom desempenho de Jorge Coelho, autor de 17 pontos, mantinha os madeirenses na discussão do jogo.No terceiro período, o CAB chegou a estar na frente do marcador (44-42), mas à medida que o tempo avançava, como seria de esperar, o desgaste físico do CAB tornou-se evidente. A ausência de rotação na equipa da casa retirou discernimento aos visitados, bem aproveitado pelos açorianos para alargar a distância no marcador, tendo chegado ao final do 3º período a vencer por 54-46.No quarto e último período, muito embora todo o esforço dos atletas do CAB, a superioridade do Lusitânia nunca foi colocada em causa, com os açorianos a vencerem o primeiro encontro deste playoff (72-61). Os açorianos dominaram a luta das tabelas (37-22), com Marcel Monplaisir (10 pontos e 12 ressaltos) a ser o elemento mais desiquilibrador neste capitulo do jogo. O base do Lusitânia, James Smith (20 pontos, 8 assistências e 3 ressaltos), foi o MVP do jogo com 26.5 de valorização, cujas percentagens de lançamento coletivas (23/59 – 59% de 2 pontos e 6/15 – 40% de 3 pontos) ajudaram a compensar os 20 turnovers cometidos durante o jogo.Quatro jogadores do CAB foram obrigados a jogar os 40 minutos, sendo que o quinto teve apenas oito minutos de descanso. Jorge Coelho, autor de 25 pontos, foi o melhor marcador do encontro, com Fábio Lima a ficar a um ressalto de um duplo-duplo (11 pontos e 9 ressaltos).
Benfica começa a vencer
A excelência do tiro de três pontos durante a 1ª parte por parte dos atuais campeões nacionais aniquilou quase por completo a ambição dos minhotos em tentarem vencer o jogo inaugural de uma eliminatória decidida à melhor de cinco encontros.
O norte-americano Jobey Thomas (26 pontos, 3 assistências e 2 ressaltos) deu durante os primeiros 20 minutos um autêntico recital de como lançar de longa distância. Seria complicado para qualquer adversário manter-se na discussão do resultado, quando do outro lado um jogador converte 8 dos 10 triplos que tentou, sendo que a equipa no total converteu 13 triplos na 1ª parte. Muito mérito para os atiradores encarnados, perante alguma impotência dos jogadores minhotos que em algumas das situações bem contestaram os lançamentos.Um triplo quase do meio campo de Carlos Andrade (6 pontos e 5 ressaltos), de regresso à competição após longa ausência, colocou o resultado em 30-17, favorável ao Benfica, no final do 1º período, com a diferença pontual a avolumar-se até ao intervalo. A equipa de Barcelos bem tentou reduzir a eficácia do tiro de longa distância do adversário, mas os jogadores benfiquistas estavam com a mão quente, e os vinte e seis pontos (58-32) que separavam as duas equipas em tempo de intervalo deixavam antever o vencedor deste encontro.Na etapa complementar, a eficácia das duas equipas equilibrou-se, os minhotos passaram a ter mais paciência ofensiva, alternavam bem o jogo interior, com os lançamentos de fora ou as penetrações em drible, nunca desistindo de correr atrás do prejuízo. Já o Benfica foi inteligente na forma como explorou os seus jogadores, Seth (17 pontos e 6 ressaltos) e Gentry (15 pontos), nas áreas mais próximas do cesto, bem como carregou no ressalto ofensivo. O domínio do jogo foi bem mais repartido durante os segundos 20 minutos do encontro, se bem que nunca tenha sido colocada em causa a liderança encarnada.O norte-americano Jobey Thomas, foi o MVP do jogo com 25 de valorização, voltou a impressionar pela facilidade e eficácia com que atira de três pontos, não denotando qualquer tipo de pressão tendo em conta a fase da temporada em que estamos. O Benfica dominou a luta das tabelas (33-23), conquistou 12 ressaltos ofensivos, conseguiu quase atingir os 50% em lançamentos de 3 pontos (15/31 – 48%), fatores que somados explicam a vitória dos comandados de Carlos Lisboa.O Barcelos foi vítima da tremenda inspiração dos lançadores encarnados, se bem hajam coisas positivas a retirar deste encontro, especialmente no decorrer da segunda parte. Carlos Fechas (13 pontos, 4 assistências e 3 ressaltos) fez um excelente jogo, sóbrio a atacar, e fantástico na defesa a Jobey Thomas durante os segundos 20 minutos. Marco Loncovic (15 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências), passado algum nervosismo inicial, provou que é capaz de marcar cestos nas posições interiores, e Rui Coelho (13 pontos, 4 roubos de bola e 3 assistências) conseguiu ser ofensivo em quase todas as suas ações atacantes.
Vitória adianta-se na eliminatória
O 2º quarto foi o período em que a história do jogo se alterou, com os comandados de Fernando Sá a assumirem em definitivo a liderança do encontro. A linha de lance-livre foi decisiva para o desfecho do encontro, com os vimaranenses a somarem 25 pontos das faltas conquistadas.
No final dos primeiros 10 minutos era a equipa visitante que liderava (19-17), mas o 2º período, mais concretamente a partir da metade do quarto, viria a alterar por completo a marcha do marcador. Depois do empate a 25 pontos a meio do período, o Vitória consegue um parcial de 19-7 até ao intervalo, que lhe permitiu fugir no resultado.A meio do 3º período, a equipa da casa consegue fazer subir a diferença pontual até aos vinte pontos (60-40), uma diferença que se manteve quase inalterável até à entrada do derradeiro quarto (65-46). Nos últimos 10 minutos a equipa vareira não foi capaz de voltar a entrar a na discussão do resultado, e só nos minutos finais do encontro o resultado voltou a aproximar-se um pouco. Foram cinco os atletas do Vitória a terminarem o encontro com 10 ou mais pontos, sendo que José Silva foi o mais produtivo com 19, seguido de perto por Ismael Torres com 17 e Paulo Cunha (6 ressaltos, 3 assistências e 3 roubos de bola), MVP do jogo com 21 de valorização, com 15 pontos. A dupla composta por Miguel Miranda (14 pontos, 7 ressaltos e 4 assistências) e Sergi Brunet (12 pontos, 9 ressaltos e 2 assistências) esteve em bom plano, se bem que tenham contribuído para os 20 turnovers cometidos pela Ovarense neste jogo. De referir que a formação de Ovar não contou com o seu habitual base José Barbosa, sendo conhecida a sua preponderância nas movimentações ofensivas da equipa, bem como nos ritmos de jogo que marca.
Sub-18 vencem torneio
Depois da vitória na meia-final frente à equipa do Real Canoe (80-54), os jovens portugueses bateram no jogo da final o Estudiantes de Madrid por 80-59. Com apenas quatro dias de trabalho, a equipa portou-se bastante bem, ainda que haja um longo caminho a percorrer de forma a que a equipa se apresente no próximo Europeu da forma mais competitiva possível.
O estágio começou com quinze jogadores e, embora o tempo de trabalho tenha sido curto, os jogadores foram incansáveis na tentativa de assimilarem o máximo de informação possível. A entrega foi total, bem com a disponibilidade mental para trabalharem, embora se tivesse sentido a sobrecarga de esforço a que a grande maioria está sujeita nesta fase da temporada.Apesar de todo o esforço e empenho do grupo de trabalho, dois jogadores, Benvindo Mendes e Hugo Pereira, não acompanharam a equipa a Espanha, embora nesta fase nada esteja decidido relativamente às escolhas finais.No jogo da meia-final, e depois de uma primeira parte equilibrada, a equipa conseguiu melhorar do ponto de vista ofensivo, nomeadamente no tiro exterior. O dinamismo ofensivo da equipa, sempre a procurar o melhor jogador em condições para atirar ao cesto, bem como o controlo da tabela defensiva, permitiram que o resultado naturalmente se fosse desnivelando.A história da final não foi muito diferente, ainda que neste jogo a circulação da bola no ataque, assim como a concentração, especialmente nos primeiros 20 minutos, não tenha sido a ideal. A equipa revelou alguma ansiedade, ter em conta a estreia de alguns atletas a este nível, não foi capaz de marcar os ritmos do jogo, e sentiu dificuldades na defesa do 1×1. Assim que elevou a sua intensidade defensiva, cumpriu com o plano de defesa dos bloqueios diretos e conseguiu melhores leituras ofensivas, a diferença pontual que separava as duas equipas disparou.O objetivo primordial foi conseguido, observar o grupo dos 15 jogadores, proporcionar-lhes minutos e experiência internacional, sem que isso tenha significado comprometer a vertente desportiva. Naturalmente que serão tiradas ilações para o futuro, sendo que este estágio servirá de base para o trabalho final do verão, tendo em vista a participação da equipa no Campeonato da Europa – Divisão B, que se irá disputar em Sófia, Bulgária.O atleta Diogo Brito foi distinguido como o melhor marcador do torneio, mas a vitória foi coletiva, em que fizeram parte os seguintes jogadores: Carlos Cardoso, João Oliveira, Pedro Oliveira, Filipe Ferreira, João Silva, João Lucas, Guilherme Pires, Diogo Araújo, Miguel Ferrão, Pedro Rodrigues e Jorge Pires.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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