Artigos da Federaçãooo
Campeãs superam Lombos
A equipa liderada por Ricardo Botelho controlou sempre a marcha do marcador, conseguiu aumentar distâncias no início do 4º período e só nos instantes finais o conjunto de Carcavelos conseguiu fazer baixar a diferença para as unidades.
Entrou forte no jogo a equipa da casa, que rapidamente chegou a uma diferença na casa das dezenas (14-4). Conseguiu recompor-se a formação visitante, melhorou significativamente a sua prestação nos dois lados do campo até final do 1º período, altura em que perdia por seis pontos (18-12). Durante o 2º quarto, foi novamente o Sportiva a dilatar a vantagem (23-14), mas novamente uma boa reação dos Lombos permite-lhe colocar-se à distância de quatro pontos (24-28) em tempo de intervalo.
Durante o 3º período, as açorianas controlaram sempre a marcha do marcador, mas sem nunca conseguirem largas vantagens, até porque a diferença foi sempre na casa das unidades. À entrada do quarto de todas as decisões, o conjunto da ilha de S. Miguel vencia por 44-35, chegando mesmo à vantagem máxima (52-38) à passagem do 33º minuto. Só à entrada do último minuto, e depois de um triplo convertido por Artémis Afonso, os Lombos conseguem fazer baixar a diferença para um digito apenas (53-60), mas o tempo já era curto para tentar a reviravolta no marcador.
As campeãs nacionais dominaram a luta das tabelas (33/17), razão pela qual dobraram os eu adversário em pontos conseguidos em segundos lançamentos (10-5), e conquistaram um número superior de lances-livres, onde mostraram bem mais eficazes (16/22 – 73% vs 1/8 – 13%). A linha de três pontos foi bastante mais ameaçadora para a Quinta dos Lombos (6/16 – 38% vs 2/15 – 13%), mas nem o facto de ter contado com uma ajuda muito positiva do seu banco (25 pontos) conseguiu evitar a derrota nesta deslocação à ilha de S. Miguel.
Mais uma boa prestação de Ashley Bruner (14 pontos e 11 ressaltos) na equipa do Sportiva, onde ainda se destacaram Milica Ivanovic (12 pontos e 5 ressaltos) e Tamara Milovac (12 pontos e 5 ressaltos).
O técnico da Quinta dos Lombos, José Leite, não contou com Sónia Reis para este encontro, e viu Artémis Afonso, autora de 13 pontos, ser a melhor marcadora da equipa. A norte-americana Alexandria Harden (10 pontos e 3 ressaltos) acabou igualmente o jogo na casa das dezenas em pontos marcados.
Maia Basket bate Eléctrico
A boa eficácia dos maiatos nos lançamentos de curta e média distância, bem como o domínio exibido nas áreas próximas do cesto, ditaram o triunfo da formação da Maia. Embora só no 4º período o conjunto de Ponte de Sor tenha cedido em definitivo, já que nos primeiros três períodos, embora sempre com ascendente dos visitados, o jogo manteve-se sempre fechado.
A 1ª parte do encontro foi marcada por um ligeiro ascendente dos maiatos, sobretudo pelo facto de ter estado melhor nos minutos finais da mesma. Depois de ter estado na frente grande parte do tempo, o conjunto de Ponte de Sor chegou ao empate a 25 pontos já no decorrer do 2º período. A meio do quarto, o marcador registava um resultado idêntico, empate a 29 pontos, mas nos últimos 5 minutos a equipa da casa conseguiu fugir ligeiramente no resultado (45-37).
Sempre que foi possível os maiatos exploraram o contra-ataque (14 pontos), bem como tiraram partido do facto de terem estado muito certeiros nos lançamentos de curta e média distância (17/23 – 74%), que lhes valeu o domínio na área pintada (30 vs 16 pontos). O Eléctrico ainda assim conseguia manter o jogo fechado, sobretudo pelo bom aproveitamento revelado da linha de três pontos (5/10).
O inicio do 2º tempo não trouxe nada de novo ao jogo, já que foi a equipa da casa a liderar sempre a marcha do marcador, se bem que nunca tenha ultrapassado a marca das unidades. Os alentejanos chegaram a estar a perder por oito pontos (52-60), mas no final do quarto, embora continuassem atrás, tinham o jogo perfeitamente em aberto (58-63).
Mas um arranque em falso por parte dos forasteiros no quarto de todas as decisões, parcial de 4-14, colocava a equipa de Ponte de Sor numa situação bem mais complicada a meio do período (62-77). O Maia Basket na etapa complementar quase não perdeu eficácia a lançar de dois pontos (31/44 – 71%), algo que está diretamente ligado ao domínio absoluto dos maiatos na área pintada, onde conseguiram somar 60 pontos, bem superior aos 38 conseguidos pelo seu adversário.
Os 35 pontos vindos do banco foram igualmente importantes para o sucesso do Maia Basket, que teve em Mads Rasmussen (29 pontos, 9 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola) a sua principal figura do encontro. Paulo Diamantino, autor de 24 pontos e 3 ressaltos, foi referencia interior do ataque maiato.
A pontaria dos alentejanos, sem terem estado mal, decaiu no 2º tempo (9/23 – 39%), e nem o facto de terem conquistados mais ressaltos ofensivos (13 vs 9) e lances-livres (23 vs 13) valeu à equipa visitante. O base, Tiago Pinto (22 pontos, 2 ressaltos e 2 assistências), foi o melhor marcador do Eléctrico FC, num jogo em que Mário Neves somou um duplo-duplo (13 pontos e 11 ressaltos).
CAB sonha com playoff
A pontaria revelada pelos insulares nos primeiros 20 minutos do encontro foi determinante para a construção de uma vantagem pontual confortável, que depois geriram de uma forma mais ou menos tranquila na etapa complementar.
A eficiência atacante do CAB nos primeiros vinte minutos ditou a diferença pontual que se registava ao intervalo (57-32). Os madeirenses estiveram muito bem no capítulo do lançamento, tanto de dois (14/18 – 78%), como de três pontos (7/11 – 64%), bem como aproveitaram os erros do adversário (9 turnovers) para somar pontos fáceis (16 pontos). Os 13 pontos convertidos pelos insulares em situações de contra-ataque ajudam a explicar o domínio na área pintada (28 vs 8 pontos), bem como o bom aproveitamento no capítulo do lançamento.
Os vimaranenses faziam do tiro de longa distância a sua principal arma ofensiva (5/7 – 71%), já que nas áreas mais próximas do cesto revelavam imensos problemas para colocar a bola dentro do cesto (6/20 – 30%). Pese embora o excelente contributo do banco durante o 1º tempo (21 pontos), os comandados de Fernando Sá foram para o descanso com uma desvantagem considerável.
No recomeço da etapa complementar, e apesar de o Vitória ter conseguido somar mais pontos em zonas próximas do cesto, e de ter estado melhor a recuperar defensivamente, o enorme acerto do CAB nos tiros de dois pontos permitia aos madeirenses manter estável no final do período a diferença pontual que separava as duas equipas (75-49).
Indiferente ao resultado, o Vitória entre forte no derradeiro quarto, parcial de 11-2, mas ainda assim a meio do período continuava a perder por uma diferença de dezassete pontos (60-77). Os turnovers, a perda de eficácia no lançamento, e sete pontos consecutivos do Vitória, colocam os forasteiros à distância de doze pontos (67-79) quando faltavam 2.39 minutos para o final. Uma almofada pontual cómoda de gerir, e apesar de terem visto o adversário baixar a diferença para a casa das unidades á entrada do último minuto do jogo (72-81), o CAB nunca chegou a sentir em perigo o comando de um jogo que comandou e dominou sempre.
O CAB, sem ter sido capaz de manter as fantásticas percentagens de lançamento do 1º tempo, terminou o jogo a ser melhor nesse capitulo do jogo (56% vs 49%), e não perdeu a sua superioridade nas áreas mais próximas do cesto (44 vs 26 pintado). O norte-americano Deandre Mays (26 pontos e 6 assistências) mostrou que ainda pode ser útil ao CAB, já Jovonni Shuler (24 pontos, 6 roubos de bola, 3 assistências e 2 ressaltos) e Fábio Lima (18 pontos, 6 ressaltos, 3 assistências e 2 roubos de bola) melhor marcador da 1ª parte com 16 pontos, voltaram a ser decisivos.
Os onze triplos convertidos (52%) pelo Vitória, e os 34 pontos somados por jogadores que saíram do banco, não evitaram o desaire nesta deslocação à Madeira. João Guerreiro, esteve muito bem na 1ª parte (15 pontos), foi o melhor marcador dos vimaranenses com 20 pontos, seguido depois por Pedro Pinto, que terminou o encontro com 14 pontos, 5 assistências e 3 ressaltos.
Barreirense triunfa na Figueira
Com este triunfo sobre o Casino Ginásio, a formação do Barreiro ascendeu à 2ª posição, a par do Belenenses, do Grupo B do campeonato da Proliga, e está a agora a uma vitória de distância do 1º classificado, o Esgueira/OLI, que nesta jornada venceu facilmente o Estoril Basket por 87-47.
Os primeiros 20 minutos foram inteiramente dominados pelo conjunto da margem sul, que já perto do intervalo lideravam confortavelmente por uma diferença de dezasseis pontos (36-20). A equipa liderada por António Paulo geriu até ao limite durante a 2ª parte a vantagem amealhada, e só um triplo de José Costa, a 26 segundos do final do tempo regulamentar, impediu que o Barreirense tivesse resolvido o jogo mais cedo.
Nos 5 minutos suplementares, foi novamente a equipa do Barreiro, beneficiando de 5 pontos consecutivos, a fugir no marcador (76-71), mas voltaria a complicar perto do final. Marco Gonçalves, ao falhar o 2º lance-livre a seis segundos do final, desperdiçou a oportunidade de voltar a empatar a partida (75-76), isto depois de José Costa também ter convertido apenas um de dois lances-livres. Kevin Coronel fechou o jogo igualmente da linha de lance-livre, de nada valendo o último triplo em desespero do Casino Ginásio.
As duas equipas não estiveram particularmente inspiradas a lançar de longa distância, e no pintado o Barreirense revelou-se mais concretizador (42 vs 32 pontos). Bem como se mostrou mais aproveitador dos erros adversários, já que somou 23 pontos dos turnovers do Casino Ginásio. Daniel Margarido somou mais um duplo-duplo (15 pontos e 13 ressaltos), num jogo em que Kevin Coronel (9 pontos e 9 ressaltos) ficou próximo de também o conseguir, e Alexandre Coelho (17 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências) contribuiu em várias áreas do jogo.
O poste Marco Gonçalves (22 pontos, 19 ressaltos e 5 roubos de bola) brilhou nos dois lados do campo, mas nem com a ajuda de José Costa (24 pontos, 6 assistências e 3 roubos de bola) e Daniel Gil (9 pontos, 11 ressaltos e 3 assistências) conseguiu evitar a derrota.
Terceira ganha derby açoriano
Depois de algum ascendente dos visitantes no quarto inicial, a equipa comandada por Daniel Brandão não só deu a volta ao resultado durante o 2º período, como conseguiu fugir na marcha do marcador. A 2ª parte pertenceu toda à equipa da casa, que com este triunfo continua confortavelmente colocada na 2ª posição do Grupo A do campeonato da Proliga.
Os cinco minutos iniciais foram de muito equilíbrio e um triplo de Jarvis Davis dava a liderança (15-14) aos forasteiros à passagem do 6º minuto. Até final do período o AngraBasket, ainda que sempre por curtas vantagens, conseguiu manter-se na frente do marcador (22-19).
Até ao empate a 24 pontos o jogo manteve a mesma toada no 2º período, mas seis pontos sem resposta por parte da equipa da casa, permitiam ao Terceira afastar-se no marcador. Kravtsov com um triplo reduz a diferença (27-30), Miguel Romão responde na mesma moeda, e novo triplo desta de Mathew Smith fixa o resultado final da 1ª parte em 42-30 favorável aos visitados.
Fernando Ferreira esteve com a mão quente da linha de três durante o 3º período, que a juntar aos pontos de Ek Viana fizeram com que a diferença pontual disparasse para mais de vinte pontos (63-42). O Terceira Basket foi mais eficiente a lançar ao cesto (47% vs 34%), jogou de uma forma mais coletiva (19 vs 7 assistências), e dobrou a pontuação (36 vs 18) do adversário no pintado.
O melhor marcador do encontro acabou por ser Fernando Ferreira, com 19 pontos, a que juntou 5 ressaltos e 2 roubos de bola. Destaque ainda na equipa do Terceira para o duplo-duplo (14 pontos e 11 ressaltos) registado por Eki Viana.
O norte-americano, Jarvis Davis (15 pontos, 7 ressaltos e 2 assistências), protagonizou uma exibição positiva, tal como Kravtsov (12 pontos e 4 ressaltos) na formação do AngraBasket.
«Mais disciplina ofensiva»
A equipa encarnada não esquece que perdeu a Taça Hugo dos Santos para os azuis e brancos e sabe o que tem de fazer para ganhar o jogo.
Na última vez que o SL Benfica defrontou o FC Porto o resultado não foi positivo, custando aos encarnados uma Taça e interrompendo uma série recorde de títulos conquistados consecutivamente. Nuno Oliveira reconhece mérito ao adversário e, mesmo sem ter feito um jogo bem conseguido, relembra que os encarnados discutiram a vitória até final. “A final da Taça Hugo dos Santos foi um jogo equilibrado que podia ter ‘caído’ para qualquer equipa. O FC Porto, como vencedor, teve mérito na forma como nos derrotou, apesar de não termos estado ao nosso melhor, principalmente a nível ofensivamente", recorda o jogador da equipa da Luz.
Os atuais campeões nacionais voltam este fim de semana ao Dragão Caixa, um pavilhão onde já perderam esta temporada, e por números expressivos. No entanto, o atleta encarnado relembra que o jogo esteve fechado até ao derradeiro quarto. O Benfica tem sentido algumas dificuldades nos confrontos com os azuis e brancos para fazer pontos, algo que está diretamente relacionado com o capitulo do lançamento, segundo Nuno Oliveira: “No último jogo no Dragão Caixa entrámos para o último período com o jogo taco-a-taco e fizemos um 4º período desastrado, o que ditou a derrota por números expressivos. Tanto nesse jogo como nos outros temos criado boas situações de lançamento. Apesar disso temos feito baixas percentagens e é algo que queremos melhorar.”
Tal como em qualquer partida, o Benfica quer sempre controlar a intensidade a que o jogo se desenrola. Mas isso não significa, segundo a opinião de Nuno Oliveira, que o FC Porto tenha conseguido tirar vantagens a jogar em contra-ataque ou campo aberto: “Em todos os jogos queremos impor o ritmo de jogo do início ao fim, mas nem sempre isso é possível. Não penso que a recuperação defensiva tenha sido um fator preponderante nos últimos jogos com o FC Porto.”
É um facto que tem faltado algo nos últimos confrontos com o FC Porto para que o Benfica consiga superiorizar-se ao rival. As duas equipas têm sido equivalentes a jogar 5×5 em meio campo, e Nuno Oliveira destaca alguns aspetos que poderão marcar a diferença nos movimentos ofensivos dos dois conjuntos: “Temos de ser mais disciplinados do ponto de vista ofensivo, executar melhor o que trabalhamos durante a semana. Se conseguirmos fazê-lo, a eficácia da equipa irá com certeza subir. Defensivamente temos seguido o plano de jogo e temos de continuar a ser voluntariosos, de modo a conseguir parar os principais pontos fortes do FC Porto. Temos de repetir os excelentes desempenhos que tivemos nas duas vitórias que já tivemos esta época sobre o FC Porto – fortes defensivamente e disciplinados a atacar.”
O SL Benfica vai determinado em marcar uma posição no Dragão Caixa e tentar garantir o mais cedo possível o 1º lugar deste Grupo A de forma a ficar em vantagem para abordar o playoff. Uma meta que está perfeitamente ao alcance dos atuais campeões nacionais e que não depende exclusivamente do resultado deste encontro. “Queremos garantir o 1º lugar desta segunda fase, no entanto encaramos esta partida como qualquer outra. Com a vitória aumentamos a vantagem para o 2º classificado, o que é bastante importante nesta fase do campeonato.”, afirma o basquetebolista das "águias".
“A defesa é a chave”
Num fim de semana de jornada dupla, Rita Santos e restantes companheiras recebem a visita da Quinta dos Lombos e SL Benfica. Dois jogos que as atuais campeãs nacionais esperam vencer, até porque a atleta açoriana não esconde que o grupo quer trabalhar na frente, a fase regular. Como em todos os jogos, Rita aponta a defesa como sendo a chave para que o Sportiva continue a ter sucesso até final desta fase da competição.
O União Sportiva acabou por disputar a final da Taça de Portugal frente a um adversário, que surpreendeu na outra meia final. “Sendo uma final, abordamos sempre da mesma forma- ganhar- independentemente do adversário que nos calha. O facto de termos entrado bem e os lançamentos estarem a sair deu-nos confiança para o resto do jogo.”
A meia-final foi extremamente disputada, perante um adversário que as açorianas voltam a encontrar este sábado. “A defesa é a chave para ganhar qualquer jogo e este não foge à regra”. Para Rita Santos a luta nas áreas próximas do cesto vai ser determinante, até porque as duas equipas têm soluções e qualidade nas atletas que jogam nessas posições. “Os Lombos têm um jogo interior muito forte, assim como nós, portanto, como na Taça, será um jogo equilibrado”.
No domingo, o clube da ilha de S. Miguel defronta o SL Benfica, uma equipa reforçada desde a última vez que se cruzaram. Rita reconhece que nesta fase da temporada, o Benfica é um adversário com mais opções e mais equilibrado. E embora a norte-americana Callon Taylor seja a melhor marcadora da equipa não vai alterar a forma de defender das atuais campeãs nacionais. “O Benfica é uma equipa jovem, que tem boa percentagem de lançamento e que guia o seu jogo em torno disso. A nova aquisição trouxe à equipa mais soluções, tornando-as mais fortes no ataque. Todas as que estão em campo merecem a sua devida atenção não tirando, dessa forma, mérito a ninguém nem o dando.
Terminar a fase regular na frente é o objetivo mais imediato do Sportiva, embora a atleta aponte mais do que um candidato para essa luta em particular. “Para qualquer equipa é importante acabar a fase regular em primeiro pois permite jogar em casa com o apoio do seu público. Penso que será uma disputa a 3, tendo em conta que só dependemos de nós”.
“É sempre importante e especial vencer o Benfica”
O mais recente duelo foi favorável aos dragões (69-68) e valeu a conquista da Taça Hugo dos Santos, mas Moncho López acredita que a história deste jogo será diferente. Atribuindo maior dose de favoritismo aos encarnados, o treinador portista, em declarações ao site oficial do clube, assume que quer vencer, mesmo sabendo reconhecendo que muito dificilmente chegará ao 1º lugar do Grupo A. Para repetir o sucesso o técnico espera da sua equipa empenhamento, atitude positiva e mentalidade ambiciosa. André Bessa partilha o desejo de sucesso e não esconde que o grupo está preparado para bater novamente os benfiquistas. O capitão não esconde que vencer o Benfica é sempre especial, e este jogo é mais uma oportunidade para provar que os azuis e brancos estão em condições de contestar a hegemonia revelada pelo benfiquistas nas últimas temporadas.
“Imagino que, para o Benfica, estes também são jogos especiais. Uma equipa que ganhou tanto nos últimos anos tem a obrigação de continuar a vencer. Com um plantel tão forte, não pode encarar nenhum jogo sem assumir o papel de favorito. Depois, há as outras tais circunstâncias de um FC Porto-Benfica e cada jogo é uma história diferente, independentemente do que está para trás e do que vai acontecer. É um jogo especial, altamente motivante para quem está e faz parte dele, para as massas associativas dos dois clubes”, afirmou Moncho López, que considera complicado tirar a liderança do Grupo A aos lisboetas, à distância de três pontos: “Honestamente, é difícil tirar o primeiro lugar ao Benfica. Acho que, dada a diferença pontual, se eles fizerem o que é normal ou expectável, dificilmente o primeiro lugar lhes fugirá das mãos. Evidentemente, temos a responsabilidade de tentar vencer este jogo”.
Reconhecendo as “dificuldades” sentidas em todos os desafios já realizados com o Benfica até agora, Moncho López disse que é “natural que ambas as equipas técnicas” olhem com particular importância para o encontro mais recente. Para este, “há que fazer muitas coisas para conseguir ganhar”, até porque, “quando achamos que somos mais bonitos e que jogamos melhor do que os outros, o nosso rendimento é paupérrimo, lamentável”. O técnico espanhol deixou o aviso à equipa, mas não poupou nos elogios à forma como esta tem encarado os jogos contra o Benfica, pedindo uma “mentalidade de muita ambição” perante “um adversário forte”.
“Quero que a equipa assuma a responsabilidade de querer vencer, de tentar vencer um jogo que é importante para nós, por ser um clássico, porque é em nossa casa. Se já vencemos o Benfica, foi porque fizemos um muito bom trabalho, inclusive na preparação para estes jogos, pois as semanas que os antecedem são de muito treino e concentração. No jogo, o Benfica coloca-nos muitos problemas, aos quais temos respondido com uma atitude muito positiva para resolvê-los em campo. A equipa tem tido um comportamento excelente e quero que mantenha essa mentalidade de muita ambição, compreendendo que está a defrontar um adversário forte”, finalizou Moncho López.
O capitão portista, André Bessa, ressalvou o facto de ser um jogo frente ao “eterno rival” e deu voz à “confiança” da equipa para o quinto clássico da temporada: “Preparamos todos os jogos para vencer e este é mais um. É o nosso eterno rival mas estamos preparados para o que aí vem. Já os vencemos e vamos preparar bem o jogo, mas sabemos que se estivermos ao nosso nível podemos vencê-los outra vez. É sempre importante e especial vencer o Benfica, porque é um clássico e porque é a equipa que tem dominado o basquetebol português nos últimos anos. Já conquistámos um título e quebrámos uma série de 11 troféus consecutivos do Benfica. Temos confiança e sentimos que podemos ganhar. Todos os jogos são especiais, mas jogar contra o Benfica tem uma transcendência maior”.
Vitória beneficia de uma boa 1ª parte
A formação de Guimarães construiu durante o 1º tempo uma almofada pontual confortável, que depois geriu sem grandes sobressaltos durante a etapa complementar.
Se no quarto inicial a superioridade dos vimaranenses não foi muito vincada (22-17), o facto de ter dobrado a pontuação do Maia Basket durante o 2º período (26-13), colocou o Vitória numa posição muito mais confortável em tempo de descanso (48-30).
A 2ª parte foi bastante mais equilibrada, acabando mesmo por ser os maiatos a terminar o encontro com uma percentagem de lançamentos de campo superior (44% vs 39%). O conjunto da Maia conseguiu mesmo, a 3 minutos do final, encostar o resultado a oito pontos de distância (60-68), mas sete pontos consecutivos dos vitorianos “mataram” em definitivo o jogo.
Os comandados de Fernando Sá estiveram perfeitos da linha de lance-livre (19/19), souberam tirar partido dos 22 turnovers cometidos pelos maiatos (22 pontos), até porque no pintado os visitantes estiveram melhores (20 vs 16 pontos).
O extremo, João Balseiro, autor de 17 pontos e 6 ressaltos, foi o melhor marcador do Vitória, seguido de perto por Nebojsa Dukity (15 pontos, 6 ressaltos e 4 assistências) e por Ervin Kiley (14 pontos, 8 ressaltos e 2 assistências).
O melhor marcador do encontro, com 18 pontos, acabou por ser o atleta do Maia Basket, Rui Costa, num jogo em que a dupla formada por Mads Rasmussen (10 pontos e 2 ressaltos) e David Gomes (8 pontos e 13 ressaltos) mostrou que acrescenta soluções.
«Experiência é um trunfo»
E é fazendo uso dessa mais-valia que a formação de Alcântara conta surpreender o Dragon Force, no Porto, uma partida que está agendada para as 18h30 de domingo.
A equipa tem estado muito bem nesta segunda fase do campeonato da Proliga. Mostra-se muito mais consistente e isso traduz-se em vitórias. Alguma explicação ou mudou alguma coisa para que se tornassem mais regulares?
Sabíamos que chegando a esta fase do campeonato teríamos que melhorar aguns aspetos para assumirmos o objetivo de ficar nos quatro primeiros lugares e assim podermos lutar para a subida à Liga. Penso que um dos principais fatores para o bom desempenho da equipa nesta segunda fase tem sido o maior investimento no plano de jogo, preparando-nos durante a semana para os pontos fortes e fracos de cada adversário e a melhor maneira de os explorarmos. Na primeira fase nunca estivemos na máxima força, pois fomos afetados por muitas lesões e foram raros os jogos e treinos em que contámos com todos os jogadores, tornando-nos bastante inconsistentes. Nesta segunda fase, e com todos disponíveis, sentimo-nos a melhorar de jogo para jogo e o entrosamento começa a ser notório.
Na sua opinião, de que forma o Atlético tem conseguido ser superior aos seus adversarios nos jogos do Grupo A?
Temos sido superiores, pois temos conseguido aliar a grande experiência dos jogadores mais velhos com a irreverência dos mais novos. Temos uma equipa bastante ampla e completa em todos os sectores, sendo que a rotatividade da equipa não nos baixa o nível de jogo, permitindo-nos assim aumentar o ritmo e a intensidade a que jogamos, tanto a nível defensivo como ofensivo. E quando assim é tornamo-nos uma equipa muito dificil de controlar. Em relação ao ano passado, a equipa sofreu algumas alterações e isso refletiu-se no início da epoca e explica também a tal inconsistência demonstrada na primeira fase. Mas como disse em cima, estamos bastante mais entrosados e assimilar melhor as ideias do treinador e isso tem-se refletido em campo.
Têm consciencia de que vencer no Dragão Caixa no próximo fim-de-semana seria um passo importante para garantir um lugar entre os quatro primeiros desta fase. Será que, mais do que nunca, a experiência do grupo de trabalho pode ser importante e fazer a diferença neste tipo de jogos?
Claro que sim! Temos uma equipa muito experiente, com jogadores que já jogaram ao mais alto nivel, e isso é sem dúvida um dos nossos principais trunfos neste campeonato. O Dragon Force está a lutar pelos mesmos objetivos do que nós e por isso temos plena consciencia de que uma vitória no Dragão Caixa seria um grande passo para atingirmos um lugar nos quatro primeiros desta fase. Apesar de ser constituida por jogadores novos, o Dragon Force é uma equipa experiente e habituada a jogar com a pressão de ganhar, pelo que esperamos um jogo muito equilibrado e decidido nos pequenos detalhes.
Apontaria o jogo exterior do Dragon Force como sendo o seu ponto mais forte? Ou destacaria mais alguma área do jogo em que seja um adversário complicado?
Durante a semana temos estudado ao pormenor os pontos fortes e fracos do Dragon Force. Obviamente que o seu jogo exterior é conhecido e vamos estar preparados para o contrariar. Mas gostaria também de destacar a grande intensidade que impõem durante os 40 minutos, bem como a organização, tanto defensiva como ofensiva, que apresentam e que cria grandes dificuldades a todas as equipas que defrontam.
Já agora, o duelo de bases entre as duas equipas promete. Quem levar a melhor neste frente a frente reúne de imediato mais condições para poder vencer?
O Dragon Force tem excelentes bases e se conseguirmos condicioná-los obviamente que será um ótimo ponto de partida para vencermos o jogo, mas os duelos das outras posições (extremos e postes) terão igual importância e influência no resultado final, pelo que a concentração de todos é fundamental para sairmos do Dragão Caixa com uma vitória. Antevê-se um grande jogo!
«Decidimos não fazer contas»
E este fim-de-semana tem dois encontros muito importantes em casa: sábado, às 15 horas, com o Guifões e domingo, às 15h30, com o Sampaense.
Se lhe pedisse para fazer um balanço do desempenho da equipa, acha que reunia condições e potencial para ter ficado no Grupo A? Têm condições para garantir a manutenção na Proliga?
O balanço que faço do nosso desempenho durante esta época só pode ser negativo, não tendo correspondido às expectativas, especialmente depois de um óimo começo no Troféu António Pratas. Temos tido imensos problemas em conseguir treinar conjuntamente o que, aliado a alguma falta de sorte e desaires consecutivos no início do campeonato em jogos muito disputados, formaram uma bola de neve de derrotas difícil de ultrapassar. Por esse motivo, não podemos ser verdadeiros merecedores de estar presentes no Grupo A, embora tenhamos a noção de que temos as peças necessárias para ser uma das melhores equipas da competição. Não posso também deixar de demonstrar o meu total desagrado por este modelo competitivo que em nada beneficia a nossa modalidade e a competição da Proliga em específico.
Os últimos resultados da Academia são um sinal de que a equipa está a subir de rendimento e a atravessar um bom momento?
Significa que finalmente começámos a reagir face aos inúmeros obstáculos que temos enfrentado durante a época, esperando não ser tarde demais.
O que mudou na equipa e ditou estes últimos resultados positivos?
Aumentámos a nossa agressividade defensiva. Não podemos permitir que os adversários sejam mais agressivos do que nós em qualquer momento do jogo.
Algum tipo de pressão acrescida pelo facto deste fim de semana poder ditar qual irá ser o futuro da Academia na competição? Ou sentem apenas o desejo e ambição de provar que são merecedores de se manter na Proliga?
Não acredito que haja qualquer tipo de pressão acrescida. Decidimos não fazer contas, nem estar preocupados com os resultados das outras equipas pois é algo sobre o qual não temos qualquer tipo de controlo. A nossa abordagem é jogo a jogo, tentar ganhar o máximo possível de partidas e no final logo se verá se foi ou não suficiente para a manutenção.
Já defrontaram nesta fase Guifões (67-72) e Sampaense (73-74) e perderam os dois encontros, ainda que por curtas vantagens. Consegue identificar os problemas sentidos em cada um dos jogos e que têm de ser melhorados de forma a alterar o desfecho final?
O Guifões tem uma equipa muito jovem e agressiva, e foi exatamente nesse aspeto que nos superou no primeiro jogo. Já com o Sampaense, o jogo foi muito disputado até aos últimos segundos, onde predominaram os erros e distrações de parte a parte, pelo que temos de estar mais focados. Concentração e agressividade serão provavelmente os pontos mais importantes para este fim de semana.
União Sportiva conquista Taça de Portugal feminina
Parabéns para todos os intervenientes nesta Final Four que animou a cidade de Coimbra!
Num bom fim de semana para a propaganda da modalidade, o SportivaAzoresAirlines estreou-se a ganhar a Taça de Portugal, graças ao triunfo sobre o Olivais/UrgiCentro-SAN por 74-51.
Com as bancadas do Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia, em Coimbra, bem compostas, e pese um início de jogo algo equilibrado, o Sportiva tomou conta das operações, revelando maior acerto na hora de lançar ao cesto. Numa partida durante a qual as jogadoras foram inexcedíveis, a equipa açoriana começou a descolar no marcador a partir do meio do 1.º período, quando atingiu o resultado de 11-5, sendo que logo aí as bases para aquilo que seria o desafio foram lançadas. Um Sportiva forte no jogo exterior – 58% de eficácia da linha de 3 pontos – a contrastar com o maior número de falhanços evidenciado pelo Olivais.
A agressividade defensiva exibida pelo Sportiva foi importante para travar o ímpeto do adversário, o que se refletiu em vário turnovers, principalmente no segundo quarto. Foi neste período que a vantagem açoriana se foi avolumando, com algumas atletas em destaque ao não perdoarem os erros ofensivos de um Olivais muito apoiado por entusiastas adeptos. fixando o marcador em 47-26 à entrada para o intervalo.
No regresso dos balneários, a formação de Coimbra entrou disposta a inverter o rumo dos acontecimentos, reduzindo distâncias (48-33), mas os triplos iam caindo para o Sportiva, o que originou uma nova e irreversível fuga das insulares. A equipa comandada por Ricardo Botelho passou então a gerir o desafio, nunca deixando de proporcionar bons momentos.
O quarto período acabou por se desenrolar de uma forma tranquila, numa altura em que o resultado final já estava traçado, com o mesmo a situar-se em 74-51, terminado jogo decisivo. Pelo Sportiva há a realçar, em termos individuais, o desempenho de várias basquetebolistas, com destaque para Felicite Mendes (16 pontos e 4 ressaltos), Milica Ivanovic (15 pontos e 5 ressaltos) e Shaqwedia Wallace, que obteve os mesmos números da sua colega sérvia. Por seu turno, em relação ao Olivais, de salientar os 19 pontos e 6 ressaltos de Jasmine Crew, além da exibição de Brittany Hodges (16 pontos e 9 ressaltos).
O basquetebol saiu privilegiado depois deste confronto, com o Olivais a merecer elogios pela forma como encarou esta prova, aproveitando o fator casa para proporcionar grandes momentos. Parabéns para o União Sportiva por esta importante conquista, mas também para todos os restantes intervenientes ao longo do fim de semana.
Viva o basquetebol!
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Legenda
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Miguel Maria
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