Artigos da Federaçãooo
Oliveirense bate minhotos
A Oliveirense, após um triplo do Barcelos, comandou sempre a marcha do marcador, e no final do 1º período já vencia por oito pontos de diferença (23-15). Ao intervalo a vantagem era de quatro pontos (38-34), mas rapidamente subiu no recomeço da etapa complementar (45-34), com a maior diferença a registar-se a 3.15 minutos do final do 3º período (52-39).
A formação de Barcelos não se entregou e a sete minutos do fim do jogo perdia pela diferença mínima (55-56). Foi então que novo parcial de 7-0, favorável à equipa da casa, permitiu que a Oliveirense respirasse um pouco mais de alívio (63-55). A 1.22 do final a vantagem tinha-se esfumado para três pontos (67-64), a que se seguiu mais de um minuto em que ambas as equipas não conseguiram converter qualquer cesto, somando erros. Pejic, a 6 segundos do final, ainda fez da linha de lance-livre o 65-67, mas falhou o segundo lançamento, com a Oliveirense a garantir o ressalto defensivo.
Os comandados de José Ricardo venceram a luta das tabelas (35/28), conquistaram 11 ressaltos ofensivos, o que ajuda a explicar em parte o domínio no pintado (32 vs 22 pontos). A Oliveirense somou 20 pontos a partir dos turnovers cometidos pelos barcelenses, contando com a dupla formada por Sergi Coll (19 pontos, 11 ressaltos e 2 assistências) e James Ellisor (15 pontos, 4 ressaltos e 2 assistências) muito inspirada.
Os visitantes estiveram muito bem da linha de lance-livre (13/15 – 87%), bem como tiveram contributos importantes vindos do banco (24 pontos). Dejan Pejic (15 pontos, 4 ressaltos e 4 assistências) destacou-se no perímetro, já Igor Dukovic (19 pontos e 9 ressaltos) foi o mais efetivo nas áreas próximas do cesto.
Vagos ganha em Coimbra
O jogo esteve sempre fechado até final do 3º período, mas a inspiração individual de Daisha Simmons empurrou as vaguenses para a sua 5ª vitória na edição deste ano da Liga Feminina.
Apesar de ter revelado uma ligeira superioridade desde o inicio do encontro, a verdade é que a poucos segundos do final do 3º quarto o Olivais liderava o encontro pela diferença mínima (40-39). O Vagos terminou melhor o período (43-40) e dois triplos de Daisha Simmons (10 pontos no período), a abrir o derradeiro quarto, proporcionaram um parcial de 14-0, favorável às forasteiras, que ficavam assim mais perto da vitória (53-40).
As comandadas de João Janeiro não estiveram particularmente inspiradas a lançar ao cesto, especialmente de dois pontos (8/28 -29%), mas compensaram da linha de três pontos ao converterem 9 triplos (38%), e sobretudo pela conquista de 23 lances-livres (65%) e exploração do contra-ataque (16 pontos). A norte-americana Daisha Simmons (27 pontos, 7 ressaltos e 6 roubos de bola) foi a grande figura do encontro, com Ana Fonseca (9 pontos e 2 ressaltos) a ficar muito próxima das dezenas.
As conimbricenses cometeram 21 turnovers, de nada valendo terem estado melhor a lançar (42% vs 33%) e no ressalto (33 vs 27). Jasmine Crew (19 pontos, 8 ressaltos e 3 roubos de bola) foi a jogadora que mais se evidenciou no Olivais, seguida por Josephine Filipe, que contabilizou (8 pontos e 4 assistências).
Lusitânia sonha com 6º lugar
A equipa liderada por José Calabote liderou sempre a marcha do marcador e beneficiou da elevada eficácia revelada no capítulo do lançamento.
O jogo não teve muita história, pois a formação da ilha Terceira comandou sempre o jogo. Mesmo com um maior equilíbrio nos minutos iniciais, e apesar de nunca ter conseguido vantagens largas, os comandados de José Calabote lideraram sempre a marcha do marcador até ao intervalo (48-42).
No recomeço da etapa complementar, os açorianos conseguiram abrir no marcador (62-48), sendo que até final a diferença pontual que separava as duas equipas andou sempre pela casa das dezenas.
O Lusitânia mostrou-se muito equilibrado e eficaz no ataque, já que registou boas percentagens de lançamentos de campo (54%), especialmente de três pontos (9/18 – 50%), acabando este por ser o capitulo do jogo que ditou a diferença entre as duas equipas. Pelo que não surpreendem as 23 assistências registadas, que pressupõem uma boa seleção de lançamentos.
Foram cinco os jogadores do Lusitânia a terminar o encontro nos dois dígitos, com Quintou Upshur (27 pontos, 7 ressaltos, 3 roubos de bola e 2 assistências) a revelar-se o mais concretizador. Seguido depois por Bogdan Riznic (17 pontos, 5 assistências e 4 ressaltos), que dá sinais de estar a subir de forma. Destaque ainda para a exibição protagonizada por Filip Samojloviv, autor de 16 pontos e 5 assistências.
O Vitória mostrou-se mais forte no jogo interior (42 vs 36 pontos no pintado), esteve muito bem a lançar de dois pontos (25/39 – 64%), mas faltou-lhe o jogo exterior (4/22 – 18%). O bom jogo de Pedro Pinto (24 pontos, 5 assistências e 4 ressaltos) não chegou para evitar o desaire dos minhotos.
Illiabum segue triunfante
Frente aos dragões, a equipa liderada por Ricardo Vasconcelos começou a resolver o encontro nos primeiros dez minutos, passando a contar com 8 vitórias no Grupo A da prova, mais duas do que o adversário direto.
O Illiabum começou a dar mostras do seu talento ofensivo durante os primeiros 10 minutos, já que somou 29 pontos durante o 1º período. E se no final do quarto inicial vencia por dezoito pontos de diferença, até ao intervalo o jogo foi bastante mais equilibrado (49-30).
O descanso não retirou intensidade e concentração ao conjunto de Ílhavo, que regressou ao jogo determinado a resolver o mais cedo possível a questão. Bastaram cinco minutos para a vantagem pontual chegar muito perto dos trinta pontos (68-42), muito por culpa da tremenda eficácia revelada no hora de atirar ao cesto (73% de 2 pontos e 48% de 3 pontos).
Os ilhavenses somaram 45 pontos da linha de três pontos, o que se a isto juntarmos os 29 pontos conseguidos em contra-ataque, alguns dos quais resultantes dos turnovers adversários (26), originando uma desvantagem muito dificil para qualquer opositor tentar contrariar.
O Dragon Force bateu-se muito bem na luta das tabelas (37/23) – 17 dos quais foram no ressalto ofensivo – aproveitando para somar 18 pontos em segundos lançamentos.
Augusto Sobrinho (33 pontos e 4 ressaltos) esteve com a mão quente, o mesmo sucedendo com Sérgio Correia, que contabilizou 24 pontos, 5 roubos de bola, 5 assistências e 3 ressaltos.
O base Pedro Oliveira, autor de 29 pontos (7/12 de 3 pontos), 4 assistências e 2 roubos de bola), exibiu-se a grande nível, mas nem com a ajuda de Keven Gomes (16 pontos e 8 ressaltos) conseguir evitar o desaire da equipa.
Benfica vence em Ponte de Sor
Cinco minutos de menor qualidade por parte dos alentejanos bastaram para que a equipa comandada por Carlos Lisboa os obrigasse a ter que correr sempre atrás do prejuízo. Quem também venceu foi o CAB Madeira, que voltou a dar significado ao fator casa, para ultrapassar o Maia Basket por 80-76. Apesar da aproximação pontual dos maiatos na parte final do encontro, a vitória dos insulares esteve sempre bem segura.
A equipa do Eléctrico mostrou-se muito competitiva até bem perto do final do 1º período – perdia por quatro pontos (16-20) – ,mas bastaram cinco minutos para que tudo se alterasse. O Benfica, ao conseguir um parcial de 13-0, disparou no marcador (33-16), tornando ainda mais difícil a tarefa dos alentejanos. A meio do 2º período o Benfica vencia confortavelmente por 37-21, mas uma boa reação do conjunto de Ponte de Sor reduziu a diferença para seis à entrada do último minuto da 1ª parte (31-37). Diogo Carreira, com 2 lances-livres, fixou o resultado do 1º tempo em 41-31 favorável aos campeões nacionais.
No final do 3º período os forasteiros fizeram subir a diferença pontual para os dois dígitos, chegando mesmo à vantagem máxima de 71-52 no arranque do último quarto. Os benfiquistas exploraram eficazmente o contra-ataque (27 pontos), traduziram em pontos (14) parte dos 12 ressaltos ofensivos conquistados, bem como utilizaram a linha de três pontos como solução atacante (10/29 – 35%).
O norte-americano Jeremiah Wilson (29 pontos e 8 ressaltos) foi a principal referencia ofensiva do Benfica, contando com a ajuda de João Soares (14 pontos, 7 ressaltos e 3 assistências) e Daequan Cook (18 pontos, 5 ressaltos, 3 roubos de bola e 2 assistências).
O Eléctrico conquistou mais idas para a linha de lance-livre (10/14 – 71%), equilibrou a eficácia nos lançamentos de 2 pontos, mas faltou-lhe pontaria da linha de três pontos (7/24 – 29%) e recuperar melhor defensivamente. Jonathan Morse (15 pontos, 7 ressaltos e 3 assistências) realizou mais uma exibição positiva, o mesmo sucedendo com João Lanzinha (15 pontos, 6 ressaltos, 3 assistências e 3 roubos de bola), autor de mais uma prestação muito completa e interessante.
CAB regressa às vitórias
Apesar dalguma superioridade dos madeirenses durante os primeiros 15 minutos (32-26), o Maia Basket mostrou-se capaz de discutir o encontro. Um parcial de 12-0 fez com que o CAB fugisse no comando (44-26) e não fossem dois triplos consecutivos dos maiatos no minuto final do 1º tempo, e a diferença pontual em tempo de intervalo teria sido bem maior favoravelmente aos insulares (46-32).
A formação da Maia soube sempre correr atrás do prejuízo, e a 2.12 do final do 3º período voltou a encostar no resultado (50-54). Nada que fizesse abanar o CAB, que respondeu com 10 pontos consecutivos (64-50). A menos de 3 minutos para o final a equipa da casa vencia por 71-62, mas num último esforço o conjunto nortenho chegou a três pontos de diferença (76-79), a 16 segundos do final. Apesar da aproximação pontual, o CAB teve sempre o jogo controlado, até porque soube tirar partido da linha de lance-livre (21/23 – 91%).
O norte-americano Jovonni Shuler (25 pontos, 6 ressaltos e 2 assistências) voltou a provar a sua qualidade ofensiva, tendo sido bem secundado por Fábio Lima (18 pontos, 5 ressaltos, 4 roubos de bola e 2 assistências) e Diogo Ventura (12 pontos, 8 assistências e 3 ressaltos).
A equipa da Maia conseguiu somar mais pontos em contra-ataque (20 vs 14), dominou no pintado (36 vs 24 pontos), equilibrou a luta das tabelas e o controlo da posse de bola, bem como esteve ligeiramente mais eficaz nos lançamentos de campo. O base Rasmussem terminou o encontro com 19 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências, seguido de perto por Paulo Diamantino (15 pontos e 4 ressaltos) e Nathanial Maxy-Jr, autor de um duplo-duplo (12 pontos e 13 ressaltos).
Terceira invicto na 2ª fase
Os açorianos reforçaram a 2ª posição e estão cada vez mais próximos de conseguir disputar o playoff que dá acesso à subida de divisão. Depois do triunfo alcançado no dia anterior diante da outra equipa da ilha Terceira, os benfiquistas não conseguiram repetir o êxito, embora tenham conseguido manter o jogo fechado até meio do 3º período.
Foram mesmo os encarnados a liderar a marcha do marcador (13-10) durante os primeiros 5 minutos do encontro, mas depois da reviravolta na liderança (14-12), o Terceira Basket não mais deixou de comandar. Ao intervalo eram nove os pontos que separavam as duas equipa (43-34), uma distância encurtada para três depois de um triplo de Stankovic (44-47).
Resposta imediata dos insulares, que utilizando a mesma arma ofensiva, e beneficiando da mão quente de Fernando Ferreira (2 triplos), fizeram subir novamente a vantagem pontual (55-46). E seria mais um triplo, desta vez da autoria de Mathew Smith, a fazer com que a diferença subisse para os dois dígitos (58-47).
Até final a vantagem dos terceirenses foi ganhando cada vez mais expressão, não só porque dominaram no pintado (38 vs 26 pontos), como também tiraram partido dos 11 triplos convertidos (37%) ao longo do encontro. Os benfiquistas conquistaram muitas idas para a linha de lance-livre (20/24 – 83%), equilibraram a luta das tabelas, bem como a eficácia nos tiros de 2 pontos, mas não estiveram felizes a lançar de longa distância (4/24 – 17%).
Destaque ainda para as 20 assistências registadas pelo Terceira Basket, num jogo em que Mathew Smith, autor de 22 pontos, foi o seu melhor marcador, e em que Fernando Ferreira (18 pontos, 8 assistências e 7 ressaltos) e Eki Viana (17 pontos, 12 ressaltos, 3 assistências e 2 roubos de bola) tiveram prestações muito completas.
O base esloveno, Aljaz Slutej (21 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências), foi o mais produtivo dos encarnados, seguido depois de Sérgio Silva, autor de 11 pontos, 4 ressaltos e 2 assistências.
Reviravolta do Esgueira
A formação da margem sul do Tejo dispôs de uma vantagem larga já durante a 2ª parte, mas que se esfumou nos minutos iniciais do derradeiro quarto. O conjunto de Esgueira prolongou o seu bom momento e deu mostras de estar decidido em envolver-se na disputa pelos lugares cimeiros do grupo.
Os primeiros 20 minutos foram dominados pela equipa do Barreiro, que paulatinamente foi aumentando a diferença pontual até atingir o descanso (29-14). Com 1.32 minutos jogados no 2º tempo, o Barreirense dobrou a pontuação da equipa da casa (32-16), atingindo a vantagem máxima do encontro.
O Esgueira revelava imensos problemas para ultrapassar a defesa contrária – 14 pontos na 1ª parte – algo que se alteraria durante o 3º período, já que os comandados de Paulo Silva acabariam por somar 21 pontos, tantos quantos conseguiram no quarto de todas as decisões.
A seis minutos do final, a equipa forasteira já só vencia pela diferença mínima (44-43), sendo que dois triplos consecutivos (Pedro Valente e Renato Lóio) consumaram a reviravolta no marcador (49-44), que chegou mesmo aos 51-44 quando faltavam três minutos para o final. Alexandre Coelho ainda reduziu para três pontos (48-51), mas seria um novo triplo de Pedro Valente a permitir de novo à equipa de Esgueira poder respirar um pouco mais de alivio (54-48).
O Esgueira foi mais eficaz a explorar o contra-ataque (18 vs 5 pontos), mas a grande diferença no jogo esteve no comportamento das duas equipas da linha de três pontos (8/19 – 42% vs 4/23 – 17%), com vantagem clara para a formação da casa.
Pedro Valente (22 pontos, 5 roubos de bola e 3 ressaltos) acabou mesmo por ser o melhor marcador do Esgueira, seguido depois de André Occhialini, autor de um duplo-duplo (10 pontos e 11 ressaltos).
O base Alexandre Coelho (20 pontos e 6 assistências) fez um jogo muito positivo, tal como Kevin Coronel (17 pontos e 7 ressaltos).
Benfica B vence nos Açores
A vitória dos encarnados sobre o AngraBasket (107-73) não merece contestação, não só pelos números, mas como também pelo domínio exibido ao longo de todo o encontro. A superioridade demonstrada no jogo interior e as boas percentagens de lançamento de campo foram os principais capítulos do jogo que proporcionaram a vitória gorda dos benfiquistas.
A equipa benfiquista começou o jogo com um parcial de 7-0, que deu o mote para um 1º período de grande inspiração ofensiva, de tal forma que no final dos primeiros 10 minutos os encarnados já dispunham de uma vantagem de vinte e três pontos (35-12). Até ao intervalo o jogo estava bastante mais equilibrado, destacando-se as melhorias ofensivas dos açorianos que acabaram por vencer o 2º quarto (22-19).
Dois triplos consecutivos da formação da casa aproximaram-na um pouco mais no marcador no inicio da etapa complementar (40-56), mas a diferença pontual entre as duas equipas foi ganhando maior expressão durante a etapa complementar, até atingir o seu máximo, a 6 minutos do final, de trinta e oito pontos (94-56). Os visitantes dominaram nas áreas próximas do cesto (52 vs 24 pontos), terminaram o jogo com uma percentagem de lançamentos de campo de 56%, bem como somaram 12 triplos com uma eficácia de 50%.
O AngraBasket controlou melhor a posse de bola (16 turnovers), mas esteve pouco inspirado a lançar ao cesto, apesar de se ter mostrado agressivo a atacar o cesto, já que beneficiou de 35 lances-livres, dos quais converteu 27 (77%).
O Benfica contou com 48 pontos vindos do banco e teve em Sérgio Silva o seu melhor marcador, com 24 pontos, aos quais somou 4 assistências e 3 ressaltos. Ricardo Rosa (17 pontos e 4 ressaltos) e João Soares (15 pontos e 5 ressaltos) estiveram igualmente em evidência nas ações ofensivas dos forasteiros.
O norte-americano Jarvis Davis realizou uma exibição de elevado nível, não só pelos pontos que marcou (38), mas também pelos restantes contributos que deu nas outras áreas do jogo: 11 ressaltos, 5 roubos de bola e 4 assistências. Ricardo Mendes, autor de 13 pontos, foi depois o único atleta a terminar igualmente na casa das dezenas em pontos marcados na equipa açoriana.
Ovarense segue para a Final 8
Depois de três eliminatórias de sucesso do conjunto de Vale de Cambra (eliminou Pad.Ribeiro/Salesianos, Olivais/UrgiCentroSanf e A.D.Sanjoanense), o favoritismo do mais forte prevaleceu, sendo que os vareiros não facilitaram para seguirem em frente na competição. A Ovarense é a terceira equipa a qualificar-se para a Final 8, juntando-se a FC Porto e Basquete de Barcelos.
«Preparados e com ambição»
O treinador do Esgueira, Paulo Silva, quer entrar nesta segunda fase do campeonato com uma vitória, que em seu entender poderia ser “moralizadora” para o resto da prova.
Paulo Silva quer iniciar esta 2ª fase com um triunfo, o que seria um tónico importante para a equipa, bem como daria continuidade às mais recentes boas prestações do Esgueira. “Para nós é um jogo importante. Encaramo-lo com uma ansiedade positiva. Marca o início da segunda fase da competição e é sempre bom começar com uma vitória moralizadora. Os últimos jogos em casa têm sido excelentes momentos competitivos. Em comunhão com os nossos adeptos temos conseguido bons desempenhos. Queremos que este jogo com o Barreirense seja mais um momento de ‘festa’ no nosso pavilhão", afirmou o técnico.
Como qualquer treinador, Paulo Silva deseja e trabalha para que a sua equipa se apresente cada vez melhor. Sem esquecer o papel de formador, o objetivo passa por tornar o Esgueira mais consistente nas suas ações ofensivas, nunca descurando as tarefas defensivas: “Temos que dar continuidade ao crescimento da equipa. Continuar a integrar os jovens da formação sem perder competitividade e ambição. E, principalmente, conseguirmos em mais jogos ser efetivos no ataque. Ser das melhores defesas da competição tem que se traduzir em mais pontos marcados por jogo, em mais vitórias da nossa equipa.”
Para ter sucesso na estreia deste Grupo B, o Esgueira terá de ser capaz de controlar os ritmos do jogo, fazer uma boa seleção de lançamentos, mas tendo consciência de que tudo começa no meio campo defensivo: “Ao longo da época fomos consolidando uma forma de jogar à qual vamos continuar a ser fiéis. Vamos manter uma defesa intensa e solidária e procurar sermos nós a gerir o ritmo e os momentos do jogo. Se formos nós a controlar o jogo e se conseguirmos ser assertivos no ataque, podemos vencer este desafio que antevejo que venha a ser difícil e muito equilibrado.”
O Esgueira terá pela frente um adversário que começa esta nova fase melhor classificado, com mais uma vitória (4) e que lutou até à última jornada por uma vaga no Grupo A. O técnico já definiu a estratégia para o jogo, bem como já identificou os pontos fortes do adversário: “O Barreirense é uma equipa bem organizada. Gosta de jogar a um ritmo elevado e consegue boas alternâncias entre jogo exterior e jogo interior. Para condicionar a sua forma de jogar temos que conseguir manter a nossa defesa equilibrada e ter boas opções no ataque. Um jogo menos “controlado” da nossa parte pode beneficiar o nosso adversário.”
O Esgueira entra para esta nova fase na 4ª posição, em igualdade pontual com o Guifões, e o objetivo passa por terminar o mais à frente possível este Grupo B do campeonato da Proliga. “Melhorar a classificação com que partimos para esta segunda fase da competição. Apresentarmo-nos em todos jogos competitivos, preparados e com ambição de vencer", apontou Paulo Silva.
«Garantir já o playoff»
Se sábado ganhar à Oliveirense, carimba já o passaporte, numa partida que merece a antevisão de Nuno Pedroso, atleta da formação barcelense.
São uma equipa que habitualmente não sofre muitos pontos. O sucesso começa na defesa? Trata-se de uma forma de “esconder” menos talento ofensivo?
É verdade que em termos ofensivos temos uma média de 67pontos marcados/jogo, o que nos coloca com uma das médias mais baixas da Liga, mas a diferença para as equipas que marcam mais não é muito grande, acabando por ser determinante a nossa prestação a nível defensivo. Desta forma, mesmo que no ataque as coisas não possam correr sempre bem, tentamos compensar com boas prestações defensivas. Penso que temos capacidade para marcar pontos, e à medida que decorre a época, este é um dos aspectos que sabemos que pode ser melhorado. Temos uma equipa praticamente construída do zero, e assimilar as novas ideias e estilo de jogo também leva o seu tempo, mas nesta altura, e olhando para trás, posso dizer que estamos melhor, sinal de que houve evolução, o que é bom.
O jogo da 1ª volta com a Oliveirense foi muito equilibrado e só no último período deram a volta ao resultado. Ainda se recorda do que ditou a diferença nessa parte final e que terá que ser repetido no jogo do próximo sábado?
Foi sem dúvida um jogo equilibrado e, tirando 3 ou 4 jogos, todos os restantes têm sido decididos por poucos pontos. Isto aconteceu em vitórias que conseguimos mas também em algumas derrotas, que poderiam ter sido decididas para o nosso lado. O plano de jogo está traçado e para termos sucesso contra a Oliveirense é preciso executar quase na perfeição. Passa muito pelo que disse anteriormente, uma boa prestação a nível defensivo e tentar executar bem ofensivamente. Nos primeiros jogos da época, nalgumas derrotas que tivemos, conseguimos equilibrar as partidas até ao 3° e 4° período ,baqueando já nos últimos minutos. Agora penso que conseguimos ser mais consistentes e prolongar esse equilíbrio até ao fim. Isso será a chave para alcançar a vitória.
Certamente que viu o jogo da Oliveirense frente ao FC Porto. O que mais o impressionou na equipa da Oliveirense durante esse jogo?
Depois de um período menos bom, onde aconteceram algumas mudanças no plantel, penso que a Oliveirense está de novo numa fase positiva, prova disso foi a vitória que conseguiram frente ao FC Porto. Eu concordo com a analise que o prof. José Ricardo fez no final do jogo, a consistência que apresentaram desde o inicio até ao fim da partida foi preponderante para conseguirem a vitória. Isso foi sem dúvida o que se destacou mais, sempre muito concentrados defensivamente e muito organizados no ataque, procurando as melhores soluções. E de destacar também a capacidade individual dos seus jogadores, capazes de decidir situações com ações individuais, o que mostra que temos que estar muito concentrados para ter sucesso.
Vencer este jogo seria um passo de gigante para garantir desde logo o 5º lugar nesta fase. Pensam nesse objetivo? Sentem pressão acrescida pelo facto de andarem tão em cima na tabela classificativa?
Sem dúvida que seria muito bom alcançar a vitória, garantiria quase de certeza a presença no playoff e no grupo dos 6 primeiros, alcançando mais um objetivo que estabelecemos para esta época. Quanto à pressão, temos que lidar com ela, mas não penso que a posição que ocupamos neste momento possa significar um aumento acrescido. Cada um tem a sua forma de lidar com ela e sinceramente neste momento só dependemos de nós para garantir a presença no playoff. Existiria muito mais pressão se dependêssemos de terceiros para alcançar os objetivos, assim só nos resta trabalhar para garantir o mais rápido possível essa presença, e queremos muito consegui-la já no próximo jogo.
Ronda emotiva
Confira aqui o que pode esperar de cada uma das partidas deste sábado.
16.00 horas – Eléctrico FC x SL Benfica
A equipa de Ponte de Sor continua à procura da sua primeira vitória caseira, numa fase em que se tem mostrado muito competitiva, já que perdeu por diferenças mínimas os últimos três jogos. Os encarnados, agora mais folgados no comando, certamente que quererão manter-se nessa situação privilegiada, mas para tal estão obrigados a ter que provar dentro de campo o seu favoritismo.
16.00 horas – CAB Madeira x Maia Basket
Frente a frente estarão duas equipas que nesta fase da temporada procuram garantir a manutenção na LPB. Os madeirenses vêm de um fim de semana nada favorável, o mesmo podendo ser dito da formação maiata que há muito não vence na competição. O CAB remodelou o seu plantel, o mesmo acontecendo com o Maia, pelo que ambos os conjuntos estarão ainda à procura do seu melhor momento de forma desportiva. Os insulares dão sinais de estar a recuperar a vantagem do fator casa, pelo que este jogo poderá ser um momento de viragem na temporada para ambos os conjuntos.
16.30 horas – Lusitânia SC x Vitória SC
Um embate de extrema importância para ambas as equipas, em igualdade pontual na tabela classificativa, no sentido de manterem vivas as aspirações de poderem vir a chegar ao 6º lugar. Os vimaranenses conseguiram um importante triunfo na última jornada, e esta deslocação aos Açores poderá ser a prova que readiquiriram consistência nas suas exibições e resultados. Do lado oposto estará um adversário que ainda não venceu em casa no ano de 2016. Relembrar que no jogo da 1ª volta, a formação do Lusitânia venceu em Guimarães por seis pontos de diferença (75-69).
17.00 horas – UD Oliveirense x Basquete Barcelos
Depois do brilharete conseguido na jornada anterior (vitória no Dragão Caixa), o conjunto de Oliveira de Azeméis recebe uma das grandes surpresas da competição. As duas equipas têm neste momento o mesmo número de vitórias (9), se bem que os barcelenses têm um jogo a menos. Tendo em conta que os minhotos venceram na 1ª volta (67-63), um triunfo este sábado seria um passo de gigante para garantir, pelo menos, o 5º lugar. São duas equipas que estão moralizadas, a atravessar fases positivas, sem estar demasiado pressionadas pelos resultados, estando todos os dados lançados para mais um bom espetáculo de basquetebol.
18.00 horas – Galitos – Barreiro x FC Porto
Depois do deslize caseiro na ronda anterior, os dragões quererão colocar para trás das costas uma exibição menos conseguida. Se bem que não será tarefa fácil para os azuis e brancos, visto que o conjunto do Barreiro já não perde em casa desde outubro do ano passado e continua envolvido na luta pelo 3º lugar, já que tem o mesmo número de vitórias da Ovarense (11) e um jogo a menos realizado. Sem nada a perder, este jogo será um bom teste aos limites do Galitos, pois neste momento a questão passa por saber até onde poderá chegar a formação da margem sul. A pouco mais de uma semana da realização de um ponto alto do calendário, este confronto serve na perfeição para o FC Porto voltar ao registo das vitórias, recuperar confiança e moralizar-se, de forma a surgir ao seu melhor nível em Oliveira do Hospital, na Taça Hugo dos Santos.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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