Artigos da Federaçãooo
Boa Viagem supera leoas
O conjunto da ilha Terceira continua em franca recuperação na tabela classificativa e tem já um registo positivo de vitórias. A formação leonina continua a mostrar-se muito competitiva, mas neste jogo foi obrigada a ter que correr atrás do prejuízo, chegou a ameaçar a liderança, mas açorianas mostraram-se capazes de segurar a liderança.
Até meio do 2º período o jogo pautou-se por um grande equilíbrio (17-17), sendo que até ao intervalo conjunto da ilha Terceira conseguiu uma curta vantagem (28-21). O jogo manteve-se fechado, ainda que sempre com o Boa Viagem no comando, até aos minutos iniciais do 4º período (46-40).
As açorianas tiveram depois uma período em que estiveram por cima no jogo e que culminou com um triplo de Joana Ferreira, a 6 minutos do final, que deu a vantagem máxima às insulares (53-41). Dora Duarte, também com um triplo, encurtou a distância para cinco pontos apenas (48-53), que chegou mesmo a ser de três (52-55), a 3 minutos do final, depois de um cesto da espanhola Arantxa Cea (16 pontos e 7 ressaltos).
Passaram-se dois minutos sem pontos, e seria a norte americana Merissa Quick (22 pontos e 15 ressaltos) a permitir que o Boa Viagem pudesse respirar um pouco melhor no minuto final (57-52). Ela que foi muito bem secundada por Alana Cesarz, autora de 21 pontos, 7 ressaltos e 4 asssistências.
Inspirados por Toreia
O encontro foi apenas decidido no último minuto, altura em que surgiu no encontro Miguel Toreia, a tomar conta dele e a liderar os vascaínos à vitória.
Depois de ter chegado a liderar por uma vantagem de treze pontos (44-31) durante o 2º período, o Ginásio atrás no resultado (65-73) a meio do último quarto. Tudo voltaria à estaca zero, empate a 75 pontos, situação que se repetiria à entrada do último minuto (78-78). Miguel Toreia assumiu então a responsabilidade ofensiva da equipa do Vasco da Gama, e com quatro pontos consecutivos garantiu a sua quarta vitória na zona norte do campeonato da Proliga.
O conjunto da Figueira da Foz esteve melhor a lançar ao cesto (51% vs 42%), especialmente da linha de três pontos (40% vs 25%), embora tenha cometido mais turnovers (25 vs 12), bem aproveitados pelo Vasco da Gama para somar 21 pontos a partir desses erros.
O base Miguel Toreia (28 pontos, 5 ressaltos, 3 assistências e 3 roubos de bola) acabou mesmo por ser a grande figura do Vasco da Gama, ofuscando as exibições de Marco Gonçalves (27 pontos e 13 ressaltos) e José Costa (23 pontos, 6 ressaltos e 5 assistências).
Foto: Cláudio Gomes
Ovarense ganha em Guimarães
O resultado final não traduz fielmente o equilíbrio registado entre as duas equipas durante quase todo o encontro, já que o jogo apenas foi decidido nos últimos três minutos. Com este resultado os vareiros passaram a ter o mesmo registo de Oliveirense e Galitos-Barreiro (5V e 4D).
O jogo foi marcado por alternâncias no domínio do encontro, sem que nenhum dos conjuntos tenha sido capaz de fugir no resultado. Ainda assim, foi a equipa da casa, já próximo do final do 3º período, a conseguir uma vantagem pontual ligeiramente mais favorável (59-53), mas prontamente anulada pelos visitantes até final do período (61-61).
A meio do 4º período registava novo empate, desta vez a 70 pontos, e Pedro Pinto (15 pontos e 3 assistências), da linha de lance livre, ainda colocou os vimaranenses no comando do jogo (72-70). Um triplo de Jaime Silva (12 pontos e 5 ressaltos) provocava nova cambalhota no comando do marcador e dava inicio a um parcial de 12-0 favorável à Ovarense (82-72). Só passados mais de 4 minutos, e a 28 segundos do final do jogo, o Vitória conseguiria novamente fazer funcionar o marcador (73-82).
Durante esse período os comandados de Fernando Sá falharam quatro triplos, se bem que de dois pontos a eficácia foi a mesma. O Vitória terminou o jogo com uma percentagem de lançamentos de 40%, isto apesar dos 31 lances-livres conquistados, dos quais converteu 25 (80.6%). A Ovarense esteve mais eficaz a atirar ao cesto, venceu a luta das tabelas (30-21), e esteve igualmente certeira da linha de lance-livre (18/22 – 81.8%). Destaque ainda para reduzido número de turnovers que aconteceram durante o encontro (11 no total).
O norte-americano Raven Barber assinou um duplo-duplo (18 pontos e 10 ressaltos), ainda assim o melhor marcador da Ovarense foi Miguel Miranda, que contabilizou 20 pontos e 5 ressaltos. Na equipa de Guimarães, Paulo Cunha esteve em evidência ao registar 20 pontos, a que somou 8 ressaltos.
“Equipa está preparada”
Na próxima ronda, sábado às 21 horas, recebe o Galitos-Barreiro, um adversário complicado, mas João Abreu diz que a equipa está pronta para regressar aos triunfos. O base da Oliveirense destaca a boa forma que o adversário tem revelado nos últimos encontros, mas espera pelo apoio do publico, de modo a empurrar a equipa para mais um resultado positivo.
A Oliveirense está a atravessar uma fase menos positiva, e apesar de um jogo de elevado grau de dificuldade, João Abreu não tem dúvidas que está pronta para voltar aos sucessos. "A equipa está bem e preparada para o jogo de sábado. Temos perfeita consciência das dificuldades que iremos encontrar.”
O base não poupa elogios ao adversário, reconhecendo que é um grupo de trabalho que faz muitas coisas positivas. “O Galitos é uma excelente equipa, muito bem orientada e com uma ótima dinâmica coletiva. Reflexo disso mesmo é o basquetebol de qualidade que tem apresentado e os resultados positivos que tem tido.”
Abreu acredita na vitória e conta com a presença do público de Oliveira de Azeméis a incentivar a equipa. “Acredito que vai ser um bom jogo de basquetebol e espero ganhar. Para isso, será muito importante o apoio dos nossos adeptos que ao longo da época nós têm ajudado imenso, principalmente nos momentos de maior adversidade. Com eles somos mais fortes e as nossas possibilidades de vencer serão sempre maiores."
«O nosso estilo é atrevido»
A equipa da margem sul do Tejo ainda não perdeu esta época na Liga Feminina e quer chegar a segunda-feira invicta.
O que a levou a mudar-se para o GDESSA? O clube está a corresponder às suas expetativas?
Mesmo quando era apenas adversário do GDESSA, percebia o profissionalismo, seriedade e entrega do grupo de trabalho, logo, quando me foi feito o convite não havia razão para não aceitar este desafio! Felizmente tenho vindo a constatar tudo isso!
Na sua opinião, o que torna possível que passadas oito jornadas o GDESSA ainda esteja invicto?
Penso que todas as equipas trabalham para chegar ao último jogo do campeonato com o menor número de derrotas possível, e de preferência que isso seja sinónimo de objetivo cumprido! Nós não somos exceção e se houver um segredo é com certeza trabalho de quem entra em campo para fazer o que o jogo manda, ou seja, colocar a bola no cesto. Felizmente temos o dever cumprido em pelo menos 8 dos 22 jogos que nos esperam nesta fase regular.
A equipa regista uma boa média de pontos marcados. Sinal que a equipa tem talento? E como descreveria o estilo ofensivo do GDESSA?
Havendo, obviamente, uma cota parte de talento, os nossos desempenhos ofensivos advêm muito do ritmo que acabamos por impor no jogo. Na verdade, descrever o nosso estilo ofensivo não é fácil, mas se tivesse que usar um adjetivo seria “atrevido”! Por termos jogadoras novas e ao mesmo tempo influentes, com poucos anos de Liga Feminina, mas com muita vontade de colherem o que andam a semear!
Esta jornada dupla é certamente um duro teste à vossa invencibilidade? Pedia-lhe para, resumidamente, enumerar os pontos fortes do União Sportiva e do Boa Viagem.
Quando uma equipa consegue o que nós conseguimos, todos os jogos passam a ser testes duros, disso não temos dúvidas nenhumas, somos um alvo a abater. O Sportiva tem um trio de portuguesas e de estrangeiras muito forte, é indiscutível o poder ofensivo que cada uma delas pode trazer ao jogo. No Boa Viagem a Joana Ferreira e as estrangeiras têm mostrado jogo após jogo o seu valor ofensivo, não acredito que neste estejam abaixo das exibições anteriores, mas cabe-nos a nós contrariar.
A questão física poderá tornar-se num problema?
Não creio que a questão física venha a ser um problema, todos nós sabemos o quão duro é uma jornada dupla, mais viagem, mas todas as equipas passam pelo mesmo, algumas até mais vezes, faz parte… nós sabemos e sentimos que a equipa técnica organiza tudo para minimizar o impacto que à partida todos esses factores poderiam ter no nosso desempenho.
Repetir triunfo
Tal aconteceu na jornada inaugural da prova, e desde então para cá os portistas têm-se mostrado mais consistentes (5 vitórias consecutivas). Isso não significa que o conjunto de Guifões esteja a realizar um mau campeonato, bem pelo contrário (50% de vitórias). Pedro Meireles gostaria de repetir a façanha no Dragão Caixa, interrompendo assim o ciclo de vitórias dos azuis e brancos. O atleta do Guifões tem consciência que irá ser um jogo difícil, diante de um adversário que impõe um ritmo de jogo elevado, nada que não encaixe na filosofia e características do grupo de trabalho de Guifões.
O jogo disputado na 1ª jornada entre estas duas equipas foi marcado por um grande equilíbrio, embora o Guifões tenha conseguido um “pequeno milagre” na forma como foi buscar o jogo na parte final. Mas como o próprio atleta reconhece, é essa atitude e espírito combativo que torna esta equipa do Guifões tão especial e capaz de superar e esconder alguns pontos fracos que naturalmente tem. “No jogo anterior fomos mais fortes na consistência revelada porque nunca desistimos do jogo e isso permitiu-nos ganhar nos últimos minutos.”
O atleta do Guifões gostaria de repetir o resultado este domingo, mas para que tal aconteça, o Guifões terá de pelo menos igualar o empenho e a entrega ao jogo que tem caraterizado a equipa B dos dragões. “O jogo com o Dragon Force vai ser complicado porque é uma equipa jovem que joga com muita intensidade.” Pedro Meireles espera um adversário que faz "das transições rápidas e um ritmo de jogo elevado" as suas principais armas, um estilo que se encaixa no perfil da equipa do Guifões, pelo que será de esperar um jogo de alta velocidade.
Foto: Cláudio Gomes
«Temos a lição bem estudada»
O jogador garante que a equipa vimaranense está a postos e encara o fim de semana que aí vem com grande otimismo.
Contrariamente ao que tem sido hábito na equipa do Vitória, esta temporada não se tem revelado tão dominadora em casa. Sem que sirva de desculpa, Balseiro aponta algumas atenuantes para esse desempenho menos positivo. Embora esteja convicto que o grupo saiu reforçado desses momentos menos bons. “É verdade que neste inicio de temporada perdemos dois jogos em casa que não devíamos ter perdido. Mas temos muitos atletas novos e tivemos algumas lesões que impediram os jogadores de estarem a 100%. Mas tornámo-nos mais fortes com essas duas derrotas e não tenho dúvidas que vamos fazer uma ótima época como tem sido habitual no Vitória.”
Se algo tem estado bem nesta equipa de Guimarães têm sido os jogadores do perímetro. Embora o extremo vimaranense refira que a equipa tem igualmente soluções interiores, que lhe permite tornar-se, quando necessário, eficaz nas zonas mais próximas do cesto. “A equipa tem-se mostrado mais forte no jogo exterior, as coisas têm corrido bem nesse aspeto de jogo. Mas não depende em demasia do lançamento exterior. Temos jogadores que podem desequilibrar em todas as posições. Somos uma equipa completa em que qualquer atleta pode ajudar.”
Este fim de semana o Vitória terá dois jogos complicados, sendo que a receção à Ovarense Dolce Vita, na sexta-feira, poderá marcar um ponto de viragem na época da equipa. Balseiro destaca o trabalho de continuidade que carateriza os vareiros, bem como a importância que o jogo tem para alcançar objetivos no curto prazo. “Este fim de semana vai ser o mais importante da época até agora.
Conhecemos bem a equipa de Ovar, que mantém quase a mesma equipa de ano para ano, jogamos em casa e queremos ganhar! A Ovarense é uma equipa muito experiente, reforçou-se com dois bons americanos e manteve o núcleo duro. Mas sabemos o que temos de fazer, e não tenho dúvidas que nos vamos apresentar ao mais alto nível para ganharmos os dois jogos. Depois sabemos que para apurarmos para a Taça Hugo dos Santos, temos que ganhar já na sexta-feira.”
Segue-se depois uma deslocação a Lisboa, para defrontar o SL Benfica, um adversário com poucos pontos fracos a serem explorados. O plano de jogo e a estratégia está definida, basta que consigam aplicá-la dentro do campo de forma a que possam por termo ao ciclo de vitórias dos campeões em titulo. “Jogar com o Benfica é sempre complicado, todos os jogadores podem desequilibrar. Temos de defender bem e estarmos unidos. Temos a lição bem estudada de ambas as equipas e queremos ser a primeira equipa a derrotar o Benfica para o campeonato.”
União Sportiva só sabe vencer
O Sportiva Airlines Azores não só ganhou, como dominou por completo o conjunto húngaro, estando assim cada vez mais perto de uma presença na próxima fase da competição. Para quem não tinha qualquer tipo de experiência internacional, o comportamento do conjunto da ilha de S. Miguel é sem dúvida surpreendente, até porque impressiona pela consistência apresentada a competir a este nível. Destemidas, com uma abordagem perfeita ao jogo, as açorianas cedo colocaram de lado algum tipo de nervosismo e libertaram-se dentro de campo para garantir a vitória que tornasse o sonho realidade.
De facto, o União Sportiva iniciou o jogo a dominar nos dois lados do campo (17-2) e no final dos primeiros 10 minutos já dispunha de uma vantagem de doze pontos (19-7). É sempre importante começar bem um jogo, mas isso não fez as insulares abrandarem o seu ritmo, já que abriram o 2º quarto com um parcial de 6-0.
As comandadas de Ricardo Botelho mostravam-se muito coletivas nas ações ofensivas (25 assistências), na busca do melhor tiro de equipa, sinal de paciência atacante e ponderação nas tomadas de decisão. Isso refletiu-se naturalmente nas percentagens de lançamento de campo registadas pelo União Sportiva (52%). A equipa esteve muito bem da linha de três pontos (8/17 – 47%), a que somou uma prestação muito positiva na luta das tabelas (39 vs 26 ressaltos).
Mas não foi só no jogo exterior que o campeão nacional esteve bem, já que dominou igualmente nas áreas próximas do cesto, conseguindo uma superioridade de 34 pontos vs 22 no pintado. A equipa portuguesa chegou a liderar, já durante o 4º período, por 26 pontos de diferença, algo que atesta e expressa bem o domínio exercido pelo União Sportiva frente a esta equipa húngara.
O técnico Ricardo Botelho voltou a contar com o seu núcleo duro a muito bom nível, destacando-se as boas exibições de Ashley Bruner (21 pontos e 16 ressaltos), Shaqwedia Wallace (18 pontos, 6 assistências e 3 ressaltos), Tamara Milovac (14 pontos) e Milica Ivanovic (10 pontos, 9 ressaltos e 7 assistências), que nesta fase da competição já serão muito comentadas e conhecidas por quem a acompanha.
Tamara Milovac, atleta do Sportiva Azores Airlines
A equipa esteve muito bem na defesa, aspeto importante para ter conseguido parar os pontos fortes do Györ, algo que permitu-nos ganhar confiança nas ações ofensivas. A equipa entrou no jogo determinada em resolve-lo desde o inicio, não dando nunca a oportunidade ao adversário de fazer o seu jogo. Vamos continuar com a mesma determinação, e continuar a lutar em todos os jogos como se fossem o mais importante.
Eduardo Lopes, treinador adjunto do Sportiva Azores Airlines
A equipa do Györ vinha com o jogo muito bem preparado e com a estratégia definida de parar o nosso jogo interior, já que tem sido a nossa principal força nos jogos caseiros. Sabiamos que tinhamos de contrariar isso com o nosso jogo do perímetro. A nossa defesa foi muito boa, à imagem do que tem sido ao longo esta fase, portanto, penso que temos uma equipa competitiva para seguir em frente na competição.
Cyesha Goree, Player for Uni Györ
I think it was tough coming back from 2 weeks of national team work. We didn't have much time to work together as a team, which cause for us not to be in siync like we used to be, causing the game to have to turn out like it was and the other team came out too aggressive and got a big lead on the beginning causing us mentally to shut down.
Peter Volgyi, Coach for Uni Györ
The home team played exactly the way they know how to play and our team missed too many layup's. We had no chance to win the game today. Congratulations to the Portuguese team and success to reach the next round.
FC Porto ainda acreditou
O desaire frente aos germânicos (58-67) colocou um ponto final na aventura europeia dos dragões, que convém relembrar que na última temporada competia no campeonato da Proliga. Apesar das seis contratações, há muito que o clube não competia na provas europeias, pelo que só se posse elogiar o comportamento dos azuis e brancos, sobretudo a competitividade demonstrada nos jogos realizados em casa. Acabou por ser uma participação muito positiva, que prestigiou o basquetebol do clube FC Porto, bem como o basquetebol português, e provou ser a aposta correta para que os dragões possam evoluir enquanto equipa que quer chegar ao topo da modalidade.
E o inicio do encontro em nada contribuiu para o sucesso dos dragões (0-10), que uma vez mais se viram obrigados a ter que correr atrás do prejuízo. No final do 1º período perdia por 8-22, sem que tenha sido capaz de mostrar a sua habitual agressividade defensiva que depois contagia o ataque. Melhorou durante o 2º quarto, 30-36 ao intervalo, mas volta a mostrar-se pouco eficaz no ataque no recomeço da etapa complementar.
Foram mais de cinco minutos sem somar qualquer ponto, e causa alguma estranheza que, tendo em conta a fraca percentagem de lançamentos de campo (28%), os portistas, a sete minutos do final, estivessem no comando do jogo (53-52). Algo que só foi possível pelo seu desempenho defensivo, pela sua presença no ressalto ofensivo (14), e porque controlou um pouco melhor a posse de bola (15 vs 21 turnovers).
Nesta altura os dragões chegaram a sonhar, tinham conseguido o mais difícil, dar a volta ao marcador, mas do outro lado estava um adversário que marcava muito bem os ritmos do jogo, com vantagem física, mais experiente na interpretação da estratégia, e que soube tomar melhores decisões e procura as melhores soluções nos momentos decisivos.
Os jogadores do FC Porto não estiveram muito inspirados da linha de três pontos (6/35 – 17%), foram claramente dominados no pintado (18 vs 34 pontos) e tiveram que lidar com o excelente aproveitamento do Skyliners nos tiros de dois pontos (62%) e da linha de lance-livre (22/23 – 96%).
Pedro Bastos, com 11 pontos voltou a ser o melhor marcador do FC Porto, Miguel Queiroz (8 pontos, 6 ressaltos e 3 assistências) esteve bastante bem em algumas fases do jogo, o mesmo sucedeu Arnette Hallman (8 pontos, 3 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola).
Final amargo
Mas é caso para dizer que, no mínimo, os encarnados mereciam o prolongamento, pela capacidade de sofrimento e atitude competitiva demonstrada pela equipa encarnada nos segundos finais do encontro. Um alley-oop no último segundo do encontro ditou o afastamento da equipa comandada por Carlos Lisboa, impedindo que o clube português terminasse com chave de ouro a renovação da aposta feita pelo clube nas provas europeias. O SL Benfica beneficiará sempre do contacto internacional, com mais um ano de experiência a equipa já se revelou muito mais competitiva e apta para discutir a passagem à fase seguinte, o que prova que é o caminho certo de um clube com o prestigio internacional do Benfica.
A equipa encarnada lidou bem com a pressão do jogo, não se intimidou perante o líder invicto do Grupo B, e a 4 minutos do final da 1ª parte chegou a liderar por oito pontos (40-32). Não terminou bem os primeiros vinte minutos, empate a 40 pontos, sendo que o momento menos positivo dos encarnados prolongou-se no inicio da etapa complementar (51-58).
Carlos Lisboa altera a estratégia defensiva, opta por uma defesa zona, e apesar de alguns problemas em controlar a tabela defensiva, a decisão revelou-se positiva. Ainda assim no final do 3º período, o Benfica perdia por cinco pontos (58-63), e a meio do 4º período eram sete os pontos que separavam os dois clubes (65-72). Ivica Radic (22 pontos e 4 ressaltos), e principalmente, Carlos Andrade (17 pontos, 4 ressaltos e 4 assistências) eram as principais referencias ofensivas do ataque encarnado e dois triplos consecutivos, um de cada, colocam o Benfica a perder pela diferença mínima (71-72) a pouco mais de 3 minutos do final.
A 38 segundos do final os belgas alargavam novamente a diferença pontual (76-72), nada que fizesse o campeão nacional desistir, e num esforço final muito digno, Mário Fernandes (8 pontos, 7 ressaltos e 7 assistências) empata o jogo, a menos de 2 segundos do termo, com uma improvável finalização debaixo do cesto. Um erro defensivo, falta de comunicação, proporcionou o cesto da vitória à formação belga. Por tudo que fez durante os 40 minutos, o Benfica não merecia este final tão amargo.
Illiabum não desarma
Os ilhavenses continuam invictos na prova e são claramente o alvo a abater nesta 1ª fase da prova. A formação de Sangalhos manteve o jogo fechado até meio do 2º período, mas um descalabro coletivo nos minutos finais da 1ª parte comprometeu em definitivo a possibilidade de discutir o resultado até final do encontro.
O conjunto de Sangalhos entrou muito bem no jogo, a conseguir condicionar o ataque do Illiabum e, com seis minutos jogados, vencia por cinco de diferença (9-4). A equipa da casa conseguiu manter-se na liderança até aos 25-24, mas bastaram pouco mais de cinco minutos para que o jogo mudasse totalmente de figura.
Nove pontos consecutivos da autoria de Rafael Wildner deram o mote para um parcial de 21-4, favorável aos ilhavenses, até se atingir o intervalo, altura em que os visitantes já venciam por quinze pontos de diferença (45-30). Na etapa complementar, os comandados de Francisco Gradeço, embora tivessem estado bastante bem a lançar de dois pontos (62%), os triplos não caiam com frequência (3/18 – 17%) e não mais conseguiriam reentrar na discussão do resultado.
Os ilhavenses mostraram-se muito muito perigosos no aproveitamento das situações de contra-ataque (24 pontos), mostraram-se mais eficazes nas percentagens de lançamentos de campo, para além de terem conseguido o dobro os pontos do adversário no pintado (24 vs 12).
Sérgio Correia, com 27 pontos, foi o melhor marcador do encontro, mas não foi o único atleta a brilhar na equipa do Illiabum. A dupla formada por Rafael Wildner (15 pontos e 8 ressaltos) e Robert Crawford (20 pontos e 7 ressaltos) esteve a muito bom nível.
Depois de cinco vitórias consecutivas, o Sangalhos atravessa agora um período menos bom, mas ainda assim, à condição, a equipa ocupa o 2º lugar da zona norte. Gonçalo Catarino (17 pontos, 3 assistências, 2 ressaltos e 2 roubos de bola) voltou a ter uma prestação muito positiva, tal como Luís Fonte que ficou a um ressalto de um duplo-duplo (18 pontos e 9 ressaltos).
«Que a vitória caia para o nosso lado»
O capitão Hélder Oliveira, que está no clube há 5 anos, está confiante que irá prolongar o ciclo de vitórias frente ao Atlético. Um adversário em que reina a maturidade, consistente na forma como joga, mas a formação do Restelo sabe perfeitamente o que terá de fazer para retirá-lo da sua zona de conforto.
Para o capitão da equipa do Restelo, o jogo por si só já é garantia de emoção, quanto mais não fosse pela proximidade e saudável rivalidade que sempre existiu entre ambos. “É um Belenenses-Atlético, isto normalmente chega para definir este jogo. Mas espero um jogo bastante disputado entre as duas equipas como sempre aconteceu desde que vim para o Belenenses.”
Hélder Oliveira realça o facto de a grande maioria dos jogadores da equipa de Alcântara terem acumulados nas pernas muitos minutos de competição, facto que contribui para que se mostre sempre bastante estável dentro do campo. “O Atlético tem uma equipa muito experiente, onde muitos deles têm tanto tempo de Basket como alguns de nós de vida, conseguem manter a calma durante os 40 minutos independentemente de estarem a ter um jogo positivo ou negativo, além de que grande parte da equipa está junta aos anos.”
A mescla de idades existente no grupo de trabalho do Belenenses permite retirar de cada um algo de positivo que contribua em prol da equipa. A irreverência, desde que bem controlada, será sempre uma qualidade, pelo que o capitão aposta num ritmo de jogo mais elevado, associado a um bom controlo da posse de bola, para levar de vencida o adversário. “Já nós, dada a nossa maior juventude, optamos por fazer um jogo rápido, que depois é controlada por os nossos jogadores mais experientes, e essa alternância de ritmo de jogo pode criar algumas dificuldades ao Atlético.”
Certamente que irá ser um bom espetáculo, entre duas equipas separadas por uma vitória apenas, e em que ambas têm a consciência da importância de somar resultados positivos que lhes permita chegar à fase seguinte da competição. “Tenho a certeza que nós iremos entrar em campo com o intuito de resolver o jogo rapidamente mas que do outro lado estará uma equipa que irá tentar fazer o mesmo. Com isto, espero um jogo bem disputado e bem jogado ao longo dos 40 minutos e que no final a vitória caia para o nosso lado.”
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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