Artigos da Federaçãooo

SL Benfica B é líder à condição

Os encarnados beneficiaram da almofada pontual conseguida no inicio da etapa complementar, para depois gerirem até final do encontro.

 

 

O jogo manteve-se fechado até três minutos do intervalo (32-32), seguindo-se depois um período de seis minutos em que os estorilistas perderam por completo o controlo do jogo. Aproveitou muito bem o conjunto benfiquista para fazer subir a diferença acima dos vinte pontos (58-36).

 

De realçar a determinação revelada pelos visitantes para ir atrás do prejuízo, chegando mesmo a encostar o resultado a quatro pontos (73-77), quando ainda faltavam 4 minutos para o termo do encontro. Um triplo de Aljaz Slutej, a 1.30 minutos do final, permitiu ao Benfica respirar um pouco mais de alivio (85-77).

 

Os benfiquistas dominaram a luta das tabelas (49-34), conquistaram mesmo 19 ressaltos ofensivos, bem como dominaram o jogo no pintado, onde conseguiram somar 64 pontos. Foram cinco os jogadores encarnados a terminar o encontro na casa das dezenas em pontos marcados, onde se destacam Ricardo Rosa (20 pontos e 4 ressaltos), Ricardo Monteiro (16 pontos e 9 ressaltos) e Sérgio Silva (13 pontos, 12 ressaltos e 6 assistências).

 

Entre os visitantes, Gonçalo Pais (21 pontos) e Alexey Kaputskiy (24 pontos e 6 ressaltos) estiveram em evidencia.


Barreirense chegou à liderança

Depois de um ascendente inicial por parte da equipa do Restelo, o Barreirense com um parcial de 15-0 assumiu em definitivo o comando do jogo, não mais permitindo que a sua liderança fosse colocada em causa.

 

O Belenenses até começou bem o encontro (11-6), mas quinze pontos consecutivos da equipa da casa rapidamente fizeram mudar o cenário do encontro (21-11). No inicio do 2º tempo, o conjunto do Barreiro chegou à vantagem máxima (30-16), uma diferença pontual gerida depois sem grandes sobressaltos até final do encontro.

 

A formação de Belém perdeu a luta das tabelas (27/36), se bem que a grande diferença entre as duas equipas tenha estado na linha de três pontos. O Barreirense converteu sete triplos (33%), já os visitantes estiveram pouco eficazes, uma vez que apenas converteram 2 de 22 lançamentos (9%).

 

Daniel Margarido, autor de um duplo-duplo (11 pontos e 11 ressaltos), e Diogo Miguel, melhor marcador do jogo com 16 pontos, foram importantes na 5ª vitória da equipa nesta fase de grupos. Tiago Brito (11 pontos, 6 ressaltos e 3 assistências) não conseguiu evitar que o Belenenses passasse a ter um registo inverso ao adversário (1V e 5D).


Portugal já se prepara em Poprad

Uma viagem longa, que começou em Ílhavo às 8h30, e que terminou em Poprad às 2h30 da manhã. A equipa portuguesa está bem instalada, já realizou duas sessões de treino, que serviram essencialmente para adaptação ao pavilhão onde se irá realizar o jogo, bem como para acertar alguns detalhes tendo em vista o encontro deste sábado.

 

Para a noite desta sexta-feira, está ainda prevista uma sessão de vídeo, onde as atletas portuguesas poderão ainda identificar alguns pontos fortes e fracos da equipa eslovaca.

 

Na manhã do jogo, a seleção nacional ainda terá oportunidade de fazer um último treino antes do encontro oficial. A partida está marcada para as 18h00 portuguesas.

 

As temperaturas em Poprad têm rondado os 3-4 graus positivos, e é possível que possam vir a baixar, prevendo-se mesmo a queda de neve para o dia de sábado.

 

Foi possível ver os diversos "outdoors" com informações relativas ao jogo Eslováquia x Portugal, o que nos faz acreditar que os habitantes de Poprad deverão comparecer em força na Poprad Arena, para apoiar a sua seleção.


As dificuldades da Eslováquia

Pela frente terá o adversário que o selecionador Ricardo Vasconcelos aponta como sento muito provavelmente o mais forte do grupo em que Portugal está inserido. Para além dos problemas defensivos que colocam, as eslovacas tem um ataque equilibrado, o mesmo será dizer que podem fazer mossa através do tiro exterior, bem como explorando a estatura das suas atletas nas áreas mais próximas do cesto. Ainda assim, e sabendo que o tempo de preparação foi curto, Portugal viaja cheio de ambição e com desejo de causar surpresa.

 

O selecionador Ricardo Vasconcelos sabe bem o que esperar do adversário, e não são assim tão poucos os problemas a tentar resolver, embora que seja mais correto dizer tentar condicionar. “A Eslováquia e uma equipa que joga com muitas alternâncias defensivas, constantes ao longo do jogo e dificultam muito a mudança do lado da bola. Em ataque jogam muitos bloqueios na bola com continuação interior e bloqueios flare. Boas lançadores, altas, com uma norte americana (K. Toliver) naturalizada fortíssima em movimentos de lançar após drible e boa passadora.”

 

Embora tenha surgido uma noticia no site da FIBA a dizer que ela não deve jogar, Ricardo Vasconcelos não se mostra muito convencido que isso venha a acontecer. A não ser, uma vez que jogam com Portugal e Islândia, “possam guardar o dinheiro” para chamá-la numa outra fase deste apuramento.

 

Indiferente a tudo isto, Portugal dentro das suas possibilidades e tempo disponível para se preparar, tentou assimilar os princípios básicos e as rotinas que servirão de base para a forma como se irá apresentar dentro de campo.

 

O jogo de preparação efetuado quarta à noite frente à AD Vagos serviu de teste para avaliar e consolidar as questões táticas a utilizar pela equipa em todas as fases do jogo. “O jogo ontem, sendo a 3ª ação do dia (depois de dois treinos) foi-nos muito útil para ver os mecanismos de ataque vs homem e zona e defesa do bloqueio direto. Continuamos em busca de melhorar quer a ação junto à bola quer as decisões dos jogadores que não estão envolvidos diretamente na bola. Mas em geral as jogadoras demonstraram boa capacidade de absorção das ideias gerais.”

 

Como é hábito nos confrontos internacionais, Portugal ainda vai ter a oportunidade de se ambientar ao pavilhão onde disputará o jogo, mas mais importante do que isso dispõe da possibilidade de corrigir e acertar detalhes táticos que melhoram sempre o desempenho coletivo. “Resta-nos dois treinos para tentar olear ainda melhor uma ou duas ideias.”


«Queremos sair vitoriosos»

No próximo fim de semana o Galitos-Barreiro vai defrontar um conjunto de qualidade, mas as intenções do grupo da margem sul do Tejo passam por garantir o triunfo.

 

Este empréstimo foi um desejo seu? O Galitos está a corresponder às suas expectativas?

 

Como todos os jogadores de basket, o meu maior desejo era jogar mais tempo e o empréstimo ao Galitos só trouxe vantagens, tanto a mim como ao Benfica. O facto de eu poder jogar mais tempo e num nível elevado faz com que tenha mais valor e mais experiência quando voltar à Luz. Estou a gostar muito da experiência, temos uma equipa com muito valor e estou a aprender muito com o André Martins e com os meus colegas.

 

Que balanço faz da prestação da equipa nestas sete primeiras jornadas? Poderia ter feito algo  melhor?

 

Penso que estamos com resultados bastante positivos, temos tido muito boas vitórias e mesmo das nossas derrotas conseguimos tirar coisas muito positivas. O que correu pior foram alguns momentos de falta de foco, numa liga equilibrada como a nossa uma desconcentração paga-se caro. Mas no quadro geral estou muito contente e orgulhoso do nosso desempenho.

 

Individualmente, sente que ainda tem de melhorar alguma coisa em particular?

 

Claro que sim, preciso de muito trabalho em vários pontos do jogo, defesa 1×1, defesa coletiva, lançamento, leitura de jogo, entre outras. Mas tento melhorar de dia para dia e por sorte sempre tive treinadores e colegas de equipa para me ajudarem a crescer e evoluir como jogador.

 

Este jogo com o FC Porto chega num bom momento da equipa? E onde evolui e se tornou mais forte o Galitos desde o inicio do campeonato?

 

Todos os momentos são bons para jogar, viemos de 2 vitórias seguidas, uma delas fora de casa, isto só traz confiança à equipa, mas tentamos não olhar para trás, o que é importante é estarmos concentrados e motivados, vamos jogar contra uma excelente equipa e isso é o que qualquer equipa gosta de fazer. Durante esta época temos melhorado bastante a nossa defesa individual e coletiva, treinamos muito para isso. Sendo uma equipa completamente nova, estamos a evoluir bastante no nosso jogo coletivo, de dia para dia tornamo-nos mais equipa, jogamos melhor uns com os outros.

 

Pontos fortes a condicionar na equipa do FC Porto?

 

O FC Porto tem uma excelente equipa com grandes jogadores, tanto interiores como exteriores, têm excelentes lançadores e conseguem ter um ritmo muito elevado de jogo, pois têm uma equipa muito homogénea, qualquer jogador que entre do banco não tira qualidade à equipa, e isso é uma grande qualidade. Outro ponto muito forte é o facto de ser uma equipa que já joga junta há algum tempo, à exceção de alguns jogadores, mas mesmo esses já estão muito bem integrados. Penso que vai ser um jogo muito bom, estamos muito motivados para jogar e queremos sair vitoriosos.

 

Foto: Claudio Gomes


Nova ronda da LPB

Tudo isto, e muito mais, na jornada de sábado na LPB…

 

Sábado dia 20 de Novembro

 

15 horas – Vitória SC x Lusitânia

 

O regresso de Pedro Pinto à competição coincidiu com aos triunfos por parte do Vitória. A formação de Guimarães foi surpreendida no último jogo disputado em casa, pelo que este confronto frente ao Lusitânia, em caso de vitória, servirá para reafirmar o seu habitual domínio caseiro, bem como tentar aproximar-se do topo da classificação. Os açorianos deram excelente réplica diante do campeão nacional, mas precisam urgentemente de somar vitórias. O Lusitânia certamente que não pretenderá apenas ser competitivo, e para que isso aconteça, muito ajudaria se conseguisse aliar uma boa eficácia nos lançamentos de dois pontos, à boa pontaria revelada de longa distância (50%).

 

16 horas – Maia Basket x CAB Madeira

 

A única vitória alcançada pelos maiatos aconteceu no último jogo disputado pela equipa em sua casa. Apesar dos sinais positivos que tem dado, o Maia Basket está igualmente obrigado a somar resultados positivos sob pena de ficar cada vez mais afastado da parte de cima da tabela classificativa. Do lado contrário irá estar uma equipa cujo comportamento no Continente tem-lhe sido bastante favorável, até porque as três vitórias que regista neste momento foram todas alcançadas na condição de visitante.

 

16 horas – SL Benfica x Eléctrico FC

 

Depois de três viagens, os campeões nacionais regressam a casa, e logicamente com o objetivo de prolongar a sua invencibilidade na Liga, e assim manter a liderança isolada da fase regular. O conjunto de Ponte de Sor reforçou-se com um jogador norte-americano mas não conseguiu dar seguimento ao triunfo obtido nos Açores. Embora precise de triunfos para se conseguir afastar do fundo da tabela classificativa, não se afigura tarefa fácil para o conjunto alentejano. Nada a perder!

 

17.30 horas – Basquete Barcelos x UD Oliveirense

 

O conjunto de Barcelos tem-se mostrado um adversário muito complicado a jogar em casa, já que foi nessa condição que somou as suas três vitórias. A equipa liderada por João Tiago tem dado mostras de evolução, pelo que este jogo frente à Oliveirense, ferida no seu orgulho já que não vence à duas jornadas, será um bom teste ao momento de forma dos barcelenses. O conjunto de Oliveira de Azeméis, depois de um arranque de campeonato muito forte, cedeu nas duas últimas rondas, e há muito que não vence fora de portas. Um triunfo manteria a Oliveirense mais colada aos da frente, mas mais importante do que isso significaria o regresso às vitórias e um ponto final numa fase mais negra da temporada.

 

Domingo dia 21 de Novembro

 

18 horas – FC Porto x Galitos – Barreiro

 

Os portistas, apesar da derrota europeia a meio da semana, mostraram que estão no bom caminho e que continuam a evoluir. O objetivo imediato passa por continuar a somar êxitos na Liga e assim manter a pressão no líder e esperar por uma eventual escorregadela do mesmo. O conjunto do Barreiro, atravessa uma fase muito positiva, pelo que será um bom teste à consistência dos azuis e brancos. O Galitos vem de dois triunfos consecutivos, e venceu o último jogo disputado fora de portas. Os comandados de André Martins já tem um registo positivo, e um êxito nesta jornada poderia eventualmente empurrar a equipa para lugares ainda mais confortáveis na tabela classificativa


«Mentalidade vencedora»

O jogador, recém-recuperado de uma lesão, faz uma análise ao atual momento dos vimaranenses, abordando ainda o que se pode esperar do Vitória nesta partida.

 

O base Pedro Pinto regressou à competição depois de uma longa ausência, e logo com um resultado positivo para equipa e uma boa exibição para o atleta. “Já tinha bastantes saudades, nunca tinha estado tanto tempo parado e é sempre difícil não podermos fazer o que mais gostamos. O jogo do CAB correu bem, uma vitória bastante importante para nós, contra uma equipa que é sempre muito competitiva.”

 

O internacional português vive uma situação desportiva de certa forma invulgar, já contratado pelo Libolo, mas nada que perturbe o seu trabalho e objetivo de ajudar a equipa. “Sinto-me muito bem no Vitória, os dois anos que cá estive foram bastantes bons, fui muito bem recebido e é sempre bom voltar a poder jogar nesta equipa.”

 

Este triunfo na Madeira prova de alguma forma que o Vitória tem condições para continuar a lutar por metas ambiciosas. “Os nossos objetivos continuam os mesmos, e é com essa mentalidade que trabalhamos todos os dias. Sabemos o potencial da nossa equipa e o que podemos fazer.”

 

A equipa sofreu algumas mexidas mas nada que alterasse a forma de estar da equipa do Vitória na competição. “Entraram alguns jogadores novos, que rapidamente se adaptaram a mentalidade da equipa, mantendo assim os objetivos que pretendemos obter, sendo sempre competitivos e com uma mentalidade vencedora.”

 

O Vitória ainda não conseguiu entrar num ciclo de sucesso, pelo que bater o Lusitânia poderá ser o primeiro passo para obter esse objetivo.

 

O Lusitânia dá sinais de estar mais forte e a subir de rendimento, e o base vimaranense não espera facilidades no confronto com os açorianos. “A Liga este ano esta bastante mais competitiva e penso que não haverá nenhum jogo fácil. Teremos de entrar sempre bastante concentrados e focados, para tornarmos os jogos mais fáceis.”


«Rivalidade é saudável»

O Terceira Basket, líder da Sul da Proliga com 5 vitórias e uma derrota, recebe o AngraBasket, 6º, com 2 triunfos e 3 desaires. Veja nesta notícia o que pensa o treinador do AngraBasket sobre o encontro.

 

O comportamento da equipa até momento está dentro das expectativas? Ou podia e devia ter feito melhor?

 

Perante o orçamento que tínhamos para esta época, e de acordo com o acerto que realizámos na equipa no fim do mês de Outubro, contratando um base, julgo estarmos dentro das nossas expectativas. Penso que a equipa ficou a ganhar com esta troca, com o claro intuito de atingirmos os nossos objetivos previamente traçados, que passam pela manutenção.

 

Este triunfo frente ao Belenenses, até porque foi fora, veio trazer mais estabilidade e confiança à equipa? E se foi fruto de algum tipo de correções e melhorias no vosso jogo?

 

Sim, foi uma boa vitória e que nos trouxe algum alento, considerando os resultados obtidos até então. A equipa entrou muito forte e determinada em alterar os resultados menos positivos que vinha alcançando. Na quase totalidade do jogo fomos disciplinados e cumprimos o planeado. A equipa tem vindo a adaptar-se a uma nova realidade com a vinda do base, o nosso jogo alterou e ganhou outra consistência com este jogador. Julgo que alguns jogadores poderão ter agora uma maior rentabilidade jogando noutras posições onde se sentem mais confortáveis que não a de base.

 

A reduzida rotação da equipa acaba por ser um problema durante os jogos?

 

Tenho à minha disposição 12 jogadores que se encontram sempre disponíveis para ajudar o clube em todos os jogos. Trabalham diariamente para obter a confiança do treinador, e eu, como líder do grupo, tentarei realizar a gestão da melhor forma possível. Colocando sempre os interesses do clube em primeiro lugar.

 

Faz sentido apelidar de derby o jogo entre o Terceira Basket e o AngraBasket? E se os jogadores também sentem de alguma forma essa rivalidade?

 

Acho que sim, acho que podemos, considerando as duas equipas serem da mesma ilha, da mesma cidade. Julgo que um jogo como este poderá ser uma ótima propaganda para a modalidade, com jogadores motivados e com uma boa moldura humana. Espero que seja acima de tudo um bom jogo de basquetebol. Claro que este tem sempre um sabor especial para jogadores, treinadores, dirigentes e público em geral, no entanto, sublinho que, a "rivalidade" existente é saudável.

 

Concorda que o Terceira é uma das equipas mais bem apetrechadas da Zona Sul e que se reforçou muito bem. Ainda assim, considera que é um adversário equilibrado nas suas armas ofensivas? Ou mais perigoso no jogo interior?

 

Sim, concordo. É evidente que, pelo plantel que o TBC formou esta época, luta pelos lugares cimeiros da zona sul, bem como pelo titulo nacional. Com o plantel que o treinador dispõe é perfeitamente possível alcançar o que atrás referi. Sinceramente, julgo que o vão conseguir.

 

Acredita que é possível ao AngraBasket terminar nos primeiros quatro lugares da Zona Sul? E se para que isso aconteça ainda há muito a mudar e a melhorar na equipa?

 

A zona sul da Proliga pauta-se pelo equilíbrio e por vezes ocorrem resultados inesperados o que torna a competição mais emotiva e interessante. Considerando a alteração realizada pelo clube com a inclusão do base como atrás referi, e dado estarmos a estabilizar o nosso jogo ao longo destas últimas semanas culminando com a vitória em Belém, julgo ser possível ficarmos nos 4 primeiros lugares. Temos a plena consciência que não será fácil como já mencionei, só será possível chegar ao playoff com muito trabalho, disciplina, coesão de grupo, humildade e uma grande dedicação.


«Os meus filhos têm orgulho em mim»

Anabela Vasconcelos, poste de 1,75 metros, é um dos maiores exemplos de longevidade que podemos encontrar no nosso desporto em Portugal. Tem 50 anos e jogou até à época passada no Illiabum Clube, quando decidiu colocar um ponto final na (longa) carreira. Mas será definitivo? As saudades do som da bola a entrar no cesto, dos treinos e do ambiente do balneário já fizeram com que regressasse outras vezes. Para já tem via verde para treinar no Illiabum, depois logo se vê. Nos anexos desta noticia pode ler a 2ª parte da entevista, em que Anabela revela a importância da familia, e a paixão que ainda sente pelo basquetebol.

 

 

 

É professora de quê?

 

Sou professora de português e francês no Agrupamento de Escolas de Oliveirinha. Há uns seis anos estive envolvida no Desporto Escolar da escola. Como tinha o curso de treinadora nível 1 , consegui que me atribuíssem algumas horas para integrar o núcleo do Desporto Escolar acabando por formar uma equipa de basquetebol de iniciados.

 

O apoio familiar foi importante para esta sua longevidade no desporto?

 

Quando regressei, os meus filhos tinham 8 e 6 anos. Já comiam sozinhos, o meu marido ajudava pois estava com eles à hora do jantar e eu acompanhava-os na hora de dormir… E assim consegui conciliar tudo. Só que é fundamental fazer opções; por exemplo, quando estudava na faculdade, chegava a casa após os  treinos e não saía como faziam algumas amigas minhas, no entanto,  arranjava tempo para fazer tudo aquilo que gostava. É importante  ter uma boa retaguarda, mas é essencial  ser-se organizada e metódica,  e o basquetebol ajudou-me muito nesse sentido. Por exemplo, no ano passado havia um dia que tinha treino das 22h30 à meia-noite, chegava a casa por volta da 1h00 da manhã e sabia que, nesse dia, não podia deixar trabalho da escola para fazer à noite, tinha de o fazer antes. O basquetebol ajudou-me a crescer como pessoa e mulher.

 

Chegou a cruzar-se com ex-alunas no Basquetebol?

 

Não. Mas no ano em que lecionei no liceu onde estudei, em São João da Madeira, estava a jogar na Sanjoanense e um dia houve um problema no pavilhão que nos impossibilitou de treinar e tivemos de ir para outro, onde estava uma equipa de miúdos. Fizemos um treino conjunto e entre os atletas estava o Paulo Pinto, que era meu aluno. Um miúdo inteligentíssimo, muito bom jogador, chegou a ser internacional e talvez um dos melhores jogadores da sua geração…

 

Como se sente fisicamente?

 

Considero que estou bem. Claro que não consigo acompanhar quando o jogo é muito rápido, não faço sprints, mas acompanho minimamente. Sinto que não sou a mesma em termos de velocidade, reflexos e mudanças de direção. Sempre fui uma excelente ressaltadora. Às vezes, vou ao ressalto e sinto  que aquela bola é minha, mas de um momento para o outro, outra colega apanha-a e parte para o contra-ataque (risos).

 

No ano passado jogava em média quanto tempo?

 

Nunca contabilizei. Uns cinco ou seis minutos por período, às vezes um período inteiro. Quando saía, sentia-me bem. Treinávamos quatro vezes por semana.

 

Os seus filhos também jogam?

 

Sim e sempre encararam o basquetebol de uma forma responsável mas divertida. Na escola onde eles fizeram a primária há um campo com duas tabelas e quando eles eram pequenos íamos para lá brincar. Nas férias, levamos sempre uma bola para o caso de haver um campo por perto.

 

Sentem orgulho na longevidade desportiva da mãe?

 

Sim, têm orgulho em mim. Acham divertido a mãe jogar basquetebol. Lembro-me que quando eram mais pequenos, iam muitas vezes ver os meus jogos  e adoravam ver a mãe em campo.

 

A mãe influenciou-os a jogar basquetebol?

 

Bom, quando eram pequenos, levámo-los para o minibasquete. Talvez tenha havido alguma influência, não sei… O mais velho, já na escola primária, um dia, disse-me que queria jogar futebol, como os amigos. E eu disse-lhe “Oh filho, o futebol joga-se à chuva, ao frio, no basquete estás quentinho…” Nunca fui grande adepta de futebol, vejo os jogos da seleção e pouco mais, não me via a acompanhar jogos de futebol ao fim de semana… Felizmente ficou. O Tiago, que é o mais velho, tem 21 anos, jogou no Illiabum e no Esgueira, agora está a fazer Erasmus em Madrid e  joga numa equipa espanhola. O Bernardo tem 19 anos, jogou no Illiabum e este ano decidiu parar. Mas eles gostam imenso de basquete, tal como eu e o pai que também jogou no Illiabum e no Esgueira. Está-lhes no sangue, no ADN.

 

Sempre jogou a poste?

 

A poste e na posição 4. Quando comecei a jogar era uma das mais altas (1,75m), por isso jogava próxima do cesto. Tive alguma dificuldade em adaptar-me aos novos conceitos, em vir para fora. Mas gostava de ter jogado a base!

 

Ainda vai a tempo.

 

(Risos) Sim, adorava … Às vezes pedia ao treinador para me deixar levar a bola. Quando iniciei o meu percurso, jogava sempre perto do cesto, era raro levar a bola para o ataque, nunca fui grande lançadora exterior. Naquela época, os treinadores acabavam por nos limitar um bocadinho.

 

Mas gostava de continuar?

 

Reconheço que sim. Sinto falta da bola, das colegas, de toda a dinâmica do treino, do balneário. Nunca gostei de ginásio. Não vou parar ainda, vou treinar para ‘matar o vício’ e se o treinador me convencer a continuar…

 

Consegue viver sem basquetebol?

 

(Risos) No hall de entrada da minha casa, tenho uma bola assinada pela Ticha Penicheiro e pelo Nelson Évora, atletas que considero campeões. Quem entra, sente um cheirinho a basquete, a desporto…


«Estamos superconfiantes»

Nada que abale o moral dos jogadores, que segundo o atleta, sabem “o que fazer para conquistar” a vitória.

 

Surpreendidos de alguma forma por estas cinco vitórias consecutivas neste arranque da fase regular da Zona Norte?

 

Não estamos surpreendidos pois sabemos a forma como treinamos e trabalhamos diariamente. As equipas também se mantiveram com as mesmas estruturas, o que nos faz conhecê-las e aos jogadores.

 

Na sua opinião, qual tem sido a base do sucesso da invencibilidade da equipa?

 

Melhorámos o controlo do ritmo do jogo e a posse da bola nos momentos-chave. Além disso, temos tido sempre jogadores que entram e contribuem com coisas muito positivas para o jogo da equipa. Prova disso é uma maior rotatividade e o facto de já termos tido vários jogadores como MVP's do jogo, o que demonstra o espírito coletivo. Temos sabido acima de tudo aliar a experiência à juventude existente na equipa, e conseguimos estar outra vez entre as melhores defesas do campeonato que sempre foi uma bandeira nossa.

 

A equipa já venceu mais jogos fora do que em casa. Concorda que também isso foi algo que mudou um pouco na equipa do Sangalhos? Alguma explicação para que tal aconteça?

 

Temos conseguido transportar o ambiente/espírito de união para os jogos fora, quer dentro da equipa como também por parte das pessoas que nos acompanham. O modelo da competição ao ter mudado também contribuiu pois cada jogo assemelha-se a um derby. A equipa tem sabido responder cada vez melhor também ao ambiente criado noutros pavilhões (Esgueira é o melhor exemplo) e que só é benéfico para a Proliga e para o basquetebol português.

 

Voltam a jogar fora na próxima jornada, deslocam-se ao Porto para defrontar o Dragon Force. Confiantes que poderão somar a 6ª vitória? E quais os principais cuidados a ter com a equipa portista?

 

Estamos superconfiantes na vitória e sabemos o que fazer para a conquistar, até porque temos de regresso alguns colegas dos quais estivemos privados. Sabemos que se trata de uma equipa com um ritmo de jogo elevado e muito atlética. Vamos tentar contrariar através de vários pontos que são essenciais no nosso modelo de jogo.


Faleceu o Prof. José Esteves

A Federação Portuguesa de Basquetebol endereça os mais sentidos pêsames a todos os seus familiares, amigos e todos aqueles que conviveram com ele. José Esteves foi sem dúvida uma Grande figura do desporto e da educação física em Portugal. Percursor da Sociologia do Desporto com obras muito marcantes como: Crítica à Organização Desportiva Nacional, publicado no Boletim do INEF em 1958, O Desporto e as Estrutura Sociais, publicado em 1970, Racismo e Desporto publicado em 1978, entre outros textos e que são obras fundamentais para a reflexão acerca do alcance e significado do desporto.

Mas o seu pensamento e obra não se confinaram ao desporto, pois exerceu a cidadania na sua plenitude. Grande pensador anti-estado novo, pertenceu a uma elite que combateu de forma muito inteligente e eficaz o regime totalitário. Foi aluno do 1º curso do INEF e recebeu o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade Técnica de Lisboa através da Faculdade de Motricidade Humana. Chegou a ocupar o cargo de sub-diretor do INEF, quando o médico José Andersen Leitão ocupou o lugar de Director (1958-1963), mas as suas ideias contrárias ao regime da altura não lhe permitiram ficar no cargo por muito tempo. Foi, no entanto, um período muito marcante na história do INEF.


Arantxa Cea é a MVP da Liga Feminina

Já a atleta portuguesa mais valiosa, foi Márcia Costa, atleta do GDESSA-Barreiro, e a que se destacou entre as mais jovens foi Beatriz Jordão, que representa a Quinta dos Lombos. No anexo desta noticia poderá ainda consultar os melhores cincos da jornada, bem como os máximos individuais registados no passado fim de semana.


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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