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Análise aos convocados da Seleção Nacional de BCR

Um misto de experiência e juventude. Parece ser esta fórmula esboçada pela equipa técnica nacional para “atacar” a subida à divisão B, patamar de onde Portugal foi despromovido no passado verão, em Sarajevo, Bósnia-Herzegovina.

Do mais veterano ao benjamim distam 27 anos de diferença – o capitão Pedro Gonçalves tem 45, Ângelo Pereira 18, havendo cinco caras novas na renovada Seleção Nacional: José Miguel, o já referido Ângelo Pereira, Christophe da Silva, Hélder Freitas e Iderlindo Gomes.

De referir que todos os jogos estarão disponíveis aqui, 30 minutos após o final dos mesmos.

Será a oitava edição do Campeonato da Europa C, a quarta com participação portuguesa.

Sem mais demoras, vamos conhecer as virtudes de cada um dos convocados, nas palavras de Marco Galego.

 

Christophe da Silva: extremo; Clube: CS Meaux (França); Pontuação: 1.0 – Jogador muito trabalhador em bloqueios e a “formiga” da equipa.

 

Henrique Sousa: extremo; Clube: APD Braga; Pontuação: 1.0 – Jogador trabalhador em bloqueios e com lançamento a média distância.

 

Marco Gonçalves: extremo; Clube: GDD Alcoitão; Pontuação: 1.5 – Atleta promissor com boa técnica e velocidade.

 

Filipe Carneiro: extremo; Clube: APD Braga; Pontuação: 2.0 – É o atleta mais rápido, com uma mão esquerda muito aceitável.

 

Pedro Bártolo: base; Clube: CP Mideba; Pontuação: 2.5 – Atleta tecnicamente muito evoluído, tanto no drible como no lançamento, consegue executar com grande velocidade.

 

Ângelo Pereira: extremo/base; Clube: APD Lisboa; Pontuação: 2.5 – Mais um possível talento do nosso BCR. Bom lançador.

 

Hugo Maia: extremo; Clube: GDD Alcoitão; Pontuação: 2.5 – Atleta rápido. Faz do contra-ataque uma das suas armas.

 

José Miguel: extremo/poste; Clube: APD Braga; Pontuação: 3.0 – Dos atletas mais promissores de Portugal. Grande envergadura e capacidade de sacrifício.

 

Hélder Freitas: poste; Clube: APD Paredes; Pontuação: 3.5 – Atleta com físico impressionante e vontade. Tem uma margem de progressão enorme.

 

Pedro Gonçalves (capitão): base; Clube: Sporting CP/APD Sintra; Pontuação: 3.5 – O jogador português mais cerebral da atualidade, com muito bom lançamento.

 

Iderlindo Gomes: poste; Clube: APD Leiria; Pontuação: 4.0 – Atleta com uma capacidade física muito acima da média, bom finalizador perto do cesto.

 

Márcio Dias: poste; Clube: APD Braga; Pontuação: 4.5 – Um dos jogadores mais rápidos de Portugal, que consegue finalizar de várias formas, tanto perto do cesto como afastado.


Europeu Sub20 Femininos: Receção na C.M. Matosinhos

A cerimónia dividiu-se entre um Porto de Honra, servido junto à Sala de Sessões, e a receção no Salão Nobre da autarquia.

 

Já na principal de sala de visitas do município de Matosinhos, as delegações tiveram oportunidade de escutar as intervenções do Presidente da FPB, Manuel Fernandes, da Comissária da FIBA, Eleonora Ranguelova, e do Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Eduardo Pinheiro, a que se seguiram os habituais agradecimentos e desejos de boa estadia em Matosinhos, "cidade mágica do basquetebol feminino" segundo o presidente federativo.
 

Campo Maior recebe último estágio da Seleção Nacional de BCR (VÍDEO)

Os comandados de Marco Galego terão pela frente seis sessões de treino ao longo dos três dias de estágio (14, 15 e 16), no Pavilhão Gimnodesportivo Rui Nabeiro. 

Este apronto surge no seguimento de um outro, que decorreu no fim de semana passado, em Vila Nova de Gaia, e que mereceu uma reportagem da FPB TV, como poderão ver:

Este sábado, dia 15, às 16h, a Seleção será submetida a um duro teste contra um combinado de jogadores espanhóis das regiões da Extremadura e Andaluzia, alguns dos quais internacionais pelo país vizinho, atual vice-campeão Paralímpico. A entrada é gratuita e todo o estágio aberto ao público.

Num recente artigo da Federação Internacional de Basquetebol em cadeira de rodas (IWBF), Portugal é cogitado como um dos pretendentes à subida (há duas vagas em disputa), lado a lado com a Bélgica, atrás da anfitriã República Checa, mas será prudente lembrar que a façanha não se avizinha fácil, ou não tivessem ambos os oponentes militado recentemente na divisão A, a elite do BCR europeu.

A Seleção Nacional de BCR rumará a Brno na manhã de 24 de julho, importando destacar que fará parte do Grupo A juntamente com Bélgica e Grécia.

 

Poderá consultar todos os dados sobre a prova aqui.

 

Nota: Foto de Miguel Gonçalves


Seleção Nacional de BCR prepara Campeonato da Europa C

A equipa técnica nacional, composta pelo Selecionador Marco Galego e pelo Treinador Adjunto Ricardo Vieira, procedeu a uma alteração de última hora no lote dos 12 finalistas. Por motivos profissionais, Gabriel Costa, poste da APD Braga, não poderá dar o seu contributo à Seleção e será substituído por Hélder Freitas, da APD Paredes.

 

O fim de semana contemplará quatro sessões de trabalho e uma análise mais detalhada ao trajeto até aqui realizado para limar arestas, nomeadamente dos jogos amigáveis disputados no anterior estágio em Braga diante dos espanhóis AMFIV Vigo.

 

Antecede a partida para a República Checa novo estágio no fim de semana seguinte, em Campo Maior (14 a 16 de julho).

 

Naquela que será a quarta participação lusa num Campeonato da Europa da Divisão C, o objetivo passa pelo regresso à Divisão B. Contudo, tal tarefa não se avizinha fácil, já que há duas vagas de acesso e militam nesta “falsa” categoria a República Checa, que integrava a A há escassos dois anos, e a Bélgica, que à semelhança da anfitriã também marcou presença na elite europeia.

 

Inserido no grupo A, Portugal terá que medir forças precisamente com os belgas na sua partida inaugural, enquanto o segundo embate será contra a teoricamente mais acessível Grécia.

 

Recomenda-se uma fase de grupos imaculada para evitar o cruzamento nas meias-finais com a poderosa equipa checa.

 

Mais informações aqui no site oficial da prova.


Jogadores marcantes: Mário Delgado

À semelhança de tantos outros, ficou paraplégico na Guerra Colonial e iniciar-se-ia na modalidade na década de 70. Base puro, dono de uma visão de jogo e lançamento muito acima da média, numa época “órfã” de grandes referências, o atleta cabo-verdiano notabilizou-se ao serviço da equipa já extinta da AFDA (Associação das Forças Armadas) e do GDR A Joanita. 

A carreira de Mário Delgado restringe-se a um período em que o BCR português vivia um profundo ou quase absoluto anonimato (década de 70 e princípio de 80), sem competições oficiais organizadas, com um escasso número de equipas, conjuntura que torna árdua a missão de relatar o seu trajeto com a eloquência e fidelidade que se exigem.

 

No entanto, socorremo-nos de alguns testemunhos, em particular de Jorge Almeida e João Cardoso, que nos ajudam a enquadrar o papel de Delgado na modalidade e a destrinçar as suas virtudes enquanto jogador. Ambos realçam a mestria na distribuição de jogo e a eficácia do lançamento. “Um jogador elegante, excelente lançador de meia distância e um grande organizador de jogo. Tinha uma excelente visão de jogo e fazia a diferença em qualquer equipa”, sublinha Jorge Almeida, ex-internacional português e técnico da APD Lisboa e antigo Selecionador Nacional. João Cardoso, também internacional e ainda no ativo no Sporting CP/APD Sintra, que dava os primeiros passos no BCR, recorda uma “pessoa calma e alegre, fácil de lidar” e partilha uma caraterística que apreendeu do então colega veterano. “Foi dele que absorvi os tais ganchos à tabela. Era um perigo no garrafão quando lhe passavam a bola e, mesmo que estivesse muito junto à tabela, recorria facilmente ao gancho enrolado e não falhava”, afirma categoricamente.

 

O mérito das ações de Delgado sai reforçado se atendermos ao facto de que era um atleta de baixa pontuação* (ou seja, com uma lesão mais severa). À data, considerando o estado incipiente no desenvolvimento das cadeiras – sem rodas inclinadas, roda(s) traseira(s) anti-queda ou qualquer especificidade para o BCR – e a ausência ou parca valorização do strapping (fitas e cintos utilizados para o atleta se prender à cadeira, proporcionando-lhe maior estabilidade, capacidade de controlo da cadeira com o tronco e possibilidade de após queda se reerguer sem sair da cadeira, algo que hoje está completamente massificado.), a tarefa do jogador de baixa pontuação revestia-se de um grau de dificuldade muito superior.

 

Por todos os motivos elencados, em especial a vocação na distribuição de jogo, quando ainda hoje tal ação se reserva habitualmente para atletas de pontuação intermédia ou alta, Mário Delgado figura, acreditamos que com plena justiça, na lista dos jogadores marcantes do BCR português.

 

*Recordemos o sistema de classificação médico-funcional que prevê que a cada jogador lhe é atribuída uma pontuação entre 1 a 4,5, consoante a sua lesão e funcionalidade na cadeira de jogo. O total dos 5 jogadores em campo, por equipa, deve perfazer 14,5 pontos em competições de clubes e 14 em provas de seleções. Quanta mais severa a lesão do atleta, menor a sua pontuação de jogo.

 


Jogadores marcantes: António Vilarinho

Hoje falamos daquele que celebrizou os ganchos, dentro e fora da área restritiva, e fez parecer fácil lançar dos então 6,25, numa época em que marcar triplos em quatro rodas e a meia altura parecia digno de epopeia. Aos 70 anos, continua no ativo e a provar o impossível. 

 

 

Foi um dos muitos para quem a Guerra Colonial se revelou amarga, mas denota-se na voz o estoicismo da recusa em definir a vida por isso. Da Guiné, veio para o Centro de Reabilitação de Alcoitão, corria o ano de 1967, onde um fisioterapeuta dava os primeiros passos do BCR em Portugal. “Juntei-me a eles e comecei a praticar”, conta, sem conseguir precisar se a estreia na modalidade que trata por tu fora em 1968 ou 1969. Das palavras depreende-se o orgulho do pioneirismo, mas o reverso de ser dos primeiros comportava a total ausência de referências. “Nessa altura não havia nenhuma figura muito relevante, aprendíamos uns com os outros”, revela António, aludindo à sua experiência prévia à lesão, no futebol, como único suporte tático nesta segunda vida desportiva. Mais tarde, frisa, destaca a figura de Jorge Almeida, internacional português, ex-jogador e treinador da APD Lisboa e ex-Selecionador Nacional, que rotula de “um dos melhores jogadores no nosso país”. O estado embrionário do BCR em Portugal refletir-se-ia nos moldes da participação portuguesa, nos Jogos Paralímpicos de Heidelberg, Alemanha, em 1972 – a primeira em absoluto de atletas paralímpicos portugueses e a única até à data no BCR. Ainda sem ser sujeito a qualquer etapa qualificativa, a Seleção Nacional foi convidada a integrar a 2.ª divisão do certame Paralímpico, frente a Espanha, Canadá, Bélgica e Suíça. “Para nós era tudo novidade. Não tínhamos sequer conhecimento dos adversários. Milhares de atletas, para nós era outro mundo! Foi bom, porque tínhamos ainda mais incentivo para continuar”, narra titubeante António Vilarinho. A ‘estadia’ em solo germânico saldou-se por três derrotas (71-18 – Bélgica, 58-28 – Espanha e 56-26 – Canadá) e uma vitória (27-25 frente à Suíça). A nível nacional, depois de sair de Alcoitão, António Vilarinho viu o seu percurso profissional abrir-lhe outras portas na esfera desportiva. “Fui para a Venda Nova tirar o curso de formação de Desenhador de Construção Civil e lá consegui formar uma equipa”, contudo o desfecho não foi o desejado, uma vez que terminado o curso, a formação recém-criada não subsistiu. Seguiu-se uma etapa na AFDA, a Associação das Forças Armadas, até rumar ao emblema que todos lhe associamos, a APD Lisboa. Mais tarde, já dentro do novo milénio, teve ainda uma saída ilustrativa do seu dinamismo para criar a equipa do Barreiro, “Os Trovões”, regressando depois em definitivo à APD Lisboa. Lançador de excelência da linha dos 3 pontos e protagonista de ganchos espetaculares, aponta como momentos mais altos a experiência em Heidelberg 72 e o 1.º título com a APD Lisboa, na época 1999/2000, ao lado de Jorge Almeida e de Hugo Lourenço, que menciona em particular. Competidor sem limites, aos 70 anos António Vilarinho não abdica do que o move e assegura: “Isto já é um bichinho que se entranhou em mim. Enquanto tivermos uma pestana a mexer, vamos andando”.

 

Marco Gonçalves, internacional português, jogador do GDD Alcoitão, ex-APD Lisboa

O Vilarinho foi dos jogadores mais tecnicistas que conheci e uma das minhas referências quando comecei a jogar. Nunca vi ninguém a marcar tantos triplos como ele, apesar de o ter conhecido já com alguma idade, assim como os seus ganchos a partir da linha lateral, ou mais precisamente, de qualquer zona do campo! Também possui uma boa visão de jogo e qualidade de passe, que o tornaram num dos melhores jogadores que passaram pelo nosso campeonato.

 

Jorge Almeida, antigo internacional português, ex-jogador e treinador da APD Lisboa, ex-Selecionador Nacional

O Vilarinho era um jogador muito evoluído para a época, muito inteligente a jogar, muito bom tecnicamente, tendo como ponto forte o lançamento exterior, tornando-se conhecido (com todo o mérito) como o melhor lançador de ganchos de todos os tempos, quer dentro ou fora da área restritiva, sendo para mim um dos mágicos do BCR.


Entrevista com o Selecionador Nacional, Marco Galego, e o Selecionador Adjunto, Ricardo Vieira

Portugal integra o grupo A juntamente com as seleções da Bélgica e da Grécia, enquanto no grupo B constam República Checa, Hungria, Sérvia e República da Irlanda. Só os finalistas da prova garantem a promoção à divisão B. Antes, Portugal volta a concentrar-se em Vila Nova de Gaia, de 7 a 9 de julho, e em Campo Maior, de 14 a 16. 

Que balanco fazem do último estágio?

M.G. – O balanco é muito positivo. Todos os atletas trabalharam nos limites físicos e psicológicos. A evolução foi notória, tanto eu como o Ricardo ficámos impressionados com o espirito de superação de todos.

R.V. – Foi um estágio importante para definir algumas estratégias e para ver que tipo de trabalho os atletas têm feito ao longo ou no intervalo dos estágios. Assim como seria importante pelo facto de ter de ficar decidido quais os 12 a levar para o Europeu.

 

Sem revelar segredos, que é a alma do negócio, qual a abordagem que a nossa Seleção terá de apresentar para se bater com seleções mais altas e habituadas a patamares superiores?

M.G. – O segredo, se é que existe, é estarmos fortes na defesa e não perder bolas, sem que o adversário faça muito para tal.

R.V. – Sabemos das qualidades da República Checa e da Bélgica, que são sem dúvida os adversários com maior qualidade. Sem grandes rodeios, sabemos que temos de estar no nosso melhor nível físico e psicológico, sermos inteligentes e rápidos em todos os aspetos do jogo será fundamental. Passará, sem dúvida, por uma abordagem algo diferente do que tem se vindo a abordar nos últimos anos.

 

Das carências que constatam, onde é que os nossos clubes têm de trabalhar mais para que a Seleção dê passos mais firmes?

M.G. – Temos de treinar mais em grande intensidade. O treino nunca pode ser para que o mais forte treine ao ritmo do mais fraco, mas sim ao contrário. Os nossos atletas precisam de mais horas semanais de treino nos limites. O que nós aqui trabalhamos pode ser aplicado a qualquer clube. Sem trabalho não há resultados, seja no desporto ou na vida particular/profissional.

R.V. – Equipas e Seleção têm de ter os mesmos objetivos, ou seja, pensarem em caminhar juntos. Sabemos que não somos propriamente gigantes em termos de altura, mas podemos ser de outra forma. Vimos neste estágio e noutros que o caminho a seguir é fácil desde que exista concordância, o que é sempre difícil, por isso cabe aos atletas remarem juntos e mostrarem que é possível fazer mais e melhor ao nível de equipa, mas também e principalmente ao nível individual.

 


Convocatória da Seleção Nacional de BCR para o Europeu

De referir que a equipa das quinas disputou, este fim de semana, dois jogos de preparação diante do CD Amfiv, equipa da 1.ª Liga Espanhola, tendo perdido em ambas as ocasiões (57-71 e 53-72), mas com o mais importante a ser a observação de atletas e a colocação em prática das rotinas de jogo ensaiadas nos treinos.

 

Fiquem com os 12 jogadores convocados por Marco Galego, Selecionador Nacional:

Ângelo Pereira (Extremo-Base) – Estreante e atleta mais novo (17 anos)

Christophe da Silva (Extremo) – Estreante

Filipe Carneiro (Extremo)

Gabriel Costa (Poste) – Estreante

Henrique Sousa (Extremo)

Hugo Maia (Extremo-Base)

Iderlindo Gomes (Poste) – Estreante

José Miguel (Extremo-Poste) – Estreante

Márcio Dias (Poste)

Marco Gonçalves (Extremo)

Pedro Bártolo (Base)

Pedro Gonçalves (Base) – Atleta mais velho (45 anos) e capitão de equipa

 

Equipa Técnica:

Marco Galego – Selecionador Nacional

Ricardo Vieira – Selecionador Adjunto

Augusto Pinto – Team Manager


Sub20 Femininas: Torneio de Esposende apresentado

O Selecionador Nacional de Sub20, Eugénio Rodrigues, fez questão de sublinhar que o objectivo para esta prova é “assegurar a manutenção na Divisão A”. Por sua vez, o vice-presidente da FPB, Sidónio Fernandes, destacou a importância da Câmara Municipal de Esposende e da Associação de Basquetebol de Braga pelo apoio e acolhimento da equipa das quinas e do torneio internacional, que terá lugar no Pavilhão Desportivo de Fão e as entradas serão livres. Presentes na conferência de imprensa também marcaram presença o presidente da A.B. Braga, Fernando Monteiro, e o vereador da C.M. Esposende, Rui Pereira.

 

CALENDÁRIO:
 
Sexta-feira, 16 de Junho
20h00: Portugal Sub20 – Portugal Seniores
22h00: Turquia – Holanda
 
Sábado, 17 de Junho
16h00: Portugal Seniores – Turquia
18h00: Holanda – Portugal Sub20
 
Domingo, 18 de Junho
09h30: Portugal Seniores – Holanda
11h30: Turquia – Portugal Sub20
 

Esgueira (masc) e Coimbrões (fem) conquistam Taça Nacional de Sub14

No feminino, O SC Coimbrões venceu a Taça Nacional do mesmo escalão, ao bater o Belasvisão/CBQ na final, por 66-42.

 

André Marques (11 pontos, 9 ressaltos, 4 assistências e 4 roubos de bola) e Ricardo Salustio (10 pontos) estiveram em destaque na formação do Esgueira/Madeigrou. Do lado dos "leões", realce para as exibições de Afonso Matos (14 pontos e 10 ressaltos) e Miguel Sá (7 pontos, 7 ressaltos e 6 roubos de bola). O cinco ideal da final foi composto por André Marques, Tiago Ministro e Ricardo Catela (todos do Esgueira/Madeigrou), Miguel Sá e Afonso Matos (ambos do Sporting CP).
 
Na final feminina, Mariana Rocha (16 pontos e 7 ressaltos) e Inês Santos (14 pontos) lideraram a equipa que levantou o troféu, enquanto Margarida Alves (13 pontos) e Marta Roseiro (10 pontos e 5 ressaltos) foram as melhores do CBQ. O cinco ideal incluiu Mafalda Pereira, Mariana Teixeira, Mariana Rocha e Inês Santos (todas do SC Coimbrões) e Marta Roseiro (CBQ).
 

Jogadores marcantes: Pedro Esteves

Se alguns conjeturam ter sido o melhor de sempre, inegável é a influência que exerceu em jovens talentos da época, casos de Paulo Taborda, Rui Lourenço ou o atual capitão da Seleção Nacional, Pedro Gonçalves.

Dizer que “filho de peixe sabe nadar” seria um refúgio fácil para nos aludirmos ao papel seminal e revolucionário de Pedro Esteves no basquetebol em cadeira de rodas nacional. A mãe era jogadora, tal como a irmã – internacional pela Seleção portuguesa -, e o pai, José Esteves, treinador de renome. “Como eu dizia, tinha nascido dentro de um cesto de basket”, enfatiza Rui Lourenço, um dos seus “discípulos”, agora treinador-jogador do Sporting CP/APD Sintra. A filiação desportiva não ficava por aqui, já que o irmão Rui Esteves singrara no futebol, ao serviço de Torreense, Farense, Louletano, Benfica, Belenenses ou Vitória de Setúbal, e cuja parte da herança à memória coletiva dos adeptos foram os dois “chapéus” marcados a Vítor Baía, na Taça de Portugal. Contudo, ainda que agindo como catalisador, imputar o pioneirismo da ação de Pedro Esteves no BCR à sua linhagem pecaria sempre por curto. Intérprete de excelência, “à bola, à cadeira, tratava-as por tu e punha-as a fazer coisas bonitas, inteligentes, elegantes, incríveis e que às vezes só ele imaginava que eram possíveis”, afiança Pedro Gonçalves. Desafiou os cânones ao introduzir gestos técnicos inéditos na vertente sobre rodas, como “o lançamento de costas debaixo do cesto” – a reverse layup -, “hoje em dia muito frequente”, acrescenta Rui Lourenço, que nos confidencia outras nuances do legado do mentor. “Aprendi com ele, vendo fazer, passes pelas costas, rodar a bola no dedo, passar a bola da mão direita para a esquerda rolando pelo corpo, seguido de um passe para o colega; o gancho de esquerda e direita debaixo do cesto – ninguém fazia -, o passe para a esquerda, olhando para a direita e vice versa”, enumera o antigo internacional. A capacidade de transmissão de conhecimentos não se esgotava, porém, na imitação dos seus gestos pelos novatos, uma vez que Pedro Esteves tinha igualmente vocação para ensinar. O Mladenov do BCR, alcunha granjeada pelo seu virtuosismo, que tomou de empréstimo do futebolista internacional búlgaro que militou na liga portuguesa no final dos anos 80/princípio de 90, deixou marcas perenes nos que privaram com ele. As palavras sentidas do capitão da Seleção Nacional, Pedro Gonçalves, desvelam essa faceta. “Foi quem me ensinou a jogar BCR e me contagiou a paixão pelo jogo! Ainda hoje, a cada jogo que faço, em cada passe, em cada boqueio, em cada lançamento… sinto que está um bocadinho dele comigo… a nortear-me e a dizer ‘boa, puto!’”. Rui Lourenço socorre-se de uma situação em particular para ilustrar, não só a “veia” pedagógica, como o génio na abordagem tática ao jogo. “Lembro-me de começarmos a defender homem a homem contra o GDD Alcoitão e a levar grandes tareias. Todos diziam que a malta de Sintra era suicida ao jogar assim contra o Alcoitão, mas o Pedro Esteves dizia-nos: “Ninguém pode saber defender zona, se não sabe defender homem a homem. É assim que vamos crescer e ganhar ao Alcoitão. A verdade é que em 3 ou 4 anos chegámos perto e acabámos por ser a equipa a ultrapassar esse colosso da altura”, sustenta.

Os problemas de saúde ditaram um abandono precoce à modalidade que o apaixonava, mas a carreira curta não o impediu, como atleta e treinador, de se tornar alguém com uma influência indelével no BCR português. Como sintetizou Pedro Gonçalves, “o Basquetebol estava-lhe nos genes e na alma”. 


Reformulação do Campeonato Nacional de basquetebol em cadeira de rodas

As meias-finais obedecerão ao sistema de à melhor de três e a final será jogada à melhor de cinco partidas.

A final do Torneio de Encerramento, organizado pela Anddemot – Associação Nacional de Desporto para Deficientes Motores -, que coroou a APD Braga, serviu de ensejo para a reunião entre clubes e Comité Nacional de Basquetebol em cadeira de rodas.

 

Registam-se as entradas de Ginásio Figueirense, uma estreia, e GDR A Joanita, um regresso, e deste modo o campeonato nacional inclui agora nove emblemas. Tal significa um aumento do número de jogos, mas para o avolumar do calendário competitivo concorre ainda outro fator: além de uma fase regular a duas voltas, o modelo de campeonato prevê novamente a realização de um playoff para os quatro primeiros classificados.

 

As meias-finais irão jogar-se à melhor de três e a final à melhor de cinco desafios. Aquando do playoff, vão ser organizados torneios para as equipas arredadas desse patamar.

 

Outras formações sem estrutura consolidada, casos de Setúbal ou Basket Clube de Gaia, não ficam privadas da competição, aspeto chave no crescimento e na motivação dos atletas, tendo o Comité deliberado que poderão participar em provas complementares, como torneios zonais, de 3 x 3 e outros a definir.  

 

No que respeita à Taça de Portugal, retoma-se a fórmula de eliminatórias e acrescenta-se uma pré-eliminatória devido ao número ímpar de equipas, para apurar quem alcança a oitava vaga para os quartos-de-final. 


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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