Artigos da Federaçãooo
Basket Clube de Gaia procura potenciais praticantes entre os 6 e os 20 anos de ambos os sexos
A direção e o treinador expressam a intenção de realizar alguns jogos e torneios na época que se avizinha e, caso o número de praticantes aumente significativamente, equacionar a entrada nas competições oficiais na época 2018/2019.
Todos os interessados devem entrar em contacto para: e-mail – geralbcg@gmail.com telemóvel: 919 999 413 // 910 341 273
Mencionamos abaixo as deficiências motoras elegíveis, frisando que são muitos os jogadores de BCR com lesões ligeiras, impercetíveis ao olhar que, como tal, não se deslocam em cadeira de rodas no quotidiano.
Quem pode praticar?
Medula espinal – Lesão vertebro-medular, espinha bífida, poliomielite, paraplegia; Amputações dos membros inferiores; Joelho – colocação de prótese, danos irreparáveis dos ligamentos, fraturas nas articulações, perda completa de cartilagem articular; Tornozelo – múltiplas fusões articulares, artrite da superfície articular, significativa instabilidade dos ligamentos; Anca – substituição de articulação, artrite da superfície articular, doença de Perthes, problemas de alinhamento articular, fraturas na articulação; Substituição de ossos longos; Desalinhamento dos ossos longos; Paralisia cerebral; Distrofia muscular
“Vou com um bom feeling para Varese”
Estivemos à conversa com este atleta que se vem assumindo, cada vez mais, no contexto da modalidade.
Podemos dizer que com esta chegada ao Varese, cumpriu o grande sonho da sua carreira?
É um objetivo cumprido, mas acima de tudo espero que seja o começo de uma nova etapa na minha carreira, de afirmação plena.
Em que termos é o teu contrato? A nível pessoal, o que esperas desta temporada? Podes falar-nos um pouco sobre o teu novo clube?
Assinei por um ano. Relativamente ao que espero da época, a minha resposta pode soar ambígua, porque estou entusiasmado e ao mesmo tempo com baixa expectativa. Já apanhei muitas desilusões no meu percurso e se houve coisa que aprendi foi a não colocar a fasquia demasiado alta… embora às vezes com recaídas. Trocando por miúdos: ano passado, no CP Mideba, joguei a primeira metade da época praticamente todos os minutos, porque tínhamos um plantel muito escasso. A partir de Janeiro, quando a competição até era mais feroz, dei um salto qualitativo enorme, fui decisivo no jogo que nos permitia fugir aos lugares de despromoção e ao mesmo tempo obter a qualificação para a Copa do Rei. Depois disso, deixei pura e simplesmente de ser opção. Apesar disso, vou com um bom feeling para Varese. Falando do HS Varese, é um clube de meio da tabela da Série A, que pode ambicionar ao top 4. Além disso, joga competições europeias, a Euroliga 2, que é uma fase preliminar onde nos podemos apurar para a Andre Vergauwen (segunda prova europeia mais importante de clubes), a Willi Brinkmann (terceira) ou nenhuma.
Em que aspetos achas que podes acrescentar qualidade ao Varese?
Posso acrescentar velocidade, lançamento exterior, agressividade defensiva e controlo dos ritmos do jogo. Acho que me estou a tornar mais cerebral, apesar de muitas vezes confundirem essa minha característica com falta de intensidade ou dificuldade em assumir. Acredito que a minha personalidade introvertida leve a essa associação errada. Mesmo que sejas rápido, não podes jogar sempre a 1000 e estou a aprender a fazer essa gestão. Há duas pessoas que me deram muito na cabeça nesse sentido: a Inês Lopes, ex-Selecionadora de Portugal e da Suécia, com quem privei pouco e aprendi muito; e o Hugo Lourenço.
Achas que o teu ingresso numa liga poderosa como a italiana poderá servir de maior incentivo aos jovens praticantes de BCR?
Espero que sim. Quando foi a minha vez, saber que jogavam lá fora o Hugo Lourenço, o Pedro Gonçalves ou o Cláudio Batista, ajudou-me a acreditar que era possível dar o salto. Mas atenção: não chegam os 2 míseros treinos por semana das nossas equipas, é preciso muito sacrifício, horas extra e trabalho de ginásio. As equipas também podem ajudar, ao aumentarem a carga de treino semanal. Há vários jogadores jovens com qualidade para ultrapassar a fronteira, como o Zé Miguel, o Ângelo Pereira ou o Marco Gonçalves (que já esteve em Burgos e Mideba). O caso do Ângelo é particularmente evidente, até pela prestação no Europeu. Eu com 18 anos, não fazia um bloqueio e também não era muito fã de passar a bola; ele anda a jogar Europeus. Mas tem que ser esperto, tomar decisões acertadas na carreira e não deixar que o ego estagne a sua evolução. Acho que não vai… é um “puto” ajuizado e positivamente “inconsciente”; tanto lhe faz jogar contra o último classificado do Campeonato Nacional, como um jogo do Campeonato da Europa.
Newsletter da FPB vai a “banhos”
Mais uma vez, agradecemos toda a atenção prestada aos nossos artigos!
Se for caso disso, boas férias para todos!
Israelitas ou polacos no caminho do FC Porto na FIBA Europe Cup
O vice-campeão nacional entra em cena apenas na segunda eliminatória da prova (os dragões jogam fora a 4 de Outubro e disputam a segunda-mão no Dragão Caixa a 11 do mesmo mês) e, caso vença essa ronda, segue para a fase de grupos, onde será integrado no grupo C.
Seleção Nacional de BCR termina Europeu (Divisão C) na quarta posição
Na turma lusa, os destaques individuais foram Márcio Dias (15 pontos, 9 ressaltos e 2 assistências), Iderlindo Gomes (12 pontos, 7 ressaltos e 1 assistência) e Pedro Gonçalves (6 pontos, 8 ressaltos e 1 assistência).
O jogo poderá ser visto, posteriormente, aqui, enquanto toda a estatística se encontra aqui.
Resta agradecer todo o empenho e dedicação de toda a nossa Seleção, sem exceção, por terras checas!
Importa também destacar que a final da prova, que será disputada entre República Checa e Bélgica, as duas equipas que garantiram a subida, e que está agendada para as 15h30, terá arbitragem de Gustavo Costa, juiz português.
Portugal bate Grécia (46-74) e carimba passagem para as meias-finais do Europeu de BCR
Na turma lusa, que comandou desde cedo as operações, sobressaíram Márcio Dias (22 pontos, 9 ressaltos e 3 assistências), Pedro Bártolo (12 pontos, 1 ressalto e 4 assistências), Marco Gonçalves (8 pontos, 2 ressaltos e 1 assistência) e Ângelo Pereira (7 pontos, 5 ressaltos e 2 assistências).
Contas feitas, Portugal terminou na segunda posição do Grupo A, indo agora defrontar a República Checa, equipa anfitriã, nas meias-finais, já esta quinta-feira, a partir das 19h (hora portuguesa).
Força, Portugal!
De referir que os jogos poderão ser vistos, posteriormente, aqui, ao passo que toda a estatístistica se encontra aqui.
Seleção Nacional de BCR com estreia infeliz no Europeu (Divisão C)
Na formação lusa sobressaíram Ângelo Pereira (9 pontos), Márcio Dias (6 pontos e 2 ressaltos) e Iderlindo Gomes (5 pontos e 6 ressaltos).
Contudo, tudo continua em aberto quanto à passagem às meias-finais, com Portugal a voltar a entrar em campo esta quinta-feira, novamente às 8h (hora portuguesa), diante da Grécia.
Poderão vir a assistir ao jogo aqui, sendo que toda a estatística da partida se encontra aqui.
Análise aos convocados da Seleção Nacional de BCR
Um misto de experiência e juventude. Parece ser esta fórmula esboçada pela equipa técnica nacional para “atacar” a subida à divisão B, patamar de onde Portugal foi despromovido no passado verão, em Sarajevo, Bósnia-Herzegovina.
Do mais veterano ao benjamim distam 27 anos de diferença – o capitão Pedro Gonçalves tem 45, Ângelo Pereira 18, havendo cinco caras novas na renovada Seleção Nacional: José Miguel, o já referido Ângelo Pereira, Christophe da Silva, Hélder Freitas e Iderlindo Gomes.
De referir que todos os jogos estarão disponíveis aqui, 30 minutos após o final dos mesmos.
Será a oitava edição do Campeonato da Europa C, a quarta com participação portuguesa.
Sem mais demoras, vamos conhecer as virtudes de cada um dos convocados, nas palavras de Marco Galego.
Christophe da Silva: extremo; Clube: CS Meaux (França); Pontuação: 1.0 – Jogador muito trabalhador em bloqueios e a “formiga” da equipa.
Henrique Sousa: extremo; Clube: APD Braga; Pontuação: 1.0 – Jogador trabalhador em bloqueios e com lançamento a média distância.
Marco Gonçalves: extremo; Clube: GDD Alcoitão; Pontuação: 1.5 – Atleta promissor com boa técnica e velocidade.
Filipe Carneiro: extremo; Clube: APD Braga; Pontuação: 2.0 – É o atleta mais rápido, com uma mão esquerda muito aceitável.
Pedro Bártolo: base; Clube: CP Mideba; Pontuação: 2.5 – Atleta tecnicamente muito evoluído, tanto no drible como no lançamento, consegue executar com grande velocidade.
Ângelo Pereira: extremo/base; Clube: APD Lisboa; Pontuação: 2.5 – Mais um possível talento do nosso BCR. Bom lançador.
Hugo Maia: extremo; Clube: GDD Alcoitão; Pontuação: 2.5 – Atleta rápido. Faz do contra-ataque uma das suas armas.
José Miguel: extremo/poste; Clube: APD Braga; Pontuação: 3.0 – Dos atletas mais promissores de Portugal. Grande envergadura e capacidade de sacrifício.
Hélder Freitas: poste; Clube: APD Paredes; Pontuação: 3.5 – Atleta com físico impressionante e vontade. Tem uma margem de progressão enorme.
Pedro Gonçalves (capitão): base; Clube: Sporting CP/APD Sintra; Pontuação: 3.5 – O jogador português mais cerebral da atualidade, com muito bom lançamento.
Iderlindo Gomes: poste; Clube: APD Leiria; Pontuação: 4.0 – Atleta com uma capacidade física muito acima da média, bom finalizador perto do cesto.
Márcio Dias: poste; Clube: APD Braga; Pontuação: 4.5 – Um dos jogadores mais rápidos de Portugal, que consegue finalizar de várias formas, tanto perto do cesto como afastado.
Europeu Sub20 Femininos: Receção na C.M. Matosinhos
A cerimónia dividiu-se entre um Porto de Honra, servido junto à Sala de Sessões, e a receção no Salão Nobre da autarquia.
Campo Maior recebe último estágio da Seleção Nacional de BCR (VÍDEO)
Os comandados de Marco Galego terão pela frente seis sessões de treino ao longo dos três dias de estágio (14, 15 e 16), no Pavilhão Gimnodesportivo Rui Nabeiro.
Este apronto surge no seguimento de um outro, que decorreu no fim de semana passado, em Vila Nova de Gaia, e que mereceu uma reportagem da FPB TV, como poderão ver:
Este sábado, dia 15, às 16h, a Seleção será submetida a um duro teste contra um combinado de jogadores espanhóis das regiões da Extremadura e Andaluzia, alguns dos quais internacionais pelo país vizinho, atual vice-campeão Paralímpico. A entrada é gratuita e todo o estágio aberto ao público.
Num recente artigo da Federação Internacional de Basquetebol em cadeira de rodas (IWBF), Portugal é cogitado como um dos pretendentes à subida (há duas vagas em disputa), lado a lado com a Bélgica, atrás da anfitriã República Checa, mas será prudente lembrar que a façanha não se avizinha fácil, ou não tivessem ambos os oponentes militado recentemente na divisão A, a elite do BCR europeu.
A Seleção Nacional de BCR rumará a Brno na manhã de 24 de julho, importando destacar que fará parte do Grupo A juntamente com Bélgica e Grécia.
Poderá consultar todos os dados sobre a prova aqui.
Nota: Foto de Miguel Gonçalves
Seleção Nacional de BCR prepara Campeonato da Europa C
A equipa técnica nacional, composta pelo Selecionador Marco Galego e pelo Treinador Adjunto Ricardo Vieira, procedeu a uma alteração de última hora no lote dos 12 finalistas. Por motivos profissionais, Gabriel Costa, poste da APD Braga, não poderá dar o seu contributo à Seleção e será substituído por Hélder Freitas, da APD Paredes.
O fim de semana contemplará quatro sessões de trabalho e uma análise mais detalhada ao trajeto até aqui realizado para limar arestas, nomeadamente dos jogos amigáveis disputados no anterior estágio em Braga diante dos espanhóis AMFIV Vigo.
Antecede a partida para a República Checa novo estágio no fim de semana seguinte, em Campo Maior (14 a 16 de julho).
Naquela que será a quarta participação lusa num Campeonato da Europa da Divisão C, o objetivo passa pelo regresso à Divisão B. Contudo, tal tarefa não se avizinha fácil, já que há duas vagas de acesso e militam nesta “falsa” categoria a República Checa, que integrava a A há escassos dois anos, e a Bélgica, que à semelhança da anfitriã também marcou presença na elite europeia.
Inserido no grupo A, Portugal terá que medir forças precisamente com os belgas na sua partida inaugural, enquanto o segundo embate será contra a teoricamente mais acessível Grécia.
Recomenda-se uma fase de grupos imaculada para evitar o cruzamento nas meias-finais com a poderosa equipa checa.
Mais informações aqui no site oficial da prova.
Jogadores marcantes: Mário Delgado
À semelhança de tantos outros, ficou paraplégico na Guerra Colonial e iniciar-se-ia na modalidade na década de 70. Base puro, dono de uma visão de jogo e lançamento muito acima da média, numa época “órfã” de grandes referências, o atleta cabo-verdiano notabilizou-se ao serviço da equipa já extinta da AFDA (Associação das Forças Armadas) e do GDR A Joanita.
A carreira de Mário Delgado restringe-se a um período em que o BCR português vivia um profundo ou quase absoluto anonimato (década de 70 e princípio de 80), sem competições oficiais organizadas, com um escasso número de equipas, conjuntura que torna árdua a missão de relatar o seu trajeto com a eloquência e fidelidade que se exigem.
No entanto, socorremo-nos de alguns testemunhos, em particular de Jorge Almeida e João Cardoso, que nos ajudam a enquadrar o papel de Delgado na modalidade e a destrinçar as suas virtudes enquanto jogador. Ambos realçam a mestria na distribuição de jogo e a eficácia do lançamento. “Um jogador elegante, excelente lançador de meia distância e um grande organizador de jogo. Tinha uma excelente visão de jogo e fazia a diferença em qualquer equipa”, sublinha Jorge Almeida, ex-internacional português e técnico da APD Lisboa e antigo Selecionador Nacional. João Cardoso, também internacional e ainda no ativo no Sporting CP/APD Sintra, que dava os primeiros passos no BCR, recorda uma “pessoa calma e alegre, fácil de lidar” e partilha uma caraterística que apreendeu do então colega veterano. “Foi dele que absorvi os tais ganchos à tabela. Era um perigo no garrafão quando lhe passavam a bola e, mesmo que estivesse muito junto à tabela, recorria facilmente ao gancho enrolado e não falhava”, afirma categoricamente.
O mérito das ações de Delgado sai reforçado se atendermos ao facto de que era um atleta de baixa pontuação* (ou seja, com uma lesão mais severa). À data, considerando o estado incipiente no desenvolvimento das cadeiras – sem rodas inclinadas, roda(s) traseira(s) anti-queda ou qualquer especificidade para o BCR – e a ausência ou parca valorização do strapping (fitas e cintos utilizados para o atleta se prender à cadeira, proporcionando-lhe maior estabilidade, capacidade de controlo da cadeira com o tronco e possibilidade de após queda se reerguer sem sair da cadeira, algo que hoje está completamente massificado.), a tarefa do jogador de baixa pontuação revestia-se de um grau de dificuldade muito superior.
Por todos os motivos elencados, em especial a vocação na distribuição de jogo, quando ainda hoje tal ação se reserva habitualmente para atletas de pontuação intermédia ou alta, Mário Delgado figura, acreditamos que com plena justiça, na lista dos jogadores marcantes do BCR português.
*Recordemos o sistema de classificação médico-funcional que prevê que a cada jogador lhe é atribuída uma pontuação entre 1 a 4,5, consoante a sua lesão e funcionalidade na cadeira de jogo. O total dos 5 jogadores em campo, por equipa, deve perfazer 14,5 pontos em competições de clubes e 14 em provas de seleções. Quanta mais severa a lesão do atleta, menor a sua pontuação de jogo.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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