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Duo da frente da Liga Skoiy em grande jogo

A 19.ª jornada da Liga Skoiy reserva-nos um jogo de gala, com o líder Quinta dos Lombos a visitar o segundo classificado, Vitória SC, este sábado, a partir das 15 horas. Catarina Mateus e Jade Phillips, jogadoras em boa forma e que alinham nas “conquistadoras” e na formação de Carcavelos, respetivamente, projetaram este embate, que tem transmissão na FPBtv.

Do lado vitoriano, Catarina Mateus tem bem identificados os maiores perigos dos Lombos: “A Quinta dos Lombos é caracterizada pela agressividade defensiva, aliada ao seu poderio físico e à profundidade do seu plantel. Na minha opinião, a Liga está extremamente competitiva, pelo que neste momento acho que não há apenas uma equipa favorita. No entanto, a Quinta dos Lombos é, sem dúvida, uma candidata ao título”, afirma.

A base do emblema minhoto não hesita em apontar o segredo para o triunfo: “Um dos pontos fortes da Quinta dos Lombos é o ressalto ofensivo e, por isso, temos de estar focadas em não permitir segundas oportunidades. A coesão defensiva será a chave para a vitória”, projeta.

O Vitória SC não sabe o que é perder desde 8 de dezembro, e a internacional portuguesa explica o porquê deste grande momento: “Somos uma equipa repleta de jogadoras muito competitivas e que não viram a cara à luta. Trabalhamos para ser melhores dia após dia e para melhorar os nossos pontos fracos. A nossa união é também uma chave deste sucesso”, analisa.

A jogadora, de 22 anos, aponta a mira para a conquista do campeonato: “Sem dúvida de que um dos nossos grandes objetivos é ganhar o título. Sabemos perfeitamente a responsabilidade e o trabalho que estar na corrida para o título acarreta. Mas queremos muito fazê-lo, juntas”, vinca.

Catarina Mateus, que passou por uma complicada lesão, parece estar de regresso à melhor forma: “Tive uma lesão grave, pelo que sabia perfeitamente que a minha readaptação ia levar algum tempo. Neste momento, sinto-me muito mais confiante e confortável dentro do campo. Tenho a sorte de ter ao meu lado as minhas incríveis colegas de equipa, que sempre me apoiaram e acreditaram em mim. Mas o trabalho continua em prol dos objetivos da equipa”, garante.

Nos Lombos, Jade Phillips “faz o raio-x” ao adversário: “Vendo jogar o Vitória SC, é uma equipa que consegue um bom jogo interior e exterior entre as bases e a poste, assim como é forte na luta dos ressalto. Teremos de estar sempre alerta, prontas para a luta”, avisa.

A extremo norte-americana aponta o caminho para o sucesso: “As chaves para vencer este encontro passam pela nossa defesa e por atitude positiva, frente a uma equipa desafiante”, deixa a nota.

A Quinta dos Lombos vem de 11 triunfos seguidos, o que para Phillips se deve a muito trabalho: “As nossas 11 vitórias consecutivas nunca foram confortáveis. Gostamos de competir e queremos melhorar a cada dia, é isso que explica o nosso sucesso. Estamos sempre ansiosas por aquilo em que podemos melhorar!”, salienta.

Jade Phillips olha para o perfil da sua equipa e coloca-a na linha da frente para o momento mais desejado: “Sinto que somos o maior candidato ao título por causa da nossa defesa e pela forma como trocamos a bola ofensivamente! Temos várias jogadoras atléticas, o que nos torna difíceis de defender”, descreve.

No seu primeiro ano no clube da Linha de Cascais, a atleta de 23 anos, que recentemente fez parte do cinco ideal, tece rasgados elogios ao grupo de trabalho: “Estou muito grata por ter a oportunidade de jogar numa equipa como esta. Sinto que a temporada está a correr-me muito bem, mas ainda quero melhorar bastante. Tenho um treinador experiente que me ajuda a conhecer o jogo. Além disso, as minhas colegas também me ajudam com todo o seu conhecimento, por isso apenas tenho que trabalhar diariamente. Está a ser uma grande aprendizagem para mim esta primeira época como profissional, estou a tornar-me numa jogadora melhor”, finaliza.


“Melhora o teu jogo” #3

No “Melhora o teu jogo” #3, prestamos atenção ao fundamento e razão do jogo, o lançamento.  No BCR, esta ação reveste-se de algumas peculiaridades, em particular nas classes baixas e intermédias, forçadas a armar o gesto de um ponto inferior ou a “menosprezarem”, em grau variável, a mão de apoio no follow through para não comprometerem o seu equilíbrio.

Os intérpretes de hoje, considerados os dois melhores jogadores do mundo em atividade, são modelos irrepreensíveis na hora de “disparar”, sem olhar a distância e com recursos ilimitados. Steve Serio (3.5), campeão Paralímpico em 2016 pelos EUA, recupera um acrónimo indispensável para qualquer jogador, B.E.E.F., e Patrick Anderson (4.5), atleta canadiano com estatuto de lenda, já com três medalhas de ouro e uma de prata em Jogos Paralímpicos, sugere duas rotinas de lançamento para o treino individual, uma delas demonstrada na companhia do adversário e amigo norte-americano.

Steve Serio – B.E.E.F.

 Patrick Anderson – exercício de Matteo Feriani

Patrick Anderson e Steve Serio – Drive, Jumper, Floater

 


Neemias atinge novo máximo de carreira ao serviço dos Aggies

A rubrica que acompanha as prestações dos portugueses nos EUA está de regresso com dois nomes a destacarem-se pelos novos máximos de carreira que estabeleceram esta semana.

Neemias Queta voltou a apresentar-se em grande plano ao marcar 32 pontos, conquistar 10 ressaltos e ainda desarmar dois lançamentos na partida diante Boise State. Apesar do novo máximo de carreira no que diz respeito à marcação de pontos, os esforços de Neemias não conseguiram impedir a derrota dos Aggies.

No feminino, Maria Carvalho foi igualmente preponderante ao serviço de Utah Valley e também atingiu um novo máximo de carreira ao marcar 23 pontos no triunfo frente a Grand Canyon. A jovem base portuguesa voltou novamente a destacar-se no segundo encontro diante Grand Canyon, ficando a apenas uma assistência do duplo-duplo.

Neemias Queta (Utah State, NCAA 1 – EUA):

32pts, 10res, 2dl (32min) na derrota frente a Boise State (70-79)

Calendário de época

Hugo Ferreira (Cleveland State, NCAA 1 – EUA):

Não jogou na derrota frente a Detroit Mercy (83-89)

Não jogou na vitória frente a Detroit Mercy (71-64)

Calendário de época

Beatriz Jordão (South Florida, NCAA 1 – EUA):

2pts, 2res, ast, 1rb, 1dl (13min) na vitória frente a Tulsa (67-46)

(2min) na vitória frente a Cincinnati (69-65)

Calendário de época

Sara Barata (South Florida, NCAA 1 – EUA):

1res, 1ast, 1rb (15min) na vitória frente a Tulsa (67-46)

(2min) na vitória frente a Cincinnati (69-65)

Calendário de época

Luana Serranho (Campbell, NCAA 1 – EUA):

Não teve jogos esta semana.

Calendário de época

Maria Carvalho (Utah Valley, NCAA 1 – EUA):

23pts, 6res, 4ast, 1rb (38min) na vitória frente a Grand Canyon (63-51)

15pts, 6res, 9ast, 1rb (36min) na derrota frente a Grand Canyon (62-72)

 

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Calendário de época

Marta Vargas (Rhode Island, NCAA 1 – EUA):

Não teve jogos esta semana.

Calendário de época

Tess Santos (Presbyterian College, NCAA – EUA):

2pts, 4res, 2ast, 2rb, 2dl (29min) na derrota frente a UNC Asheville (59-61)

Calendário de época

Marta Rodrigues (Tusculum, NCAA 2 – EUA):

7pts, 3res, 7ast, 1rb (40min) na vitória frente a Lincoln Memorial (71-62)

Calendário de época

Eliana Cabral (New Mexico, NJCAA 1 – EUA):

Não jogou esta semana.

Calendário de época

Ana Teresa Faustino (Oregon State, NCAA 1 – EUA):

Não jogou na derrota frente a Stanford (58-83)

Calendário de época

Ana Carolina Jesus (Northwest Florida Raiders, NJCAA 1 – EUA):

8pts, 4res, 1ast, 1rb, 1dl (35min) na vitória frente a Chipola College (56-42)

2pts, 7res, 1rb (12min) na vitória frente a Pensacola State College (59-44)

Calendário de época

Andressa Nascimento (Keiser Univeristy, NAIA – EUA):

6pts, 5res, 2ast, 3rb (21min) na vitória frente a Warner University (67-49)

Calendário de época

 


Grande prestação coletiva vale triunfo ao Servigest Burgos

Na rubrica “Portugueses lá fora”, mantém-se o foco exclusivamente em Luís Domingos (2.5) e Helder da Silva (2.0), ao serviço do Servigest Burgos, na División de Honor, máximo escalão espanhol. Christophe da Silva (1.0), do CAPSAAA Paris, 2.ª divisão francesa, e Yuri Fernandes (2.5), 1.ª divisão francesa, permanecem num impasse, com as competições suspensas por tempo indeterminado. Em Itália, Ismael de Sousa (4.0), do Santa Lucia Basket Roma, tem arranque previsto para março, na Série B.

 

Fundación Vital Zuzenak 50-79 Servigest Burgos

Na viagem ao País Basco, o Servigest Burgos alcançou a segunda vitória mais dilatada da época, fruto de uma excelente prestação coletiva, na semana em que veio a público a cisão com o internacional espanhol Roberto Mena (4.0).

Mesmo sem aquele que fora uma das referências até à data, a formação de Castela e Leão não demorou para lá de um quarto a descolar dos anfitriões, que detêm a marca do número mais elevado de jogadores da cantera. Ruben Viso (4.0) – 16pts, 8ast, 3res – encabeçou a réplica dos da casa, mas os polacos Mateusz Filipski (4.0) – 26pts, 9res, 8ast, 2rb – e Andrzej Macek (1.5) – 18pts, 2ast -, e o internacional britânico Sub22 Lee Fryer (4.0) – 18pts, 10ast, 9res – aplacaram as intenções do conjunto de Vitoria. O internacional A e sub22 Luís Domingos (2.5) amealhou 4 ressaltos e 1 assistência em 34 minutos, de sacrifício notório no trabalho de man-out e bloqueio para as classes altas, enquanto o capitão Helder da Silva (2.0) foi aposta de Rodrigo Escudero por 2 minutos. Segue-se a receção ao campeão espanhol CD Ilunión, no sábado, 20 de fevereiro.

Parciais: 14-18 / 12-21 / 14-25 / 10-15

 

Nota: Foto retirada do Facebook oficial do Servigest Burgos


“A sociedade alemã respeita esta modalidade Paralímpica”

No final de 2011, ano sem provas no basquetebol em cadeira de rodas nacional (BCR), a crise económica levou Paulo Soeiro a fazer as malas para se fixar no Luxemburgo, onde, afirma, era “fácil sentir-se em casa”, dado o extenso contingente de cidadãos lusos. Encantado com as condições encontradas, em particular pela existência e facilidade logística dos apoios para as pessoas com deficiência, desde a cadeira de rodas de rodas quotidiana à adaptação de carro ou da casa, o antigo jogador do GDD Alcoitão não abdicou da possibilidade de continuar a jogar BCR.

Nos Lux Rollers, formação luxemburguesa inserida nas provas alemãs, Paulo Soeiro começou por integrar a equipa B, ensaio coroado com o convite para acumular o cargo de treinador. A rápida evolução e recuperação da forma física motivaram a promoção à equipa principal, ao serviço da qual disputou a Bundesliga 2, segundo escalão germânico – profissional -, desempenho novamente louvado, de tal forma que surgiu a proposta para atuar nos Dolphins Trier, da Bundesliga 1, uma das ligas mais competitivas do mundo.

Parado devido à pandemia, o campeão da Europa da divisão C em 2007, peça importante no “xadrez” do então selecionador Jose Maria Cristo, aborda a carreira de quase duas décadas e afiança a vontade de prosseguir na próxima época. “Preciso disto!”, afirma Soeiro.

Como é que surgiu a tua ligação ao BCR?

Tive o meu acidente em dezembro de 2001 e comecei a jogar na época 2002/03, no GDD Alcoitão. Antes do acidente, sempre fiz parte de equipas de desporto, portanto foi muito fácil procurar alguma coisa que me mantivesse ativo. Na altura em que estive internado, era uma coisa que procurava saber, porque os médicos só me diziam o que eu não podia fazer e eu também queria saber o que podia fazer. Os médicos ficaram um bocado ofendidos, se calhar fui um bocado arrogante, mas já estava cansado de ouvir sempre a mesma lavagem ao cérebro. Nunca me deram resposta. Felizmente, moro muito perto da escola onde eles [GDD Alcoitão] treinavam. Isto é um bicho que facilmente nos vicia. Bastou ver, sentar, jogar um pouco e automaticamente fiquei viciado nisto até hoje.

Que jogos recordas em particular?

Gostava de fazer um parêntesis. Nós não éramos uma equipa de topo, andávamos ali sempre pelos lugares cimeiros, mas não o suficiente para lutar pelo título. De maneira que o nosso grande rival era a APD Lisboa. Lembro-me de dois jogos com eles, em que, no primeiro, praticamente no final, faço uma falta ao Luís Oliveira, ele vai para a linha de lance livre, marca os dois e perdemos por um ponto. Nessa mesma época, no jogo em Lisboa, no último segundo, em contra-ataque, fui eu que marquei e ganhámos por um ponto.

Tiveste um trajeto marcante na Seleção. Quando surgiu a primeira convocatória e que momentos destacas?

Creio que foi em 2005 quando o selecionador nacional, Jose Maria Cristo, foi ver um jogo. Ele tinha uma ideia muito simples, pois, na altura, não tínhamos muitos jogadores de nível europeu. Tínhamos três que marcavam a diferença para todos os outros: o Hugo Lourenço, o Pedro Gonçalves – referências para todos – e, muito jovem, o Cláudio [Batista]. Os três juntos somavam 12 pontos, faltavam 2. A ideia dele era muito simples – “preciso de arranjar vários jogadores de 1.0”. Eu sou 1.0 e muito por isto abriu-se a porta para eu ser chamado tão cedo, após estar a jogar apenas há duas épocas. Além do Europeu C de 2007, que vencemos e nos permitiu subir de divisão, também tenho que fazer referência ao Europeu B de 2008, um nível diferente, mais exigente. Fizemos um Europeu muito bom. Lembro-me do jogo contra a Bélgica, vencedora da prova e promovida à divisão A, em que perdemos por 2 ou 4 pontos. Não houve nenhum jogo em que tivesse ficado presente em campo no qual tenha sentido que a outra equipa era melhor do que nós.

De uma forma inesperada, chegas a um campeonato estrangeiro. Quais as primeiras grandes diferenças que constataste?

Se a [primeira] liga alemã não é a mais forte do mundo, anda lá perto. A quantidade de jogadores, equipas, a maneira como promovem o BCR… é fantástico. Basta ver que nas últimas Champions, as equipas alemãs, se não ganham, chegam sempre à final. Todas as equipas profissionais na Alemanha têm equipas B e C. Apesar de serem equipas B e C, puxam por aqueles miúdos e dão-lhes todas as condições para chegarem à equipa A e serem atletas de elite mundial. Vindo de uma época em que não havia nada, de repente deparei-me com esta realidade; tudo tão bem promovido, organizado, uma coisa incrível. Os alemães são muito humildes e valorizam qualquer trabalho, profissão, respeitam muito o próximo. E em termos de desporto a mesma coisa. A sociedade alemã respeita esta modalidade Paralímpica. Depois, trabalham com espírito de cooperação. Fazem conferências conjuntas, partilham jogadores, ideias. Temos uma equipa muito forte aqui perto do Luxemburgo, os Dolphins Trier, com quem por vezes treinamos e fazemos workshops. Quando querem pôr a rodar jogadores da equipa B, mandam-nos para a nossa equipa. Há esta troca de informação, partilha, que é obviamente uma mais-valia. Procuram não ter excesso em nada. Se houver uma equipa que tem carência de jogadores ou patrocínios, a própria equipa vizinha procura dar apoio nesse sentido.

Quando chegaste ao Luxemburgo, sentiste um impacto na aprendizagem do jogo? A qualidade do treino é superior?

Temos um velho ditado que diz  “quem não sabe, inventa”. O alemão não sabe o que é isso. Estudam, planeiam, trabalham imenso. Têm muita cultura de jogo, um dicionário de jogadas, táticas, movimentos com a cadeira. Para eles tudo tem de ser pensado do início ao fim.

Encaras a possibilidade de vir a ser treinador?

Quando cheguei, havia a barreira linguística. E aprender uma língua como o alemão é difícil. Vinha em baixo de forma, sem competição e puseram-me na equipa B, que jogava na 4.ª divisão da Alemanha (de um total de 7). Correu muito bem, cheguei a ser o melhor marcador de jogadores de um ponto, gostaram muito de mim e convidaram-me a ser treinador-jogador da equipa B durante duas épocas. Gostei muito, porque, apesar de faltar muita coisa na equipa, procurava ter sempre um objetivo. Disse “nós temos de ser os melhores em algo” e conseguimos ser a melhor defesa do campeonato. Passados três anos, fui para a equipa A e, na última época, tive um convite para me juntar aos Dolphins Trier. Acabei por recusar, pois cheguei a uma fase da minha vida em que as prioridades são outras. Quero jogar sim, mas não podia andar naquele ritmo intenso que as equipas profissionais na Alemanha têm.

 


Vitória SC e Sportiva somam novos triunfos na Liga Skoiy

Na Liga Skoiy, Vitória SC e União Sportiva voltaram a ganhar, e assim continuam de olhos postos na liderança. A formação minhota ultrapassou o CAB Madeira, enquanto a turma açoriana superou o Guifões SC.

Numa partida antecipada da 21.ª ronda, o Vitória SC, que não perde desde 8 de dezembro, bateu o CAB Madeira por 64-58, graças a uma excelente recuperação no derradeiro quarto, diante de um adversário que voltou a dar indicações muito positivas, poucos dias após o regresso à competição. Com parciais de 19-17, 14-9 e 15-13, o emblema insular chegou aos últimos dez minutos com uma vantagem de nove pontos (48-39), mas as “conquistadoras” aplicaram de imediato oito pontos seguidos sem resposta, que foram o tónico para o “agarrar” dos dois pontos. O Vitória SC perdeu no capítulo dos ressaltos (39-53), mas beneficiou dos 18 turnovers do CAB, tendo como melhores em campo Barbara Souza (15pts, 10res, 1ast, 1rb), Sara Ressurreição (15pts, 4res, 5ast, 2rb, 1dl), Catarina Mateus (15pts, 3res, 4ast, 2rb) e o reforço “Alexy” Mollenhauer (11res). Já lado madeirense sobressaíram Nike McClure (16pts, 16res, 1ast, 1rb, 1dl), Jelena Nikpaljevic (15pts, 9res, 3ast, 3rb, 2dl) e Paige Cannon (11res).

No encontro em atraso que fechou a 2.ª jornada, o Sportiva alcançou a quarta vitória consecutiva, depois de ultrapassar o Guifões por 89-53. Desde cedo as anfitriãs controlaram as operações, e com parciais de 23-16, 22-17, 22-5 e 22-15 obtiveram uma vantagem que não deixa margem para dúvidas. O emblema açoriano revelou-se particularmente eficiente na luta das tabelas (51-24 em ressaltos) e teve como maiores protagonistas Vânia Sengo (24pts, 9res, 3ast), Aliyah Mazyck (20pts, 10res, 4ast, 4rb), Nausia Woofolk (18pts, 6res, 3ast, 2rb) e Gabriela Guimarães (10pts, 6res). Por seu turno, no adversário matosinhense, destaque para a exibição de Filipa Barros (19pts, 3res, 2ast, 2rb, 1dl).


“Na Primeira Pessoa” com Pedro Bártolo

A rubrica “Na Primeira Pessoa” voltou ao norte para revisitar o percurso de Pedro Bártolo, treinador-jogador do BC Gaia e subcapitão da Seleção Nacional de BCR, com uma das carreiras internacionais mais ricas entre os atletas nacionais. O base/extremo de 29 anos é indissociável das duas únicas subidas ao máximo escalão espanhol dos galegos Basketmi Ferrol, representou o Mideba Extremadura e o BSR Valladolid, precisamente na principal liga do país vizinho, e atingiu plena afirmação europeia ao serviço do HS Varese, na Série A italiana. Regressou a Portugal, na presente época, para envergar as cores do Basket Clube de Gaia, equipa que ajudou a erguer em 2016 e se estreia na 1.ª Divisão.

Nota: Fotografia de Ana Morais

 


Temidayo Yussuf arrebata mais um título de MVP Tissot

Na hora de olhar para a estatística individual da 18.ª jornada da Liga Placard, o destaque vai para Temidayo Yussuf, poste do Lusitânia Expert e jogador com mais valorização na prova. O atleta afro-americano obteve uma valorização de 38.5 (31pts, 10res, 5ast, 1rb, 1dl) na derrota (86-82) diante do FC Porto.

Quanto ao cinco ideal, Yussuf tem a companhia de Gustavo Teixeira (valorização de 32 – 23pts, 5res, 10ast, 3rb) e Aaron Bowen (valorização de 28 – 21pts, 9res, 5rb, 1dl), ambos do Esgueira/Aveiro/OLI, Paul Jorgensen (valorização de 26 – 23pts, 4res, 4ast), do CAB Madeira SAD, e Tyere Marshall (valorização de 33.5 – 22pts, 6res, 2ast, 4rb), do Imortal LUZiGÁS.


Paige Cannon de gala na Liga Skoiy

O regresso do CAB Madeira à Liga Skoiy foi amplamente positivo, porque para além do triunfo (77-52) no reduto do CPN Imopartner, o emblema insular contou ainda com a MVP Tissot da 18.ª jornada. Paige Cannon, extremo norte-americana, registou uma valorização de 34 (23pts, 11res, 2ast, 1rb).

Além de Cannon, também fazem parte do cinco ideal Jade Phillips (valorização de 29.5 – 22pts, 11res, 2ast), da Quinta dos Lombos, Daniela Domingues (valorização de 25.5 – 15pts, 7res, 5ast, 2dl), do Galitos/Clínica Dr. Semblano, Chelsie Schweers (valorização de 24.5 – 22pts, 4res, 2ast, 2rb, 1dl), da AD Vagos, e Kendrian Elliot (valorização de 25 – 19pts, 12res, 1ast, 2rb), do Olivais FC.


Sporting reencontra-se com os bons resultados na Liga Placard

O Sporting CP, comandante da Liga Placard, voltou às vitórias depois de ultrapassar a Académica Efapel por 82-47. Nos restantes encontros deste sábado, o SL Benfica, UD Oliveirense, CAB Madeira SAD, Ovarense Gavex e Esgueira/Aveiro/OLI também conquistaram dois pontos.

No Pavilhão João Rocha, o Sporting não permitiu veleidades à Académica, o que se traduziu numa vantagem de 31 pontos (50-19) logo ao intervalo, numa partida em que os “leões” registaram 13 triplos contra um do adversário. Nos “verde e brancos”, também superiores na luta das tabelas (49-30 em ressaltos), sobressaíram Travante Williams (15pts, 5res, 5ast, 2rb, 1dl), João Fernandes (11pts, 7res, 3ast, 1rb) e Diogo Araújo (11pts, 3res, 2ast, 1rb), enquanto nos “estudantes” assumiram destaque Joshua McNair (15pts, 5res, 1ast, 2rb, 1dl) e Daniel Relvão (12pts, 6res, 2ast).

Mais a norte, no duelo mais emocionante do dia, o Esgueira levou a melhor sobre o Vitória SC por 97-88, após dois prolongamentos. Os anfitriões, à entrada para o derradeiro quarto, tinham 13 pontos de desvantagem (44-57), mas com um parcial de 26-17 levaram a questão para tempo extra, onde o equilíbrio foi total. Já no segundo prolongamento, o conjunto aveirense aplicou um parcial de 16-7 e garantiu um saboroso triunfo, para o qual contribuíram os seus 11 triplos e as exibições de Gustavo Teixeira (23pts, 5res, 10ast, 3rb), Aaron Bowen (21pts, 9res, 5rb, 1dl), Kareem Brewton (19pts, 3res, 5ast, 4rb), Cuyler Mosley (14pts, 4res, 1rb) e Ben Drake (13pts, 9res). Do lado minhoto, cuja equipa averbou a quarta derrota consecutiva, salientaram-se Jaron Hopkins (23pts, 9res, 6ast, 4rb), André Bessa (17pts, 5res, 8ast, 4rb), Coreontae DeBerry (16pts, 5res, 2ast, 1rb) e Alfred Parrish (16pts, 2res, 1ast, 1dl).

Na Luz, o Benfica suplantou (112-68) o FC Barreirense, num jogo que até começou equilibrado, mas que a partir do meio do primeiro quarto, sensivelmente, começou a pendar para as “águias”. Com parciais de 31-18, 26-9, 25-18 e 30-23, o Benfica garantiu um avanço confortável, numa tarde em que apontou 17 triplos, tendo como melhores em campo Fábio Lima (17pts, 4res, 5ast, 1rb), João “Betinho” Gomes (16pts, 6res, 3ast, 1rb), Bryce Alford (14pts, 4ast, 1rb), Eric Coleman (13pts, 9res, 2ast, 1rb, 1dl), Arnette Hallman (12pts, 5res, 1ast, 1dl), Quincy Miller (10pts, 4res, 1ast, 1rb, 3dl) e Cameron Jackson (10pts, 3res, 1ast, 2rb, 1dl). Já no Barreirense assumiram as despesas Tony Lewis Jr. (19pts, 9res, 1rb), KJ James (16pts, 3res, 2ast, 2rb), Efosa Osayande (14pts, 8res, 1ast, 1rb, 1dl) e Miguel Correia (10ast).

A Oliveirense venceu o Imortal LUZiGÁS por 84-71 e ultrapassou o adversário, embora tenha mais um jogo. A formação algarvia só conseguiu comandar o resultado em determinadas fases do quarto inaugural, para depois o bicampeão nacional tomar conta dos acontecimentos, sendo que pelas suas cores se destacaram Larry Austin Jr. (21pts, 3res, 2ast, 3rb), Travis Munnings (19pts, 10res, 3ast, 1rb) e José Barbosa (12pts, 3res, 6ast, 3rb), enquanto no Imortal os jogadores mais influentes foram Tyere Marshall (22pts, 6res, 2ast, 4rb), Ty Toney (14pts, 2res, 7ast, 1rb) e Nuno Morais (12pts, 1res).

No primeiro jogo do dia, o CAB Madeira superiorizou-se ao Galitos Barreiro por 102-87, num duelo entre formações que tinham os mesmos pontos. Uma primeira parte inspirada revelou-se fundamental para os insulares, visto que até ao intervalo se adiantaram por 22 pontos (58-36). No CAB, autor de 14 triplos, sobressaíram Paul Jorgensen (23pts, 4res, 4ast), Arvydas Gydra (20pts, 5res), Robertas Grabauskas (17pts, 5res, 1ast, 2rb, 1dl), Diogo Gameiro (14pts, 1res, 10ast, 1rb) e Justin Gray (10pts, 4res, 1ast, 1rb), ao passo que no Galitos há que mencionar as prestações de Daniel Machado (25pts, 4res, 3ast, 2rb), Feliciano Neto (20pts, 10res, 2dl) e Ricardo Guerreiro (15pts, 1res, 1ast).

Por último, a Ovarense Gavex venceu (81-71) o Maia Basket, mas teve de suar bastante para tal, já que perdia por seis pontos (55-61) no início do último quarto. Mas a turma vareira puxou dos galões e encetou um parcial de 26-10, num jogo em que revelou acerto no tiro exterior (14 triplos), tendo como maiores obreiros do triunfo Marcus Lovett Jr. (23pts, 4res, 3ast, 2rb), Christopher Knight (13pts, 8res, 2ast, 3rb, 1dl), Pedro Bastos (12pts, 1ast, 3rb) e Brock Gardner (11res), enquanto no opositor maiato deram nas vistas Lamar Morgan (21pts, 21pts, 6res, 3ast, 1rb, 1dl), Bright Mensah (16pts, 6res, 4ast, 1dl), Theophilus Johnson (13pts, 6res, 1rb, 1dl) e Jakob Lowrance (10pts, 9res, 1ast).


Vagos volta aos triunfos

Num jogo relativo à 16.ª jornada da Liga Skoiy, a AD Vagos superou o CPN Imopartner por 84-62, e quebrou assim uma série de três derrotas consecutivas. Já o emblema de Ermesinde não ganha desde a primeira ronda.

As donas da casa estiveram quase sempre na frente do marcador, mas só no último quarto dispararam em definitivo, graças a um parcial de 18-6.

O Vagos cavou maior diferença na eficácia da linha de dois pontos (47&-28%), nos ressaltos (51-40) e tirou partido dos 22 turnovers do adversário, numa partida em que contou com a inspiração de Chelsie Schweers (32pts, 6res, 6ast, 3rb), Susana Carvalheira (15pts, 9res, 5ast, 2rb, 2dl) e Rita Oliveira (13pts, 4res, 2ast).

Por seu turno, no CPN as maiores protagonistas foram Martha Burse (20pts, 3res, 2ast, 4rb), Mariana Pereira (16pts, 7res, 1ast, 2rb) e Beatriz Santos (14pts, 6res, 1ast).


“Melhora o teu jogo” #2

Esta semana, no “Melhora o teu jogo”, apresentamos três rotinas de drible, com diferentes graus de complexidade, mas facilmente praticáveis em casa (ou pavilhão), dada a natureza específica do fundamento técnico em causa, um dos mais negligenciados na aprendizagem do basquetebol em cadeira de rodas (BCR).

Como “professores”, temos novamente Doug Garner, treinador dos Movin’ Mavs, equipa masculina da UTA – Universidade do Texas em Arlington -, Courtney Ryan (2.0), treinadora da Universidade do Arizona, internacional pelos EUA no Mundial de 2014, e Patrick Anderson (4.5), consensualmente apontado como o melhor jogador de BCR de sempre, vencedor de três medalhas de ouro e uma de prata em Jogos Paralímpicos, que nos oferece a sessão de trabalho mais desafiante.

Courtney Ryan

Doug Garner

Patrick Anderson

 

Nota: Foto de Carlos Lezama / Lima 2019 – Jogos Parapan-Americanos


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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Legenda

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Miguel Maria

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