Artigos da Federaçãooo
“Quero ser campeão nacional e chegar à seleção”
No passado dia 20 de fevereiro, Salvador Victo tornou-se o jogador mais jovem de sempre a jogar no escalão máximo do basquetebol masculino português.
Com um minuto e 14 segundos para o final do encontro entre Imortal LUZiGÁS e Esgueira /AVEIRO/OLI, Luís Modesto decidiu colocar em campo o base que, aos 15 anos, 11 meses e 12 dias, fez história na Liga Placard.
“Foi como um prémio por tudo o que ele tem feito até agora na sua carreira desportiva, pelo tempo que tem dedicado, o treino e a sua evolução em termos individuais”, afirmou o técnico dos algarvios, que ressalvou tratar-se de um atleta muito jovem: “Ele tem 15 anos, ainda não tem capacidade para jogar na equipa sénior, mas tem uma margem de progressão muito grande e pode ser um jogador de topo a nível nacional”.
Um atleta que prima pela “perceção do jogo, que é muito boa para a sua posição”, Salvador Victo mostrou-se feliz pelo seu feito, mas consciente do trabalho que tem pela frente: “Foi um privilégio, quero sempre aprender mais e tenho colegas muito bons que me ajudam sempre. Agora é continuar a trabalhar”.
Com José Barbosa e Tymetrius Toney como referências, o base é claro quando questionado sobre os seus objetivos para o futuro: “Quero ser campeão nacional e chegar à seleção nacional”.
A estreia de Salvador não foi o primeiro caso de uma aposta na juventude na época 2020/21. A 13 de novembro de 2020, João Francisco Mota, na altura com 14 anos e dez meses, entrou em campo pelo Casino Ginásio numa partida da Taça de Portugal masculina.
Servigest Burgos tomba o gigante CD Ilunion
O Servigest Burgos, de Luís Domingos (2.5) e Helder da Silva (2.0), sem minutos concedidos pelo técnico Rodrigo Escudero, reclama o destaque na rubrica “Portugueses lá fora”. O conjunto de Castela e Leão foi mesmo o único a ir a jogo, entre aqueles a envolver atletas nacionais. Ismael de Sousa (4.0), do Santa Lucia Basket Roma, vê finalmente “fumo branco” e disputa o primeiro encontro da época, no grupo D da Série B, a 13 de março, fora de portas, frente a Giovani i Tenaci, outro emblema da capital italiana.
Servigest Burgos 84-81 CD Ilunion
O Servigest Burgos assinou a surpresa da jornada, na División de Honor, ao vergar o todo-poderoso CD Ilunion, repleto de nomes sonantes e com o palmarés mais recheado do BCR espanhol. O técnico local, Rodrigo Escudero, não se desviou do plano de jogo e confiou os 45 minutos a quatro elementos do seu cinco inicial – o duelo teve um prolongamento – e viu a aposta premiada com a vitória. Mateusz Filipski (4.0) – 44pts, 13res, 6ast, 3rb -, internacional polaco dos burgaleses, superou o internacional norte-americano dos madrilenos, Jake Williams (2.5) – 35pts, 10res, 8ast, 4rb –, no despique pela distinção de MVP.
Desta feita, por contraste à jornada anterior, Luís Domingos (2.5) e Helder da Silva (2.0) apoiaram de fora o êxito dos seus companheiros. O internacional Sub22 e A soma 13 minutos de média por jogo, ao passo que o veterano capitão só no último encontro averbou os primeiros minutos da época e deverá perfilar-se como um dos homens em evidência na equipa B, a militar na Segunda División – terceiro patamar -, cuja estreia se prevê para 27 de março, frente ao CB Villa de Leganés.
Parciais: 12:23 / 21:13 / 17-16 / 25-23 / 9-6
Nota: Foto retirada do Facebook oficial do Servigest Burgos
“Melhora o teu jogo” #4
O fundamento basilar do jogo de BCR, o controlo da cadeira – o trabalho de pés da vertente sobre rodas da modalidade -, repete o protagonismo no “Melhora o teu jogo” #4.
Doug Garner, também em destaque no primeiro bloco de exercícios de cadeira, treinador dos Movin’ Mavs da UTA – Universidade do Texas em Arlington – e no Hall of Fame da NWBA – National Wheelchair Basketball Association -, esboça algumas propostas, a par de Anton de Rooij, o mítico atleta holandês, que exemplifica outras rotinas, com e sem bola.
Wheelchair Stations
Cone Circle
J-Cut Drill
Team Lane Lines
Nota: Foto de Miguel Fonseca
Imortal retoma o caminho dos triunfos
Numa partida em atraso da 16.ª jornada da Liga Placard, o Imortal LUZiGÁS voltou às vitórias ao superar o Esgueira/Aveiro/OLI, fora de portas, por 76-54.
A formação algarvia liderou quase sempre as contas e acabou por definir, praticamente, o desfecho final do encontro graças a um parcial de 24-9 no terceiro quarto.
No Imortal, que revelou maior supremacia da linha de dois pontos (68%-41% em matéria de eficácia) e nos ressaltos (45-33), sobressaíram Tanner Omlid (27pts, 12res, 2ast, 1dl), Jalen Jeknins (18pts, 12res, 2ast, 1rb, 2dl) e DJ Fenner (16pts, 4res, 4ast, 1rb).
Já nos donos da casa evidenciaram-se Gustavo Teixeira (15pts, 2res, 4ast, 1rb, 1dl) e Kareem Brewton (15pts, 3res, 1ast, 3rb).
Vitória SC trava Quinta dos Lombos e aproxima-se do topo
A 19.ª jornada da Liga Skoiy, que teve cinco jogos disputados este sábado, ficou marcada por duelos que reuniram o quarteto da frente. O Vitória SC e o União Sportiva superaram a Quinta dos Lombos e o SL Benfica, respetivamente, e assim ficaram mais perto da liderança.
Num jogo que reuniu os dois primeiros classificados, o Vitória SC ultrapassou a Quinta dos Lombos por 79-73. E quanto à imprevisibilidade, esta partida não gorou as expectativas, com ambas as equipas a alternarem no comando do resultado. O jogo chegou empatado ao intervalo e à entrada para o derradeiro quarto, até que o conjunto minhoto aplicou um parcial de 9-0 que decidiu a contenda. Nas anfitriãs destacaram-se Catarina Mateus (16pts, 1res, 5ast, 1rb), Tati Pacheco (16pts, 3res, 3ast), Barbara Souza (15pts, 10res, 4ast), Luiana Livulo (13pts, 9res, 1rb) e Sara Ressurreição (11pts, 1res, 4ast, 1rb), enquanto no adversário de Carcavelos, ainda líder e que viu quebrada uma série de 11 triunfos consecutivos, teve como melhores em campo Jade Phillips (23pts, 7res, 3ast, 4rb) e Raphaella Monteiro (17pts, 2res, 1ast, 2rb).
Nos Açores, o Sportiva suplantou (63-56) o Benfica. A primeira parte foi muito equilibrada, com as donas da casa em vantagem por apenas dois pontos (32-30) ao intervalo, mas no regresso dos balneários o Sportiva assumiu de vez o controlo das operações, estando sempre na dianteira. Na turma insular sobressaíram Raquel Laneiro (16pts, 8res, 7ast), Nausia Woolfolk (12pts, 8res, 2ast), Vânia Sengo (12pts, 4res, 1ast, 3rb, 1dl), Alyiah Mazyck (11pts, 4res, 4ast, 3rb, 1dl) e Gabriela Guimarães (10pts, 11res, 4ast, 5rb, 1dl), ao passo que nas “águias” assumiram as despesas Japonica James (19pts, 4res, 2ast, 1rb, 1dl), Mariana Silva (12pts, 3res, 1rb, 2dl) e Joana Soeiro (10pts, 10res, 6ast, 2rb).
A norte, o Guifões SC ganhou na receção ao CAB Madeira, após prolongamento, por 66-64. O emblema do Funchal comandou quase sempre o placard, mas o opositor matosinhense recuperou no último quarto, e com um parcial de 21-13 levou o jogo para tempo extra. E aí, o Guifões adiantou-se por dois pontos, num embate em que contou com a inspiração de Filipa Barros (17pts, 6res, 2rb, 1dl), Myriam Ackerman (16pts, 11res, 4rb, 3dl) e Taneka Rubin (12pts, 8res, 7ast, 2rb). Por seu turno, no CAB, que foi superior na luta das tabelas (57-43 em ressaltos), as principais figuras foram Paige Cannon (22pts, 12res, 1rb), Carolina Bernardeco (18pts, 3res, 5ast, 3rb) e Nike McClure (16res).
No espaço de duas semanas, o Galitos/Clínica Dr. Semblano levou a melhor sobre o CB Queluz pela segunda vez, desta feita por 65-57. A partir do momento em que o marcador registou uma igualdade a 45 pontos, nunca mais a turma aveirense permitiu a liderança da equipa da Linha de Sintra, num duelo em que pelas suas cores se destacaram Mafalda Pompeu (19pts, 8res, 3ast, 1rb), Aruzha Lima (15pts, 6res, 3ast, 1rb) e Kianna Winn (12pts, 9res). Já no CB Queluz estiveram em foco Adriana Martins (13pts, 5res, 2ast, 2rb) e Constança Almeida (11pts, 7res, 2ast).
Em Ermesinde, o Olivais ABTF Betão venceu pela primeira vez em 2021, para a Liga, graças a um resultado de 70-58 face ao CPN Imopartner. A turma da casa foi para o intervalo a ganhar por 37-32, mas no reatar do encontro a equipa da cidade dos estudantes aplicou parciais de 20-10 e 18-11 e assegurou a conquista dos dois pontos. No Olivais realçaram-se Kendrian Elliot (21pts, 7res, 1ast, 2rb, 3dl), Teyjah Oliver (16pts, 10res, 3ast), Eva Carregosa (15pts, 13res, 3ast, 3rb) e Milena Santos (11res) e no CPN as maiores protagonistas foram Martha Burse (22pts, 8res, 3ast, 3rb) e Mariana Pereira (13pts, 2res, 2rb).
Duo da frente da Liga Skoiy em grande jogo
A 19.ª jornada da Liga Skoiy reserva-nos um jogo de gala, com o líder Quinta dos Lombos a visitar o segundo classificado, Vitória SC, este sábado, a partir das 15 horas. Catarina Mateus e Jade Phillips, jogadoras em boa forma e que alinham nas “conquistadoras” e na formação de Carcavelos, respetivamente, projetaram este embate, que tem transmissão na FPBtv.
Do lado vitoriano, Catarina Mateus tem bem identificados os maiores perigos dos Lombos: “A Quinta dos Lombos é caracterizada pela agressividade defensiva, aliada ao seu poderio físico e à profundidade do seu plantel. Na minha opinião, a Liga está extremamente competitiva, pelo que neste momento acho que não há apenas uma equipa favorita. No entanto, a Quinta dos Lombos é, sem dúvida, uma candidata ao título”, afirma.
A base do emblema minhoto não hesita em apontar o segredo para o triunfo: “Um dos pontos fortes da Quinta dos Lombos é o ressalto ofensivo e, por isso, temos de estar focadas em não permitir segundas oportunidades. A coesão defensiva será a chave para a vitória”, projeta.
O Vitória SC não sabe o que é perder desde 8 de dezembro, e a internacional portuguesa explica o porquê deste grande momento: “Somos uma equipa repleta de jogadoras muito competitivas e que não viram a cara à luta. Trabalhamos para ser melhores dia após dia e para melhorar os nossos pontos fracos. A nossa união é também uma chave deste sucesso”, analisa.
A jogadora, de 22 anos, aponta a mira para a conquista do campeonato: “Sem dúvida de que um dos nossos grandes objetivos é ganhar o título. Sabemos perfeitamente a responsabilidade e o trabalho que estar na corrida para o título acarreta. Mas queremos muito fazê-lo, juntas”, vinca.
Catarina Mateus, que passou por uma complicada lesão, parece estar de regresso à melhor forma: “Tive uma lesão grave, pelo que sabia perfeitamente que a minha readaptação ia levar algum tempo. Neste momento, sinto-me muito mais confiante e confortável dentro do campo. Tenho a sorte de ter ao meu lado as minhas incríveis colegas de equipa, que sempre me apoiaram e acreditaram em mim. Mas o trabalho continua em prol dos objetivos da equipa”, garante.
Nos Lombos, Jade Phillips “faz o raio-x” ao adversário: “Vendo jogar o Vitória SC, é uma equipa que consegue um bom jogo interior e exterior entre as bases e a poste, assim como é forte na luta dos ressalto. Teremos de estar sempre alerta, prontas para a luta”, avisa.
A extremo norte-americana aponta o caminho para o sucesso: “As chaves para vencer este encontro passam pela nossa defesa e por atitude positiva, frente a uma equipa desafiante”, deixa a nota.
A Quinta dos Lombos vem de 11 triunfos seguidos, o que para Phillips se deve a muito trabalho: “As nossas 11 vitórias consecutivas nunca foram confortáveis. Gostamos de competir e queremos melhorar a cada dia, é isso que explica o nosso sucesso. Estamos sempre ansiosas por aquilo em que podemos melhorar!”, salienta.
Jade Phillips olha para o perfil da sua equipa e coloca-a na linha da frente para o momento mais desejado: “Sinto que somos o maior candidato ao título por causa da nossa defesa e pela forma como trocamos a bola ofensivamente! Temos várias jogadoras atléticas, o que nos torna difíceis de defender”, descreve.
No seu primeiro ano no clube da Linha de Cascais, a atleta de 23 anos, que recentemente fez parte do cinco ideal, tece rasgados elogios ao grupo de trabalho: “Estou muito grata por ter a oportunidade de jogar numa equipa como esta. Sinto que a temporada está a correr-me muito bem, mas ainda quero melhorar bastante. Tenho um treinador experiente que me ajuda a conhecer o jogo. Além disso, as minhas colegas também me ajudam com todo o seu conhecimento, por isso apenas tenho que trabalhar diariamente. Está a ser uma grande aprendizagem para mim esta primeira época como profissional, estou a tornar-me numa jogadora melhor”, finaliza.
“Melhora o teu jogo” #3
No “Melhora o teu jogo” #3, prestamos atenção ao fundamento e razão do jogo, o lançamento. No BCR, esta ação reveste-se de algumas peculiaridades, em particular nas classes baixas e intermédias, forçadas a armar o gesto de um ponto inferior ou a “menosprezarem”, em grau variável, a mão de apoio no follow through para não comprometerem o seu equilíbrio.
Os intérpretes de hoje, considerados os dois melhores jogadores do mundo em atividade, são modelos irrepreensíveis na hora de “disparar”, sem olhar a distância e com recursos ilimitados. Steve Serio (3.5), campeão Paralímpico em 2016 pelos EUA, recupera um acrónimo indispensável para qualquer jogador, B.E.E.F., e Patrick Anderson (4.5), atleta canadiano com estatuto de lenda, já com três medalhas de ouro e uma de prata em Jogos Paralímpicos, sugere duas rotinas de lançamento para o treino individual, uma delas demonstrada na companhia do adversário e amigo norte-americano.
Steve Serio – B.E.E.F.
Patrick Anderson – exercício de Matteo Feriani
Patrick Anderson e Steve Serio – Drive, Jumper, Floater
Neemias atinge novo máximo de carreira ao serviço dos Aggies
A rubrica que acompanha as prestações dos portugueses nos EUA está de regresso com dois nomes a destacarem-se pelos novos máximos de carreira que estabeleceram esta semana.
Neemias Queta voltou a apresentar-se em grande plano ao marcar 32 pontos, conquistar 10 ressaltos e ainda desarmar dois lançamentos na partida diante Boise State. Apesar do novo máximo de carreira no que diz respeito à marcação de pontos, os esforços de Neemias não conseguiram impedir a derrota dos Aggies.
No feminino, Maria Carvalho foi igualmente preponderante ao serviço de Utah Valley e também atingiu um novo máximo de carreira ao marcar 23 pontos no triunfo frente a Grand Canyon. A jovem base portuguesa voltou novamente a destacar-se no segundo encontro diante Grand Canyon, ficando a apenas uma assistência do duplo-duplo.
Neemias Queta (Utah State, NCAA 1 – EUA):
32pts, 10res, 2dl (32min) na derrota frente a Boise State (70-79)
🇵🇹 Neemias Queta’s career-high wasn’t enough for Utah State against Boise State (79-70), but his offensive performance in the paint was nothing short of outstanding (positioning, back-to-the-basket game, plays off the PnR)
32 PTS – 12/21 2P – 8/9 FT – 10 REB – 2 BLK pic.twitter.com/evayh3X6K2
— CBB Europe (@CBB_Europe) February 18, 2021
Hugo Ferreira (Cleveland State, NCAA 1 – EUA):
Não jogou na derrota frente a Detroit Mercy (83-89)
Não jogou na vitória frente a Detroit Mercy (71-64)
Beatriz Jordão (South Florida, NCAA 1 – EUA):
2pts, 2res, ast, 1rb, 1dl (13min) na vitória frente a Tulsa (67-46)
(2min) na vitória frente a Cincinnati (69-65)
Sara Barata (South Florida, NCAA 1 – EUA):
1res, 1ast, 1rb (15min) na vitória frente a Tulsa (67-46)
(2min) na vitória frente a Cincinnati (69-65)
Luana Serranho (Campbell, NCAA 1 – EUA):
Não teve jogos esta semana.
Maria Carvalho (Utah Valley, NCAA 1 – EUA):
23pts, 6res, 4ast, 1rb (38min) na vitória frente a Grand Canyon (63-51)
15pts, 6res, 9ast, 1rb (36min) na derrota frente a Grand Canyon (62-72)
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Marta Vargas (Rhode Island, NCAA 1 – EUA):
Não teve jogos esta semana.
Tess Santos (Presbyterian College, NCAA – EUA):
2pts, 4res, 2ast, 2rb, 2dl (29min) na derrota frente a UNC Asheville (59-61)
Marta Rodrigues (Tusculum, NCAA 2 – EUA):
7pts, 3res, 7ast, 1rb (40min) na vitória frente a Lincoln Memorial (71-62)
Eliana Cabral (New Mexico, NJCAA 1 – EUA):
Não jogou esta semana.
Ana Teresa Faustino (Oregon State, NCAA 1 – EUA):
Não jogou na derrota frente a Stanford (58-83)
Ana Carolina Jesus (Northwest Florida Raiders, NJCAA 1 – EUA):
8pts, 4res, 1ast, 1rb, 1dl (35min) na vitória frente a Chipola College (56-42)
2pts, 7res, 1rb (12min) na vitória frente a Pensacola State College (59-44)
Andressa Nascimento (Keiser Univeristy, NAIA – EUA):
6pts, 5res, 2ast, 3rb (21min) na vitória frente a Warner University (67-49)
Grande prestação coletiva vale triunfo ao Servigest Burgos
Na rubrica “Portugueses lá fora”, mantém-se o foco exclusivamente em Luís Domingos (2.5) e Helder da Silva (2.0), ao serviço do Servigest Burgos, na División de Honor, máximo escalão espanhol. Christophe da Silva (1.0), do CAPSAAA Paris, 2.ª divisão francesa, e Yuri Fernandes (2.5), 1.ª divisão francesa, permanecem num impasse, com as competições suspensas por tempo indeterminado. Em Itália, Ismael de Sousa (4.0), do Santa Lucia Basket Roma, tem arranque previsto para março, na Série B.
Fundación Vital Zuzenak 50-79 Servigest Burgos
Na viagem ao País Basco, o Servigest Burgos alcançou a segunda vitória mais dilatada da época, fruto de uma excelente prestação coletiva, na semana em que veio a público a cisão com o internacional espanhol Roberto Mena (4.0).
Mesmo sem aquele que fora uma das referências até à data, a formação de Castela e Leão não demorou para lá de um quarto a descolar dos anfitriões, que detêm a marca do número mais elevado de jogadores da cantera. Ruben Viso (4.0) – 16pts, 8ast, 3res – encabeçou a réplica dos da casa, mas os polacos Mateusz Filipski (4.0) – 26pts, 9res, 8ast, 2rb – e Andrzej Macek (1.5) – 18pts, 2ast -, e o internacional britânico Sub22 Lee Fryer (4.0) – 18pts, 10ast, 9res – aplacaram as intenções do conjunto de Vitoria. O internacional A e sub22 Luís Domingos (2.5) amealhou 4 ressaltos e 1 assistência em 34 minutos, de sacrifício notório no trabalho de man-out e bloqueio para as classes altas, enquanto o capitão Helder da Silva (2.0) foi aposta de Rodrigo Escudero por 2 minutos. Segue-se a receção ao campeão espanhol CD Ilunión, no sábado, 20 de fevereiro.
Parciais: 14-18 / 12-21 / 14-25 / 10-15
Nota: Foto retirada do Facebook oficial do Servigest Burgos
“A sociedade alemã respeita esta modalidade Paralímpica”
No final de 2011, ano sem provas no basquetebol em cadeira de rodas nacional (BCR), a crise económica levou Paulo Soeiro a fazer as malas para se fixar no Luxemburgo, onde, afirma, era “fácil sentir-se em casa”, dado o extenso contingente de cidadãos lusos. Encantado com as condições encontradas, em particular pela existência e facilidade logística dos apoios para as pessoas com deficiência, desde a cadeira de rodas de rodas quotidiana à adaptação de carro ou da casa, o antigo jogador do GDD Alcoitão não abdicou da possibilidade de continuar a jogar BCR.
Nos Lux Rollers, formação luxemburguesa inserida nas provas alemãs, Paulo Soeiro começou por integrar a equipa B, ensaio coroado com o convite para acumular o cargo de treinador. A rápida evolução e recuperação da forma física motivaram a promoção à equipa principal, ao serviço da qual disputou a Bundesliga 2, segundo escalão germânico – profissional -, desempenho novamente louvado, de tal forma que surgiu a proposta para atuar nos Dolphins Trier, da Bundesliga 1, uma das ligas mais competitivas do mundo.
Parado devido à pandemia, o campeão da Europa da divisão C em 2007, peça importante no “xadrez” do então selecionador Jose Maria Cristo, aborda a carreira de quase duas décadas e afiança a vontade de prosseguir na próxima época. “Preciso disto!”, afirma Soeiro.
Como é que surgiu a tua ligação ao BCR?
Tive o meu acidente em dezembro de 2001 e comecei a jogar na época 2002/03, no GDD Alcoitão. Antes do acidente, sempre fiz parte de equipas de desporto, portanto foi muito fácil procurar alguma coisa que me mantivesse ativo. Na altura em que estive internado, era uma coisa que procurava saber, porque os médicos só me diziam o que eu não podia fazer e eu também queria saber o que podia fazer. Os médicos ficaram um bocado ofendidos, se calhar fui um bocado arrogante, mas já estava cansado de ouvir sempre a mesma lavagem ao cérebro. Nunca me deram resposta. Felizmente, moro muito perto da escola onde eles [GDD Alcoitão] treinavam. Isto é um bicho que facilmente nos vicia. Bastou ver, sentar, jogar um pouco e automaticamente fiquei viciado nisto até hoje.
Que jogos recordas em particular?
Gostava de fazer um parêntesis. Nós não éramos uma equipa de topo, andávamos ali sempre pelos lugares cimeiros, mas não o suficiente para lutar pelo título. De maneira que o nosso grande rival era a APD Lisboa. Lembro-me de dois jogos com eles, em que, no primeiro, praticamente no final, faço uma falta ao Luís Oliveira, ele vai para a linha de lance livre, marca os dois e perdemos por um ponto. Nessa mesma época, no jogo em Lisboa, no último segundo, em contra-ataque, fui eu que marquei e ganhámos por um ponto.
Tiveste um trajeto marcante na Seleção. Quando surgiu a primeira convocatória e que momentos destacas?
Creio que foi em 2005 quando o selecionador nacional, Jose Maria Cristo, foi ver um jogo. Ele tinha uma ideia muito simples, pois, na altura, não tínhamos muitos jogadores de nível europeu. Tínhamos três que marcavam a diferença para todos os outros: o Hugo Lourenço, o Pedro Gonçalves – referências para todos – e, muito jovem, o Cláudio [Batista]. Os três juntos somavam 12 pontos, faltavam 2. A ideia dele era muito simples – “preciso de arranjar vários jogadores de 1.0”. Eu sou 1.0 e muito por isto abriu-se a porta para eu ser chamado tão cedo, após estar a jogar apenas há duas épocas. Além do Europeu C de 2007, que vencemos e nos permitiu subir de divisão, também tenho que fazer referência ao Europeu B de 2008, um nível diferente, mais exigente. Fizemos um Europeu muito bom. Lembro-me do jogo contra a Bélgica, vencedora da prova e promovida à divisão A, em que perdemos por 2 ou 4 pontos. Não houve nenhum jogo em que tivesse ficado presente em campo no qual tenha sentido que a outra equipa era melhor do que nós.
De uma forma inesperada, chegas a um campeonato estrangeiro. Quais as primeiras grandes diferenças que constataste?
Se a [primeira] liga alemã não é a mais forte do mundo, anda lá perto. A quantidade de jogadores, equipas, a maneira como promovem o BCR… é fantástico. Basta ver que nas últimas Champions, as equipas alemãs, se não ganham, chegam sempre à final. Todas as equipas profissionais na Alemanha têm equipas B e C. Apesar de serem equipas B e C, puxam por aqueles miúdos e dão-lhes todas as condições para chegarem à equipa A e serem atletas de elite mundial. Vindo de uma época em que não havia nada, de repente deparei-me com esta realidade; tudo tão bem promovido, organizado, uma coisa incrível. Os alemães são muito humildes e valorizam qualquer trabalho, profissão, respeitam muito o próximo. E em termos de desporto a mesma coisa. A sociedade alemã respeita esta modalidade Paralímpica. Depois, trabalham com espírito de cooperação. Fazem conferências conjuntas, partilham jogadores, ideias. Temos uma equipa muito forte aqui perto do Luxemburgo, os Dolphins Trier, com quem por vezes treinamos e fazemos workshops. Quando querem pôr a rodar jogadores da equipa B, mandam-nos para a nossa equipa. Há esta troca de informação, partilha, que é obviamente uma mais-valia. Procuram não ter excesso em nada. Se houver uma equipa que tem carência de jogadores ou patrocínios, a própria equipa vizinha procura dar apoio nesse sentido.
Quando chegaste ao Luxemburgo, sentiste um impacto na aprendizagem do jogo? A qualidade do treino é superior?
Temos um velho ditado que diz “quem não sabe, inventa”. O alemão não sabe o que é isso. Estudam, planeiam, trabalham imenso. Têm muita cultura de jogo, um dicionário de jogadas, táticas, movimentos com a cadeira. Para eles tudo tem de ser pensado do início ao fim.
Encaras a possibilidade de vir a ser treinador?
Quando cheguei, havia a barreira linguística. E aprender uma língua como o alemão é difícil. Vinha em baixo de forma, sem competição e puseram-me na equipa B, que jogava na 4.ª divisão da Alemanha (de um total de 7). Correu muito bem, cheguei a ser o melhor marcador de jogadores de um ponto, gostaram muito de mim e convidaram-me a ser treinador-jogador da equipa B durante duas épocas. Gostei muito, porque, apesar de faltar muita coisa na equipa, procurava ter sempre um objetivo. Disse “nós temos de ser os melhores em algo” e conseguimos ser a melhor defesa do campeonato. Passados três anos, fui para a equipa A e, na última época, tive um convite para me juntar aos Dolphins Trier. Acabei por recusar, pois cheguei a uma fase da minha vida em que as prioridades são outras. Quero jogar sim, mas não podia andar naquele ritmo intenso que as equipas profissionais na Alemanha têm.
Vitória SC e Sportiva somam novos triunfos na Liga Skoiy
Na Liga Skoiy, Vitória SC e União Sportiva voltaram a ganhar, e assim continuam de olhos postos na liderança. A formação minhota ultrapassou o CAB Madeira, enquanto a turma açoriana superou o Guifões SC.
Numa partida antecipada da 21.ª ronda, o Vitória SC, que não perde desde 8 de dezembro, bateu o CAB Madeira por 64-58, graças a uma excelente recuperação no derradeiro quarto, diante de um adversário que voltou a dar indicações muito positivas, poucos dias após o regresso à competição. Com parciais de 19-17, 14-9 e 15-13, o emblema insular chegou aos últimos dez minutos com uma vantagem de nove pontos (48-39), mas as “conquistadoras” aplicaram de imediato oito pontos seguidos sem resposta, que foram o tónico para o “agarrar” dos dois pontos. O Vitória SC perdeu no capítulo dos ressaltos (39-53), mas beneficiou dos 18 turnovers do CAB, tendo como melhores em campo Barbara Souza (15pts, 10res, 1ast, 1rb), Sara Ressurreição (15pts, 4res, 5ast, 2rb, 1dl), Catarina Mateus (15pts, 3res, 4ast, 2rb) e o reforço “Alexy” Mollenhauer (11res). Já lado madeirense sobressaíram Nike McClure (16pts, 16res, 1ast, 1rb, 1dl), Jelena Nikpaljevic (15pts, 9res, 3ast, 3rb, 2dl) e Paige Cannon (11res).
No encontro em atraso que fechou a 2.ª jornada, o Sportiva alcançou a quarta vitória consecutiva, depois de ultrapassar o Guifões por 89-53. Desde cedo as anfitriãs controlaram as operações, e com parciais de 23-16, 22-17, 22-5 e 22-15 obtiveram uma vantagem que não deixa margem para dúvidas. O emblema açoriano revelou-se particularmente eficiente na luta das tabelas (51-24 em ressaltos) e teve como maiores protagonistas Vânia Sengo (24pts, 9res, 3ast), Aliyah Mazyck (20pts, 10res, 4ast, 4rb), Nausia Woofolk (18pts, 6res, 3ast, 2rb) e Gabriela Guimarães (10pts, 6res). Por seu turno, no adversário matosinhense, destaque para a exibição de Filipa Barros (19pts, 3res, 2ast, 2rb, 1dl).
“Na Primeira Pessoa” com Pedro Bártolo
A rubrica “Na Primeira Pessoa” voltou ao norte para revisitar o percurso de Pedro Bártolo, treinador-jogador do BC Gaia e subcapitão da Seleção Nacional de BCR, com uma das carreiras internacionais mais ricas entre os atletas nacionais. O base/extremo de 29 anos é indissociável das duas únicas subidas ao máximo escalão espanhol dos galegos Basketmi Ferrol, representou o Mideba Extremadura e o BSR Valladolid, precisamente na principal liga do país vizinho, e atingiu plena afirmação europeia ao serviço do HS Varese, na Série A italiana. Regressou a Portugal, na presente época, para envergar as cores do Basket Clube de Gaia, equipa que ajudou a erguer em 2016 e se estreia na 1.ª Divisão.
Nota: Fotografia de Ana Morais
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Legenda
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Miguel Maria
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