Artigos da Federaçãooo
A medalha de bronze nas Universíadas foi conquistada há um ano
O dia 10 de julho de 2019 entrou para a história do basquetebol nacional graças à conquista inédita da Seleção Universitária de Sub25 femininos, que há precisamente um ano fez história nas Universíadas de Nápoles, conquistando a medalha de bronze diante do Japão.
A Seleção orientada por Ricardo Vasconcelos alcançou o pódio da prova organizada pela Federação Internacional do Desporto Universitário (FISU), garantindo o bronze e a melhor classificação de uma Seleção europeia na 30.ª edição das Universíadas de Verão.
Num percurso marcado por vitórias sucessivas, a equipa das quinas apenas perdeu diante da campeã Austrália (49-56) quando tentava o acesso à final. Na derradeira partida que decidia a medalha de bronze Portugal superou-se e, após um parcial de 18-1 no prolongamento, conseguiu bater a congénere nipónica por 76-59.
A aniversariante Inês Viana, uma das protagonistas da Seleção Universitária, não deixou de recordar o emocionante e atribulado jogo do 3.º e 4.º lugar: “Foi um dia especial para mim, como todos os 10 de julho, e não podia acabar de outra forma. Estávamos nervosas e recordo-me que até me esqueci da minha credencial para o jogo no quarto do hotel.
No entanto, a motivação era elevada, sabíamos que para ganhar tínhamos de estar ao nosso melhor nível, até porque já tínhamos jogado com o Japão nas Universíadas de Taipei de 2017”, lembrou. Quanto ao prolongamento, a base da portuguesa recordou o esforço da equipa e o apoio vindo das bancadas: “Demos tudo o que tínhamos, deixámos suor, lágrimas e o coração dentro de campo! As bancadas estavam cheias e o apoio dos portugueses foi muito bom. Foi a melhor prenda de anos que recebi até hoje”, concluiu.
Já o Selecionador Nacional e também timoneiro da equipa universitária portuguesa, Ricardo Vasconcelos, não deixou de recordar a exigência do embate com o Japão, referindo que a medalha é a concretização do investimento no basquetebol feminino em Portugal: “Acima de tudo foi um momento histórico e bonito de uma geração que junta talento e capacidade de trabalho.
Ganhamos ao Japão que é sempre uma equipa muito disciplinada, com um basquetebol diferente daquele que jogamos na Europa. O bom arranque no prolongamento deu-nos confiança para acreditarmos que a medalha era possível. Fiquei muito satisfeito porque foi a concretização de um trabalho que já vinha sendo feito de alguns anos para cá. Foi um trabalho de muitos anos, de várias gerações e de muito investimento no basquetebol feminino. Foi uma medalha merecida e que nos deixa orgulhosos”, vincou.
2019 viu a estreia da 1ª seleção portuguesa de BCR sub23
Em Janeiro de 2018, o Comité Nacional de BCR lançou as bases para a constituição de uma seleção nacional sub23. Apenas um ano depois, na Finlândia, Portugal fazia a sua estreia oficial nos Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude. Ricardo Vieira, na altura técnico adjunto, agora selecionador principal, analisa o impacto da experiência.
Há muito se cogitava a criação de uma seleção jovem no BCR português, mas o passo decisivo para mitigar o fosso em relação aos melhores, surgiria apenas em Janeiro de 2018. Daí à participação nos Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude (EPYG), na Finlândia, decorreu cerca de um ano e cinco meses, tempo que seria sempre curto para abordar uma das etapas mais transformadoras na vida dos 10 convocados. “Foi o “abrir de olhos” necessário para entenderem que, sem trabalho, empenho e consistência não se consegue atingir patamares altos.
Perceberam que o que desenvolvem nos clubes não os levará a pódios europeus e que, por enquanto, a única forma é trabalhar individualmente, esperando que os clubes possam vir a dispor de mais horas de treino, melhores condições e de técnicos qualificados”, adverte Ricardo Vieira, rendido, contudo, ao “espírito de grupo” fomentado no certame.
Na véspera do terceiro encontro, contra a favoritíssima – vencedora da prova – França, o selecionador vaticinou um resultado extremamente desnivelado, algo que causou perplexidade no grupo, cuja modesta perceção do jogo à escala internacional não pressagiava tão mau cenário. “Disse-lhes: “se não perdermos por mais de 100 pontos, considerem uma vitória”. Responderam, por outras palavras, que eu estava maluco. Resultado final: 106-17”, remata, para discorrer sobre “a ilusão que é criada ao jogador de BCR em Portugal, em que basta pegar numa bola e lançar duas vezes por semana”. Menosprezados ficam os “fundamentos, o trabalho físico, psicológico, o cuidado com a alimentação, o descanso, a recuperação física pós-treino e jogo”, componentes onde, embora condicionados pela ação dos clubes, os atletas “devem fazer a sua parte”.
A lição repercutiu-se em mudanças tangíveis, mesmo em tempo de pandemia, com “pelo menos 8 dos atletas” a treinarem de forma “muito profissional”, numa base diária, e em alguns casos com retoma progressiva do treino em pavilhão. Mesmo que a contragosto, Ricardo Vieira responde à questão e mostra-se convicto na capacidade dos seus pupilos dificultarem as escolhas a Marco Galego, selecionador nacional A, para o próximo Europeu C, em 2021. “Sou muito suspeito, ainda assim, parece-me que estão reunidas as possibilidades de marcarem presença 3 a 4, com alguma “facilidade”. Os 5 não sei se será possível, até porque o grupo, em relação ao último europeu, tem os regressos de Filipe Carneiro e Marco Gonçalves, dois atletas de classe europeia”.
Ciente do potencial existente, mas sem deslumbramentos, Ricardo Vieira espera não ver dissipar-se a boa dinâmica na melhoria estrutural da modalidade e desafia “entidades públicas e privadas a aumentarem o apoio aos clubes”. Se a nível federativo, o técnico bracarense não coloca Portugal “atrás de ninguém na Europa”, na realidade do clube o panorama está aquém do exigido para que a seleção sub22 (sub23 somente no contexto dos Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude e Campeonatos do Mundo) integre um europeu da categoria.
“Treina-se, no máximo, 2x por semana, com treinos de 1h30min, e isso é algo inaceitável para que possamos almejar estar presentes num Europeu a um nível razoável”, afirma. Não obstante as adversidades, o primeiro passo está dado. Da viagem aos EPYG 2019 subsiste o legado da mentalidade de verdadeiro atleta, ponto de partida para qualquer conquista vindoura.
João Horta, João Sabbo, Paulo Vinhas e Valter Dias recordados
Lisboa acolheu a segunda promoção da Seleção Nacional à Divisão B
Ao período de marasmo, marcado por uma crise económica que motivou o cancelamento das competições internas numa época e a ausência dos Europeus C de 2011 e 2013, Portugal respondeu categoricamente e, no regresso, alcançou a subida à Divisão B. Jorge Almeida, selecionador à data, e Márcio Dias, agora capitão, relembram o êxito.
Europeu Sub-16 Femininos 2021 em Matosinhos
A Federação Portuguesa de Basquetebol, a Câmara Municipal de Matosinhos e a MatosinhoSport informaram a FIBA da intenção de organizar o Campeonato da Europa de Sub16 femininos em 2021.
Depois do Central Board da FIBA Europa ter decidido cancelar todos os Campeonatos da Europa Jovens de 2020, por causa da pandemia de COVID-19, e posteriormente anunciado que seria dada prioridade em 2021 aos países a quem já tinha sido atribuída a organização este ano, a FPB manifestou junto da entidade que gere o basquetebol europeu a vontade de acolher o evento, renovando a parceria de sucesso de anos anteriores com a Câmara Municipal de Matosinhos e a MatosinhoSport.
“O cancelamento de todos os Campeonatos da Europa jovens trouxe tristeza e desilusão, particularmente aquele que designamos por «nosso» Europeu de Matosinhos, porque sabemos que seria mais um evento mobilizador dos seguidores do basquetebol feminino, pleno de emoções e de enorme sucesso organizativo, desportivo e social, como é tradição deste concelho que tão bem acolhe grandes eventos FIBA desde 2013. Mas a saúde e o bem-estar de todos são a primeira prioridade, pelo que foi uma decisão que compreendemos e aceitamos. Tal tristeza foi minorada com a imediata aceitação, por parte da estimada Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, do desafio de organizar do Europeu Sub16 Femininos em 2021. Com a indispensável segurança, voltaremos com gosto a Matosinhos, para assistir a mais um grande evento de basquetebol”, afirmou o presidente da FPB, Manuel Fernandes.
Por sua vez, a presidente da autarquia de Matosinhos sublinhou que “a saúde é um dos diversos e ricos argumentos que justificam o investimento público no desporto” e que “neste ano tão excecional das nossas vidas, a paixão e os valores que nos movem em torno dos pontos alcançados em cada jogo foram todos depositados no campeonato da prevenção“, numa referência ao cancelamento da prova por parte da FIBA. “Estamos preparados para, no próximo ano, voltarmos com mais vitalidade, garra e ambição para, nesta parceria de sucesso, continuarmos a afirmar Matosinhos e o basquetebol na programação desportiva nacional e internacional“, acrescenta Luísa Salgueiro.
Chamada de Amarante, Lisboa e Voytso vista à lupa
André Martins mostra-se orgulhoso enquanto selecionador de Sub20, pela chamada deste trio à turma das quinas: “A convocação destes atletas é um motivo de orgulho para todos aqueles que trabalham com seleções jovens. Este é, sem dúvida, o principal objectivo de quem tem a responsabilidade de trabalhar e acompanhar as Seleções jovens, preparar jogadores que representem a nossa equipa de seniores com compromisso, orgulho e vontade de vencer”, vinca. O treinador campeão europeu por Portugal, em Matosinhos, enumera alguns pontos fortes destes três atletas: “Quanto às qualidades do Amarante, Lisboa e Voytso, destaco a capacidade de trabalho, inteligência e conhecimento do jogo”.
Já Sérgio Ramos, que vai coadjuvar Mário Gomes na Seleção principal, não se revela surpreendido com esta convocatória: “Tendo trabalhado com eles no verão, e conhecendo há uns anos a sua capacidade de trabalho, ambição, humildade, caráter e talento, este acaba por ser um processo natural. Eles não estariam à espera, provavelmente, mas têm mostrado trabalho nos clubes. Fico contente por esta evolução e pela consequente chamada à Seleção. Isso traz-lhes responsabilidade, mas é um motivo de orgulho”, adianta.
“Os três têm de trazer irreverência, ambição e capacidade de trabalho, isso é o mais importante para nós, treinadores. Queremos ver vontade de estar na Seleção, esforço nos treinos, essas são premissas fundamentais, algo que eu espero deles. Todos têm características singulares, capacidade para colocar a bola dentro do cesto, talento e agressividade com a bola na mão. Espero que mostrem porque merecem estar entre os melhores jogadores nacionais”, reforça a antiga glória do basquetebol português.
O treinador deixa, ainda, conselhos para Amarante, Lisboa e Voytso: “Espero que sejam ambiciosos e que não se acomodem em nenhuma situação. Não são superiores nem inferiores a ninguém, e têm de lutar por jogar na Seleção. Mas tenho a certeza de que esta não será a última chamada deles, caso continuem com a mesma atitude”, finaliza Sérgio Ramos.
Trio em estreia na convocatória da Seleção Nacional
Rafael Lisboa, base do SL Benfica, assume a responsabilidade que esta convocatória traz: “É um momento que me significa muito. O objetivo, quando começamos a integrar as seleções jovens, passa por alcançar o expoente máximo, que é representar o nosso país ao nível sénior. É muito gratificante, mas também aumenta a responsabilidade. Terei ainda mais vontade de continuar a trabalhar e de evoluir, de forma a representar da melhor forma as cores nacionais. Quero ajudar a Seleção a vencer estes dois jogos que aí vêm. Do ponto de vista pessoal, quero aprender com jogadores que têm anos de Seleção, um treinador com muita experiência e adjuntos que são referências da modalidade. Vou tentar conquistar o meu espaço e estar à altura daquilo que pretendem de mim”, adianta.
Por sua vez, Francisco Amarante, revela que a chamada à Seleção Nacional sempre foi um objetivo: “É um grande orgulho ter esta oportunidade de representar o meu país na seleção sénior. Sempre foi um dos meus objetivos e estou muito feliz!”, afirma. O base-extremo do FC Porto promete trabalho na equipa das quinas: “Os meus objetivos passam por dar o meu melhor todos os dias para ajudar a equipa, desfrutar e poder representar a Seleção ao mais alto nível competitivo”, finaliza.
Convocatória para o arranque da “Missão Mundial 2023”
Convocatória:
Cláudio Fonseca, Diogo Araújo e Diogo Ventura (Sporting CP), Francisco Amarante, Miguel Queiroz e Vladyslav Voytso (FC Porto), Jeremiah Wilson (Cantu, Itália), João Balseiro, João Grosso e João Guerreiro (UD Oliveirense), Miguel Maria Cardoso (Almansa, Espanha), Pedro Bastos (Ovarense Gavex), Rafael Lisboa (SL Benfica) e Ricardo Monteiro (Vitória SC)
Declarações do Selecionador Nacional, Mário Gomes:
“Esta convocatória, bem como as futuras, tem em consideração o presente, mas também a necessária reconstrução da Seleção Nacional, em função do objetivo prioritário de apuramento para a fase final do EuroBasket 2025. Esse objetivo, orientador das decisões a tomar, foi estabelecido em conjunto pela Equipa Técnica Nacional, Presidente e Direção da FPB, no âmbito da sintonia que existe desde que iniciei funções.
Preparar uma equipa a médio prazo exige de todos um compromisso total e que cada um dê sempre o melhor de si para que seja possível atingir as metas. O difícil trabalho que temos pela frente só pode ter êxito se esse compromisso existir e o facto é que alguns jogadores consideram não o poder assumir nesta altura, por razões diversas. A presente convocatória foi também condicionada por impedimentos de ordem física.
Aproveito para, uma vez mais, expressar desagrado pelo facto de alguns clubes considerarem as janelas FIBA como momentos de pausa competitiva, que servem para recuperar jogadores. Não o são. A Liga Placard é interrompida porque a Seleção Nacional tem jogos oficiais, caso contrário a Liga Placard não pararia e os jogadores também não. Não aceito que os jogadores estejam inaptos para jogar pela Seleção Nacional, mas continuem aptos para representar os clubes.
Trata-se da Seleção Nacional e, além do objectivo a médio prazo, temos outros, uns a curto prazo e outros imediatos. A curto prazo, queremos apurar-nos para a fase seguinte de qualificação para o Mundial de 2023 e considero que temos valor suficiente para o conseguir. No imediato, queremos ganhar o jogo seguinte. É só nesta meta imediata que penso, é nisso que toda a equipa se irá concentrar e estou confiante que o conseguiremos com este grupo de jogadores.”
Seleção Nacional joga na Bielorrússia esta segunda-feira (16h)
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Portugal arranca caminhada para o Mundial 2023 com o pé direito
Equipas técnicas das Seleções Nacionais
Eis os staffs técnicos:
Seleção Nacional seniores masculinos
Seleção Nacional seniores femininos
Seleção Nacional Sub20 masculinos
Seleção Nacional Sub20 femininos
Seleção Nacional Sub18 masculinos
Seleção Nacional Sub-18 Femininos
Seleção Nacional Sub16 Masculinos
Seleção Nacional Sub16 femininos
Seleção Nacional Sub15 masculinos
Seleção Nacional Sub15 femininos
Seleção Nacional Sub14 masculinos
Seleção Nacional Sub14 femininos
Seleções Nacionais 3×3
1.º Evento Solidário de Basquetebol
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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