Artigos da Federaçãooo
Chegou a tão merecida vitória!
Obrigado por toda a vossa dedicação ao serviço das nossas cores, craques!
Ao longo de todo o jogo, foi sempre uma constante o grande empenho dos nossos jogadores em oferecer um bom espetáculo ao público presente em Sines, o que resultou em pleno, tendo em conta os momentos muito positivos aos quais se puderam assistir.
Curiosamente, a Bielorrússia apenas se superiorizou no primeiro período, mas mesmo assim o equilíbrio imperou, sendo que após os 10 minutos iniciais, a formação bielorrussa vencia por 13-15.
A partir daí, os comandados de Mário Palma pegaram em definitivo no jogo, não mais perdendo o controlo das operações, destacando-se a excelente prestação na luta das tabelas, em matéria de ressaltos defensivos.
Sendo assim, à entrada para os balneários, a equipa das quinas já se encontrava em vantagem (33-30), acabando por se distanciar em definitivo no marcador com um parcial de 10-0 no terceiro período, que contribuiu para que Portugal chegasse ao derradeiro quarto com um avanço de 54-47.
Sem pressão, revelando uma atitude descomplexada e alegria em campo, a nossa Seleção ainda se empolgou mais, fechando as contas com um resultado de 77-62, diante de um excelente conjunto como a Bielorrússia.
Em termos individuais, na turma lusa, relevo para o duplo-duplo de Betinho Gomes (15 pontos e 16 ressaltos) e para as prestações de José Silva (16 pontos), João Soares (13 pontos) e Pedro Pinto (11 pontos).
Mas reforçando a ideia, e acima de tudo, parabéns a todo o grupo de trabalho pelo triunfo deste sábado. E o nosso agradecimento pelo esforço inexcedível revelado durante a qualificação para o Eurobasket 2017.
De referir ainda que neste Grupo D de apuramento, acabou por ser a Polónia a carimbar a passagem para a grande competição do próximo ano.
Fiquem com a classificação final:
1.º Polónia – 11 pontos
2.º Estónia – 9 pontos
3.º – Bielorrússia – 9 pontos
4.º – PORTUGAL – 7 pontos
“Ter aqui a Seleção Nacional é um motivo de orgulho e de satisfação para todos nós”
O líder do município falou ainda dos muitos pontos de interesse da zona, que tornam muito convidativa a presença de adeptos para apoiar a nossa Seleção Nacional Masculina.
Vamos ter um Portugal vs Bielorrússia em Sines, cidade que nos últimos anos tem recebido vários pontos altos do desporto nacional. O que significa para Sines e para o município acolher mais um grande momento, desta feita relativo à qualificação para o Eurobasket do próximo ano?
É um motivo de satisfação trazer para Sines mais um jogo da Seleção Nacional de basquetebol, pela terceira vez nos últimos anos, ainda para mais quando falamos de um jogo integrado na qualificação para um Europeu. Estamos habituados a receber grandes competições – ainda no ano passado acolhemos uma grande prova de futsal – mas acima de tudo, o mais importante é que teremos aqui em Sines uma excelente promoção do basquetebol, até porque temos ótimas condições para a prática da modalidade.
Como avalia Sines em matéria de prática desportiva?
Acima de tudo temos um vasto leque de Associações, nas quais se praticam várias modalidades como futsal, futebol, andebol, hóquei em patins (com grande tradição), voleibol, e depois temos um pavilhão com excelentes condições que valoriza todo o Alentejo, abrindo a possibilidade de realizar aqui grandes eventos desportivos e não só.
O jogo encontra-se agendado para uma hora bastante convidativa, em pleno sábado. Quais são os principais pontos de interesse de Sines e da zona envolvente para todos aqueles que queiram aproveitar a região?
Sines é uma cidade com características especiais, porque está na costa alentejana, com uma ligação muito próxima ao mar, com excelentes praias, não esquecendo que é a terra de Vasco da Gama. Portanto, Sines oferece condições ideais para que quem venha assistir ao jogo possa usufruir desta nossa costa, que é ótima.
Além disso, temos três cidades aqui num raio de 20 quilómetros, sendo que quem comparecer no nosso concelho poderá aproveitar a ótima gastronomia e das praias, tendo oportunidade, ao final da tarde, de ver aquilo que de melhor se passa na Europa, em matéria de basquetebol. Obviamente que ter aqui a Seleção Nacional é um motivo de orgulho e de satisfação para todos nós.
Que apelo deixa aos adeptos para que compareçam no Pavilhão Multiusos de Sines?
Este é um evento importante, uma organização conjunta da Federação Portuguesa de Basquetebol e da Associação de Basquetebol de Setúbal, que apostaram em Sines, e obviamente que temos de dar uma resposta positiva face a este desafio.
Mas acima de tudo, espero que todos aqueles que gostam de basquetebol e os apaixonados por desporto, em geral, possam comparecer no Multiusos de Sines, para terem a oportunidade de presenciar um jogo ao mais alto nível. Esperemos que seja uma grande promoção para a modalidade.
Faltou consistência competitiva
O resultado final de 63-82, favorável à Estónia, não traduz fielmente a competitividade revelada pelo conjunto nacional, isto sem colocar em causa a justiça da vitória da formação da casa. À entrada da última jornada, e depois do triunfo da Bielorrússia, na Polónia, por 19 pontos de diferença, três equipas continuam na luta por uma presença no próximo Eurobasket. Facto que comprova a qualidade do grupo de qualificação em que Portugal estava inserido, e será de esperar uma Bielorrússia em Sines, no próximo sábado, às 18h30, extremamente motivada e a discutir o apuramento.
Tal como se previa, foi uma Estónia sem margem para erro que defrontou Portugal, isto depois da derrota sofrida na jornada anterior (16 pontos) em Minsk. E foi numa arena praticamente cheia, em que era quase impossível alguém tornar-se audível, que Portugal começou a bater-se com a formação da casa.
E que bem que se bateu nos primeiros 20 minutos, sobretudo graças ao seu muito bom desempenho defensivo, condicionando o ataque estónio a apenas a 31 pontos durante esse período. Os maiores problemas estiveram nas ações ofensivas, com Portugal a sentir imensos problemas para fazer pontos no ataque. Ao intervalo, o conjunto luso perdia por quatro (27-31).
Na etapa complementar, os comandados de Mário Palma melhoraram a sua eficácia ofensiva, embora essa melhoria não tenha sido acompanhada por um desempenho defensivo igual ao do 1º tempo. Os lançamentos de 3 pontos da equipa estónia (11/26 – 42.3%) começaram a ser um problema, bem como sempre que conseguiam aproximar a bola do cesto de forma a explorarem o seu jogo interior. No final do 3º período, Portugal perdia por onze pontos de diferença (47-58), e embora ainda estivesse na discussão do resultado, tal não viria a acontecer nos últimos 10 minutos.
As percentagens de lançamento de campo voltaram a não ajudar, 42.4% de 2pts e 31.8% de 3pts, já da linha de lance-livre a equipa esteve muito bem (14/15 – 93.3%).
Destaque para mais um duplo-duplo (20 pontos e 10 ressaltos) registado por João Betinho Gomes, com João Guerreiro (12 pontos e 3 ressaltos) e João Soares (10 pontos e 2 ressaltos) a serem os restantes atletas a terminarem o encontro na casa das dezenas em pontos marcados.
No final do jogo, João Soares reconheceu que a equipa baixou de rendimento na etapa complementar, mas prometeu uma seleção altamente motivada e séria para terminar esta fase de qualificação de uma forma exemplar.
“Este jogo não acabou da maneira que queríamos. Desejávamos muito conseguir aqui uma vitória e continuar na luta pelo segundo lugar do grupo. Entrámos muito bem no jogo, fomos bastante competitivos e intensos durante toda a primeira parte, e fomos para o intervalo a perder por apenas 3 pontos. Na segunda parte, não conseguimos manter o mesmo ritmo e intensidade, e deixamos a Estónia fugir no marcador. E apesar do esforço que fizemos não conseguimos recuperar da desvantagem que tínhamos.
Agora vem o último jogo desta qualificação, sabemos que já não haverá mudança na nossa classificação, mas queremos deixar uma boa imagem neste último jogo. Queremos conseguir uma vitória e deixar uma imagem de intensidade, entrega, sacrifício e trabalho perante os nossos adeptos. Tudo faremos para acabar este apuramento da melhor maneira, apesar de não nos termos conseguido apurar para o Eurobasket 2017”.
“Coesos nos dois lados do campo”
Pedro Belo, poste da nossa Seleção, acredita numa vitória e dá a receita para que tal aconteça.
A deslocação a Tallinn poderá proporcionar a Portugal a conjugação de uma boa exibição com um bom resultado. Algo que o grupo de trabalho merece, tendo em conta todo o esforço e dedicação colocado durante este tempo de trabalho. O 2º lugar no grupo ainda é possível, pelo que passou a ser para Pedro Belo e restantes companheiros o objetivo nesta fase de qualificação. O internacional português sabe que não será fácil bater a Estónia, até porque joga em casa contra uma equipa portuguesa que deixou de ter margem para errar, embora considere que a nossa seleção tem argumentos e qualidade para ultrapassar os estónios.
O estilo de jogo da Estónia coloca imensos problemas a qualquer defesa, não sendo fácil elaborar uma estratégia defensiva que consiga anular a qualidade técnica e capacidade de lançamento dos doze atletas que compõem a seleção.
E para que isso se torne realidade, Pedro Belo tem consciência de que Portugal está obrigado a jogar de uma forma extremamente disciplinada em todos os momentos do jogo. “Para o próximo encontro, diante da Estónia, temos de ser muito coesos nos dois lados do campo, partilhar a bola no ataque e estar muito concentrados na defesa”, considera o recente reforço do Lusitânia.
A equipa não desiste de lutar por uma vitória, e caso isso aconteça, Portugal pode entrar na luta por ser a segunda melhor equipa deste grupo de qualificação. Depois de terminado o jogo de Ovar, o grupo sentiu que, mesmo sem ter feito um jogo brilhante, poderia tê-lo vencido, até porque esteve na discussão até final. Por isso mesmo, Pedro Belo é o espelho da ambição portuguesa: “A Estónia é uma equipa ao nosso alcance, e enquanto for possível lutar pelo segundo lugar no grupo vamos fazê-lo”, afirmou o poste luso.
Excelente partida não chegou para a vitória
Portugal esteve sempre dentro do jogo e nunca deixou a Polónia cavar um fosso acima da dezena de pontos numa boa partida de basquetebol com boa moldura humana.
Faltam duas partidas a Portugal que agora jogará dia 14 na Estónia e termina esta fase, em Sines, frente à Bielorrússia no dia 17.
Portugal começou o jogo de forma excelente, com um parcial de 8-0, numa prova de grande determinação e ausência de qualquer tipo de receio ou complexo de defrontar a forte equipa da Polónia. Os comandados de Mário Palma empolgaram todos aqueles que acompanhavam o jogo, e não fossem alguns problemas na recuperação defensiva e na luta das tabelas, Portugal teria terminado no comando o 1º período (24-25).
O problema das faltas condicionou a utilização de alguns jogadores, bem como as habituais rotações, acabando por ser o 2º quarto o menos conseguido da equipa portuguesa. Ao intervalo, a equipa nacional perdia por 36-45, mas era notória a competitividade e a entrega total de todos aqueles que entravam no jogo.
Mas mesmo estando atrás no marcador, ver-se privado de Betinho Gomes (4ª falta) nos instantes da 2ª parte, Portugal numa mostra de grande caráter e superação conseguiu brilhantemente manter a discussão pela vitória. A defesa portuguesa obrigou o ataque polaco a cometer 21 turnovers, que proporcionaram 25 pontos, numa prova clara de muitos bons momentos de Portugal nas tarefas defensivas. À entrada do último período, a formação lusa perdia por cinco pontos (57-62), confirmando que não foi obra do acaso a réplica oferecida nos primeiros 25 minutos do jogo da Polónia.
Nos últimos 10 minutos, a competitividade portuguesa manteve-se, a Polónia nunca se pode dar ao luxo de relaxar, e não fossem algumas segundas posses de bola, e Portugal teria reunido ainda mais condições para somar a vitória. Até porque, a 3 minutos do final a diferença de cinco pontos (71-76) mantinha-se, e teve posse de bola para encurtar ainda mais a distância.
A eficácia portuguesa da linha de lance-livre (13/20 – 65%) não foi nada exemplar, nem mesmo a pontaria revelada de longa distância (9/32 – 28%), e mesmo assim Portugal conseguiu bater-se frente ao líder invicto do grupo.
O base Pedro Pinto (15pts e 4 assistências) deu continuidade à boa prestação realizada em Minsk, José Silva (13pts, 5 ressaltos e 4 assistências), mesmo condicionado pelas faltas, esteve novamente a muito bom nível, e Fábio Lima (9pts, 6 ressaltos e 5 roubos de bola) realizou uma boa exibição e foi mais um importante contributo a saltar do banco.
Portugal com duas faces
Nos primeiros 20 minutos, Portugal não conseguiu impor o seu estilo de jogo ofensivo, fluido, com circulação de bola, sempre na procura do desequilíbrio defensivo de forma a criar o lançamento da equipa. Na segunda metade, mesmo obrigada a ter que correr atrás do prejuízo, os jogadores portugueses voltaram a mostrar o seu querer, a sua forma de estar competitiva, conseguindo mesmo fechar o jogo e discutir pela vitória nos minutos finais. A seleção terá agora pela frente mais uma longa viagem, para depois preparar o jogo do próximo sábado, em Oliveira de Azeméis, frente à poderosa Polónia.
Não que a Bielorrússia tivesse surpreendido taticamente, mas a verdade é que Portugal sentiu muitas dificuldades para conseguir fazer pontos durante os primeiros vinte minutos, e na defesa não foi tão disciplinada como se desejaria de forma a poder condicionar o ataque adversário. As percentagens de lançamento não foram famosas e a equipa tinha dificuldades em dar continuidade aos seus ataques e partilhar a bola (1 assistência na 1ª parte). Ao intervalo, Portugal foi para os balneários a perder por dezasseis pontos de diferença (25-41), nada que beliscasse a atitude e o desejo de querer fazer sempre mais e melhor.
A entrada na etapa complementar provou isso mesmo, com um parcial de 8-0, relançado de imediato o jogo, numa clara declaração que estava em condições de lutar pela vitória. O aumento da agressividade defensiva por parte de Portugal, tanto sobre a bola, como no fecho das linha de passe, desregulou por completo o ataque da Bielorrússia, valendo-lhes a presença no ressalto ofensivo, que era depois traduzida em pontos, em segundos lançamentos.
A luta das tabelas (29-41) acabou por pesar no desfecho desfavorável do jogo, mas a verdade é que a pouco menos de quatro minutos do final Portugal perdia por apenas seis pontos, e viu-lhe ser assinalada uma falta, muito discutível, quando já em posse de bola. Mesmo tendo terminado o jogo com uma percentagem de lançamentos de 31.7% (4/23 – 17.4% de 3pts), a seleção nacional foi capaz de discutir o jogo, pelo que reúne condições para, em casa, provar que é melhor que esta Bielorrússia.
A nota de destaque vai para a atitude revelada pelo grupo de trabalho durante a 2ª parte, embora se tenha que realçar as exibições individuais de João Betinho Gomes, somou mais um duplo-duplo (21 pontos e 11 ressaltos), José Silva (15pts e 3 roubos de bola) e Pedro Pinto (12pts, 5 assistências, 3 ressaltos e 2 roubos de bola).
Portugal perde em Minsk por 72-62 (em atualização)
A Seleção Nacional Masculina tem agora encontro marcado com a Polónia, no próximo sábado às 18h30, em Oliveira de Azeméis. (em atualização)
Vencer em Minsk
Terça-feira foi dia de sessão dupla de trabalho, para preparar um encontro que coloca frente a frente duas equipas ainda à procura da sua primeira vitória nesta fase de grupos. O adversário coloca problemas de peso e estatura, joga em casa, tem um americano naturalizado cada vez mais adaptado à equipa, pelo que não será fácil a Portugal vencer nesta 3ª jornada do grupo. Nada que retire a confiança e a ambição a um grupo de trabalho que continua a ser sério no seu trabalho, procurando sempre dar o seu melhor, na esperança que seja suficiente para vencer jogos e dar uma imagem muito positiva do basquetebol nacional.
No treino desta terça de manhã era notório o cansaço acumulado da viagem, pelo que foi utilizado para treinar o lançamento e respetivo scouting, ainda que em situações de 5×0, da equipa bielorrussa. Acima de tudo era importante os atletas terem alguma atividade e prepará-los melhor para o treino da tarde, esse sim com outra intensidade e ritmo.
Antes da partida para o segundo treino do dia, uma sessão de vídeo onde foram apresentados os movimentos ofensivos da Bielorrússia, bem como as suas habituais estratégias defensivas utilizadas nas várias situações de ataque do adversário. Ficou clara a forma como procuram explorar o seu jogo interior, especialmente através dos jogadores que jogam mais próximos do cesto, sem que isso signifique que não tenha capacidade para se mostrar uma equipa perigosa no seu jogo do perímetro.
A Bielorrússia é composta por alguns jogadores muito experientes, que já mostraram no passado que podem fazer a diferença, pelo que todo o cuidado será pouco relativamente à estratégia definida para condicionar os pontos fortes do ataque da equipa que joga em casa.
A favor da seleção nacional está o tempo, bem mais fresco que em Portugal, e o facto de pavilhão ficar a uma distância que permite que a equipa se desloque pé para as sessões de trabalho. Mas o factor mais importante continua a ser o desejo da equipa em chegar às vitórias, um sentimento que terá de ser colocado em campo de forma a contornar o facto de a equipa estar a jogar fora de casa.
Portugal de luta não resistiu à Estónia
Com um plano de jogo bem definido tendo em consideração os pontos fortes do adversário, Portugal entrou muito bem no jogo, já que conseguiu condicionar o talento e a qualidade ofensiva da Estónia. Sendo que, a recuperação defensiva e a garantia da tabela defensiva não foi exemplar, pelo que no final do 1º período a equipa nacional perdia pela diferença mínima (17-18).
Até ao intervalo, os comandados de Mário Palma sentiram maiores dificuldades para conseguir êxito atacante, muito por culpa da agressividade defensiva imposta pelo adversário. Portugal mostrava-se com dificuldades em aproximar a bola do cesto, e muito dependente do tiro exterior, isto porque era “obrigado” a jogar muito afastado do cesto. No descanso, a diferença que separava as duas equipas era de onze pontos (29-40), um resultado desfavorável fruto de um período menos conseguido da formação lusa (12-22).
Retificações efetuadas ao intervalo, ajustes feitos no plano de jogo, mas acima de tudo uma enorme determinação do grupo, permitiu que Portugal reentrasse na discussão pela vitória no final do 3º período (52-56). Maior equilíbrio nas soluções ofensivas, maior agressividade defensiva, permitiam que Portugal melhorasse a sua prestação nos dois lados do campo.
Mas do outro lado estava um adversário que fazia da circulação de bola o seu ponto mais forte, que revelou sempre capacidade para conseguir desequilibrar nas situações de 1×1, interpretando a partir daí os princípios básicos e de sucesso do basquetebol. Foi dessa forma que a Estónia conseguiu manter sempre a liderança, embora em momentos decisivos tenha tido a sorte do seu lado, sobretudo em vários ataques em que os 24 segundos se esgotavam.
A atitude, o empenho, a capacidade de luta revelada pelos jogadores portugueses fez com que nunca desistisse de lutar pela vitória, e quando assim é, há que dar os parabéns ao adversário, retirar o que de positivo houve, trabalhar o que esteve menos bem, e pensar já no próximo jogo.
Os 26 pontos e 11 ressaltos conseguidos por João Betinho Gomes não chegaram para garantir a vitória, nem mesmo com a ajuda de João Soares, autor de 13 pontos e Mário Fernandes (9 pontos, 4 assistências e 2 ressaltos), com este último a receber antes do inicio do jogo uma placa alusiva às 100 internacionalizações já somadas na sua carreira.
“Eu lá estarei e espero ver todos os ovarenses no pavilhão”
A receção de Portugal à Estónia foi abordada pelo líder do executivo ovarense, que ainda realçou alguns dos pontos principais do município, que o tornam numa zona muito convidativa para todas as famílias que queiram assistir ao jogo da equipa de todos nós.
Sabendo que Ovar é uma terra de basquetebol, espera um grande ambiente no Portugal vs Estónia?
Eu diria que em Ovar vive-se e respira-se basquetebol. É, sem dúvida, a nossa modalidade rainha e nesse contexto, existindo aqui uma comunidade ovarense apaixonada por basquetebol, tenho a certeza de que Portugal encontrará o melhor ambiente possível de pessoas que sabem apreciar este desporto. Portanto, teremos o ambiente necessário para que a nossa Seleção faça um excelente jogo.
No que concerne ao desporto, e mais concretamente em relação ao basquetebol, como caracteriza o município de Ovar?
O município de Ovar tem duas modalidades muito fortes: o basquetebol na sede de concelho e na cidade mais a Norte, em Esmoriz, o voleibol, que também é uma das grandes marcas. Este executivo tem feito um enorme esforço para apoiar todos os nossos clubes, assim como para atrair grandes eventos nacionais e internacionais, onde se enquadra o jogo deste sábado, sendo que se tem investido na modernização das instalações desportivas. Por isso mesmo, os clubes sentem que têm aqui um parceiro, porque o sucesso dos mesmos é o nosso sucesso, é o sucesso das nossas gentes, da nossa comunidade.
Quais são os pontos principais que Ovar tem para oferecer a todas as famílias que queiram assistir ao desafio da nossa Seleção?
Temos, de facto, aqui algumas especificidades. Desde logo, as nossas riquezas naturais, onde se destacam os 15 quilómetros de costa com praias belíssimas, de areia fina e branca, associadas ao final da Ria de Aveiro, assim como uma floresta muito bem tratada entre Esmoriz e Ovar. Sei que vai estar bom tempo, por isso uma ida à praia de manhã é um excelente programa. Não podemos esquecer o património gastronómico, começando logo pelo famoso pão-de-ló de Ovar, que ainda muito recentemente foi galardoado pela Comissão Europeia com a Indicação Geográfica Protegida, por isso espero que todos possam provar este doce. Mas ainda temos peixe muito fresco, a nossa caldeirada de enguias, ouseja, tudo pontos que podem entrar num roteiro para fazer este sábado. E depois temos o nosso centro histórico com grande património arquitetónico e religioso, somos a cidade-museu do azulejo. Portanto, vai valer a pena passarem aqui um ou dois dias, não só para desfrutar do basquetebol, mas também para aproveitar o nosso território, que é muito peculiar, com gente que sabe receber, gente amiga e que trata muito bem quem vem de fora.
Quer deixar um apelo aos adeptos para que compareçam na Arena Dolce Vita?
Espero que todos os ovarenses possam estar na Arena, desde logo para mostrar que gostamos muito de basquetebol, mas acima de tudo para darmos o calor humano à nossa Seleção, que bem precisa, para um jogo muito importante. Eu lá estarei e espero ver todos os ovarenses no pavilhão.
Consistência e luta das tabelas
Pedro Pinto reconhece que a equipa não foi capaz de estar ao seu melhor nível durante os 40 minutos do jogo da Polónia, atribuindo mérito ao adversário na forma como conseguiu impor algumas das suas armas. O base está confiante que o jogo deste sábado, em Ovar, às 18h30, frente à Estónia terá uma história diferente, até porque Portugal na sua opinião reúne qualidade e soluções para vencer este encontro. O atleta deseja que o factor casa seja uma vantagem, diante de um opositor que coloca problemas, bastantes até, mas com maiores possibilidades de serem resolvidos.
Não se adivinha um jogo na Polónia, mas os primeiros vinte minutos provaram que Portugal se pode bater com as equipas do topo do basquetebol europeu. “Em relação ao jogo com a Polónia, sabíamos que ia ser um jogo bastante difícil, pois é uma seleção muito forte fisicamente. Na primeira parte conseguimos controlar o jogo ofensivo deles, equilibrar a luta das tabelas, conseguindo assim ir para o intervalo só a perder por dois pontos”.
Os segundos vinte minutos foram bem diferentes, e o base não esconde que Portugal deu-se mal com o aumento do contacto físico do jogo. “Na segunda parte, não conseguimos manter essa consistência defensiva, e ofensivamente, devido a uma defesa mais agressiva por parte da seleção polaca, tivemos algumas dificuldades em marcar pontos. Quando assim é, torna-se difícil voltar a equilibrar o resultado”.
Este sábado, e no entender do internacional português, as possibilidades de Portugal vencer são maiores. “Em relação ao jogo com a Estónia, penso que temos todas as condições para ganhar, ainda para mais jogando em casa com o apoio do nosso público”.
O grupo tem consciência da importância deste resultado, bem como sabe perfeitamente qual o plano de jogo, e o estilo de jogo que mais pode favorecer Portugal para chegar ao triunfo. “Não sendo uma seleção tão forte fisicamente como a polaca, se conseguirmos ser consistentes defensivamente e ofensivamente durante os 40 minutos, e ganhar a luta nas tabelas, acredito que iremos conseguir a nossa primeira vitória, num jogo muito importante para nós”.
“É uma obrigação apoiar a Seleção”
A Arena Dolce Vita, em Ovar, será o palco deste importante desafio para a nossa Seleção Nacional Masculina, esperando-se e desejando-se uma enchente no apoio à equipa de todos nós, ainda para mais numa localidade que vive tão intensamente o basquetebol.
Como tal, estivemos à conversa com Braga da Cruz, Presidente da Ovarense, que nos falou sobre a passagem da Seleção pela cidade vareira e que ainda lançou um forte apelo aos adeptos.
Quais são as suas expectativas para o Portugal vs Estónia?
As minhas expectativas é que seja uma boa jornada de divulgação do nosso basquetebol e que se dê um passo de afirmação da Seleção Nacional tendo em perspetiva o Europeu do próximo ano.
Ovar é um dos locais mais apaixonados por basquetebol do nosso país. Acha que é quase “obrigatório” haver um jogo em Ovar numa caminhada tão importante como esta?
Não direi que é obrigatório, mas direi que sendo Ovar uma cidade que segue o basquetebol, assim como outras no país, é uma oportunidade que nós não desdenhámos e que agarrámos com ambas as mãos, sabendo que nem todos os anos podemos receber a Seleção, porque existem outras localidades com pergaminhos na modalidade. Mas para nós foi uma proposta irrecusável.
Conhecendo como ninguém o ambiente de Ovar, o que espera no próximo sábado?
Estamos a iniciar a época e nessa medida há efeitos contraditórios. É preciso mobilizar as pessoas, algo que estamos a fazer, e depois há muita fome de basquetebol, o que é um bom condimento para que haja um grande ambiente. Se as pessoas se disponibilizarem para ir ao jogo, que será a um bom dia e a uma boa hora, acho que teremos um espetáculo que galvanizará as pessoas, havendo sempre uma energia que passa do campo para as bancadas e que há-de ser retribuída pelas bancadas no apoio à nossa Seleção.
Quer deixar algum apelo para que os adeptos portugueses compareçam no pavilhão?
Eu acho que para quem gosta de basquetebol, é uma obrigação apoiar a Seleção, que está numa fase de renovação e que por isso merece todo o apoio. Temos que lhe dar todo o apoio para que possamos ter um basquetebol cada vez melhor. A minha mensagem é que apareçam para apoiar a Seleção.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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