Artigos da Federaçãooo

Fez-se justiça com a determinação e querer da alma lusa

Sabíamos que nos esperavam muitas dificuldades, particularmente no embate desta tarde, frente às eslovacas, mais altas, mais pesadas e de maior envergadura que as guerreiras lusas. Foi preciso um prolongamento para se fazer justiça. Portugal vencia com todo o mérito o Grupo G, fazendo o pleno (3 vitórias).

As nossas previsões bateram certo. Pelo andar da carruagem tudo apontava para que nos calhasse defrontar a Croácia no 1º jogo do cruzamento do nosso Grupo (G) com os 5º/6º dos Grupos E e F. Pela nossa parte fizemos o trabalho de casa e classificámo-nos em 1º no Grupo G, teoricamente o melhor posicionamento para ter pela frente o pior 6º classificado (Croácia ou Grécia) dos Grupos E e F.Claro que nestas coisas adivinhar é proibido e às vezes uma prestação menos conseguida num mau dia pode deitar por terra as aspirações mais consistentes. Mas continuamos a acreditar no valor das jogadoras às ordens de Mariyana Kostourkova e assumindo as nossas responsabilidades, estamos a fazer o nosso trabalho com a dedicação que é intrínseca à nossa postura na vida. De certeza que não há ninguém que queira mais o sucesso de Portugal do que nós. Pode haver igual… mas mais não acreditamos. É a nossa maneira de ver e analisar este tipo de situações, com conhecimento de causa.Foi preciso muita abnegação, muita capacidade de remar contra a maré, muito espírito de sacrifício e também algum mérito, convenhamos, para levar de vencida a República Eslovaca. Deixem-me dedicar este saboroso êxito à corajosa Simone Costa que, no minuto 32 numa jogada de 2+1 converteu o cesto mas sofreu uma violenta pancada no nariz que implicou a sua saída de campo, para não mais reentrar. O lance livre a que tinha direito, pois foi marcada falta pessoal à sua adversária, foi convertido por Sofia Pinheiro (42-41), que entretanto tinha entrado para o seu lugar. Mas vamos à análise do jogo. Nos 10 minutos iniciais (10-11) depois de uma ligeira vantagem das eslovacas (2-7), no minuto 5, Portugal reagiu impondo um parcial de 8-0 (10-7), com Maria Kostourkova a finalizar essa arrancada em contra-ataque, assistida por Simone Costa. As lusas sentiam muitas dificuldades em travar as penetrações das jogadoras exteriores, nomeadamente Urbaniová e Páleniková, além da capacidade ressaltadora e envergadura da poste Filicková (1,92m), que levava a melhor no confronto directo. No 2º quarto (16-19) Portugal reentrou no jogo da melhor maneira, com Simone Costa a devolver a liderança à nossa equipa, numa arrancada de cesto e falta convertida (13-11), com o 1º triplo de Laura Ferreira (16-13) e uma jogada de contra-ataque concluída por Josephine Filipe (18-13) a desfazer a igualdade (13-13), ambas no minuto 12. As comandadas de Kostourkova mantiveram-se no comando até aos 24-23 (minuto 17), mas um triplo da base Urbaniová (24-26) à entrada do minuto seguinte, colocou o adversário na frente até ao intervalo (26-30). Portugal não era consistente, alternava coisas boas com erros infantis e disso se aproveitava a República Eslovaca para liderar o marcador no final da 1ª metade. As lusas superiorizavam-se nas tabelas (25-19 ressaltos), com realce para a tabela ofensiva (9-2 ressaltos) mas a melhor eficácia adversária nos lançamentos de campo (32%-43%), mormente nos duplos (37%-48%), compensava esse handicap de as nossas representantes terem mais posses de bola (38 lançamentos de campo contra 30). No 3º período (10-11), curiosamente os mesmos números que no quarto inicial, as coisas estiveram equilibradas até ao minuto 25 (34-35), mas a partir daí o seleccionado luso consentiu um parcial de 0-6 (34-41), o que obrigou Kostourkova a parar de imediato o cronómetro, na tentativa de desbloquear a paragem momentânea das suas jogadoras. Ainda houve tempo para Chelsea Guimarães a meio minuto da buzina reduzir o prejuízo para 5 pontos (36-41) ao cabo de 30 minutos jogados.Entrada de rompante das guerreiras lusas no último quarto (23-18), com o único triplo de Joana Soeiro a dar o mote para a recuperação (39-41), no minuto 31, logo seguido da tal jogada em que se magoou a extremo Simone Costa, já contada anteriormente, a recolocar Portugal na frente do marcador (42-41), no minuto 32. As eslovacas ainda voltaram ao comando mas foi sol de pouca dura (42-45), no minuto 33. A reentrada de Laura Ferreira (aos 42-43) e logo a seguir de Maria Kostourkova e Josephine Filipe (aos 42-45, ainda no minuto 33), devolveu a serenidade ao colectivo de Kostourkova que, depois de igualar por intermédio da capitã Laura Ferreira (45-45), a partir daí não mais descolou da liderança até à entrada do minuto 40 (59-54), impondo um parcial de 17-9, com Laura Ferreira (8 pontos e 1 triplo) e Sofia Pinheiro (6 pontos e 2 triplos) a assumirem as despesas da marcação de pontos nesse arranque decisivo. Após um desconto de tempo imediatamente pedido pelo treinador eslovaco, o 2º triplo de Páleniková neste período (59-57), a 32 segundos do termo, reacendia a esperança nas nossas opositoras, que a 11,7 segundos da buzina empatavam a partida (59-59), aproveitando um erro de palmatória de uma nossa jogadora. No prolongamento (10-4) Portugal foi mais forte e assertivo ao provocar 5 faltas com Laura Ferreira (3 faltas provocadas e 5 pontos de lance livre) a ser determinante neste tempo extra, desperdiçando apenas uma das 6 tentativas a que teve direito da linha de lance livre, bem acompanhada por Josephine Filipe (2 pontos e uma falta provocada) e Joana Soeiro (3 pontos e uma falta provocada). Do lado contrário era a poste Filicková (4 pontos) a única a marcar pela sua equipa… e Portugal garantia um triunfo muito suado mas inteiramente merecido, numa partida de muito nervosismo. Resultado final: Portugal 69-63 (a.p.) República EslovacaDestaque na selecção portuguesa para a prestação da capitã Laura Ferreira, que tem vindo em crescendo de rendimento. Foi a mais valorizada da equipa (17,0 de valorização), ao conseguir um duplo-duplo, terminando com 22 pontos, 2/5 nos triplos, 4 ressaltos defensivos, duas assistências, 2 roubos e 11 faltas provocadas com 10/14 (71%) da linha de lance livre. Seguiram-se-lhe Josephine Filipe (14 pontos, 7/11 nos duplos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 3 roubos e 3 faltas provocadas), Maria Kostourkova (5 pontos, 8 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 2 roubos, 1 desarme de lançamento e uma falta provocada com 1/2 nos lances livres) e Joana Soeiro (12 pontos, 1/5 nos triplos, 3 ressaltos defensivos, uma assistência, 4 roubos e duas faltas provocadas com 1/2 nos lances livres). Referência ainda para os contributos da atiradora Sofia Pinheiro (2/3 nos triplos, 3 ressaltos defensivos e 1 roubo), da azarada Simone Costa (2/3 nos duplos, duas assistências e duas faltas provocadas com 2/2 nos lances livres) e das postes Chelsea Guimarães (5 ressaltos sendo 3 ofensivos) e Emília Ferreira (4 ressaltos ofensivos) na luta das tabelas.Na República Eslovaca excelente actuação da poste Eva Filicková, MVP do jogo (27,0 de valorização) com um duplo-duplo, ao contabilizar 18 pontos, 12 ressaltos sendo 4 ofensivos, uma assistência, 1 roubo, 3 desarmes de lançamento e 4 faltas provocadas com 2/3 nos lances livres. Foi bem secundada por Terézia Páleniková (16 pontos, 2/6 nos triplos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, 4 assistências e 4 faltas provocadas) e Katarina Urbaniová (11 pontos, 4/5 nos duplos, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, 3 assistências, 2 roubos e uma falta provocada). Boa ajuda das jogadoras interiores Sona Mária Lavricková (8 ressaltos defensivos) e Lucia Hadacková (7 ressaltos sendo 2 ofensivos, 1 roubo e 2 desarmes de lançamento) nas tarefas defensivas. A vitória das portuguesas assentou essencialmente no ganho da luta das tabelas (47-45 ressaltos), nomeadamente da tabela ofensiva (16-11 ressaltos) que proporcionou mais 5 posses de bola, na maior eficácia do tiro exterior (31%-17%) com 5 triplos convertidos em 16 tentativas contra 3 convertidos em 18 tentados), no maior número de roubos de bola (12-7), no menor número de turnovers (15-18) e ainda por ter provocado mais faltas (20-12), com melhor aproveitamento da linha de lance livre (58%-57%), ao marcar 14 das 24 tentativas de que dispôs, contra apenas 4 em 7 tentados.Por seu turno a República Eslovaca foi mais eficaz nos lançamentos de campo (34%-41%), nos duplos (35%-49%), ganhou a tabela defensiva (31-34 ressaltos), foi mais colectiva (10-13 assistências) e foi intimidadora nos desarmes de lançamento (1-7). Ficha de jogo Sports Hall BorovoPortugal (69) – Joana Soeiro (12), Laura Ferreira (22), Joana Cortinhas, Josephine Filipe (14) e Maria Kostourkova (5); Simone Costa (5), Susana Lopes, Sofia Pinheiro (7), Chelsea Guimarães (2) e Emília Ferreira (2) República Eslovaca (63) – Katarina Urbániová (11),Terésia Páleniková (16), Lucia Ondrejková (8), Sona Mária Lavriková e Eva Filicková (18); Nikola Dudásová (6), Lucia Hadaková (4), Kristina Machová, Katarina Piperková e Zofia Zarevúcka Por períodos: 10-11, 16-19, 10-11, 23-18; 10-4 (prolongamento)Árbitros: Alfred Jovovic (CRO), Stanislav Kucera (CZE) e Ilya Putenko (RUS) Resultados e classificações:Grupo G – Portugal 69-63 República Eslovaca (após prolongamento); Bielorússia 66-71 Inglaterra Classificação: 1º Portugal 3V0D; 2º Inglaterra 2V1D; 3º República Eslovaca 1V2D; 4º Bielorússia 0V3DGrupo E – Turquia 57-51 Croácia; Rússia 60-48 República Checa; Espanha 70-54 Holanda Classificação: 1º Espanha 5V0D; 2º Rússia 4V1D; 3º Holanda 3V2D; 4º Turquia 2V3D; 5º República Checa 2V3D; 6º Croácia 0V5DGrupo F – Suécia 45-39 Eslovénia; Itália 52-48 Grécia; França 63-52 SérviaClassificação: 1º França 5V0D; 2º Itália 4V1D; 3º Sérvia 4V1D; 4º Suécia 2V3D; 5º Eslovénia 1V4D; 6º Grécia 0V5D Simone Costa foi avaliada no hospital, tendo feito uma radiografia e felizmente não há qualquer tipo de fractura ou fissura no nariz. Amanhã, dia de descanso, será eventualmente observada numa consulta de Otorrino para se ter a certeza de que não ficou afectada por problemas respiratórios, de acordo com informação prestada à fisioterapeuta Nádia Palongo, que acompanhou a atleta ao hospital, bem como o secretário Nuno Manaia. Pedro Coelho apitou hoje o seu 6º jogo do Europeu (o Turquia-Croácia) que em princípio decidia qual o adversário de Portugal depois de amanhã. Na ponta final as turcas, que estavam a perder, deram uma sapatada no jogo, acabando por se apurar para os quartos-de-final. Esta quinta-feira é o 2º dia de descanso e desta vez temos mesmo que mudar para Vinkovci. A que horas e para que hotel é que ainda não sabemos…pois a organização mantém a habitual falta de informação. Já são 22H30 aqui e continuamos à espera de novidades. Muito certinhos… Calendário para 6ª feira (23/08):Classificação do 9º ao 16º (em Vinkovci)Croácia-Portugal (13H45); República Checa-Bielorússia (16H00); Grécia-Inglaterra (18H15); Eslovénia-República Eslovaca (20H30) Quartos-de-final (em Vukovar)Itália-Holanda (13H45); Espanha-Suécia (16H00); Rússia-Sérvia (18H15); França-Turquia (20H30)


Vitória tranquila (67-45) eleva níveis de confiança

Uma entrada a matar (8-0) em minuto e meio, com um contra-ataque convertido após roubo de bola e 2 triplos consecutivos, tudo obra de Joana Soeiro, deu cabo da Bielorússia. De imediato a sua treinadora, Natallia Sachuk, parou o cronómetro, mas sem resultados práticos pois Portugal continuava imparável (12-0 no minuto 4), com o 3º triplo da autoria da capitã Laura Ferreira (11-0) logo seguido de um lance livre (12-0) por Joana Cortinhas. A seleccionadora lusa iniciava a rotação das suas jogadoras, utilizando 9 logo no 1º quarto (19-9). O destaque era para a base Joana Soeiro, de mão quente (4/5 nos lançamentos de campo), repartidos por 2/3 nos duplos e 2/2 nos triplos, fazendo simultaneamente uma boa leitura de jogo.No 2º período (19-12) e depois de ter ampliado a vantagem para 16 pontos (25-9), no minuto 12, assistiu-se a algum abrandamento das comandadas de Kostourkova, a ponto de esta ter sido obrigada a pedir um desconto de tempo para travar a reacção adversária (31-21), no minuto 19. As instruções produziram efeito pois as nossas representantes fizeram um parcial de 7-0 em pouco mais de um minuto, culminado com o 2º triplo de Laura Ferreira (38-21), muito perto da buzina para o intervalo.A vantagem lusa explicava-se facilmente pela excelente eficácia nos tiros do perímetro (62,5%), com 5 triplos em 8 tentativas, a cargo de Joana Soeiro e Laura Ferreira, ambas com 2 e Sofia Pinheiro, com a luta das tabelas a ser muito equilibrada (23 ressaltos para cada lado). Portugal cometia menos erros (9-14 turnovers ) e dominava nos restantes indicadores: assistências (9-6), roubos (9-5), desarmes de lançamento (2-0) e faltas provocadas (7-5). No 3º quarto (22-13) a Bielorússia não baixou os braços e chegou a 40-27 (minuto 23), mas mais 2 triplos, um de Joana Costinha (43-27) e outro de Simone Costa (46-29), este no minuto 25, deram o mote para um parcial de 20-4 (60-31 no minuto 29), concluído com a 2ª bomba de Simone Costa, com as portuguesas a provocarem faltas, com destaque para a poste Chelsea Guimarães, que levou à 5ª falta de Viyaleta Kiuliak (a jogadora adversária mais cotada) no minuto 26 (49-29). Todavia o adversário na resposta acertou o seu 2º triplo por intermédio de Yauheniya Stsiapanava que foi a marcadora de serviço das bielorussas, após o intervalo, com 9 dos 12 pontos obtidos pela equipa.No último período (7-11), com a vitória já garantida, as nossas representantes baixaram o ritmo e as constantes substituições (foram utilizadas as 12 jogadoras) acabaram por contribuir para um jogo de menor qualidade.Resultado final: Portugal 67-45 Bielorússia Destaque no seleccionado luso para a jovem poste Chelsea Guimarães, MVP da partida (21,5 de valorização) ao contabilizar, em menos de 14 minutos de utilização, 10 pontos, 8 ressaltos sendo metade ofensivos, 1 roubo, 3 desarmes de lançamento e 4 faltas provocadas com 6/6 nos lances livres. Foi bem acompanhada por Simone Costa (16,5 de valorização) ao somar 12 pontos, 2/4 nos triplos, 3 ressaltos defensivos, 3 assistências, 1 roubo e duas faltas provocadas com 4/4 nos lances livres, logo seguida de Joana Soeiro (10 pontos, 2/5 nos triplos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, 5 assistências, 4 roubos e uma falta provocada) e Laura Ferreira (11 pontos, 2/5 nos triplos, 3 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 4 roubos e 3 faltas provocadas com 1/2 nos lances livres), que na nossa opinião teve hoje a sua prestação mais conseguida neste Europeu, o que certamente lhe fará subir a auto-confiança.Na Bielorússia a mais valiosa foi a poste Hanna Brych (8 pontos, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas com 2/4 nos lances livres. Bons contributos de Yauheniya Stsiapanava (9 pontos, 1/2 nos triplos, 4 ressaltos, duas assistências e 3 roubos), Hanna Tsarevich (9 pontos, 3/4 nos duplos, 1/3 nos triplos, uma assistência e 1 desarme de lançamento) e Hanna Lapo (8 ressaltos sendo 3 ofensivos, uma assistência e 2 roubos).O êxito luso baseou-se fundamentalmente no maior número de posses de bola reflectidas nos 67 lançamentos de campo contra apenas 53, no ganho da tabela ofensiva (18-11 ressaltos), na maior eficácia no tiro exterior (36%-23%) com 8 triplos convertidos em 22 tentados contra apenas 3 em 13 tentativas, no maior colectivismo (17-11 assistências), no menor número de erros cometidos (16-30 turnovers), no maior número de roubos de bola (17-9) e de desarmes de lançamento (5-1) e por último por ter provocado mais faltas (17-9), com melhor eficácia na linha de lance livre (71%-60%) ao desperdiçar 7 em 24 tentativas contra 4 em 10 tentados.Por seu turno a Bielorússia apenas esteve melhor na percentagem dos lançamentos de campo (31%-34%) e dos duplos (29%-38%). Nas tabelas registou-se muito equilíbrio (44 ressaltos para cada lado), com as bielorussas a superiorizarem-se na tabela defensiva (26-33 ressaltos). Ficha de jogoSköla Ivana Domca, em VinkovciPortugal (67) – Joana Soeiro (10), Laura Ferreira (11), Joana Cortinhas (4), Josephine Filipe (79 e Maria Kostourkova (4); Simone Costa (12), Emília Ferreira, Chelsea Guimarães (10), Susana Lopes, Sofia Pinheiro (5), Inês Veiga (2) e Sara Dias (2)Bielorússia (45) – Hanna Yermachkova, Hanna Tsarevich (9), Yauheniya Stsiapanava (9), Viyaleta Kiuliak (3) e Hanna Brych (8); Anastasiya Sushchyk, Yanina Inkina (7), Hanna Lapo (2), Darya Panasiuk (2), Tatsiana Khadzko (5), Marharyta Mikhno e Valeryia SmarshkoPor períodos: 19-9, 19-12, 22-13, 7-11Árbitros: Dragan Kralj (BIH), Maka Kupatadze (GEO) e Mario Majkic (SLO) Resultados e classificações:Grupo G – Portugal 67-45 Bielorússia; República Eslovaca 51-57 Inglaterra Classificação: 1º Portugal 2V0D; 2º República Eslovaca 1V1D; 3º Inglaterra 1V1D; 4º Bielorússia 0V2DGrupo E – Turquia 32-75 Espanha; Croácia 47-72 República Checa; Holanda 40-60 RússiaClassificação: 1º Espanha 4V0D; 2º Rússia 3V1D; 3º Holanda 3V1D; 4º República Checa 1V3D; 5º Turquia 1V3D; 6º Croácia 0V4DGrupo F – Suécia 44-51 França; Eslovénia 67-56 Grécia; Sérvia 62-64 Itália Classificação: 1º França 4V0D; 2º Itália 3V1D; 3º Sérvia 3V1D; 4º Eslovénia 1V3D; 5º Suécia 1V3D; 6º Grécia 0V4D Calendário para amanhã (4ª feira):Grupo G – Portugal-República Eslovaca (13H45) e Bielorússia-Inglaterra (13H45)Grupo E – Turquia-Croácia, Rússia-República Checa e Espanha-HolandaGrupo F – Suécia-Eslovénia, Itália-Grécia e França-Sérvia


Defesa agressiva e melhoria na eficácia ofensiva

Quem pagou as favas foi a Inglaterra que confirmou estar uns bons furos abaixo da nossa equipa. Na 1ª metade (14-22) ainda houve alguma resistência das inglesas, mas depois do descanso o sinal mais foi nitidamente das portuguesas.

Começando com Bravo Harriott no banco e não podendo contar com a extremo Janice Monakana, ao que sabemos por problemas burocráticos (passaporte), a Inglaterra apenas esteve no comando no 2º minuto, com Megan Lewis a abrir a contagem (2-0). Portugal respondeu com um parcial de 0-10, com Josephine Filipe, Maria Kostourkova e Simone Costa a assumirem as despesas. As comandadas de Kostourkova defendiam bem obrigando o adversário a cometer turnovers por 24 segundos (tempo de ataque excedido). As britânicas reagiram (7-10), com um triplo de Bravo-Harriott a dar o mote à entrada do minuto 8 (5-10), obrigando a seleccionadora lusa a parar o cronómetro no mesmo minuto. As coisas melhoraram e Portugal aumentou a vantagem (7-14), mas a Inglaterra reduziu para 9-14 no final do 1º quarto. Entretanto azar para as inglesas com a lesão da base Leah McDerment (entorse tibiotársica) que não voltou a reentrar.No 2º período (5-8) jogou-se pior de parte a parte, com os turnovers a subirem e a eficácia a baixar de 25% para 17% nas inglesas enquanto as nossas representantes também desciam de 39% para 30%. Portugal continuava a ganhar as tabelas (20-23 ressaltos), com realce para a tabela ofensiva (8-11). Josephine Filipe e Simone Costa eram as marcadoras de serviço, com a primeira a jogar com muita inteligência na área pintada enquanto Simone dava nas vistas com as suas poderosas arrancadas. Ao intervalo Portugal continuava na frente (14-22).No 3º quarto (10-20) até ao minuto 25 (21-28) as inglesas continuavam a resistir, mas Portugal ao impor um parcial de 0-11 ganhou uma vantagem confortável (18 pontos) já no minuto 30 (21-39). Mas ainda houve tempo para Bravo-Harriott acertar o seu 2º triplo (24-39), com 10 segundos para jogar e Joana Soeiro a responder com a sua 1ª bomba em cima da buzina (24-42). A nossa equipa continuava a superiorizar-se na luta dos ressaltos (28-33), cometia menos erros (17-13 turnovers) e melhorava de novo a eficácia nos lançamentos de campo (21%-36%).O último período (7-23) foi o de melhor produção do seleccionado luso. Um parcial de 0-9, fechado com a 1ª bomba da base Susana Lopes (24-51) no minuto 33 deu o golpe de misericórdia na já ténue resistência adversária. Até final ainda houve mais 3 triplos (1 de Joana Soeiro e 2 de Susana Lopes), com a poste Maria Kostourkova a dar que fazer às suas opositoras na área pintada, que normalmente a travavam em falta (6 faltas provocadas). Resultado final: Inglaterra 31-65 PortugalDestaque no colectivo de Kostourkova para a prestação de Josephine Filipe, MVP do encontro (27,5 de valorização) ao contabilizar 16 pontos, 6/12 nos duplos, 6 ressaltos sendo 4 ofensivos, duas assistências, 5 roubos, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas com 4/4 nos lances livres. Foi muito bem secundada por Simone Costa (19,0 de valorização) ao somar 11 pontos, 5/7 nos duplos, 8 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências, 3 roubos, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas com 1/1 nos lances livres e ainda por Maria Kostourkova (14,5 de valorização) que anotou 12 pontos, 4/6 nos duplos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 2 desarmes de lançamento e 6 faltas provocadas com 4/6 nos lances livres. Bons contributos de Chelsea Guimarães (5 ressaltos e duas assistências), Susana Lopes (3/5 nos triplos), Joana Soeiro (2/7 nos triplos, 4 assistências e duas faltas provocadas) e Laura Ferreira (6 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência e duas faltas provocadas).Na selecção de Inglaterra a mais valiosa foi a extremo Freya Szmidt (15,0 de valorização) que saltou do banco para somar 7 pontos, 7 ressaltos sendo 4 ofensivos, uma assistência, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas, com 1/1 nos lances livres. Noutro nível esteve Megan Lewis (9 pontos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 roubos e 4 faltas provocadas com 3/4 nos lances livres), enquanto a melhor marcadora Bravo-Harriott (10 pontos, 2/8 nos triplos, 2 ressaltos defensivos e 5 faltas provocadas com 2/4 nos lances livres) viu a sua valorização ser fortemente penalizada pela ineficácia nos lançamentos de campo (3/16), o mesmo sucedendo a Shequila Joseph (metida no bolso por Josephine Filipe que a marcou de forma irrepreensível) ao fazer 0/8 em lançamentos de campo, não marcando qualquer ponto em 18 minutos e meio de utilização.A vitória da selecção portuguesa assentou essencialmente na supremacia nas tabelas (35-41 ressaltos), tanto na tabela defensiva (22-25) como na tabela ofensiva (13-16), na maior eficácia de lançamentos de campo (19%-41%), repartida pelos duplos (225-47%) e pelos triplos (13%-28%), no maior colectivismo (5-16 assistências), no menor número de erros cometidos (25-16 turnovers), por ter mais roubos de bola (7-10), por ter conseguido mais desarmes de lançamento (2-5), por ter mais faltas provocadas (16-18) e ainda por ter melhor aproveitamento da linha de lance livre (69%-77%), ao marcar 10 em 13 tentativas, enquanto o adversário mas mesmas 13 só converteu 9. Ou seja: superioridade em todos os indicadores. De referir o equilíbrio na distribuição dos pontos da equipa: 35 pontos para as jogadoras interiores e os restantes 30 para as exteriores. Ficha de jogo Sköla Ivana Domca, em Vinkovci Inglaterra (31) – Leah McDerment, Megan Lewis (9), Lauren Milighan, Shequila Joseph e Harriet Otewill-Soulsby (1); Anna Forsyth, Jay-Ann Bravo Harriott (10), Freya Szmidt (7), Paige Robinson, Evelyn Adebayo (2) e Francesca Quinn (2) Portugal (65) – Joana Soeiro (8), Laura Ferreira, Joana Cortinhas (2), Josephine Filipe (16) e Maria Kostourkova (12); Simone Costa (11), Chelsea Guimarães (5), Emília Ferreira (2), Susana Lopes (9), Sofia Pinheiro, Sara Dias e Inês Veiga Por períodos: 9-14, 5-8, 10-20, 7-23Árbitros: Jasmina Juras (SRB), Andrada Monika Csender (ROU) e Ilona Kucerova (CZE) Resultados e classificações:Grupo G – Inglaterra 31-65 Portugal e Bielorússia 60-81 República Eslovaca Classificação: 1º Portugal 1V; 2º República Eslovaca 1V; 3º Bielorússia 1D; 4º Inglaterra 1D Grupo E – Rússia76-68 Turquia, Croácia 34-59 Holanda e República Checa 45-71 EspanhaClassificação: 1º Espanha 3V; 2º Holanda 3V; 3º Rússia 2V1D; 4º Turquia 1V2D; 5º República Checa 3D; 6º Croácia 3D Grupo F – Itália 72-49 Suécia, Grécia 56-70 França e Eslovénia 46-69 SérviaClassificação: 1º França 3V; 2º Sérvia 3V; 3º Itália 2V1D; 4º Suécia 1V2D; 5º Grécia 3D; 6º Eslovénia 3DCalendário para amanhã (3ª feira):Grupo G – Portugal-Bielorússia (13H45) e República Eslovaca-Inglaterra (13H45) Grupo E – Turquia-Espanha, Croácia-República Checa e Holanda-RússiaGrupo F – Suécia -França, Eslovénia-Grécia e Sérvia-Itália


Triunfo a fechar

Grande demonstração de caráter dos jovens portugueses pela forma determinada como conseguiram dar a volta ao marcador no último período do jogo. Um justo prémio para terminar um longo período de trabalho árduo e desgastante que uma competição deste género exige sempre.

A equipa portuguesa vinha de uma série menos positiva de resultados, pelo que o inicio do jogo em nada contribuiu para que Portugal pudesse recuperar os seus níveis de confiança. Depois de ter perdido o 1º período por 13-21, a equipa portuguesa conseguiu reagir até ao intervalo, aproximando-se de novo no resultado, ainda que tenha ido em desvantagem para tempo de intervalo (29-32).No final do 3º período a Estónia conseguiu voltar a afastar-se no marcador (47-38), colocando-se numa posição privilegiada para conquistar o 15º lugar em disputa. Um triplo dos estónios, já dentro do 4º período, colocou o resultado em 41-50, ao que se seguiu um parcial de 10-0 favorável a Portugal (51-41). Nos últimos 5 minutos, a boa defesa nacional, apenas um triplo sofrido, acabaria por fazer toda a diferença. Um triunfo justo, que pela forma suada como foi alcançado tem um sabor ainda mais especial.Diogo Brito voltou a ser o melhor marcador de Portugal com 16 pontos, logo seguido por Carlos Salamanca que realizou um jogo bastante completo como comprovam os números que registou: 11 pontos, 5 ressaltos, 5 assistências e 3 roubos de bola. Destaque ainda para mais um duplo-duplo de Ricardo Monteiro que terminou o encontro com 10 pontos e 12 ressaltos, sendo que metade deles foram na tabela ofensiva.


Esperam-nos 3 jogos que poderão ser decisivos

Hoje é o 1º dia de descanso da competição para todas as 16 equipas participantes e decorreu logo a partir das 8 horas da manhã a mudança dos três primeiros de cada Grupo.

Assim a Sérvia, Suécia e Grécia (do Grupo C) mais a França, Itália e Eslovénia (do Grupo D) que estiveram aqui connosco no Hostel Borovo foram para Vinkovci, onde irão formar o Grupo F e disputar mais 3 jogos, enquanto a situação inversa aconteceu para a Holanda, Turquia e República Checa (Grupo A) acompanhadas da Espanha, Rússia e Croácia (Grupo B) que constituirão o Grupo E, abandonaram Vinkovci para se instalarem aqui. Pela nossa parte e em função do último lugar no Grupo C, mantemo-nos em Vukovar até ao 2º dia de descanso (na próxima 5ª feira), tal como a República Eslovaca (4º classificado do Grupo D). Nesse dia então será a nossa vez de nos mudarmos para Vinkovci, para cumprirmos o último terço da competição.Neste momento um terço do Europeu já é passado. Resta-nos acreditar e lutar por alcançar o único objectivo realista que se apresenta para a selecção portuguesa nos restantes dois terços: a manutenção na Divisão A. A equipa já mostrou que tem valor para isso, mas tem que atirar para trás das costas os fantasmas que a têm condicionado.Inglaterra (amanhã), Bielorússia (depois de amanhã) e República Eslovaca (4ª feira) serão sucessivamente os adversários a abater, com todos os jogos a serem disputados à mesma hora (13H45). Uma hora a que não estamos habituados em Portugal pois significa iniciarmos o jogo às nossas 12H45. Mas estas são as regras e não vale a pena discutir. Conhecemos bem a equipa inglesa, diria eu e o colectivo tem que unir esforços para provar que na realidade somos melhores. Quanto à Bielorússia ainda não a vimos jogar este campeonato, mas é uma equipa renovada em relação à que se sagrou campeã da Divisão B, no ano passado em Strumica (Macedónia). Já em relação à República Eslovaca vimos pelo menos partes dos 3 jogos que disputou aqui até ontem e será talvez das três a mais complicada, embora não seja inacessível. É uma equipa alta que não aparenta ter muito boas lançadoras, mas que certamente nos irá colocar muitas dificuldades, porque pratica um jogo bastante físico.Hoje a equipa já treinou das 15H00 às 16H00 em Vinkovci, no pavilhão da Sköle Ivana Domca, um excelente recinto para a prática da modalidade, com ar condicionado a funcionar, bem melhor na nossa opinião do que o pavilhão principal onde jogámos até ontem (Sports Hall Borovo). São 20 a 25 minutos de autocarro para percorrer os 20 quilómetros que separam as duas cidades. Amanhã o treino está marcado para horas bem matutinas (07H45/08H30), pelo que a priori o autocarro deverá sair daqui às 07H15. Na 3ª feira o horário ainda é mais cedo (07H00/07H45), o que significa ter que sair do Hostel Borovo às 06H30… mas são as contingências de quem anda nisto.


Jogo para esquecer corta aspirações lusas

Infelizmente a decisão foi conhecida prematuramente face à prestação absolutamente desastrada das nossas representantes nos primeiros vinte minutos (45-12 ao intervalo) e particularmente no 2º quarto (23-2). Por muito que se queira era humanamente impossível dar a volta na etapa complementar, ou seja recuperar o prejuízo de 33 pontos quando soou o apito para o descanso.

Não fomos capazes de ter ambição suficiente para meter uma lança em África… neste caso em Vukovar, que significa termos a possibilidade de defrontar a França, Itália e Eslovénia, equipas com tarimba de Divisão A, sendo as gaulesas as campeãs em título. Assim temos de nos resignar e medir forças com selecções de nível mais modesto, casos de Inglaterra, Bielorússia e República Eslovaca, que já conhecemos das nossas andanças pela Divisão B (desde 2005), com excepção das eslovacas, que se a memória não me atraiçoa, nunca nos cruzámos neste escalão. Mas vejamos de uma forma sucinta o que foi o jogo. Portugal não entrou bem. Viu-se logo a determinação posta em campo pelas gregas desde o apito inicial. No minuto 7 (12-6 para a Grécia) e após um pedido de desconto de tempo por Mariyana Kostourkova, não atendido pela mesa, o jogo prosseguiu e Joana Soeiro reduziu para 12-8. O cesto foi anulado pela equipa arbitragem, com a argumentação de que o jogo já estava parado. Deficiência da aparelhagem que não se fez ouvir como mandam as regras e neste caso concreto Portugal é que foi lesado. No final da partida reclamámos junto do comissário alemão Peter George e também do árbitro principal, o espanhol Carlos Peruga, que nos deram razão, mas era um problema que já tinha acontecido noutros jogos. Retorquimos dizendo, OK mas isto é um Campeonato da Europa, não é o Regional da Eslavónia, sem menosprezo obviamente para a Eslavónia que é a região nordeste deste pais onde se situam Vukovar e Vinkovci. Claro que não foi por causa deste erro que Portugal perdeu o encontro. A Grécia mereceu ganhar desde o primeiro minuto porque mostrou ambição, carácter, querer. Ao intervalo a comparação entre as estatísticas dos dois lados era elucidativa da superioridade helénica: lançamentos de campo (58%-11%), duplos (59%-10%), triplos (56%-13%), ressaltos (26-17), turnovers (9-12), assistências (3-1), roubos de bola (8-2) e desarmes de lançamento (4-3). Na etapa complementar as comandadas de Kostourkova reagiram como se impunha … mas era tarde para recuperar 33 pontos. Portugal venceu quer o 3º (10-16) quer o 4º período (13-15), mas nunca conseguiu uma aproximação perigosa a ponto de colocar em risco a vitória da equipa liderada por Georgios Velissarakos. O melhor que conseguiu foi baixar a fasquia para 26 pontos (45-19) depois de um parcial de 0-7 em pouco mais de 3 minutos. Mas as triplistas gregas Stamolamprou e Pavlopoulou em tarde inspirada, fecharam o seu concurso de triplos (cada uma acertou 3) e não permitiram que o prejuízo baixasse mais. Foi só na ponta final (nos últimos 3 minutos) que Simone Costa, melhor marcadora lusa na partida, conseguiu um parcial de 7-0, dando o mote com um duplo (64-36) e acertando o seu 2º triplo (64-39), seguido de outro duplo que selou o resultado final (68-43) a 10,7 segundos da buzina. Resultado final: Grécia 68-43 PortugalNa selecção da Grécia destaque para as actuações da atiradora Stamolamprou, MVP do jogo (16,5 de valorização) ao anotar 18 pontos, 3/6 nos triplos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 roubos e 3 faltas provocadas com 1/2 nos lances livres, logo seguida da base Pavlopoulou (15,0 de valorização) que fez 15 pontos, 3/5 nos triplos, 3 ressaltos defensivos e 3 roubos. Foram bem acompanhadas pela poste Sofia Georgiadi (8 pontos, 4/4 nos duplos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos e 1 desarme de lançamento) e pela extremo/poste Vasiliki Karambatsa (4 pontos, 7 ressaltos sendo 4 ofensivos, uma assistência, 1 roubo, 3 desarmes de lançamento e duas faltas provocadas). Ninguém jogou bem no seleccionado luso. Todavia a mais valiosa (10,5 de valorização) ainda acabou por ser uma das mais novas da equipa, a jovem poste Maria Kostourkova (9 pontos, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 1 desarme de lançamento e 6 faltas provocadas com 5/9 nos lances livres). Discretas estiveram as mais velhas e experientes jogadoras da equipa, tanto a capitã Laura Ferreira como a base Joana Soeiro, ambas com eficácias de lançamento muito fracas, particularmente a primeira (8%). Ficha de jogo Sports Hall Borovo Grécia (68) – Pinelopi Pavlopoulou (18), Anna-Niki Stamolamprou (17), Eleana Kristinaki (5), Vasiliki-Zuzana Karampatsa (4) e Sofia Georgiadi (8); Vasiliki Fouraki, Christina Gerostergiou (2), Stratoniki Cholopoulou (6), Vasiliki Louka, Christina Kitsiou (1), Evangelia Nastou (6) e Georgia StamatiPortugal (43) – Joana Soeiro (6), Laura Ferreira (7), Joana Cortinhas (2), Josephine Filipe (2) e Chelsea Guimarães; Maria Kostourkova (9), Emília Ferreira (2), Simone Costa (10), Sofia Pinheiro (3), Susana Lopes, Inês Veiga e Sara Dias (2)Por períodos: 22-10, 23-2, 10-16, 13-15Árbitros: Carlos Peruga (ESP), Stanislav Kucera (CZE) e Mario Majkic (SLO) Resultados da 3ª e última jornada da fase preliminar:Grupo A – Turquia 79-55 Bielorússia e Holanda 72-59 República Checa Grupo B – Espanha 92-33 Inglaterra e Rússia 62-42 Croácia Grupo C – Grécia 68-43 Portugal e Suécia 44-58 Sérvia Grupo D – Itália 59-58 Eslovénia e França 50-27 República EslovacaClassificação da fase preliminar:Grupo A – 1º Holanda 3V; 2º Turquia 2V1D; 3º República Checa 1V2D; 4º Bielorússia 3DGrupo B – 1º Espanha 3V; 2º Rússia 2V1D; 3º Croácia 1V2D; 4º Inglaterra 3DGrupo C – 1º Sérvia 3V; 2º Suécia 2V1D; 3º Grécia 1V2D; 4º Portugal 3DGrupo D – 1º França 3V; 2º Itália 2V1D; 3º Eslovénia 1V2D; 4º República Eslovaca 3DEste domingo é o primeiro dia de descanso. Será também o dia da mudança para a cidade de Vinkovci das 6 equipas apuradas para a 2ª fase (Grupo F), trocando com as 6 apuradas (Grupo E) dos Grupos A e B que têm estado ali sediadas, um modelo que foi fortemente contestado pela maioria dos países na 1ª Reunião Técnica, realizada na véspera do início do Campeonato. Mas de acordo com a desorganização que tem existido ainda não se sabe a que horas as equipas devem estar prontas para viajar. Pela nossa parte em função do 4º lugar no Grupo C, iremos disputar o Grupo G que agrupa os últimos classificados da fase preliminar. Continuaremos alojados em Vukovar mas iremos treinar e fazer os nossos dois primeiros jogos em Vinkovci, respectivamente contra a Inglaterra (na 2ª feira) e frente à Bielorússia (no dia seguinte). O último embate desta fase intermédia será ante a República Eslovaca (na 4ª feira), mas desta feita em Vukovar. Todos os nossos jogos principiam às 13H45, um horário que muda por completo as horas das refeições e que afecta necessariamente o rendimento das jogadoras, obrigando a tomar um reforço alimentar antes do jogo, passando a refeição principal para depois do encontro (16H/16H30).


Portugal perde ao cair do pano

ortugal defrontou este sábado a seleção da Hungria tendo perdido por 61×68. Amanhã irá realizar o último jogo na competição diante da seleção da Estónia, para a atribuição do 15º / 16º lugar.

Portugal entrou bem no jogo, controlando bem o ritmo e, aos 5 minutos, vencia por 14-17, acabando por vencer mesmo o período por 22-18.No segundo quarto, e fruto de rápidas transições ofensivas por parte do adversário, a equipa lusa sentiu dificuldades, não conseguindo evitar que o mesmo se afastasse no marcador, indo para o intervalo a perder por 13 pontos de diferença (28×41).Na 2ª parte, a seleção nacional voltou a entrar bem no jogo, fruto de uma mudança para uma defesa zona agressiva, contestando os lançamentos longos, parando os contra-ataques da equipa húngara e garantindo a tabela defensiva. Assim fazendo um parcial de 17×10 no período conseguiu reduzir a diferença para apenas 6 pontos no final do 3º quarto.No início do 4º período a história do jogo manteve-se com Portugal a conseguir dar a volta ao marcador, estando a vencer por 5 pontos (57×52) à entrada para os últimos 5 minutos de jogo.Porém, se o conjunto luso conseguiu recuperar e passar para frente no jogo com a sua mudança para defesa zona, acabou também por ser a mudança para defesa zona 2×3 por parte do adversário que fez com que a equipa nacional nos últimos 5 minutos tivesse mais dificuldade em converter pontos, marcando apenas 4. Pelo contrário, o adversário voltou a conseguir realizar rápidas transições passando para a frente do marcador a 1:30 do fim, acabando por vencer o jogo por 61×68. Os destaques individuais vão para Diogo Brito (22pts,6 ress, 4 ass), Ricardo Monteiro (8pts, 11 ress) e Pedro Oliveira (7pts,13 ress,5 ass).


Portugal perde na Holanda

A equipa falhou o apuramento por esta via (qualificou-se a Estónia), mas voltará a tentar a entrada na fase final da competição no próximo ano, na normal fase de qualificação.

Portugal demonstrou desde o inicio do jogo que se tinha deslocado à Holanda para discutir a vitória. O 1º período indica isso mesmo, já que só nos instantes finais os holandeses passaram para o comando do encontro (14-13). Tudo se alteraria no segundo quarto, com o Portugal a não conseguir fazer qualquer pontos durante quase seis minutos. A desvantagem pontual aumentou com naturalidade (13-23), ainda que no final do 1º tempo fosse na casa das unidades (20-28). No recomeço do encontro, os comandados de Mário Palma ainda foram capazes de baixar até aos seis pontos de diferença (30-36). Os últimos minutos do 3º período marcaram em definitivo o resultado do jogo, com a Holanda a disparar no marcador (52-33). Isto porque o tiro exterior não entrava, a capacidade de intimidação dos holandeses nas áreas próximas do cesto fazia-se sentir, com os turnovers a complicarem ainda mais a tarefa de correr atrás do prejuízo.No final do jogo, o técnico Mário Palma reconheceu que a equipa “teve muitos problemas” parta este jogo. Razão pela qual jogou “com jogadores diferentes durante a segunda parte, maioritariamente jovens”. Mas se olharmos para a estatística, e o técnico fez questão de referir isso, “lançamos melhor ao cesto, ressaltamos melhor e jogamos melhor.”“Estes jovens jogadores vão estar de volta no próximo ano. E irão ser eles a base desta Seleção nos próximos quatro anos. E isso será o aspeto positivo a retirar da segunda parte deste encontro.”Já o base José Barbosa deu os parabéns à equipa vencedora. “Gostava de agradecer à Federação Holandesa pela forma como nos recebeu. Não tenho muito mais a acrescentar sobre o jogo, para além de reconhecer que perdemos contra uma equipa que foi melhor. Parabéns ao treinador e jogadores da Holanda


No minuto 33 ainda Portugal liderava (38-37)

Os números finais (54-45) ilustram essa realidade, mas desta feita Portugal excedeu as expectativas mais optimistas. A derrota por 9 pontos não deslustra ainda que na estatística final se possa constatar que as portuguesas estiveram no comando durante 7 minutos enquanto o adversário liderou por 27 minutos e meio.

Portugal ganhou mesmo 2 parciais, o primeiro (12-13) e o terceiro (5-18), voltando a sentir muitas dificuldades a atacar a zona no 2º quarto (16-4). No derradeiro quarto (21-10) as sérvias, que perdiam por 2 pontos ao cabo de 30 minutos jogados (33-35), impuseram um parcial de 14-3 (47-38), sentenciando o jogo. Nessa arrancada foi a extremo Aleksandra Crvendakic que liquidou as esperanças lusas ao ser a marcadora de serviço (11 pontos dos 14 da equipa), com os restantes a serem da autoria da base Ines Corda que acertou um triplo no minuto 35 (45-38). O melhor período do seleccionado luso foi o 3º (5-18), em que jogou com grande serenidade e discernimento. A Sérvia chegou à maior vantagem logo no minuto 21 (30-17), mas Portugal respondeu com 2 triplos consecutivos, primeiro por Laura Ferreira (30-20) e depois por Joana Soeiro (20-23), respectivamente no minuto 21 e 22. As sérvias ainda chegaram aos 33-23, mas após um desconto de tempo precioso pedido por Kostourkova (no minuto 25), as nossas representantes responderam com um parcial de 0-12, obrigando o seleccionador sérvio Zoran Kovacic a parar o cronómetro no minuto 29 (33-30), sem ter conseguido travar a embalagem lusa com Joana Soeiro a marcar a sua 2ª bomba (33-33) já no minuto 30 e a poste Chelsea Guimarães a fixar o resultado (33-35) praticamente em cima da buzina do 3º período. Foram 10 minutos de luxo das comandadas de Kostourkova, com indicadores mais próximos do que a equipa vale (3/6 nos triplos, 12 ressaltos, 4 assistências, 5 roubos) em 10 minutos. Resultado final: Sérvia 54-45 PortugalDestaque nas vencedoras para a prestação da extremo Aleksandra Crvendakic, MVP da partida (32,5 de valorização), que fez um duplo-duplo ao contabilizar 22 pontos, 16 ressaltos sendo 6 ofensivos, uma assistência, 4 roubos, 1 desarme de lançamento e 6 faltas provocadas com 6/7 nos lances livres. Foi bem acompanhada por Sanja Mandic (14 pontos, 2/6 nos triplos, 5 ressaltos defensivos, uma assistência, 3 roubos e 5 faltas provocadas com 4/7 nos lances livres) e ainda pela extremo/poste Branka Lukovic (7 pontos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos e 3 faltas provocadas com 3/4 nos lances livres). No colectivo de Kostourkova a mais valiosa (17,0 de valorização) foi a jovem poste Chelsea Guimarães (11 pontos, 4/6 nos duplos, 8 ressaltos sendo 3 ofensivos, 2 roubos, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas com 3/5 nos lances livres). Mais discretas em termos de valorização ainda que com contributos positivos, estiveram Maria Kostourkova (6 pontos, 2/5 nos duplos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, 1 desarme de lançamento e uma falta provocada com 2/2 nos lances livres), Joana Soeiro (6 pontos, 2/9 nos triplos, 6 ressaltos defensivos, 3 assistências, 3 roubos e 4 faltas provocadas) bastante penalizada pela fraca eficácia (15%) nos lançamentos de campo (2/13) e ainda a capitã Laura Ferreira (11 pontos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, duas assistências, 3 roubos e 3 faltas provocadas com 2/4 nos lances livres) também fortemente penalizada pela fraca eficácia (27%) nos lançamentos de campo (4/15) e ainda pelos 5 turnovers.O triunfo da Sérvia justifica-se pela superioridade nas tabelas (45-41 ressaltos), particularmente na tabela defensiva (32-27), pela maior eficácia nos lançamentos de campo (32%-27%), nomeadamente nos duplos (39%-31%) e ainda no melhor aproveitamento dos lances livres (65%-59%), com as sérvias a falharem 8 das 23 tentativas, enquanto Portugal desperdiçou 7 em 17 tentados, apesar de ter mais faltas provocadas (18-21).Nos restantes indicadores houve muito equilíbrio: triplos (18% para cada lado), curiosamente com igual nº de conversões (3) para o mesmo nº de tentativas (17), assistências (6-7), turnovers (25 para cada lado), roubos de bola (12-13), desarmes de lançamento (3-2) e ainda nos ressaltos ofensivos (13-14). Ficha de jogo Sports Hall Borovo Sérvia (54) – Ines Corda (3), Sanja Mandic (14), Aleksandra Crvendakic (22), Branka Lukovic (7) e Dragana Stankovic (3); Anja Spasojevic, Radmila Maletic, Bogdana Rodic, Julijana Vojinovic, Danica Piper (5) e Jelena Ciric Portugal (45) – Joana Soeiro (6), Laura Ferreira (11), Joana Cortinhas, Josephine Filipe (5) e Maria Kostourkova (6); Simone Costa (3), Sofia Pinheiro, Chelsea Guimarães (11), Emília Ferreira (3), Sara Dias e Inês VeigaPor períodos: 12-13, 16-4, 5-18, 21-10Árbitros: Sebastien Clivaz (SUI), Ilya Putenko (RUS) e Erman Erdemli (TUR) Resultados da 2ª jornada:Grupo A – República Checa 81-36 Bielorússia e Holanda 68-41TurquiaGrupo B – Rússia 62-71 Espanha e Croácia 68-47 Inglaterra Grupo C – Sérvia 54-45 Portugal e Suécia 49-40 Grécia Grupo D – República Eslovaca 41-63 Eslovénia e França 71-55 ItáliaClassificação:Grupo A – 1º Holanda 2V; 2º Turquia 1V1D; 3º República Checa 1V1D; 4º Bielorússia 2DGrupo B – 1º Espanha 2V; 2º Rússia 1V1D; 3º Croácia 1V1D; 4º Inglaterra 2DGrupo C – 1º Sérvia 2V; 2º Suécia 2V; 3º Portugal 2D; 4º Grécia 2DGrupo D – 1º França 2V; 2º Itália 1V1D; 3º Eslovénia 1V1D; 4º República Eslovaca 2DAmanhã (sábado), dia em que termina a fase preliminar, Portugal joga com a Grécia (13H45), seguindo-se o Suécia-Sérvia (16H00). No embate luso-helénico discute-se o 3º lugar do Grupo, que dará o acesso ao Grupo F (em que jogam os 3 primeiros dos Grupos C e D). Mesmo que consigamos esse apuramento, nada estará decidido em termos de despromoção à Divisão B, porque os não apurados (5º e 6º dos Grupos E e F) para os quartos-de-final, irão ainda cruzar com os últimos classificados da fase preliminar (Grupo G). É uma competição muito apertada em que qualquer deslize pode ser irrecuperável.


Continuar a lutar

A equipa nacional tem ainda dois jogos pela frente para tentar vencer. O grupo promete dar tudo que tem e lutar até ao último segundo da competição, de forma a poder alcançar a melhor classificação possível. O próximo desafio é contra a Hungria, este sábado, pelas 13.30 horas, que tal como Portugal vem de uma derrota frente a Israel por 57-82.


Minuto 35 fatídico para a derrota das portuguesas (34-42)

A estreia da selecção portuguesa no lote das 16 melhores equipas europeias pautou-se por uma imagem de clara inferioridade, acusando demasiado a responsabilidade, como se as adversárias fossem uns papões. Perder um jogo e sofrer apenas 42 pontos é sinal de uma fragilidade ofensiva que sinceramente não esperávamos.

É-nos difícil fazer a análise de um jogo em que tudo ou quase tudo correu mal às comandadas de Kostourkova. De uma ineficácia gritante a atacar a zona 1x2x2 montada pelas suecas, Portugal melhorando a atitude defensiva após o intervalo (13-23), conseguiu no 3º quarto (10-4) limitar o ataque adversário a escassos 4 pontos (2 lances livres no minuto 29 e um cesto de campo da autoria da capitã sueca, a base Emma Eriksson, a 10 segundos da buzina).No último período (11-15) o seleccionado luso manteve o jogo perfeitamente em aberto até aos 28-30 (minuto 33), com Sofia Pinheiro (o seu único triplo) e Joana Soeiro a reduzirem o prejuízo que à entrada do minuto 32 estava em 7 pontos (23-30) depois de Eriksson ter acertado o seu 3º triplo. A 4ª falta de Joana Soeiro, com 5 minutos e meio para jogar, obrigou Kostourkova a resguardá-la no banco. Num ápice Portugal consentiu um parcial de 0-5, com a 4ª bomba de Eriksson a cair seguida de um turnover luso que Hanson aproveitou para em contra ataque fazer 28-35, ainda no minuto 35. Fatal para as aspirações lusas esse minuto, porque apesar de a nossa seleccionadora ter parado de imediato o cronómetro, a equipa não mais se encontrou. Nesses 5 minutos finais as nossas representantes apenas conseguiram marcar 6 pontos, sendo 2 de lance livre e mais 2 duplos. Mas falharam mais 5 tentativas da linha de lance livre, indicador onde estiveram uma sombra do habitual (37%), com 12 lances livres desperdiçados em 19 tentados. Resultado final: Portugal 34-42 SuéciaDestaque nas vencedoras para a prestação da capitã Emma Eriksson (16 pontos, 4/9 nos triplos, 5 ressaltos ofensivos, 3 assistências, 1 roubo e uma falta provocada), que na nossa opinião foi quem ganhou o jogo. Todavia a MVP da partida acabou por ser a poste Veronika Mirkovic (13,5 de valorização) ao contabilizar 4 pontos, 9 ressaltos sendo 5 ofensivos, duas assistências, 3 roubos, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas. Referência também para a extremo Gabriella Hanson (9 pontos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, 3 assistências, 3 roubos e 4 faltas provocadas com 1/3 nos lances livres) e para o contributo na luta das tabelas dado por Moa Lundqvist (9 ressaltos) e Elsa Paulsson (6 ressaltos sendo metade ofensivos). Na selecção lusa ninguém jogou bem. Mesmo assim as mais valiosas foram Emília Ferreira (4 pontos, 3 ressaltos sendo 1 ofensivo, 1 roubo, 3 desarmes de lançamento e duas faltas provocadas com 2/4 nos lances livres), Joana Soeiro (9 pontos, 2/8 nos triplos, 3 ressaltos defensivos, 4 assistências, 2 roubos e 3 faltas provocadas com 1/2 nos lances livres) e Maria Kostourkova (5 pontos, 2/3 nos duplos, 7 ressaltos sendo 3 ofensivos, 1 roubo e 4 faltas provocadas com 1/7 nos lances livres). A vitória da Suécia assentou fundamentalmente na superioridade manifestada nas tabelas (40-51 ressaltos), nomeadamente na tabela ofensiva (13-23), já que na tabela defensiva o equilíbrio foi evidente (27-28). Se juntarmos a isso o menor número de turnovers (23-17), o maior número de bolas recuperadas (8-14) e o maior colectivismo (7-9 assistências), está explicado o maior número de posses de bola que se traduziram em mais 21 lançamentos de campo (50-71). A eficácia das suecas também foi muito fraca nos lançamentos de campo (24%-23%), tanto nos duplos (24%-24%) como nos triplos (23%-21%), mas concretizaram o dobro dos tiros do perímetro que a nossa equipa (3 contra 6).O único indicador onde Portugal teve vantagem foi nas faltas provocadas (19-12), mas deitou tudo a perder com a ineficácia anormal da linha de lance livre (37%-57%), pois desperdiçou 12 das 19 tentativas a que teve direito, enquanto as suecas só falharam 3 dos 7 tentados. Ficha de jogoSports Hall BorovoPortugal (34) – Joana Soeiro (9), Laura Ferreira (2), Joana Cortinhas, Josephine Filipe (6) e Emília Ferreira (4); Simone Costa (3), Maria Kostourkova (5), Sofia Pinheiro (3), Chelsea Guimarães (2) e Susana LopesSuécia (42) – Emma Eriksson (16), Mathilda Agren (3), Gabriella Hanson (9), Elsa Paulsson e Veronika Mirkovic (4); Amanda Kantzy, Moa Lundqvist (2), Anna Lundquist, Linnea Rosendal, Rebecka Garderyd e Nathalie Linden Por períodos: 9-14, 4-9, 10-4, 11-15Árbitros: Alfred Jovovic (CRO), Emad Karovic (BIH) e Yury Ihnatsyeu (BLR)Pedro Coelho, o árbitro português que acompanha a nossa equipa, apitou o Eslovénia-França, tendo uma boa actuação. Resultados da 1ª jornada:Grupo A – Turquia 71-60 República Checa e Bielorússia 59-71 Holanda Grupo B – Inglaterra 53-77 Rússia e Espanha 80-48 Croácia Grupo C – Grécia 52-65 Sérvia e Portugal 34-42 Suécia


Acredito no valor das atletas e no empenho que sempre mostraram

Este é o 8º Europeu em que a seleccionadora está ao leme da nossa equipa, sendo portanto a experiência neste tipo de situações uma mais valia, entre outras sobejamente conhecidas, que Kostourkova apresenta no seu vasto currículo.

P (JT) – Como é que encaras esta estreia na Divisão A? Achas que a equipa irá acusar a responsabilidade de estar entre as 16 melhores equipas da Europa?R (MK) – Entramos para este Campeonato sem muita informação sobre as outras equipas, nomeadamente as que iremos defrontar na 1ª fase. A motivação tanto da nossa parte como das 12 jogadoras não falta, diria mesmo que é grande. Estamos preparados para dar o nosso melhor, mas convencidos também de que temos os nossos argumentos. Se eles chegam ou não, isso logo se vê no campo. P (JT) – Um dos factores que normalmente os treinadores invocam antes de se iniciar a competição é o número de jogos de preparação. Portugal fez até hoje, véspera do início do Europeu, 8 jogos com um saldo francamente positivo (apenas uma derrota por 3 pontos, após prolongamento), dos quais 6 contra selecções Sub-18 (Estónia e Inglaterra) e 2 contra selecções Sub-16 (Portugal e Inglaterra). Na tua opinião é um número suficiente ou pensas que seriam precisos mais?R (MK) – Acho que o número é suficiente. Em termos qualitativos teria sido desejável que os adversários nos tivessem colocado mais dificuldades, porque isso é seguramente aquilo que iremos encontrar durante o Campeonato. Não conseguimos (excepção feita à Inglaterra) mais nenhuma equipa da Divisão A que manifestasse interesse em fazer jogos de preparação connosco. Atempadamente endereçámos convites a praticamente todas as selecções das 15 que estarão aqui na Croácia, mas não conseguimos concretizá-los. Foi pena… mas não podemos fazer nada.P (JT) – Como é que sentes que a equipa está neste momento, em termos de ritmo competitivo e condição físico-atlética? A preparação iniciada há um mês atrás (11 de Julho) indicia nesta altura um bom momento de forma? R (MK) – A equipa está bem preparada e a prova disso foram os resultados obtidos nos 2 primeiros jogos contra a Inglaterra, em Londres (vitórias por 23 e 24 pontos de diferença). Aliás foi a equipa que nos derrotou na meia-final do Europeu em Strumica, no ano passado. Acredito no valor das atletas, no empenho que sempre mostraram até agora e não tenho dúvidas de que cada uma vai entrar motivada e dar tudo o que tem em prol do colectivo.P (JT) – Para finalizar gostaríamos de saber quais as perspectivas que tens para este Campeonato, sabendo que na fase de grupos, estamos no Grupo C, onde teremos como adversários a Sérvia (medalha de bronze no ano passado), a Suécia (10º classificado) e a Grécia (11ª posição), ou seja uma equipa que esteve no pódio e outras duas da 2ª metade da tabela classificativa? R (MK) – Vamos entrar focados em cada jogo. Passo a passo. Iremos encarar cada partida para vencer. Não admito outra postura que não seja esta. Temos que estar conscientes das nossas (algumas) limitações, mas também não podemos esquecer os nossos pontos fortes. É com esta atitude e espírito competitivo que estaremos em campo para dignificar a camisola de Portugal. Sabemos que o campeonato vai ser longo (9 jogos) e acreditamos que a equipa irá crescer e progressivamente elevar os seus níveis de confiança, preparada para enfrentar qualquer adversário. O nosso objectivo será a manutenção na Divisão A. Se o atingirmos, será a prova provada de que estamos no bom caminho.


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Legenda

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Miguel Maria

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