Artigos da Federaçãooo
14 jogadoras em estágio na Cruz Quebrada até dia 19
As 14 convocadas são as seguintes:Joana Soeiro (Algés), Susana Lopes (SC Coimbrões), Catarina Cavaco (Juventude VRSA), Francisca Meinedo (CPN), Mª Inês Santos (Física de Torres), Simone Costa (Algés), Sofia Pinheiro (AD Ovarense), Ana Sofia Moniz (CPN), Joana Cortinhas (Académico FC), Joséphine Filipe (Olivais FC), Mafalda Marques (SIMECQ), Emília Ferreira (GDESSA), Inês Veiga (Amigos do Calvão) e Sara Dias (CD Póvoa)Este primeiro estágio que tem a duração de 9 dias, terminando no próximo dia 19, após o almoço, engloba treinos bidiários no Pavilhão LORD (Faculdade de Motricidade Humana), com excepção do primeiro (só à noite) e do último dia (só de manhã). Recorde-se que nesta selecção ainda faltam Laura Ferreira (GDESSA), neste momento a participar no Europeu de Sub-20 que está a decorrer na Bulgária e a dupla de postes Maria Kostourkova (CRCQ Lombos) e Chelsea Guimarães (Algés), que integram a selecção de Sub-16 que disputará o Europeu respectivo, de 1 a 11 de Agosto, em Matosinhos. Staff de responsáveisMariyana Kostourkova (seleccionadora)Ana Margarida Faria (treinadora adjunta) Maria José Pires (fisioterapeuta)Pinto Sebastião (apoio logístico)José Tolentino (dirigente)
«Era ótimo ficar nos 8 primeiros»
Portugal está incluído no Grupo A, juntamente com Macedónia, Noruega, Estónia, Finlândia e Bulgária.
Na última participação conseguiram o brilharete de ter ficado entre as oito melhores equipas do Europeu. Quais são as expectativas para este Campeonato da Europa? No escalão de sub-16 é sempre muito complicado fazer previsões, dado que é a primeira vez que a geração compete. As expectativas passam por dar o máximo até ao limite das nossas forças. Era ótimo conseguirmos ficar novamente nos 8 primeiros. Claro que alimentamos sempre o sonho de atingir o pódio e consequentemente a subida à divisão A, mas não é possível assumir um compromisso com os resultados, só com o empenho e o trabalho. Quanto mais duro trabalharmos mais sorte teremos!Nestas idades as Seleções Nacionais são sempre associadas a gerações. De que forma caracterizaria esta geração que vai participar no campeonato de sub-16? Há um aspeto muito positivo com a nossa seleção que é o facto de um terço dos elementos da equipa já terem participado no Europeu do ano passado. Aliás, mais do que participar, tiveram mesmo um papel importante na equipa. O desafio que esta preparação nos coloca é diminuir ao máximo a heterogenia da equipa no sentido de chegarmos à competição e não sofrermos uma quebra muito grande entre o 5 inicial e o banco. Para disputarmos 9 jogos em 11 dias precisamos de todos.O período de preparação já está programado? Está prevista alguma competição internacional antes do início do Europeu? Apesar dos cortes orçamentais e de todas as dificuldades associadas, há que enaltecer o esforço e a visão da direção da FPB, que conseguiu manter quase a totalidade do programa previsto. Vamos começar o estágio a 9 de Julho, no Caramulo. No mesmo local, e em Tondela, vamos realizar um torneio triangular com as seleções da Irlanda e Bélgica, entre os dias 17 e 19 de Julho. Depois, no início de Agosto, jogaremos em Liége com a Geórgia, a Suíça e a Bélgica novamente. De lá já seguimos diretos para Sarajevo onde jogaremos com a Bósnia 3 dias antes do início do campeonato. É certo que ainda estamos longe dos 20 e mais jogos que algumas seleções conseguem fazer, mas se compararmos com os últimos anos, em termos de jogos internacionais estamos bem servidos. Um comentário sobre as outras equipas que fazem parte do Grupo A. Quais, em teoria, as que terão mais hipóteses de chegar aos oito primeiros? Tendo em conta que a geração nunca competiu, a teoria só pode ter por base as classificações dos últimos anos. A pensar assim, a Bulgária parece ser a equipa mais temida, tendo em conta que há apenas dois anos estava na divisão A. Finlândia será, historicamente, a outra favorita à passagem aos quartos. A seleção da Macedónia ganhou-nos no ano passado e ficou à nossa frente na classificação, mas muito à conta de dois jogadores que já são sub-18. Sobram Noruega e Estónia que, habitualmente, se têm classificado abaixo de nós, o que não lhes retira a possibilidade de serem uma surpresa. O resultado do primeiro jogo frente à Estónia poderá ter um peso importante no desempenho de Portugal nesta primeira fase de grupos? Num grupo de 6 equipas como o nosso, em que vamos estar privados de dia de descanso, cada um dos primeiros 4 jogos tem um peso importantíssimo. Há a curiosidade pessoal do meu primeiro jogo num europeu (em 2004) ter sido precisamente com a Estónia. Na altura vencemos 74-63… era bom repetir o resultado este ano.
Quebrada a invencibilidade das Sub-20 lusas no Europeu
O conhecimento prévio do adversário, pois as duas selecções já se haviam defrontado este Verão, com 3 vitórias checas em outros tantos embates, prenunciava um jogo recheado de dificuldades, em função dos pontos fortes do adversário (superioridade de estatura e boas lançadoras de 3 pontos).
Outro factor que jogava contra nós era o facto de a República Checa, uma das duas candidatas mais fortes à subida (a outra é a Bélgica que ainda se mantém invicta), já somar uma derrota, precisamente contra as belgas. Um resultado negativo para as checas complicava bastante as contas para atingirem o objectivo. A vitória da República Checa (58-51) acabou por não surpreender ninguém. Excelente o comportamento das nossas representantes, porque, sempre a correr atrás do prejuízo desde o final da 1ª metade (22-25), nunca desistiram, lutando com todas as suas forças para encostarem o resultado. No 1º período (11-10), o único que Portugal venceu, as lusas não cometendo erros, conseguiram equilibrar as operações nas tabelas (15-17 ressaltos), defendendo bem (2 roubos) e assim uma toada alternada possibilitou a Jéssica Almeida colocar a nossa equipa na frente a 14 segundos da buzina. No 2º quarto (11-15) o equilíbrio desfez-se quando duas bombas consecutivas, de Vyoralová e Mircová , respectivamente nos minutos 13 e 14, operou a reviravolta (15-20), obrigando Eugénio Rodrigues a parar o cronómetro, para que o adversário não fugisse mais no marcador. Isso foi conseguido porque impusemos um parcial de 7-2 até ao minuto 20 (22-22 a 41 segundos da buzina). A igualdade seria desfeita para o lado das checas quando Mircová acertou o seu 2º triplo (22-25), a 23 segundos do intervalo.A diferença registada no final da 1ª parte explicava-se devido aos 8 turnovers feitos pela nossa equipa no 2º quarto (contra nenhum nos 10 minutos iniciais) e pelo maior acerto do adversário nos tiros do perímetro (37,5%), com 3 triplos em 8 tentados, contra apenas um em cinco tentativas (20%) das nossas representantes.No 3º período (12-16) as comandadas de Eugénio Rodrigues passaram a sentir maiores dificuldades a partir do minuto 23 (24-27) quando as duas jogadoras adversárias mais influentes (Satoranská e Vyoralová) acertaram mais dois triplos no parcial de 2-7, com o treinador luso a pedir novo desconto de tempo no minuto 25 (aos 26-34). A desvantagem subiria ainda para 10 pontos (26-36, 29-39 e 31-41), mas Joana Canastra, numa jogada de 2+1 reduzia para 34-41 a 48 segundos do termo do 3º período.No derradeiro quarto (17-17) a República Checa chegou à maior diferença (12 pontos) no minuto 34 (38-50). Foi o ponto de partida para uma enérgica reacção da selecção portuguesa que com Jéssica Almeida assumir as despesas no tocante à marcação de pontos colocou a equipa anfitriã em sentido, após um parcial de 8-2. Acto contínuo a seleccionadora checa Romana Ptackova parava o cronómetro aos 46-52, à entrada do minuto 38. Por banda das adversárias era Thérese Vyoralová (9 pontos neste período) que carregava com a sua equipa fazendo 2 cestos consecutivos (46-54 e 46-56), obrigando o seleccionador luso a esgotar os descontos de tempo, no minuto 39. O 2º triplo de Joana Jesus, após passe decisivo de Jéssica Almeida, ainda no minuto 39 (49-56) e depois 2 lances livres convertidos por Jéssica Almeida (51-56) obrigaram também a treinadora checa a esgotar os descontos de tempo, para se colocar a coberto de qualquer surpresa, o último a 17 segundos da buzina. A MVP Monika Satoranská selaria o resultado final da linha de lance livre.Resultado final: Portugal 51-58 República Checa Destaque nas vencedoras para as prestações de Monika Satoranská, MVP (24,0 de valorização) e melhor ressaltadora do encontro, ao fazer um duplo-duplo (16 pontos, 2/3 nos triplos, 12 ressaltos sendo metade ofensivos, duas assistências, 1 roubo e uma falta provocada com 2/2 nos lances livres), Thérese Vyoralová , melhor marcadora da partida (18 pontos, 3 /4 nos triplos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, duas assistências, 2 roubos e 7 faltas provocadas com 5/8 nos lances livres) e Beáta Adamcová (8 pontos, 4/6 nos duplos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 1 roubo, 4 desarmes de lançamento e uma falta provocada). No seleccionado luso a mais valiosa (16,0 de valorização) foi Nádia Fernandes (7 pontos, 11 ressaltos sendo 2 ofensivos, 3 roubos, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas com 3/4 nos lances livres), seguida de Jéssica Almeida (15 pontos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, duas assistências, 1 roubo e 3 faltas provocadas com 3/4 nos lances livres). A vitória da República Checa foi baseada fundamentalmente na maior eficácia da linha de 3 pontos (23%-33%), com 7 triplos convertidos contra apenas 3 das portuguesas, na superioridade nas tabelas (45-50 ressaltos), nomeadamente na tabela defensiva (27-31), por ter sido mais colectiva (9-12 assistências) e por ter conseguido mais desarmes de lançamento (1-8).Portugal roubou mais bolas (10-7) e provocou mais faltas (18-15), com o aproveitamento na linha de lance livre a ser muito semelhante (77%-79%), pois enquanto as nossas representantes falharam 3 tentativas em 13, as checas desperdiçaram o mesmo número de lances livres em 14 tentados. Nos restantes indicadores houve muito equilíbrio, particularmente nos turnovers (15 para cada lado) e nos lançamentos de 2 pontos (30% para ambos). Ficha de jogo Sport Hall em Albena Portugal (51) – Jéssica Almeida (15), Joana Jesus (10), Laura Ferreira (4), Inês Pinto (1) e Nádia Fernandes (7); Inês Viana (3), Joana Canastra (7), Mafalda Guerreiro (4), Jéssica Costa e Joana Alves República Checa (58) – Eliska Mircová (10), Barbora Samková, Tereza Vyoralová (18), Beáta Adamcová (8) e Monika Satoranská (16); Pamela -Therese Effongova (4), Nada Salacová, Radka Brhelová, Anezka Skokanová, Petra Bakajsová e Aneta Mainclová (2) Por períodos: 11-10, 11-15, 12-16, 17-17Árbitros: Oliver Krause (GER), Alin Faur (ROU) e Nikola Perlic (CRO) Outros resultados da 6ª jornada: Israel 39-61 BélgicaAmanhã é o 2º dia de descanso da competição. Jogos da 7ª jornada (6ª feira):(13H45) Grã Bretanha-Israel (16H00) República Checa-Macedónia (18H15) Letónia-Portugal(20H30) Bélgica-Roménia
Solidariedade em tempos de crise
Que o diga o atleta Krassimir Pereira, já que durante o estágio realizado pelos Sub-18 em Paços de Ferreira, viu, em parte, resolvidos os seus problemas da visão. A Federação Portuguesa de Basquetebol agradece ao Centro Óptico Vale do Sousa, na pessoa da Manuela, bem como a simpatia e grande coração da Sílvia, que fizeram questão de oferecer lentes de contacto e óculos ao atleta nacional.
Ninguém poderia ficar indiferente à alegria estampada no rosto do jogador, que pela primeira vez na sua vida conseguia ver na perfeição. Um contributo que melhora assim significativamente a sua qualidade de vida, bem como potencia o seu desempenho individual na nossa Seleção. De enaltecer o gesto dos restantes companheiros, que fizeram questão, de pessoalmente, agradecerem a ajuda prestada ao companheiro de equipa. O primeiro triplo que conseguir terá de ter uma dedicatória especial…!
Argumentos das lusas fizeram a diferença no 4º período
Para os objectivos do seleccionado luso este era um encontro decisivo. A Bulgária ainda só tinha uma derrota e tem o handicap de jogar em casa, com o apoio do seu público. Mas conhecendo bem os pontos fortes das anfitriãs, a equipa técnica portuguesa (Eugénio Rodrigues e José Araújo) delineou uma estratégia que lhe permitiu desferir o golpe de misericórdia no último quarto (10-25). O 1º período (16-18) foi pautado pelo equilíbrio, ainda que a Bulgária tenha entrado melhor na partida, chegando a 10-3 (minuto 4), após 2 triplos consecutivos de Borislava Hristova e Iva Kostova. O treinador luso parou de imediato o cronómetro e as rectificações deram resultado porque em menos de um minuto o prejuízo já estava anulado (10-10), com um parcial de 0-7, graças a 1 triplo e 1 duplo de Joana Jesus e a um 2º lançamento convertido por Nádia Fernandes, depois de ter ganho um ressalto ofensivo. Prosseguiu o equilíbrio (13-13, 15-15 e 16-16), desfeito em cima da buzina com um cesto de Joana Canastra.No 2º quarto (16-10), depois de uns primeiros minutos em que a toada foi de alternância (21-22), Portugal ganhou uma ligeira vantagem (22-28) no minuto 15. O inconformismo das búlgaras levou-as a ter uma reacção determinada, impondo um parcial de 10-0 em pouco mais de 5 minutos. Ao intervalo a Bulgária já estava na frente (32-28). O acumular de faltas nas nossas representantes, em acto de lançamento, traduziu-se em 11 idas à linha de lance livre, com 7 lances convertidos.No 3º período (14-15) a selecção portuguesa reentrou determinada em encostar o resultado, o que conseguiu logo no minuto 21 (32-32). Mas um parcial de 12-4 consentido pelas lusas, em 4 minutos, com 2 triplos de Dimitrova (35-32 no minuto 22) e Iva Kostova (40-32 dois minutos volvidos), completados com 2 duplos consecutivos de Hristova( 42-36 e 44-36), obrigou Eugénio Rodrigues a pedir mais um desconto de tempo, no minuto 26. A reacção lusa não se fez esperar e no minuto 29 Nádia Fernandes da linha de lance livre reduzia o prejuízo para 44-43, fechando um parcial de 0-7, depois de Laura Ferreira (44-40) e Mafalda Guerreiro (44-42) terem convertido dois contra-ataques, ambos no minuto 28, fazendo com que o treinador búlgaro Tzanko Tzankov parasse o cronómetro logo a seguir. No minuto 29 Iva Kostova ia para o banco com 4 faltas, mas Iva Georgieva que a substituíra, faria o 46-43, ao cabo de 30minutos jogados.No último quarto (10-25) as coisas mantiveram-se equilibradas até ao minuto 37 (54-56), com a Bulgária a ir buscar o resultado, depois de estar a 5 pontos (49-54), no minuto 35. Um parcial de 0-10, a partir dos 54-56, em cerca de 3 minutos sentenciou o encontro (54-66), com 36 segundos para jogar. Ainda haveria tempo para Iva Kostova reduzir (56-66) e depois fazer a 5ª falta sobre Laura Ferreira, que não tremeu da linha de lance livre, selando o resultado (56-68) a 21 segundos do termo. Resultado final: Bulgária 56-68 PortugalDestaque na selecção de Portugal para as prestações de Jéssica Almeida, MVP da partida (25,0 de valorização) e melhor marcadora do jogo, ao contabilizar 22 pontos, 9/14 nos duplos, 4 ressaltos sendo metade ofensivos, duas assistências e 5 faltas provocadas, com 4/4 nos lances livres e de Nádia Fernandes (21,5 de valorização), melhor ressaltadora do encontro (7 pontos, 3/5 nos duplos, 15 ressaltos sendo 4 ofensivos, 2 roubos e 4 faltas provocadas, com 1/2 nos lances livres). Bons contributos ainda de Laura Ferreira (10 pontos, 6 ressaltos defensivos, 3 assistências e 5 faltas provocadas, com 6/8 nos lances livres), Inês Pinto (9 pontos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, duas assistências, 2 roubos e uma falta provocada) e Joana Jesus (10 pontos, 2/3 nos triplos, 3 ressaltos defensivos, duas assistências e duas faltas provocadas com 2/2 nos lances livres).Na congénere anfitriã, as mais valiosas foram Borislava Hristova (16 pontos, 2/6 nos triplos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências e 3 faltas provocadas), Gabriela Kostova (6 pontos, 7 ressaltos, 3 assistências e duas faltas provocadas, com 2/2 nos lances livres) e Hristina Tyuntyundzhieva (8 pontos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e 4 faltas provocadas, com 6/7 nos lances livres). Radostina Dimitrova (7 pontos, 6 ressaltos sendo metade ofensivos, 4 assistências, 2 roubos, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas, com 4/6nos lances livres) e a atiradora Iva Kostova (13 pontos, 3/9 nos triplos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo e 2 roubos) foram penalizadas nas respectivas valorizações por terem sido excluídas e ainda pela fraca eficácia de lançamento, nomeadamente Dimitrova que fez 0/9 em duplos.O êxito luso baseou-se fundamentalmente na maior eficácia de lançamentos de campo (31%-42%), assente nos lançamentos de 2 pontos (32%-45%), no ter ganho a luta das tabelas (31-43 ressaltos), tanto na tabela defensiva (19-30) como na ofensiva (12-13) e ainda por ter provocado mais faltas (15-21), com melhor aproveitamento da linha de lance livre (68%-83%), desperdiçando apenas 3 tentativas em 18, contra 6 falhanços das búlgaras em 19 tentados.Por seu turno a Bulgária foi ligeiramente mais eficaz da linha dos 3 pontos (29%-27%), convertendo 7 triplos contra 3 da portuguesas, foi mais colectiva (12-10 assistências), conseguiu mais roubos (9-7), cometeu menos erros (14-15 turnovers) e fez mais desarmes de lançamento (3-1).Ficha de jogoSport Hall em AlbenaBulgária (56) – Kristina Peychinova (3), Borislava Hristova (16), Iva Kostova (13), Radostina Dimitrova (7) e Gabriela Kostova (6); Iva Georgieva (3), Hristina Tyuntyundzhieva (8), Kalina Aksentieva e Mariya SvetoslavovaPortugal (68) – Jessica Almeida (22), Joana Jesus (10), Laura Ferreira (10), Inês Pinto (9) e Nádia Fernandes (7); Joana Canastra (4), Inês Viana (4), Mafalda Guerreiro (2) e Raquel Jamanca Por períodos: 16-18, 16-10,14-15,10-25Árbitros: Arnis Ozols (LAT), Petar Denkovski (MKD) e Mila Cavara (BIH)Outros resultados:4ª jornada: Roménia 54-74 Bulgária; Israel 34-74 República Checa5ª jornada: Bélgica 79-42 Grã Bretanha; República Checa 74-62 Roménia; Letónia 83-52 IsraelJogos para amanhã (6ª jornada)(13H45) Portugal-República Checa (16H00) Israel-Bélgica (18H15) Macedónia-Bulgária(20H30) Roménia-Letónia
Último quarto foi decisivo no êxito de Portugal
Decisivo para o êxito luso foi a prestação no derradeiro quarto (20-11), em que as comandadas de Eugénio Rodrigues impuseram um parcial de 13-0 em 6 minutos, operando deste modo a reviravolta, já que no final do 3º período a vantagem era de 7 pontos (35-42) para a Macedónia.
No 1º período (6-7) a fraca eficácia para ambos os lados foi a nota dominante, com o primeiro cesto luso a ser obtido no minuto 3 quando Nádia Fernandes igualou a contenda (2-2). Até esse momento Portugal já tinha desperdiçado 8 lançamentos de campo (3 triplos e 5 duplos). Nos 10 minutos iniciais as nossas representantes tentaram 20 lançamentos de campo, dos quais apenas 2 convertidos (10%), continuando em branco atrás da linha dos 3 pontos (0/6).No 2º quarto (17-16) as coisas melhoraram um pouco em termos de eficácia, nomeadamente nos tiros do perímetro com Mafalda Guerreiro e Laura Ferreira (2) a acertarem os primeiros triplos lusos, enquanto a Macedónia ia levando a água ao seu moinho, provocando muitas faltas em acto de lançamento. O intervalo chegou com uma igualdade (23-23).Na 1ª metade Portugal tinha mais posses de bola, fruto de mais ressaltos ofensivos que o adversário (11-7) e também de menos turnovers (4-9), consequência de ter roubado mais bolas (5-3). Mas a eficácia, embora tivesse melhorado, mantinha-se muito baixa (22% nos duplos e 23% nos triplos), conduzindo a uns fraquinhos 22,5% nos lançamentos de campo (9/40), contra 25% da Macedónia (6/24) a que juntava mais 11 pontos obtidos da linha de lance livre, fruto de mais faltas provocadas (9-12).No 3º período (12-19) a toada de equilíbrio continuou a ser uma constante até ao minuto 29 (35-36), com as diferenças a oscilarem entre 1 e 4 pontos e algumas situações de empate de permeio (25-25 e 29-29). Utilizando com a propósito o contra-ataque, a Macedónia em menos de minuto e meio, impôs um parcial de 0-6, que fixou o resultado em 35-42 ao cabo de 30 minutos jogados.Entrando muito fortes e determinadas no derradeiro quarto (20-11), as jogadoras portuguesas conseguiram um parcial de 13-0 em menos de 6 minutos. Inês Viana deu o mote com 5 pontos consecutivos (1 duplo e 1 triplo) obrigando o treinador adversário a pedir um desconto de tempo, no minuto 33 (40-42). Mas Portugal não abrandou o ritmo e utilizando também transições rápidas chegou aos 46-42, com mais 5 pontos consecutivos, estes de Joana Canastra (1 duplo e 1 triplo) e depois aos 48-42, quando Jessica Almeida não tremeu da linha de lance livre depois de ter sido travada em falta no minuto 36. A Macedónia só voltou a acertar com o cesto, através da base Mitrasinovic, ao converter 2 lances livres no minuto 37 (48-44), depois de mais de 6 minutos a seco. Joana Canastra (excluída aos 53-49) ainda concluiria um contra-ataque (50-44), no mesmo minuto 37. Um triplo de Aleksandra Stojanovska , na conclusão de outro contra-ataque (51-47) ainda mantinha acesa a chama da esperança macedónia, com 2 minutos e 28 segundos para jogar, mas Jessica Almeida (53-47), Nádia Fernandes (54-49) de novo Jessica Almeida (55-51), não permitiram que o adversário conseguisse a reviravolta. Mitrasinovic ainda reduziu para 55-53, mas com 7 segundos para jogar já não houve tempo para mais. Resultado final: Portugal 55-53 MacedóniaDestaque na equipa portuguesa para Jessica Almeida (18,5 de valorização), ao conseguir 17 pontos, 3 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 1 roubo e 5 faltas provocadas, com 7/8 nos lances livres. Foi bem acompanhada por Laura Ferreira (9 pontos, 2/5 nos triplos, 9 ressaltos sendo 5 ofensivos, duas assistências e 6 faltas provocadas com 3/6 nos lances livres), Nádia Fernandes (6 pontos, 10 ressaltos sendo metade ofensivos, duas assistências, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas) e Mafalda Guerreiro (7 pontos, 1/3 nos triplos, 8 ressaltos sendo 2 ofensivos, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e 4 faltas provocadas). Na selecção da Macedónia excelente prestação de Aleksandra Stojanovska, MVP da partida (22,0 de valorização) ao contabilizar 17 pontos, 1/2 nos triplos, 9 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 3 desarmes de lançamento e 4 faltas provocadas, com 6/6 nos lances livres. Foi bem secundada por Nena Trajchevska (9 pontos, 9 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência, 1 roubo e 4 faltas provocadas, com 3/4 nos lances livres).A vitória lusa assentou basicamente no menor número de erros (10-20 turnovers), no maior colectivismo (12-7 assistências), no maior número de roubos (12-3), na maior eficácia nos tiros de 3 pontos (25%-9%) e por ter ganho mais ressaltos ofensivos (19-12). Por seu turno a Macedónia ganhou a luta das tabelas (40-46 ressaltos), nomeadamente a tabela defensiva (21-34 ressaltos), foi mais eficaz nos duplos (43%-29%) e nos lançamentos de campo (28%-35%) e provocou mais faltas (23-25), com a curiosidade de ambas as equipas terem falhado 10 lances livres. Ficha de jogoSport Hall em Albena Portugal (55) – Jessica Almeida (17), Joana Jesus (4), Laura Ferreira (9), Inês Pinto e Nádia Fernandes (6); Inês Viana (5), Joana Canastra (7) e Mafalda Guerreiro (7) Macedónia (53) – Andzelika Mitrasinovic (12), Arin Agic, Nena Trajchevska (9), Angjela Davitkova e Aleksandra Stojanovska (17); Sofija Lazareska, Dragana Jolovik (7), Leterija Temelkova (6) e Ivona Pejkovska (2) Por períodos: 6-7, 17-16, 12-19, 20-11Árbitros: David Romano (Israel), Vaclav Lukes (República Checa) e Simon Unsworth (Inglaterra)Outros resultados2ª jornada: Israel 66-48 Macedónia
Sub-18 perdem particular
Uma derrota por cinco pontos (58-63), num jogo bem conseguido, mas em que o início do segundo tempo comprometeu as aspirações da formação nacional. O próximo encontro será frente à Dinamarca, na próxima quinta-feira, igualmente na capital da Sérvia.
Consciente que iria defrontar a equipa medalhada com o bronze no último Campeonato da Europa – Divisão A do escalão de Sub-16, Portugal não entrou bem no jogo. A transição defensiva deixava muito a desejar, situação bem aproveitada pelos sérvios para somar contra-ataques. No ataque, o tiro exterior teimava a não entrar, razão pela qual a Seleção perdia por seis pontos no final do 1º período (18-24).No segundo período, corrigida que foi a recuperação defensiva, bem como a eficácia no tiro de longa distância (5/6 de 3 pontos), os jovens portugueses deram a volta ao marcador até se atingir o intervalo (42-35).Mas o descanso não fez bem ao conjunto nacional, que recomeçou a etapa complementar de uma forma desastrada. Principalmente no capítulo ofensivo, já que esteve quase sete minutos sem conseguir qualquer ponto. Se a isto juntarmos o facto de ter sido dominado por completo na luta do ressalto (19-37), a seleção Sérvia vencia no final do 3º período por 53-47.Nos últimos 10 minutos, Portugal lutou por um resultado positivo e um triplo de Luís Câmara, a poucos segundos do final, colocava a equipa portuguesa a dois pontos de distância (58-60). Mas a conquista de mais um ressalto ofensivo culminou com mais uma ação atacante dos sérvios em cesto e falta, quando Portugal poderia ter beneficiado de uma posse de bola que desse a vitória.Na equipa portuguesa alinharam e marcaram: Krassimir Pereira, João Guimarães (5 pontos), Sérgio Silva (11 pontos), Pedro Marques (5 pontos), Pedro Meireles (5 pontos), Luís Câmara (10 pontos), Benvindo Mendes (11 pontos), Isaías Insaly (10 pontos), Francisco Amiel, Diogo Gameiro, Daniel Relvão e Nuno Ferreira (1 ponto).
Aprender com os erros
Os erros cometidos na véspera foram retificados e o triunfo surgiu com naturalidade.
No encontro de sábado a jovem Seleção portuguesa pecou pela forma como entrou na partida, mas depois de identificado o problema por parte da equipa técnica nacional, a questão foi resolvida. “Entrámos bem melhor no jogo, fomos mais intensos e criámos problemas à Roménia”, constata o selecionador André Martins, visivelmente satisfeito com o desempenho dos seus atletas. “Jogámos em equipa e estivemos mais concentrados em relação ao encontro de ontem. Retificámos algumas coisas, nomeadamente a intensidade com que entrámos na partida, e conseguimos estar sempre à frente no marcador.”Na véspera André Martins admitira que o fator casa tivera algum peso, mas este domingo, refere, não foi determinante. “Claro que jogar em casa, ainda para mais em encontros internacionais, é sempre importante. Mas a grande diferença teve a ver com a intensidade; nesse aspeto estivemos melhor que eles e isso perturbou a equipa da Roménia”, sublinha o treinador, frisando: “Fomos intensos na defesa e no ataque conseguimos circular bem a bola. Por outro lado, melhorámos a questão do ressalto defensivo, que tem sido uma das nossas lacunas.”Roménia 63-72 PortugalParciais: 13-20; 16-12; 20-20; 14-20Por Portugal alinharam e marcaram:Henrique Piedade, 11 pts*Emanuel Sá, 0Júlio Silva, 0João Ribeiro, 6*Jonah Callenbach, 7*Miguel Cardoso, 18João Gallina, 0Diogo Ventura, 3Bruno Cabanas, 4*João Grosso, 3*Artur Castela, 11Pedro Bastos, 9*TitularesA Seleção Nacional realiza um último particular na próxima terça-feira, diante da Grã-Bretanha. O Campeonato da Europa inicia-se na sexta-feira, em Pitesti, com Portugal incluído no Grupo B, juntamente com a Suíça, a Holanda, a Finlândia e o Chipre.
Derrota para tirar ilações
Os erros serão retificados na segunda partida, este domingo.
Já em solo romeno a Seleção de Sub-20 masculina realizou um primeiro ensaio frente à equipa da casa, que não correu como desejado. “Entrámos mal no encontro”, conta o selecionador André Martins. “Ao intervalo perdíamos por 22 pontos (20-42) e quando tentámos recuperar já não conseguimos ir buscar o jogo, pois a diferença era muito grande.” O treinador acrescenta que a equipa da Roménia é muito forte fisicamente, tem jogadores de elevada estatura (incluindo um poste de 2,15 metros…), o que criou dificuldades à Seleção Nacional. “Perdemos, mas este encontro serviu de aprendizagem. Sabemos que do primeiro ao último minuto temos de jogar de forma muito intensa, porque só assim vamos vencer jogos no Campeonato da Europa. Temos de dar tudo defensivamente para contrariar as áreas onde os outros são mais fortes.”André Martins sublinha que o grupo está muito motivado e a postos para os compromissos que terá pela frente entre 12 e 21 deste mês, na cidade romena de Pitesti. “A equipa tem trabalhado bem, os jogadores têm tido uma entrega fabulosa nos treinos e em competição. Este grupo já mostrou que pode fazer coisas positivas e que tem valor. Hoje defrontámos uma seleção que jogou em casa, diante do seu público, e nós não conseguimos entrar bem no encontro, mas vamos retificar isso na próxima partida.”No Campeonato da Europa (Divisão B) Portugal está incluído no Grupo B juntamente com a Suíça, Holanda, Finlândia e Chipre.
Três jogadores dispensados
Cristóvão Cordeiro, Carlos Ferreirinho e Rafael Wildner, três jovens de grande valia e com um enorme futuro na equipa portuguesa, foram os atletas dispensados.
Trabalharam com afinco, entregaram-se de corpo e alma à equipa nacional, mas o selecionador Mário Palma teve de fazer escolhas e acabou por dispensar Cristóvão Cordeiro, Carlos Ferreirinho e Rafael Wildner dos trabalhos da Seleção, que, recorde-se, prepara a primeira fase de qualificação para o Eurobasket de 2015.Não se trata, todavia, de um adeus destes jogadores à equipa de todos nós. Muito pelo contrário. São três jovens com grande qualidade, que certamente ainda terão muito para dar ao basquetebol português, tanto ao nível dos clubes (se por cá ficarem) como na Seleção Nacional. Assim sendo, mantêm-se na equipa 14 elementos:Miguel MirandaJoão SantosCarlos AndradeJoão GomesMário FernandesCláudio FonsecaMarco GonçalvesJosé SilvaTomás BarrosoJosé BarbosaAntónio PiresMiguel QueirozPedro BeloJoão BalseiroMário Palma vai proceder a um novo “corte” depois do torneio de Vila Real, que se disputa entre 19 e 21 do corrente mês, prescindindo, então, de mais dois elementos.Mas antes disso, a 13 e 14 deste mês, Portugal vai realizar dois encontros de preparação com a Áustria, em Águeda.A equipa continua concentrada em Aveiro, mudando-se para Águeda dia 11, onde realiza um treino às 18 horas.
Novo triunfo dos Sub-18
Um jogo que teve a particularidade de ter as bancadas preenchidas pelos jovens atletas que participaram na III Edição das Festas do Minibasquete. Entretanto, Carlos Seixas divulgou a lista final dos eleitos que vão ao Europeu, na Macedónia.
Apesar da diferença pontual entre as duas equipas se tenha repetido (11 pontos), o próprio resultado deixa perceber que Portugal não esteve tão bem a defender. Principalmente durante a primeira parte, período em que os austríacos demonstraram que têm bons valores na sua Seleção.Na etapa complementar o jogo esteve quase sempre fechado, e só derradeiro quarto a formação nacional conseguiu fugir no marcador. A eficácia do lançamento foi novamente um problema, se bem que as situações de lançamento confortável aparecessem com naturalidade.A defesa zona causou alguns problemas ao ataque português, principalmente porque era notória a falta de rigor tático para executar corretamente os movimentos ofensivos. O jogo serviu igualmente para confirmar os problemas que esperam Portugal no próximo Europeu, sobretudo no que diz respeito à defesa de jogadores interiores de elevada estatura.No final do encontro não houve muito tempo para celebrar, já que se sentia a tensão do momento de anunciar os 12 jogadores que seguem para a Macedónia. Depois de ponderados todos os fatores, e na procura de um grupo equilibrado e o mais bem preparado possível para responder a todo tipo de problemas, Carlos Seixas optou por não levar a Strumica Diogo Brito, João Lucas e António Moreira.Lista dos jogadores convocados:Pedro MarquesDiogo GameiroFrancisco AmielNuno FerreiraSérgio SilvaPedro MeirelesJoão GuimarãesLuís CâmaraBenvindo MendesDaniel RelvãoIsaías InsalyKrassimir Pereira
Trinta minutos de luxo e depois foi sofrer até ao final
É preciso não esquecer que as romenas só têm uma jogadora abaixo do 1,70 m, a base Dumitrache (1,68 m) e contam com 6 acima do 1,85 m, das quais 4 com 1,90 m ou mais. A vitória muito suada e apertada (67-64) foi obra de um colectivo muito unido, com contributos de dez jogadoras, com todo o banco a torcer pela equipa até ao último segundo, face á aproximação perigosa do adversário que, depois de ter estado a perder por 20 (por duas vezes, 42-62 e 45-65, ambas no minuto 32, já no 4º período) correu atrás do prejuízo e foi reduzindo gradualmente a diferença até se fixar à distância de um triplo (64-67), quando Sonia Ursu acertou a sua 2ª bomba a 49 segundos da buzina.
No quarto inicial (19-21), com a Roménia a fazer gala do seu eficaz tiro exterior (4 triplos), Portugal usou as suas armas habituais (defesa agressiva, luta na tabela ofensiva e transição rápida criando situações de superioridade numérica). No 2º período (13-21) as nossas representantes aumentaram o ritmo, ganhando uma vantagem de 7 pontos (19-26), com um cesto de Joana Jesus no minuto 12. Mas a Roménia não se conformou e reduziu para a diferença mínima (29-30) no minuto 16. Um parcial de 0-7 dava a Portugal alguma tranquilidade (29-37) à entrada do minuto 18 e um triplo de Laura Ferreira (29-40) no minuto seguinte elevava os níveis de confiança das lusas que chegaram ao intervalo na frente (32-42). A diferença na 1ª parte explicava-se pela maior eficácia lusa nos lançamentos de 2 pontos (32%-44%), compensando a excelente performance das adversárias nos tiros do perímetro (56%-38%), com as romenas a converterem 5 triplos em 9 tentativas, contra 3 em 8 tentados do nosso lado. A superioridade na tabela ofensiva (8-14) e o maior número de roubos (2-10), conjugado com o menor número de erros (14-5 turnovers), davam-nos mais posses de bola, com reflexo nos 42 lançamentos de campo tentados contra apenas 28 do adversário.No 3º quarto (10-17) o seleccionado luso manteve a mesma toada, sempre na liderança do marcador, pese os esforços de Alexandra Dumitrache e Sonia Ursu, que se revelavam como as mais inconformadas das romenas. Quando Portugal chegou aos 32-47 (minuto 23), as nossas opositoras reagiram de imediato e em pouco mais de um minuto duas bombas de Ursu e Dumitrache e um duplo de Ursu, proporcionaram um parcial de 8-0 (40-47, no minuto 25). Mas a raça de Inês Viana não esteve pelos ajustes e com o seu estilo inconfundível carregou com a equipa, conseguindo 7 pontos consecutivos no parcial de 0-7 que colocou o marcador em 40-54 no minuto 27. E foi ainda Inês Viana que triplou para fixar o resultado no final dos 30 minutos (42-59), a 14 segundos da buzina.Não era previsível que Portugal quebrasse de rendimento da maneira que aconteceu nos derradeiros 10 minutos, fundamentalmente depois de termos ampliado a vantagem para 20 pontos, por duas vezes e ambas a cargo de Joana Jesus que acertou 2 triplos consecutivos (42-62 e 45-65, no minuto 32). Dumitrache, Ursu e Kirberg assumiam as despesas por banda das romenas e a almofada lusa foi-se esbatendo, minuto a minuto, sem que as coisas se alterassem. Eugénio Rodrigues parou o cronómetro no minuto 36 (55-65) e só depois disso é que Portugal voltou a acertar com o cesto (57-67), por intermédio de Jessica Almeida, assistida por Inês Viana. Faltavam 2 minutos e 40 segundos para jogar e ainda tivemos que sofrer até ao fim, com o coração nas mãos. Com mais 2 triplos (Kirberg aos 60-67 e Ursu aos 64-67), este a 49 segundos do apito final, a Roménia manteve a esperança até aos derradeiros instantes. A 7 segundos da buzina as romenas falham um duplo e Laura Ferreira, capturando o seu 10º ressalto na partida, garantiu o êxito para as nossas cores. Resultado final: Roménia 64-67 PortugalDestaque nas vencedoras para a dupla formada por Inês Pinto, MVP do encontro (20,5 de valorização) ao contabilizar 4 pontos, 9 ressaltos sendo 4 ofensivos, uma assistência, 1 roubo, 2 desarmes de lançamento e 3 faltas provocadas, acompanhada de perto por Inês Viana (19,0 de valorização) que somou 18 pontos, 1/2 nos triplos, 3 ressaltos sendo 1 ofensivo, 4 assistências, 1 roubo e 4 faltas provocadas, com 3/4 nos lances livres. Laura Ferreira que teve excelente prestação na 1ª metade (12 pontos), secundou-as bem ao fazer um duplo duplo (14 pontos, 3/11 nos triplos, 10 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência, 4 roubos e 5 faltas provocadas). Foi penalizada na sua valorização pelos 5 turnovers e pela fraca eficácia no lançamento. Na selecção da Roménia as mais valiosas foram Alexandra Dumitrache (13 pontos, 3/3 nos triplos, 4 ressaltos defensivos, 4 assistências, 1 roubo e duas faltas provocadas com 2/2 nos lances livres), Sonia Ursu (15 pontos, 2/4 nos triplos, 9 ressaltos sendo 2 ofensivos, 3 assistências, 2 roubos e 3 faltas provocadas, com 3/4 nos lances livres) e a poste Arina Craciun (9 pontos, 7 ressaltos sendo 3 ofensivos, 3 assistências, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas). A vitória lusa assentou basicamente no menor número de erros cometidos (23-11 turnovers), no maior número de roubos (5-14), no maior número de ressaltos ofensivos ganhos (11-17), na maior eficácia nos duplos (30%-42%) e ainda por ter provocado mais faltas (16-19). Ao invés a Roménia foi mais colectiva (14-12 assistências), foi mais certeira no tiro exterior (56%-22%) e ganhou a luta das tabelas (47-44 ressaltos). Ficha de jogo Sport Hall em AlbenaRoménia (64) – Alexandra Dumitrache (13), Selena Kirberg (8), Sonia Ursu (15), Diana Moraru (6) e Arina Craciun (9); Dora Ardelean (4), Cristina Gavrila (3), Hanna Demeter (3), Iulia Raileanu (3) e Ana GrigorePortugal (67) – Jessica Almeida (10), Joana Jesus (12), Laura Ferreira (14), Inês Pinto (4) e Nádia Fernandes (3); Joana Canastra (6), Inês Viana (18), Mafalda Guerreiro, Raquel Jamanca e Joana Alves Por períodos: 19-21, 13-21, 10-17, 22-8Outros resultados da 2ª jornada: Bélgica 73-62 República Checa Jogos para amanhã (3ª jornada):(13H45) Letónia-Bélgica(16H00) Macedónia-Roménia(18H15) Bulgária-Israel(20H00) República Checa- Grã Bretanha Folga Portugal. No domingo é o primeiro dia de descanso.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
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