Artigos da Federaçãooo
Equipa técnica anuncia convocados e plano de trabalho
Além da equipa técnica nacional e do Presidente da FPB, estará presente na Conferência de Imprensa o Vereador da Câmara Municipal de Coimbra, Dr. Luís Providência, entidade que uma vez mais uniu esforços no inexcedível apoio que tem dado à modalidade e, em particular, à Selecção Nacional.
Limar as últimas arestas
A equipa técnica tem oportunidade de limar as últimas arestas até à véspera da partida para a Noruega que está agendada para a próxima 6ª feira. A comitiva viaja directamente do Centro de Estágio de Rio Maior para o Aeroporto de Lisboa na manhã do dia da viagem.
O primeiro jogo da 2ª volta é já no domingo, em Bergen, cidade costeira da Noruega, a cerca de 500 quilómetros da capital (Oslo). Recorde-se que no Verão de 2010, quando se iniciou a campanha para este Campeonato da Europa, Divisão B, o confronto com as norueguesas saldou-se pela única vitória lusa (69-35), em partida disputada em Coimbra, a 7 de Agosto. Depois perdemos em Ljubljana, com a Eslovénia (67-63), após prolongamento, fechando a 1ª volta com nova derrota em Norrköping, ante a Suécia (68-54). A selecção sueca lidera o Grupo A, invicta, seguida da Eslovénia (uma derrota), Portugal (duas) e Noruega (três). O seleccionador nacional Ricardo Vasconcelos não fez alterações em relação às 12 jogadoras que alinharam nos 4 jogos de preparação, realizados em Helsínquia (com a Finlândia) e no nosso país (com a Suiça), ou seja:Ana Fonseca (Olivais)Ana Oliveira (Algés)Carla Nascimento (ADBA – Espanha)Célia Simões (Boa Viagem)Débora Escórcio (ADBA – Espanha)Diana Neves (Boa Viagem)Joana Lopes (AD Vagos)Luiana Livulo (GDESSA)Maria João Correia (CAB Madeira)Michelle Brandão (Olivais)Sara Filipe (Algés)Tamara Milovac (CD Torres Novas) Para acertar os últimos pormenores a equipa técnica tem previstos treinos bidiários à excepção do dia de hoje (treino só à tarde).A comitiva chefiada pelo vice-presidente José Tolentino integra ainda os seguintes elementos:Seleccionador – Ricardo VasconcelosTreinadores Adjuntos – José Araújo e Eugénio RodriguesFisioterapeuta – Maria José PiresSecretário – Nuno Manaia
Portugal virou o resultado no 3º período
Foi preciso haver uma transfiguração quase total após o descanso, que chegou com as helvéticas na frente por 24-35, diferença alicerçada basicamente nos 10 minutos iniciais (7-16), para que as comandadas de Ricardo Vasconcelos conseguissem dar a volta ao resultado.Até ao intervalo a selecção helvética exerceu um domínio avassalador nas tabelas, ganhando mais 15 ressaltos que as nossas representantes, o que aliado à maior eficácia de lançamento explicava naturalmente a supremacia no marcador.No reatamento a atitude do seleccionado luso mudou drasticamente, passando a disputar todos os lances com grande determinação e pondo em campo uma agressividade defensiva que deu os seus frutos. Liderado pela base Carla Nascimento, o colectivo luso mostrou uma boa capacidade de reacção, com a reviravolta a surgir no minuto 27 (41-40). A partir daí Portugal não mais perdeu a liderança do marcador, tendo alcançado a maior vantagem (8 pontos) aos 56-48 já no último quarto, no minuto 36.O seleccionador da Suiça numa derradeira tentativa pediu o seu último desconto de tempo com 1 minuto e 55 segundos para jogar (aos 58-53), mas não conseguiu inverter a situação. Foi da linha de lance livre que o resultado sofreu alteração até aos números finais (59-57), com a melhor marcadora da partida, a nº 13 helvética (Twehues) a converter os 4 lances de que dispôs, selando o resultado já no minuto 40.O seleccionador luso como primeiro ponto positivo enalteceu « a boa resposta que a equipa deu na 2ª parte, já que até ao intervalo estávamos a perder a luta das tabelas. Como não temos ninguém dominante na luta dos ressaltos, tivemos que contar com todas.». Mais adiante Ricardo Vasconcelos referiu-se ao segundo ponto positivo:« Foi o 2º jogo consecutivo em que conseguimos 11 das 12 atletas utilizadas a marcar um cesto e isso agrada-me porque as jogadoras compreenderam a mensagem que lhes procurei transmitir, aquando do 1º confronto com a Finlândia.»Na selecção portuguesa o maior destaque vai para o colectivo, pela forma como soube reagir à adversidade. Todavia a mais valiosa foi Carla Nascimento (10 pontos, 2 ressaltos defensivos, 4 assistências, 2 roubos e 10 faltas provocadas, embora algo perdulária nos lances livres pois falhou 5 em 9 tentativas), bem acompanhada por Joana Lopes (12 pontos, 5 ressaltos defensivos, uma assistência e 3 faltas provocadas, com 3/3 nos lances livres). Uma palavra de estímulo para Tamara Milovac (6 ressaltos sendo 3 ofensivos), a melhor ressaltadora da equipa, mais confiante no seu papel.Da equipa helvética veio a MVP do encontro, com 26,0 de valorização: M. Giroud (15 pontos, 17 ressaltos sendo 6 ofensivos, uma assistência, 3 roubos e 4 faltas provocadas), bem secundada pela melhor marcadora do jogo, K. Twehues (21 pontos, 3 triplos, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 2 roubos e 12 faltas provocadas, com 6/7 nos lances livres) e por A. Kassongo (8 pontos, 4 ressaltos defensivos, 3 roubos e 1 desarme de lançamento).Em termos globais a vitória lusa assentou basicamente na melhor eficácia dos duplos (53%-46%), com os restantes indicadores a revelarem muito equilíbrio: assistências (9-7), roubos (11-12), turnovers (19-18), % de triplos (20%-22%) e % de lances livres (63%-62%). Ao invés as helvéticas foram superiores nas tabelas (26-37 ressaltos), embora tenha havido uma boa reacção lusa na 2ª parte (16-12 ressaltos), nomeadamente na tabela ofensiva (5-2 ressaltos). Ficha do jogo:Pavilhão Desportivo dos Lombos, em CarcavelosPortugal (59) – Carla Nascimento (10), Ana Oliveira (2), Joana Lopes (12), Sara Filipe (9) e Tamara Milovac (6); Ana Fonseca (5), Maria João Correia, Michelle Brandão (6), Débora Escórcio (2), Diana Neves (3), Célia Simões (2) e Luiana Livulo (2) Suiça (57) – B. Muller, A. Rol (2), K. Twehues (21), M. Giroud (15) e A. Kassongo (8); L. Thalmann (4), V. Doresfast (3), S. Kershaw, M. Milenkovic (1), M. Hechendom e E. Moldovanyl Por períodos: 7-16, 17-19, 28-10, 7-12Árbitros: Fernando Rezende, Pedro Rodrigues e Sónia TeixeiraHoje as duas selecções voltam a defrontar-se a partir das 20h30 no pavilhão do Algés.
Indiscutível a segunda vitória ante a Suiça
À medida que os minutos iam decorrendo aumentavam os níveis de confiança do colectivo de Ricardo Vasconcelos, que paulatinamente punha em campo todos os seus argumentos, alternando com a propósito o jogo interior com o tiro exterior (este em muito bom nível, com 8 triplos convertidos em 17 tentados, traduzindo-se nuns excelentes 47%).Depois de um 1º quarto com algum equilíbrio (20-19), devido à reacção helvética nos segundos finais, aproveitando algum abrandamento das lusas, no 2º período (20-7), a partir do minuto 13 (25-24) as comandadas de Ricardo Vasconcelos impuseram um parcial de 11-0 em pouco mais de 3 minutos, com Ana Fonseca a acertar duas bombas consecutivas (28-24 e 31-24, respectivamente no minuto 15 e 16), para Michelle Brandão fazer de seguida os 33-24, fechando Ana Oliveira esse parcial sem resposta adversária com um triplo (36-24, no minuto 18). Aos 31-24 (ainda decorria o minuto 16) o treinador da Suiça, o bósnio Tomic Milenko, ainda pediu um desconto de tempo com o objectivo de travar a embalagem das lusas, mas sem o conseguir pois Michelle Brandão, já no minuto 20, primeiro da linha de lance livre (convertendo os dois) e depois com um duplo quase em cima da buzina, fixou o resultado em 40-26, ao intervalo.No reatamento a poste Tamara Milovac, nitidamente mais confiante, assumiu as despesas no ataque das nossas cores com 6 pontos na área pintada, dando a maior vantagem (18 pontos) ao seleccionado luso aos 44-26 (minuto 21), respondendo Karen Twehues, de novo a melhor marcadora helvética, com dois cestos consecutivos, ambos no minuto 23, a reduzir para 44-30. Melhorando a eficácia no tiro exterior no 3º período (2 triplos, tantos quantos na 1º metade da partida) a formação suiça conseguiu equilibrar as operações, vindo mesmo a vencer este quarto (14-16), que terminou com a selecção portuguesa na frente (54-42). No último quarto (19-19) a Suiça encheu-se de brios e aproveitando algum abrandamento do colectivo luso conseguiu baixar a fasquia da dezena de pontos para uns perigosos 58-52 (apenas 6 pontos) no minuto 35. Antes já o seleccionador nacional parara o cronómetro (aos 58-48, no minuto 34), mas sem resultados práticos porque a equipa orientada por Tomic Milenko acreditava que ainda era possível a reviravolta. Acabou por ser um triplo de Joana Lopes (61-52, à entrada do minuto 36) a serenar os ânimos e a devolver a tranquilidade às suas companheiras. Depois num ápice mais duas bombas consecutivas de Ana Fonseca nos minutos 36 (64-53) e 37 (67-53) obrigaram o treinador Milenko a parar o jogo, com 3 minutos e 2 segundos ainda para jogar. A vitória já não fugia a Portugal ainda que a Suiça, muito voluntariosa nunca tivesse baixado os braços, reduzindo a diferença pontual que voltou a ser de 16 (aos 73-57, a meio minuto do termo) nos instantes finais para 12 (73-61), com Karen Twehues a converter o seu 2º triplo a escassos 4 segundos do termo.« Este seguramente foi o nosso jogo mais consistente dos 4 que fizemos em 5 dias, com uma viagem de regresso da Finlândia pelo meio. Melhorámos tanto do ponto de vista defensivo como ofensivo. Os 19 turnovers foram compensados com uma % altíssima de 3 pontos (47%), o que é muito bom. Todavia temos que baixar os 19 turnovers, que ainda é um número elevado.», sintetizou Ricardo Vasconcelos no seu comentário à partida. « Há dois aspectos positivos que quero realçar: primeiro a condição física que conseguimos apresentar nesta altura. O segundo aspecto é que voltámos a repetir as 11 jogadoras a marcar pontos, o que acontece pela 3ª vez consecutiva.», concluiu o seleccionador nacional.Destaque na selecção de Portugal para Joana Lopes, MVP do encontro, ao contabilizar 14 pontos, 60% nos lançamentos de campo (80% nos duplos e 40% nos triplos), 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências, 1 roubo e uma falta provocada), logo seguida da capitã Sara Filipe (6 pontos, 5 ressaltos sendo 4 ofensivos, 3 assistências, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas) e da temível triplista Ana Fonseca (12 pontos, 4/5 nos triplos, 1 ressalto defensivo e uma falta provocada). Referência ainda para as prestações de Ana Oliveira (11 pontos, 1 triplo e 2 roubos) e Carla Nascimento (6 assistências e 4 roubos) ainda que em noite infeliz nos lançamentos. Na selecção helvética saliência para o trio formado por Annie Kassongo, a mais valiosa (10 pontos, 4/5 nos duplos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos, 2 roubos e uma falta provocada), Karen Twehues (16 pontos, 2 triplos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência e 3 faltas provocadas) e Marielle Giroud (10 pontos, 5 ressaltos defensivos, 5 assistências, 2 roubos e 6 faltas provocadas, com 6/10 da linha de lance livre).Em termos globais, a vitória de Portugal assentou fundamentalmente na melhor eficácia de lançamentos de campo (51%-47%), tanto nos duplos (53%-52%) como nos triplos (47%-36%), aliado ao maior colectivismo (18-14 assistências), ao maior número de roubos de bola (12-8 roubos) e ao menor número de erros cometidos (19-25 turnovers). Ao invés a Suiça ganhou a luta das tabelas (25-28 ressaltos, com a coincidência de haver um empate na tabela ofensiva, com 7 ressaltos para cada lado) e provocou mais faltas (12-22). Mas na linha de lance livre as helvéticas foram mais perdulárias, falhando 6 das 22 tentativas (73%) enquanto as lusas estiveram irrepreensíveis (7/7). Ficha do jogoPavilhão Gomes Pereira, em AlgésPortugal (73) – Carla Nascimento, Ana Oliveira (11), Joana Lopes (14), Sara Filipe (6) e Tamara Milovac (8); Débora Escórcio (2), Ana Fonseca (12), Luiana Livulo (5), Maria João Correia (2), Michelle Brandão (6), Célia Simões (2) e Diana Neves (5)Suiça (61) – Bettina Muller, Alexia Rol, Karen Twehues (16), Annie Kassongo (10) e Marielle Giroud (10); Lara Thalmann (2), Sarah Kershaw (11), Marijana Milenkovic (6), Vanessa Dorestant (3), Marisa Heckendorn (2), Eva Moldovanyl (1) e Delphine MonnierPor períodos: 20-19, 20-7, 14-16, 19-19Árbitros: Carlos Santos, José Manuel Lopes e Rui Ribeiro
Preparação da Selecção
O técnico tinha deixado bem claro, durante a sua apresentação, que era imprescindível que fossem feitos jogos de preparação para que a equipa se conseguisse apresentar nos decisivos jogos de apuramento com o ritmo e a forma desportiva ideal. Uma deslocação a São Paulo, um Torneio Internacional em Guimarães e jogos amigáveis com a Suíça foram as soluções encontradas para dar competição internacional antes dos jogos de apuramento.
Depois do termo do playoff da Liga Portuguesa de Basquetebol vai ser anunciada a lista dos jogadores que irão integrar os trabalhos de preparação. Após a natural fase inicial de maior volume de trabalho e cargas físicas, os atletas nacionais terão os seus primeiros jogos de preparação no Brasil, mais concretamente em São Paulo, entre 8 e 18 de Julho, com a participação num torneio e mais dois jogos de controlo.De regresso a Portugal a Selecção irá estagiar em Guimarães, cidade que será palco de um torneio internacional, de 23 a 27 de Julho, com a presença das Selecções de Angola, Filipinas, Irão, Roménia e naturalmente a equipa nacional.Antes dos jogos decisivos, Portugal ainda se desloca até à Suiça para realizar os dois últimos jogos de controlo. Os encontros, que serão dois, disputados em casa de qualificação para o Europeu, vão ser em Coimbra, frente à Hungria dia 9 de Agosto, para dia 24 ser a vez da Finlândia, num jogo em que se espera que hajam motivos para festejar!
Finlandesas comprovaram que são mais fortes
E até entrou melhor na partida, já que decorrido o primeiro minuto vencia por 0-4. Num ápice, concretamente em 3 minutos, a poste Tamara Milovac fazia a 3ª falta, obrigando naturalmente Ricardo Vasconcelos a resguardá-la no banco, só voltando a reentrar a meio do 3º período (aos 50-30), decorria o minuto 25. Cinquenta segundos volvidos é-lhe assinalada a 4ª falta (ainda no minuto 25), tendo regressado ao banco. Voltaria a ser utilizada no último quarto (jogou mais 3 minutos), terminando com um total de 6,46 minutos jogados, o que é manifestamente pouco para a principal poste com que o seleccionador luso à partida conta para a desgastante luta das tabelas, na ausência da titularíssima e azarada Sónia Reis que se lesionou com gravidade ao serviço do Ros Cazares, da 1ª Liga espanhola. Serve isto para dizer que se ontem a arbitragem teve várias decisões no mínimo controversas, penalizando as nossas representantes, hoje no 2º jogo os juízes também demonstraram caseirismo, condicionando a postura das jogadoras lusas. Quando Portugal colocava dificuldades à selecção anfitriã, surgiam faltas para a equipa portuguesa. Isso foi notório no arranque do 3º período, nomeadamente quando as comandadas de Ricardo Vasconcelos equilibravam as operações (parcial de 5-7 até ao minuto 23), com o resultado em 46-32 depois de 41-25 ao intervalo, não deixando que a Finlândia disparasse no marcador, apareceram as faltas cirúrgicas assinaladas à nossa equipa, com manifesta dualidade de critérios. Se no 1º confronto a pecha principal foi o número elevado de turnovers aliado à fraca eficácia nos duplos, no encontro desta tarde melhorou-se em termos de erros cometidos (baixámos de 30 para 22) e também na eficácia dos lançamentos de 2 pontos (de 33% para 39%), mas em contrapartida estivemos irreconhecíveis nos lançamentos do perímetro, com uns fraquíssimos 14% (2 triplos de Ana Fonseca em 14 tentativas da equipa). Ganhámos as tabelas (30-39 ressaltos), com realce para a tabela ofensiva (16 ressaltos conquistados contra apenas 5 das adversárias), mas no somatório das perdas e ganhos o balanço voltou a ser-nos desfavorável.« Do ponto de vista físico a resposta da equipa foi boa relativamente ao momento da preparação. Contudo vamos ter que descobrir soluções tácticas para as constantes miss-match (diferenças de estatura e peso) que os adversários exploram de uma forma sistemática. », analisou o seleccionador luso no final da partida. « Apesar de termos melhorado os turnovers, a fasquia de 22 ainda não é suficiente. Temos que os baixar. E da forma como esta equipa está construída não podemos ter só 14% de eficácia no tiro exterior.», completou Ricardo Vasconcelos.A MVP do encontro foi a poste finlandesa Taru Tuukkanen (18,0 de valorização), ao contabilizar 21 pontos, 4 ressaltos defensivos, uma assistência, 1 roubo e 5 faltas provocadas, com 5/7 nos lances livres. Aos 34 anos, a experiência adquirida ao longo de muitas épocas em Espanha aliada à sua envergadura e peso ainda é de grande utilidade. Foi bem secundada pela base (que não entrou no cinco) Reetta Piipari que esteve mortífera nos tiros de 3 pontos (4 em 8 tentados), terminando com 14 pontos, 1 ressalto defensivo e 4 assistências.Na selecção portuguesa a mais consistente voltou a ser a polivalente Joana Lopes (12 pontos, 8 ressaltos sendo 3 ofensivos e 6 faltas provocadas, estando irrepreensível da linha de lance livre ao converter as 6 tentativas de que dispôs), bem acompanhada por Carla Nascimento (9 pontos, 3 ressaltos, duas assistências e 3 faltas provocadas, com 3/4 nos lances livres) e Ana Oliveira (9 pontos, 4 ressaltos sendo 3 ofensivos, 2 roubos e 4 faltas provocadas, com 3/3 nos lances livres). Ficha do jogoTikkurila Sport Hall, em HelsínquiaFinlândia (89) – Anette Juvonen (4), Heta Korpivaara (11), Dionne Pounds (1), Tiina Sten (8) e Taru Tuukkanen (21); Vilma Kesanen (5), Minna Sten (10), Reetta Piipari (14), Krista Gross (6), Henna Salomaa (5), Henna Koponen (1) e Hanna Vapamaa (3)Portugal (57) – Carla Nascimento (9), Ana Oliveira (9), Joana Lopes (12), Sara Filipe (2) e Tamara Milovac (2); Ana Fonseca (6), Débora Escórcio (3), Diana Neves, Michelle Brandão (4), Célia Simões (4), Maria João Correia (4) e Luiana Livulo (2)Por períodos: 23-15, 18-10, 23-14, 25-18Árbitros: Seppo Nystrom, Ville Alijarvi e Jaakko Kaunisto A comitiva portuguesa regressa amanhã a Lisboa, com chegada prevista para as 15H55 no voo 1168 da Lufthansa, seguindo para o Inatel (Oeiras) onde ficará instalada até ao final deste estágio (próximo sábado), que inclui mais 2 jogos de preparação, desta feita com a congénere da Suiça, depois de amanhã (3ª feira, no pavilhão dos Lombos) e na 4ª feira (dia 25) no pavilhão do Algés, com o início de ambas as partidas marcado para as 20H30.
Equilíbrio só houve no 1º quarto
A derrota por números algo pesados (82-54) aconteceu basicamente devido ao elevado número de turnovers (30) e à fraca eficácia nos lançamentos de 2 pontos (33%), indicadores em que as anfitriãs estiveram bem mais consistentes (15 e 49%, respectivamente).Enquanto houve forças e clarividência, o equilíbrio foi a nota dominante (20-20 nos 10 minutos iniciais), com o tiro exterior das lusas (57% com 4 triplos convertidos em 7 tentativas) a compensar o maior poder físico das adversárias na área pintada, traduzido numa boa percentagem nos duplos (64%).No 2º período os erros do nosso seleccionado aumentaram em flecha (de 4 turnovers passámos para 13), pelo que a diferença pontual ao intervalo (40-27) reflectia a dificuldade das pupilas de Ricardo Vasconcelos em se libertar da marcação contrária e atacar o cesto nas melhores condições. Algumas decisões controversas da arbitragem, punindo sistematicamente as nossas jogadoras (15 faltas marcadas a Portugal contra 7 da Finlândia, na 1ª parte) ajudavam também a explicar a diferença, com as anfitriãs a irem para a linha de lance livre em muito maior número de vezes (18 contra apenas 5, até ao intervalo).Na 2ª metade as coisas não se modificaram porque entretanto o carregar de faltas em algumas das nossas pedras mais influentes (caso de Joana Lopes, que fez a 4ª falta no minuto 22, aos 46-27), sendo excluída no início do último quarto (minuto 31, aos 62-45), enfraqueceu as capacidades lusas em se bater com algum êxito ante a superioridade adversária. Um parcial de 10-0 consentido em 5 minutos obrigou o seleccionador luso a pedir um segundo desconto de tempo no minuto 36 (aos 72-45), com alguns resultados práticos, pois até ao final da partida a diferença não se avolumou.Para Ricardo Vasconcelos « uma equipa que faz 30 turnovers não pode pensar em ganhar nem tão pouco ser competitiva ». Perspectivando o jogo de amanhã « é necessário mostrar outro carácter e fazer entender que as 12 atletas estão cá para contribuir com coisas positivas », rematou o seleccionador. Destaque nas vencedoras para Heta Korpivaara, que joga no Aguer de Tenerife, equipa da 2ª Liga espanhola. Foi a MVP do encontro (23,0 de valorização), terminando com 26 pontos, 9/11 nos duplos (82%), 1 triplo, 4 ressaltos e 5 faltas provocadas, com 5/7 nos lances livres, tendo sido bem acompanhada por Krista Gross (10 pontos, 7 ressaltos sendo 3 ofensivos e 5 roubos) e Dionne Pounds (11 pontos, 4 ressaltos, 3 assistências, 3 roubos e 6 faltas provocadas).Na selecção portuguesa as mais certas foram Joana Lopes (10 pontos, 2 triplos e 5 ressaltos), Débora Escórcio (9 pontos, 4 ressaltos e 3 roubos) e Carla Nascimento (5 pontos, 1 triplo, 3 ressaltos, duas assistências e 3 roubos). Boa actuação do colectivo luso na luta das tabelas (40-40 ressaltos), com 13-13 nos ressaltos ofensivos, sobressaindo a capitã Sara Filipe (9 ressaltos sendo 2 ofensivos), a melhor ressaltadora do jogo. Estreias na selecção sénior das jovens Michelle Brandão, Maria João Correia e Luiana Livulo, as três nascidas em 1991 (ainda são Sub-20) e de Diana Neves; portuguesa nascida na África do Sul e que vive na Austrália com os pais, desde os 5 anos de idade (tem 24), representando o Boa Viagem desde Janeiro deste ano. Ficha do jogo Tikkurila Sport Hall, em HelsínquiaFinlândia (82) – Reetta Piipari (5), Heta Korpivaara (26), Dionne Pounds (11), Tiina Sten (8) e Taru Tuukkanen (6); Vilma Kesänen, Minna Sten (5), Krista Gross (10), Henna Salomaa (3), Evita Liskola (4), Henna Koponen (2) e Linda Lehtoranta (2)Portugal (54) – Carla Nascimento (5), Ana Oliveira (2), Joana Lopes (10), Sara Filipe (2) e Tamara Milovac (1); Débora Escórcio (9), Célia Simões (6), Michelle Brandão (5), Diana Neves (8), Ana Fonseca (4), Luiana Livulo (2) e Maria João CorreiaPor períodos: 20-20, 20-7, 21-16, 21-11Árbitros: Timo Nikula, Mikko Siivonen e Mikko Sierla Hoje realiza-se o 2º jogo, no mesmo recinto (às 15 horas locais), correspondendo às 13 horas portuguesas
A escolha de Ricardo Vasconcelos
A comitiva portuguesa viaja hoje em voo da Lufthansa que parte de Lisboa pelas 06H15, com escala em Munique (chegada prevista para as 10H10), onde se terá que esperar 4 horas e meia pela ligação a Helsínquia, o que só acontecerá às 14H45. O voo até à capital finlandesa tem uma duração prevista de duas horas e meia, pelo que a chegada será cerca das 18H10 locais (mais duas horas que em Portugal). Jogadoras (12):Ana Fonseca (Olivais)Ana Oliveira (Algés)Carla Nascimento (ADBA – Espanha)Célia Simões (Boa Viagem)Débora Escórcio (ADBA – Espanha)Diana Neves (Boa Viagem)Joana Lopes (AD Vagos)Luiana Livulo (GDESSA)Maria João Correia (CAB Madeira)Michelle Brandão (Olivais)Sara Filipe (Algés)Tamara Milovac (Torres Novas)Seleccionador Nacional: Ricardo VasconcelosTreinadores adjuntos: José Araújo e Eugénio RodriguesFisioterapeuta: Maria José PiresSecretário: Nuno ManaiaChefe da delegação: José Tolentino Os dois jogos de preparação com a congénere da Finlândia (é da Divisão A), visando a campanha da 2ª volta do Campeonato da Europa, Divisão B, estão agendados para o fim-de-semana: sábado, às 18 horas e domingo às 15 horas, ambos no Tikkurila Sport Hall. A comitiva lusa ficará instalada no Holiday Inn, em Helsínquia.Ricardo Vasconcelos tem previstos 3 sessões de treino: uma após a chegada e as outras duas na manhã dos dias dos jogos.
Ricardo Vasconcelos já escolheu as 12 que viajam
O seleccionador nacional Ricardo Vasconcelos já decidiu quais as doze jogadoras que viajam para a capital finlandesa na próxima 6ª feira, num voo da Lufthansa com partida bem cedinho (06h15) e que escalará o aeroporto de Munique. A chegada a Helsínquia está prevista para as 18h10 locais.Entretanto para estes três dias de afinação estão convocadas 14 jogadoras, saindo a extremo Daniela Domingues (AD Vagos) e voltando a reentrar a poste Rosinha Rosário:Ana Fonseca (Olivais)Ana Oliveira (Algés)Carla Nascimento (ADBA – Espanha)Célia Simões (Boa Viagem)Débora Escórcio (ADBA – Espanha)Diana Neves (Boa Viagem)Joana Bernardeco (GDESSA)Joana Lopes (AD Vagos)Luiana Livulo (GDESSA)Maria João Correia (CAB Madeira)Michelle Brandão (Olivais)Rosinha Rosário (GDESSA)Sara Filipe (Algés)Tamara Milovac (Torres Novas) As duas jogadoras preteridas integram o grupo de trabalho até à véspera da partida.Os jogos terão lugar no Tikkurila Sports Hall, em Helsínquia, no sábado (21) às 18 horas e no domingo (22) às 15 horas. A comitiva portuguesa ficará instalada no Holliday Inn da capital finlandesa.
Apenas uma alteração em relação ao estágio anterior
O primeiro compromisso será em Bergen para defrontar a Noruega e os restantes já no nosso país, no Pavilhão Municipal de Casal de Cambra: no dia 8 recebemos a Eslovénia para fecharmos a campanha no dia 11 ante a Suécia, que lidera o Grupo A, sem derrotas.
Em relação à anterior convocatória, o seleccionador Ricardo Vasconcelos substituiu a poste Rosinha Rosário (GDESSA) pela jovem extremo (1º ano de Sub-20) Daniela Domingues (AD Vagos), mantendo-se as restantes convocadas, cuja lista é a seguinte:Ana Fonseca (Olivais)Ana Oliveira (Algés)Carla Nascimento (ADBA – Espanha)Célia Simões (Boa Viagem)Daniela Domingues (AD Vagos)Débora Escórcio (ADBA – Espanha) Diana Neves (Boa Viagem)Joana Bernardeco (GDESSA)Joana Lopes (AD Vagos)Luiana Livulo (GDESSA)Maria João Correia (CAB Madeira)Michelle Brandão (Olivais)Sara Filipe (Algés)Tamara Milovac (Torres Novas)A concentração está prevista para o final da manhã de hoje (4ª feira) no Centro de Estágio de Rio Maior. Durante 5 dias (até ao próximo domingo) as 14 seleccionadas terão treinos bidiários, à excepção do primeiro e último dia em que treinarão apenas de tarde e de manhã, respectivamente.
Primeiro estágio definido
O seleccionador nacional Mário Palma vai anunciar a convocatória, logo após o final do playoff, para o primeiro estágio que se realizará, em Guimarães, entre os dias 20 de Junho e 2 de Julho.
Ricardo Vasconcelos: «Um dos mais equilibrados»
Na sua opinião pelo menos metade das equipas tinha aspirações a um dos troféus disputados esta época e o nível dos encontros foi de qualidade. A modalidade está a crescer nesta vertente e o técnico mostra-se confiante de que essa evolução terá efeitos muito positivos ao nível da Selecção Nacional, que dentro em breve regressa aos compromissos internacionais.
Como introdução gostaria que esclarecesse as novas alterações do modelo competitivo para o Campeonato da Europa. O modelo competitivo a implementar a partir do verão de 2012 passa por agrupar as várias selecções europeias em vários grupos para apuramento, a jogar no mesmo país, num momento único. Evitando assim os jogos em casa e fora, reduzindo as viagens e o desgaste criado em atletas que já são muitas vezes “castigados” ao longo de uma época desportiva muito competitiva.O que achou do campeonato que agora terminou? Foi um dos mais equilibrados dos últimos anos. O que representa a possibilidade de maior evolução das atletas que nele participaram. Arrisco-me mesmo a dizer que 6 das 12 equipas teriam legítimas aspirações a poder pensar em ganhar um dos títulos em jogo da presente temporada. Penso que o nível de jogo praticado pelas equipas foi de boa qualidade. Assistimos a encontros muito equilibrados com os pavilhões muitas vezes cheios.Estes estágios de observação são reveladores da quantidade de opções válidas para integrarem a Selecção sénior? Sim! Todas as jogadoras observadas nesta fase são ou podem vir a ser jogadoras a incorporar a Selecção Nacional Sénior, a curto ou a médio prazo. Assim as atletas continuem a trabalhar com esse objectivo durante toda a época.Considera que é chegada a altura de começar a tirar proveito do trabalho feito nas Selecções mais jovens? Acredito que sim! O trabalho desenvolvido, quer pelos CNT’s, quer pelas Selecções jovens, tem dado frutos reais, e o nível equilibrado da Liga também se deve muito a quantidade de jovens de qualidade que alargaram as opções disponíveis para os treinadores. Assim, acredito que estes jovens talentos possam começar a ajudar o país a ter uma boa representação internacional. Tenho a certeza que esse é um dos objectivos de todos os atletas de eleição de qualquer modalidade. Quem é que não fica orgulhoso em representar e colocar o seu país no mais alto patamar e o mais respeitado possível aos olhos dos outros países?! Alguma coisa irá mudar na filosofia de jogo que pretende implementar no futuro próximo da Selecção? Não. Tenho claro, e estou muito consciente, da forma como as Selecções Nacionais Portuguesas devem jogar. O que foi iniciado o ano passado será continuado este ano. Haverá ajustes a fazer em função das atletas escolhidas para a Selecção mas em nada toca ou altera a filosofia que se pretende implementar.Esta segunda volta serve de preparação e ao mesmo tempo de contacto internacional para os complicados desafios que aí vêm? Sem dúvida. Apesar dos jogos em causa contarem para ranking, a verdade é que servem, e muito, para experiência e contacto internacional de uma Selecção que se prevê jovem e sobretudo inexperiente. Logicamente que se num curto espaço de tempo (1 ano) estaremos a jogar com algumas das melhores selecções da Europa toda a experiência que se possa dar as atletas é fundamental. É também verdade que a forma como a Selecção Nacional pretende jogar é diferente dos hábitos da maior parte das atletas, onde todos os jogos que se possam ter dentro da realidade Europeia sob esta filosofia é de extrema importância. De que forma encara, a curto prazo, o facto de ter de defrontar algumas das melhores selecções europeias? Da melhor forma possível. Na minha opinião só é possível evoluir significativamente quando jogamos com os melhores. Só quando estamos perante o topo é que podemos verdadeiramente aferir o que nos falta e quantificar a distancia, permitindo-nos assim a possibilidade de criar um caminho de forma a suprimir essas distâncias.É da opinião que os principais problemas estarão nas diferenças de altura e peso? Também, mas não só. Outro grande factor de diferença, e talvez o mais decisivo, é claramente o ritmo a que o jogo é jogado. A velocidade a que se corre o campo, a que reagem ao ganho da posse de bola, se aproveita ou se parte para um bloqueio, é muito superior aos ritmos que estamos habituados…Positivo relativamente à evolução basquetebol feminino e ao surgimento de novos valores? Por natureza sempre positivo! Mas a conjuntura do basquete feminino é claramente favorável. O basquetebol feminino em Portugal tem e terá, num futuro próximo, talento e qualidade que garanta esta conjuntura favorável.
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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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