Artigos da Federaçãooo
Hugo Lopez é o primeiro prelector confirmado
Há mais de uma década que treina ao mais alto nível competitivo em Espanha (LEB Oro e ACB).
Nas últimas 3 épocas desportivas foi treinador adjunto do Real Madrid, ao serviço do qual conquistou a Copa del Rey (2011/12), a Supercopa de Espanha (2012/13; 2013/14); Liga Endesa ACB (2012/13) e foi ainda, por 2 vezes consecutivas, finalista da Euroleague (2012/13 e 2013/14). A sua experiência assim como os seus conhecimentos contribuirão seguramente para que o Clinic ABP seja mais uma vez um grande sucesso na formação de treinadores em Portugal.
«Queremos iniciar da melhor forma»
O treinador João Paulo Silva, em entrevista ao Site Oficial do CAB, destacou a experiência do adversário, o tempo de trabalho que têm em conjunto, factores que fazem dos vareiros um opositor difícil de ultrapassar. Nada que faça diminuir o desejo de começar o campeonato com uma vitória, até porque o técnico madeirense tem consciência o quanto importante isso seria para a moralização de um grupo de trabalho, em que cada um sabe perfeitamente o seu papel para que a equipa possa ter sucesso.
"Vamos iniciar o campeonato defrontando uma das equipas com mais experiência na Liga. A Ovarense tem um conjunto de jogadores com muita qualidade e que demonstram um elevado nível de entrosamento. Este aspeto torna o seu jogo muito assente em opções de âmbito coletivo, dificultando muito o trabalho das equipas adversárias."
"Queremos iniciar da melhor forma e, sobretudo, encarar esta semana de trabalho com muito rigor e determinação para que as eventuais adaptações sejam devidamente aplicadas. Vencer o primeiro jogo será um fator de grande motivação para o grupo e permitirá consolidar conteúdos que utilizamos na construção e identificação da nossa equipa."
"Embora com poucos jogos realizados até este momento, estamos determinados e confiantes nesta nossa deslocação até Ovar. O clima de confiança existente tem sido um fator fundamental na preparação da equipa. Todos têm um papel importante e, acima de tudo, conhecem as funções que são solicitadas para tentar alcançar os objetivos."
"Embora o jogo seja em Ovar, queremos sentir o apoio de todos os que sentem carinho por esta equipa e pelo CAB. O envolvimento de todos é fundamental para o desempenho dos atletas."
3º Clinic FC Barreirense
Com um painel repleto de experiência a diversos níveis, o Clinic deste ano apresenta um cartaz de Treinadores que representam o trabalho efetuado não apenas no Distrito de Setúbal, mas também a presença de treinadores da Liga Portuguesa de Basquetebol e de Seleções Nacionais jovens. Trata-se de mais um excelente momento de formação que o FC Barreirense pretende proporcionar a quem se deslocar ao Barreiro nos próximos dias 1 e 2 de Novembro.
O programa é o seguinte:
Sábado, 1 de novembro de 2014
9.00 Receção
9.30/10.45
Organização coletiva de uma equipa de Sub-14, José Francisco
11.00/12.15
Exercícios para o treino do lançamento, José Calabote
14.30/15.45
Trabalhar na iniciação para rapidamente poder competir, José Sá
16.00/17.15
Transição e pressão ofensiva, Abílio Lopes
17.30/18-45
Transição defensiva, José Calabote
Domingo, 2 de novembro de 2014
9.30/10.45
Jogo básico e continuidades em ataque, Carlos Seixas
11.00/12.15
Exercícios para promover a melhoria da técnica e táctica individual defensiva, André Martins
12.30
Encerramento
«Ultrapassámos as expetativas»
O treinador não podia estar mais satisfeito.
O Esgueira/OLI volta a começar uma temporada a bom nível. Resultado do trabalho de continuidade?
De certo modo é a continuidade do trabalho desenvolvido em épocas anteriores, mas este ano com a integração de alguns novos jogadores a quem é preciso dar tempo para assimilarem os conceitos que pretendo para a equipa.
A equipa correspondeu às suas expetativas durante a fase de grupos do Troféu António Pratas?
Correspondeu e até ultrapassou. Fizemos dois grandes jogos, com duas grandes equipas, uma delas nunca tínhamos ganho na época anterior, o Terceira Basket. Fomos justos vencedores, praticando uma basquetebol bastante agradável, intenso tanto na defesa como no ataque.
Sente que a equipa do Esgueira esta temporada está mais forte ou mais bem preparada para discutir títulos? E quais as principais diferenças ou melhorias que apontaria na equipa?
Os objetivos traçados no início da época são claros: O primeiro era ir pelo menos às meias-finais do Torneio António Pratas, o segundo apurar para o playoff. O ano passado conseguimos vencer todas as equipas à exceção da Terceira. Sabemos que podemos ganhar a qualquer equipa, mas também podemos perder, pois existe muito equilíbrio, ressalvando a equipa do Dragon Force que está num patamar acima.
Penso que a principal diferença em relação ao ano passado é ter mais opções para jogar, o que nos permitirá ser mais intensos a defender e a atacar.
O Casino Ginásio, adversário da meia-final, não sofreu grandes alterações no plantel, tendo-se reforçado com o Bruno Costa e alguns jogadores provenientes da sua formação. Olhando para o passado recente, quais os principais problemas colocados pelo Ginásio à equipa do Esgueira?
O Ginásio é uma equipa muito forte, com jogadores muito experientes, dos quais destaco o José Costa que apesar da idade sabe jogar basquetebol e bem. Também tem o Marco Gonçalves que nos coloca muitos problemas nas áreas próximas do cesto e conta ainda com a irreverência de alguns jovens, nomeadamente o Pedro Marques que apesar da idade revela já muita maturidade a jogar.
Acredita que seja possível ao Esgueira fazer ainda melhor do que na última edição do Troféu António Pratas?
Acredito convictamente que poderemos fazer melhor que no ano passado e que domingo poderemos estar na final.
«Esperamos fazer um melhor jogo»
Na projeção dessa partida, ao site oficial do clube, o técnico do CAB Madeira, João Pedro Vieira, perspetiva um embate bastante complicado, frente a uma equipa diferente, para melhor, daquela que defrontou num passado recente.
João Pedro Vieira não tem dúvidas que irá «defrontar um Sportiva muito diferente daquele que vencemos por três vezes a época passada. A equipa está muito mais equilibrada, quer no jogo interior, quer no jogo exterior, e não depende dos pontos de uma jogadora só. CAB e Sportiva já se defrontaram esta época na Taça Vitor Hugo, mas estavam ambas desfalcadas de uma das suas jogadoras estrangeiras, jogo esse típico de pré-época, no qual se produziram muitos 'turnovers' e a vitória sorriu-nos por somente três pontos."
Ainda assim, o treinador está convicto que notar-se-ão melhorias no rendimento da equipa. «Esperamos fazer um melhor jogo, já contando com uma semana de trabalho com todo o grupo praticamente completo. A Ashley irá dar à equipa uma maior consistência no nosso jogo interior, mas, infelizmente, ainda teremos duas baixas por lesão, como são os casos da Marta Bravo e da Carla Relva. Contudo, também teremos presentes jovens oriundas da nossa formação que querem aproveitar ao máximo a oportunidade de poder contribuir na equipa de seniores."
Apesar da hora tardia, e pouco habitual, João Pedro Vieira diz que «contamos com o apoio dos nossos atletas, suas famílias e público em geral para nos ajudarem a vencer. O passado jogo com o Boa Viagem foi disputado num pavilhão do CAB muito bem composto de público e assim esperamos que volte a acontecer».
I Clinic de S.Pedro do Sul
Nuno Leite da UTAD (Vila Real), e José Myragaia do Club Baloncesto de Bregan (Espanha), que falaram sobre o planeamento de uma época desportiva ,e a preparação física nos escalões de formação, temas que prendeu atenção dos 38 treinadores presentes.
2.ª Ação de formação
Está prevista que tenha a duração de duas horas e meia, 10h30 – 13h00, e irá decorrer no pavilhão do Olivais. O formador convidado para esta ação é a Prof.ª Sandra Batista, sendo que o clube cooperante será o Olivais Futebol Clube. Esta ação é acreditada ENB/IPDJ, contará com a participação dos atletas mini, e para mais informações complementares poderão sempre recorrer ao mail: dt.abcoimbra@gmail.com para colocar qualquer questão.
«Preparadas para trabalhar e evoluir»
Na primeira jornada, GDESSA e Vagos voltam a encontrar-se, e para o técnico Nuno Manaia a formação vaguense é uma das mais fortes da Liga Feminina. Muita qualidade, igualmente muita juventude, mas acima de tudo existirá rigor no trabalho e desejo de ser competitivo. O técnico não tem dúvidas que o Vagos Vagos será certamente um adversário muito complicado de bater, isto porque possui um excelente plantel, formado por jogadoras com muita experiência de Liga portuguesa.
A formação da margem Sul do Tejo começa esta edição da Liga Feminina diante do Vagos, no próximo fim-de-semana, um adversário “complicado”, segundo o técnico. Embora ainda seja cedo para avaliar o potencial das equipas, Manaia considera que, à partida, as mais fortes são as que estiveram na final-four da Taça Vítor Hugo.
“Já tive a oportunidade de ver a equipa do Vagos por duas vezes esta época e parece-me ser uma das equipas mais fortes da nossa Liga. Conta com a experiente Ana Teixeira e com a jovem Daniela Domingues que já é uma ‘certeza’ do nosso basket. Conta também com diversas internacionais pelos escalões jovens de Portugal com vontade de se assumirem no basquetebol nacional. O facto de terem contratado duas jogadoras americanas que já jogaram em Portugal é sem dúvida uma mais valia, pois a fase de adaptação ao basquetebol Europeu, nomeadamente à Liga Feminina, será mais fácil de ultrapassar.”
Uma das estrangeiras da equipa vaguense é bem conhecida de Nuno Manaia, a quem deseja que apenas confirme todo o seu valor depois desta jornada. “Do outro lado estará Stephanie Sension que o ano passado alinhou pelo GDESSA e que deixou bons amigos no Barreiro, mas como se diz na gíria: "amigos, amigos, negócios à parte. E, apesar de lhe desejarmos o maior sucesso durante a época, ele que venha apenas após o jogo com a nossa equipa"
Apesar de atribuir algum favoritismo a grupo de equipas, a experiência diz que na competição feminina torna-se fácil para uma equipa conseguir protagonismo e adquirir competitividade. “Tal como na época anterior, ainda é muito difícil dizer quem serão as equipas mais fortes e que lutarão pelos troféus em disputa. Parece-me pelo que vi, ao vivo, e pelo que já tive a oportunidade de visualizar em vídeo, que as 4 melhores equipas são as que estiveram na Final 4 da Taça Vítor Hugo. Mas basta que uma equipa em que o plantel não esteja fechado, inclua no seu alinhamento duas estrangeiras de qualidade, e tudo poderá mudar, pois provavelmente haverá mais equipas nos lugares cimeiros da competição.”
As metas para esta temporada foram já definidas, embora Nuno Manaia não tenha alterado a sua filosofia de abordagem aos jogos. “Para o GDESSA interessa-nos, e foi isso que transmiti à minha equipa, ser competitivo em todos os jogos, lutar por cada ponto, pois é essa a nossa marca e assim queremos continuar. No entanto, definimos por objectivos mais ‘palpáveis’ conseguirmos mais do que 50% de vitórias durante toda a época.”
O trabalho de campo vai exigir mais paciência, embora o técnico reconheça que haja potencial para formar mais jogadoras que se poderão destacar no basquetebol feminino nacional. “Numa equipa tão jovem que perdeu as suas duas principais referências, a Laura Ferreira e a Vera Correia, temos que ser exigentes, mas também mais tolerantes com o erro. Toda a nossa equipa está preparada para isso, para trabalhar, para evoluir, e também para dar ‘asas’ a quem no futuro queira seguir o seu caminho no basquetebol e que ficará para sempre com a ‘chancela’ do GDESSA. “
«Boa atitude competitiva»
A formação liderada por João Paulo Silva defrontará as equipas da Oliveirense e da Ovarense, adversários difíceis e com mais jogos realizados até ao momento. Aproveitando a deslocação ao continente, o técnico madeirense agendou dois jogos treino, contra as formações do Maia Basket e do Dragon Force, de forma a proporcionar mais competição à equipa. Em entrevista ao site do clube, João Silva considera que esta primeira competição será um momento de avaliação, embora exista confiança para chegar à fase seguinte da prova. O técnico está convicto que o CAB, durante este troféu, irá demonstrar que o coletivo está acima de tudo.
"Para nós, o Troféu António Pratas será o primeiro momento competitivo, que nos permitirá começar a avaliar o resultado do nosso trabalho. Seria interessante podermos realizar jogos de preparação antes desta competição. Na impossibilidade de o fazermos, assumimos que esses jogos serão sobretudo para que a equipa possa testar a dinâmica que temos colocado nos nossos treinos."
"No entanto, está sempre presente a intenção de nos qualificarmos para a fase final desta competição. Queremos deixar claro, desde o início, que existe ambição suficiente para vencermos estes dois jogos. No sábado vamos defrontar a Oliveirense, equipa que renovou substancialmente o seu plantel e, por esse facto, o conhecimento é reduzido. No domingo é a vez de jogarmos contra a Ovarense, equipa com uma tradição enorme na Liga."
"O trabalho desenvolvido tem contado com a entrega de todos os elementos, num espírito de grupo muito favorável. Esta situação permite-nos encarar este troféu de forma tranquila. É isso mesmo que toda a equipa tem revelado ao longo destas duas semanas de intenso trabalho. Este Troféu será uma etapa muito importante na construção da nossa equipa. Teremos a oportunidade de demonstrar coesão, determinação, superação de todos os elementos em favor do mais significativo: o sucesso da equipa."
"Consolidar o trabalho"
Aproveitando a oportunidade de se deslocar ao Troféu António Pratas, o CAB programou dois jogos particulares, nomeadamente contra as equipas do Maia Basket e do Dragon Force.
Segundo o treinador Juca, "Estes jogos serão uma boa ocasião para consolidarmos o nosso trabalho, avaliando as capacidades de cada um e, sobretudo, permitir mais momentos de ligação entre os jogadores. Na segunda feira, dia 6 de Outubro iremos defrontar o Maia Basket e na terça, dia 7 vamos jogar com o Dragon Force. Assumimos novamente a vontade de vencer estes jogos mas, como bem entendem, o fundamental será garantir uma boa atitude competitiva da equipa. O resultado será sempre uma consequência do nosso desempenho."
Para o líder da equipa masculina, "de forma muito resumida, uma vez que a nossa equipa sofreu muitas alterações, diria que, no conjunto, estes jogos apresentam-se como momentos determinantes para avaliarmos e, eventualmente, retificarmos alguns aspetos que nos garantam iniciar da melhor forma a nossa participação na Liga."
“Criaremos dinâmica difícil de bater”
O objetivo primordial é a permanência, mas a formação de Ílhavo quer mais do que isso. Quer provar que o seu lugar é em definitivo na Liga.
Depois de tantos anos a treinar feminino, achou que era altura de aceitar um desafio novo?
Em primeiro lugar considero-me um treinador de basquetebol! Sem género ou escalão associado. Contudo, apesar de ter feito muito mais tempo de carreira no feminino, quando apareceu a proposta do Illiabum para treinar a Liga Masculina mssculina senti que era um desafio sério e estimulante.
Acha que o tipo de trabalho que durante vários anos desenvolveu no CNT feminino se enquadra numa equipa sénior masculina?
Eu comecei a ser "treinador" aos 16 anos, quando me iniciei no mini-basquetebol do SAD. Desde então estive sempre ligado a um ou mais projetos por época desportiva (foram vários anos a treinar mais do que um escalão), o que me fez treinar todos os escalões etários de clube, seleções distritais e seleções nacionais. São portanto 20 anos a treinar basquetebol, e assim sendo tenho a certeza que todos (CNT incluídos) os segundos que passei a tentar desenvolver o jogo me vão ajudar neste novo projeto!
Está confiante que o Illiabum terá capacidade para ser competitiva neste regresso à Liga?
O Illiabum entra nesta Liga Masculina com o objetivo de atingir a permanência.
Temos um grupo sério, equilibrado e trabalhador. Estou seguro que criaremos uma dinâmica coletiva difícil de bater, e que seremos muito competitivos na grande maioria dos jogos. O Illiabum é um clube de basquetebol, onde todos temos claro, e vamos provar, que o nosso lugar é na Liga Masculina.
Como caraterizaria o grupo de trabalho que tem à sua disposição?
Grupo é jovem, tem talento, é inexperiente mas equilibrado, e tem boa dinâmica de trabalho. Foram poucos os jogadores que já jogaram na Liga, e por isso o inicio da competição poderá ser uma fase mais difícil, mas acredito que só até existir uma adaptação aos ritmos.
De que forma espera que a equipa se distinga na competição?
Por ser uma equipa que gosta de defender e sair rápido no contra-ataque. Acima de tudo queremos um coletivo dinâmico e versátil.
Foram definidos objetivos a curto e médio prazo para o clube?
A curto prazo o objetivo é claramente a manutenção na Liga. A médio prazo dotar e criar um grupo de trabalho de que possa permanecer no clube por alguns anos sempre no topo da competição, onde todos os atletas da formação tenham como meta a equipa sénior!
Plano Formação CDMB – 1.ª Ação – 27 Setembro 2014
San Payo Araújo – Director Técnico Nacional do CNMD.
Plano Anual Formação Contínua – CDMB
DATA: SÁBADO – 27 DE OUTUBRO/2014
HORÁRIO: 15H00 – 18H00
LOCAL: PAVILHÃO MULTIDESPOSRTOS
FORMADOR CONVIDADO: SAN PAYO ARAÚJO
«Vamos agarrar esta oportunidade»
Há limitações, até porque o clube recusa-se a entrar em euforias no momento de contratar, mas Manuel Romão acredita que o Maia Basket pode fazer uma boa temporada.
A permanência na LPB foi sempre um desejo do clube?
Claro, todos os Clubes querem estar nas melhores competições e o Maia Basket não é exceção. Infelizmente não conseguimos garantir esse direito pela via desportiva no ano passado, estando nós na Liga por desistência do Dragon Force, mas agora que tivemos esta oportunidade vamos agarrá-la com todas as nossas forças para nos mantermos neste nível competitivo, mas sempre com os pés bem assentes na terra, conscientes das nossas limitações.
O facto de disputarem a LPB mudou muita coisa na estrutura da equipa? Ou pelo contrário, o planeamento desta temporada já estava definido independentemente da competição em que participassem?
Ao nível da estrutura do Clube houve uma melhoria significativa com a chegada do Jorge Gonçalves para Diretor Desportivo, o que permitiu uma melhoria na organização do Clube. Quanto à estrutura da equipa, não houve alterações significativas, transitando quase todos os jogadores da época passada.
O planeamento foi feito conjuntamente por mim e o Jorge Gonçalves, e nas suas linhas gerais estava definido independentemente da competição em que fôssemos participar, havendo depois pequenos ajustes quando ficou definida a competição em que iriamos participar, jogar na Pro Liga ou na Liga necessariamente que existem diferenças, no entanto foi feito um planeamento tranquilo e objetivo.
Na última temporada pegou na equipa já com a temporada a decorrer. Sentiu que poderia ter ajudado ou feito algo mais se tivesse tido mais tempo para desenvolver o seu trabalho?
Não devo fazer esse tipo de juízo de valor por respeito a um companheiro treinador, podia estar a correr o risco de avaliar o trabalho realizado pelo Vicente que com certeza fez o seu melhor. No entanto, independentemente disso, se a mudança tivesse sido feita antes do Natal, aí na minha opinião teria sido mais benéfico para mim e para a equipa porque nos dava tempo de trabalhar com a equipa aproveitando a paragem do campeonato. Os acontecimento precipitaram-se muito rápido e praticamente tive 3 treinos com a equipa antes do jogo com a Ovarense. Para mim foi muito difícil porque estava fora das rotinas da equipa, já é difícil pegar numa equipa nestas condições e ainda incutir novas rotinas é sempre complicado, é um processo que demora o seu tempo.
Mas fazendo uma análise pessoal, estou convicto que realizei um bom trabalho, para isso contei sempre com a solidariedade e colaboração dos jogadores que é sempre um aspeto fundamental para o êxito de uma equipa.
Aspetos do jogo que identificou como sendo necessários melhorar este ano?
Prendem-se fundamentalmente com a forma como gosto que joguem as minhas equipas. No ano passado praticamente fiz a gestão do que já estava definido quanto à forma de jogar da equipa como manda o bom senso; este ano posso fazer um trabalho desde o inicio.
No entanto penso que a equipa terá que melhorar o seu jogo ao nível das transições ofensivas e defensivas, aspetos que já estamos a trabalhar logo desde o início da época.
O plantel deste ano oferece mais qualidade e opções?
Claro que nós treinadores gostamos de ter várias opções mas o Maia Basket não pode hipotecar o Clube entrando em loucuras para depois não poder pagar aquilo que oferece e nesse aspeto o nosso Diretor Desportivo tem sido de um rigor extremo, deixando claro desde o início que essa seria a política de contratações: só oferecemos aquilo que podemos dar de forma que o Clube consiga honrar as suas obrigações.
Quanto ao plantel é quase o mesmo, saíram 4 jogadores: os Estrangeiros, o Ricardo Pinto e o João Diamantino. Neste momento o plantel ainda não está fechado, estamos a estudar algumas possibilidades no sentido de colmatar as lacunas por nós detetadas, vamos ver se é possível o Clube proporcionar-nos aquilo que pretendemos.
Quanto aos reforços fomos buscar 4 jovens jogadores sub 20 sendo um deles internacional que participou recentemente no europeu o Pedro Meireles, são jovens com qualidade que na minha perspetiva num futuro próximo podem acrescentar algo à equipa. Temos também na equipa o André Carvalho que jogava na Oliveirense, um jogador com qualidade que vem dar-nos mais opções para a posição 3 e 4.
Mas como já referi, a equipa não está fechada, estamos a tentar encontrar soluções para o jogo interior que neste momento está deficitário.
Chegar ao playoff seria um feito que teria repercussões no projeto do Maia Basket?
O projeto do Maia Basket é um projeto a médio prazo, passa essencialmente por consolidar primeiro a sua continuidade na Liga, se conseguirmos mais alguma coisa ótimo, mas temos consciência das dificuldades que vamos enfrentar, as equipas na sua generalidade reforçaram-se com qualidade. Tirando o Benfica, penso que o campeonato vai ser muito equilibrado e competitivo.
Sabemos que temos um caminho muito difícil pela frente, estamos conscientes disso, mas “o caminho faz-se caminhando” e todos os dias vamos trabalhar cada vez mais e melhor para podermos atingir os nossos objetivos.
O que se pode esperar de uma equipa treinada por si?
Uma equipa treinada por mim defende bem (aspeto a que dou bastante importância), com agressividade e intensidade para depois partir em transições rápidas, que no ataque procura circular a bola assente num jogo coletivo tirando partido das características dos jogadores.
Pretendo uma equipa solidaria com grande espirito de equipa e que trabalhe nos limites todos os dias para podermos enfrentar juntos a época que vai começar.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
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