Artigos da Federaçãooo
Treinadores de Viseu presentes com um trabalho
Os treinadores de basquetebol, Profs. Pedro Esteves e Jorge Arede, são os autore,s em parceria com o Prof Jaime Sampaio da UTAD de Vila Real, de um trabalho intitulado: Explorando a Distribuição Espacial Coletiva no Basquetebol, que será apresentado no Congresso Ibérico de Basquetebol a realizar, em Madrid, entre os dias 3 a 6 de Setembro.
Este trabalho foi também escolhido pela organização do congresso para ser publicada na revista cientifica "Cadernos de Psicologia do Desporto".
A escolha deste trabalho para o referido evento, é o reconhecimento da dedicação que ambos os treinadores do Distrito de Viseu tem feito em prole da modalidade.
Levantar a cabeça
Portugal ficou afastado da luta pelos primeiros lugares, pelo que resta encarar os restantes jogos com a mesma atitude e desejo de vitória. Os atletas terão que levantar a cabeça, ultrapassar a má fase e reconquistar a alegria e a confiança para repetir resultados positivos.
Os jovens atletas portugueses têm dado tudo o que têm e não é por falta de atitude que Portugal não somou mais vitórias na competição que está a decorrer em Strumica, na Macedónia. Para ganhar, os jogadores terão que ser fortes mentalmente, pois não é fácil, quando não se tem sucesso, uma equipa levantar-se.
A equipa técnica tem tentado contornar este problema, promovendo reuniões coletivas onde a motivação merece especial atenção, até porque a desilusão das derrotas já levou vários atletas ao desepero dentro de campo.
A Federação Portuguesa de Basquetebol, mesmo com os cortes financeiros a que tem sido sujeita, faz questão de ter as seis seleções jovens a competir internacionalmente, consciente que o principal objetivo é proporcionar competição internacional, mesmo que os resultados não sejam os ambicionados.
O técnico Raul Santos aceitou o desafio de comandar a Seleção de Sub 16 Masculinos a este Europeu, e o facto da esmagadora maioria dos jogadores que compõem o grupo não terem experiência internacional, faz com que os problemas técnicos e físicos se tornem ainda mais visíveis a este nível. Razão pela qual esta será a primeira etapa para aqueles que cheguem um dia à Seleção Sénior, e possam integrá-la de uma forma natural e preparados para corresponder aquilo que se espera deles.
Portugal joga esta terça-feira, às 12 horas, frente à Irlanda, um encontro em que o treinador Raul Santos não espera facilidades. “Já observei o vídeo e vamos enfrentar dificuldades. Tecnicamente já estão igual ou melhor que nós, e são muito agressivos na atitude individual e coletiva.”
Sub-16 ultimam preparação
Uma vez mais a Federação Portuguesa de Basquetebol aproveitou as excelentes condições que o concelho oferece para estágios de qualidade. Os trabalhos contaram com 15 atletas e decorreram entre 6 e 15 de Agosto. Os atletas foram submetidos a treinos bi-diários exceto dia 10 e dia 14, em que a equipa treinou uma só vez. O técnico Raul Santos pretende que o grupo mantenha a sua atitude guerreira, em que a entrega terá de ser total, de modo a equipa seja permanentemente agressiva a defender. O técnico tem consciência que neste Europeu, que se disputa em Strumica, Macedónia, o conjunto português está obrigado a jogar sempre em superação, de forma a poder disfarçar as suas debilidades físicas e de estatura.
A cidade, assim como a vila do Caramulo, têm sido os locais escolhidos para as diversas Seleções Nacionais masculinas e femininas prepararem a participação nos diferentes Campeonatos da Europa. Desta feita foi a cidade de Tondela a escolhida para o estágio da Selecção de sub-16, com vista à participação da formação lusa no Campeonato da Europa, que se disputa este ano na Macedónia.
Nos treinos da manhã a equipa trabalhou mais as questões relacionadas com a técnica individual, ensino, tática individual e de grupo. As sessões da tarde incidiam sobretudo sobre a tática coletiva, com o objetivo que o grupo saiba explorar os seus pontos fortes no ataque, através da aprendizagem de rotinas e princípios básicos ofensivos.
Foram dias de “trabalho árduo com 2h de manhã e 2h30 de tarde”, com os jogadores muito “empenhados em conquistar o seu lugar” no grupo final. Uma dor de cabeça para o treinador Raul Santos, que terá de decidir até ao final deste estágio quais os 12 jogadores que viajarão na próxima segunda-feira para Strumica.
Quanto ao perfil dos atletas com quem vai contar, o selecionador nacional não tem dúvidas, até porque o desafio é enorme, o tempo de preparação foi curto e sem competição internacional que ajudasse a tomar as decisões finais. “Pretendemos 12 atletas, 12 guerreiros na Macedónia, com muita atitude e disponibilidade para encararem jogo a jogo com o seu máximo.”
Raul Santos quer uma equipa intensa nas tarefas defensivas, que faça da defesa a sua principal máxima, no sentido de procurar os ritmos de jogo que mais convêm as características dos jogadores portugueses. “Queremos defender em todo o campo, com muita agressividade, porque somos mais baixos e interessa-nos subir os ritmos de jogo, bem como procurar vantagens no jogo mais veloz.”
A intensidade e a velocidade a que os jogos são disputados neste tipo de competições nada tem a ver com a competição interna, pelo que se coloca o enorme desafio de se terem que adaptar o mais rapidamente possível à nova realidade competitiva. “Teremos que melhorar nas decisões com menos tempo e mais pressão. Teremos que dar sempre algo mais em cada momento do jogo.”
«Estamos bem preparados»
O adjunto de Mário Palma lembra o quão importante é começar a qualificação para Eurobasket'2015 com uma vitória, ainda para mais diante de um adversário que Portugal conhece e que até já superou.
O jogo do próximo domingo frente a Hungria “é o mais importante” da Fase de Qualificação, não só por ser o primeiro, mas também por ser em casa. Até porque, pelo menos no plano teórico, “será contra uma equipa cujo nível é mais aproximado do nosso”. Por tudo isto, "é imperioso conseguirmos uma vitória, de forma a dar confiança a um jovem grupo que sempre prometeu ser lutador e competitivo."
A equipa trabalhou arduamente durante sete semanas, daí que Mário Gomes não tenha duvidas em afirmar: “Estamos bem preparados”. As duas equipas defrontaram-se há bem pouco tempo, pelo que o trabalho de scouting faz com que não existam muitas surpresas para este encontro. “Conhecemos bem a Hungria, mas tal não constituirá uma vantagem, pois eles também nos conhecem bem, uma vez que nos defrontámos há duas semanas.”
Vai seguramente ser um jogo completamente diferente do que o disputado no Torneio de Oberwart. “O facto de lhes termos ganho nessa altura não tem qualquer importância.” Embora não deixe de ser um bom indicador, e revele que é possível bater esta equipa húngara. “Se conseguirmos jogar ao mesmo nível que o fizemos nos primeiros três quartos desse jogo, mas sendo consistentes durante os 40 minutos, temos todas as hipóteses de os voltar a bater.”
A Hungria é um adversário complicado, que tem como principal arma ofensiva a capacidade individual para desequilibrar bem como os tiros de longa distância. “É uma equipa fisicamente poderosa, mas cujo potencial ofensivo assenta essencialmente no jogo exterior, com vários jogadores de grande capacidade no 1×1 e muito bons lançadores de fora.”
Já Portugal terá que se manter fiel aos seus princípios, ainda que hajam sempre aspetos do jogo que possam ser melhorados ou corrigidos. “Quanto a nós, teremos que manter o que têm sido os nossos pontos fortes (coesão, atitude, boa defesa em meio-campo) e melhorar nalguns aspetos, designadamente: na recuperação defensiva; na eficácia de concretização dos contra-ataques; e, principalmente, na percentagem de lançamentos."
“Estamos muito motivados para iniciar a competição e confiantes que começaremos com uma vitória.” As palavras finais de Mário Gomes revelam bem o otimismo e a ambição que reina na renovada Seleção Nacional sénior.
Jogo exterior será fundamental
Mas para que isso se torne realidade, o técnico não esconde que o jogo exterior de Portugal terá de funcionar, o mesmo será dizer que a equipa terá de ser eficaz nos lançamentos de longa distância. A defesa terá de continuar a ser o pilar, se bem que tenha que melhor na transição defensiva, bem como contornar os problemas colocados pelos jogadores interiores de elevada estatura das equipas adversárias.
"Se Portugal tiver boa percentagem de lançamentos triplos, então vamos conseguir discutir os resultados. Vai depender muito disso. O nosso jogo interior, agora com o Cláudio Fonseca [regressado após lesão num joelho], vai melhorar, mas não é suficiente para enfrentar equipas que são muito mais altas e muito mais poderosas do que nós", disse à agência Lusa Mário Palma.
Portugal defronta este domingo, em Sines, às 19.30 horas, a Hungria, o primeiro de três jogos em Portugal, sendo que os outros dois serão disputados em Ovar, dia 17 de Agosto, diante da Georgia, e o último frente a República Checa, a 24 de Agosto no Pavilhão Multiusos de Gondomar.
Começar a vencer nesta fase seria um estímulo muito importante para uma equipa em renovação, em que a grande maioria dos atletas não tem grande experiência de competição internacional. "É muito importante para nós, é o primeiro. Quanto às duas outras equipas, vai ser muito mais complicado: tanto a Geórgia, como a República Checa são equipas muito fortes. Vão ser muito difíceis de bater. Espero que a equipa, pelo menos em casa, consiga jogar de igual para igual e ganhar esses jogos, mas há uma diferença muito grande", salientou o selecionador.
Os resultados obtidos no último torneio disputado na Polónia não são grandes indicadores, se bem que o facto de não poder ter contado com o habitual poste da equipa teve muitas implicações na forma como a equipa se apresentou. "Nós na Polónia tivemos o problema de não ter um '5' [um poste] e isto teve uma influência muito grande, porque jogámos contra jogadores de 2,20 metros, 2,18 e 2,14 e assim é muito difícil. Agora com o Cláudio [2,08 metros], apesar de ter estado 15 dias parado, acredito que a seleção pode e deve dar uma resposta muito mais positiva perto da área do cesto", explicou o técnico.
Para Mário Palma, o jogo de Portugal terá de assentar defesa agressiva, no domínio da tabela defensiva e numa transição defensiva rápida, evitando contra-ataques. "No último torneio defendemos bem, mas em relação à transição defensiva já não fomos tão eficientes. Não conseguimos ganhar tantos ressaltos defensivos como gostaríamos e sofremos pontos em contra-ataque, que é uma coisa que temos de melhorar esta semana".
No ataque, as percentagens de lançamento terão se ser mais altas, já que são quase nulas as referências interiores no conjunto nacional . "Na Polónia tivemos uma percentagem de lançamento muito má. E claro, não tendo jogo interior, somos obrigados a lançar muito longe do cesto e a nossa percentagem baixa. No último jogo [contra o Irão] a nossa percentagem foi muito baixa, 26 ou 27 por cento, falhámos 48 lançamentos", explicou Mário Palma.
Portugal venceu a Hungria (76-70) em finais de Julho (no torneio de Oberwart), facto que o selecionador desvaloriza, preferindo destacar a "grande qualidade" dos atiradores húngaros. "A Hungria tem o número 7 [Krisztian Wittman] e o número 9 [David Vojvoda], jogadores com uma grande capacidade de lançamento exterior e rápidos. Temos de ter muito cuidado com o jogo exterior da Hungria, porque eles têm jogadores que lançam com muita qualidade: lançam no bloqueio, lançam de três pontos no contra-ataque, penetram. São jogadores com grande qualidade e vamos ter de defendê-los muito bem", sublinhou
CURSO TREINADOR DE GRAU I
Nos anexos a esta notícia, estão a ficha de inscrição e as informações completas desta ação.
“Seremos com certeza uma equipa guerreira e lutadora”
A comitiva lusa, chefiada pelo vice-presidente Manuel Barbosa, viajou para aquela cidade húngara na noite da passada 2ª feira, tendo chegado a Debrecen ao início da manhã, depois de ter feito a ligação de autocarro, desde o aeroporto de Budapeste.
O calendário da 1ª fase já é naturalmente conhecido. Portugal faz parte do Grupo A, onde terá como adversários, a partir de amanhã (dia 31) a Grécia (16H00), a Rússia (dia 1-18H15) e a Turquia (dia2-13H45). O 1º dia de descanso será no dia 3 (domingo) e a 2ª fase terá início na 2ª feira (dia 4). A diferença horária na Hungria é de mais uma hora que em Portugal.
P (JT) – Já em Debrecen (Hungria) auscultámos a seleccionadora nacional de Sub-16 Femininos sobre as perspectivas que estão em aberto no tocante à prestação das suas jovens jogadoras, sabendo que para a maioria delas (9 das 12 que integram o grupo final) é a sua estreia nos palcos europeus. Apenas Beatriz Jordão (poste) que reforçou a selecção de Sub-18 (o respectivo Europeu terminou no domingo passado em Matosinhos), a capitã Catarina Miranda e Constança Neto fizeram parte da selecção que em 2013 foi vice-campeã da Europa (Divisão B), garantindo a subida à Divisão A. Sabendo de antemão que na fase preliminar o sorteio ditou-nos o Grupo A (na companhia da Grécia, Rússia e Turquia), que defrontaremos por esta ordem a partir de 5ª feira (dia 31), como é que antevês a participação este ano?
R (ACN) – «Este ano vamos disputar, pela primeira vez, a Divisão A. O que por si só é, de certeza, um enorme e duríssimo desafio. Aliada à inexperiência da maioria das atletas nestas andanças dos Europeus, há a acrescentar nesta Divisão um jogo mais evoluído, intenso e físico. Teremos de jogar em constante superação e muito focadas nas nossas tarefas para podermos ser competitivas. Os três adversários na primeira fase são competidores assíduos nesta Divisão, são três potências do basquetebol. Portanto jogar com qualquer delas vai ser tremendo!».
P (JT) – O fecho do Centro de Treino de Calvão, decisão que a FPB teve que tomar no início do ano lectivo de 2011/12, face à crise financeira que na altura já afectava a actividade do basquetebol português, na tua opinião foi uma machadada irreversível para a evolução das selecções de formação ou pensas que haverá outros modelos que possam também proporcionar bons resultados a nível europeu, como os que temos alcançado nos últimos 4 anos, com 4 subidas à Divisão A?
R (ACN) – «Parece-me inegável o decisivo contributo do Centro de Treino de Calvão para a obtenção dos resultados destes últimos anos! Portanto este é um caminho que já provou dar frutos. Provavelmente outros haverá em que os resultados também possam ser bons (estágios mais regulares, participação assídua em torneios internacionais, criação da selecção de Sub-15, etc…), no entanto para a nossa realidade, julgo que juntar um grupo alargado de jogadoras com potencial e em idades mais precoces, é a forma mais directa e objectiva de cedo influenciar o seu processo de formação e os seus hábitos de trabalho. Quero acreditar que não foi o fim do Centro de Treino mas apenas uma suspensão temporária, de forma a recuperar alguma saúde financeira.».
P (JT) – O grande óbice desta selecção é, para além da inexperiência de 75% (9 em 12) das jogadoras que a compõem, a baixa estatura média em que apenas três delas (Beatriz Jordão, Susana Carvalheira e Mariana Silva) ultrapassam o 1,80m. Estes dois factores condicionam a estratégia que a equipa técnica pensa implementar, ou acreditas que a imagem de marca (espírito guerreiro) que sempre tens conseguido transmitir às tuas jogadoras, desde que foste convidada para o cargo que desempenhas, irá fazer com que consigas manter Portugal na elite europeia?
R (ACN) – «Efectivamente em termos biométricos somos uma selecção bem abaixo da média do que já pudemos observar aqui em Debrecen. Portanto temos de ter outras armas e outras soluções para combater esse défice. Toda a nossa preparação procurou antecipar e encontrar soluções para as dificuldades que vamos encontrar. Foi um mês de trabalho muito duro, intenso e desgastante em que se nota evolução e progresso no nosso jogo. Como treinadores não estamos nunca satisfeitos e gostávamos que todo este processo fosse de aquisições mais rápidas e consistentes, para podermos avançar nos conteúdos. Mas seremos, com certeza, uma equipa guerreira e lutadora, com a alma e carácter que nos tem caracterizado.».
P (JT) – Durante a preparação final que se iniciou em meados de Junho a equipa participou no II Torneio Internacional Cidade da Covilhã/UBI, tendo-se classificado na 3ª posição, atrás das selecções de Sub-18 (Eslovénia e Portugal), naturalmente mais fortes, mas à frente da Dinamarca (Sub-16), que também subiu à Divisão A, em 2013. Na semana anterior a tua selecção também esteve num torneio em Vagos que teve a presença da equipa sénior da AD Vagos e sabemos que também se portou bem, ganhando o torneio. Achas que foi a preparação suficiente ou entendes que ficou aquém do que a equipa técnica pretendia, com o objectivo de se adquirir ritmo competitivo?
R (ACN) – «Os períodos de estágio foram em óptimas condições de treino. É claro que gostávamos muito de ter tido mais oportunidades de confronto internacional e com níveis de dificuldade e de oposição mais parecidos com o que vamos encontrar aqui, pois sentimos que assim cresceríamos mais e mais rápido. Tivemos a preparação possível e não gostamos muito de nos lamentar do que seria desejável mas não podemos ter. Temos consciência plena da tarefa árdua e difícil que temos pela frente, mas também temos ilusões…».
Abertura de Inscrições – Curso de Treinadores de Grau I / Abrantes
Solano de Abreu. O Curso decorrerá em regime de internato – 30 de agosto a 7 de setembro 2014
O pagamento poderá ser feito de acordo com informação no aviso de abertura de inscrição.
O PERÍODO DE INSCRIÇÕES DECORRE DE 18 A 31 DE JULHO 2014
Em anexo poderão consultar o aviso de abertura do curso, a Ficha de Inscrição (modelo ENB3) e todos os pormenores para que a mesma possa ser formalizada.
«Temos de ser equipa concentrada»
Portugal começa por defrontar a Ucrânia, mas Hugo Matos, treinador adjunto do selecionador Carlos Seixas, faz aqui uma análise a cada um dos adversários.
O grupo é “bastante competitivo”, por isso, avisa o treinador, “Portugal terá que ser uma equipa concentrada e intensa de início ao fim dos jogos.”
E passa a explicar em detalhe aquilo que se pretende: “Defensivamente a intensidade e pressão na bola e linhas de passe, bem como a entreajuda entre todos serão fundamentais para o resultado final.Ofensivamente a dinâmica e o ritmo que colocarmos em campo, bem como a criação de situações de lançamento fáceis e confortáveis serão fatores decisivos para o nosso sucesso”, refere Hugo Matos.
<b>Eis a análise do treinador-adjunto sobre cada um dos adversários: </b>
A seleção da <b>Ucrânia</b> é tradicionalmente forte, desceu em 2013, o que já não acontecia desde 2007. Juntando à tradição o facto de inicialmente ser o país organizador do campeonato, isso pode indicar que estaremos perante uma equipa com potencial e ambição de subir novamente à Divisão A.
A <b>Irlanda</b> tem vindo de ano para ano a ser cada vez mais competitiva, estando claramente a crescer e a aproximar-se de outras seleções mais competitivas. Aliando a este crescimento em termos técnicos e táticos a forma aguerrida e lutadora de encarar cada jogo, coloca sempre os adversários em alerta.
A <b>Dinamarca</b>, que em 2012 disputou a Divisão A, conta sempre com atletas com grande disponibilidade física, que fazem da defesa a sua grande arma. E ofensivamente, com a sua dinâmica cria bastantes dificuldades às equipa adversárias. A seleção deste ano conta já com o contributo de alguns atletas que no ano anterior venceram o Campeonato da Europa de Sub-16, Divisão B.
A <b>Bulgária</b> é por tradição uma equipa com ambições e com talento, aparecendo numa situação semelhante à equipa ucraniana, pois desceu de divisão em 2013 e este ano organiza o campeonato, o que poderá indiciar que se trata de uma geração forte e uma aposta no regresso à Divisão A.
A <b>Escócia</b> aparece em teoria como a seleção menos cotada e com menos tradições, o que não significa facilidades, bem pelo contrário, pois partilham de um espírito semelhante aos dos irlandeses, lutando por cada posse de bola, e por cada jogo até ao último segundo.«Temos de ser equipa concentrada»
Mário Gomes faz balanço positivo
E Mário Gomes mostra-se satisfeito com o desempenho da equipa, que de resto já mostrou “que pode jogar a bom nível”.
O nome do adversário era de peso, mas o adjunto do selecionador Mário Palma não tem dúvidas de que, para evoluir, Portugal tem de jogar com os melhores. “Ao ter a Alemanha como adversário nos primeiros jogos de preparação, sabíamos que, por um lado, era um adversário provavelmente demasiado forte para início (não era o que estava planeado, mas razões imponderáveis ‘obrigaram’ a que assim fosse), mas também que, se queremos evoluir, tal só é possível jogando contra equipas dum nível superior, contra as quais normalmente iremos perder”, refere. “Portanto, quanto aos resultados, foram normais, sendo óbvio, no entanto, que podíamos e devíamos ter conseguido um resultado menos desnivelado no segundo jogo”, acrescenta.
Mas o balanço é francamente positivo e Mário Gomes acredita que, quando chegarem os jogos a “doer”, a Seleção vai estar ao seu melhor nível. “Quanto ao mais importante nesta fase, que é fazer a equipa evoluir, foi um fim-de-semana muito proveitoso, com muito mais aspetos positivos que negativos, tendo a equipa mostrado já que pode jogar a bom nível. Estamos convictos que, quando se iniciar a qualificação, vamos ser um equipa competitiva, com capacidade para discutir os resultados”, salienta. “Há que ter em conta que, pelo menos no plano teórico, a Alemanha é superior a qualquer uma das equipas contra quem iremos jogar, quer nos restantes jogos de controlo, quer na competição oficial.”
Os dois jogos ofereceram dados que agora permitem a equipa técnica tirar ilações e afinar a melhor estratégia para a qualificação. “A nossa principal dificuldade, que não é uma surpresa, foi (tem sido) a falta de consistência ao longo dos 40 minutos do jogo, que deriva de termos que jogar em superação, pois os nossos jogadores não estão habituados a competir contra este tipo de adversários. Contra equipas como a Alemanha, bastam 3 ou 4 minutos de ‘quebra’ para que consigam uma vantagem da qual já não conseguimos recuperar.”
E acrescenta: “Esta é uma dificuldade que não se ultrapassa totalmente em dois meses de trabalho, mas estamos certos que chegaremos ao primeiro jogo oficial muito mais consistentes, pois os seis jogos de preparação que temos até lá vão ajudar-nos muito a melhorar neste aspecto, que é determinante. Aliás, temos a certeza que os nossos jogadores e a nossa equipa são hoje mais fortes que antes de termos jogado contra a Alemanha, pois só treinar não basta, para evoluir há que jogar a alto nível, contra adversários mais fortes que nós.”
Mário Gomes analisa, depois, os dois encontros. “Quanto às incidências dos jogos, tivemos dois períodos muito difíceis, por razões diferentes: o início do primeiro, devido à evidente falta de ritmo competitivo, agravado pelo facto de a Alemanha já trazer 3 jogos ‘nas pernas’, enquanto nós estávamos a fazer os primeiros minutos a competir, isto é, levou tempo até a equipa ‘entrar no jogo’; a segunda parte do jogo de ontem, muito devido à quebra física de alguns jogadores, agravada pelo facto de o nosso único 5 (Cláudio) não ter podido jogar, facto que pagámos caro, pese embora o excelente jogo feito pelo João Guerreiro (que é um 4…).
Muito mais relevante, até porque para atingir objectivos há que pensar de forma positiva, foi a equipa ter demonstrado que pode vir a ser competitiva a este nível, por aquilo que fez na segunda parte do primeiro jogo e na primeira parte do segundo jogo, períodos em que jogámos um basquetebol de grande qualidade.
Há muito para melhorar e para corrigir, mas, como balanço global, estes primeiros dois jogos deixaram-nos confiantes em relação ao futuro, próximo e a médio prazo.”
Matosinhos acolhe Clinic para Treinadores
Eugénio Rodrigues, Selecionador Nacional de Sub-20 Feminino que conseguiu recentemente a subida para a Divisão A e Isabel Fernández Pérez, treinadora do Léon Cuna da LF2 e colaboradora da FEB são os preletores convidados e abordarão os seguintes temas:
Programa:
9h30 – Receção
10h00 – Eugénio Rodrigues: Coisas simples do Bloqueio Directo – Princípios basilares.
11h30 – Isabel Fernández Pérez: Transferência da técnica individual para a tomada de decisões.
13h00 – Final
As inscrições serão feitas no local.
PAVILHÃO MUNICIPAL DE CUSTÓIAS
Rua António Sérgio – Custóias
22 012 73 88
actividades@matosinhosport.com
Coordenadas:
Lat: 41o12’12.20’’N
O primeiro objectivo é a manutenção na Divisão A
A dois dias do início da competição, já em Matosinhos, tivemos oportunidade de fazer a habitual antevisão do campeonato, com a seleccionadora Mariyana Kostourkova.
JT – Este é o 9º Campeonato da Europa ao leme da Selecção Nacional de Sub-18 Femininos. Sete anos na Divisão B com a melhor classificação alcançada (5º lugar) em 2009 (Eilat – Israel). Agora pelo 2º ano consecutivo na Divisão A, a elite europeia. Em 2013 fizemos a estreia na Divisão A, depois de ter garantido a subida em Strumica (Macedónia), no verão 2012. Foi na Croácia (Vukovar e Vinkovci) que Portugal fez uma campanha extraordinária, arrancando um brilhante 9º lugar entre as 16 equipas participantes. Como é que antevês a participação este ano?
R (M.K.) – “Sem dúvida que estou com a ambição de pelo menos repetir o resultado alcançado o ano passado. Sei que não vai ser fácil e o primeiro objectivo é a manutenção na Divisão A. É importantíssima a nossa entrada no campeonato, o 1º jogo contra a Suécia, que também fez parte do nosso Grupo na fase preliminar em Vukovar. Dum ano para o outro a Suécia manteve 4 jogadoras da equipa de 2013, situação semelhante à nossa pois mantivemos 5 jogadoras. Teoricamente é a equipa mais acessível no nosso Grupo (D), já que as outras duas (Itália e República Checa), pelo histórico de resultados apresentados, incluindo a participação no Campeonato do Mundo de Sub-17 que acabou há uma semana na República Checa, são selecções bem apetrechadas e fortes.”.
JT – Uma das lacunas com que se debatem as nossas selecções jovens é a falta de jogadoras altas, com reflexos naturalmente no jogo interior. Este ano, tal como no ano passado, isso não se verifica, pois temos 3 jovens a rondar o 1,90m. O facto de duas delas (Maria Kostourkova e Chelsea Guimarães) terem acabado de disputar o Europeu de Sub-20, Divisão B, em Sófia, na tua opinião, traz vantagens em função do ritmo competitivo adquirido ou não?
R (M.K.) – “Sem dúvida. É importante o ritmo competitivo, ainda por cima adquirido frente a equipas mais experientes, mais velhas, mais altas e mais pesadas. Vamos tentar gerir o cansaço acumulado ao longo de 9 jogos em 11 dias. Não vai ser fácil, mas acredito ser possível estarem nas melhores condições para enfrentar os nossos adversários.”.
JT – Realizada a 1º fase (Grupo D) já sabemos que ficando nos 3 primeiros lugares, iremos cruzar com o Grupo C (Espanha, Holanda, Croácia e Polónia). Obviamente que Espanha (campeã em título) e Holanda (4º lugar em 2013) são selecções fortíssimas, mas Croácia e Polónia à partida poderão estar ao nosso alcance. Concordas com esta análise ou não?
R (M.K.) – “Acho que toda essa análise é muito teórica. Todas as equipas estão em evolução e dificilmente podemos fazer comparações dum ano para o outro. Se entrarmos no Grupo F, que resulta do cruzamento dos Grupos C e D da 1ª fase, isso é bom sinal. Acho que as contas fazem-se no fim. Temos absoluta necessidade de entrar bem no campeonato e jogar jogo a jogo, sempre com a ambição de vencer. O que é fundamental é termos carácter, disciplina, capacidade de superação e vontade de vencer. Conseguindo reunir estes atributos, julgamos que o sucesso ficará mais perto.”.
JT – O facto de o Campeonato da Europa ser disputado em Portugal (Matosinhos) dificultou a realização de jogos de preparação, imprescindíveis para se conseguir atingir ritmos competitivos semelhantes aos que iremos encontrar durante a competição. Fizemos 2 jogos com as Sub-18 de Inglaterra (Divisão B), 1 jogo com as Sub-20 da Suécia (Divisão A)… mas que acabou de descer à Divisão B, 1 jogo com as Sub-16 da Dinamarca (Divisão A) e 2 jogos com as Sub-18 da Eslovénia (Divisão A). Um total de 6 jogos de controlo. Achas que foram suficientes, tendo em conta que ocorreram nas duas semanas antes do Europeu e se a preparação em termos globais foi a necessária?
R (M.K) – “Com o campeonato no nosso país, estávamos à espera que fosse mais fácil arranjarmos equipas com ritmos diferentes e mais fortes. Convidámos todas as selecções da Divisão A e a única que acedeu ao nosso convite foi a Eslovénia para participar no Torneio Internacional Cidade da Covilhã/UBI, na semana passada. O número ideal de jogos de controlo, para mim, será à volta de 10… mas foi o que se pôde arranjar. Outra grande preocupação é o facto de só agora termos conseguido reunir as 12 do grupo final: Maria e Chelsea estavam nas Sub-20 e Carolina Bernardeco esteve condicionada, não tendo feito os jogos do torneio internacional, no final de Junho, em Lisboa. A preparação final iniciada a 14 de Junho incluiu até hoje 38 treinos e 6 jogos.”.
Chegou ao fim a nossa conversa com a seleccionadora de Sub-18 Femininos. Agora é esperar pelo início da competição. Suécia (5ª feira), República Checa (6ª feira) e Itália (sábado), respectivamente às 21H15 e 20H45 (os 2 últimos), serão os adversários na fase preliminar. As guerreiras lusas estão prontas para não desiludirem os adeptos e simpatizantes do basquetebol que esperamos irão apoiar a nossa selecção. Força Portugal!
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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