Artigos da Federaçãooo
«Campanha inolvidável»
O treinador da equipa conta, nos detalhes desta notícia, algumas das emoções vividas pela equipa.
“Finalmente, à 3ª foi mesmo de vez! Primeiro em 2007, em Druskininkai, contra a Lituânia; depois em 2010, em Kavadarci. Finalmente conseguimos realizar o sonho que provavelmente só em nós e poucos mais acreditariam. Subimos de divisão”, começa por nos dizer o treinador.Mas o desfecho feliz da participação portuguesa no Europeu não foi obra do acaso: “A preparação começou na equipa sénior ainda, em Abril, com 5 atletas Sub-20 (tendo apenas ficado 3 nas 12 finais), mas teve o seu momento verdadeiramente inicial só em fins de Maio/início de Junho, o que representava uma preparação de 2 jogos privados e 32 treinos. Era curto, mas sabíamos o que tínhamos de fazer para chegar ao ponto ideal, dentro desta preparação possível”, esclarece.A estratégia para “atacar” o Campeonato da Europa não tardou a ser delineada: “Depois de termos escolhido as jogadoras que reputámos como certas, encarámos este Europeu da forma mais calculista possível. Sob o ponto de vista competitivo teríamos forçosamente de vencer os 2 primeiros jogos com equipas teoricamente mais acessíveis, Macedónia e Bulgária. Depois, perceber onde estávamos em relação às favoritas, pois defrontávamos a Suécia e a Hungria. Paralelamente, como tínhamos apenas 2 jogos de preparação, e no inicio de Junho sabíamos que teríamos de fazer um campeonato em crescendo e com um plano estratégico-táctico também previamente estabelecido.”Já na Macedónia, a equipa manteve-se fiel ao plano inicialmente traçado: “Independentemente de como o jogo corria e das dificuldades naturais que íamos enfrentando, nunca saímos desse plano, nunca deixamos de fazer aquilo tínhamos treinado, evitando ir para soluções que não tínhamos previsto ou ensaiado. Percebemos que teríamos de vencer com muito sofrimento e se tivesse de ser por um ponto em cada período, pois assim seria. Isso foi visível pois à medida que fomos enfrentando as equipas mais fortes, quando todos achavam que já não conseguiríamos, nós conseguimos subir uns furos e estar ao nível do nosso adversário.”A dada altura, a jovem Selecção começou a vislumbrar como possível a subida de divisão: “Percebemos que isso era possível quando ganhámos à Hungria e quando perdemos contra a Suécia, porque durante cerca de 10 minutos não fomos nós e saímos do tal plano inicialmente traçado. Depois, Israel e Rep. Checa foram uma verdadeira lição de basquetebol e de controlo emocional. Normalmente, as equipas lusas apresentam um basquetebol já bastante respeitável mas ainda falham no tal controlo emocional, na gestãomental do sucesso ou do insucesso. Desta vez, isso não aconteceu e a subida de divisão foi quase uma ‘fatalidade’, no bom sentido da palavras. E só não fomos mais longe do que a medalha de prata porque a Suécia era de facto bastante mais forte do que a nossa Selecção”, salienta Eugénio Rodrigues.Foram uma sucessão de jogos, mas a equipa reagiu bem: “A gestão do esforço na minha opinião foi quase perfeita e a rotação levada a cabo, sem ser muito extensa por todas as jogadoras foi a suficiente. Tivemos um pequeno contratempo, que se prendeu com uma queda da Michele Brandão numa escadaria que chegou a assustar. Tivemos também de controlar mais do que o habitual a alimentação pois foram identificados muitos problemas com as atletas nesse aspecto (refeições no hotel não eram as melhores) etivemos inclusivamente o cuidado para mentalmente não “sair” do ritmo competitivo do campeonato face a uma folga dupla que gozamos. Tenho a perfeita consciência de que dificilmente haveria algo mais a fazer, no plano do scouting, no treino mental das jogadoras e no plano organizativo.”E Eugénio Rodrigues prossegue: “Assim sendo, “faltava” vencer os jogos e claro, ter a estrela da sorte. Costuma-se dizer de que quanto mais trabalhamos, mais sorte temos, e as atletas foram inquestionavelmente as maiores responsáveis pelo êxito. Trabalharam como ninguém, sacrificaram-se como ninguém e quiseram tanto ou mais do que as adversarias. Estas três premissas que serviram de mote ao nosso trabalho diário desde o 1.º treino, deram numa medalha, e na subida de divisão.”O técnico recusa-se a ficar com os louros deste sucesso, fazendo questão de dividir o êxito com outros intervenientes: “É também justo dizer-se que este resultado é o somatório de muitos factores que passam pelo trabalho dos clubes e seus treinadores e pelos centros de treino, que vieram sem qualquer sombra de duvida elevar o nível competitivo das nossas selecções. Posso dizer que, sem saber quem contribuiu mais com o quê, os centros de treino e os seus responsáveis deverão nesta altura também eles, sentir muito orgulhos neste êxito.”E agora, o que acontecerá a esta equipa? “O futuro é algo sempre incerto, mas acho que esta é uma oportunidade soberana de cimentarmos o nosso salto qualitativo no basquetebol europeu feminino pelo que urge pensar seriamente e com tempo na campanha europeia de 2012 por forma a que possamos mostrar, mais uma vez à Europa, que este resultado não é fruto do acaso.”“Finamente, e em jeito de conclusão, importa rentabilizar este resultado da melhor forma possível, sobretudo através da sua publicitação junto dos meios basquetebolísticos, pois agora, mais do que nunca, as atletas deverão sentir orgulho em representar a Selecção Nacional, todos os agentes deverão contribuir para isso e convergir forças pois representar Portugal, vencer ao serviço de Portugal e poder ter uma medalha ao peito com Portugal como pano de fundo, é e deverá ser sempre o objectivo máximo de qualquer desportista”, frisa.E deixa um conselho: “Só estando na Europa num bom plano competitivo se pode melhorar o nível do nosso basquetebol em geral. Pessoalmente, esta campanha europeia foi absolutamente inolvidável e mentiria se dissesse que sou o mesmo depois de tudo o que foi vivido. Espero um dia voltar a vivê-la e também poder ter a alegria de ver ou ouvir os meus companheiros treinadores a falarem de sensações semelhantes. Será muito bom sinal.”
Carlos Lisboa treinador do Benfica
O antigo jogador, que rende Henrique Vieira no comando técnico dos encarnados, vai acumular estas novas funções com as de director-geral das modalidades.
Eis o comunicado do BenficaTerminada a ligação com Henrique Vieira e depois de analisar ponderadamente as opções de mercado, foi unânime a decisão da Direcção do Sport Lisboa e Benfica na solução encontrada para o comando técnico da sua equipa de basquetebol profissional.Em função da experiência, da forte ligação ao Clube e da sua completa identificação com os objectivos do Sport Lisboa e Benfica e, ainda, aos seus conhecimentos técnicos, o Benfica propôs a Carlos Lisboa que este assumisse a direcção técnica da equipa de basquetebol sénior para a próxima temporada. Desafio este que foi aceite.Assim, e em acumulação com as suas actuais responsabilidades de director-geral das modalidades, Carlos Lisboa vai assumir, a partir do próximo dia 22 de Agosto, a preparação da nova época desportiva da equipa de basquetebol contando como treinadores adjuntos, Nuno Ferreira e Goran Nogic (assumindo, também este, a responsabilidade de coordenação das equipas de formação).
«Vencer metade dos jogos»
Portugal ficou integrado no Grupo C, juntamente com a Grã-Bretanha, República Checa, Finlândia, Luxemburgo e Noruega. Leia nos detalhes desta notícia o que pensa o treinador dos nossos adversários e quais são as expectativas de Portugal para esta competição.
Quais são as expectativas para este Campeonato da Europa? As nossas expectativas são realistas, vamos enfrentar uma competição muito dura, estando inseridos num grupo bastante forte. Temos como objectivos competitivos ficar nos 12 primeiros lugares da competição e vencer 50% dos jogos realizados. Na sua opinião, quais as principais debilidades que referenciarianeste grupo de trabalho? E os pontos fortes? As principais dificuldades deste grupo prendem-se com factores de ordem competitiva, pois a maioria dos seus adversários participa nos principais campeonatos dos seus países ou em ligas estrangeiras muito fortes, os nossos atletas não estão habituados a jogar em constante superação e pressão.Quanto aos pontos fortes deste grupo, realço dois aspectos determinantes;1º Forte predisposição para treinar e aprender.2º Todos percebem o seu papel dentro da equipa, procurando dar contributos positivos para o sucesso do grupo. Como decorreu o período de preparação? Estamos a três dias do início da competição e julgo que os principais objectivos do estágio foram plenamente atingidos, isto é, transformar um grupo de jogadores numa equipa o mais coesa e solidária possível com ambição de vencer e atingir os objectivos propostos. No entanto, as lesões que surgiram já aqui na Bósnia, nomeadamente do Miguel Cardoso e do João Torrié, vieram condicionar estes últimos dias de preparação destes jogadores. Esperamos que no dia 14 estejam prontos para ajudar a equipa. Por último gostaria de realçar as condições que a Federação nos proporcionou para a preparação deste Campeonato da Europa. E o que dizer do grupo que vos saiu em sorte? Não tivemos sorte com o sorteio, estamos num grupo de 6 equipas onde 3 são candidatas assumidas a subir para a divisão A. Nesta altura mais importante que o valor das equipas que vamos enfrentar é acreditarmos nas nossas capacidades, pensar um jogo de cada vez e focalizar as nossas energias todas no lema que procuramos incutir durante a preparação, ”quem joga em equipa tem sempre hipóteses de vencer”. Nestas idades as Selecções Nacionais são sempre associadas a gerações. De que forma caracterizaria esta geração que vai participar no campeonato de sub-20? Trata-se de uma geração que não teve sucesso nos europeus anteriores, mas com uma enorme vontade de mostrar que tem capacidade e talento para atingir melhores resultados e todos acreditamos que isto será possível. Independentemente dos resultados que vierem a ser conseguidos, sendo esta uma selecção que serve de base de recrutamento da selecçãosénior, o grupo é composto por atletas que podem integrar a principalselecção, bem como as equipas da Liga? Independentemente dos resultados, tenho a certeza que todos os atletas quando terminarem esta experiência, terão uma visão muito mais clara do exigente caminho que é necessário percorrer para ser jogador profissional de Basquetebol. Para terminar, volto a dizer o mesmo do ano passado, qualquer destes 12 jovens têm capacidade e talento para jogaram nas nossas ligas principais de seniores e alguns destes, treinando e jogando com regularidade na nossa liga têm condições para poderem ajudar a nossa selecção principal.
Benfica no campo Aleksandar Nikolic
Um dos palcos onde se mantêm activos é o campo AKK “Prof. Aleksandar Nikolic”, melhor campo de Basquetebol da Sérvia.
O campo internacional professor Aleksandar Nikolic, com coordenação da treinadora do Partizan, Marina Maljkovic, já vai na 36ª edição. Neste estão presentes treinadores de países como a Sérvia, Eslovénia, Inglaterra, Espanha e jogadores da Sérvia, Macedónia, Eslovénia, Espanha, Canadá e USA, entre outros.O treinador André Cardoso repete a sua participação do ano passado e desta vez viajou acompanhado das atletas Beatriz Guita, Catarina Murteira, Joana Andrade, Jovana Nogic e Marta Monteiro.Ainda a tempo do primeiro turno do campo, que se realiza de 28 de Julho a 7 de Agosto, chegarão a Zlatibor (Sérvia) o treinador Francisco Cruz e o Sub18 João Soares (premiado no Campo Monte Basket 2010).
Oferta de Trabalho
Os interessados devem remeter o currículo vitae por e-mail para portugalbasket@fpb.pt com a indicação “Oferta CARJ” no assunto, até ao dia 14 de Julho. Nos detalhes encontra o perfil pretendido e as condições preferenciais para o desempenho da função.
Perfil Pretendido:– Capacidade de comunicação e bom relacionamento interpessoal- Experiência anterior na liderança de grupos/equipas de jovens- Experiência anterior no contacto com o meio escolarOutras Competências: – Capacidade de liderança e tomada de decisão- Autonomia, Dinamismo e Proactividade- Disponibilidade a partir de 1 de Setembro de 2011Condições Preferenciais:– Ser treinador de basquetebol- Ter formação académica na área de Desporto- Ter carta de conduçãoOferecemos:– Contrato de trabalho por 1 (um) ano- Formação contínua em exercício
Eugénio Rodrigues: «Expectativas são altas»
A Selecção Nacional disputa a Divisão B e viaja até Ohrid, na Macedónia, com a ambição de entrar no grupo dos oito primeiros e depois tentar ir à meia-final, conforme nos conta o seleccionador nacional nesta entrevista.
Quais são as expectativas para este Campeonato da Europa?As nossas expectativas são altas, conforme já é habitual. A ambição tem de estar sempre presente e sem sonhar não se conquistam méritos nem se alcançam sonhos. Esta Selecção, pelo seu percurso dos últimos anos, aspira desde logo à entrada nos oito primeiros classificados, para depois, nos jogos cruzados, poder tentar mais uma-meia final, a exemplo do que já aconteceu por duas vezes nos últimos 5 anos.Na sua opinião, quais as principais debilidades que referenciaria neste grupo de trabalho? E os pontos fortes?Este grupo de trabalho acaba por ser bastante heterogéneo, o que constitui uma vantagem em qualquer equipa. Porém, e conforme também já é habitual no basquetebol português, o jogo interior poderá ser aquele que mais dificuldades irá patentear no confronto com as nossas congéneres europeias.Por outro lado, a ineficácia ofensiva é também um fado muito próprio que normalmente nos condiciona na prossecução dos nossos objectivos, sendo que tentaremos compensar esse handicap com a intensidade e agressividade defensiva que sempre empregamos em todos os jogos.Como decorreu o período de preparação?O período de preparação foi o possível. Tivemos apenas 32 treinos para preparar este campeonato europeu sendo que apenas realizamos dois jogos de treino frente à Holanda e muito no inicio da nossa preparação, volvidos que estavam apenas 5 treinos.Não obstante, já estamos habituados a estas situações menos boas pelo que não vamos olhar para trás. Vamos procurar os aspectos positivos que entretanto conseguimos preparar e é com essas armas que nos apresentamos para mais esta batalha.E o que dizer do grupo que vos saiu em sorte?O nosso grupo é muito complicado, se é que Portugal algum dia se poderá dar ao luxo de dizer que calhou em sorte num grupo acessível. Com efeito, temos a Suécia, que com esta geração foi medalha de bronze na Divisão A de sub 18 em 2009, e a Hungria, que foi campeã europeia Divisão B de sub 18 em 2009. Depois defrontamos também a Bulgária, um país com quem vamos equilibrando os jogos e a Macedónia, equipa da casa e como tal, com o apoio já tradicional.Nestas idades as Selecções Nacionais são sempre associadas a gerações. De que forma caracterizaria esta geração que vai participar no campeonato de sub-20?Esta geração é das mais completas dos últimos anos, faltando talvez apenas uma posição 3 com mais centímetros e uma posição 5 com maior agressividade. É uma geração com talento um pouco acima da média, pelo menos com referência aos últimos anos. Isso deixa-nos esperançados de um bom resultado.Independentemente dos resultados que vierem a ser conseguidos, sendo esta uma Selecção que serve de base de recrutamento da Selecção sénior, o grupo é composto por atletas que podem integrar a principal Selecção, bem como as equipas da Liga?Deste grupo já tivemos 3 atletas a competir na Selecção Sénior e mais 2 com presenças assíduas em estágios. Este processo gradual de integração é o resultado lógico de todo o trabalho que se tem vindo a fazer com os centros de treino e uma forma inteligente de rentabilizar todo o investimento de tempo, trabalho e dinheiro que se fez e continua a fazer nesses mesmos centros de treino. Se assim não fosse, algo estaria mal no projecto e nas estruturas já existentes para consolidar o basquetebol feminino a nível europeu. Paralelamente, tendo em conta a melhoria gradual das classificações jovens femininas, seria igualmente um contra-senso se não se iniciasse essa ponte para a Selecção Sénior.Já no que diz respeito à Liga feminina, essa aposta é ainda mais evidente. Estas atletas competem todas na Liga feminina à excepção de 2 e, independentemente das razões que presidem ao recurso dessas atletas para alimentar as equipas seniores da Liga, o certo é que elas jogam com regularidade e na maioria dos casos, com minutos efectivos de jogo.
Clinic Rendimento – 2011
O Clinic Internacional de Rendimento Almada 2011 é uma acção no âmbito do Programa de Reciclagem de Treinadores que tem como objectivo e preocupação, fornecer aos treinadores as ferramentas necessárias para melhorarem o seu trabalho com os nossos atletas e equipas.
Convidamos todos os interessados pela modalidade e empenhados em valorizar-se a participar neste Clinic, onde poderão escutar as opiniões de um conjunto de treinadores com um vasto currículo na modalidade.Este Clinic coincide com o ano do “relançar da ANTB” e igualmente com o retomar de uma colaboração, que se pretende profícua entre a ENB/FPB e a ANTB. Neste contexto as Direcção da FPB decidiu conceder um desconto na taxa de inscrição do Clinic a todos os associados da associação de treinadores. Esta colaboração que agora se reinicia, traduzir-se-á no futuro com a concretização de um protocolo entre a FPB, ANTB e ENB.
Rui Alves em entrevista
Por um lado, o início da fase final da preparação das selecções jovens para competirem nos europeus deste verão. Por outro, o recrutamento para os Centros Nacionais de Treino 2011/12, cujo processo já se encontra em marcha. Um bom pretexto para ouvirmos Rui Alves, coordenador do sector masculino.
Que balanço faz até ao momento da implantação do Processo de Formação Desportiva na FPB?O PFD é um projecto de médio-longo prazo mas, ainda assim, já conseguimos algumas coisas ao nível do Gabinete Técnico que considero bastante positivas. Destaco desde logo o enorme trabalho colectivo e solidário entre todos os seleccionadores. Melhoramos a comunicação, uniformizamos a análise, falamos cada vez mais a mesma linguagem, penso que isso são passos muito importantes. Permitam-me ainda que acrescente que conseguimos também uma enorme aproximação entre os sectores masculino e feminino, o que está a trazer lucros para todos. E do ponto de vista da formação dos jogadores, nas selecções, o que mudou mais?Bem, de facto o nosso lema é «melhores jogadores» e é sobre eles que recaíram todas as nossas atenções no terreno. Primeiro de tudo, acho que alargamos a nossa visão sobre as selecções e centros de treino. Estamos a tentar erradicar coisas tipo «este jogador é da geração do seleccionador A» ou «este jogador tem idade para o CNT tal»… os jogadores são dos Clubes e depois representam Portugal. O Gabinete Técnico da FPB obriga-se a desenhar um percurso de formação para esses jovens, principalmente os que têm o privilégio de se prepararem regularmente num CNT. Pode ser com companheiros de gerações acima ou abaixo, isso não é o mais importante. Mas atenção, há muito mais por fazer do que aquilo que já foi feito, nomeadamente quanto aos jogadores de especial talento (JET). Tendo em conta o que se conhece quanto aos resultados em europeus anteriores, quais são as expectativas das nossas selecções jovens para este verão?As expectativas são as de conseguirmos representar o nosso país de forma digna. Jogar intenso, de forma empenhada e lutadora em cada posse de bola, mantendo uma atitude exemplar dentro e fora do campo e com muita ambição de ganhar jogos. Procurar sempre explorar as nossas vantagens e esconder as nossas fraquezas. As expectativas são também as de prepararmos os nossos Sub-16 para quando forem Sub-18 e os Sub-18 para quando forem Sub-20, pois os europeus acabam por ser quase o único momento de preparação internacional. Mas se expectativas significa classificação, o que pessoalmente considero redutor, então ambicionamos estar na metade superior da tabela (12 primeiros lugares), o que nalguns casos pode ser muito complicado. E quanto ao recrutamento para o CAR Jamor e CNT Paulo Pinto, tudo pronto?Para o CAR Jamor, fizemos um estágio de observação há duas semanas e estamos em fase de contactos com jogadores, famílias e clubes, estando praticamente o grupo definido. Quanto ao CNT Paulo Pinto, o estágio de observação vai acontecer no próximo fim-de-semana, na Lousã, e aproveito desde já para agradecer à AB Coimbra, à CM da Lousã e ao CD Lousanense todo o apoio que já deram para esta acção, que seguramente vai ser um sucesso. Mas é um processo que nesta fase inicial tem recebido algumas críticas… É normal… seleccionar é escolher e quem não é escolhido gostava de o ser… mas desengane-se quem pense que é um processo individual. Por exemplo para o próximo estágio, foram consultados todos os DTR’s e muitos outros elementos da nossa Rede Nacional de Detecção de Talentos. A grande maioria dos jogadores foram identificados na Festa do Basquetebol (alguns já o ano passado). Mas o que se discute não são os jogadores que são de selecção já ou que têm potencial para vir a ser no futuro, esses são poucos e 95% dos treinadores, mesmo sem experiência internacional, os identificam… as críticas mais comuns são sobre os 16ºs das listas…E aproveitava esta oportunidade para esclarecer mais duas questões. A primeira é dizer que num clima de contenção financeira decidimos não convocar os jogadores que já conhecemos e cujo talento não nos merece dúvida. A segunda é esclarecer que as convocatórias realizadas em pontos altos da actividade dos clubes acontecem para protecção dos próprios clubes e não por desorganização da FPB ou observações de última hora. De facto, os jogadores são previamente escolhidos mas só são notificados no final da competição, evitando entusiasmos e desilusões desnecessárias nas vésperas desses eventos.
Período transitório
Tal processo, decorrente da publicação do DL 248-A de 2008 e do despacho 5061 de 2010 tem vindo a ser objecto de informações do IDP às Federações sobre os sucessivos passos da sua entrada em vigor
Pode a FPB/ENB informar agora que o prazo previsto de um ano começou a contar em 01 de Junho 2011 e terminará a 31 de Maio de 2012. Significa isso que todos os treinadores actualmente graduados com os níveis I, II e III deverão requerer naquele período, ao IDP, a sua Cédula de Treinador de Desporto
Treinadores Portugueses no Clinic Ourense
Pepe Laso centrou-se no treino individual com jogadores. Recorrendo a múltiplos exemplos do trabalho desenvolvido com a 7ª escolha do Draft NBA da semana passada, o congolês Biyombo Bismarck, a intervenção de Pepe Laso deixou a ideia de que o jogador de aspiração profissional não pode ver-se limitado nos horizontes de melhoria e superação. Tem que querer mais do que é, do que pode e do que faz em cada momento. A sua ambição não pode ter limites. A metáfora de que o jogador de aspiração profissional tem de ser um “alpinista”, no sentido em que os limites devem para ele constituir um desafio, foi a marca da sua comunicação. O dia de sábado – 25 de Junho – foi passado com Pedro Martinez, treinador do Gran Canária 2014. Foram abordados três temas: a criação de espaços no jogo de 5×5 em ataque, conceitos fundamentais de defesa e situações de 2×2 com ênfase na leitura de bloqueios indirectos. Domingo, 26 de Junho, o Clinic terminou com Ettore Messina, recentemente contratado para trabalhar com Mike Brown em Los Angeles Lakers. Os princípios que regem o seu trabalho, a filosofia em que assenta a sua visão do jogo, no ataque e na defesa, foram as ideias transmitidas em três comunicações de grande interesse. Se há muitas conclusões a retirar, uma delas parece-me inequívoca: os fundamentos do basquetebol continuam a ser os determinantes da qualidade do jogo. Excepção feita à intervenção de Pepe Laso, dirigida para um tema lateral (apesar de importante), Pedro Martinez e Ettore Messina dispensam apresentações. São dois treinadores de top, treinam nas mais competitivas ligas do mundo, têm treinado equipas compostas pelos melhores jogadores da Europa. Nas suas intervenções os fundamentos do jogo ocuparam todas as horas de intervenção que dedicaram ao Clinic. Para ser mais claro, refiro-me a detalhes como: a quem, quando passar e como?, como ler colectivamente a penetração?, como conseguir tirar vantagens do curl ou do fade away na passagem dos bloqueios indirectos? que respostas ler na acção da defesa? o que fazer para no bloqueio indirecto conseguir melhores ângulos sem fazer faltas no ataque?, como mover o defensor em ajuda para reduzir espaços de penetração à bola?, como ensinar os jogadores a utilizar a visão periférica? Parece simples demais. Fomos ouvir um dos treinadores mais conceituados da ACB – Pedro Martinez – e um dos nomes mais sonantes do mundo – Ettore Messina –, e se esperássemos trazer um truque, vínhamos insatisfeitos. Não nos foi possível trazer mais do que um sistema ofensivo, que até nem parecia ter nada de novo. Não trouxemos nenhuma zona, match –up ou qualquer mista. Nem sequer um movimento milagroso que pudesse ajudar a ganhar um jogo.Ao invés disso, trouxemos inúmeras ideias para desenvolver no trabalho da táctica individual dos jogadores e da sua relação com a colectiva. Apesar de não termos trazido nenhum truque, da minha parte encontrei a resposta de sempre. A que insiste em reforçar a convicção de que o basquetebol de alto nível continua a ser um jogo em que o conhecimento dos detalhes, o treino dos seus fundamentos e a sua preparação ao limite, continuam hoje, e certamente amanhã, a fazer toda a diferença na qualidade dos jogadores, dos treinadores e das equipas.
Hotel Meliã – Aldeia dos Capuchos
Preços dos Quartos: Single – 55 euros com pequeno Almoço Duplo – 65 euros com pequeno Almoço Para reservar enviar email para catiamota@fpb.pt, com nome,nº de carteira de treinador.
João Rocha sai da U.D.Oliveirense
Após uma primeira época de total sucesso no Campeonato da CNB1, onde todos os objectivos propostos à direcção, para um projecto de 3 anos foram atingidos, chegou ao fim a ligação entre o treinador e o clube.
A temporada da equipa de Oliveira de Azeméis foi de enorme sucesso, mas isso não bastou para que treinador e clube mantivessem a sua ligação, isto apesar de, na opinião do treinador vencedor da CNB 1, terem sido alcançados todos os objectivos a que se propôs no inicio da época.”Os objectivos foram cumpridos na sua totalidade:• Presença na final do Campeonato da CNB1 e conquista do Campeonato nacional. • Um campeonato sólido com poucos altos e baixos, apenas 4 derrotas toda a época desportiva (2 na fase regular, 1 para a taça de Portugal e 1 nos Play-off). • Nos Play-off ganhou todas as eliminatórias. • 1º Lugar na fase regular e consequente apuramento para os Play-off. • Na taça de Portugal, apenas eliminado por uma equipa da Liga de clubes (A.D. Ovarense). • Elevação da qualidade de jogo da equipa ao longo do ano. Comprovando este objectivo foi o numero de vitórias obtidas desde a ultima derrota na fase regular contra a ACR até ao final da fase regular, com 14 vitórias consecutivas. • Construção de equipa com jogadores provenientes da escola da U.D.O..”No momento da despedida o antigo internacional português fez questão de agradecer a todos aqueles que, directa ou indirectamente, contribuiram para o enorme êxito desportivo da temporada que agora terminou. “Para o atingir do sucesso obtido tenho que dividir tal proeza, em primeiro lugar com os jogadores pela forma profissional como trabalharam e sacrificaram as suas vidas pessoais para se dedicarem ao sucesso deste projecto. Ao fantástico público de Oliveira de Azeméis, pela forma como nos soube acarinhar e como motivou e participou na festa, foram fantásticos. E por ultimo, agradecer á minha família pelo muito tempo que lhes roubei, para poder dedicar a este projecto.Acredito que “a persistência é o caminho para o êxito” (Charles Chaplin)Um grande obrigadoJoão Rocha “
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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