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Henrique Vieira: «Vontade de vencer é muito forte»

O experiente técnico diz que o segredo residiu na união e no espírito de luta dos seus jogadores.

Apesar de terem dominado de forma inquestionável a fase regular, os encarnados falharam em alguns dos pontos altos da época. Mas as debilidades evidenciadas em determinados momentos da temporada parecem já fazer parte do passado, ao ponto de o técnico Henrique Vieira considerar que esta final coincide com o melhor momento de forma do grupo. “A troca do Dewitz pelo Heshimu em Fevereiro, obrigou a várias alterações tácticas. Houve um momento obrigatório de adaptação individual e colectivo no grupo que, depois de ter sido ultrapassado, a equipa tem vindo sempre a melhorar, fruto do esforço individual de todos.” É inquestionável que os actuais campeões nacionais evoluíram tacticamente, tornando-se mais fortes pelo maior equilíbrio que agora existe entre os jogadores que são solução ofensiva. “É para isso que trabalhamos durante a época, por isso é natural que as adaptações estejam feitas e que apareçam mais soluções para colocar a bola no cesto”, considera o treinador. Para Henrique Vieira as fases menos conseguidas de alguns atletas ao longo da temporada nada tiveram a ver com estados de forma física, mas sim com outros aspectos inerentes à competição e ao curso de uma época desportiva. “Ganhámos a fase regular a quatro jornadas do fim e isso é prova que tivemos jogadores em forma durante toda a época. As exibições menos conseguidas pela equipa passaram muito pelas lesões e pelas adaptações, já mencionadas, em Fevereiro/Março. Mas também de imediato, e no final de Março início de Abril, apresentámo-nos logo muito bem ao vencer em Angola a difícil Supertaça Compal.” Ainda recentemente numa entrevista para o site da FPB, o norte-americano Heshimu Evans, referindo-se à vitória do Benfica na Supertaça Compal, em Luanda, dizia que o grupo tinha recuperado hábitos de vitória. Condição essencial para que os níveis de concentração, o desejo e o espírito de vencer seja pelo menos igual ao da época anterior. “À semelhança do ano passado, é verdade que todas as contrariedades surgidas perante a equipa têm sido ultrapassadas com uma grande união e espírito de luta de todos. A vontade de vencer deste grupo é sempre muito forte em qualquer situação.” O experiente técnico encarnado mostra-se muito satisfeito com o comportamento da equipa nas duas rondas anteriores, especialmente com a melhoria do jogo interior benfiquista, um dos principais argumentos do sucesso da equipa até chegar a esta final.” Sabemos que o equilíbrio do jogo ofensivo por vezes não foi o melhor mas isso nunca foi por causa de uma menor qualidade do jogo interior. Fruto das alterações o equilíbrio não era o ideal. Ultrapassado o problema, veja-se a prestação nos seis jogos dos playoff, quer ofensivamente, quer defensivamente, e na luta das tabelas. Fomos sempre claramente superiores ao adversário perto do cesto e esse foi um dos factores mais importantes para essas nossas vitórias.”A Federação Portuguesa de Basquetebol considerou os jogos do Play Off final da Liga Portuguesa de Basquetebol – a disputar entre as equipas do Sport Lisboa e Benfica e do F.C.Porto Ferpinta – jogos de risco elevado.Calendário de jogos referente ao playoff Final do II Campeonato da LPB: 1ª Jornada – 28/05/2010Sport Lisboa Benfica – FC Porto Ferpinta – 21:00 – Império Bonança 2ª Jornada – 30/05/2010 Sport Lisboa Benfica – FC Porto Ferpinta – 17:00 – Império Bonança 3ª Jornada – 04/06/2010 FC Porto Ferpinta – Sport Lisboa Benfica – 21:30 – Dragão Caixa 4ª Jornada – 06/06/2010FC Porto Ferpinta – Sport Lisboa Benfica – 16:00 – Dragão Caixa 5ª Jornada – 09/06/2010 Sport Lisboa Benfica – FC Porto Ferpinta – 21:00 – Império Bonança 6ª Jornada – 13/06/2010 FC Porto Ferpinta – Sport Lisboa Benfica – 17:00 – Dragão Caixa 7ª Jornada – 16/06/2010Sport Lisboa Benfica – FC Porto Ferpinta – 21:00 – Império Bonança


Melnychuk: «Se ganharmos o título terá grande valor»

O antigo seleccionador nacional acrescenta que o título seria um justo prémio para os jogadores, direcção e para as gentes da terra, que começaram a ir ao pavilhão apoiar a equipa. Mas Valentyn não esquece a meia-final frente ao Eléctrico, onde eliminou Andriy Melnychuk. “Não desejo nem ao meu maior inimigo a disputa de jogos do playoff contra o próprio filho…”, frisa.

Se alguém lhe perguntasse no inicio da temporada se seria possível estar a disputar nesta altura a final do campeonato da Proliga, que resposta teria dado? Primeiro ninguém perguntou. Na verdade, eu pouco conhecia o verdadeiro nível da Proliga porque nas minhas observações de jogadores para Selecção Nacional a atenção sempre foi focada nos jogos da Liga. Mas no inicio da época, bem como nos encontros do Troféu António Pratas e nos jogos-treino, percebi que, através do trabalho duro e bem organizado, era possível construir uma equipa competitiva e jogar com sucesso. E como a maioria dos treinadores, eu queria ganhar todos os jogos. É fácil sonhar e difícil construir por falta do tempo. Mas no inicio não correu nada bem. Porquê? Porque na minha opinião a Proliga é bastante competitiva. O bom jogo do Sangalhos na final Taça de Portugal e a exibição da equipa Sub -20 do Póvoa, na Final 4 Nacional, no passado fim-de-semana, são bons exemplos do valor desta Proliga. Mas passo a passo apareceu um esqueleto de uma equipa que na maioria dos jogos começou a mostrar o seu valor. Depois, ganhámos a Taça da Proliga e a época regular do campeonato. Nem todos atletas aceitaram as minhas duras exigências. Mas trabalho é trabalho e conhaque é conhaque. Eu gostaria de agradecer aos atletas, à direcção e ao meu adjunto, Nelson Cunha, por todo o sofrimento e trabalho realizado. A equipa acusou alguma inexperiência para lidar com a pressão do momento, já que por duas vezes esteve em desvantagem na meia-final frente ao Eléctrico? Na primeira eliminatória encontrámos um Angra enfraquecido com saída dos americanos. Os jogos foram muito fáceis para nossa equipa, apesar do bom desempenho de todos os jogadores do Angra. Os meus atletas começaram a pensar que eram os melhores, começaram ‘voar’, pensando que tínhamos o caminho aberto para final. Em grande parte a culpa foi minha, pois não consegui estabelecer um clima com outra mentalidade, de modo a fazer aterrar os atletas no devido lugar. Por outro lado, devemos dar o devido valor à equipa do Eléctrico. Eles participaram na final-four da Taça Proliga, acabaram época regular na 4ª posição e eliminaram o Sangalhos na primeira eliminatória. E só um grande esforço humano, muitas conversas e trabalho duríssimo nos treinos da equipa nos permitiu alcançar a 3ª vitória no quinto jogo. Parabéns ao Eléctrico pelo êxito desta temporada. Conheço bem os problemas dos treinos deles. E não desejo nem ao meu maior inimigo a disputa de jogos do playoff contra o próprio filho… Estes jogos custaram -me muito, a mim e à minha família. Tenho orgulho pelo trabalho do Andriy e no Eléctrico, onde jogam 7 jogadores com quem trabalhei em anos anteriores. Pena que um teve de sair. Também tenho grande respeito pela Câmara Municipal de Ponte de Sor, que há muitos anos está a apoiar basquetebol do clube. Acha que estando garantida a subida, o Penafiel vai estar mais próximo do rendimento que teve durante a fase regular? Espero que sim. Estamos nas mesmas condições do Lusitânia. Temos 2 jogadores lesionados e um doente. O Lusitânia tem outro tipo de argumentos. Quais destacaria como sendo os mais fortes? Tem jogadores fortes e quase todos com experiência de Liga. O Lusitânia sempre jogou com 7/6 jogadores. Por um lado é uma desvantagem por outro acaba por ser uma vantagem. Vou explicar porquê: desvantagem – fadiga e faltas. Vantagem – eles jogam com confiança e cada um sabe que não sai de campo após algum turnovers. Para além disso, é bem orientada pela sua equipa técnica. A equipa açoriana mostrou o seu valor durante a época, isto apesar dos enormes problemas humanos e monetários. Sobreviveu e está na final. Sentimos imenso respeito por eles, respeitando-nos a nós próprios. Vencer a Proliga esta temporada teria o mesmo sabor de outros títulos bem mais importantes que conquistou no passado? Cada título tem o seu valor e o seu sabor. Se ganharmos, vai ter um grande valor e sabor para os jogadores, para a jovem direcção do clube, para as gentes de Penafiel – que começaram a encher o pavilhão, apoiando a equipa e torcer pelas nossas vitórias –, para a Câmara Municipal que apoia este projecto e também para mim, pelo meu trabalho.


«Trabalhamos com grande motivação»

O treinador procura sempre incentivar os seus jogadores a trabalhar arduamente durante a época, de modo a poderem estar presentes nestes pontos altos da temporada, e, até ao momento, esse objectivo foi cumprido.

Quais os objectivos da sua equipa para esta fase final? É com uma grande motivação que trabalhamos para estar nesta fase final a defender o título nacional. Tendo em conta os objectivos delineados no arranque da temporada, já esperava poder chegar a esta altura da época a pensar na conquista do título? Os nossos objectivos são sempre os mesmos: incentivar estes jovens atletas a trabalhar muito durante a época desportiva para estar sempre ao mais alto nível a defender as cores do clube em todas as competições (fases finais, torneios, etc.). Sendo certo que preparar atletas para, futuramente, alinhar nos seniores deve ser a principal preocupação dos escalões jovens, acredita que formar a vencer é a melhor maneira de os motivar e os manter empenhados na modalidade? A minha maneira de pensar nos dias de hoje com os nossos jovens passa tentar dar-lhes o maior prazer de praticar a modalidade e incentivá-los para um futuro melhor, porque hoje em dia, com os divertimentos que existem (telemóveis, PS, computadores, etc.), é bem mais difícil de ter um grupo de atletas com vontade de trabalhar, e mentalizá-los a saber lidar com as derrotas e vitórias, que fazem parte da vida desportiva. Como caracteriza a realidade do basquetebol nacional na formação? Existem condições para melhorar os resultados das várias selecções jovens a curto-médio prazo? Em relação ao meu clube (Vasco da Gama), só podemos estar orgulhosos pelo trabalho feito durante a época desportiva que está a ser muito boa com todos os escalões nas fases nacionais, este grupo vai estar na final 4 pelo 3º ano consecutivo, e sem ter as melhores condições de trabalho conseguimos ter estes jovens sempre em acção e dedicação pelo clube. O capitão David Sequeira diz que o triunfo seria a “cereja no topo do bolo”, um justo prémio pela temporada realizada pelo Vasco da Gama.Chegar a uma fase final de um campeonato nacional é o prémio justo para um ano de trabalho ou é preciso vencer que assim seja?Chegar à fase final é mais que merecido; é o resultado de todo o trabalho desenvolvido durante uma época inteira e poder vencer esta prova seria sem dúvida “a cereja no topo do bolo”.Qual foi, na sua opinião, o momento decisivo da época para até chegar aqui?Para mim , o momento decisivo foi o fim-de-semana em que tivemos jornada dupla contra as duas equipas consideradas ” favoritas ” e ganhámos às duas . Assim ficámos em 1º e ganhámos ânimo para os jogos seguintes.O que gostaria de atingir no basquetebol?Como jogador gostaria de chegar a jogar na Proliga ou mesmo na Liga. Gostaria futuramente de assumir o papel de treinador de uma equipa, primeiramente aqui no Vasco da Gama.Já pensou como gostaria de festejar caso vença a fase final?Ainda não pensei nisso, não gosto de pensar em festas antes de conseguirmos a vitória. No momento (propício às loucuras) se verá.


«A melhor classificação possível»

O técnico antevê uma final-four muito equilibrada

Quais os objectivos da sua equipa para esta fase final? Passam por conseguir alcançar a melhor classificação possível. Sabemos que se jogarmos ao nosso melhor nível temos hipóteses de discutir qualquer jogo com qualquer adversário e estamos preparados para fazer o nosso melhor. Tendo em conta os objectivos delineados no arranque da temporada, já esperava poder chegar a esta altura da época a pensar na conquista do título? No inicio da época, o principal objectivo era alcançar a final-four distrital e ganhar. Após esse feito, disputámos o campeonato nacional zona sul e sabíamos que tínhamos hipóteses de chegar à final-four nacional. Sabemos que qualquer uma das quatro equipas tem condições para conquistar o título e acredito que vai ser uma fase final bastante equilibrada. Sendo certo que preparar atletas para, futuramente, alinhar nos seniores deve ser a principal preocupação dos escalões jovens, acredita que formar a vencer é a melhor maneira de os motivar e os manter empenhados na modalidade? Sem dúvida. Acredito que aliar a vitória à formação é uma boa forma de manter as jovens motivadas sendo importante para a formação delas, com vista a alinharem com sucesso nas seniores e se habituem desde logo a ter episódios de sucesso. É importante encontrar um equilíbrio entre a procura desmedida da vitória e o processo de formação do jovem praticante, mas na minha opinião é um erro não considerar a vitória como parte integrante do processo de formação do atleta. Como caracteriza a realidade do basquetebol nacional na formação? Existem condições para melhorar os resultados das várias selecções jovens a curto-médio prazo? A formação nacional não tem evoluído tanto como seria desejado. Para se conseguirem melhorar os resultados, é importante aumentar o número de praticantes. É preciso existirem mais clubes, mais atletas e criar condições para que existam mais jogos equilibrados ao longo da época. Acredito que deva passar por recrutar jovens junto do desporto escolar e criação de mais espaços públicos onde os jovens possam jogar basquetebol.


«Podem contar com muito trabalho»

O técnico está à espera de encontros muito difíceis pela frente, mas conta com a tenacidade das suas jogadoras.

Quais os objectivos da sua equipa para esta fase final? Acredito que qualquer uma das equipas presentes só tem um objectivo: ganhar o Campeonato Nacional. Da equipa do Olivais, podem esperar muito trabalho para o conseguir. No entanto, não vai ser fácil. Todas as equipas presentes são boas e por isso, vai ser muito difícil vencer qualquer uma delas. Gostava especialmente de realçar a equipa do ESSA, constituída por jogadoras com experiência de Seniores e muito bem orientada pelo Nuno Manaia que fez, este ano, um excelente campeonato na Liga Feminina. Tendo em conta os objectivos delineados no arranque da temporada, já esperava poder chegar a esta altura da época a pensar na conquista do título? Quando aceitámos este projecto traçámos dois grandes objectivos: preparar jogadoras para trabalhar na equipa sénior a curto e médio prazo e ao mesmo tempo sermos competitivos em todas as competições em que participássemos. À medida que fomos conhecendo os adversários percebemos que, embora fosse difícil, tínhamos capacidade para chegar à fase final. No entanto, não seria justo esquecer as dificuldades que tivemos de superar. A Zona Norte é muito competitiva. Embora equipas como o CPN, Académico do Porto e Vagos não tenham conseguido apurar, valorizaram e muito a competição e o nosso apuramento. Sendo certo que preparar atletas para, futuramente, alinhar nos seniores deve ser a principal preocupação dos escalões jovens, acredita que formar a vencer é a melhor maneira de os motivar e os manter empenhados na modalidade? Não só concordo com essa ideia, como vou mais longe. A meu ver, essa é a única forma de preparar as jogadoras para a alta competição. Não faz sentido preparar as jogadoras para a equipa sénior, se não estiver sempre presente a ambição de vencer. O trabalho tem de ser desenvolvido num ambiente de exigência que trabalhe as competências físicas, técnicas, e especialmente psicológicas, necessárias para jogar ao nível mais elevado. Compreendendo que o insucesso faz parte do jogo, nunca o podemos aceitar como uma fatalidade. Temos o dever de trabalhar sempre para sermos melhores. Como caracteriza a realidade do basquetebol nacional na formação? Existem condições para melhorar os resultados das várias selecções jovens a curto-médio prazo? Para ser sincero, tenho acompanhado com muito agrado o aparecimento de jovens talentos – motores e técnicos – nos últimos anos. Estas jovens, que estão a aparecer com maior regularidade dão-nos a possibilidade de sonhar com um futuro melhor, permitindo trabalhar para sermos cada vez mais competitivos a nível internacional. Por outro lado, também são elas que nos obrigam a todos a sermos mais competentes e exigentes com o nosso trabalho. Rafaela Calheiros (Capitã):Chegar a uma fase final de um campeonato nacional é o prémio justo para um ano de trabalho ou é preciso vencer para que assim seja?Obviamente, chegar tão longe no campeonato é já uma grande vitória! Porém, o objectivo, é, sem dúvida alguma, vencer, afinal, o trabalho desenvolvido ao longo da época teve por base esta meta!Qual foi, na sua opinião, o momento decisivo da época para chegar até aqui?Cada jogo, cada treino, cada cesto convertido ou falhado! Quando se é, indiscutivelmente, uma das equipas mais fortes do campeonato nacional, é difícil definir um momento crucial. Todo o trabalho é marcante.O que gostaria de atingir no basquetebol?A curto prazo gostaria de ser campeã nacional. Pessoalmente, no futuro, anseio a Liga Feminina, o mais alto patamar que qualquer jogadora pode alcançar em Portugal.Já pensou como gostaria de festejar caso vença a fase final?Com lágrimas de felicidade nos olhos, muito riso e, a cima de tudo, com a minha Equipa!


«Objectivo é tentar vencer»

O treinador sempre acreditou que a equipa podia chegar a esta fase final do Campeonato Nacional, que se disputa este fim-de-semana, e o trabalho desenvolvido ao longo da época acabou por dar os frutos desejados.

Quais os objectivos da sua equipa para esta fase final? Passam por tentar vencer esta competição, tal e qual os outros clubes participantes. Tendo em conta os objectivos delineados no arranque da temporada, já esperava poder chegar a esta altura da época a pensar na conquista do título? Como primeiro objectivo vencer o Regional, pois só o vencedor do mesmo teria direito a participar no Campeonato Nacional. Com a nossa participação no Nacional o segundo objectivo passou a ser ficar nos dois primeiros classificados da zona sul para nos qualificarmos para a respectiva fase final do escalão. Relembrando os resultados obtidos na época transacta nos escalões de sub-16 e sub-18 pelas equipas do Barreirense, sempre pensámos que com muito trabalho e querer era possível aqui chegar. Sendo certo que preparar atletas para, futuramente, alinhar nos seniores deve ser a principal preocupação dos escalões jovens, acredita que formar a vencer é a melhor maneira de os motivar e os manter empenhados na modalidade? Sendo o Barreirense um clube que aposta na formação de atletas com potencialidades para jogarem nos seniores do clube, o vencer poderá ser mais um factor de motivação, mas não será o mais importante. Importante será o trabalho desenvolvido por cada um para que a sua evolução como jogador permita um acumular de características individuais necessárias para a sua inclusão nos seniores do Barreirense. Como caracteriza a realidade do basquetebol nacional na formação? Existem condições para melhorar os resultados das várias selecções jovens a curto-médio prazo? A realidade da formação continua a passar por uma grande falta de condições de trabalho tanto para os atletas como para os técnicos que com eles trabalham. Ao longo de todos estes anos que levo com treinador da nossa modalidade sempre tenho observado o aparecer de atletas com algum potencial tanto técnico/táctico e ultimamente também físico , penso que faltara surgirem atletas com elevado potencial e que se consiga potenciar e desenvolver essas mesmas condições para que as nossas Selecções melhorem os resultados desportivos. Por fim desejo um bom fim-de-semana desportivo com excelentes jogos e boa sorte para todos os participantes. O capitão Daniel Margarido ainda não fez planos para os festejos, caso a equipa consiga o título nacional. Considera que o facto de equipa ter sabido levantar a cabeça nos momentos decisivos foi decisivo na caminhada até esta fase final, que, assegura, o grupo tudo fará para vencer.Chegar a uma fase final de um campeonato nacional é o prémio justo para um ano de trabalho ou é preciso vencer que assim seja?O facto de estarmos presentes na fase final por si só já é um prémio justo por todo o trabalho que desenvolvemos desde o início da época. Também é verdade que este era o nosso grande objectivo e agora que lá estamos tudo vamos fazer para trazer o titulo para o Barreiro, pois esse sim seria o melhor prémio que podíamos ter.Qual foi, na sua opinião, o momento decisivo da época para até chegar aqui?Foi cada vitória que conquistámos, e apesar das derrotas que tivemos, a equipa soube levantar a cabeça nos momentos decisivos e voltar as vitórias que nos qualificaram para esta fase final.O que gostaria de atingir no basquetebol?Em termos individuais os meu grande objectivo é chegar a sénior do Barreirense e representar a selecção portuguesa.Já pensou como gostaria de festejar caso vença a fase final?Neste momento estou concentrado em vencer o primeiro jogo, pois isso é que nos pode levar a estar no domingo a disputar o título. Depois se tudo correr bem, haverá imensas ideias para festejar.


Luís Brasil: «Vivemos momentos dramáticos»

Mas mesmo assim, o grupo conseguiu superar a adversidade e apurou-se para a final do playoff da Proliga, onde vai defrontar o Penafiel, garantindo desde logo o regresso ao maior escalão do basquetebol português.

Apesar dos muitos problemas que afectaram a equipa durante a temporada conseguiram o grande objectivo a que se propuseram desde início. Chegou a temer, em algum momento da época, que não conseguissem a subida de divisão? De facto, esta época tem sido anormalmente caracterizada por problemas múltiplos que nos obrigaram a um esforço mental e físico suplementar, de forma continuada. Apenas em dois momentos até agora, em Novembro e alguns dias de Janeiro, a equipa pôde contar com os sete jogadores profissionais aptos para o treino e jogo. Também vivemos momentos dramáticos, como quando o SCL quase encerrou a sua actividade, ou o facto de raramente termos tido hipótese de treinar com dez jogadores. Por vezes, percebi claramente que alguns atleas, justificadamente, estavam em situação de instabilidade emocional, o que trazia desmotivação e incerteza quanto ao sucesso desportivo que todos inicialmente estaríamos dispostos a conquistar. Sempre tentei manter a equipa unida, coesa e pronta para dar a melhor resposta possível a tanta adversidade, nunca transmitindo desalento, antes pelo contrário, sempre coloquei a minha função ao serviço dos atletas, transmitindo positivismo. O facto de não terem vencido fora de casa nas rondas anteriores, e uma vez que o Penafiel tem vantagem do factor casa, coloca-vos à partida em desvantagem para esta final? Talvez, embora nesta altura da época nada do que aconteceu num passado mais ou menos recente seja relevante. Considero que o presente deverá ser trabalhado pelo que agora se pode alcançar, pois ambas as equipas conhecem bem os pontos fortes e fracos do adversário. Serão certamente os detalhes a marcar a diferença. Por duas vezes responderam de forma positiva a momentos de grande pressão. Acha que isso se poderá tornar numa vantagem para a vossa equipa? A nossa resposta, na generalidade, tem sido sempre positiva, o resultado é que nem sempre corresponde. Esta época, nas derrotas, a equipa nunca foi claramente batida ou até dominada. Se não considerarmos o encontro a contar para o troféu António Pratas, altura em que a equipa do Penafiel ainda não estava completa, o Lusitânia perdeu os 3 jogos que realizou frente a esta equipa. Que razões apontaria para as dificuldades sentidas sempre que defronta o Penafiel? Em primeiro lugar, o facto de o Penafiel poder utilizar um número superior de jogadores; segundo o facto de o seu jogo interior ser muito forte e de conseguirem normalmente colocar bom nível de intensidade nos jogos. Notou-se, claramente nos nossos jogos que se trata de uma equipa bem rendibilizada. Gostaria aqui de endereçar os meus parabéns a todos os atletas, treinadores e dirigentes do Penafiel, pelo que alcançaram esta época e que a final seja ganha por quem tiver o melhor desempenho nos respectivos jogos.


«Só a vitória nos passa pela cabeça»

Lembra que todos os objectivos delineados para a presente temporada foram alcançados e que o título nacional está ao alcance da sua equipa

Quais os objectivos da sua equipa para esta fase final? Ganhar! Não passa e não pode passar outro objectivo pela nossa mente. Sabemos que vamos encontrar dificuldades, mas estas serão idênticas para todas as equipas. Julgo que será uma final muito equilibrada, mas devido às características e mentalidade dos jogadores que oriento, só a vitória pode passar pela nossa cabeça. No entanto, só tendo a noção que podemos ficar em último, é que vamos valorizar ao máximo a conquista do 1º lugar. Tendo em conta os objectivos delineados no arranque da temporada, já esperava poder chegar a esta altura da época a pensar na conquista do título? Sim. Os objectivos traçados pela ADS foram a conquista do Campeonato Distrital e a presença na Final Nacional… conseguimos. Independentemente de tudo, realizámos uma grande época. A nível distrital fomos 100% vitoriosos e no Nacional, apenas registámos 2 derrotas. Agora que aqui chegámos, vamos fazer tudo o que está ao nosso alcance para conseguir o titulo de Campeões Nacionais e continuar a dignificar o clube e a cidade. Sendo certo que preparar atletas para, futuramente, alinhar nos seniores deve ser a principal preocupação dos escalões jovens, acredita que formar a vencer é a melhor maneira de os motivar e os manter empenhados na modalidade? Sem dúvida. Quem é que gosta de um jogo/modalidade, se perde mais vezes do que ganhe? É preciso criar uma mentalidade vencedora, ainda que suportada por um conjunto de valores que são cruciais na formação integral do ser humano. Julgo que existem poucos clubes a trabalhar essa mentalidade. Podemos fomentar a vitória respeitando todos os valores que falei anteriormente. Nesta época 3 atletas sub-18 (Sílvio Rodrigues; Filipe Duval e João Almeida) jogaram na nossa equipa sénior e com expressividade e mais 2 (João Barbosa e Daniel Mussili) treinaram pontualmente com a equipa. Como caracteriza a realidade do basquetebol nacional na formação? Existem condições para melhorar os resultados das várias selecções jovens a curto-médio prazo? Só quem não está atento e atira “bocas” para o ar, não conclui que os nossos resultados têm vindo a melhorar significativamente nos últimos tempos. Tive a oportunidade de colaborar de perto num desses momentos, enquanto treinador adjunto do Prof. Augusto Araújo, no Campeonato da Europa 2005 (Bulgária), onde Portugal subiu à Divisão A – feito que nunca esquecerei. É suficiente? Estamos no caminho certo? Eu diria que devemos ser uns constantes insatisfeitos. E quanto ao caminho, muitos em vez de ajudar, atiram pedras… e claro, o percurso torna-se mais difícil. O ideal era ter clubes mais fortes, com mais e melhores condições e técnicos; o ideal era ter horários escolares adaptados às necessidades dos atletas; o ideal era que os Centros de Treino fizessem parte de um todo e ainda, devia haver uma aposta séria dos jovens nos escalões seniores. Também há algo muito importante que do meu ponto de vista está a falhar… é a visibilidade que a modalidade tem junto dos meios de comunicação social. Alguém anda a falhar neste aspecto, que é crucial para angariar novos atletas. Podemos ter tudo, mas sem atletas… ou melhor: sem muitos atletas nunca conseguiremos evoluir! João Almeida considera que para a equipa chegar até este ponto foi fundamental aos triunfos alcançados sobre os principais adversários. “Aí tivemos a certeza de que poderíamos chegar longe!”, diz o jogador.Chegar a uma fase final de um campeonato nacional é o prémio justo para um ano de trabalho ou é preciso vencer que assim seja? Claro que chegar à final já é um prémio mais que justo por tudo o que a nossa equipa fez ao longo da época mas, já que lá estamos, desejamos alcançar o máximo possível.Qual foi, na sua opinião, o momento decisivo da época para até chegar aqui? As nossas vitórias sobre os nossos principais adversários. Aí tivemos a certeza de que poderíamos chegar longe!O que gostaria de atingir no basquetebol? Muito provavelmente como todos os atletas, uma carreira basquetebolística a nível profissional sem nunca pôr de parte a vida académica. Já pensou como gostaria de festejar caso vença a fase final? Primeiro quero ter a taça nas mãos, só depois é que pensaria nisso. Sílvio Rodrigues, por sua vez, lembra que atingir era fase final era “o principal objectivo da equipa”. Agora, o jogador já só pensa em sagrar-se campeão nacional.Chegar a uma fase final de um campeonato nacional é o prémio justo para um ano de trabalho ou é preciso vencer para que assim seja? Sim, é um prémio bastante justo. Termos chegado à fase final nacional era o nosso principal objectivo e agora que lá estamos devido a muito trabalho ao longo de toda a época queremos chegar à final e ser campeões nacionais! Qual foi, na sua opinião, o momento decisivo da época até chegar aqui? Na minha opinião foi termos ganho na antepenúltima jornada por 5 pontos (valor que era necessário para passarmos ganhando depois os dois últimos jogos) à equipa que acabou esta fase norte do campeonato nacional em 1º lugar, o Vasco da Gama.O que gostaria de atingir no basquetebol? O meu objectivo no basquetebol é chegar ao mais longe que conseguir, a uma liga profissional, um dia mais tarde, e também representar a selecção portuguesa.b>Já pensou como gostaria de festejar caso vença a fase final? Gostaria de festejar esta vitória principalmente com a minha equipa e treinadores, mas também com todos que nos apoiaram e acreditaram em nós até aqui!


Eugénio Rodrigues eleva clube à Liga

Com efeito, se na fase regular, a nossa equipa havia sido 4ª classificada e o adversário, 1º, apenas com uma derrota, o Academico FC havia inclusivamente perdido os dois jogos contra esta equipa, pelo que a meia final se afigurava dificil, ganhando este feito ainda maior relevância.

O 1º jogo realizado em casa foi muito equilibrado, conforme se previa e sem surpresas. A nossa equipa entrou forte no jogo, sem dar qualquer hipotese aos adversários e anulando todas as armas daquele com a execução perfeita de uma estratégia bem delineada.As postes estrangeiras naturalizadas estiveram sempre sob controle e as bases sem grande espaço de manobra, chegando ao intervalo já vencendo com alguma folga no marcador.No 3º período, a força e as ganas desta equipa vieram à tona e conseguiram disparar o jogo para 22 pontos de diferença. Porém, este adversário não é qualquer um, e justificando o motivo pelo qual foi 1º na fase regular, recuperou e reentrou no jogo, estando o 4º período sempre na casa dos 5 pontos de diferença.Mas no final do jogo, voltamos a ser mais fortes animica e fisicamente, consubstanciado com uma maior eficácia ofensiva e dilatando o jogo para os 11 pontos e para uma vitória prometedora. Nos Açores, a pressão estava do lado do adversário que não tinha qualquer margem de erro e que pela 1ª vez esta época se apanhava numa situação de potencial insucesso. O jogo era muito dificil, uma vez que na fase regular haviamos perdido por 16 pontos e sobretudo, porque haviamos marcado apenas 31 pontos em 40 minutos. Mas desta feita, o plano animico era bem diferente e a própria preparação da equipa a isso levava, pois os campeonatos decidem-se nos play offs e não na fase regular.O adversário entrou bem melhor do que no Academico FC e se no 1º período o jogo esteve sempre muito equilibrado, já no 2º, o adversário disparou o jogo para os 12 pontos de diferença. Era preciso fazer algo pois se em ataque, as coisas até nem estavam mal, ainda que pudesse correr melhor, na defesa porém, a nossa joia da coroa, as coisas complicavam-se pois 37 pontos sofridos em 20 minutos era efectivamente muito ponto sofrido.Redefenida a estratégia e alterados alguns movimentos, o Academico FC reentrou no jogo com outra postura, mesmo se inicialmente o adversário ate tenha dilatado a diferença para 15 pontos, com 5 minutos decorridos. Mas era uma questão de tempo pois a nossa equipa estava por cima e as ganas de quem quer ir mais longe fizeram o resto. Um trabalho defensivo exemplar, bem alicercado num contra ataque letal e um ataque de posição destemido, em 5 minutos as academistas viraram o resultado e à entrada do ultimo período, venciam já por um ponto. O 4º período foi muito parecido com o do Academico FC, pelo que é de concluir que fisicamente estavamos de facto muitos furos acima do adversário pois em ambos os jogos e nos momentos decisivos, o discernimento sempre tão interligado ao plano fisico, foi-nos bem mais favorável. O jogo acabou com uma diferença de 8 pontos para o AFC, não havendo duvidas sobre a justiça do vencedor, que neste caso, não só acedeu à final como também conquistou o direito de estar na LIGA FEMININA de basquetebol, na próxima época. Por ora vamos focar-nos na final a disputar contra o Torres Novas, equipa poderosissima que nos ganhou, de resto, também os dois jogos na fase regular. Serão no máximo 5 jogos, sendo que os 2 primeiros se disputam fora, a 29 e 30, os 3º e 4º jogos em casa a 5 e 6 de maio e o 5º jogo fora novamente a 10 de Maio. Quem obtiver 3 vitórias, é campeão.Depois disso, pensar no futuro e na próxima época, uma época de desafios e de centenário deste grandioso Clube. Até lá, saudações desportivasEugénio Rodrigues


Cursos de Nìvel II – Inscrições

A partir de hoje estão abertas as inscrições para o curso de Nivel II do Porto. O Curso inicia-se no dia 1 de Setembro e terminará no dia 10 de Setembro. A ficha de inscrição e o regulamento estão em anexo à noticia.


Aleksandar Dzikic em Cantanhede

Nasceu em Belgrado, Sérvia, em 1971, Aleksandar Dzikic tem um vasto currículo. Iniciou a sua carreira de treinador no Partizan de Belgrado, durante o Verão de 1991, como adjunto da equipa de Sub-16. Nos anos seguintes, ainda Partizan, acumulou as funções de treinador-adjunto e treinador principal das equipas de sub-16 e sub-18 (que foram campeões nacionais com jogadores como Drobnjaak, Cubrilo, Canak, Petrovic, Glintic e Radovanovic). Entre 1994-1999 foi treinador principal do Beouvuk, em Belgrado, acumulando funções com os Sub-18. Este clube é reconhecido na Sérvia como um clube formador de basquetebolistas e ajudou a formar atletas como Dejan Milojevic, Askrabic, Savovic, Djordjevic, Habus, Pavlovic e Bratic, entre outros. Entre 1999-2005 regressou ao Partizan como assistente de Dusko Vujosevic. No Verão fez parte de equipas técnicas na Liga Verão da NBA (San Antonio e Seatle) Nas épocas 2005/2008 foi o primeiro treinador sérvio a integrar uma equipa técnica da NBA – os Minesota Timberwolves -, com responsabilidades no enriquecimento técnico/ táctico dos jogadores. Regressou à Europa como treinador do principal clube de basquetebol da Eslovénia, o Olimpia de Lubliana, onde venceu o campeonato e a taça. Actualmente é o treinador principal do Krka, novo Mesto. Para além de Aleksandar Dzikic, vão também estar presentes Pep Claros, António Perez, bem como dois técnicos portugueses, cujos nomes serão anunciados em breve. As inscrições para o Clinic Internacional de Formação de Cantanhede deverão abrir no dia 18 de Maio.


«Legítima ambição de ganhar»

O técnico não esconde, por isso, que almeja conquistar o campeonato

Como antevê a presença da sua equipa na fase final? É o corolário de todo o trabalho efectuado ao longo da época e a afirmação do Clube Desportivo da Póvoa como um dos melhores centros de formação do país, apesar dos recursos financeiros e humanos serem reduzidos. Tendo em conta os objectivos delineados no arranque da temporada, já esperava poder chegar a esta altura da época a pensar na conquista do título? Colocamos sempre metas elevadas ao nosso trabalho, mas que possam ser exequíveis. Este ano não foi diferente e, com a ajuda de todos, em especial do meu adjunto António Santos, cá estamos, em mais uma fase final, com a legítima ambição de ganhar. Sendo certo que preparar atletas para, futuramente, alinhar nos seniores deve ser a principal preocupação dos escalões jovens, acredita que formar a vencer é a melhor maneira de os motivar e os manter empenhados na modalidade? Penso que a motivação, o empenhamento e a vontade são premissas que têm que estar sempre presentes na mente do jovem atleta que se quer afirmar no basquetebol. É importante saberem lidar com as vitórias e com as derrotas e tirarem daí as devidas elações, e fazerem a sua aprendizagem. Para nós, clube e treinadores, é importante que as nossas equipas estejam sempre nas fases de decisão das provas, o que neste escalão acontece pela terceira época consecutiva. Queremos que os jovens façam a sua maturação desportiva com os melhores, com oposições mais fortes, para que, em constante superação, possam evoluir e alimentar a nossa equipa sénior. Temos neste grupo nove jovens jogadores que esta época já participaram em jogos do campeonato da Proliga e esperamos que no futuro próximo, outros se lhes seguirão. Como caracteriza a realidade do basquetebol nacional na formação? Existem condições para melhorar os resultados das várias selecções jovens a curto-médio prazo? A realidade é deveras preocupante. Gostava de poder dizer o contrário, até porque sou um dos que luta pela afirmação do jovem jogador português, mas tenho que ser verdadeiro e não politicamente correcto, como está na moda dizer-se. Reparem, por exemplo, neste escalão etário: no resto da Europa, atletas destas idades afirmam-se diariamente nas principais ligas dos seus países. Muitos jogam em ligas estrangeiras ainda mais competitivas. Alguns são convidados directamente para equipas da NBA. Os nossos jogam para serem os melhores da rua deles, para ganharem um campeonato de juniores, já que na nossa liga muito poucos são os que têm minutos de jogo… Há condições para, a médio prazo, melhorar o nível das selecções jovens. Com o trabalho de todos, da Federação, das Associações, dos Clubes, das Autarquias… Mas, para isso, é mesmo necessário investir na formação. Investir financeiramente, de acordo com o que tantas vezes apregoamos mas poucas vezes cumprimos. Investir em estruturas, em logística, em recursos humanos. Nos clubes, os treinadores terão que ter a coragem de, realmente, se preocuparem em formar jogadores em detrimento da conquista de um qualquer campeonato de iniciados… Terão que se preocupar com os fundamentos do jogo e não com a última versão da jogada 6 do Barcelona. Deverão ensinar-lhes a aprender a ouvir, a serem autónomos e a tomarem decisões, ao invés de os mecanizarem. Ensinar-lhes a diferença de ir ao treino e de ir treinar… Enfim, ajudá-los na sua formação integral, para que, quando chegarem a este escalão etário, poderem estar a jogar, nos clubes e nas selecções, ao mais alto nível. Nuno Oliveira, o capitão do CD Póvoa reconhece que a equipa escorregou em algumas partidas, mas garante na fase final o grupo não pretende falhar. Chegar a uma fase final de um campeonato nacional é o prémio justo para um ano de trabalho ou é preciso vencer que assim seja? Sim, acho que é um prémio justo para a nossa equipa, que trabalhou arduamente para este objectivo depois de termos falhado a final 4 distrital, onde não fomos além do 3º lugar. Depois de sermos apurados, temos trabalhado para na fase final fazermos o melhor que sabemos. Ganhar seria uma enorme alegria e o culminar de um trabalho longo na equipa de juniores que vem de há 2 anos.Tem conhecimento das equipas adversárias? Sim tenho conhecimento de todas as equipas, nas últimas fases finais as equipas foram sempre as mesmas, logo acho que há um grande conhecimento entre todos.Como foi o trajecto até chegar aqui? Não foi fácil, depois de termos escorregado em alguns jogos. Mas conseguimos o objectivo com trabalho, e agora só temos de olhar para os 3 jogos que nos faltam. O que gostaria de atingir no basquetebol? Não penso muito nisso. Claro que como jogador quero evoluir, tentar chegar ao nível mais alto do basquetebol português e vestir a camisola da selecção sénior de Portugal, é para isso que trabalho diariamente.Pav. Desp. Mun. Póvoa de Varzim21.05.2010 – 6ª feira20H30 – FC Porto x SL Benfica22H30 – FC Barreirense x CD Póvoa22.05.2010 – Sábado18H00 – Vencedor 1ºJg x Vencido 2º Jg20H00 – Vencedor 2º Jg x Vencido 1º Jg23.05.2010 – Domingo15H00 – Vencido 1º Jg x Vencido 2º Jg17H00 – Vencedor 1º Jg x Vencedor 2º Jg


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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