Artigos da Federaçãooo

Nakye Sanders leva MVP da 5.ª jornada

Figura maior do CD Póvoa no embate frente ao CAB Madeira, Nakye Sanders leva o MVP da 5.ª jornada da segunda fase da Liga Betclic Masculina.

O poste norte-americano esteve em evidência frente ao conjunto madeirense e, apesar da derrota, conseguiu uma valorização de 35 com 24 pontos, 13 ressaltos, quatro assistências e um desarme de lançamento.

O restante cinco ideal é composto pelo seu colega de equipa, Diego Kapelan (35pts, 6res – 30 valorização), Diogo Peixe (14pts, 8res, 8ast, 1rb – 29.5 valorização) do CAB Madeira, Alexander Thompson (22pts, 4res, 6ast, 2rb – 24 valorização) e Julien Ducree (21pts, 11res, 2dl – 34 valorização) do Lusitânia EXPERT.


Esgueira adianta-se na luta pela Proliga

AD Galomar e Esgueira AVEIRO OLI mediram forças no primeiro jogo da final da Proliga. Num embate jogado no Pavilhão do Caniço, casa do Galomar, os visitantes saíram por cima com um triunfo por 62-60, decidido nos últimos instantes.

A equipa da casa entrou melhor e controlou os ritmos de jogo durante o primeiro quarto, mas o conjunto de Aveiro recuperou e ao intervalo vencia por cinco pontos de diferença. O descanso fez bem aos dois emblemas, com ambas as equipas a aumentarem a intensidade. O Galomar reagiu em diferentes ocasiões no terceiro e quarto períodos, mas a formação forasteira conseguia segurar a liderança.

A poucos segundos do final e a vencer por dois pontos (59-57), António Lucas, do Esgueira, mostrou pontaria afinada e lançou de longa distância para o 62-57, diferença que foi determinante.

Darrion Allen (24pts, 6res, 1ast, 1rb), Marko Loncovic (14pts, 11res, 3ast, 1rb) e Shannon Fowler (11pts, 8res, 4ast) destacaram-se na equipa da casa, enquanto António Lucas (12pts, 2res, 3rb) e Sean Lloyd Jr. (13pts, 6res, 1ast, 3rb) se evidenciaram no conjunto vencedor.

O segundo jogo da final está marcado para sábado, dia 30 de maio, no Pavilhão Clube do Povo de Esgueira.


Barcelos será palco da Final Four da Taça de Portugal de BCR

A Final Four da Taça de Portugal de BCR terá a cidade de Barcelos como anfitriã, nos dias 21 e 22 de maio. A organização da prova está a cargo do município de Barcelos e tem como parceiros a Escola Secundária de Barcelos, local dos três encontros (meias-finais e final), e o Basquete Clube de Barcelos.

No tocante ao programa da competição, a 21 de maio, a primeira meia-final opõe APD Braga e BC Gaia, às 15h, enquanto o segundo encontro de acesso à final se disputa logo a seguir, às 17h, e tem como protagonistas APD Lisboa e APD Paredes. No domingo, 22 de maio, a final toma lugar às 15h.

De relembrar que, para alcançar a etapa derradeira da prova, a APD Paredes superou a Lousavidas – 72-21 -, a APD Braga, atual detentora do troféu (venceu as últimas seis edições), ultrapassou a APD Leiria – 49-46 -, o Basket Clube de Gaia impôs-se no reduto da APD Sintra – 60-61 – e a APD Lisboa derrotou o GDD Alcoitão – 53-30.

À margem da prova, o Comité Nacional de BCR (CNBCR), em conjunto com as entidades organizadoras, irá divulgar, em tempo oportuno, atividades paralelas de divulgação e experimentação da modalidade no decurso da Final Four.


FC Porto quebra invencibilidade do Benfica na 2.ª fase

O FC Porto aplicou a primeira derrota da 2.ª fase da Liga Betclic Masculina ao SL Benfica, depois de ganhar o clássico por 65-60. No outro jogo do Grupo A, o Sporting CP regressou aos bons resultados de forma emocionante, diante da UD Oliveirense, enquanto a Ovarense Gavex assegurou a manutenção.

 

Grupo A

O FC Porto ultrapassou o Benfica no clássico da jornada, numa partida marcada pela baixa eficácia de cada uma equipas e em que o equilíbrio imperou, com nenhum dos intervenientes a chegar a ter vantagens superiores a 10 pontos. Ainda na fase inicial do último quarto, os “dragões” colocaram-se de forma definitiva em vantagem, num embate em que estiveram mais eficazes nos lançamentos de dois pontos (55%-41%) e superiores nos ressaltos (46-37). No capítulo individual, na manobra portista, realce para Charlon Kloof (15pts, 4res, 3ast), Rashard Odomes (12pts, 6res, 3ast, 3rb), Francisco Amarante (10pts, 4res, 2ast, 1rb) e Mike Morrison (11res), ao passo que nas “águias” sobressaíram Frank Gaines (15pts, 1res, 1ast) e Ivan Almeida (10pts, 8res, 3ast, 2rb).

No Pavilhão João Rocha assistiu-se a um duelo de grande emoção entre Sporting e Oliveirense, com os “leões” a segurarem o triunfo por 69-67 sob o soar da buzina. A equipa da casa esteve praticamente sempre na dianteira e entrou no derradeiro quarto com um avanço de 12 pontos (42-30), mas o emblema de Oliveira de Azeméis recuperou e a oito segundos do final, pela primeira vez, colocou-se em posição de liderança (66-67). Só que um triplo de Mike Fofana devolveu a alegria ao Sporting, que alcançou a primeira vitória na 2.ª fase, numa noite em que acertou por 12 vezes no tiro exterior, além de 51 ressaltos ganhos. No Sporting cotaram-se como principais figuras Miguel Maria Cardoso (15pts, 3res, 6ast, 1rb), o já mencionado Fofana (11pts, 6res, 2ast, 1rb, 1dl), Tanner Omlid (12res) e Joshua Patton (11res), enquanto na Oliveirense assumiram importância Raven Barber (11pts, 4res, 1ast, 2rb) e João Grosso (10pts, 6res, 4ast, 3rb, 1dl).

 

Grupo B

O CAB Madeira SAD segue invencível na 2.ª fase, agora depois de se superiorizar ao CD Póvoa por 95-90. A turma do Funchal entrou bem no jogo e encetou um parcial de 34-25 no primeiro quarto, mas o adversário nortenho, que chegou a ter uma desvantagem de 17 pontos (55-38) ainda antes do intervalo, acabaria por recuperar o terreno e comandar as contas em mais do que um momento no regresso dos balneários. Um parcial de 8-0 para o CAB, nos últimos minutos, definiu a questão, num duelo com 25 triplos (13 para os donos da casa e 12 para o conjunto poveiro). No CAB despontaram James Southerland (21pts, 4res, 1ast), Nuno Sá (15pts, 3res, 2ast, 1rb), Diogo Peixe (14pts, 8res, 8ast, 1rb), Kai Watkins (14pts, 4res), Jonas Zakas (12pts, 2res, 1ast) e Fred Thomas (10pts, 3res, 5ast), enquanto no Póvoa os destaques foram Diego Kapelan (35pts, 6res), Nakye Sanders (24pts, 13res, 4ast, 1dl) e Delaney Blaylock (20pts, 5res, 1ast, 1rb).

Nos Açores, o Lusitânia Expert bateu (86-68) o Imortal LUZiGÁS. Após um quarto inaugural nivelado (19-19), os anfitriões descolaram graças a parciais de 25-11 e 26-12, o que praticamente sentenciou o encontro, apesar da reação algarvia nos últimos 10 minutos (parcial de 26-16). O Lusitânia alcançou 64% de eficácia da linha de dois pontos e teve como maiores protagonistas Alexander Thompson (22pts, 4res, 6ast, 2rb), Julien Ducree (21pts, 11res, 2dl), Amenhotep Abif (12pts, 3res, 2ast) e Jacob Gibson (10pts, 3res, 4ast, 2rb), ao passo que no Imortal se evidenciaram Nuno Morais (17pts, 3res, 1rb), Roddy Peters Jr. (11pts, 4res, 5ast, 2rb) e Jordan Bruner (10res).

 

Grupo C

Num duelo regional, a Ovarense sorriu (72-85) no reduto do Illiabum Clube. O jogo foi decorrendo sob o signo do equilíbrio, com as equipas a alternarem no comando do resultado, até que o emblema vareiro aplicou um parcial de 28-9 no terceiro quarto, o que se revelou crucial para o desfecho da contenda. A Ovarense não mais perdeu o controlo das operações, sendo que no capítulo estatístico registou 58% de eficácia da linha de dois pontos, 10 triplos e o dobro das assistências (12-24), com os seus melhores atletas em campo a serem Tyere Marshall (17pts, 8res, 1ast, 1dl), Kameron Hankerson (13pts, 4res, 2ast), Kameron Chatman (12pts, 7res, 3ast, 1dl), Cristóvão Cordeiro (10pts, 2res, 1ast) e Nikola Tadic (10pts, 2res, 1ast). Quanto ao Illiabum, deram nas vistas Montell Goodwin (21pts, 2res, 3ast), CJ Dunston (14pts, 4res, 4rb), Tahjai Teague (12pts, 10res, 1ast, 1rb, 1dl) e Jaylen Key (10pts, 3res, 1ast).

O Vitória SC ganhou com dificuldade (103-96) à Académica Efapel, num jogo movimentado e marcado por alta pontuação de parte a parte. A formação da cidade-berço chegou a ter vantagens acima da dezena de pontos, nomeadamente no terceiro quarto (69-56), mas os “estudantes” recuperaram terreno e alcançaram mesmo a igualdade (89-89) a 2:55 do soar da buzina. Só que um parcial de 14-7 para o Vitória, nos últimos minutos, decidiu a questão, num tarde em que os “conquistadores” averbaram 60% de acerto a lançar de dois pontos, ganharam 43 ressaltos e em que contaram com as boas exibições de “Litos” Cardoso (22pts, 1res, 5ast, 4rb), Brandon Austin (17pts, 6res), Eric Coleman (17pts, 3res, 1ast), Matt McCarthy (13pts, 15res, 3ast, 2dl), Malcolm Drumwright (13pts, 1res, 3ast, 2rb) e Jeremias Manjate (12pts, 6res, 1ast, 1dl). Por seu turno, do lado academista, protagonista de 17 triplos, sinal mais para Filip Simic (25pts, 3res, 5ast), Devine Eke (21pts, 5res, 1ast), Kendall Jacks (16pts, 4res, 2ast, 3rb), Krassimir Pereira (11pts, 1res, 3ast, 1rb) e Nuno Brito (10pts, 2res, 1dl).


Benfica e Sportiva reeditam final da época passada

O SL Benfica e o Sportiva AzorisHotels voltaram a ultrapassar o GDESSA Barreiro e a AD Vagos, respetivamente, e assim marcam encontro na final da Liga Betclic Feminina, na reedição do embate decisivo da temporada passada, que acabou por sorrir ao clube da Luz.

O SL Benfica somou mais um triunfo frente ao GDESSA, agora por 75-57. As “águias” não estiveram pelos ajustes e colocaram-se em ótima posição para ganhar na primeira parte, graças a parciais de 21-11 e 24-5. No regresso dos balneários, o emblema da margem sul do Tejo melhorou de rendimento e diminuiu distâncias, embora não perigando a liderança “encarnada”. O Benfica registou 50% de eficácia da linha de dois pontos, levou a melhor na luta das tabelas (48-30 em ressaltos) e nas assistências (24-15, tendo como principais figuras Mariana Silva (20pts, 2res, 2rb), Taylor Peacocke (12pts, 2res, 2ast), Candela Gentinetta (11pts, 15res, 2ast, 1dl) e Raphaella Monteiro (10pts, 11res, 2ast, 3dl). Num encontro em que cada equipa apontou nove triplos, o GDESSA obteve 13 roubos de bola, contra cinco do adversário, e contribuiu para os 19 turnovers das anfitriãs. Pelas cores da turma do Barreiro sobressaíram Márcia Costa (14pts, 2res, 7ast, 7rb, 1dl), Maianca Umabano (13pts, 3res, 1ast, 1rb, 1dl) e Letícia Josefino (12pts, 8res, 1ast, 1rb).

Em Ponta Delgada, o Sportiva não permitiu veleidades ao Vagos, e levou a melhor por 72-52. A partir do segundo quarto, para nunca mais largar, a turma açoriana dispôs de uma vantagem sempre acima da dezena de pontos. Com parciais de 21-12, 14-10, 23-18 e 14-12, o o conjunto insular assegurou um triunfo seguro e alicerçado em 53% de eficiência na hora de lançar de dois pontos, sete triplos, 41 ressaltos e 20 assistências, assim como nas prestações de Raquel Laneiro (15pts, 6res, 6ast), Emília Ferreira (15pts, 1res, 1ast), Licinara Bispo (12pts, 6res, 2ast) e Nausia Woolfolk (11pts, 11res, 4ast, 5rb, 1dl). Por seu turno, no Vagos, saliência em termos individuais para Martha Burse (15pts, 1ast, 2rb, 1dl) e Devon Brookshire (10pts, 7res, 1rb).


Noite de sábado reserva clássico entre “dragões e “águias”

Este sábado à noite (21h, transmissão na FPBtv) há mais um clássico entre FC Porto e SL Benfica, num encontro da penúltima jornada da segunda fase da Liga Betclic Masculina. Os “dragões, a ocuparem a segunda posição, recebem os “encarnados”, que já garantiram o comando da fase regular.

Na antevisão da partida falámos com os jogadores João Soares e Aaron Broussard, de FC Porto e Benfica, respetivamente.

Nos “azuis e brancos”, João Soares aponta aquilo que é necessário para que não se repita a última derrota na Luz: “As chaves para ganharmos este jogo passam por parar os pontos fortes do Benfica, que são as transições rápidos, controlar os lançamentos de três pontos e os ressaltos ofensivos. Devemos reduzir o número de turnovers que deram pontos fáceis de contra-ataque ao Benfica e controlar a nossa tabela defensiva, não dando um número tão elevado de ressaltos ofensivos e segundas oportunidades de lançamento ao Benfica”, afirma.

O extremo da formação da Invicta prevê muito equilíbrio nos playoffs: “Não considero que o Benfica seja o rival mais forte na luta pelo título. O Benfica está num bom momento de forma, assim como nós também estamos. Penso que nos playoffs os três grandes entrarão com possibilidade iguais de conquistar o campeonato”, projeta.

Apesar de jogar perante os seus adeptos, João Soares não aponta favoritos: “O fator casa é importante para nós, pois gostamos de ter os nossos adeptos connosco e sabemos que com eles estamos mais perto da vitória. Mas num clássico, na minha opinião, nunca existem favoritos”, refere.

O atleta de 32 anos destaca a boa fase do grupo de trabalho: “A equipa está em boa forma e num bom momento. Temos vindo a evoluir de semana para semana e com a chegada dos momentos mais importantes da época a equipa está confiante em conquistar os dois troféus mais importantes do ano, Taça de Portugal e Liga Betclic”, salienta.

No Benfica, Aaron Broussard alerta para os perigos dos “dragões”: “A maior qualidade do FC Porto está na sua defesa. É uma equipa que joga de forma física e intensa. Não acredito que o facto de já termos garantido a liderança da fase regular nos ajude a ganhar este jogo. O nosso objetivo é ganhar, temos que dar o nosso melhor”, avança.

As “águias” não perdem para o campeonato desde 5 de março, precisamente diante do FC Porto, e Broussard enaltece a evolução da equipa: “Estamos melhor a cada dia que passa. Desafiamo-nos em cada treino e o nosso esforço tem saído recompensado. Construir leva tempo. Estamos a encontrar o nosso caminho e a fazer tudo para alcançar o sucesso”, diz.

O base-extremo benfiquista não entra em euforias: “Acreditamos que podemos conquistar o título, mas não queremos falar cedo demais. Cada jogo será um desafio e só precisamos de nos concentrar naquilo que vem a seguir”, afirma.

Broussard reconhece que foi especial o seu lançamento de há uma semana, sob o soar da buzina, que deu a vitória ao Benfica sobre o Sporting CP: “Foi um momento especial aquele lançamento que decidiu o dérbi, mas já virámos a página e há trabalho a fazer. Esta minha primeira época no Benfica está a correr muito bem. Estou a aproveitar o tempo neste clube e nesta equipa. Apesar dos altos e baixos que a temporada nos trouxe até ao momento, tem sido um prazer trabalhar aqui e estou ansioso pelos próximos meses”, finaliza.


Benfica e GDESSA em novo duelo nos playoffs da Liga Betclic Feminina

SL Benfica e GDESSA Barreiro encontram-se este sábado (11h, transmissão na FPBtv e n’A Bola TV), naquele que é o segundo jogo da meia-final dos playoffs da Liga Betclic Feminina. No primeiro duelo da eliminatória, o triunfo sorriu às “encarnadas”, pelo que o Benfica está a uma vitória de alcançar a final da prova, enquanto o conjunto da margem sul do Tejo procura levar a questão para a partida decisiva, marcada para domingo (11h).

Laura Ferreira e Maianca Umabano, jogadoras das “águias” e do GDESSA, respetivamente, anteviram este grande embate.

Do lado benfiquista, Laura Ferreira lança apelos à equipa: “As chaves para a resolução deste jogo assentam nas bases que temos vindo a criar desde o início da época. Temos de confiar no trabalho até aqui realizado e, obviamente, que a leitura do jogo e a cooperação entre equipas são peças essenciais. É imprescindível estarmos todas na mesma página, devemos melhorar a nossa interligação na defesa e ter mais serenidade no ataque”, analisa.

O Benfica levou a melhor nos cinco duelos anteriores frente ao GDESSA, esta temporada, mas a internacional portuguesa não releva esse facto: “O basquetebol não é um jogo que possa ser decidido por favoritismo. Todos os jogos se mostraram bastante renhidos. O GDESSA é uma equipa muito coesa, com jogadoras com muita experiência e que jogam juntas há muito tempo, tudo isto contribui para uma ótima equipa”, alerta.

Para Laura Ferreira, no Benfica não há obsessão com a possibilidade de se conquistarem todos os troféus desta época: “Fazer o pleno não é algo que esteja permanentemente presente no nosso pensamento, o nosso principal foco é melhorar enquanto equipa e jogadoras, mas é muito gratificante e motivador ter o reconhecimento do nosso trabalho com as vitórias”, afirma.

As “encarnadas” passaram por um susto na eliminatória anterior, ao perderem o primeiro jogo diante do Vitória SC, e Laura Ferreira salienta que não existem formações imbatíveis: “Não existem equipas invencíveis. Mais uma vez o nosso foco deve ser o nosso progresso enquanto equipa e garantir que deixamos tudo dentro de campo”, finaliza.

No GDESSA, Maianca Umabano dá a receita para que o cenário frente ao Benfica se altere: “Temos de melhorar nos ressaltos. O equilíbrio nas duas tabelas tem sido um dos nossos pontos fracos e se quisermos ganhar temos de nos focar mais na luta dos ressaltos”, vinca.

A atleta de 24 anos “pede” consistência: “Como disse anteriormente, não temos conseguido equilibrar os ressaltos, o que lhes permite vários segundos lançamentos, obrigando-nos também a defender durante muito tempo e impedindo as nossas transições rápidas. Se conseguirmos ser mais consistentes na defesa e no ressalto, certamente vamos ser felizes no sábado”, diz.

O GDESSA é obrigado a ganhar esta segunda partida, mas Umabano enaltece o lado positivo da pressão: “A pressão faz parte do jogo e só aumenta a adrenalina. Estamos prontas para jogar, continuar a trabalhar e fazer o que tão bem fazemos”, garante.

A turma do Barreiro já disputou duas finais esta época, precisamente face ao Benfica, acabando por sair derrotada. Umabano deixa o desejo para que a situação mude na Liga: “Tem sido uma temporada agridoce. É bom estar presente nos pontos altos das competições, mas como bem sabemos finais são para se ganhar também. Conseguimos coisas boas, mas não estamos 100% satisfeitas ainda. Queremos mais e trabalhamos para isso mesmo”, conclui.


AB Alentejo com torneio 3×3 FIBA em Estremoz

O AJES – Associação Juvenil de Estremoz, em colaboração com a Associação de Basquetebol do Alentejo, vai organizar mais uma edição do 3x3FIBA White City. Com competição nas categorias de sub15, sub18 e seniores, mistos, as inscrições fecham dia 25 de abril e podem ser realizadas aqui.

Cada equipa participante na prova, marcada para dia 1 de maio, no Pavilhão Municipal de Estremoz, recebe uma camisola, personalizada, do torneio. Os vencedores de cada categoria também ganham o direito a levantar um troféu após o triunfo final.

 


FPB com nova formação para professores

A Federação Portuguesa de Basquetebol, em parceria com a Divisão do Desporto Escolar e o CFAE António Sérgio, Albufeira, Lagoa, Silves, e Gaia Nascente, vai organizar um conjunto de ações de formação no Porto, Albufeira e Lisboa com vista à formação contínua de professores no desporto escolar.

Com o objetivo de dar a conhecer as regras do basquetebol 3×3 e dotar os docentes dos aspetos técnicos e táticos da modalidade, a formação, lecionada pelo selecionador nacional de 3×3, Américo Santos, pretende promover e dinamizar a modalidade junto dos jovens e elevar o seu nível competitivo.

Em formato B-learning (online e presencial), as formações são gratuitas e valem 1.2 UC, com o prazo de inscrições a abertas de 29 de abril até às 20 horas do dia 10 de maio. As ações já planeadas decorrem no seguinte horário:

Porto

Inscrição pode ser feita, aqui.

Algarve

Inscrição pode ser feita, aqui.

Lisboa

Inscrição pode ser feita, aqui.


Circuito Ticha Penicheiro com etapa inaugural em Pombal

Realiza-se este domingo, dia 24 de abril, a primeira etapa do Circuito Ticha Penicheiro no centro, de regresso dois anos depois, e que estará inserida no Torneio “Beatriz Jordão”, organizado pelo NDA Pombal e que vai decorrer no Pavilhão Eduardo Gomes.

Sérgio Rosmaninho, diretor técnico nacional do minibasquete, realça a grandeza deste carismático evento feminino: “O Circuito Ticha Penicheiro é um projeto com cerca de 15 anos, mas que nos últimas épocas está sob a alçada da FPB, que tem tentado dar a maior dimensão e importância possíveis ao evento mais significativo do calendário nacional do minibasquete exclusivamente feminino”, afirma. O Circuito tem o seu ponto alto na última etapa, que junta equipas de todo o país. Normalmente realiza-se em Aveiro, algo que deverá voltar a acontecer este ano. São quatro circuitos (dois a norte, um no centro e um a sul), num total de 16 etapas. Queremos chegar a todos os pontos do país e a todas as Associações do continente e das ilhas, caso possam participar”, vinca.

O dirigente dá conta da imediata adesão dos vários agentes da modalidade desde que foi anunciado o regresso do certame: “Esta pausa (de dois anos, devido à Covid-19) reduziu, e muito, o número de praticantes de minibasquete. Mas o interesse é grande e o projeto é aliciante para os clubes e para as atletas. Os clubes manifestaram logo o seu interesse, mal anunciámos o regresso do projeto, e quase todas as datas já estão preenchidas”, refere.

 

Nota: Foto retirada do Facebook oficial do Núcleo do Desporto Amador de Pombal

 


Balanço do estágio da Seleção Nacional de sub18 masculinos

A Seleção Nacional de sub18 masculinos teve o seu primeiro estágio de observação deste ano, com vista à preparação para o Campeonato da Europa da categoria (Divisão B), que vai decorrer entre 29 de julho e 7 de agosto na cidade romena de Oradea. Portugal reuniu de 8 a 12 de abril e trabalhou no Alentejo, em Reguengos de Monsaraz, tendo disputado de seguida o Torneio Internacional Cidade de Badajoz.

Hugo Matos, que faz parte da equipa técnica de Portugal juntamente com Andrii Melnychuk, descreveu o apronto da equipa lusa: “O estágio decorreu bem e com uma excelente colaboração do município de Reguengos de Monsaraz, na pessoa do Carlos Janes. O estágio teve a duração de cinco dias, três em Reguengos de Monsaraz para treinos e dois em Badajoz (Espanha) para competir no torneio. Apesar das duas derrotas, com o Fuenlabrada e o Badajoz, conseguimos competir bem em ambos”, disse.

O treinador destacou o compromisso dos jogadores: “Apesar dos poucos treinos (seis), os atletas estiveram comprometidos no trabalho. Deu para conhecer melhor alguns jogadores que, apesar de referenciados, ainda não tinham trabalhado com esta equipa técnica. Para além de observar os atletas em jogo e perceber aquilo que podem acrescentar e contribuir, deu para ver também a capacidade de trabalho e de aprendizagem de ideias e conceitos. Foi um estágio de observação, mas o grupo correspondeu ao que era expectável”, afirmou.

Quanto ao futuro, Hugo Matos revela os planos até ao Europeu: “O próximo estágio de observação está previsto para o início de junho. O estágio final tem início na última semana de junho e durará cerca de um mês até ao Campeonato da Europa que decorre na Roménia, e que se inicia no final de julho”, concluiu.

 

A lista de jogadores convocados foi a seguinte:

– Afonso Ruas (CF Belenenses)
– André Afonso (CF Belenenses)
– Bernardo Matos (AB Albicastrense)
– Danilo Horta (Sporting CP)
– Duarte Meném (CA Queluz)
– Fábio Rocha (FC Porto)
– Filipe Dionísio (SC Braga)
– Miguel Peixoto (GD André Soares)
– Pedro Santos (FC Porto)
– Ricardo Mateus (CB Albufeira)
– Salvador Victo (Imortal BC)
– Tiago Filipe (SL Benfica)


Gustavo Costa apita máxima prova europeia de clubes de BCR

Após múltiplas finais internacionais e internas, Gustavo Costa alcança novamente o patamar mais ilustre do BCR europeu de clubes, a Champions Cup. Na maior “montra” do BCR continental, vão competir, em Erfurt, Alemanha, casa dos RSB Thuringia Bulls, oito equipas – incluindo o anfitrião – de 6 a 8 de Maio.

No currículo do experiente juiz, com vinte anos de BCR na bagagem, ressaltam as nomeações para mais de uma dúzia de Final-8 de provas internacionais de clubes, dois campeonatos da Europa femininos – divisão A – ou o Europeu C masculino de 2017, cuja final entre República Checa e Bélgica esteve a seu cargo. Entre as fases derradeiras das agora designadas Euroligas (existem três – 3, 2 e 1 -, que precedem hierarquicamente a Champions Cup), são de realçar a escolha para dirigir a final da Challenge Cup (atual Euroliga 3), em 2013, em Badajoz, de boa memória para os compatriotas Hugo Lourenço (4.0) e Marco Gonçalves (1.5), então peças da equipa vencedora, Mideba Extremadura, e primeiros atletas lusos a triunfarem num torneio europeu; bem como da final da Taça Willi Brinkmann (corrente Euroliga 2), em 2016, igualmente na cidade fronteiriça.

 

1 – Após uma ausência forçada na arbitragem, regressas e atinges este ponto alto de carreira. Como recebeste a notícia? 

Tenho que reconhecer que foi com alguma surpresa. Não posso esquecer que o meu último jogo internacional foi a final do Europeu de Brno (Verão de 2017) e que depois disso fui submetido a 3 cirurgias (março/2018; janeiro/2019 e agosto/2020). Para além disso, temos que recordar tudo o que se relacionou com o Covid (paragem quase total das provas europeias entre o início de 2018 e o final de 2021). Por isso, na presente época, não estava à espera de regressar diretamente para uma competição de topo. Pensava que seria possível ser nomeado para uma das F8, mas não para a F8 da Champions Cup.

 

2 – De que forma te irás preparar para apitar um evento desta magnitude, a mais importante prova de clubes a nível europeu – e arrisco dizer – mundial? 

Vai ter que ser uma preparação realizada com muito cuidado. Não posso esquecer que estive três anos parado devido às cirurgias, algumas delas com recuperações bastante complicadas e que isso provocou algumas alterações profundas no meu corpo. Desde então, assim que forço um pouco no treino, surgem sucessivas pequenas lesões. Por isso, a prioridade tem incidido em trabalho de reforço muscular e cardiovascular, mas sempre muito ligeiro e com muito cuidado. Quanto à componente técnica, vou tentar fazer o maior número de jogos possíveis de BCR, mas, infelizmente, nas semanas que antecedem a F8, não há muitos jogos de BCR em Portugal. Assim resta-me o trabalho teórico com as regras e ver o maior número possível de jogos com as equipas que vão estar na F8.

 

3 – És o único português nomeado para as provas europeias de BCR. Vês potencial para termos mais árbitros nacionais a apitar na elite europeia e mundial? 

Infelizmente, nos últimos vinte anos, os outros portugueses que foram aprovados no exame de árbitro internacional da IWBF (Nuno Carocha, Rui Ribeiro, Ricardo Vieira e José Cardoso) acabaram por abandonar por motivos diversos, o que me torna no único português no ativo. Considero muito importante a existência de, pelo menos, um árbitro internacional português, como forma de garantir a transmissão da informação e do conhecimento que a IWBF proporciona. Aliás, esse tem sido o principal motivo que me faz lutar para manter a licença internacional. Quanto ao futuro, penso que o mesmo pode ser sorridente. Na minha opinião, há pelo menos três árbitros com capacidade de passar no exame de árbitro internacional a curto prazo, aliás, tenho esperança de que isso seja possível na presente época, pelo menos para alguns deles. Poderia retirar-me com uma sensação de dever cumprido acrescida.

 

4 – A arbitragem portuguesa atravessa um momento de profunda renovação. Como avalias o trabalho realizado nos últimos anos? E o que é preciso ser feito para se continuar num trajeto de evolução? 

Sem dúvida nenhuma que a arbitragem “BCR” portuguesa está a atravessar uma profunda renovação. Uma geração está a terminar, dos quais destaco, pela sua importância, o João Silva e o José Almeida que já abandonaram, o Fernando Resende e o Alexandre Oliveira que ainda continuam no ativo e que espero que continuem por mais algumas épocas, garantindo o crescimento sustentado da nova geração. Por outro lado, nos últimos três a quatro anos, foram recrutados entre trinta a quarenta novos árbitros, através da realização de dois cursos de conversão ao BCR. Mas ninguém pense que o curso de conversão é uma solução mágica que transforma alguém num árbitro de BCR. São necessários, no mínimo, três a cinco anos de trabalho constante após o curso de conversão, até que se alcance um nível razoável de conhecimento do jogo.

Neste contexto, devo reconhecer ao atual Conselho de Arbitragem da FPB um papel muito importante nessa renovação, desde logo, porque atribuiu uma importância à arbitragem de BCR que ainda não tinha sido reconhecida até agora. É óbvio que não há trabalhos perfeitos e que existem sempre dores de crescimento, mas o presente é muito mais risonho do que era há alguns anos atrás. Hoje existe uma boa base de trabalho que pode garantir um futuro positivo, para tal, considero essencial que no próximo CA se garantam três elementos essenciais:

– que se continue a reconhecer à arbitragem no BCR a devida importância;

– que continue a existir um membro especializado em BCR, à imagem do que se passou com o José Cardoso no atual CA;

– que na competição de topo se altere para três árbitros por jogo.

 

5 – O que torna o BCR uma vertente do jogo tão difícil e especial de apitar?

É algo inerente às próprias características desta vertente do basquetebol. Eu diria mesmo que resulta da própria essência do BCR. Existem imensas situações táticas em que os jogadores estão espalhados pelo campo todo, com potenciais pares de jogadores em todas as zonas do campo e com tentativas contínuas de bloqueios e de cruzamentos entre as cadeiras. O jogo fica tão espalhado que é extremamente difícil conseguir vigiar todos os jogadores.

E quando o jogo é arbitrado por apenas dois árbitros, como acontece na esmagadora maioria dos jogos em Portugal, torna-se quase impossível garantir uma adequada cobertura. Na vertente do basquetebol a pé, é muito raro ter jogadas com uma dispersão de jogadores deste tipo. Por fim, importa salientar que o nível de contacto num jogo de BCR de topo é elevadíssimo (certamente, ainda maior do que na vertente do basquetebol a pé), sendo essencial o posicionamento dos árbitros para garantir uma correta seleção dos contactos que devem ser sancionados; em especial, as transições (quando as cadeiras se cruzam) são extremamente complexas de analisar. Apenas uma pequena parte destes contactos são faltosos.

 

Nota: fotografia da autoria de Miguel Fonseca – @mfportefolio

 


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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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