A internacional portuguesa Inês Viana fez a sua época de estreia no estrangeiro, ao serviço do BCF Elfic Fribourg Basket, e apesar de ver a temporada interrompida a base de 25 anos fez um balanço positivo dos meses que passou na Suíça. Além de falar da experiência positiva nas competições europeias e do domínio nas provas internas, a base da Seleção Nacional abordou ainda o futuro.
Qual é o balanço que fazes desta época de estreia no estrangeiro? Como descreverias este desafio que é jogar fora de um campeonato que conheces tão bem como o português?
É sempre desafiante sairmos da nossa zona de conforto, e apesar do campeonato português tem muita qualidade, muito boas jogadoras, achava que já estava no momento para sair e me desafiar. Na generalidade foi uma época muito positiva, joguei EuroCup a base principal com muitos minutos, no campeonato também estávamos em crescendo. Foi positivo e um excelente desafio.
A temporada terminou de forma abrupta e o campeonato foi cancelado sem a atribuição de um campeão, contudo o Friburgo terminou no topo da fase regular (13-3), estava invicto na fase intermédia e apurado para a final da Taça da Suíça. Sentes que caso a época terminasse iam conquistar mais títulos?
O coronavírus veio estragar a época. O nosso campeonato foi dos primeiros a cancelar tudo, sobretudo depois da evolução do número de casos no país na Suíça. Primeiro foi o hóquei no gelo, depois seguiram-se as outras modalidades. Antes da paragem estávamos em forma, no primeiro lugar partilhado com o Winterthur, invictas na fase intermédia e com sete vitórias consecutivas com margens pontuais na casa das dezenas. Se tivéssemos a oportunidade de jogar até ao fim acredito que poderíamos ser campeãs e ganhar a Taça da Suíça. Estávamos a crescer como equipa.
Além do evidente sucesso nas competições internas, conseguiram passar a fase de grupos na EuroCup feminina. Que balanço fazes da prestação nas competições europeias?
Penso que o auge para qualquer atleta é jogar nas competições europeias, neste caso joguei EuroCup e o balanço desta época é muito bom. Fiz bons números que se refletiram no coletivo já que passamos a fase de grupos e ficamos à porta dos dezasseis avos de final da prova. Foi espetacular, até porque tivemos mais exposição. A melhor coisa que me aconteceu este ano foi ter a oportunidade de jogar na EuroCup.
Depois de uma temporada de estreia positiva, onde foste uma das peças mais influentes de uma equipa com ADN de campeã, quais são as perspetivas para o futuro?
Quero continuar a jogar fora. É muito desafiante poder jogar noutros campeonatos, experimentar novas ligas. Não gosto de estar na minha zona de conforto, quero sempre superar-me e, posto isto, acho que ainda tenho alguns anos para continuar a jogar no estrangeiro.
Regressaste a Portugal assim que a SBL foi suspensa e atravessaste um período de quarentena. Que recomendações deixas, sobretudo aos desportistas, nesta fase de paragem precoce das competições?
O campeonato foi suspenso dia 12 de março e no dia seguinte já tinha viagem de regresso para Portugal. A situação na Suíça não estava boa e desde que regressei estou de quarentena voluntária para não colocar em risco os meus pais, senti que essa era a melhor decisão. Esta sexta-feira acabo esse período de isolamento e apesar de não ser o melhor, é algo que devemos fazer para zelar por nós e pelos nossos. Estou em casa desde 13 de março e isso não me impede de treinar duas vezes por dia. O exercício físico tem-me ajudado muito, sobretudo mentalmente. Torna tudo mais fácil.
Sofia da Silva, internacional portuguesa ao serviço do Basket Namur Capitale, voltou a ser peça importante na equipa belga. Com a época terminada, é tempo de balanço em entrevista à FPB, na qual a jogadora de 29 anos assume querer experimentar uma liga mais competitiva.
O campeonato belga já terminou e o Namur classificou-se no terceiro lugar, sendo que te voltaste a assumir como uma peça importante na equipa. Como avalias esta temporada? Que aspetos mais positivos retiras?
Foi uma época com alguma complexidade. Por diversos fatores a equipa não pôde estar reunida desde o primeiro momento, o que dificultou o nosso arranque de Liga (ainda que as estatísticas apresentem vitórias). Considero positiva a resposta dos membros do clube às adversidades e o esforço por fazer uma equipa mais competitiva do que na época anterior. Apesar das derrotas, jogar EuroCup é sempre positivo.
Percebes o terminar definitivo da competição? Ou preferias que fosse retomada?
Inicialmente tive esperança, uma vez que até dia 26 de março íamos obter uma resposta conclusiva. Entendo perfeitamente e aceito. A saúde pública deve ser sempre uma prioridade.
Voltaste a estar presente na EuroCup e melhoraste os teus números. Sentes que o teu bom momento na carreira também passa por estas campanhas europeias?
Sem dúvida! Tenho-me preparado, nos últimos verões, em Espanha e Portugal para estar ao meu máximo nível. As competições europeias são a minha motivação. Se quero ser melhor, tenho que defrontar as melhores.
O teu futuro passa pela Bélgica depois de duas épocas no Namur? Tens algum objetivo em especial?
Normalmente levo estas coisas ano a ano. O clube queria/quer que eu fique por algum tempo, mas cheguei a uma fase em que estou demasiado confortável, preciso de mudança. Não está nos meus planos voltar. O meu objetivo é estar numa Liga mais competitiva.
És treinada pelo selecionador belga, equipa que faz parte do grupo de Portugal na corrida pelo Europeu. Apesar de ainda faltar algum tempo, o que podemos esperar dos jogos frente à Bélgica? Quais são as suas maiores qualidades?
Na verdade foi criada uma relação muito especial com este treinador, é muito humano! Deu-me uma liberdade enorme e impagável de ser eu mesma em campo. Melhorei aspetos de jogo, criei novas habilidades que vão servir, e muito, para o futuro. Basicamente, as opções que criava para a Emma Meessemen, criava para mim. Isso é um privilégio! Assim sendo, sei perfeitamente o que nos espera em novembro. A Bélgica tem jogadoras dominantes em todas as posições do campo, sabem perfeitamente para quem jogam e quando.Como uma peça de teatro, não saem muito do seu papel. Gostam de jogar em transições rápidas, 80% das jogadas acabam em pick&roll. Da nossa parte, somos uma Seleção com uma base defensiva sólida, eu diria (quando cumprimos o plano de jogo), e por isso devemos desacelerar o seu jogo, a começar pela base, Julie Allemand. Sei perfeitamente como vai reagir o treinador em termos táticos e emocionais, o que joga a nosso favor.
Na antecâmara da 54.ª edição da Taça de Portugal feminina, a FPBtv viajou pelo país e foi conhecer a opinião dos treinadores presentes na Final Four, bem como de algumas das protagonistas das equipas apuradas para a final a quatro da prova rainha do basquetebol nacional.
Raquel Laneiro, Ricardo Botelho, Ana Raimundo e Jorge Maia projetaram a primeira meia-final (16h, FPBtv), com Marcy Gonçalves, Eugénio Rodrigues, Larisse Lima e José Leite a analisarem a segunda meia-final deste sábado.
O SL Benfica bateu o Carnide Clube e manteve o 5.º lugar na Liga Feminina, já o CAB Madeira conseguiu um importante triunfo na receção ao GDESSA Barreiro.
Carnide Clube/Holos 39-96 SL Benfica
O SL Benfica não teve dificuldades para bater o Carnide Clube/Holos, conseguindo desde cedo fugir no marcador depois da forte entrada em campo (10-30). A diferença pontual permaneceu elevada até ao intervalo, até que as encarnadas voltaram a aumentar o fosso para o Carnide, estabelecendo o resultado final em 39-96.
Inês Cruz (11pts, 1res, 1as, 1rb) e Mariana Pereira (13pts, 9res, 4as) foram as melhores na equipa da casa que viu Mariana Silva (21pts, 3res, 2rb), Destinee Young (19pts, 8res, 1as, 1rb) e Josephine Filipe (14pts, 4res, 3as, 1rb) brilharem nas águias.
CAB Madeira 63-51 GDESSA Barreiro
A boa entrada em campo, com um parcial de 20-12, acabou por beneficiar o conjunto insular que se manteve sempre na liderança do jogo a partir dos momentos iniciais do encontro. Apesar do equilíbrio verificado na segunda parte, a maior eficácia das anfitriãs (43% contra 26%) viria a ser fundamental para nunca permitir uma possível reviravolta do GDESSA.
Com transmissão n’A Bola TV e na FPBtv, O Vitória SC levou de vencida o- União Sportiva, provocando a terceira derrota no campeonato para as açorianas. O Olivais FC, de visita a Matosinhos, conseguiu superar o Guifões SC apesar da resiliência da equipa da casa.
Vitória SC 72-68 União Sportiva
O Pavilhão Unidade Vimaranense foi o palco do primeiro encontro de domingo, que sorriu ao conjunto minhoto do Vitória SC. Apesar da vantagem inicial do União Sportiva, as vimaranenses souberam anular os nove pontos de vantagem das visitantes graças a um melhor controlo da posse de bola, bem como dos pontos marcados após ressalto ofensivo (18 pontos). O parcial de 17-11 no último quarto assumiu extrema importância já que foi o período do jogo em que se confirmou a reviravolta no marcador.
Sara Ressurreição (17pts, 3res, 4as, 1rb), A’lexus Harrison (14pts, 13res, 2as, 6rb, 1dl), Kaisa Kusma (15pts, 4res, 3rb, 1dl), Meg Wilson (12pts, 10res, 2as, 1rb) e Bárbara Miranda (11pts, 2res, 1as) foram as melhor no Vitória, já no União Sportiva, Aliyah Coller (21pts, 11res, 3as), Miriam McKenzie (22pts, 6res, 1as, 3rb) e Vânia Sengo (17pts, 5res, 3as, 1rb, 1dl) estiveram em bom plano.
Guifões SC 59-66 Olivais FC
O Olivais continuou na dianteira da Liga Feminina após arrecadar mais um triunfo fora deportas, desta vez em casa do Guifões SC. Na primeira metade do encontro a equipa de Coimbra esteve a lançar com 75% de eficácia da linha dos três pontos, percentagem elevada que levou as campeãs nacionais na frente do encontro para o intervalo (29-38). Na segunda parte o Olivais continuou na frente e, apesar da reação das anfitriãs nos últimos minutos de jogo as conimbricenses asseguraram a 18.ª vitória no campeonato.
Nas donas da casa realçar as performances de Morgan Batey (21pts, 6res, 4as, 4rb) e Filipa Barros (19pts, 4res, 2as, 3rb). No Olivais sobressaíram Norianna Haynes (16pts, 7res, 1rb), Marcy Gonçalves (12pts, 3res, 5as, 3rb) e Artémis Afonso (10pts, 12res, 6as, 1rb).
04O Galitos já garantiu uma vaga na Liga Feminina 2020/21, num trajecto até agora invencível. Quais as principais razões que explicam esta grande campanha?
Em 2018, o clube traçou um plano com o objetivo de em três épocas conseguir a subida à Liga Feminina. Assim foram criadas condições – construção do plantel, equipa técnica, condições de treino e recursos humanos -, que nos permitiram, já este ano, assegurar a tão desejada subida.
Espevaram um domínio tão grande?
Quando é realizado um plano com o objetivo de subida, mais tarde ou mais cedo temos que dominar. Talvez não estivéssemos à espera de ainda estarmos invictas, já que existem outras equipas fortes que nos criaram muitas dificuldades. Mas quando se entra num ciclo de vitórias, tudo se torna mais fácil, os índices de confiança ficam muito elevados e, muitas vezes em jogos disputados, isso faz a diferença.
És uma jogadora internacional, habituada ao mais alto nível. A tua experiência tem sido um dos grandes aliados para o Galitos?
Todas as jogadoras acrescentam neste grupo, as mais experientes, as menos experientes, as que jogam mais e as que jogam menos. Para atingir esta performance é necessário treinar, sendo todo o grupo determinante neste processo. Reconheço que a razão de me quererem neste projeto foi fundamentalmente aquilo que podia acrescentar ao treino e ao jogo e, principalmente, terem uma referência feminina no clube. A minha experiencia internacional e de Liga Feminina foram os fatores, certamente, que os responsáveis do clube tiveram em conta.
Como projetas o futuro do Galitos na Liga?
O clube tem todas as condições para responder às exigências da competição, o caminho tem sido o de melhoria constante nas diferentes áreas, e certamente a subida não é vista como um desafio, mas sim como um objetivo a longo prazo para o clube.
Farás parte do plantel na próxima temporada?
Quem me conhece sabe o que mais aprecio é o compromisso e a lealdade. Relativo ao primeiro, tracei um caminho de três épocas com o Galitos, por isso irei dar continuidade ao projeto. Por último, a lealdade àqueles que me tratam bem e se preocupam!
Tendo em conta que vais regressar à Liga, está entre os teus objetivos regressar à Seleção?
Atualmente, a minha situação profissional limita uma possível convocatória à Seleção Nacional. Mas de qualquer forma sempre estive, atualmente estou e futuramente estarei sempre disponível para integrar a Seleção, desde que seja possível articular com a minha atividade profissional, essa sim a minha prioridade.
O Ponto Alto que a Quinta dos Lombos tanto perseguia, desde janeiro de 2018, chegou sob a forma de Taça de Portugal, num Palácio dos Desportos muito bem composto de público. Após um primeiro quarto em que o Sportiva se superiorizou (19-14), os Lombos reagiram e encetaram um parcial de 26-12 que alterou por completo os contornos do encontro.
Não mais as comandadas de José Leite largaram a dianteira do marcador, numa partida em que beneficiaram dos 12 pontos saídos do banco de suplentes, contra nenhum do adversário. Na formação de Carcavelos destacaram-se Otiona Gildon, a MVP Tissot (19pts, 11res, 1ast, 3rb), Mia Loyd (22pts, 8res, 4ast, 1rb) e Carolina Escórcio (11pts, 1res, 1ast, 1rb), enquanto no adversário açoriano sobressaíram Aliyah Collier (21pts, 9res, 3ast, 2rb, 1dl), Miriam McKenzie (16pts, 13res, 2ast, 2rb) e Alecia Cooley (10pts, 7res, 1rb, 2dl).
A começar por José Monteiro, de 67 anos, atual Diretor Técnico da AB Santarém, e que também já liderou os destinos do organismo. Com 43 anos de carreira enquanto treinador, contando 12 títulos nacionais na União Desportiva de Santarém e Santarém Basket Clube no seu currículo e participações nas principais Ligas masculina e feminina, sem esquecer competição europeia feminina. A destacar ainda o cargo de diretor no primeiro curso da FIBA em Timor-Leste, em 2014.
O basquetebol feminino de Santarém foi também agraciado, no caso as ex-jogadoras Anabela Mendes, Ana Lúcia Conceição, Ana Teresa Marques, Maria Manuel Monteiro, Sónia Vieira, Susana Simões, Tânia Silva, Helena Aires, Mariana Kostourkova, Sónia Graça, Sofia Ramalho, e o treinador José Monteiro, que contribuíram para a conquista de 7 Taças de Portugal, num total de 17 títulos nacionais entre 1992 e 2004. João Cordeiro, seccionista presente em todos estes grandes momentos, foi igualmente homenageado.
A União Desportiva Recreativa Zona Alta, primeiro clube de basquetebol feminino do distrito de Santarém, também foi ao centro do terreno de jogo, num plantel composto pelas atletas Isabel Mendes, Lúcia Marujo, Fátima Gonçalves, Telma Marques, Maria João Gomes, Ana Luísa Gomes, Margarida Alves, Maria Leonor Borralho, Maria João Narciso, Cristina Barroso, Maria José Gonçalves, Margarida Santos, Margarida Fonseca, pelo treinador Vítor Sepodes pelo seccionista Jorge da Bernarda.
Eugénia Marques, primeira jogadora internacional de Portugal do distrito de Santarém, em 1984, pela Seleção Nacional de cadetes femininos, foi premiada, assim como as antigas atletas que conquistaram o primeiro Campeonato Nacional ao serviço de um clube do distrito escalabitano (União Desportiva de Santarém – 1991/92: Anabela Mendes, Ana Lúcia Conceição, Ana Teresa Marques, Maria Manuel Monteiro, Sónia Vieira, Susana Simões, Tânia Silva, sendo que Filipa Silva, Maria João Simplício e Sónia Poiter, que também fizeram parte deste plantel, não puderam estar presentes.
O Maia Basket Clube segue com 18 vitórias em outros tantos jogos. O emblema maiato voltou a confirmar a sua hegemonia na série ao derrotar o NCR Valongo por 71-49, conservando assim uma vantagem cómoda para o segundo classificado, Basquete de Barcelos, formação que também amealhou os dois pontos com facilidade na jornada, no reduto da ADCE Diogo Cão – 41-75. A Juvemaia-ACDC levou a melhor sobre o último classificado, GDB Leça, por contundentes 82-43, salvaguardando o terceiro lugar, nas pretensões no SC Braga, que soma os mesmos pontos, mercê do triunfo contra o BC Vila Real – 76-35. Com um jogo em atraso, o CDJR, vitorioso na receção ao BC Limiense – 71-40 -, cobiça igualmente o terceiro lugar do pódio, já que totaliza 28 pontos, menos dois do que Juvemaia-ACDC e SC Braga.
Norte B
A AD Sanjoanense recuperou o primeiro lugar, fruto do sucesso por dígitos esclarecedores contra o SC Vasco da Gama – 84-59 -, um dos seus principais concorrentes pela dianteira a par do GiCA/ATZ, que ocupa o segundo lugar e trouxe a vitória da deslocação ao reduto da ASSSCC – 47-56. A FrikingPort/AD Vagos vincou distâncias para o seu mais direto perseguidor na classificação, o GD Bolacesto, que vergou por 78-50, bem como para o GD Gafanha, suplantado pelos Salesianos/VSL Produções – 67-59. No embate entre Basquetebol Condeixa e NDA Pombal, conjuntos em igualdade até ao momento, a sorte sorriu aos locais – 57-54.
Sul A
Em missão dupla, o CDEFF/VMT Madeira prolongou a invencibilidade ao somar triunfos frente ao Unidos/JDJA – 97-48 – e ao Stella Maris/Xadeca – 84-35, assegurando matematicamente o primeiro lugar. Diante dos mesmos rivais, o CSM/CS CAB averbou vitórias por 76-60 e 92-41, respetivamente. O GDEMAM/Novacigás fecha o pódio depois de contornar a resistência da Física de Torres Vedras – 62-38. No duelo entre Os Belenenses e Alenquer BC, a lógica classificativa traduziu-se no resultado, favorável aos anfitriões – 52-50 -, ao passo que o Fayal Sport Club escapou ao último lugar ao derrubar o Nacional Natação – 50-46.
Sul B
O Imortal BC/Tcars bateu a Universidade de Évora/André Resende por expressivos 86-47 e encerra o trio de emblemas infalíveis no escalão. O Estoril BC construiu o resultado mais volumoso da jornada, na receção ao Beja Basket Clube – 109-25 -, mas o BAC/Inimiga da Fuligem também pode fazer um balanço risonho do fim de semana, uma vez que se superiorizou ao CDOM por números inusitados – 100-40. No embate pontuado por maior equilíbrio, o CB Montijo capitalizou o fator casa contra a ACD Ferragudo – 74-66.
Os Lombos estiveram em desvantagem durante praticamente todo o encontro e a 3:48 do final do terceiro quarto, perdia mesmo por 45-30.
Mas com um parcial de 18-7 nos derradeiros dez minutos, as comandadas de José Leite levaram a questão para tempo extra, estando o marcado igualado a 57 pontos.
O triunfo acabaria por sorrir à Quinta dos Lombos, que voltou a provar ser a “besta negra” do Olivais esta época, e que teve como melhores elementos Otiona Gildon (23pts, 17res, 2ast, 1rb, 1dl), Mia Loyd (20pts, 13res, 7ast, 3rb), Júlia Alves (14pts, 4res, 4ast, 1rb) e Carolina Escórcio (12pts, 3res, 4ast, 2rb).
Já no conjunto conimbricense realçaram-se Ana Radovic (16pts, 8res, 2rb, 1dl), Artémis Afonso (13pts, 4res, 2ast, 1dl), Carolina Rodrigues (11pts, 5res, 3ast, 4rb) e Marcy Gonçalves (10pts, 6res, 2ast, 3rb).
Apesar da diferença final de 20 pontos no marcador, o Sportiva teve de contar com uma Ovarense que discutiu o apuramento durante muito tempo, e que chegou mesmo estar na frente na reta final do terceiro quarto.
Mas o conjunto insular, graças a um parcial de 19-6 nos derradeiros dez minutos, avançou para o triunfo, num jogo em que acabou por ditar leis na luta das tabelas, principalmente no capítulo ofensivo (57 ressaltos contra 25 do adversário).
Em termos individuais, no Sportiva sobressaíram Miriam McKenzie (20pts, 11res, 4ast, 2rb), Alecia Cooley (15pts, 14res, 4ast, 1rb, 2dl) e Aliyah Collier (9pts, 10res, 2ast, 4rb), enquanto na turma vareira esteve em destaque Tess Bruffey (19pts, 7res, 3ast, 1rb, 1dl).
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