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Estreia não foi a desejada

Um resultado final que não traduz fielmente o equilíbrio registado durante o encontro, se bem que na 2ª parte os belgas quase sempre controlaram a marcha do marcador. O desgaste físico traiu a equipa encarnada na parte final do encontro, contribuindo para que falhasse alguns lançamentos abertos, bem como tivesse sentido dificuldades para controlar a tabela defensiva e parar as ações individuais de 1×1 dos jogadores adversários.

 

A primeira nota deste jogo vai para a afluência do público, sem estar um pavilhão cheio, as bancadas do Pavilhão Fidelidade estavam bem compostas, sinal que este regresso à Europa agradou a muita gente. Os benfiquistas começaram muito bem o encontro, com Fred Gentry (12 pontos, 5 ressaltos e 2 roubos de bola) a tornar-se na principal referencia ofensiva da equipa, impressionando pela intensidade defensiva e o ritmo a que era disputado. A formação belga, que de belga tinha pouco (7 jogadores de origem norte-americana), apostava na rotação de jogadores, mostrava-se perigosa nos lançamentos de longa distância, e muito agressiva na tabela ofensiva.

 

Durante os primeiros 20 minutos o comando do marcador registou 10 alternâncias, facto que demonstra bem o domínio repartido entre as duas equipas. Jobey Thomas (17 pontos, 11 assistências e 2 ressaltos) ainda que sempre bem vigiado, era constante a rotação do seu defensor, confirmava, mesmo a este nível, que é um tremendo atirador. E depois de um 1º período desfavorável (15-17), o norte-americano liderou a equipa à reviravolta no marcador até ao intervalo (39-36).

 

No inicio da etapa complementar, com cinco pontos consecutivos, os benfiquistas conseguiram dilatar a vantagem (44-36), e tudo parecia correr de feição aos campeões nacionais. Mas os triplos da equipa belga foram a base de um parcial de 10-0, desfavorável ao Benfica, mudando por completo o sentido do jogo. Os forasteiros apertavam ainda mais na defesa a Thomas, as alternâncias defensivas criavam problemas acrescidos ao ataque encarnado, tudo somado fazia com que chegassem na frente ao final do 3º período (59-52).

 

A 6.32 do final do encontro, um cesto de Ronald Slay (14 pontos e 2 ressaltos), que nesta fase do jogo mostrou-se corajoso e determinado em ter a bola nas suas mãos para decidir, colocou o Benfica a três pontos de distância (63-66). Mas seguiu-se um período em que o Benfica não converteu alguns lançamentos abertos, em momentos decisivos e após boas movimentações ofensivas. Já o Mons-Hainaut mostrou-se mais letal, tanto no tiro exterior como nas ações individuais de 1×1. Quando os encarnados conseguiam parar o ataque adversário, várias foram as situações que o ressalto ofensivo permitiram segundos lançamentos á equipa belga, que respondeu com um parcial de 10-2, colocando o resultado em 76-65 a seu favor.

 

Apesar da derrota, os tricampeões nacionais conseguiram equilibrar o jogo durante largos períodos. Acusaram algum cansaço provocado pelo grau de dificuldade do jogo, perceberam que a este nível não é permitido falhar cestos fáceis, nem é permitido ter momentos de descontração na defesa e nas tarefas do bloqueio defensivo. Ensinamentos que serão úteis para futuro, sempre numa perspetiva de evolução e de correção dos erros.


Estreia positiva

A formação de Carcavelos bateu, em casa, Aluinvent Miskolc (81-76), um adversário que aposta forte nesta competição. O campeão português não se deixou impressionar pela valia do adversário, cedo controlou a marcha do marcador, acabando apenas por ter que gerir durante o 4º período a vantagem construída nos primeiros 30 minutos do encontro.

 

A forma como iniciou o encontro deixava antever que os Lombos poderiam ter uma noite positiva, já que a inspiração individual revelada pela dupla formada por D´Lesha Lloyd (27 pontos e 4 ressaltos) e Kristina Baltic (10 pontos, 12 ressaltos, 6 assistências e 3 roubos de bola) contaminava o resto da equipa. O ataque da equipa nacional mostrava-se bastante eficaz, os tiros de longa distância caiam, pelo que naturalmente o resultado foi-se afastando e, sem surpresa, a Quinta dos Lombos vencia por 20-13 no final do 1º período.

 

No inicio do 2º período, os turnovers comprometeram a vantagem da formação portuguesa, já que foram bem aproveitados pelo adversário para consumar a reviravolta no marcador (33-34). Mas nos últimos 4 minutos da 1ª parte, os triplos voltariam a recolocar os Lombos no comando. Sara Djassi (17 pontos, 5 roubos de bola, 4 ressaltos e 2 assistências) deu o mote (36-34) para que a formação da casa terminasse na frente o primeiro tempo (43-38).

 

No recomeço da etapa complementar, as húngaras ainda conseguiram chegar à diferença mínima (46-47), mas um parcial de 10-0 – Maria Kostourkova (12 pontos, 7 ressaltos e 3 assistências) mostrou-se importante nesta fase do jogo- fazia retornar a confiança e a calma necessárias para lidar com a pressão do momento. A vantagem chegou a ser de catorze pontos (65-51), mas um lançamento nos últimos segundos do quarto reduziu a diferença, ainda que se tivesse mantido na casa das dezenas (65-53).

 

No decisivo quarto, as comandadas de José Leite abanaram mas não caíram. A diferença, por mais do que uma vez, chegou a ser de dois pontos, mas o certo é que o conjunto nacional nunca largou a liderança do jogo. Em vários momentos do jogo respondeu sempre aos cestos adversários com pontos, e um parcial de 4-0, quando o resultado lhe era favorável em 77-74, colocou um ponto final nas esperanças da equipa magiar.


«Não nos iludimos»

Na próxima jornada visita o Algés.

 

Qual é a sensação de liderar o campeonato após duas jornadas disputadas?

 

É sempre bom estar na frente. Significa que atingimos o que pretendíamos nas duas primeiras jornadas. No entanto, temos consciência da realidade do clube e não nos iludimos.

 

A base deste sucesso inicial é o trabalho de continuidade e a manutenção do núcleo duro da equipa?

 

Sem dúvida. Perdemos alguns jogadores mas conseguimos manter o núcleo que iniciou este projeto há 3 anos o que nos trás vantagens na leitura do jogo e entrosamento dos jogadores. Rapidamente conseguimos integrar os novos jogadores e esperamos que venham a ser uma grande ajuda para a equipa.

 

Até ao momento, continuam sem jogadores estrangeiros na equipa. De que forma têm contornado esse problema durante os jogos? E onde têm sido mais fortes que os adversários?

 

Não considero a falta de estrangeiros um problema na equipa mas sim a falta de mais soluções (portugueses ou estrangeiros) nomeadamente a nível do jogo interior. Nos jogos temos revelado um espírito de entreajuda enorme, confiado plenamente nos colegas e trabalhado com grande humildade de modo a superarmo-nos continuamente durante os 40 minutos. Penso que as nossas qualidades individuais têm sido sempre usadas em prol da equipa e esse colectivismo fez-nos mais fortes que os adversários nos dois jogos.

  

Na próxima jornada deslocam-se a Algés, um confronto que deixa em aberto a possibilidade de poderem continuar invictos. O facto de ainda não terem perdido poderá conduzir a algum tipo de deslumbramento ou relaxamento no grupo de trabalho?

 

Como já referi temos os pés bem assentes na terra. Não haverá deslumbramento e muito menos relaxamento já que estes jogadores sempre denotaram uma grande capacidade de trabalho e concentração. Trabalharemos para ganhar e atingir o mais depressa possível os nossos objetivos.

 

O Algés não alterou muito a estrutura da equipa, reforçou-se com um norte-americano e com Pedro Belo, para esta nova temporada. Do conhecimento que tens da última temporada, onde terão que ser fortes para não serem surpreendidos pelo Algés?

 

O Algés apresenta um bom equilíbrio entre jogo interior e exterior, e uma grande capacidade de tiro exterior que teremos de parar. É uma equipa que quer começar o quanto antes a ganhar jogos e que tal como nós apresenta o seu maior trunfo na continuidade da equipa base. Teremos de estar extremamente concentrados e apresentar bons índices de aproveitamento ofensivo para lutarmos pela vitória.


«Teremos de estar concentradas»

Na próxima jornada as conimbricenses serão submetidas a um duro teste, já que vão à Madeira defrontar o CAB, recém-vencedor da Supertaça.

 

Que balanço faz da prestação da equipa nas 4 jornadas já disputadas na Liga?

 

Ainda somos uma equipa em construção, a integrar novas jogadoras (como o caso da Joana Bernardeco e da Leonor Cruz) e a jogar apenas com portuguesas, portanto, embora não tenha sido um começo excelente (temos duas vitórias em 4 jogos), perdemos apenas com o ESSA, que é uma equipa que luta sempre pelos lugares cimeiros e tem 2 estrangeiras, e com o Académico do Porto em casa delas, que é sempre uma equipa muito difícil de ganhar.

 

O Olivais tem alternado sempre um resultado positivo com um negativo. Apenas uma coincidência, ou ainda falta consistência às exibições do Olivais?

 

É apenas coincidência. Como disse, ainda estamos em construção e é normal que as coisas não estejam a 100%. Embora tenhamos mantido jogadoras do ano passado, também temos estado a integrar novas jogadoras a novas filosofias de treino e jogo. 

 

O grupo continua só com jogadoras portuguesas. A chegada de Joana Bernardeco veio naturalmente trazer mais qualidade e rotatividade à equipa. Perguntava-lhe se com duas estrangeiras o Olivais conseguiria discutir objetivos mais ambiciosos?

 

Temos um grupo de portuguesas bom, com qualidade e trabalhador e prova disso é que discutimos todos os jogos e ganhámos mesmo a equipas que já têm estrangeiras. Mas claro que com duas estrangeiras a equipa fica com mais soluções e qualidade e poderemos pensar noutros objetivos.

 

Na próxima jornada deslocam-se à Madeira para defrontar o CAB, que no último fim de semana conquistou a Supertaça. Encaram este jogo como se nada tivessem a perder e tudo a ganhar?

 

Encaramos este jogo como todos os jogos do campeonato. É um jogo em que entraremos para ganhar, mesmo sabendo que não será fácil. Não é de vida ou morte até porque o campeonato é como uma maratona e não como os 100 metros e ainda há muito jogo para jogar.

 

 O CAB, embora com um grupo um pouco diferente, já deu provas que se mantém muito competitivo. Nota algumas diferenças na forma como a equipa joga? Pensa que as referências ofensivas mudaram um pouco? No fundo quais os cuidados a ter para serem capazes de discutir o jogo do próximo fim de semana?

 

O CAB este ano tem uma equipa mais alta e com jogadoras versáteis que podem passar por várias posições. Continuam a ter um jogo interior muito forte, tal como o jogo exterior.

Perderam a Maria João Correia mas ganharam a Joana Lopes, uma jogadora muito experiente que tanto pode jogar em posições interiores como exteriores.

Para podermos discutir o jogo este fim-de-semana temos que estar bastante concentradas e fazer o que temos treinado para minimizar os pontos fortes do CAB. Sabemos que não é um jogo fácil mas não vamos virar a cara à luta.


«Sem espaço para quebras»

 

Sentem-se de alguma forma surpreendidos pelo facto de ainda não terem perdido durante a fase regular da Proliga?

 

Surpreendidos não diria, até porque trabalhámos e preparámo-nos ao longo de toda a pré-época para estarmos bem na altura das competições oficiais. Conseguimos duas vitórias contra adversários de valor, mas temos perfeita noção que o caminho é longo e duro e que numa competição deste nível vamos ter de colocar sempre o nosso máximo em campo se queremos alcançar os nossos objetivos como equipa.

 

A equipa não esteve particularmente bem durante o Troféu António Pratas. Foi um alerta?

 

Creio que quando não se ganha, há sempre que tentar reconhecer os aspetos onde se errou para que seja possível encontrar as soluções necessárias. O Troféu António Pratas ajudou-nos bastante para crescer como equipa nas semanas seguintes e ficámos, certamente, mais aptos a enfrentar a fase regular da Proliga e a restante temporada.

 

A juventude não poderá vir a constituir-se um problema durante a competição?

 

É um facto que na grande maioria dos jogos que iremos realizar nesta Proliga, enfrentamos jogadores com outros níveis de experiência e currículo desportivo que nós não possuímos. No entanto, não vejo isso como uma desvantagem mas sim como uma oportunidade que podemos explorar em cada jogo de nos superar-mos e demonstrar o nosso valor. Creio que se formos mentalmente fortes e se, acima tudo, formos unidos como coletivo, iremos ser capazes de dar resposta às adversidades e a nossa faixa etária não será um problema.

 

Fazer parte de uma equipa B do Benfica significa estar mais próximo de chegar à equipa principal?

 

Mentiria se dissesse que não. Creio que qualquer atleta tem de se sentir privilegiado e tem de sentir o orgulho e o peso que esta camisola e este clube representam, logo esse tem de ser um pensamento sempre presente em cada um. Faz parte do processo de evolução de um jogador ambicionar sempre voos mais altos e penso que é legítimo que todos tenhamos essa ideia em mente, não só na nossa equipa como nas restantes dos escalões de formação.

 

Na próxima ronda visitam a Academia do Lumiar. Um adversário com quem já perderam esta temporada, ainda que num jogo a contar para uma competição diferente. O que esteve menos bem nesse jogo e que terá ser alterado ou melhorado?

 

A Academia é um adversário forte e bem orientado, que nos causou problemas no jogo do Troféu António Pratas. Penso que nesse encontro  não funcionámos bem como equipa, para além de algumas desconcentrações em momentos cruciais que nos custaram a vitória. Apesar disso, trabalhámos bem nos treinos desde então e estamos bem cientes dos aspetos em que errámos e em que vamos ter de ser mais fortes se queremos ser felizes desta vez.

 

Quais os principais problemas colocados pela Academia? 

 

Sendo eles uma equipa bastante forte nas posições interiores e que consegue complementar bem esse facto com jogadores de qualidade também a nível exterior, isso vai exigir de nós o máximo rigor e empenho durante todo o jogo, sem espaço para falhas ou quebras de concentração.


«Temos capacidade ofensiva»

Ofensivamente a Oliveirense tem capacidade para “marcar mais de 70 pontos” por jogo, mas Renato alerta para a necessidade de o grupo ter de melhorar na defesa.

 

O que mudou na equipa entre os jogos do Illiabum e CAB Madeira?

 

Não considero que tenhamos feito grandes mudanças mas sim alguns aperfeiçoamentos. Acho que as principais melhorias a nível defensivo e ofensivo foram, respetivamente, a agressividade na defesa do bloqueio direto e a organização do ataque depois da saída de pressão.

 

O sucesso da Oliveirense terá necessariamente que começar na defesa?

 

Sim, sem dúvida. Nós temos capacidade ofensiva para marcar mais de 70 pontos em todos os jogos. Desta forma, reconheço que vai ser na defesa que vamos conseguir ganhar jogos. Este aspeto ficou claro nas últimas duas jornadas. No jogo com CAB sofremos apenas 65 pontos. 

 

Tendo em conta a chegada de tantas caras novas ao clube, consegue apontar diferenças entre a equipa da última temporada e a atual?

 

Esta época o plantel é praticamente renovado. Para mim, seja com que jogadores forem, a minha equipa é sempre a melhor. Com trabalho tudo se consegue, tem de se trabalhar duro e com qualidade. Apesar das caras novas, os espírito de união manteve-se, fortalecendo a cada semana de trabalho.

 

Tendo em conta aquilo que já teve oportunidade de observar das equipas que competem este ano na Liga, acha que a competição vai ser mais equilibrada e de melhor nível?

 

Acho que o campeonato este ano vai ser mais ou tão competitivo como o do ano passado. Como se pôde ver na primeira jornada, qualquer equipa pode vencer. Isto é bom para a nossa liga. No entanto, não considero que seja uma competição de melhor nível, pois este tem de ser acompanhado com a divulgação da modalidade e com as condições oferecidas aos atletas e adeptos pela federação e pelos clubes.

 

No próximo sábado regressam a casa frente ao Vitória. Na sua opinião, a equipa de Guimarães está num patamar superior? Considera que se reforçou bem para esta temporada?

 

Considero que a equipa do Vitória está melhor este ano que no ano passado. Tem um plantel nacional muito completo e já conta com o grupo de 3 estrangeiros. Vai ser um jogo muito equilibrado e de qualidade. Qualquer equipa pode vencer.  

 

Que pontos fortes destacaria na equipa do Vitória?

 

Como pontos fortes da equipa do Vitória destaco o jogo exterior e o contra-ataque. Mas como referi, é uma equipa muito completa e organizada, que vale muito pelo seu coletivo, por isso temos de ter em atenção todos os aspetos do jogo. 


O Homem

Era muito trabalhador, caraterística que de resto pautou toda a sua vida. A dedicação à causa fez com que a família tivesse sido muitas vezes preterida, mas o prazer e o compromisso que desde cedo assumiu para com o basquetebol falaram sempre mais alto…

 

Fazendo um balanço de todos estes anos, sente que, em algum momento,  sacrificou a vida familiar ou empresarial?

 

O homem que se fez homem começou a jogar basquetebol aos 5 anos de idade. Desde então, nunca mais deixei de estar ligado ao basquetebol, formei-me como homem, naturalmente com a educação dos meus pais, dentro do contexto da modalidade. Muito do que sou hoje devo-o ao basquetebol e isso explica o facto de ter sido sempre um dirigente benévolo. O basquetebol faz parte da minha vida, mas não tenho dúvidas que houveram alturas em que tive de sacrificar a minha vida pessoal e empresarial. A paixão faz de nós seres incoerentes, arrastando-nos para situações que se pagam caro. É verdade que tive uma vida familiar atribulada, mas por culpa minha! A paixão e o envolvimento, enquanto jogador e dirigente, com a modalidade contribuíram decisivamente para que assim tivesse sido. Não era um jogador habilidoso, nem um talento nato, fui daqueles que teve de ser fabricado, mas isso implicava trabalho e dedicação, razão pela qual nunca faltei a um treino. Isso demonstra bem o meu compromisso com o basquetebol desde o inicio.

 

Gostaria de comentar algumas vozes, umas de forma mais dissimulada outras mais diretas, que dizem que se serviu da FPB para proveito próprio?

 

Para provar que isso não corresponde à verdade basta consultar as atas de todas as Assembleias Gerais de FPB, onde raras foram as vezes onde tive votos contra na aprovação dos relatórios de contas. Não estarei a mentir se disser que se contam pelos dedos de uma mão os votos contra durante todos estes anos à frente da Federação. O único proveito que tive foi o de desempenhar uma atividade não remunerada, que me dava muito prazer e merecia toda a minha dedicação.

 

Sempre teve caraterísticas de liderança e espírito para aceitar novos desafios?

 

Naturalmente que sim. Essa liderança vê-se na minha vida empresarial, onde sou sócio ou acionista. É impossível alguém conseguir ser Presidente de uma Federação sem capacidade de liderança. Só com esse espírito é possível, com muito mais trabalho, realizar e ou organizar coisas, caso contrário seria muito difícil, para não dizer impossível, de alcançar. Poderia enumerar feitos emblemáticos, mesmo com verbas exíguas, mas que se tornaram realidade porque foi possível dinamizar a família do basquetebol em torno desses objetivos. Destaco o Mundial de Juniores, em 1999, em que pela primeira, e única vez, se conseguiu encher o Pavilhão Atlântico com 15 000 pessoas para assistir a um evento de basquetebol. Um momento histórico, que teve cobertura televisiva nos EUA, Espanha e outros países.

 

Os seus princípios como homem sempre foram a base de comando nas funções que desempenhou na FPB?

 

Respeito por quem trabalha sempre à frente naquilo que foi a minha gestão à frente da Federação Portuguesa de Basquetebol. Funcionários e colegas de direção eleitos são testemunhas dessa minha forma de ser e de estar na vida. Sempre tive respeito e consideração por todos aqueles que no seu dia a dia dão o seu melhor em prol da Federação, bem como os que desempenhavam cargos benévolos. Refiro-me aos diversos órgãos da Federação, desde a direção até aos outros conselhos. As pessoas que ainda lá estão e as que passaram por lá, melhor do que ninguém, poderão confirmar, e no fundo são prova, aquilo que estou a dizer.

 

Alguma vez imaginou como teria sido a sua vida sem o basquetebol?

 

Teria que ser certamente diferente. Com as caraterísticas de liderança que possuo, provavelmente teria seguido a política, ou outro óbice, que me ocupasse e satisfizesse o meu espírito empreendedor. Certamente que teria escolhido uma atividade mais rentável financeiramente. Nasci para ser líder, para gerir coisas e irei ser sempre assim até morrer. Viver com as constantes preocupações do dia a dia para que nada falhe e consiga sempre fazer mais e melhor.

 

Como será a vida de Mário Saldanha depois de deixar a presidência da FPB?

 

A vida de uma pessoa tem várias fases. Tive uma fase longa de 27 anos ligado à Federação Portuguesa de Basquetebol, e quase um quarto de século como Presidente da mesma. Facto que me subtraiu a possibilidade de lidar diariamente com os filhos que fui tendo (5), bem como me retirou a hipótese de me ligar de uma forma efetiva e afetiva que eu próprio gostaria de poder ter tido. Agora tenho uma bebé de três anos e meio, a Francisca (Kikas), a quem quero dedicar todo o amor que não consegui dedicar aos irmãos. Estou muito focado no seu crescimento e evolução, e sinto-me extremamente apaixonado por ela. Vai igualmente permitir que tenha mais disponibilidade para gerir os negócios que tenho, já que neste período, e por estar sempre muito ocupado, fui sempre muito bem secundado pelo meu sócio e filhos mais velhos. Não vou deixar de ver e estar no basquetebol, mas não vou dizer que “vou continuar a andar por aí”. 

 

 

 

 

 

Curiosidades:

 

Aos 5 anos já treinava basquetebol, no Queluz, num campo de terra batida marcado a cal. Algo que viria a repetir-se com idade de júnior quando já representava o Sporting Clube de Portugal. Os treinos eram ao ar livre, na rua do Passadiço, onde ficava localizada a antiga sede do clube. Durante os treinos e jogos tinham direito a chá servido em garrafões de palhinha, sendo que haviam alturas em que as baratas davam outro sabor ao chá.

 

Nas épocas de 1962/63 e 63/64, como júnior do Sporting Clube de Portugal conheceu, aquele que muito provavelmente viria a ser o seu melhor amigo, António Pratas (transferido do Olivais de Coimbra). Naquele escalão refere com orgulho que nunca perdeu um jogo! Recorda-se de uma vitória, no campo do Maria Pia, em que o jogo era disputado em períodos de 8 minutos e terminou por 163-9. O treinador da altura era o José Mário, que fazia parte da equipa sénior do clube mas orientava uma das equipas juniores, ele que na altura recusou um convite para ir jogar para o Real de Madrid.

 

O internacional brasileiro, Guilherme Bernardes, que muito cedo abandonou a prática da modalidade (27 anos), foi um treinador que marcou o percurso de Mário Saldanha enquanto atleta. Chegou a treinar na equipa sénior, e simultaneamente coordenava a formação. Já nessa altura, o ainda Presidente da FPB, relembra que as equipas juniores chegavam a treinar duas vezes por dia, e o quanto inovador foi  na forma como preparava as suas equipas defensivamente. A introdução de  defesas pressing era novidade na altura, e Mário Saldanha nunca mais se esqueceu dessa fase da sua carreira .

 

A mesma equipa de juniores do Sporting participou na competição Províncias de Ultramar, no ano de 1963. E foi a 12 de Junho, à noite, que embarcaram num avião que demoraria 13h40 a chegar a Luanda. Uma prova que contou com a participação, do Sporting de Lourenço Marques, Benfica de Luanda e Sports Clube de Benguela. Aterraram em Angola num dia de grandes cheias, em que era praticamente impossível circular nas ruas. O desafio era enorme, mas é com orgulho que Saldanha afirma que se mantiveram invictos durante essa prova. No último dia de competição só conseguiram regressar ao hotel sob escolta da Policia Militar. Mário não esquece que na altura valeu-lhes, o facto de dois jogadores do Sporting, Patrício e Hilário, estarem a cumprir serviço militar em Angola, tendo sido os principais responsáveis pela segurança de toda a equipa. Dois dias depois tiveram de defrontar uma seleção de Luanda, e voltariam a sair vencedores. Sente-se nas suas palavras um grande orgulho por ter feito parte de uma equipa que nunca foi vencida, mesmo tendo defrontado os melhores.

 

No seu 2º ano de sénior, acompanhado por Tó Zé, Naia, Martins e mais tarde Joaquim Carlos transferiu-se para o Sporting das Caldas. O desejo de se tornar num jogador livre na época seguinte, obrigou a que tivesse de jogar a mais de 30 Km de Lisboa. O clube começa a ter resultados desportivos, tendo sido dois anos consecutivos campeão da Associação de Basquetebol de Leiria, mas uma nomeação para ir para Ultramar obriga a uma mudança de planos. Como prémio, pela conquista do titulo de campeão da 2ª divisão, foi-lhe oferecido um par de sapatos que depois venderia no barco, já que lhe eram pequenos, que o levou para Moçambique,. A mudança não impediu que continuasse a prática da modalidade no Sporting das Beiras. Disputou a competição de Manica e Sofala, isto já em Moçambique, mas a falta de dinheiro impediu que o clube se tivesse deslocado a Lourenço Marques, retirando-lhe a possibilidade de disputar o campeonato nacional.


«Estamos preparados»

Apesar de garantir que os tricampeões nacionais tudo irão fazer para ultrapassar a concorrência de Belfius Mons-Hainaut (Bélgica), Nanterre (França) e Kataja (Finlândia), o antigo internacional português e histórica figura do basquetebol nacional salientou que a prioridade passa por reforçar a hegemonia interna.

 

"Qualquer prova em que o Benfica participe, é sempre importante. No entanto, gostava de deixar bem claro que os nossos objetivos principais são as competições nacionais, apesar de estarmos na EuroChallenge. Mas, em todos os jogos que iremos disputar, seja em casa ou fora, iremos fazer tudo para vencer", afirmou.

 

Carlos Lisboa não definiu metas para a equipa nesta fase de grupos, já que prefere "pensar jogo a jogo", sem "traçar objetivos mais profundos", optando por destacar a qualidade dos três adversários no Grupo E da EuroChallenge.

 

"Sabemos que vamos jogar num grupo forte, com equipas fortes, que têm seis ou sete jogadores norte-americanos. O objetivo que temos de traçar é em relação ao primeiro jogo que vamos disputar (quarta-feira, frente ao Belfius Mons-Hainaut, na Luz)", referiu, adiantando que a formação belga "tem um plantel valioso, que se destaca pelo seu todo".

 

Para Carlos Lisboa, os finlandeses do Kataja serão, em teoria, o adversário mais acessível no grupo, enquanto os franceses do Nanterre "jogaram na Euroliga da época passada e venceram alguns adversários de grande nome na Europa, como o FC Barcelona e o Partizan".

 

"Vamos apanhar um nível de basquetebol alto, mas estamos preparados para enfrentar essas situações, sabendo que temos de pôr em campo as nossas 'armas', o nosso valor, a nossa vontade, e querer ganhar. Se conseguirmos, muito bem, se não conseguirmos, tentamos sempre melhorar no jogo a seguir", disse.

 

Por outro lado, Lisboa recordou as "magníficas" tardes e noites europeias que viveu enquanto jogador dos "encarnados", na década de 90. "Tenho boas recordações. Estivemos mais do que uma vez na Euroliga e jogámos a um nível conhecido por todos. Os tempos agora são diferentes. O Benfica, tal como as outras equipas portuguesas que foram campeãs, esteve muito tempo sem participar nas competições europeias e o basquetebol português perdeu alguns lugares no 'ranking', em comparação com os anos 90".


C.P.N. “invade” a Galiza

O basquetebol do CPN aproveitou a paragem nos campeonatos distritais e nacionais, para proporcionar aos seus atletas jogos com equipas de outra realidade basquetebolistica, sempre com o intuito de melhorar o seu nível de jogo e dar experiencias diferentes aos seus atletas.

Logo pela manhã, um bus de 55 lugares e alguns carros de Pais de atletas ,juntaram-se aos que já tinham ido no dia anterior, num total quase de 100 pessoas entre atletas e familiares, desde aqui um agradecimento muito especial aos Pais dos atletas que sem eles seria impossível deslocar 4 equipas a Espanha. 
 
 
O rescaldo desta ida foi bastante positivo, sem nunca descurar o caracter competitivo, onde todas as equipa efectuaram 2 jogos frente a equipas do seu escalão ou superior – caso das Sub-14 A, que da parte da manhã defrontaram a equipa Sub-16 A do Cortegada, e que bela réplica deram nos 3 periodos – quer em termos de convívio e saber estar, com todos os escalões a apoiarem-se mutuamente, galvanizando as bancadas e todos as pessoas presentes.
 
 
Resultados Vila Garcia
Sub-14 “B”: C.P.N. “B” 37 – Cortegada 46 
Sub-14 “A”: CPN-Auto Pneus da Maia 16 – Cortegada Sub-16 “A” 52
Sub-16: CPN-Engi Arqui 66 Cortegada “A” 40
Sub-19: CPN-M.J.Vendeiro 80-Cortegada 36
 
 
Resultados Pontevedra
Sub-14: CPN-B 40 x Arxil 59
Sub-14: CPN-Auto Pneus da Maia 68 x Arxil 38
Sub-16: CPN-Engi Arqui 52 x Arxil 45 Sub-16
Seniores: CPN 86 x Arxil 52

Lombos recebe equipa húngara

Um regresso da formação de Carcavelos às competições europeias, ela que tem sido um dos poucos clubes a apostar no contacto internacional, proporcionando experiências e vivências importantes para as jogadoras que formam o grupo de trabalho. Para além destas duas equipas, o grupo conta ainda com as francesas do Flammes Carolo Basket e as belgas do Castors Braine Brabant Wallon. Mais um enorme desafio para o conjunto liderado por José Leite, se bem que tenha de ser este o caminho para continuar a evoluir.

 

Depois do desaire na Supertaça, as campeãs nacionais têm esta quarta-feira uma boa oportunidade para colocar para trás das costas o resultado negativo do último domingo. O conjunto húngaro, que na última época já participou nesta mesma competição com um registo de 3V e 5D, será, em teoria, mais experiente que a equipa portuguesa.

 

Para além de contar com húngaras de grande qualidade, o plantel do Aluinvent Miskolc foi reforçado esta temporada com algumas jogadoras estrangeiras. A internacional belga, Romina Ciapinna acrescenta à equipa uma enorme capacidade para fazer pontos, a poste do Mali, Naignouma Coulibaly, 1.91 metros de altura, para além da sua presença nas áreas próximas do cesto, tem experiência de Euroliga. Mas tem mais armas ofensivas, como são os casos da bielorrussa Katsiaryna Snytsina, um jogadora com uma vasta experiência internacional, competiu em várias Ligas europeias, e dentro do campo tem a qualidade para ajudar em muitas áreas do jogo, e da base norte-americana Tiffany Bias, uma jovem que naturalmente vem à procura de reconhecimento e promoção no basquetebol europeu. O facto de ter sido recrutada exclusivamente para participar nesta prova europeia demonstra bem o tipo de recursos financeiros que esta formação húngara tem, bem como as aspirações e o tipo de aposta efetuado na prova.

 

Prevê-se um jogo complicado, tanto mais que vai ser o de estreia, mas não deixa de ser um desafio atrativo, com o aliciante de exigir superação no sentido de tentar vencer aqueles que supostamente são mais fortes. Este jogo de quarta-feira é uma excelente oportunidade para acompanhar basquetebol de qualidade, e acaba por ser um justo prémio para a competição feminina nacional que tanto sucesso tem tido nos escalões de formação a nível internacional.


Ronda com dois MVP’s

O norte-americano do Illiabum, Derek Elston, e o internacional português João Soares, atleta que este ano se transferiu para o Benfica, foram os mais valiosos do fim de semana com uma valorização de 28.5. Logicamente que o atleta português acumula o prémio de MVP Nacional desta jornada. Fique ainda a conhecer nos detalhes desta notícia quem integra o cinco ideal da ronda do passado fim de semana.

 

MVP Global: João Soares, Sport Lisboa e Benfica e Derek Elston, Illiabum Clube – 28.5 de valorização

 

Chegou esta temporada ao Benfica com a difícil tarefa de tentar fazer esquecer a saída de Betinho Gomes, uma referencia da equipa encarnada nos últimos anos. Já por diversas vezes o internacional português rejeitou essa responsabilidade, contrapondo que apenas é mais um jogador que trabalha para ajudar a equipa. Embora vá dizendo que se sente honrado com as comparações que são feitas, e a verdade é que em poucas semanas conquistou um lugar no 5 inicial de Carlos Lisboa. Começou a temporada saltar do banco sempre com contributos muito positivos, até que mereceu a confiança do treinador para integrar a equipa que habitualmente começa os jogos. No regresso às vitórias do Benfica frente ao Algés, João Soares foi o melhor marcador da equipa (21 pontos), mas destacou-se em outras áreas do jogo, nomeadamente no ressalto (5) tendo conquistado 4 na tabela ofensiva. Somou ainda 2 assistências e 2 roubos de bola à sua prestação individual.

 

Já o norte-americano recrutado por Ricardo Vasconcelos está a merecer a aposta que nele foi feita, sendo, até ao momento, um dos principais responsáveis pelo sucesso inicial do conjunto de Ílhavo. Elston já demonstrou que pode ser útil em vários capítulos do jogo, mas no triunfo frente ao Galitos esteve particularmente inspirado na marcação de pontos, não pelos que conseguiu (27), mas também pela eficácia revelada durante o jogo (6/8 – 75% de 2 pontos e 2/4 – 50% de 3 pontos). Registou ainda 4 ressaltos, 2 roubos de bola e 1 assistência, números que fizeram dele um dos MVP´s da ronda.

 

Posição 1: Diogo Ventura, Sampaense Basket – 24 de valorização.

 

A mudança para S. Paio de Gramaços não fez regredir a evolução deste jovem base português, internacional por todas as seleções de formação. Nesta jornada deu continuidade ao bom trabalhado que já tinha apresentado na ronda inaugural, com uma única diferença, não foi recompensado com uma vitória da equipa. Os 19 pontos, 4 assistências, 3 ressaltos e 2 roubos de bola que conseguiu frente ao Maia Basket não foram suficientes para que o Sampaense garantisse na parte final do jogo a sua segunda vitória nesta fase regular.

 

Posição 2: Sérgio Correia, Illiabum Clube – 28 de valorização

 

O novo reforço da equipa de Ílhavo está a corresponder às expectativas que o novo treinador da equipa, Ricardo Vasconcelos, depositou nele para esta temporada. O inicio positivo dos ilhavenses, que continuam invictos, deve-se, em parte, à boa prestação deste extremo no jogo de estreia do Illiabum perante o seu público frente ao Galitos do Barreiro. Sérgio somou um duplo-duplo (19 pontos e 10 ressaltos) e esteve muito agressivo ofensivamente já que conquistou 14 idas para a linha de lance-livre, das quais converteu 12 (84%).

 

Posição 3: João Soares, Sport Lisboa e Benfica – 28.5 de valorização

 

É um dos MVP´s da jornada do passado fim de semana e em que acumula a distinção de MVP Nacional da ronda.

 

Posição 4: Derek Elston, Illiabum Clube – 28.5 de valorização

 

O norte-americano do Illiabum é um dos eleitos para MVP Global da 2ª jornada da LPB

 

Posição 5: Blake Poole, Sport Clube Lusitânia – 27.5 de valorização

 

Já durante a final-four do Troféu António Pratas, ainda que desse sinais de não estar na sua melhor forma desportiva, este norte-americano impressionou pelo seu aspeto físico. Um jogador pesado, que sabe tirar partido disso mesmo nas áreas próximas do cesto, seja para fazer pontos no ataque ou dominar as tabelas. Foi isso mesmo que fez no encontro diante do Barcelos, já que para além dos 15 pontos que anotou, Poole dominou nas duas tabelas. Os 18 ressaltos conquistados, dos quais 8 são ofensivos, revelam bem a utilidade deste norte-americano numa área do jogo tão importante como é o ressalto. O Lusitânia ainda não feliz nesta fase regular, mas começa a ter uma referencia interior no seu jogo ofensivo, bem como uma presença na luta das tabelas sempre uma bola é lançada ao cesto.


Na Europa pela 3ª vez nos últimos 10 anos

Integrado no Grupo E, juntamente com os finlandeses do Kataja Basket, os belgas do Mons-Hainaut e os franceses do JSF Nanterre, o conjunto de Carlos Lisboa tem que ficar nos dois primeiros lugares para seguir em frente na prova. A estreia vai acontecer frente à formação belga do Belfius Mons-Hainaut, um adversário com experiência europeia e que na última temporada participou na Eurocup.

 

Entre a elite europeia, no Europeu de clubes, em 1993/94, 1994/95 e 1995/96, o "cinco" da Luz está apenas pela terceira vez na Europa nos últimos 10 anos, após abdicar sucessivamente do direito desportivo a participar. Por questões económicas, o Benfica optou quase sempre pela ausência, mas, agora, está de volta, com um plantel com poucas novidades em relação ao da última temporada.

 

As saídas de João "Betinho" Gomes e David Weaver foram compensadas com as entradas de João Soares (ex-Oliveirense) e Ronald Slay (ex-Châlens Reims), num conjunto que já assumiu como objetivo prioritário o reforço da hegemonia nacional.

 

Se a nível interno o domínio encarnado quase nunca tem sido colocado em causa, esta participação europeia irá ser um bom teste à valia da equipa portuguesa. Mesmo sabendo que vai ter bem mais problemas para triunfar na Europa, não deixa ser um desafio ao próprio grupo, que se vê obrigado a sair da sua zona de conforto, que só tem a beneficiar do contacto internacional e do confronto com equipas fortes e com mais argumentos. Este é o caminho para que a equipa do Benfica possa continuar a evoluir e tirar os respetivos dividendos de uma participação numa prova europeia.

 

Os belgas do Mons-Hainaut são presença habitual na Europa, tendo disputado a Eurocup, segunda prova da hierarquia das provas europeias, entre 2009/10 e 2013/14, alcançando o "top 16" em 2010/11, época da conquista da Taça da Bélgica. A formação vice-campeã belga em 2012/13, que conta com sete jogadores nascidos nos Estados Unidos e é orientada por Yves Defraigne, também tem história na EuroChallenge, prova em que foi finalista em 2007/08, tendo perdido pela diferença mínima (62-63) o jogo da final com o Barons LMT.

 

Campeão de França em 2012/13 e vencedor da Taça de França na época passada, o JSF Nanterre é um conjunto bem mais rodado, tendo disputado em 2013/14 a Euroliga, prova em que conseguiu o feito de vencer no reduto do FC Barcelona (71-67). Com seis jogadores de origem norte-americana, o conjunto comandado por Pascal Donnadieu, vencedor da II Divisão em 2010/11, segue nos primeiros lugares do campeonato gaulês e é uma das equipas referência do país campeão europeu em título.

 

Quanto aos finlandeses do Kataja, estão a disputar o EuroChallenge pela terceira época consecutiva, sendo que em 2012/13 chegaram aos quartos de final, fase em que cederam perante os gauleses do BCM Gravelines. Com quatro jogadores norte-americanos, o "cinco" comandado por Pekka Salminen também esteve na fase de grupos em 2013/14, mas não conseguiu seguir em frente na competição.

 

A fase de grupos da 12.ª edição da EuroChallenge é disputada por 32 clubes, divididos em oito grupos de quatro, com os dois primeiros de cada a qualificaram-se para o "top 16". Nesta fase, os 16 clubes são divididos em dois grupos, com os dois primeiros a rumarem aos quartos de final, disputados em playoff, à melhor de três jogos. Os vencedores qualificam-se para a final four.

 

Os dois finalistas da prova garantem o acesso direto à fase de grupos da Eurocup, segunda prova da hierarquia da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), de 2015/16.


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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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