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Sub-16 na reta final da preparação
Depois de passado um mês de preparação, a Seleção Nacional Sub -16 Fem. termina hoje o Estágio realizado em Ermesinde. Depois de ter participado em alguns jogos, tais como no Torneio de Vagos, com AD Vagos, e Académico do Porto, e a participação no Torneio da Covilhã, onde defrontou a Seleção da Dinamarca Sub-16 por três vezes, e as Sub-18 da Eslovénia, Portugal Sub-16 terá pela frente agora, a difícil tarefa de se tentar manter na Elite Europeia.
Com estreia marcada para o dia 31 de Julho com o Portugal vs Grécia, a Seleção Nacional fará o primeiro jogo de Divisão A, de onde não vai querer sair. Na próxima Segunda-feira dia 28, as Sub-16 Fem, farão ainda um ultimo treino em Portugal, no Complexo Desportivo de Almada, antes de viajarem durante a noite para Budapeste na Hungria, e depois para a cidade de Debrecen, sitio de má memória das nossas Sub-20 de à dois anos atrás, para dar inicio ao Campeonato da Europa, pela primeira vez na Divisão A.
“Discutir jogos e vencer o torneio”
O base Pedro Pinto acredita que este torneio servirá para que a equipa continue a evoluir nos aspetos ofensivos, sendo que a capacidade de concentração seja outro aspeto importante a ser treinado nestes confrontos. Corrigir erros, limar arestas e continuar a revelar competitividade, são os objetivos apontados pelo base português, para um torneio, que ainda assim, Portugal quer vencer.
Os dois jogos com a Alemanha vieram confirmar que esta seleção consegue ser competitiva?
Sim, sabiamos que iam ser jogos muito difíceis e que iriamos ter muitas dificuldades, já que a Alemanha é uma selecção muito forte. Mas penso que mostramos muitas coisas positivas, e que se mantivermos a concentração e formos intensos podemos discutir jogos contra as selecções teoricamente mais fortes.
Aspetos ainda a melhorar nesta fase da preparação?
Penso que defensivamente estamos muito fortes. Só temos de manter a concentração e não cometer pequenos erros. No ataque as coisas vão melhorar à medida que vamos tendo mais jogos. Mas estamos num bom caminho como mostramos nos jogos com a Alemanha.
A falta de ritmo competitivo explica a prestação da equipa na 2ª parte do último jogo com a Alemanha? Ou existiram outros fatores que contribuíram para esse período negativo?
Não entramos bem no inicio da segunda parte, cometemos erros defensivos e ofensivos, e isso num jogo contra uma equipa tão forte é fatal. É nestes aspetos que temos de evoluir e manter a concentração.
Apesar de terem sido duas derrotas, acha que a equipa saiu reforçada deste duplo confronto?
Só com este tipo de jogos é que a equipa evolui, sabíamos que íamos cometer erros, mas penso que foram dois bons jogos, em que fizemos coisas muito positivas e iremos melhorar nas coisas que correram menos bem.
Acha que no torneio da Áustria, o grupo irá estar mais perto da sua forma desportiva e poderá jogar ainda melhor?
Sim, penso que estamos a evoluir como equipa e as coisas vão nos correr muito melhor neste torneio. Vamos tentar não cometer os erros que cometemos com a Alemanha e continuar a ser competitivo.
Áustria, Bulgária e Hungria, são os próximos adversários. Quais os principais objetivos e expectativas para este torneio?
Sabemos que são selecções muito fortes e que vão ser bastante difíceis de bater, mas queremos discutir os jogos, e claro vencer o torneio. Para isso temos que estar focados, intensos e bastante concentrados para não cometermos erros.
Mário Gomes faz balanço positivo
E Mário Gomes mostra-se satisfeito com o desempenho da equipa, que de resto já mostrou “que pode jogar a bom nível”.
O nome do adversário era de peso, mas o adjunto do selecionador Mário Palma não tem dúvidas de que, para evoluir, Portugal tem de jogar com os melhores. “Ao ter a Alemanha como adversário nos primeiros jogos de preparação, sabíamos que, por um lado, era um adversário provavelmente demasiado forte para início (não era o que estava planeado, mas razões imponderáveis ‘obrigaram’ a que assim fosse), mas também que, se queremos evoluir, tal só é possível jogando contra equipas dum nível superior, contra as quais normalmente iremos perder”, refere. “Portanto, quanto aos resultados, foram normais, sendo óbvio, no entanto, que podíamos e devíamos ter conseguido um resultado menos desnivelado no segundo jogo”, acrescenta.
Mas o balanço é francamente positivo e Mário Gomes acredita que, quando chegarem os jogos a “doer”, a Seleção vai estar ao seu melhor nível. “Quanto ao mais importante nesta fase, que é fazer a equipa evoluir, foi um fim-de-semana muito proveitoso, com muito mais aspetos positivos que negativos, tendo a equipa mostrado já que pode jogar a bom nível. Estamos convictos que, quando se iniciar a qualificação, vamos ser um equipa competitiva, com capacidade para discutir os resultados”, salienta. “Há que ter em conta que, pelo menos no plano teórico, a Alemanha é superior a qualquer uma das equipas contra quem iremos jogar, quer nos restantes jogos de controlo, quer na competição oficial.”
Os dois jogos ofereceram dados que agora permitem a equipa técnica tirar ilações e afinar a melhor estratégia para a qualificação. “A nossa principal dificuldade, que não é uma surpresa, foi (tem sido) a falta de consistência ao longo dos 40 minutos do jogo, que deriva de termos que jogar em superação, pois os nossos jogadores não estão habituados a competir contra este tipo de adversários. Contra equipas como a Alemanha, bastam 3 ou 4 minutos de ‘quebra’ para que consigam uma vantagem da qual já não conseguimos recuperar.”
E acrescenta: “Esta é uma dificuldade que não se ultrapassa totalmente em dois meses de trabalho, mas estamos certos que chegaremos ao primeiro jogo oficial muito mais consistentes, pois os seis jogos de preparação que temos até lá vão ajudar-nos muito a melhorar neste aspecto, que é determinante. Aliás, temos a certeza que os nossos jogadores e a nossa equipa são hoje mais fortes que antes de termos jogado contra a Alemanha, pois só treinar não basta, para evoluir há que jogar a alto nível, contra adversários mais fortes que nós.”
Mário Gomes analisa, depois, os dois encontros. “Quanto às incidências dos jogos, tivemos dois períodos muito difíceis, por razões diferentes: o início do primeiro, devido à evidente falta de ritmo competitivo, agravado pelo facto de a Alemanha já trazer 3 jogos ‘nas pernas’, enquanto nós estávamos a fazer os primeiros minutos a competir, isto é, levou tempo até a equipa ‘entrar no jogo’; a segunda parte do jogo de ontem, muito devido à quebra física de alguns jogadores, agravada pelo facto de o nosso único 5 (Cláudio) não ter podido jogar, facto que pagámos caro, pese embora o excelente jogo feito pelo João Guerreiro (que é um 4…).
Muito mais relevante, até porque para atingir objectivos há que pensar de forma positiva, foi a equipa ter demonstrado que pode vir a ser competitiva a este nível, por aquilo que fez na segunda parte do primeiro jogo e na primeira parte do segundo jogo, períodos em que jogámos um basquetebol de grande qualidade.
Há muito para melhorar e para corrigir, mas, como balanço global, estes primeiros dois jogos deixaram-nos confiantes em relação ao futuro, próximo e a médio prazo.”
Portugal cedeu na 2ª parte
As seleções tinham-se defrontado no sábado registando-se uma vitória germânica por 77-66. À semelhança da véspera, a Alemanha começou melhor tentando assumir o controlo, no entanto a partir do meio do 1º período Portugal conseguiu equilibrar o resultado, tendo mesmo chegado ao intervalo a vencer pela diferença mínima (33-32). Após o descanso, surgiu uma Alemanha bem mais agressiva, a tirar partido da sua natural superioridade em zonas perto do cesto, com o resultado a desnivelar-se para o lado dos forasteiros.
Durante a 1ª parte, Portugal confirmou que está no bom caminho, reforçando a imagem e o respeito que a equipa nacional tem no basquetebol europeu. A diferença competitiva viria a revelar-se na etapa complementar, nada que retire as dificuldades criadas durante os primeiros 20 minutos, se bem que a experiência vivida durante o 2º tempo certamente irá permitir que Portugal melhore e retire ensinamentos para o futuro. Não deixa de ser positivo que a jovem equipa portuguesa tenha conseguido equilibrar o resultado durante uma parte frente a uma mais promissoras seleções europeias.
Ao intervalo, com 12 pontos, o alemão Maik Zirbs foi o jogador em maior evidência nos germanicos, enquanto no conjunto nacional se destacaram João Balseiro e João Guerreiro, ambos com 11 pontos.
No fim do terceiro período, os alemães detinham uma vantagem de 18 pontos, sobretudo pela elevada eficácia revelada pelo conjunto alemão. O último período foi novamente dominado pela Alemanha, que apostou na velocidade explorando situações de contra-ataque e transições rápidas para fazer subir a diferença pontual entre as duas equipas. O encontro terminou com o resultado em 56-86, ainda assim com o melhor marcador a ser João Balseiro, com 16 pontos, mais dois do que o rival Maik Zirbs.
Jogo no Complexo Desportivo de Almada.
Portugal-Alemanha, 56-86.
Ao intervalo: 33-32
Sob a arbitragem de Luís Lopes (Porto), Paulo Marques (Porto) e Rui Ribeiro (Lisboa), as equipas alinharam e marcaram:
Portugal (56): Pedro Pinto, Carlos Ferreirinho (7), Arnett Hallmann (2), João Balseiro (16) e Cláudio Fonseca. Jogaram ainda João Guerreiro (13), José Barbosa (12), José Silva (12), João Soares, Fábio Lima (4) e Cristóvão Cordeiro.
Treinador: Mário Palma.
Alemanha (86): Heiko Schaffartzik (4), Karsten Tadda (2), Lucca Staiger (10), Andreas Seiferth (12) e Maik Zirbs (14), Maximilian Kleber (11), Bogdan Radosavljevic (13), Bastian Doret (4), Maodolo (11) e Andre Mangold (5).
Treinador: Emir Mutapsic.
«Há respeito pela nossa Seleção»
Diante da formação nacional estará uma das mais promissoras seleções da Europa e o técnico congratula-se com o facto de os germânicos terem aceite o nosso convite.
Os alemães estão numa fase mais adiantada da preparação, mas Mário Palma minimiza esse facto, até porque a Seleção Nacional tem objetivos claros para estas duas partidas. "Vamos fazer dois jogos contra a Alemanha, ua seleção difícil por já ter efetuado três jogos de controlo, contra a Itália, a Bélgica e a Holanda, estando já numa fase mais adiantada na preparação. O nosso principal objetivo, neste momento, é jogar contra equipas mais fortes, sendo essa a única forma de melhorarmos, permitindo uma evolução que permita ficarmos nas melhores condições de iniciar a qualificação."
O treinador não se mostra preocupado com o resultado, mas sim com as ilações que a equipa técnica poderá tirar destas duas partidas. "Estes jogos mostrarão as atuais debilidades da Seleção, o que é bom, dado não termos ainda feito jogos de controlo. Surgirão situações que permitirão fazer retificações para quando jogarmos no Torneio na Áustria, já estarmos melhor", constata, congratuando-se com a presença dos germânicos em Lisboa. "O facto de a Alemanha ter aceite o nosso convite demonstra respeito pela nossa Seleção, sabendo que, apesar da diferença competitiva existente, as dificuldades que lhes criaremos também lhes permitirão melhorar."
E conclui: "Temos uma grande expectativa para estes jogos, porque nos vão permitir ver o estado da equipa, jogando contra uma das mais promissoras seleções europeias."
"Equipa forte"
José Silva, vice-capitão da Seleção Nacional também está na expectativa relativamente a estes dois encontros. "Temos quase um mês de treinos com alguns jogos entre nós e um contra os sub-20.
Trabalhamos muito a técnica e a forma como iremos jogar o apuramento", começa por referir. "Este fim de semana temos dois desafios contra a seleção da Alemanha, que é forte e iremos perceber o que temos de melhorar para que possamos chegar mais bem preparados ao apuramento e com menos falhas, tanto nível defensivo como ofensivo."
Eu consigo! Todos juntos conseguimos!
Algumas das nossas “guerreiras” deixam o apelo. Vê aqui o vídeo vem ajudar a nossa equipa!
NÃO FALTES!!
Bom teste na opinião de Kostourkova
As comandadas de Mariyana Kostourkova bateram-se bem, sem receios e só na ponta final acabaram por deixar fugir o triunfo, ao consentirem 2 triplos consecutivos da mesma jogadora (Dambach). O 1º quase a expirar o minuto 38 (61-60) e o 2º já no minuto 39 (61-63), resultado que já não sofreu alteração.
Resultado: Portugal Sub-18 61-63 França Sub-18
Registámos a opinião da seleccionadora no final da partida. «Acabou por ser um bom teste. Serviu para vermos as situações em que temos de melhorar, mostrámos boas soluções em termos de jogo interior e tivemos atitude. Só agora é que conseguimos reunir as 12 jogadoras que fazem parte do grupo final.», sintetizou Kostourkova.
Na realidade o jogo interior representou 31 pontos, praticamente 51% da pontuação total da equipa, enquanto as jogadoras exteriores fizeram 30 pontos (5 triplos), o que traduz um balanço muito equilibrado entre jogo interior e exterior. Outra constatação interessante: o banco contribuiu com 28 pontos, contra 33 do cinco inicial.
A selecção gaulesa apresentou boas lançadoras exteriores (8 triplos), com destaque para Bankole e Dambach, que bisaram, mas pareceu-nos mais fraca que a equipa do ano passado, vice-campeã europeia.
Ficha de jogo
Centro de Desportos e Congressos, de Matosinhos
Portugal (61) – Susana Lopes, Simone Costa (10), Maianca Umabano (3), Chelsea Guimarães (8) e Maria Kostourkova (12); Carolina Gonçalves (10), Sofia Almeida (2), Carolina Bernardeco (3), Emília Ferreira (2), Beatriz Jordão (9), Mª Inês Santos e Francisca Meinedo (2)
França (63) – Marylie Limousin, Louise Dambach (14), Victoria Majekodumni (6), Marie Milapie (4) e Camille Cirgue (5); Leslie Makosso (4), Ornéla Bankole (12), Katia Clanet, Mathilde Combes (3), Carla Blatrie (7), Maimouna Ba (5) e Désirée Bakabadio (3)
Por períodos: 14-12, 17-15, 19-18, 11-18
Árbitros: Nelson Guimarães e Vítor Cardoso, da AB Porto
Futuras estrelas mundiais vão estar em Matosinhos
O líder da maior associação nacional da modalidade comenta a importância da realização deste certame e ambiciona que Ticha Penicheiro, estrela maior do basquetebol português, possa ter seguidoras na equipa dirigida por Mariyana Kostourkova. Confira nos detalhes da noticia.
– Qual a importância do Campeonato da Europa para o basquetebol português?
– Antes de mais, é preciso sublinhar que não se trata de um simples Campeonato da Europa. Não se pode, nem se deve, desvalorizar este acontecimento ou, sequer, torná-lo vulgar. Esta é uma prova que reúne as melhores atletas europeias – por conseguinte, também mundiais – com menos de 18 anos, por se tratar de Divisão A. Muitas destas jovens basquetebolistas, daqui por alguns anos, apenas poderão ser observadas através da televisão, seja pelas transmissões das principais ligas femininas europeias, do basquetebol universitário norte-americano ou, até, da WNBA. É disto que se trata quando se fala deste certame que decorrerá em Matosinhos. Este é um dos pontos mais altos que Portugal já acolheu, à semelhança do Mundial de juniores, que se realizou em 1999. Algo desta grandeza, com reflexos à escala planetária, apenas acontece em Portugal esporadicamente. Do ponto de vista organizativo é um desafio extremamente aliciante, já em termos desportivos é algo fenomenal. Desejamos que o público, não só aquele que está habituado a ver eventos desta modalidade, adira aos recintos, porque há fortes e importantes razões para que esta prova seja, nessa perspetiva, um êxito.
– E para a Associação de Basquetebol do Porto? O que implica?
– É um enorme motivo de orgulho ver reconhecido o trabalho desenvolvido no Europeu do último ano, de Divisão B e do escalão de sub-16. E é um enorme motivo de orgulho, também, que a cidade de Matosinhos tenha sido eleita para voltar a receber um campeonato deste género. Significa que as pessoas que se envolveram na estrutura organizativa da responsabilidade da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) e a autarquia desenvolveram um esforço que satisfez plenamente os altos padrões de exigência da FIBA Europe. Apesar da AB Porto não integrar a organização deste Campeonato da Europa, não deixou, contudo, de colaborar com a FPB em diferentes áreas, sempre que lhe foi solicitada e dentro das suas limitações.
– Que efeitos este acontecimento poderá ter no basquetebol português ou, mais especificamente, na região?
– Essa é uma questão pertinente, embora extremamente complicada de responder. Poderia ser desonestamente otimista e dizer que nada vai ser igual, que tudo se transformará para muito melhor… Não o faço. Terá, sim, efeitos positivos, óbvios e claros, infelizmente impossíveis de quantificar, por este certame não constar de um plano estratégico transversal à modalidade na área de jurisdição da AB Porto. Eu e o meu elenco diretivo tomámos posse em novembro último e temos o compromisso de candidatar a AB Porto à organização de vários pontos altos do basquetebol nacional e internacional, mas existem diversos aspetos a ponderar. Aquilo que pretendemos é integrar os eventos desportivos, sejam eles de pequena, média ou grande dimensão, numa estratégia comercial e de visibilidade mais ampla. Isto é, nada será feito apenas pelo impacto desportivo, nem nada terá em vista exclusivamente benefícios financeiros.
– Essa filosofia começará a ser implantada quando?
– A Associação de Basquetebol do Porto é a maior associação de basquetebol de Portugal e uma das maiores de modalidades amadoras, ultrapassando inclusivamente algumas de futebol. Temos uma responsabilidade perante mais de 4.000 atletas (distribuídos por 200 equipas), 30 clubes, 200 treinadores e 150 juízes. Organizamos competições distritais e inter-distritais que envolvem mais de 2.000 jogos anuais. É extremamente fácil compreender o trabalho hercúleo que desenvolvemos com a escassez de recursos ao nosso dispor. Mesmo assim, assumimos um compromisso de mudança e uma visão de futuro. Nenhuma ação será adotada de ânimo leve ou, simplesmente, com intenção demagógica. Aquilo que podem esperar de nós é uma linha de orientação ponderada e a tender para o profissionalismo. Esta filosofia está já a ser implantada, por estar já a ser equacionada. Os efeitos práticos é que apenas serão percetíveis mais tarde e nunca de uma forma brusca.
– Abordando o Campeonato unicamente pela vertente desportiva: o que espera de Portugal?
– Os resultados desportivos dos últimos anos apontam para uma importante evolução do basquetebol feminino em Portugal. Neste momento, duas das Seleções Nacionais competem na Divisão A (sub-16 e sub-18) e uma ascendeu, recentemente, ao mesmo patamar – ficam aqui as felicitações às atletas e à equipa técnica das sub-20 femininas. Porém, não podemos pensar que já vivemos no céu… Ambiciono que no próximo ano as três equipas possam competir na Divisão A. Reiteramos as palavras da selecionadora Mariyana Kostourkova, quando diz que a permanência é o objetivo de Portugal neste Europeu de Matosinhos. Pedir mais do que isso é desonesto. Do ponto de vista individual, é bom que as atletas nacionais desfrutem da competição. Que provoquem emoções positivas nos espectadores e tenham impacto nos muitos observadores de equipas e universidades estrangeiras, que, como é habitual, também estarão nas bancadas. Quem sabe nesta equipa não poderão estar seguidoras de Ticha Penicheiro?…
Mais um obstáculo ultrapassado
Frente ao líder que tinha um percurso cem por cento vitorioso, o seleccionado luso fez das tripas coração, jogou com grande atitude e concentração e no final o resultado foi favorável às nossas cores. Foi preciso recorrer a um prolongamento pois com 40 minutos jogados as duas equipas estavam empatadas (49-49). Nos 5 minutos extra (8-12) as nossas representantes continuaram a acreditar e embalaram para uma vitória muito sofrida, mas inteiramente justa. Agora é preciso manter a concentração e a dinâmica de vitória, nos dois jogos que restam. Continuamos a depender apenas de nós próprios para atingir o objectivo da subida à Divisão A.
No 1º período (13-22) Portugal entrou bem e depois de 4-4 disparou para 8-18, com Maria Kostourkova a mostrar grande eficácia (5/5 nos duplos).
No 2º quarto (8-7) as defesas sobrepuseram-se aos ataques, com a eficácia de lançamento a baixar drasticamente. Ao intervalo as portuguesas mantinham-se na frente (21-29).
No 3º período (14-6) a selecção germânica reagiu como lhe competia, chegando ao empate (35-35) ao cabo de 30 minutos jogados. A agressividade defensiva lusa obrigava a sucessivos turnovers por banda das adversárias (22-10), fruto dos roubos de bola e na luta das tabelas as coisas estavam equilibradas (32 ressaltos para cada lado), com as comandadas de Eugénio Rodrigues a ganharem a tabela ofensiva (4-17 ressaltos).
O último quarto (14-14) foi impróprio para cardíacos, nomeadamente na ponta final. Com as equipas empatadas (46-46) o treinador luso parou o cronómetro (minuto 40 e apenas 18 segundos para jogar) e Laura Ferreira conseguiu numa jogada de 2+1 colocar Portugal na frente (46-49) a 5 segundos do termo. Acto contínuo desconto de tempo para a Alemanha e numa jogada estudada a base Brodersen acerta uma bomba (49-49), obrigando ao prolongamento.
Nos 5 minutos extra (8-12) a selecção portuguesa ganhou logo uma vantagem preciosa (49-53), com cestos de Inês Viana e Maria Kostourkova, que conseguiu gerir. Novo triplo de Brodersen a reduzir para 52-53 (minuto 43), mas Joana Soeiro (4 faltas provocadas em todo o jogo) foi decisiva nesta ponta final ao ser travada em falta, para não tremer da linha de lance livre (52-55 no minuto 43 e 54-57 no minuto 45). A 10 segundos do termo Maria Kostourkova, assistida por Inês Viana eleva para 54-59, mas Pia Dietrich com 9 segundos para jogar ainda acertou um triplo (57-59). Após um último desconto de tempo pedido por Eugénio Rodrigues, a 6 segundos da buzina, Chelsea Guimarães ainda converteu mais 2 lances livres, selando o resultado final.
Resultado: Alemanha 57-61 Portugal (a.p.)
Destaque na selecção lusa para a prestação da jovem poste Maria Kostourkova, MVP do encontro (24,0 de valorização), ao contabilizar 16 pontos, 8 ressaltos sendo 3 ofensivos, 2 roubos, 2 desarmes de lançamento e 5 faltas provocadas. Foi muito bem acompanhada por Chelsea Guimarães (8 pontos, 8 ressaltos sendo 2 ofensivos, 2 roubos, 1 desarme de lançamento e 6 faltas provocadas com 6/8 nos lances livres), Laura Ferreira (17 pontos, 3/6 nos triplos e 3 ressaltos sendo 1 ofensivo) e Joana Soeiro (10 pontos, 3 ressaltos sendo 2 ofensivos, 2 roubos e 4 faltas provocadas com 8/8 da linha de lance livre).
Nas germânicas as melhores foram a poste Marie Gülich, que fez um duplo-duplo (12 pontos, 6/8 nos duplos, 11 ressaltos sendo 2 ofensivos e 3 desarmes de lançamento) e a extremo Aline Hartmann (15 pontos, 4 ressaltos defensivos, 4 assistências, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e uma falta provocada).
Ficha de Jogo
Universiada Hall, em Sófia (Bulgária)
Alemanha (57) – Levke Brodersen (6), Elisabeth Dzirma (2), Aline Hartmann (15), Ama Degbeon (8) e Marie Gülich (12); Noémie Rouault (7), Isabell Meinhart , Pia Dietrich (3), Katharina Müller (2) e Mary Mihalyi (2)
Portugal (61) – Inês Viana (2), Joana Cortinhas, Laura Ferrreira (17), Nádia Fernandes e Maria Kostourkova (16); Chelsea Guimarães (8), Joana Soeiro (10), Josephine Filipe (2), Joana Canastra (2), Mafalda Guerreiro, Cesária Ucalam e Inês Veiga (4)
Por períodos: 13-22, 8-7, 14-6, 14-14; 8-12
Outros resultados da 7ª jornada:
Grã-Bretanha 75-45 Roménia; Israel 62-58 Lituânia; Noruega 51-85 Hungria; Bulgária 54-85 Bósnia e Herzegovina
Apesar de ter perdido a invencibilidade, a Alemanha mantém a 1ª posição, seguido da Hungria, ambos com uma derrota. Bósnia e Herzegovina e Portugal repartem o 3º lugar, ambos com duas derrotas.
Este sábado Portugal joga com a Lituânia, a partir das 14H00 portuguesas, na 8ª e penúltima jornada da competição. Na derradeira ronda (domingo) a Bósnia e Herzegovina será o nosso adversário (09H30 portuguesas).
Triunfo suado de Portugal
Se à entrada no jogo, Portugal era um claro favorito à vitória, desde cedo os jovens do Panamá se demonstraram dispostos a mostrar que o resultado da noite anterior, não condizia com o seu real valor.
Apesar de ter terminado o primeiro período a perder por 18-10, o colectivo sul-americano foi criando muitas dificuldades às ações defensivas de Portugal, recorrendo invariavelmente a situações de 1×1. Paulatinamente, Portugal foi perdendo a vantagem que alcançara no primeiro período, tendo chegado ao intervalo empatado a 32 pontos.
Com a entrada do 3º quarto, galvanizados por uma boa recuperação, a seleção do Panamá voltou a usar e abusar do 1×1, com uma tremenda eficácia quer no nas penetrações que no tiro exterior. A 3 minutos do fim, Portugal encontrava-se a perder por 10 pontos. No entanto, dois triplos consecutivos e, finalmente conseguindo parar as ações ofensivas do Panamá, Portugal conseguiu levar o jogo a prolongamento.
Na etapa complementar Portugal cumpriu a sua obrigação mesmo estando privado de alguns atletas influentes.
Na equipa de Portugal, Miguel Ferrão ( 12 pontos marcados e 29 de valorização ) foi o atleta mais valioso, bem secundado por João Lucas, autor de 13 pontos.
Do lado do Panamá, destacar as exibições de Henriquez ( MVP da partida com 35 pontos marcados e 34 de valorização ) e Lennan ( 23 pontos marcados e 15 de valorização)
No outro jogo da jornada a Bélgica bateu a Holanda. Apesar de cedo a equipa belga ter alcançado uma vantagem confortável que se foi dilatando até à entrada do derradeiro quarto onde venciam por mais de 30 pontos, a Holanda foi capaz de se aproximar no marcador.
No último dia do torneio jogam Panamá e Bélgica às 9h30 e Portugal Holanda às 11h30. Poderá acompanhar ambos os jogos através do livestream.
Classificação:
Bélgica 2v 0d
Portugal 1v 1d
Holanda 1v 1d
Panamá 0v 2 d
Curso Grau-I da ABVC em Vila Praia de Âncora
O valor do curso é de 200.00€ com condições de frequência em regime de internato na Cooperativa de ensino – Ancorensis em saco-cama e sala de aula (ou externato) e com alimentação incluída. Vila Praia de Âncora tem estação de caminho de ferro (CP) podendo a deslocação para o local ser efetuada de comboio. Todo o processo de inscrição pode ser efetuado via internet para geral.abvc@gmail.com .
O Prof. Rui Gomes é o diretor do curso com a seguinte equipa de formadores:
Rui Gomes – Ataque e Direção do Exercício e do Jogo;
Eurico Brandão – Teoria e Metodologia do Treino;
Dimas Pinto – Pedagogia;
Nuno Leite – Aprendizagem e Desenvolvimento Motor e Observação das Habilidades Motoras
Hugo Pereira – Grau II – Formador Regional da ABVC – Minibasquete, Defesa e Direção do Exercício e do Jogo
Américo Santos – Grau III – Professor Assistente Convidado da FADEUP – Didática
Carlos Pereira – Psicólogo das equipas Dragon Force de Basquetebol – Psicologia
Carlos Rio – Médico – Com diversas intervenções ao nível do desporto amador e profissional – Lecionará as questões ligadas à Medicina, bem como ao desporto adaptado..
Sub-18 de Portugal e da Eslovénia na final do torneio
Para o 3º/4º lugares jogam esta 6ª feira, a partir das 19H00, as selecções Sub-16 de Portugal e da Dinamarca, enquanto a final está agendada para as 21H00.
Na 1ª meia-final naturalmente que a superioridade das eslovenas, mais altas e pesadas, já era expressa nos números do 1º período (13-25), pese a entrega das jovens Sub-16 lusas. A toada manteve-se no 2º quarto (7-15), com a vantagem das forasteiras a fixar-se nos 20 pontos, ao intervalo (20-40).
No 3º período (14-20) as comandadas de Ana Catarina Neves bateram-se bem e melhor ainda no último quarto (8-8), embora a qualidade técnica tenha baixado. O treinador esloveno utilizou pouco tempo as suas jogadoras mais influentes, dando mais minutos de jogo ao banco.
Na outra meia-final embora não tenha feito uma boa exibição, a selecção portuguesa de Sub-18 cumpriu os serviços mínimos, ou seja ganhou mas teve que lutar bastante para não ser surpreendida pelas jovens Sub-16 dinamarquesas.
No quarto inicial (17-8) foi Francisca Meinedo que deu o mote a partir do minuto 6 quando assumiu as despesas no ataque, ao marcar 7 pontos consecutivos, com o marcador a disparar de 8-5 para 15-6 (minuto 8). No 2º período (11-7) o desacerto luso foi tal que as nossas representantes estiveram 5 minutos sem acertar com o cesto e depois estiveram irreconhecíveis da linha de lance livre, com uma percentagem inacreditável (2/10), atingindo-se o intervalo a vencer (28-15).
O 3º quarto (25-16) foi aquele em que Portugal deu melhor conta do recado, com Sofia Almeida, Maianca Umabano e Mª Inês Santos a subirem de rendimento, imprimindo um ritmo mais intenso. No último período (15-14) algum abrandamento do seleccionado luso foi bem aproveitado pelas dinamarquesas que conseguiram impor um parcial de 0-7, culminado com um triplo da poste Lena Svanholm , o que obrigou Kostourkova a pedir um desconto de tempo no minuto 34 (56-38), depois de Simone Costa ter ampliado para 25 pontos a vantagem lusa (56-31), no minuto 31, numa entrada de cesto e falta.
Destaque para a prestação de Sofia Almeida (14 pontos e 10 ressaltos), a portuguesa mais valiosa, bem acompanhada por Simone Costa (11 pontos) e Maianca Umabano (10 pontos), que também obtiveram pontuações na casa dos 2 dígitos.
Nas dinamarquesas a mais valiosa foi a poste Lena Svanholm (14 pontos e 11 ressaltos), logo seguida de Maria Horgh (11 pontos).
Resultados:
Portugal Sub-16 42-68 Eslovénia Sub-18
Portugal Sub-18 68-45 Dinamarca Sub-16
Fichas de jogo
Pavilhão nº 1 da UBI, na Covilhã
Portugal Sub-16 (42) – Margarida André, Helena Pinheiro (2), Catarina Miranda (6), Mariana Silva (8) e Beatriz Jordão (8); Eliana Cabral (4), Ana Carolina Rodrigues (9), Mª Leonor Nunes (2), Beatriz Alves, Ana Rua (3), Jessica Garcia e Constança Neto
Eslovénia Sub-18 (68) – Alma Potocnik (4), Sara Vujacic (6), Maja Jacobcic (2), Marusa Senicar (6) e Zala Lesek (7); Ela Micunovic (5), Althea Gwashavanhu (4), Larisa Ocvirk (6), Ela Stergar (4), Annamaria Prezelj (16), Manca Jelenc (8) e Teja Dimec
Por períodos: 13-25, 7-15, 14-20, 8-8
Árbitros: Nuno Santos e Henrique Félix, da AB Castelo Branco
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Portugal Sub-18 (68) – Susana Lopes (2), Simone Costa (11), Maianca Umabano (10), Sofia Almeida (14) e Emília Ferreira (4); Mª Inês Santos (6), Francisca Meinedo (7), Carolina Bernardeco, Lizanny Brito (7), Catarina Rolo (6), Gabriela Noivo (1) e Sara Moreira
Dinamarca Sub-16 (45) –Trine Dreijer (5), Cecilie Balling (1), Maria Horgh (11), Caroline Martin e Lena Svanholm (14); Caroline Hyldahl, Sophia Fjeldsoe (5), Alberte Schang (2), Julie Jungslund, Emma Leisner (5), Andrea Hageskov (2) e Tilde Christensen
Por períodos: 17-8, 11-7, 25-16, 15-14
Árbitros: Henrique Félix e Fábio Guerra, da AB Castelo Branco
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Legenda
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Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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