Artigos da Federaçãooo
André Pinto: «Ovarense é a minha casa»
Aliás, o nucleo duro da equipa é constituido por jogadores que conhecem bem a essência da Ovarense, o que na opinião de André Pinto tem sido importante para o sucesso vareiro nos últimos anos. Os objetivos passam por “ganhar o próximo jogo”.
Feliz por regressar a uma casa que tão bem conhece?Sim, estou muito feliz. A Ovarense e Ovar são neste momento a minha casa, por isso, este regresso foi muito importante para mim e para a minha família.O que o fez voltar a Ovar?Como disse anteriormente, Ovar e a Ovarense são a minha casa, por isso mesmo faz todo o sentido estar cá. A estabilidade e o prazer que isso proporciona é superior a tudo que se possa ganhar noutros aspetos da vida. Depois, poder jogar e ser orientado por pessoas que são mais que colegas de profissão é um estímulo extra.Sente que nunca deixou de fazer parte do clube?Foi um ano de interregno numa ligação de 12 anos ao clube. Há rotinas alteradas mas os laços e amizades perduram, logo este regresso faz parecer que foi apenas um ano de férias longe se casa.O núcleo duro da equipa é formado por um grupo de jogadores que se conhece muito bem, assim como ao clube. Poderá ser essa a vossa grande força para uma época de sucesso? Que outros pontos fortes identifica na equipa?Sim, essa é uma grande vantagem que a Ovarense tem mantido nos últimos anos. Esse conhecimento ajuda-nos enquanto jogadores, mas sobretudo aos treinadores a tirar o melhor de nós, de maneira a contribuirmos positivamente para a equipa.A Ovarense sempre foi reconhecida por ser uma equipa organizada ofensivamente e muito forte defensivamente, penso que este ano não será exceção.Existe também muita juventude no plantel. Que tal é trabalhar com os mais novos?Fácil e complicado. Fácil por eles têm vontade de aprender, e não pode ser de outra maneira. Complicado porque existem aspetos que já deveriam estar assimilados quando se chega a uma equipa sénior e que não estão. Temos por vezes que dar 2 passos atrás para dar um em frente. Mas para resolver esse problema temos uma equipa técnica experiente e qualificada para nos ajudar. Existem condições para que a Ovarense continue a ser esta temporada um adversário complicado de bater em qualquer circunstância?Sim, isso é uma certeza. A nossa ética de trabalho não nos permite que seja de outra maneira.Pensar em troféus é demasiado ambicioso?Trabalhamos sempre com o objetivo de ganhar o jogo seguinte, se esse jogo seguinte for uma final não me parece que seja muito ambicioso.
José Costa regressa a casa
Um regresso a casa de grande valia, até porque vai também colaborar no treino das equipas de Minibasquete, constituindo um motivo de atracção para os mais jovens.
O plantel do clube para disputar a Proliga, que ainda não está fechado, conta também com Filipe Pinheiro (ex-Sampense), Artur Coelho (ex-Académica) e David Coelho, o qual não jogou na época anterior e em 2011-12 representou o U. F. Buarcos.Da equipa de 2012-13 transitam Pedro Marques, Alexandre Nuno, Joaquim Soares, Nuno Pereira, Josimar Vieira e Daniel Monteiro.Também permaneceu o treinador António Moreira, que para os treinos tem contado com alguns atletas sub-18, em observação com vista a eventual utilização simultânea nas duas equipas.
Carlos Gonçalves distinguido
Este ano foi atribuido ao português Prof. Carlos Gonçalves pelo Comité Internacional de Fair Play (CIFP). A cerimónia de entrega do prémio decorrerá hoje, dia 18 de Setembro, na sede da Unesco, em Paris. É a segunda vez que um português recebe tão prestigiante distinção do CIFP. Eusébio da Silva Ferreira foi galardoado em 2001com o prémio mundial Jean Borotra, em reconhecimento pela sua carreira pautada pelo respeito pelos princípios éticos do Desporto. Tendo sido treinador de basquetebol e Diretor Técnico da FPB, o Prof. Carlos Gonçalves tem uma vida ligada ao desporto e mais concretamente ao Fair Play tendo exercido funções no European Fair Play Movement (EFPM) entre 1994 e 2012, primeiro como vice-presidente (até 2000) e, posteriormente, como presidente da instituição. É actualmente seu Presidente Honorário.Noticia é ainda o facto do basquetebolista português Tomás Barroso, ter sido agraciado com um diploma na categoria de “Ato de Fair Play” pelo Conselho Diretivo do CIFP.
Rui Alves: «Dar o máximo em cada jogo»
Numa cidade que gosta e vibra com basquetebol, e que viu a sua principal equipa ser promovida à Liga, Rui Alves traça como principal objetivo a permanência, não escondendo, porém, a intenção de “ir o mais longe possível em todas as competições”.
Sentia o desejo de voltar a treinar uma equipa sénior? Mais do que isso, sentia o desejo de treinar todos os dias, o que já não acontecia desde o encerramento do CNT Paredes. Na sua opinião, a metodologia de treino e os princípios que utilizava com os mais jovens adequam-se a uma equipa sénior? Naturalmente que o treino de jovens e de seniores têm especificidades próprias, mas o facto de pessoalmente estar ligado ao alto rendimento desportivo há mais de 10 anos tem-me ajudado bastante. De que forma pretende que a equipa da Oliveirense se apresente na LPB? Espero, antes de tudo, que os adeptos e simpatizantes da União gostem de ver a nossa equipa a jogar. Vamos ser uma equipa que vai dar o máximo em cada jogo para o vencer. Vamos tentar crescer ao longo da época, conseguir traduzir em jogo o trabalho duro realizado no dia-a-dia. O plantel dá-lhe garantias para fazer um bom trabalho? Ou são ainda esperados reforços para fechar o grupo? Apesar de termos começado há pouco tempo, tudo me leva a acreditar que temos um plantel muito disponível para trabalhar. A atitude dos jogadores tem sido exemplar e o grau de compromisso enorme. Ainda assim, não rejeitamos reforçar a equipa com jogadores que possam entrar na nossa dinâmica e que possam acrescentar valor. Já deu para perceber que é uma cidade que gosta e apoia o basquetebol? Eu gosto de desafios e de assumir responsabilidades. Todo o envolvimento à volta da equipa, que estou a sentir desde que cheguei, motiva-me bastante. Devo referir que fui muito bem recebido e que estou a adorar o clube e a cidade. Este é, acima de tudo, um projeto de formação, e queremos que as pessoas continuem a gostar e a apoiar o basquetebol, e com isso aumentar ainda mais o interesse o número de praticantes da nossa modalidade. A permanência é o objetivo definido para este ano de regresso ao escalão principal? Sim. Na LPB, a manutenção é o objetivo principal. O resto que seja o fruto do nosso trabalho. Nesta altura ainda não conhecemos o valor real das outras equipas, mas queremos ir o mais longe possível em todas as competições.
Eugénio Rodrigues: «Tempo trará sucesso»
Nesta entrevista Eugénio Rodrigues conta como tudo se passou e como está a adaptar-se ao país.
Como surgiu a oportunidade de treinar na Dinamarca?Qualquer profissional que ambicione chegar longe, chegar mais alto, terá de ter no seu horizonte a ambição permanente de treinar nos melhores clubes nacionais ou emigrar. No seguimento dessa lógica, aceitei com muita honra e sentido de responsabilidade o convite da FPB para frequentar o FECC. Se por um lado o FECC me abriu os horizontes do ponto de vista técnico, por outro, “escancarou a porta do network basquetebolístico” e de repente, vi-me fora deste “pequeno retângulo” no oeste da Europa que é Portugal. Entre conversas, contactos, amizades e C.V’s, 2013 foi um ano em que surgiram alguns convites muito interessantes, e a Dinamarca acabou por ser um deles. Para ser absolutamente sincero, a “Europa” não faz ideia do que existe no nosso país e as coisas só começam a mudar quando contactam diretamente com as pessoas. Os bons resultados ao nível das Seleções e até o bom naipe de árbitros internacionais que já temos têm ajudado a dar-nos a conhecer mas convençamo-nos do óbvio: ninguém vem a Portugal ver se o treinador A ou B lhes interessa. Estar no FECC foi estar numa montra, foi fazer uma espécie de “try out” e a partir daí, as coisas tornam-se menos difíceis pois “saltei do anonimato”.Quais os motivos que o levaram a aceitar o convite? Foram várias as razões. Primeiro, a solidez do projeto que, se no imediato, apresenta algumas debilidades, a médio prazo acredito que venha a ser algo realmente forte. O Værløse BBK é um dos melhores clubes de formação da Dinamarca, por isso, tenho desde logo um background de treinadores e atletas com qualidade que me permitem estar confiante num futuro próximo. Depois, o Værløse BBK foi um Clube que me quis muito e foi realmente muito rápido e direto nas negociações. Pediram-me para cá vir em Maio e em 3 dias, resolveram tudo. O Clube, à imagem do país, tem em si gente muito séria que honra os compromissos, que não fica a “dever nada a ninguém”. Paralelamente o projeto proposto é de médio prazo, com pessoas dispostas a mudar, e a esperar pelos resultados da mudança. Finalmente, a similitude em muitos aspetos com o basquetebol português, será algo que, em teoria, me facilitará a adaptação, ao contrário do que aconteceria com alguns países do leste por exemplo.Tem sido fácil a adaptação?Tenho dias…! A língua é claramente a maior barreira. Se toda a gente fala Inglês, naturalmente que entre Dinamarqueses isso não acontece. E estar fora de uma conversa não é agradável. Não obstante, já vou sabendo dizer umas quantas palavras e as pessoas com quem convivo no dia-a-dia são fantásticas. Descobri na Dinamarca, o país “latino da escandinávia”. Sinto no Værløse BBK e nos restantes meios, um interesse grande pelo meu trabalho, uma atenção redobrada. O trabalho de exposição mediática da equipa é também muito forte e os “press releases” para as redes sociais e para os media são constantes. Depois, é começar a vida quase do zero, com todos os senãos que isso importa. Creio porém que o saldo é francamente positivo.Acha que o seu trabalho nas Seleções Nacionais lhe abriu as portas para esta mudança?Sim, a par do FECC, o trabalho nas seleções de sub 18, sub 20 e sénior ao longo de quase 10 anos, foi um trampolim para sair do tal anonimato de que te falava. E como os resultados têm sido globalmente muito positivos, a admiração e o apreço é, nalguns casos, até mais visível no estrangeiro do que em Portugal. Acho por isso que os dois fatores enunciados são indissociáveis. Tenho algumas dúvidas de que, um sem o outro, funcionariam. Por exemplo, sejamos honestos com os Clubes e os treinadores nacionais. O mérito de um êxito de uma seleção, é resultado sobretudo deles. Um selecionador nacional é apenas a ponta do iceberg.A que objetivos se propõe a equipa para esta temporada?Como disse, este é um projeto de médio prazo. Sofremos uma “sangria” no plantel, perdendo por razões várias, 6 das jogadoras que levaram esta equipa às meias finais do campeonato no ano passado. É portanto uma equipa com um plantel muito curto, por ora apenas 10 jogadoras, e com recurso a muitas sub 18. As dificuldades no trabalho do dia-a-dia são por demais evidentes. Portanto, no plano competitivo, acho justo pedir-se apenas o acesso ao playoff (8 primeiras), mas é no plano formativo que mais nos concentramos. Queremos construir uma equipa com bases sólidas, com bases do próprio Værløse BBK e ir intervencionando na formação e nas várias equipas que a compõem.Quais as primeiras impressões da equipa, da competição, e do basquetebol feminino dinamarquês?Para além do que já disse atrás, esta é efetivamente uma equipa muito jovem. Exceção feita a uma das estrangeiras, a equipa tem 10 jogadoras cujas idades oscilam entre os 17 e os 24 anos. O campeonato tem 10 equipas, com muitas assimetrias entre elas. Entre planteis igualmente jovens, outros são claramente veteranos, entre planteis com muitas estrangeiras (o limite é apenas para cidadãs não comunitárias), outros são exclusivamente dinamarqueses. Sealand (ilha onde se encontra Copenhaga) tem 7 das 10 equipas que compõem o campeonato por exemplo. Sobre o basquetebol dinamarquês, grosso modo, padece dos mesmos problemas do basquetebol português, a saber: abandono precoce da modalidade, inexistência de perspetiva de carreira, numero reduzido de praticantes e pouco investimento no basquetebol feminino. Há algumas pessoas a trabalhar muito forte no sentido de alterar este estado de coisas, algumas até do Værløse BBK. Esperemos que tenham sucesso.Quais têm sido os feedbacks, atletas e clube, dos seus métodos de trabalho e liderança da equipa?Sem que as minhas palavras contenham em si alguma espécie de comparação ou critica velada ao Basquetebol Português, de todo, os Dinamarqueses são absolutamente frontais nas suas opiniões. Até agora, as observações a meu respeito ou do meu trabalho, têm sido muito positivas. Sou um pouco diferente em muitos aspetos relativamente aos meus métodos, filosofias e liderança. Não tenho sentido nenhumas dificuldades que não se prendam exclusivamente com a mudança ou novidade. Tudo está naturalmente dentro do tal processo de evolução e acredito firmemente que o tempo trará consigo o sucesso que desejo e a tal identificação plena com as minhas ideias.A ligação com a Federação Portuguesa de Basquetebol mantém-se?Sim, foi uma das condições acauteladas a jusante e a montante deste projeto. Por um lado o Værløse BBK permite-me continuar com o meu trabalho ao serviço da FPB e por outro, foi a própria FPB que me manifestou expressamente o desejo de continuar a contar com os meus préstimos. O Værløse BBK está bem ciente dessa realidade pois tem 6 dos seus treinadores envolvidos em equipas nacionais dinamarquesas. É para mim uma honra estar envolvido nestes dois projetos e certamente continuarei a dar o meu melhor em prol do Basquetebol Português, quer na ENB quer na FPB.
João Pedro Vieira: «Trabalho para vencer»
O treinador lembra que é preciso alguma paciência, mas garante que trabalho árduo, empenho e dedicação são fatores que não vão faltar no balneário das insulares. Tudo pode acontecer…
Apesar de nunca ter deixado de estar ligado ao clube, sentia saudades do trabalho de campo?Com certeza que sim, tudo o que tenha a ver com o treino é sempre mais motivante, apesar de nos últimos 3 anos estar a ajudar o CAB noutras funções.Foi fácil “seduzi-lo” para ficar no comando da equipa sénior feminina?Não foi fácil, pois tive de me reorganizar a vários níveis, quer profissional quer familiar. Depois destes detalhes estarem resolvidos, acabei por aceitar o desafio da direção do clube numa altura em que o CAB tem atravessado o cabo das tormentas. Mas que com muito sacrifício de muitas pessoas está a conseguir manter o projeto do clube vivo.Logicamente que conhece bem a equipa. Coisas boas e menos positivas da equipa que agora treina?Conheço muito bem todas as atletas. O que muita gente aponta como a “coisa menos boa” desta equipa ser a sua JUVENTUDE, espero inverter essa situação numa mais valia e fazer com que estas jovens sejam ambiciosas para conseguirem ter a sua oportunidade. Com trabalho árduo diário de forma a que a nossa equipa seja o mais competitiva possível.Estão reunidas as condições para que o CAB Madeira possa ter uma época mais tranquila e focada apenas nos aspetos desportivos?É verdade que tudo o que não tem a ver com o basquetebol, principalmente a capacidade que o clube tem de ter para encontrar meios financeiros para poder pagar as suas deslocações ao continente e Açores, tem sido o maior fonte de intranquilidade nas nossas equipas seniores nas últimas épocas. Mas sei que temos um conjunto de pessoas fantásticas, começando no presidente Francisco Gomes e todos os restantes elementos da direção, acabando nos pais e todos os nossos “amigos anónimos” que muito tem feito para que as nossas equipas possam viajar.Espero sinceramente que esta seja uma época mais tranquila, que a DRJD da Região Autónoma da Madeira consiga cumprir com as suas “obrigações” e que eu e o meu colega treinador Ricardo Montes consigamos liderar este grupo de jogadoras a uma boa época desportiva.O grupo que agora treina tem condições para manter a competitividade que tem marcado as equipas do CAB na competição feminina?Esse é o maior desafio deste grupo. Temos de conseguir ser competitivos mesmo apesar da grande juventude da equipa.Pensar em títulos é demasiado ambicioso para a época que agora começa?Eu trabalho todos os dias para vencer. É natural que queiramos títulos, pois este clube habituou-se a obter títulos quase todas as épocas nos últimos 10 ou 14 anos, mas temos de ser pacientes e não exigir a estas jovens títulos, mas sim vontade de trabalhar muito para poderem evoluir como jogadoras e contribuir para um CAB o mais competitivo possível, trabalhando sempre para o futuro desta equipa.Quais os seus principais objetivos a atingir esta temporada?Como já referi, quero essencialmente ajudar estas jovens a serem daqui a um ano melhores jogadoras do que são hoje e transmitir-lhes aquela vontade de trabalhar e vencer, sabendo que quem trabalha muito terá sempre a sua oportunidade. Para mim, quero sempre aprender a ser melhor treinador do que sou, melhor pai do que sou e melhor marido do que sou, nunca esquecendo que devo me cuidar diariamente para ter saúde física e mental, pois sem ela tudo o resto fica mais difícil. Não estabeleço objetivos quantitativos.
Minhava: “Voltar a ter prazer em jogar”
Minhava deixou a Luz sem ressentimentos e está agora empenhado, de corpo e alma, no projeto que lhe foi apresentado pelo Galitos. Feliz pelo regresso ao Barreiro, o jogador espera realizar uma grande época e, assim, retribuir a confiança em si depositada por treinadores e dirigentes.
Que balanço faz e que recordações leva do ciclo em que representou o SL Benfica? Acima de tudo prefiro recordar as coisas boas destes últimos sete anos. Os títulos e a possibilidade de ter representado e ter sido capitão de equipa de um clube com a grandeza do Benfica são com certeza acontecimentos marcantes na minha carreira. Tentei sempre dar o meu melhor e respeitar todas as pessoas com quem trabalhei neste período. Julgo que o balanço é altamente positivo por tudo isto que referi e pela excelente relação que mantive com os adeptos do clube.Sentia necessidade de ter mais tempo de utilização, bem como maior preponderância no jogo da equipa? Claro que sim. Nenhum atleta vê com bons olhos passar de primeira escolha, em equipas que obtiveram sucessos de forma constante, para terceira ou quarta opção ou até ficar de fora da convocatória. Tenho 29 anos e não me podia acomodar a uma situação em que não me sentia útil em termos de jogo e de desempenho da equipa. Apesar disso não houve um único treino ou jogo em que não me tivesse esforçado ao máximo, ainda que por vezes não conseguisse esconder algum incómodo com o que estava a acontecer. Associa este regresso à cidade do Barreiro ao prazer de jogar basquetebol?Penso que este regresso ao Barreiro surgiu na melhor altura. O Barreiro é a minha cidade. Foi lá que cresci e passei grande parte da minha vida. Vou ter oportunidade de voltar a conviver, de forma mais regular, quer com a família quer com meus amigos. Tenho a certeza que todos esses fatores vão contribuir fortemente para que eu possa voltar a ter prazer em jogar basquetebol, que é aquilo que eu mais gosto de fazer. O que o levou a aceitar o convite do Galitos do Barreiro? Nesta fase precisava de ir para um clube que confiasse em mim e necessitava de me sentir novamente um elemento válido numa equipa. O Galitos e os seus responsáveis fizeram-me sentir essa confiança e a partir daí as coisas aconteceram naturalmente. Agradeço-lhes bastante (treinadores e dirigentes) a confiança que demonstraram, até pelo facto de me proporcionarem a possibilidade de treinar a equipa de Sub-14. E depois, neste pouco tempo que levo no clube, percebi que o Galitos é um clube que está a dar pequenos passos, mas todos eles na direção certa. Existe uma aposta concreta na formação, e esse será sem dúvida o passo mais importante para que o Galitos possa crescer sustentadamente.Foi sempre seu desejo treinar uma equipa de basquetebol? O que será mais importante para si de transmitir no papel de treinador de uma equipa de formação? Sim, é um desejo que tenho, ainda que, para já, queira também continuar a jogar a um nível alto. Já tive uma experiência, no Belenenses, com uma equipa de juniores femininos. Foi uma experiência que correu bem a todos os níveis, e como tal fiquei com muita vontade de exercer novamente as funções de treinador. No escalão etário que vou treinar, espero acima de tudo transmitir dois aspectos: O gosto pelo jogo, e os fundamentos do basquetebol, que são imprescindíveis no futuro destes jovens jogadores. Penso que a experiência que acumulei ao longo destes anos pode também ser importante.Preparado para fazer uma época ao nível das que o notabilizaram no basquetebol português? Sim, esse é o meu desejo certamente. Mas como sempre fiz ao longo da minha carreira, o sucesso da equipa será o meu sucesso. Vou trabalhar muito para que no final da época seja um orgulho olhar para aquilo que a equipa fez e, consequentemente, possa ficar contente com o meu desempenho individual. Acredito muito na equipa que está a ser construída, e penso que o Galitos pode surpreender este ano.Acha que a equipa poderá ser ainda mais competitiva esta temporada? Não tenho dúvidas. A equipa do ano passado viveu uma situação diferente, que foi a integração na Liga numa fase muito adiantada, e talvez isso tenho sido um pouco prejudicial. Este ano, penso que foi possível preparar a época de uma forma mais tranquila, e temos uma mescla muito interessante entre jogadores mais experientes e jogadores mais jovens. Estou bastante confiante para a nova época.
Manolo Povea; «Desafio complicado mas motivante»
Povea tem nas mãos uma equipa jovem, inexperiente mas com talento, bem como a missão de tentar levar as campeãs nacionais à conquista de um novo título. Embora o principal objetivo do clube seja o crescimento individual das jogadoras que constituem o grupo de trabalho do Algés para esta temporada.
Um regresso a Portugal por uma porta de certa forma inesperada?Sou obrigado a concordar. Nunca esteve fechada qualquer hipótese para voltar a treinar. Mas é verdade que não estava à espera de treinar feminino. Portanto, sim, inesperado.O que o aliciou para aceitar este convite do Algés?Principalmente dois factos: perceber o valor que o Algés dá ao trabalho do treinador, ao acreditar que os técnicos são peças fulcrais no desenvolvimento das jogadoras; e de outro lado, a hipótese de trabalhar com o Ricardo Vasconcelos, uma garantia para mim da seriedade deste projeto. As referências do meu amigo, e antigo adjunto, José Araújo, que tem uma opinião muito elevada deste clube, foi sem dúvida uma outra ajuda.O facto de ser uma equipa feminina vai alterar de alguma forma o seu papel de treinador?Espero bem que não. De facto, estou mais preocupado pela idade das atletas, por serem muito jovens, do que pelo facto de serem mulheres. Considero que sou um treinador de basquete, a treinar uma equipa de basquete. De resto são pormenores que acontecem em todas as equipas.O que podemos esperar da equipa do Algés para a temporada que agora começa?Se tivermos sucesso, devemos esperar ver uma equipa que acaba a época muito melhor do que começou, devido ao crescimento individual das jogadoras. Temos muitas jovens, que deverão progredir a cada dia. Este é, aliás, um dos grandes objetivos da época. Para além disso, tentaremos ser os melhores do campeonato em três tarefas: defesa, contra-ataque e leitura do jogo na toma de decisões. O Algés foi campeão nas duas últimas temporadas. Pressão acrescida, ou um mais um fator para aceitar este desafio?Tenho duas respostas para esta pergunta: De um lado, o projeto é diferente, uma vez que há uma importante entrada de jogadoras jovens sem experiência na Liga Feminina, embora com talento já mostrado nas seleções nacionais. Isto coloca-nos num outro patamar competitivo em termos de lutar pelo titulo, até porque, o primeiro objetivo do clube está focado na evolução individual, obviamente sem renunciar a nada. Por outro lado, eu, enquanto treinador, vou sempre querer ganhar cada jogo, em cada noite. Se isso nos der a hipótese de lutar por um titulo, ótimo, senão, haverá tempo para analisar o resultado. Mas nunca existe pressão por trabalhar num clube que já sabe o que é ganhar. Isso facilita as coisas. O Algés é um desafio muito interessante: competir com uma equipa muito jovem, obrigado a que a evolução destas jovens seja a base do sucesso. Um desafio complicado, mas enormemente motivante.
Informação sobre Estágios 2013/2014
Os candidatos a treinadores de Basquetebol de Grau I, II ou III poderão iniciar na presente época o Estágio, a terceira das três componentes do curso.O estágio pode ser realizado na época desportiva 2013/2014 ou em alternativa em uma das próximas 3 épocas.Junto à notícia, poderá encontrar a informação necessária à sua inscrição em estágio para a época 2013/2014.Sugerimos uma leitura de todos os documentos.Toda a documentação deverá ser enviada pelo correio para a FPB – Rua da Madalena, nº179 2º andar 1149-033 Lisboa, dirigida à ENB. No acto de inscrição em estágio deverá ser realizado o respetivo pagamento (ver regulamento do curso).A ENB será a entidade responsável pelo estágio (formadora) e, caso exista alguma dúvida, poderá entrar em contacto para jorgefernandes@fpb.pt ou catiamota@fpb.pt.
Inicio de actividades
Se gostas de Basquetebol experimenta e leva um amigo.
Dirijam-se ao Pavilhão Municipal de São Pedro do Sul, ou contactar através dos contactos telefónicos que se encontram no nosso flyer.Esperamos por ti.”Diverte-te aprendendo Basquetebol”Clube Bola Basket – São Pedro do Sul
João Balseiro: «Estou feliz no Vitória»
Depois da presença na Seleção, e do muito que aprendeu com o selecionador Mário Palma, o extremo quer agora iniciar um novo ciclo e “ganhar troféus” na Cidade Berço.
Que balanço faz da sua participação nos trabalhos da Seleção?O balanço que posso fazer nos trabalhos da Seleção é claramente positivo, a nível individual foi uma experiência muito enriquecedora. E onde trabalhei com os melhores, tanto jogadores como treinadores. Ao nível coletivo, penso que poderíamos ter feito melhor. Foi um orgulho enorme poder representar o meu País ao mais alto nível, e espero futuramente poder ajudar novamente a nossa Seleção.Sente-se um jogador mais valorizado depois de ter trabalhado com o Selecionador Mário Palma?Claro, foi um prazer enorme trabalhar com o Prof. Mário Palma.Ensinou-me muito, fez-me ver aspetos negativos que tinha no meu jogo, onde tenho de trabalhar mais para ser um melhor jogador.É uma pessoa excelente e um ótimo treinador, adorei a experiência.Depois de uma época muito positiva em Coimbra, porquê a mudança para Guimarães?A época passada foi excelente em termos desportivos, foi uma época quase de sonho. Adorei ter trabalhado com o Prof. Norberto Alves (uma pessoa que admiro bastante e que fez de mim um jogador melhor), com o Jacinto, com o Paulo Santos e com todos os meus colegas de equipa, a quem só tenho de agradecer a amizade e tudo o que passamos juntos. Tanto nos bons como nos maus momentos. Mas todos sabem dos problemas por que está a passar a Académica, e como profissional que sou optei por aceitar o convite do Vitória de Guimarães, onde estou feliz. A mudança para Guimarães deveu-se ao facto de desde o inicio que falaram comigo, sempre mostraram que queriam muito contar comigo no clube. Foram super sinceros e as palavras que o treinador Fernando Sá teve comigo foram determinantes na minha decisão em vir para o clube. Estou super feliz com a minha decisão e espero poder ajudar a equipa a chegar o mais longe possível.Os reforços já anunciados pelo Vitória garantem que o clube irá continuar a lutar por troféus?Claro! O Vitória conseguiu juntar um grupo de jovens portugueses com muito valor. Vai entrar em campo sempre para ganhar, e sem dúvida que vamos lutar por troféus. Vamos trabalhar muito para estar em todos os pontos altos da modalidade, e com isso esperamos trazer alegrias aos nossos adeptos. Acha que o jogo exterior do Vitória, nomeadamente a dupla de extremos que poderá vir a fazer com o José Silva, promete para esta temporada?Sim, penso que sim. Eu e o José Silva conhecemo-nos bastante bem, e acredito que vamos fazer uma excelente temporada de maneira a ajudarmos a equipa e o Vitória.Certamente que o treinador Fernando Sá já conversou consigo sobre a época que agora começa. O que podemos esperar do João Balseiro a representar o Vitória?Sim, o treinador Fernando Sá falou comigo e só tenho a dizer coisas boas e a agradecer as palavras dele. O João Balseiro a representar o Vitória vai ser o mesmo, profissional, trabalhador, humilde e sempre pronto a ajudar a equipa a atingir os objetivos propostos.Algum objetivo individual ou coletivo definido para esta época?Como objetivo individual quero continuar a trabalhar para poder crescer mais como jogador e como homem. Ao nível coletivo quero ajudar a equipa a chegar o mais longe possível. Se a isso podermos juntar ganhar uns troféus, será com toda a certeza uma época fantástica.
Os momentos inesquecíveis
Em ocasião do Torneio Ibérico e como já havia sido referido em notícia anterior, a Seleção Nacional comprometeu-se a jogar em Guifões no fim-de-semana de 14/15 de Setembro a convite do Guifões Sport Clube e por vontade expressa da Junta de Freguesia de Guifões.Sábado, pelas 21h15, as vice-campeãs da Europa disputaram o jogo de apresentação das seniores do Guifões Sport Clube. As mais jovens acabariam por vencer, mas o resultado não foi de facto o mais importante no dia que voltou a despertar as boas emoções do Campeonato Europa.Após o jogo, os elementos das duas equipas, junto com membros da organização do Campeonato Europa, reuniram-se no Restaurante da Fundação, localizado na sede da Fundação Dr. António Cupertino de Miranda. Um jantar onde se salienta o convívio e boa disposição dos presentes, realçando também a presença da Junta de Freguesia de Guifões, da Clínica Fisiomato e, claro, do Guifões Sport Clube, aos quais a Federação Portuguesa de Basquetebol gostaria de deixar um agradecimento expresso pela colaboração importantíssima na edificação do Europeu.No final, o Diretor Técnico Nacional proferiu algumas palavras que reavivaram as memórias dos que o ouviam atentamente. O Campeonato Europa de Sub-16 Femininos – Divisão B 2013 será algo que quem presenciou nunca irá esquecer.Emoções, momentos únicos que se perpetuarão na memória de todos.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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