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Três árbitros nacionais no Clinic IWBF em Zagreb

A IWBF (federação internacional de BCR) Europa promove, de 23 a 26 de fevereiro, um Clinic de arbitragem, em Zagreb, Croácia.

Além do árbitro internacional Custódio Coelho, estatuto alcançado no Campeonato da Europa B/C, em Sarajevo, Bósnia-Herzegovina, em junho de 2022, integram a comitiva portuguesa Jorge Marques, de Lisboa, e Eduardo Teixeira, do Porto, outros dois candidatos a escalar a esse patamar. Ambos realizarão já as primeiras provas de caráter teórico.

No que respeita a Jorge Marques, este terá a sua primeira prova com avaliação em campo, em Toulouse, de 9 a 12 de março, no grupo B da Euroliga 2. Os três jovens juízes são acompanhados por José Cardoso, antigo árbitro internacional e atual membro da Comissão Técnica da IWBF.

Programa do Clinic aqui.

Nota: fotografias 1 e 2 da autoria de @mfportefolio


Victor Sousa: um percurso de devoção ao BCR

Victor Sousa viveu e teve influência perentória nos maiores êxitos do Basquetebol em cadeira de rodas português. O vasto currículo do ex-jogador e dirigente obriga a uma retrospetiva mais avulsa, sem obedecer a um trilho estritamente cronológico, uma vez que o seu trajeto se cruza com vários momentos marcantes na história da modalidade, cujo arranque em Portugal se situa na década de 60.

A começar pelo feito que fez a Europa olhar o BCR nacional com outros olhos, corria o ano de 2007, quando a seleção conquistou o único troféu do seu palmarés, o Campeonato da Europa C, em Dublin. “Na altura, os condimentos foram: bons jogadores, cadeiras novas e um treinador com convicções fortes”, rememora, em alusão à “fornada” de cadeiras Lince, marca mexicana, com que à data ajudou a munir os atletas, e o ímpeto de José Maria Cristo, técnico espanhol, então ao leme da equipa das quinas.

Há, porém, um antes rico e multifacetado no envolvimento nas estruturas que deram forma ao desporto Paralímpico e BCR no país. Aos 29 anos, depois de um passado pejado de atividade desportiva, entre Atletismo, Futebol e Futsal, Victor Sousa foi vítima de um atropelamento, que resultou numa lesão medular. A retoma das lides no mundo do desporto aconteceria mais tarde. “Tudo começou com a constituição da equipa APD Sintra, em resposta a um desafio lançado por um vereador da Câmara Municipal de Sintra, em 1986. Participei também em várias reuniões para a criação da Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD), o meu primeiro contacto com a realidade do desporto Paralímpico”, conta.

A proatividade manifestada andou de mãos dadas com sucessivos desafios no dirigismo, que culminaram no desempenho de múltiplos cargos ao longo do tempo: Presidente da APD Sintra, Secretário da Mesa da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), Vice-presidente FPDD, Secretário da FPDD e Tesoureiro da FPDD. Secretário da Direção da Associação Nacional de Desporto para Pessoas com Deficiência Motora – ANDDEMOT -, Presidente da direção da ANDDEMOT, Presidente do Comité Nacional de BCR (CNBCR). Chegaria à direção da FPDD, por indicação dos clubes de BCR, em 1992, na sequência dos torneios organizados pela APD Sintra, designados “Bassintra”.

A participação não se confinou aos bastidores e, apesar da idade tardia para a iniciação – 41 anos -, dedicou-se à prática do BCR. “Não me sentia com motivação para dar início a uma nova modalidade desportiva com aquela idade. No entanto, como se diz “o que tem de ser, tem muita força””, confessa, atraindo-o também o “ambiente de sã convivência e camaradagem entre todos no BCR e no atletismo em cadeira de rodas”. Das incidências dentro de campo, onde assume não ter tido “uma grande valia”, jogando pela necessidade de “quórum”, no tocante à pontuação funcional, para a equipa recém-criada competir, resgata um episódio. “Guardo na memória um jogo da APD Sintra com a APD Lisboa, em Vieira de Leiria. Sintra estava a perder por cerca de 10 pontos, fui para o lance-livre (mal chegava ao cesto), esforcei-me ao máximo, ambos os lançamentos bateram na frente do aro, mas tombaram para dentro do cesto. Senti que a equipa de Sintra ficou galvanizada e acabou por ganhar o jogo e o torneio”, conta.

Motor da APD Sintra, o trabalho diligentemente lavrado fora das quatro linhas, numa era de visibilidade inferior para o desporto Paralímpico, levou a que a equipa se convertesse, a longo prazo, na principal força e na mais laureada do BCR nacional, estatuto que ainda detém, pese embora o menor fulgor dos anos recentes. “A grande diferença, penso, estaria na ideia de participar nas provas europeias, o que promovia a formação dos jovens jogadores da APD Sintra. A formação foi sempre o principal objetivo”, vinca, antes de elencar outros fatores. Entre eles, sobressaem a “aquisição de cadeiras de jogo à RGK com medidas personalizadas, a formação com um treinador jugoslavo e o patrocínio da TV Cabo, durante três anos”.

Em 2012, quatro anos depois de um marco memorável na sua alma mater, o pentacampeonato sintrense, o dever voltou a chamar Victor Sousa a um papel proeminente para enfrentar uma situação espinhosa. Perante um panorama desolador, em que Portugal falhara, por incapacidade financeira, o Europeu C de 2011, e não organizara qualquer prova interna oficial na época 2011/2012, reassumiu funções na ANDDEMOT. “O cenário era de penúria. Foi preciso negociar o pagamento das dívidas acumuladas, designadamente à arbitragem, sem as quais não se realizariam jogos. Foi um ato de muita coragem e de grande paixão pelo BCR. Comigo, na comissão de gestão, assumiram os riscos e os desafios que tínhamos pela frente, o Jorge Almeida e o Paulo Soeiro”, relembra. A missão saldou-se por enorme sucesso, de tal modo que, em 2014, a ANDDEMOT remeteu candidatura à IWBF Europa para a organização do Europeu C de 2015, vindo a juntar-se a FPDD e a FPB ao lote de entidades organizadoras de um evento que também desperta nostalgia. Portugal conseguiria o segundo posto e, pela segunda vez, além de 2007, a promoção à divisão B do BCR continental. “Tínhamos um lote de bons jogadores, uma dupla de técnicos (Jorge Almeida e Rui Lourenço), com grande conhecimento e convicção, a quem só a vitória importava, tendo conseguido passar para os jogadores essa convicção”, narra.

Aos 76 anos, é presidente da Mesa da Assembleia Local da Delegação Local de Sintra da APD e conserva o espírito crítico face ao BCR, do qual brota o desejo claro de ver a modalidade progredir. “Penso que falta formação nos clubes promovida pela FPB, formação de treinadores e sempre achei que deviam existir cursos específicos de BCR, reconhecidos pelo IPDJ. Em 2017, era possível. Penso que ainda o será hoje”, comenta o emblemático dirigente, antes de referenciar as dificuldades financeiras. “Há falta de financiamento aos clubes. Falta a possibilidade de contratação de jogadores estrangeiros de qualidade, que pudessem ser um exemplo a seguir pelos nossos jogadores”, temendo um desenvolvimento aquém do potencial para os melhores intérpretes do jogo a nível nacional. “Existem muitos jovens no nosso BCR, que vão tendo alguma evolução, mas receio que, a algum momento, essa evolução estagne, se acomodem e não evoluam tanto quanto as suas capacidades lhe permitiriam”, confessa.

Questionado sobre o legado que deixa ao BCR, a resposta vem com a simplicidade que se lhe reconhece. “Sinto-me bem, quando estou nos jogos, e todos me cumprimentam de forma afável”.

Nota: fotografia da autoria de Rita Taborda/FPDD.


ACD Cotovia/UDI, APD Paredes e APD Braga B em alta na Divisão de Honra

A Divisão de Honra viu a APD Braga B estrear-se com duas vitórias em dois jogos, bem como a ACD Cotovia/UDI e a APD Paredes somarem também o segundo triunfo.

A jornada arrancou com o primeiro duelo entre APD Braga B e CD “Os Especiais”, com superioridade clara dos minhotos – 47-13 -, que depressa se distanciaram no marcador. Eduardo Gomes – 4.0 – (17pts, 11res, 4rb), Gabriel Costa – 4.0 – (12pts, 6res, 2ast, 1rb) e Joana Delgado – 3.5 – (12pts, 6res, 3ast, 1rb) foram as referências da turma orientada por Carlos Peixoto. A resistência insular coube a Jaime Nascimento – 1.5 – (7pts, 1ast, 8rb) e Armando Alves – 3.5 – (4pts, 9res, 1rb) – 18-5 / 6-2 / 4-2 / 19-4.

A sul, a ACD Cotovia/UDI embalou para novo êxito, na receção à Lousavidas – 38-34 -, com David Lima – 5.0 – (24pts) em tarde inspirada, bem secundado por José Lima – 3.5 – (6pts). No conjunto nortenho, sobressaíram Paulo Leite – 4.0 – (12pts) e João Monteiro – 4.5 – (12pts) – 07-05 / 11-15 / 10-01 / 10-13.

No domingo, jogou-se o segundo embate entre APD Braga B e CD “Os Especiais”, com um desfecho similar à véspera, vitória incontestável do coletivo bracarense por 12-46. Gabriel Costa – 4.0 – (17pts) e Joana Delgado – 3.5 – (8pts) encaminharam as pretensões minhotas. Nos madeirenses, Jaime Nascimento– 1.5 – (11pts) repetiu o estatuto de principal ameaça – 03-11 / 07-15 / 0-10 / 02-10.

Em jogo agendado para 16 de fevereiro, a APD Paredes repetiu o desfecho da primeira volta e vergou a rival Lousavidas por 32-39, numa partida em que se distanciou paulatinamente, chegando ao intervalo com uma vantagem de 9 pontos – 15-24. Leandro Carvalho – 5.0 – (14pts) e Carlos Cardoso – 1.0 – (10pts) assumiram-se como os rostos do inconformismo lousadense, ao passo que, nos paredenses, Diogo Ferras – 3.5 – (10pts), recém-convocado para o estágio da seleção nacional sub23, e António Neto – 3.0 – (10pts) contribuíram para que a sua equipa preservasse a invencibilidade na Divisão de Honra.


APD Braga vence BC Gaia em jogo emotivo

Na Liga BCR, primeiro escalão, APD Braga, APD Leiria e APD Sintra averbaram triunfos importantes, na luta pela passagem às meias-finais.

A jornada inaugurou-se com um duelo empolgante, a opor APD Sintra e GDD Alcoitão, com os homens da casa a prevalecerem por curta margem – 51-48 – e registarem a segunda vitória nesta fase, potencialmente decisiva na cobiça por um lugar nas meias-finais da prova. Ibrahim Mandjam – 4.0 – (24pts) e Ricardo Pires – 5.0 – (13pts) lideraram as pretensões sintrenses, ao passo que, nos cascalenses, Hugo Maia – 2.5 – (17pts) e Pedro André Gomes – 3.5 – (12pts) assumiram as rédeas – 13-12 / 13-10 / 09-09 / 16-17.

No encontro mais aguardado da jornada, a APD Braga afirmou-se, pela margem mínima, na receção ao Basket Clube de Gaia49-48. A intensidade defensiva pautou o confronto entre as duas principais forças do BCR nacional nas últimas épocas, que se mostraram bastante perdulárias no capítulo ofensivo (33% e 36%, respetivamente, nos lançamentos de 2 pontos). Márcio Dias – 4.5 – (19pts, 12res, 1ast, 1dl), Filipe Carneiro – 2.0 – (6pts, 8res, 7ast, 3rb, 1dl) e José Miguel Gonçalves – 3.0 – (8pts, 4res, 9ast, 3rb) constituíram as maiores ameaças nos comandados de Ricardo Vieira. Marco Almeida – 4.0 – (10pts, 16res, 5ast), com a máxima valorização da partida – 23 -, Pedro Bártolo – 2.5 – (14pts, 6res, 6ast, 3rb, 1dl) e Daniel Rodrigues – 4.0 – (12pts, 12res, 1rb) foram os rostos do inconformismo gaiense. Deste modo, os bracarenses passam a ser o único emblema invicto.

Já a APD Leiria retomou os hábitos ganhadores e infligiu a terceira derrota à APD Lisboa, em igual número de jogos, na Liga BCR – 51-60. Iderlindo Gomes – 4.0 – (16pts) e João Jerónimo – 4.0 – (16pts) corporizaram a ambição da turma do Lis. No conjunto da capital, Ahmat Afashokov – 4.0 – (18pts) e Ângelo Pereira – 2.5 – (18pts) lutaram por um desfecho distinto – 08-11 / 11-19 / 20-14 / 12-16.

Nota: fotografia da autoria de Miguel Fonseca – @mfportefolio


APD Braga e BC Gaia invictos na Liga BCR

Na Liga BCR, escalão principal, a APD Braga e BC Gaia conservaram o registo cem por cento vitorioso.

No arranque da jornada, a APD Leiria vergou o GDD Alcoitão – 57-45 -, numa partida pontuada por enorme equilíbrio na primeira parte – 30-30. A assertividade leiriense, em contraste com o maior desperdício cascalense, inclinaram o marcador a favor da formação local, que voltou assim a desfeitear o conjunto orientado por Fernando Lemos. Iderlindo Gomes – 4.0 – (22pts) e Alexandre Conde – 4.0 – (13pts) encaminharam a turma do Lis para o resultado desejado, ao passo que, nos visitantes, ainda à procura da estreia a ganhar, sobressaíram Hugo Maia – 2.5 – (20pts) e Afonso Tavares – 4.0 – (10pts) – 16-16 / 14-14 / 11-08 / 16-07.

Seguiu-se o duelo a opor Basket Clube de Gaia e APD Sintra, com o conjunto nortenho a impor-se, depois de superar as muitas dificuldades causadas pela APD Sintra, que chegou a comandar com uma vantagem para lá dos dez pontos. Pedro Bártolo – 2.5 – (22pts, 3res, 13ast) e Daniel Rodrigues – 4.5 – (19pts, 6res, 1ast, 1rb, 1dl) lideraram a dinâmica gaiense. Nos sintrenses, Ibrahim Mandjam – 4.0 – (30pts) e Ricardo Pires – 5.0 – (9pts) constituíram as principais ameaças – 15-10 / 10-21 / 19-15 / 21-05.

No domingo, a APD Leiria entrou novamente em campo para receber a APD Braga, mostrando-se incapaz de aplacar as intenções dos minhotos – 40-61. Nos comandados de Ricardo Vieira, emergiu destacado Filipe Carneiro – 2.0 – (22pts), bem secundado por Márcio Dias – 4.5 – (15pts). Entre os pupilos de Luís Ramos, saltaram à vista os desempenhos de Alexandre Conde – 4.0 – (16pts) e Iderlindo Gomes – 4.0 – (10pts) – 14-12 / 10-18 / 10-19 / 06-12.

 


Convocados da seleção nacional sub23 de BCR

Depois de um primeiro apronto em dezembro, em Braga, a seleção nacional sub23 de BCR concentra-se em Vila Nova de Gaia, de 17 a 20 de fevereiro. Para o estágio a realizar-se no Centro de Alto Rendimento de Gaia, o selecionador nacional Ricardo Vieira e o selecionador adjunto Daniel Pereira elegem catorze atletas. Recorde-se que a seleção nacional sub23 procura uma inédita participação num Campeonato da Europa da categoria, previsto para 2023, depois de disputar em duas ocasiões, 2019 e 2022, os Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude. Na última edição, Portugal trouxe a medalha de bronze, num torneio que reuniu cinco seleções.

CONVOCATÓRIA

BC Gaia

Mamadu Djaló – 1.5

João Castro – 2.0

João Dinis – 2.5

Luís Assunção – 4.5

APD Leiria

João Pedro – 2.5

Nuno Nogueira – 3.0

Alexandre Conde – 4.0

APD Lisboa

William Silva – 3.5

Ahmat Afashokov – 4.0

GDD Alcoitão

Pedro André Gomes – 3.5

Afonso Tavares – 4.0

APD Paredes

Diogo Ferrás

APD Sintra

William Benedito – 1.5

Unes FC Barcelona

Miguel Reis – 4.0

Diretor responsável: João Crucho

Diretor adjunto: Luís Sintra

Nota: fotografia cedida pela organização dos EPYG 2022.


Le Cannet de Yuri Fernandes “cai” para a Euroliga 1

Os Hornets Le Cannet, casa de Yuri Fernandes, não conseguiram, em Bilbao, o passaporte para os quartos de final da Champions League. Na sexta-feira, 3 de fevereiro, a formação gaulesa começou por cair ante os turcos do Galatasaray62-75 -, encontro no qual o atleta luso não saiu do banco. Seguiu-se, da parte da tarde, um triunfo motivador para o segundo classificado do campeonato francês, diante dos britânicos Manchester Revolution50-91 -, a única partida em que o extremo ex-Trovões contou com alguns minutos, saldados em 2 pontos, 2 ressaltos e 1 assistência.

No segundo e derradeiro dia desta fase preliminar, Le Cannet mostrou competência face à oposição do conjunto anfitrião, Bidaideak Bilbao BSR, que precisou de resgatar a sua melhor versão para vencer – 74-76. A turma de Yuri Fernandes – 2.5 – fecharia o certame com uma segunda vitória, contra os italianos DECO Metalferro Amicacci Abruzzo50-70 -, resultado insuficiente para rumar aos quartos de final da Champions League, mas que valeu o terceiro posto no grupo e o consequente apuramento para a fase final da Euroliga 1, segundo patamar do BCR continental de clubes, em Cantù, Itália, saltando as etapas de qualificação para a dita competição, previstas para o mês de março. Precisamente o rival transalpino agarrou a quarta posição, que permite também a continuidade na Europa, mas na fase final da Euroliga 2. Já os britânicos Manchester Revolution, quintos, ficam arredados das provas europeias. Bidaideak Bilbao BSR, invicto nesta etapa, e Galatasaray disputam, em março, os quartos de final, em Erfurt, Alemanha, e Albacete, Espanha, respetivamente.

Nota: fotografia cedida pelos Hornets Le Cannet.

 


Miguel Reis novamente MVP no triunfo do Unes FC Barcelona

O Unes FC Barcelona venceu pela oitava vez na temporada, na Primera División, segundo escalão do BCR espanhol, e é terceiro de forma isolada. A formação orientada por Óscar Trigo, novo selecionador português, ultrapassou com facilidade os bascos do Salto Bera Bera65-29 -, perante o seu público, com Miguel Reis– 4.0 – (19pts, 4res, 3ast, 2rb) a atingir o estatuto de MVP. O poste luso repete assim a distinção, depois de rubricar boa exibição ante o Adapta Zaragoza – 60-36 -, na jornada anterior. No próximo compromisso, a formação catalã, que ocupa o terceiro posto, com mais uma vitória do que o BSR Amiab Puertollano, mede forças com o líder Servigest Burgos, invicto na prova com doze triunfos.

Recorde-se que os quatro primeiros classificados carimbam a passagem à Final Four, onde o vencedor alcança a subida à División de Honor e o vice-campeão discute as hipóteses de promoção com o penúltimo da principal montra do BCR do país vizinho.

Nota: fotografia cedida pelo Unes FC Barcelona.


Yuri Fernandes disputa a Champions League de BCR

A fase preliminar da Champions League de BCR, composta por três grupos, joga-se a 3 e 4 de fevereiro. O único português em ação será Yuri Fernandes, classe 2.5, ex-Trovões, que viaja com os Hornets Le Cannet, atual segundo do máximo escalão gaulês, para Bilbao, palco do grupo B.

À turma onde milita o extremo luso, juntam-se o anfitrião Bidaideak Bilbao BSR, os italianos DECO Metalferro Amicacci Abruzzo, os turcos do Galatasaray e os britânicos Manchester Revolution. O grupo B toma lugar em Las Palmas, Gran Canária, e o grupo C na cidade austríaca de Klosterneuburg. Nos quartos de final, aguardam já o BSR AMIAB Albacete, campeão da Europa em título, fruto do estatuto de anfitrião dessa fase, e o RSB Thuringia Bulls, equipa germânica que partilha a condição de sede da etapa reservada para o mês de março.

Por agora, os Hornets Le Cannet de Yuri Fernandes serão um dos emblemas a batalhar por um lugar nos quartos de final da principal competição continental de clubes. Os jogos do grupo A têm transmissão aqui.

Nota: fotografia cedida pela equipa Hornets Le Cannet.


APD Sintra, BC Gaia e APD Braga registam vitórias

Liga BCR e Divisão de Honra, primeiro e segundo escalão da modalidade, contemplaram cinco encontros no fim de semana.

Liga BCR

O BC Gaia prolongou a maré de vitórias, ao ultrapassar comodamente o GDD Alcoitão por 54-27, mercê de uma entrada fulgurante. Marco Almeida – 4.0 – (13pts, 18res, 2ast, 3rb; 28 val) e Pedro Bártolo – 2.5 – (22pts, 4res, 11ast, 1rb) encaminharam a turma nortenha para o triunfo, ao passo que, nos cascalenses, sobressaíram Afonso Tavares – 4.0 – (9pts) e Pedro André Gomes – 3.5 – (8pts) – 21-07 / 11-08 / 10-09 / 12-03. A APD Sintra alcançou um triunfo importante, na receção à APD Lisboa – 67-61 -, desfecho com a marca de Ibrahim Mandjam – 4.0 – (17pts) e Ricardo Pires – 5.0 – (17pts). No conjunto lisboeta, emergiram as figuras de Ângelo Pereira – 2.5 – (21pts) e Ahmat Afashokov – 4.0 – (14pts) – 19-08 / 16-18 / 10-19 / 22-16.

Perante o seu público, a APD Braga derrotou, por margem dilatada, o GDD Alcoitão54-30 -, num encontro de sentido único. Nas hostes bracarenses, merecem ênfase as atuações de Hélder Freitas – 3.5 – (16pts, 12res, 2rb) e Márcio Dias – 4.5 – (7pts, 9res, 4ast, 1rb). No coletivo forasteiro, o ascendente repousou em Hugo Maia – 10pts, 5res, 5ast, 2rb), Afonso Tavares – 4.0 – (2pts, 7res, 2ast, 2dl) e Mário Silva – 4.0 – (4pts, 3res).

Divisão de Honra

No arranque do segundo patamar do BCR nacional, que reúne os três últimos classificados da fase de pré-qualificação, bem como o CD “Os Especiais” e a equipa B da APD Braga, disputaram-se duas partidas. A APD Paredes contornou a réplica da Lousavidas – 36-24 -, com António Neto – 3.0 – (17pts) e António Ribeiro – 2.5 – (10pts) a empurrarem os anfitriões para uma estreia ganhadora. Do lado lousadense, despontaram João Monteiro – 4.5 – (8pts) e Carlos Cardoso – 1.0 – (7pts) – 08-08 / 11-04 / 08-07 / 04-03. A ACD Cotovia/UDI alcançou a primeira vitória da temporada, perante o CD “Os Especiais” por 33-24. Na formação de Sesimbra, David Lima – 5.0 – (15pts) e José Lima – 3.0 – (10pts) lideraram as pretensões anfitriãs, enquanto, nos insulares, J. Vais – 2.5 – (10pts) e Jaime Nascimento – 1.5 – (8pts) mostraram a maior dose de inconformismo – 10-06 / 06-10 / 07-04 / 10-04.


Miguel Reis MVP no triunfo do Unes FC Barcelona

Na Primera División, segundo escalão do BCR espanhol, o Unes FC Barcelona conquistou a sétima vitória da época.

No compromisso caseiro com o Adapta Zaragoza, oitavo na classificação, os catalães, agora terceiros – dentro da zona de apuramento para a Final Four -, vincaram a sua supremacia desde o começo. Num jogo altamente eficiente, Miguel Reis – 4.0 – registou 16 pontos, 3 ressaltos, 6 assistências e 4 roubos de bola para ajudar o coletivo orientado por Óscar Trigo a obter o triunfo por 60-36.

No próximo fim de semana, a 4 de fevereiro, o Unes FC Barcelona repete o estatuto anfitrião e enfrenta os bascos do Salto Bera Bera.

Nota: fotografia do Unes FC Barcelona.


Óscar Trigo: “Ser parte do crescimento do BCR português é uma honra”

Um dos mais credenciados técnicos do BCR mundial começa a etapa ao comando da seleção nacional com o declarado objetivo de subida à divisão B. Óscar Trigo, catalão de 50 anos, conheceu o BCR na qualidade de voluntário dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Barcelona 1992. A sede da sua universidade acolhia a competição de Judo, mas foram as incidências no Palau Sant Jordi, onde decorria a competição da modalidade coletiva paralímpica rainha, a produzir fascínio no então estudante. “Como espectador, apaixonei-me. E tracei como objetivo vir a envolver-me no BCR. Oito anos depois, chega-me a proposta do FC Barcelona e nem sequer pensei. Julguei que seria uma experiência curta por não ter conhecimento específico suficiente. Entretanto, passaram 21 anos.”, descreve.

No longo currículo, que intercala ou acumula projetos de formação com experiências no alto rendimento, surgem como incontornáveis as referências aos anos de División de Honor – liga profissional do país vizinho – pelo FC Barcelona, o título europeu e o vice-campeonato mundial na seleção espanhola sub23, a qualificação e subsequente 5º lugar nos Jogos de Londres 2012 com a principal seleção, depois de uma ausência do país que remontava a Atlanta 1996, medalhas de prata e bronze no Europeu da divisão A, ou o recém-alcançado 4º lugar nos Jogos de Tóquio 2020. O gosto pela base está patente nos vários projetos com o seu cunho na terra natal, nomeadamente no CB Alisos, CE Sant Nicolau ou Global Basket, incursões, do seu ponto de vista, essenciais para o desenvolvimento enquanto treinador. “Creio que é importante, como treinador, que não nos classifiquemos, não nos centremos apenas no topo, ainda mais no BCR. Os treinadores com experiência também devem formar”.

Atualmente ao leme – pela segunda vez – do Unes FC Barcelona, que conta nos seus quadros com o internacional A e Sub23 Miguel Reis, Óscar Trigo decidiu conciliar o cargo com a função de selecionador de Portugal, possibilidade que lhe granjeou interesse desde a primeira abordagem. “Motivou-me o entusiasmo com que me foi apresentado o projeto. Há vontade de dar um passo mais e elevar o nível competitivo, bem como abrir as portas a um selecionador estrangeiro, o que é sempre um passo importante e de risco, porque as federações nacionais visam potenciar os treinadores nacionais. Não só se quer aumentar o nível competitivo, como estar aberto a novas formas de trabalhar. E a federação partilhou essa necessidade de fazer crescer a nível competitivo e a nível formativo. Ser parte do crescimento do BCR português é uma honra”, afirma.

Consciente de que “há que basear-se numa realidade e conhecer profundamente o BCR português”, num olhar inicial, atendendo ao contacto prévio com os jogadores nacionais, Óscar Trigo espelha ambição no discurso. “Creio que a qualidade dos jogadores portugueses é suficiente para lutar pela subida à divisão B. Esse tem que ser o objetivo, claro. Primeiro, temos de criar um grupo de trabalho que focalize o objetivo e, a partir daí, fazê-lo crescer para, depois, manter a equipa na divisão B e, quem sabe, lutar para chegar à divisão A. Sempre tracei objetivos muito exigentes. Há que treinar e gerar um projeto para ficar em primeiro na nossa liga, que de momento é a divisão C”, sintetiza.

No tocante à forma de jogar, vinca que as suas equipas se apoiam numa “grande intensidade defensiva”, o que supõe “uma grande preparação física para suportar o desgaste” e, assim, proporcionar um processo ofensivo pautado por “transições rápidas e um jogo simples”. Mas, reitera, a defesa é o fulcro das suas equipas. “O jogador português, quando entrar em campo, verá que a minha filosofia é muito clara. A responsabilidade individual, na hora de defender, é a máxima expressão de companheirismo de uma equipa de Basquetebol. Esse ADN de intensidade defensiva vai gerar-nos um maior potencial ofensivo”, explicita.

A seleção nacional aguarda ainda o anúncio da Federação Internacional de BCR (IWBF) relativamente ao país anfitrião e data concreta do próximo Campeonato da Europa C, previsto para o verão de 2023. Portugal irá procurar repetir a façanha de 2007 e 2015, quando conseguiu, com um título de campeão e um vice-campeonato da divisão C, escalar à divisão B. Na equipa técnica nacional, Óscar Trigo será coadjuvado por Javier López, Ricardo Vieira e Daniel Pereira.

 

 

 

 


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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