Artigos da Federaçãooo
“Man Out” a Ibrahim Mandjam
É ele o protagonista rubrica “Man Out”.
Nota: Fotos de Photo Mumentus – Carlos Viana e de Porfírio Ferreira
Chamam ao BCR a modalidade paralímpica rainha. Se tivesses que convencer alguém a ver ou praticar, como “vendias” o basquetebol em cadeira de rodas?
Explicava os benefícios da prática do BCR e levava a pessoa a experimentar esse desporto maravilhoso, que foi aquilo que fizeram comigo.
Qual ou quais os jogadores que exercem maior fascínio sobre ti?
Na verdade, eu aprendo com toda a gente. Estou no BCR há dois anos, mas a minha maior referência é meu colega de equipa, o Hugo Lourenço. Aprendo com ele em todos os treinos. Também tenho grande admiração pelo Pedro Gonçalves, pois aprendi muita coisa com ele, e gosto do estilo de jogo do Márcio Dias, mas, como disse no início, aprendo com todos, principalmente com os meus colegas.
Ter uma limitação motora, entre outras coisas, produz momentos humorísticos devido à reação das pessoas menos “familiarizadas” com o tema. Ter uma limitação motora e jogar BCR é uma mistura explosiva?
Não me estou lembrar de nenhum acontecimento específico desse tipo, mas de facto brincamos muito entre nós, fazemos piadas com os nossos colegas.
Entre todas as maravilhas possíveis de pôr em prática numa cadeira de basquetebol, qual o teu movimento, gesto ou momento do jogo favorito?
Contra-ataque rápido e tentar ganhar posição a 45 e receber um passe longo. Vi o Márcio fazer esse movimento muitas vezes na minha primeira época.
Qual o jogador a quem gostavas de fazer “Man Out”? Com sinceridade, vá lá!
Tenho vários jogadores para mencionar aqui. Carlitos (Carlos Passos) da minha equipa, Lassana Indjai (do GDD Alcoitã), Filipe Carneiro (APD Braga) e Pedro Bártolo (Basketmi Ferrol)! E ficam a faltar alguns.
O “Man Out” é essencial no BCR. Na elite – mas não só -, todas as equipas adotam esta estratégia que consiste, após a recuperação da posse de bola, em reter um adversário com um, ou idealmente mais jogadores, no seu reduto ofensivo de forma a atacar em superioridade numérica. O espaço ocupado pelas cadeiras torna uma missão árdua recuperar a posição perdida, de modo que o “Man Out” é uma tónica constante no jogo de BCR, privilegiando-se como alvos, claro, os elementos mais lentos da equipa adversária.
APD Braga e GDD Alcoitão triunfam na jornada inaugural do Campeonato
Em jogo amorfo, os bracarenses, atuais tetracampeões nacionais e vencedores da Supertaça no fim de semana passado, superaram facilmente a APD Paredes – 47-29. A sul, em Queluz, GDD Alcoitão e APD Lisboa protagonizaram um embate renhido, com a vitória a pender para os locais, muito por culpa da excelente prestação do seu capitão Hugo Maia, melhor marcador do encontro e da jornada com 27 pontos.
Nota: Fotos de Ana Morais
APD Braga 47-29 APD Paredes
Desde cedo se percebeu que os minhotos embalavam para a vitória no jogo de abertura do Campeonato Nacional 2019/20. Sem Jorge Palmeira (2.5), mas com Filipe Carneiro (2.0) no cinco inicial e a estrear nova cadeira, mais “agressiva” e alta, a APD Braga desfez as poucas dúvidas que subsistiam quanto à capacidade paredense de discutir o encontro, ao aplicar um parcial de 16-4 no primeiro quarto, corolário da pressão defensiva e de saídas rápidas para o ataque. No segundo e último quartos, o técnico Ricardo Vieira concedeu minutos aos menos utilizados, o que ajuda a explicar inversão de papéis na partida, num dia, ainda assim, de produção ofensiva pobre dos comandados de Domingos Marinho.
Parciais: 16-4 / 8-10 / 19-6 / 4-9
Melhores marcadores – APD Braga: #4 Márcio Dias 23 pts, #12 Filipe Carneiro 8 pts; APD Paredes: #9 Hélder Freitas 10 pts, #10 Paulo Araújo 8 pts
GDD Alcoitão 52-41 APD Lisboa
Ao contrário do primeiro encontro do fim de semana, o clássico entre cascalenses e lisboetas trouxe incerteza no marcador. O desacerto defensivo dos locais, que forçava constantes compensações dos seus atletas mais rápidos, permitiu à APD Lisboa destacar-se nos primeiros dez minutos, entrando em cena a longa distância de Ângelo Pereira (2.5), autor de dois triplos incontestados no quarto, de um total de quatro lançamentos bem sucedidos dos 6,75 no encontro. Gradualmente, o GDD Alcoitão emprestou maior agressividade à sua manobra defensiva, enquanto no ataque, depois de um primeiro quarto pouco fértil – de parte a parte -, o internacional Hugo Maia (2.5), capitão do conjunto orientado por Fernando Lemos, começou a “castigar” os visitantes com sucessivos lançamentos de média distância, prólogo de uma exibição notável (27 pts, 52% de eficácia). Apesar de uma dinâmica ofensiva interessante a espaços, espelho do bom trabalho desenvolvido nos últimos tempos, a APD Lisboa viu o rival fugir no marcador aos poucos e saiu de Queluz derrotada.
Parciais: 6-11 / 19-12 / 12-7 / 15-11
Melhores marcadores – GDD Alcoitão: #15 Hugo Maia 27 pts, #10 Marco Gonçalves 6 pts; APD Lisboa: #8 Ângelo Pereira 16 pts, #10 Bruno Lopes 11 pts
Próximos jogos
Campeonato Nacional
26/10
APD Paredes vs. APD Leiria, 17h30
27/10
APD Lisboa vs. APD Braga, 11h
APD Paredes vence II Torneio de BCR do Basket Clube de Gaia
Os gaienses perderam diante o GDD Alcoitão (59-50).
Miguel Reis, jogador da APD Paredes e que representa igualmente o BC Gaia por empréstimo, foi eleito o melhor jogador do torneio.
O Basket Clube de Gaia, a caminho do seu quarto ano de existência no BCR, organizou pelo segundo ano consecutivo um torneio de pré-época. Privados de Mamadu Djaló (2.0), Vítor Tavares (1.5) e do emprestado Miguel Reis (4.0) no encontro perante a APD Paredes, equipa a que se encontra vinculado, os comandados de Bruno Silva (5.0) e do internacional Pedro Bártolo (2.5), forçado a jogar atendendo às ausências citadas, demonstraram ainda assim uma evolução assinalável. Os Sub23 João Castro (2.0), Miguel Reis e Ruben Teixeira (1.5), assim como Domingos Djata (1.0), revelaram disciplina na ocupação do espaço e irreverência no ataque ao cesto.
No embate entre as equipas nortenhas, os paredenses pouparam durante quase todo o jogo duas das suas peças-chave, Marco Almeida (4.0) e Hélder Freitas (3.5), aproveitando o técnico Domingos Marinho para conceder mais minutos a Alberto Batista (3.0), António Ribeiro (2.5) e Miguel Reis. Sem surpresa, os semifinalistas do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão da época passada impuseram-se com facilidade, apesar de alguns momentos interessantes rubricados pela formação local, cujos mais jovens elementos não se inibiram de causar estragos no lançamento exterior e no contra-ataque.
À tarde, o BCG defrontou o GDD Alcoitão, que se deslocou a Grijó, Vila Nova de Gaia, sem Rui Nascimento (4.0) e o internacional Daniel Tristão (1.5). O conjunto cascalense concedeu minutos aos 12 convocados, merecendo particular ênfase a boa prestação de André Gomes (3.5), recém-iniciado na modalidade, que marcou 4 pontos. Desta feita com a camisola gaiense, Miguel Reis assumiu as rédeas do jogo interior da sua equipa e assinou a melhor exibição do dia ao amealhar 16 pontos. O acerto no lançamento exterior de Pedro Bártolo (29 pts), que jogou em regime de exceção, e as constantes rotações dos cascalenses ajudam a explicar um equilíbrio que em condições normais não se registaria. Na formação orientada por Fernando Lemos, o antigo internacional João Cardoso (4.0) e o internacional Hugo Maia (2.5) dividiram a dianteira em matéria pontual com 16 pontos. No encontro que decidia a vitória no torneio, o cansaço refletiu-se nas equipas de Paredes e Alcoitão, nem sempre lestas a atacar, mas capazes de protagonizar um espetáculo equilibrado até ao último segundo e de elevada intensidade, visível nos muitos contactos e faltas assinaladas.
Basket Clube de Gaia 28-44 APD Paredes
Sem dados estatísticos disponíveis.
GDD Alcoitão 59-50 Basket Clube de Gaia
Parciais: 16-18 / 13-14 / 10-12 / 11-14
GDD Alcoitão – #4 Alberto Sousa 4 pts #5 João Cardoso 16 pts #6 Lassana Indjai 2 pts #8 Rui Pedro 4 pts #10 Marco Gonçalves #11 Mário Silva 6 pts #12 Luís Silva 2 pts #13 Diogo Pimenta #15 Hugo Maia 16 pts #16 André Gomes 4 pts #17 Pedro Macedo 4 pts #18 Emanuel Alonso; Basket Clube de Gaia – #4 Ruben Texeira #5 João Castro 5 pts #12 Pedro Bártolo 29 pts #13 Bruno Silva #18 Miguel Reis 16 pts #9 Domingos Djata
APD Paredes 40-39 GDD Alcoitão
Parciais: 6-10 / 7-10 / 10-12 / 16-8
APD Paredes – #9 Hélder Freitas 14 pts #10 Paulo Araújo 2 pts #11 Miguel Reis #12 Rui França 7 pts #14 António Ribeiro 2 pts #15 Alberto Baptista #16 Marco Almeida 15 pts #17 António Neto; GDD Alcoitão – #4 Alberto Sousa #5 João Cardoso 9 pts #6 Lassana Indjai 2 pts #8 Rui Pedro 2 pts #10 Marco Gonçalves #11 Mário Silva 8 pts #12 Luís Silva #13 Diogo Pimenta #15 Hugo Maia 15 pts #16 André Gomes #17 Pedro Macedo 3 pts #18 Emanuel Alonso
Aveiro recebeu primeiro curso de conversão para árbitros de BCR
A iniciativa contou com o apoio da delegação europeia da IWBF – Federação Internacional de BCR -, que disponibilizou o instrutor internacional Sergio Campos, coadjuvado pelo árbitro internacional espanhol Jorge González Marqués. A ação contemplou ainda uma sessão sobre classificação funcional, ministrada pela classificadora internacional, Regina Costa, responsável máxima da área a nível mundial.
O BCR esteve em alta em Aveiro. O primeiro Curso de Conversão de Árbitros de BCR representou um dos pontos altos do fim de semana, que incluiu ainda a realização da Supertaça entre APD Braga e Sporting CP/APD Sintra, pretexto ideal para uma avaliação prática dos 34 formandos, entre os quais 29 novos candidatos. Sob a orientação do instrutor internacional Sergio Campos, responsável pela maioria das preleções, e com o auxílio do árbitro internacional espanhol Jorge Marqués, a ação versou as diferenças entre as regras FIBA e IWBF, experimentação da modalidade – módulo que abarcou exercícios de controlo de cadeira, passe, drible, impulsos, lançamento e distância de paragem –, trabalho específico de mecânica de arbitragem a dois e três árbitros e análise de vídeo, além das provas físicas e testes teóricos. O esclarecimento da classificação funcional – processo que pontua cada jogador entre 1.0 a 4.5 face à sua lesão e funcionalidade, devendo o total do cinco em campo perfazer 14.5 pontos nos clubes e 14.0 em provas de seleções) – coube à classificadora internacional portuguesa Regina Costa, que ocupa o topo da hierarquia mundial.
José Cardoso, vogal do Conselho de Arbitragem, faz um balanço “extremamente positivo” do curso e manifesta a esperança de que este constitua um primeiro passo no “contributo da arbitragem para aumentar o nível de jogo em Portugal”, preparando atletas e árbitros nacionais para darem cartas fora do país. O feedback dado pelo instrutor internacional da ação corrobora o sucesso do evento. Sergio Campos enalteceu o modelo implementado pelo Conselho de Arbitragem da FPB e referiu que poderá servir de exemplo a outras ações de formação promovidas pela IWBF e federações nacionais, até mesmo nos casos britânico, francês, alemão e espanhol, aquém do potencial pedagógico que se alcançou em Aveiro.
APD Braga conquista Supertaça de BCR
No pavilhão da Universidade de Aveiro, um dos vértices do novo polo da modalidade que se procura erguer nesta região do país, os bracarenses, mesmo sem brilhar, bateram o SC Portugal-APD Sintra, demasiado errático durante todo o encontro na finalização. No próximo fim de semana, começa o Campeonato Nacional da 1.ª Divisão.
Nota: Fotos da Associação de Basquetebol de Aveiro
Com a vitória na Supertaça são já 14 troféus internos consecutivos para a APD Braga. O conjunto orientado pelo técnico Ricardo Vieira amealhou mais um título na tarde de sábado em Aveiro, perante uma bancada bem composta, num dia dedicado por completo ao BCR, já que em paralelo decorreu uma formação de árbitros e vários jovens puderam experimentar o desporto-rei do panorama paralímpico. Aliás, encara-se a realização desta Supertaça como um ponto de partida para o desenvolvimento da modalidade na região, que se procura estabelecer graças a uma parceria entre a Universidade de Aveiro, o Centro Hospitalar do Baixo Vouga e a Associação de Basquetebol de Aveiro.
Quanto ao jogo, a supremacia previsível de Braga confirmou-se dentro de campo. No entanto, tardou em refletir-se no marcador tal era o desacerto de parte a parte, bem patente no resultado final. Com um reforço de peso no cinco inicial, Filipe Carneiro (2.0), ausente durante vários meses por motivos de saúde e ainda à procura da melhor forma, os minhotos dificultaram, e muito, a vida dos sintrenses no ataque, que se escudavam quase em absoluto no lançamento exterior de Pedro Gonçalves (3.5), mercê das duplas cortinas que procurava insistentemente. Afastado o nervosismo inaugural, acusado por ambas as equipas, a APD Braga subiu a sua linha defensiva gradualmente, pressionando a espaços a saída de bola sportinguista, o que forçou turnovers ou lançamentos de recurso ao rival. No entanto, só no terceiro quarto os bracarenses revelaram engenho e frieza para colocar a vantagem na casa das dezenas, em larga medida graças ao contributo do MVP Márcio Dias, cuja prestação na primeira parte se saldara mais pelo acerto dos 6,75 (2/2) do que propriamente pela tranquilidade habitual em zonas próximas do cesto. Do lado “verde e branco”, transparecia a sensação de que o jogo ofensivo dependia em demasia do discernimento de Hugo Lourenço, limitado muito precocemente por cometer a terceira falta, e Pedro Gonçalves, inspirado no tiro exterior, enquanto na defesa a resistência ao jogo interior bracarense se notava algo dúctil. Contrariamente ao sucedido no último jogo entre ambos, na final da Taça de Portugal da época passada, em que o Sporting CP-APD Sintra ficou a um lançamento certeiro do triunfo, desta vez a incerteza desfez-se a faltar mais de cinco minutos para o final.
APD Braga – #4 Márcio Dias 24 pts, #9 Eduardo Gomes 5 pts, #13 Jorge Palmeira 10 pts, #71 Henrique Sousa 2 pts, #12 Filipe Carneiro 6 pts – cinco inicial – #7 Gabriel Costa 2 pts, #10 Rafael Azevedo 2 pts, #5 Helder Moreira, #14 João Ribeiro, #16 Rogério Antunes, #23 Sílvio Nogueira, #18 Ricardo Mendes
Sporting CP-APD Sintra – #8 Carlos Passos, #10 Pedro Gonçalves 16 pts, #11 Hélder Pires 4 pts, #13 Rui Lourenço 4 pts, #28 Hugo Lourenço 2 pts – cinco inicial – #6 Ibrahim Mandjam 6 pts, #15 Isilda Mendes, #17 Renato Fonseca, #26 Humberto Miranda
Parciais: 12-10 / 8-4 / 18-13 / 13-5
Link do encontro: https://bit.ly/35v1eKN
Próximos jogos
Campeonato Nacional
19/10
APD Braga vs. APD Paredes, 19h, Pavilhão da Universidade do Minho, Gualtar
GDD Alcoitão vs. APD Lisboa, 20h15, Pavilhão Henrique Miranda, Queluz
APD Braga e Sporting CP/APD Sintra batem-se pelo primeiro troféu da época
No pavilhão da Universidade de Aveiro, cidade que começa a despontar para o BCR, espera-se muito público, mas caso não possam comparecer, assistam ao encontro na FPBtv.
Nota: Imagem de Photo Mumentus – Carlos Viana
Frente a frente, neste Ponto Alto, vão estar dois “velhos” rivais: a APD Braga, tetracampeã nacional, que fez o pleno em todas as provas nos últimos quatro anos, e o Sporting CP-APD Sintra, emblema com o maior palmarés em Portugal e o único que fez perigar no passado recente o notável pecúlio dos minhotos, em particular na final da Taça de Portugal da época passada, onde ficou a um lançamento certeiro da vitória.
A formação bracarense vai em busca da quinta Supertaça – em absoluto e de forma consecutiva -, enquanto os “verde e brancos” procuram retomar o caminho dos títulos e levantar o troféu pela 15.ª ocasião.
Nova equipa de BCR em Lousada
A FPB falou com a presidente da direção, Prof.ª Fátima Esteves, sobre a constituição da equipa, o contributo da APD Paredes, da Câmara de Lousada e da Federação, durante todo o processo.
Reunião ordinária da FPB em Tondela
Na parte inicial dessa reunião participaram o chefe de Divisão do Desporto da Câmara Municipal de Tondela, Carlos Alberto, e o presidente da Associação de Basquetebol de Viseu, Jorge Duarte.
Dos diversos temas tratados, realça-se a decisão de permissão de inscrição de jogadores a partir dos 4 anos (presentemente a idade mínima é de 6 anos), criando-se para esse efeito o escalão baby basket.
A realização de uma gala durante a época 2019-20, em princípio durante a realização da Festa do Basquetebol Juvenil, em Albufeira, foi outra das decisões tomadas.
Procedeu-se ainda à avaliação da primeira edição do Programa “Valorizar o Espetáculo Desportivo”, a qual foi muito positiva. Sobre os valores a atribuir para a presente época, haverá um ligeiro acréscimo das dotações destinadas à Proliga, Liga Feminina e 1.ª Divisão masculina e feminina. Este programa será ainda alargado às segundas divisões nacionais. Em breve será emitido um comunicado federativo sobre este tema.
Foi ainda sugerida a criação do prémio fair-play nesta nova época, ao qual será atribuído o nome do antigo vice-presidente Sidónio Fernandes.
GDD Alcoitão e Basket Clube de Gaia realizaram jogos de apresentação
Em Queluz, os sintrenses impuseram-se aos anfitriões, muito por culpa da entrada autoritária no encontro, cavando logo no término do quarto inaugural uma vantagem de 16 pontos – 4-20. Hugo Lourenço (4.0) e Ibrahim Mandjam (4.0) lideraram o emblema verde e branco em matéria pontual com 16 e 11 pontos, respetivamente.
O primeiro voltou a assumir-se como preponderante na solidez defensiva da sua equipa e, no ataque, para além de se colocar na dianteira dos marcadores, contribuiu com várias assistências.
Nos locais, os mais concretizadores foram Pedro Macedo (4.0) – 8 pts – e Hugo Maia – 6 pts -, à procura da melhor condição física depois de um ciclo desgastante com a Seleção Nacional, seguidos de perto por Marco Gonçalves (1.5) e Daniel Tristão (1.5) com 5 pts. Parciais: 4-20/ 15-7/ 13-13/ 8-15
A norte, o Basket Clube de Gaia recebeu a APD Paredes com inúmeras baixas ao apresentar-se privada de Mamadu Djaló (2.0) e Vítor Tavares (1.5), por motivos de saúde, e do internacional Sub23 Miguel Reis (4.0), transferido precisamente para o rival dessa tarde e que jogará oficialmente por ambas as formações (militam em divisões distintas).
Face à temporada transata, somava-se ainda a ausência do promissor atleta Yake Shan (1.0), que abandonou a modalidade.
Perante todos estes constrangimentos, o internacional português Pedro Bártolo (2.5), um dos mentores da secção de BCR no BCG e treinador-adjunto, e o treinador Bruno Silva (5.0), que já havia atuado pela equipa na época anterior ao abrigo da permissão de atletas sem deficiência na 2.ª Divisão, integraram o cinco inicial dos gaienses ao lado de Domingos Djata (1.0) e dos Sub23 João Castro (2.0), de 15 anos, e Ruben Teixeira (1.5), de 16.
Também os paredenses vieram a jogo com as ausências de vulto de Paulo Araújo (1.0) e António Ribeiro (2.5).
Sem surpresa, a formação orientada por Domingos Marinho, semifinalista do Campeonato Nacional em 2018/19, fez valer o seu jogo interior, bem como a capacidade física dos seus jogadores que lhe permitiu pressionar a saída de bola dos anfitriões.
Deste modo, construiu com naturalidade o parcial de 8-0, resultado do 1.º quarto num encontro que decorreu sem paragens no cronómetro.
Após desconto de tempo, no 2.º quarto, o BCG reagiu de forma positiva e despertou as bancadas ao conseguir a espaços quebrar a pressão paredense e concluir em ataques rápidos.
O atrevimento da jovem equipa motivou uma afirmação enérgica dos visitantes que engrenaram sucessivas jogadas interiores e descolaram novamente no marcador.
Melhores marcadores – Basket Clube de Gaia: #12 Pedro Bártolo 9 pts, #5 João Castro 8 pts; APD Paredes: #16 Marco Almeida 16 pts, #9 Hélder Freitas 10 pts. Parciais: 0-8/ 7-9/ 8-20/ 8-8
Nota: Fotos de Ana Morais
Supremacia espanhola na XIX edição do Torneio Internacional de Lisboa
O Mideba Extremadura, da División de Honor – 1ª liga espanhola – venceu com facilidade as formações nacionais da APD Lisboa, a anfitriã, a APD Braga, tetracampeã nacional, e os conterrâneos Basketmi Ferrol, equipa dos internacionais Pedro Bártolo, Luís Domingos e José Miguel Gonçalves, do 2.º escalão do país vizinho, o que significou a conquista do Torneio Internacional de Lisboa (TIL), evento importante de basquetebol em cadeira de rodas (BCR).
Ângelo Pereira, também de partida para o BCR espanhol, onde irá representar no mesmo escalão os catalães do Global Basket, despediu-se em grande ao arrecadar o troféu MVP. O britânico George Bates, do Mideba, foi o melhor marcador e, precisamente, o emblema da Extremadura levou o prémio Fairplay.
Ex-libris do BCR nacional, o Torneio Internacional de Lisboa correspondeu às expectativas mais exigentes e voltou a oferecer bons espetáculos da modalidade. Apesar de quatro níveis distintos, vincados pela diferença dos marcadores, a XIX edição do TIL saldou-se como amplamente positiva para todos.
A APD Lisboa proporcionou a espaços réplicas assinaláveis face à APD Braga e até ao Basketmi Ferrol, denotando uma organização crescente e rotinas ofensivas capazes de pôr em sobressalto equipas de patamares acima.
A competição foi ainda o ensejo perfeito para a estreia de Filipe Nogueira, que assinou os seus primeiros pontos com a camisola dos lisboetas, e para a despedida de Ângelo Pereira (2.5), consagrado MVP.
O capitão da Seleção Nacional de Sub23 embarca na sua primeira experiência fora de portas já esta terça-feira, data em que ruma à Catalunha e à sua nova equipa, Global Basket, de Sabadell.
Na perspectiva bracarense, apesar das muitas baixas, lote em que sobressaem Filipe Carneiro (2.0), Henrique Sousa (1.0) e Gabriel Costa (4.0), a prova permitiu colher outros dividendos, rendendo a estreia a marcar de Hélder Moreira (4.5) e o desafio de formar um cinco inicial apenas com dois “grandes” (atletas de pontuação superior), entre Jorge Palmeira (2.5), Márcio Dias (4.5) e Rafael Azevedo (4.0), o que solicitou espírito de entreajuda em dose dupla.
Contra o Basketmi Ferrol, os comandados de Ricardo Vieira obrigaram os galegos a abdicar das rotações de forma a preservar o controlo do jogo e a vitória final.
A equipa de Pedro Bártolo (2.5), Luís Domingos (2.5) e José Miguel Gonçalves (3.0) deu mostras de alguma irregularidade no Torneio, natural em virtude do pouco tempo de trabalho conjunto, mas demonstrou o seu potencial ao rubricar uma exibição de luxo frente ao Mideba Extremadura, favorito incontestado do torneio.
A formação de Badajoz, participante com tradição no TIL, apresentou-se com cinco internacionais ingleses – Ben Fox (3.5), Abdi Jama (1.0), Phil Pratt (3.0), George Bates (4.5) e Gregg Warburton (2.0) – (campeões da Europa no verão passado e campeões do mundo em 2018, com exceção para Ben Fox no último caso), a jovem promessa holandesa, Jelmer van Brunschot (4.5), o internacional colombiano Joimar Granados (2.5) e Pery Hidalgo (1.5), o único espanhol do plantel.
Sem surpresa, os pupilos de Jorge Borba Cintas, que ambicionam a conquista da melhor liga profissional do mundo, bateram sem dificuldades a concorrência e maravilharam os presentes com a intensidade e propensão coletiva do seu jogo. George Bates (4.5), melhor marcador da División de Honor na época transata, foi igualmente o atleta mais certeiro desta edição do TIL.
Jogo 1 – APD Lisboa 38-81 Basketmi Ferrol
Jogo 2 – Mideba 100-33 APD Braga
Jogo 3 – Basketmi Ferrol 70-45 APD Braga
Jogo 4 – Mideba 98-28 APD Lisboa
Jogo 5 – APD Braga 70-45 APD Lisboa
Jogo 6 – Basketmi Ferrol 46-70 Mideba
Classificação
1.º – Mideba Extremadura
2.º – Basketmi Ferrol
3.º – APD Braga
4.º – APD Lisboa
Nota: Fotos de Pedro MF Mestre | AMMAgazine.pt
Portugueses lá fora (BCR): Trio luso a caminho de Espanha
Pela segunda vez na história, três atletas nacionais jogam na mesma equipa estrangeira depois de Hugo Lourenço, Pedro Gonçalves e Cláudio Batista terem envergado a camisola do CP Mideba em simultâneo em meados da primeira década deste século.
“Man Out” a Ruben Teixeira
Nota: Fotos da Câmara Municipal de Gondomar
Chamam ao basquetebol em cadeira de rodas a modalidade paralímpica rainha. Se tivesses que convencer alguém a ver ou praticar, como “vendias” a modalidade?
Se tivesse que convencer alguém a praticar a modalidade, vendia-a como uma forma de permanecer ativo e competitivo, apesar da deficiência e, claro, uma forma de melhorar a saúde do atleta e melhorar o seu sentido de responsabilidade.
Qual ou quais os jogadores que exercem maior fascínio sobre ti?
Quanto aos jogadores que mais fascínio exercem sobre mim, existem vários, mas o meu top 3 passaria pelo Patrick Anderson, simplesmente pelo nível de notoriedade que ele foi capaz de alcançar ao longo da sua carreira, continuando a trabalhar arduamente todos os dias para se tornar na melhor pessoa e atleta que possa ser; o Melvin Juette, que apesar de já não ser ativo continua a fascinar-me até ao dia de hoje devido à sua proeza defensiva e, finalmente, Pedro Bártolo, pois, para além de jogar BCR profissionalmente, algo que eu próprio estou a perseguir, foi realmente a minha primeira referência de desporto adaptado e quem, efetivamente, me introduziu ao BCR.
Ter uma limitação motora, entre outras coisas, produz momentos humorísticos devido à reação das pessoas menos “familiarizadas” com o tema. Ter uma limitação motora e jogar BCR é uma mistura explosiva? Conta-nos um episódio contigo ou que presenciaste.
Sinceramente, não me lembro de algum episódio que se destaque, mas normalmente quando estou a falar com alguém, e menciono o BCR, as pessoas ficam bastante espantadas e passam a bombardear-me com perguntas genéricas como “e os cestos são da mesma altura?!”, “como é que contam os passos?", etc. Acaba por ser sempre um desafio não rir, pois o que é bastante comum para nós, atletas, parece um bicho de sete cabeças para aqueles que não estão familiarizados com a modalidade.
Entre todas as maravilhas possíveis de pôr em prática numa cadeira de basquetebol, qual o teu movimento, gesto ou momento favorito do jogo?
O que eu gosto mais de fazer numa cadeira de rodas é, sem dúvida, mover-me utilizando apenas o tronco, porque aumenta a agilidade do atleta e adiciona ainda mais uma camada de complexidade e criatividade ao BCR.
Qual o jogador a quem gostavas de fazer “Man Out”? Com sinceridade, vá lá!
O jogador a quem eu mais gostava de fazer “Man Out” seria o Patrick Anderson, pois só a simples tarefa de parar um jogador que consegue passar pela defesa de tantas formas diferentes e com um arsenal ofensivo tão extensivo era digno de reconhecimento, mas então fazer "Man Out" seria a cereja no topo do bolo.
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O “Man Out” é essencial no BCR. Na elite – mas não só -, todas as equipas adotam esta estratégia que consiste, após a recuperação da posse de bola, em reter um adversário com um, ou idealmente mais jogadores, no seu reduto ofensivo de forma a atacar em superioridade numérica. O espaço ocupado pelas cadeiras torna uma missão árdua recuperar a posição perdida, de modo que o “Man Out” é uma tónica constante no jogo de BCR, privilegiando-se como alvos, claro, os elementos mais lentos da equipa adversária.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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