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Vitória complicou-se mas assenta muito bem
O triunfo pela diferença mínima frente à Holanda (71-70) valeu o 1º lugar da competição, mas mais importante do que isso, provou que a equipa está cada vez mais competitiva, numa dinâmica de vitória, condições essenciais para lutar por uma presença no próximo Eurobasket. É verdade que nos instantes finais o jogo caiu para o lado português, mas isso não retira competência e valor a uma equipa que poderia ter resolvido o jogo de uma forma muito mais simples e menos sofrida. Fica a aprendizagem para jogos futuros, e a certeza que independentemente de quaisquer condicionalismos, o grupo tem a ambição de representar o país de uma forma exemplar.
Os primeiros 20 minutos foram de extraordinária qualidade, com a equipa portuguesa a mostrar-se quase irrepreensível nos dois lados do campo. A seleção e a eficácia dos lançamentos era quase perfeita, a somar a um desempenho defensivo que desregulou por completo a fluidez e a qualidade ofensiva do ataque holandês. Ao intervalo Portugal vencia por 41-32, números que mostram bem a qualidade da defesa nacional.
Cláudio Fonseca jogou apenas 7.30 minutos e juntava-se a Betinho nos indisponíveis para este jogo, mas outros deram um passo em frente na sua substituição, e com uma entrega total. A 2ª parte não correu tão bem a Portugal, sobretudo porque a circulação da bola no ataque diminuiu, e na defesa permitiu que a Holanda passasse a jogar mais em campo aberto e contra-ataque. Alguns cestos fáceis resultavam num aproximar no marcador, mas de qualquer forma o conjunto luso entrou no derradeiro quarto a vencer por quatro (51-47).
As faltas foram acrescendo os problemas dos jogadores que poderiam atuar nas áreas próximas do cesto, a luta das tabelas passou a ser favorável aos holandeses, bem como começaram a ser bem mais perigosos nas situações de 1×1. Nada que impedisse Portugal de responder com pontos, mostrando-se capaz de gerir o comando do marcador por vantagens curtas. Nos últimos dois minutos, os comandados de Mário Palma estavam em condições de poder gerir a vitória até final, mas cestos importantes e a conquista de ressaltos ofensivos colocou a Holanda na frente do resultado a 3.1 segundos do final. Uma falta sofrida por Miguel Queiroz acabou por valer o triunfo da linha de lance-livre, de um jogo em que Portugal dominou sempre a marcha do marcador, e em grande parte dele por diferenças próximas ou superiores aos 10 pontos.
Portugal acabou o encontro com uma percentagem muito positiva da linha de 3 pontos (12/27 – 44.4%), cometeu alguns turnovers (15), e perdeu a luta das tabelas (20-26). A Holanda dominou no pintado (36 vs 10), teve enorme eficácia de dois pontos (68.8%), mas o banco português (33 pontos) esteve muito bem e ajudou a garantir o triunfo.
O extremo João Balseiro (15 pontos) foi importante com os seus lançamentos de longa distância, até pela fase do jogo em que foram na sua maioria conseguidos. João Soares (13 pontos e 3 ressaltos) foi incansável na batalha nas áreas próximas do cesto, cumprindo a atuar na posição 4. João Guerreiro (10 pontos e 5 ressaltos) sentiu alguns problemas em condicionar o poste titular holandês, mas a sua exibição, 10 pontos e 5 ressaltos, prova que está a subir de forma e de poder ser cada vez mais útil à equipa.
No final do jogo foi comunicado à equipa o último jogador a ser dispensado, tendo sido Pedro Belo o atleta a deixar os trabalhos da seleção. Perante todo o grupo de trabalho, o selecionador Mário Palma elogiou a evolução do atleta, agradeceu a forma exemplar como trabalhou, bem a como a sua forma de estar em todas as sessões de treino. Na próxima quarta-feira viajarão para a Alemanha, a fim de realizar os últimos dois jogos de controlo, os 12 jogadores que vão lutar pela a qualificação para o próximo Eurobasket.
“Mais fortes na defesa e nunca perder a organização ofensiva”
O internacional português destaca a subida de rendimento da equipa, facto a que não é alheio o enorme espírito de grupo que se vive no seio da seleção. Nuno prevê um jogo complicado frente aos holandeses, um adversário forte fisicamente, composto por bons executantes, e que obrigará Portugal a estar perfeito em todos os momentos do jogo.
O resultado frente aos húngaro não deixa dúvidas quanto à justiça da vitória, e que reflete a evolução da equipa em vários capítulos importantes do jogo. “O jogo contra a Hungria foi o melhor que efetuamos até agora nesta preparação. A evolução obtida é o resultado do trabalho que temos desenvolvido nestas últimas semanas. Executamos melhor os ataques, e por isso aumentamos as percentagens de lançamento, o número de assistências aumentou e os turnovers diminuíram. Tudo fruto da maior disciplina no ataque.”
Quanto à diferença pontual elevada registada ficou a dever-se ao excelente desempenho defensivo da equipa portuguesa. “A melhoria do ataque não foi, no entanto, a principal razão pela resultado expressivo. Tivemos muito coesos e fortes a defender, conseguimos parar as situações de 1×1 e de bloqueio direto onde os húngaros são fortíssimos. Não permitimos lançamentos muitos lançamentos abertos”.
Mas para uma equipa defender bem, não bastam as questões técnicas e táticas. “Além das intensas horas de treino, o espírito de grupo, amizade e entreajuda entre todos tem sido fundamental para a melhoria do grupo como um só”.
Sem esquecer a importância de todos aqueles que se deslocaram ao pavilhão das Manteigadas. “Agradecer ao público que esteve no jogo e que nos apoiou do início ao fim”.
O jogo com a Holanda será outra luta, até pelas características físicas dos seus jogadores. Nuno Oliveira alerta para a necessidade da equipa fazer um jogo próximo da perfeição. “Todos os jogos internacionais são sempre muito intensos e competitivos, e este jogo contra a Holanda não vai fugir à regra. Os holandeses são uma equipa muito poderosa fisicamente e com excelentes executantes. São uma equipa, tal como a nossa, bastante jovem, e por isso a equipa que cometer menos erros irá ter mais sucesso.”
O desafio para o próximo jogo passa por tentar fazer ainda melhor, e se isso acontecer Portugal poderá somar mais um resultado positivo. “Para conseguirmos a vitória vamos ter que estar ainda mais fortes na defesa e nunca perder a organização ofensiva. Se conseguirmos repetir a boa performance que tivemos contra a Hungria o resultado será com certeza positivo. Apareçam no pavilhão.”
Portugal dominou a Hungria
Depois de 15 minutos equilibrados, a equipa nacional através da sua excelente defesa tomou em definitivo a liderança do jogo. Durante a 2ª parte, a formação lusa dominou por completo, nunca permitindo que os húngaros aspirassem a reentrar na discussão pela vitória. Este sábado, às 20h30, defrontam-se a Holanda e a Hungria, e no domingo, à mesma hora, será a vez de Portugal voltar a entrar em ação diante dos holandeses, sendo que o jogo irá ser transmitido na Bola TV.
Até meio do 2º quarto, altura em que Portugal vencia pela diferença mínima (21-20), o jogo foi muito equilibrado, sem que nenhuma das equipas conseguisse distanciar-se no comando. Os minutos finais da 1ª parte foram favoráveis a Portugal, que aproveitou para fechar os primeiros vinte minutos com uma vantagem um pouco mais confortável (37-29).
Mas foi no 3º período, com um parcial de 26-13, que a formação lusa fugiu em definitivo para a vitória. A intensidade defensiva dos jogadores portugueses retirou eficácia ao ataque húngaro, e no ataque a forma como a equipa partilhava a bola proporcionava momentos de espetáculo para alegria dos adeptos que se deslocaram ao Pavilhão das Manteigadas.
As boas percentagens de Portugal, 59.4% de 2pts e 50% de 3pts, concediam à equipa uma enorme eficácia atacante, muito por culpa da paciência ofensiva e seleção de lançamentos. A prova dessa partilha de bola são as 21 assistências registadas pela equipa portuguesa, num jogo em que controlou muito bem a posse de bola (9 turnovers).
Exibição muito positiva de José Silva (17 pontos e 2 assistências) nos dois lados do campo, muito bem secundado por João Guerreiro (15 pontos e 3 ressaltos) que converteu sete de nove lançamentos de campo. Cláudio Fonseca, em menos de 16 minutos de utilização, terminou igualmente o jogo nos dois dígitos (13 pontos e 3 ressaltos).
Repetir as exibições e lutar pela vitória
Os jogadores concentraram-se esta terça-feira depois do almoço, tendo realizado ainda um treino ao final da tarde. Estão previstos treinos bi-diários até à próxima sexta feira, dia em que Portugal se estreia, às 20h30, no Pavilhão das Manteigadas frente à seleção da Hungria. A seleção da Holanda completa o Torneio Internacional de Setúbal que termina no próximo domingo, às 20h30, com o encontro entre a equipa nacional e os holandeses. Mais uma excelente oportunidade para apoiar a seleção nacional, acompanhar a sua preparação, e não menos importante assistir a bons momentos de basquetebol.
Não foi o final ideal aquele que aconteceu no Torneio Internacional de Coimbra, mas existiram muitos motivos para que Portugal se sentisse orgulhoso. O ambiente ainda se tornou mais pesado e triste quando o selecionador nacional Mário Palma, com a equipa toda reunida no balneário no final do jogo, anunciou que o atleta Stefan Djukic estava dispensado dos trabalhos da seleção. O treinador fez questão de agradecer perante todo o grupo a forma exemplar como o jogador tinha trabalhado durante todo o tempo que esteve ao serviço da seleção.
É sempre melhor aprender nas vitórias, mas infelizmente nos instantes finais do jogo frente à Alemanha, a equipa portuguesa não conseguiu segurar a vitória no jogo e no torneio. Depois da análise feita ao encontro, Mário Palma deu os parabéns à equipa pela forma como se tinha comportado durante todo o torneio, sem que isso o impedisse de apontar onde a equipa terá de melhorar de forma a tornar-se ainda mais competitiva.
O treino foi de recuperação, divido em trabalho tático ofensivo e lançamentos, e não contou com a presença de João Gomes Betinho, uma vez que ele que não terminou o jogo do passado domingo frente à Alemanha. A lesão sofrida não é grave, mas impeditiva que o atleta participe no torneio do próximo fim de semana.
Independentemente de quem jogar, Mário Palma está convicto que a equipa se apresentará no próximo fim de semana em melhor forma desportiva, mais bem preparada do ponto de vista tático, e com condições para ser ainda mais competitiva. O grande desafio passa por a equipa se tornar cada vez mais forte a cada dia que passa, sendo certo que Portugal já não tem muito tempo para se preparar para o grande desafio de se tentar apurar para o próximo Eurobasket.
Discutido até ao fim
Não só conseguiu ser competitivo, como discutiu até final a vitória no encontro, chegando mesmo a estar na frente já muito próximo do termo do jogo. Grande exemplo de superação, e a prova que quando o grupo está coeso, focado, e acima de tudo acredita que se pode bater frente a qualquer adversário, coisas boas podem acontecer. Foi extremamente reconfortante no final do jogo olhar para a bancada e ver os adeptos portugueses todos de pé a aplaudir a sua seleção, num sinal claro de satisfação pela forma como a equipa tinha lutado dentro do campo.
Inicio de jogo muito prometedor por parte de Portugal, que desde muito cedo deu sinais que iria disputar este jogo duma forma descomplexada e destemida. Os germânicos reagiram, e no final do 1º quarto a equipa nacional vencia pela diferença mínima (17-16). O 2º período foi o menos positivo para Portugal, sobretudo no seu desempenho defensivo, 30 pontos sofridos, muito por culpa de alguns erros na defesa dos bloqueios diretos, e incapacidade em controlar a tabela defensiva.
No 2º tempo, os alemães chegaram a dispor de várias vantagens nos dois dígitos, mas, à semelhança do que sucedeu em outros jogos de Portugal durante esta preparação, a equipa não se desuniu e muito menos desistiu de alterar o rumo dos acontecimentos. À entrada do último quarto a vantagem da Alemanha era de onze pontos (62-51), mas cinco minutos passados a diferença que separava as duas equipas era mínima (64-65). A boa defesa de Portugal permitia-lhe reentrar na discussão pela vitória, que esteve muito próxima de acontecer. Não só chegou a liderar o encontro a pouco mais de dois minutos do final, como teve posse de bola para tentar levar o jogo para o prolongamento.
Desta vez os comandados de Mário Palma não dominaram a luta das tabelas (24-31), o que não surpreende tendo em conta a média de alturas dos alemães, mas mesmo assim conquistou mais ressaltos ofensivos (9/8). A equipa tem melhorado no controlo da posse de bola (8 turnovers), e pena foi não ter conseguido repetir a eficácia dos jogos anteriores nos tiros de 2 pontos (44.4%). A linha dos 6.75 metros foi uma arma ofensiva (10/27 – 37%), bem como a linha de lance-livre (20/23- 87%). Os alemães dominaram nas finalizações próximas do cesto (40 vs 20 pontos), e aí residiu a grande vantagem dos germânicos neste encontro.
O extremo José Silva (19 pontos, 3 assistências e 2 ressaltos) foi o melhor marcador do encontro, revelador do seu acerto ofensivo e qualidade da sua exibição. Pena foi que João Betinho Gomes (15 pontos, 3 ressaltos e 2 roubos de bola), por lesão, não tenha conseguido dar o contributo à equipa durante todo o 4º período. O poste Cláudio Fonseca, mesmo com uma fortíssima oposição, ficou próximo de registar um duplo-duplo (11 pontos e 8 ressaltos). O base Mário Fernandes (9 pontos e 4 assistências) ficou a um ponto dos dois dígitos.
“Podemos competir com eles”
Uma vitória sobre a Alemanha este domingo, às 20h30, garante desde logo o 1º lugar, um objetivo, como o próprio Fábio Lima reconhece, possível mas complicado de atingir. Mas mais do que vencer torneios de preparação, o extremo português está focado no trabalho da seleção, e o jogo frente aos alemães é encarado como mais um bom teste ao momento atual da equipa nacional.
Os germânicos dispensam apresentações, já que estamos a falar de uma seleção poderosíssima, composta por atletas de elevada qualidade, que atuam em Ligas excelentes e competitivas.
Nada que amedronte Fábio Lima, e fica claro no seu discurso que Portugal se irá bater este domingo. “Sabemos que vai ser um jogo difícil. A Alemanha é sempre uma equipa com grande nível, uma das melhores de Europa. Podemos competir com eles, e atingir o nosso objectivo que passa por conquistar a vitória”.
O jogo frente aos britânicos mostrou que a equipa está a melhorar, sendo que este desafio será mais um excelente momento para avaliar o estado atual da equipa portuguesa. “Depois de todo o trabalho que temos feito, e a melhoria que se tem notado já nos últimos jogos, vai ser uma bom desafio para testarmos a nossa capacidade”.
Vitória prova que Portugal está melhor
Se na 1ª parte, a equipa nacional esteve melhor no capitulo ofensivo, a etapa complementar mostrou uma versão muito mais defensiva da formação liderada por Mário Palma. Apesar de ter controlado a marcha do marcador durante toda a 2º parte, Portugal nunca esteve numa situação em que pudesse relaxar, revelando consistência na forma como soube segurar a liderança sempre por vantagens curtas. Este sábado será a vez de Grã-Bretanha e Alemanha se defrontarem, para no domingo, às 20h30, com transmissão na Bola TV, portugueses e alemães encerrem este excelente torneio.
Inicio de encontro muito positivo de Portugal, confirmando as boas indicações deixadas nos jogos anteriores, e a provarem que a equipa está a melhorar e a caminhar para a sua melhor forma desportiva. Os últimos minutos do 1º período não foram tão bem conseguidos, não porque Portugal jogasse mal, mas simplesmente porque não era capaz de concretizar as boas situações de lançamento criadas pelo ataque nacional. À entrada do 2º quarto, o conjunto luso liderava por 16-12, uma situação que se inverteria até ao intervalo (37-40), fruto da excelência dos tiros de longa distância dos britânicos.
Correções feitas durante o descanso, o arranque da segunda metade ficou marcado pela excelência da defesa portuguesa, com 9 pontos sofridos, que à entrada do derradeiro quarto dispunha de uma vantagem de quatro pontos (53-49). Mesmo pressionado pela proximidade do adversário no marcador, a equipa nacional nunca deixou fugir a liderança, encontrando quase sempre soluções para ultrapassar a defesa britânica.
Portugal voltou a dominar a luta das tabelas (39-29), revelador do querer e determinação face a um opositor mais alto e atlético, e mesmo desperdiçando muitos tiros abertos, registou 18 assistências. A equipa esteve muito mais eficaz a lançar de dois pontos (63% vs 27%), mas foi da linha de lance-livre que se mostrou menos eficaz e mais perdulária (17/30 – 56.7%).
Jogo muito positivo de Miguel Queiroz (13pts e 4R e 2A), bem como de João Soares (12pts e 3R) e José Silva (12pts, 3R e 3A), ambos a terminarem igualmente nos dois dígitos em pontos marcados. Mário Fernandes esteve muito bem a comandar a equipa, acabando por realizar uma prestação muito completa (7pts, 6R e 5A).
No final do encontro, Tomás Barroso era um base satisfeito, mas consciente que esta vitória foi apenas mais um pequeno passo rumo ao grande objetivo estabelecido pelo grupo de trabalho. "Mais importante que a vitória, foram os sinais evidentes de que nos estamos a tornar, cada vez mais, competitivos na Europa. Num jogo que se previa difícil e de alta intensidade, não virámos as costas à luta e desde início que fizemos notar a nossa presença e ambição de ganhar. Sabemos para onde queremos ir e como lá chegar, e, pouco a pouco, vamo-nos aproximando desse objectivo".
“São os melhores para nos prepararmos”
Para além de permitir ao grupo aferir onde terá de melhorar, os adversários do torneio fazem com que o evento se assemelhe à realidade que Portugal irá encontrar nos jogos oficiais. O extremo português está seguro que a equipa sairá reforçada deste torneio, mais bem preparada, e pronta para o enorme desafio que tem pela frente de se tentar apurar para o próximo Eurobasket.
Passo a passo, Portugal caminha na direção certa, embora, como o próprio João Soares reconhece, ainda tenha que corrigir alguns aspetos de forma a tornar-se mais competitiva. “A equipa tem vindo a evoluir de semana para semana, e os 3 últimos jogos que fizemos serviram para nos prepararmos melhor. Podermos ter uma melhor noção dos aspectos a melhorar, e onde temos que ser mais eficazes”.
Depois do balanço feito sobre aquele que foi o desempenho da seleção na última semana, o retorno ao treino serviu para tentar corrigir e afinar estratégias para mais um importante momento da preparação. “Depois do regresso da Eslovénia, trabalhamos bastante os aspectos do nosso jogo em que temos de ser melhores. Estes dois jogos que temos aqui em Coimbra, serão mais um bom teste para a nossa equipa, e irão ajudar bastante a nossa preparação para o apuramento do europeu”.
Grã-Bretanha e Alemanha vão ser os adversários de Portugal neste torneio, duas equipas que no entender do internacional português contribuíram positivamente para que o grupo se torne mais consistente e competitivo. “Vão ser dois jogos complicados, mas na minha opinião, estes jogos contra equipas difíceis são os melhores para nos prepararmos. De forma a podermos evoluir em todos os capítulos do nosso jogo, que nos vão fazer melhorar, e sermos mais fortes quando chegarem os jogos oficiais do apuramento”.
“Comunicação, harmonia e solidariedade”
Os resultados não foram os desejados, mas a exigência e a qualidade dos adversários serviu na perfeição os interesses da equipa nacional tendo em vista a qualificação para o próximo Eurobasket. João Betinho Gomes reforça a evolução da equipa durante a semana, já que a competição mostrou que a equipa tem que melhorar em alguns capítulos do jogo, bem como ser mais consistente nos seus desempenhos. A equipa volta a concentrar-se esta quarta-feira, em Coimbra, para se preparar para mais um torneio internacional de grande nível. Alemanha e Grã-Bretanha são as duas seleções convidadas para um torneio que tem tudo para se tornar numa excelente propaganda da modalidade.
O internacional português não tem dúvidas que a equipa cresceu de jogo para jogo, sendo que o primeiro jogo com a Geórgia serviu para avaliar o que havia a corrigir e melhorar. “Passada uma semana na Eslovénia, a conclusão a que chego é que foi uma semana muito positiva, onde, apesar dos resultados, saímos todos a ganhar. Foi bastante notória a diferença que se viu na equipa depois do ultimo jogo contra a Bósnia. A semana começou com uma viagem longa, seguida de um treino tendo em conta que havia jogo no dia seguinte contra a Geórgia. Não foi o resultado que todos queríamos, mas foi um jogo importante para poder perceber o que tínhamos que melhorar, tanto em defesa como em ataque. Visto que era o primeiro jogo, notou-se muita ansiedade por parte de todos, algo que agora já não existe, e isso notou-se no jogo frente à Bósnia”.
Uma entrada em falso no segundo jogo da digressão frente à Eslovénia complicou a vida de Portugal, mas Betinho Gomes realça a determinação e a forma como Portugal reagiu na adversidade. “Depois da Geórgia, ainda tivemos dois dias de treino onde trabalhamos muito a nossa defesa e melhoramos alguns aspetos ofensivos. Algo que nos permitiu um bom desempenho contra uma grande equipa como a Eslovénia, isto apesar de um começo de jogo muito abaixo do nosso nível. Na segunda parte, soubemos reagir e criar muitos problemas ao adversário. Especialmente nos ressaltos tendo em conta serem uma equipa muito mais alta que a nossa. E é nesses aspetos do jogo onde só ganha quem mais quer”.
O atleta reconhece que no ataque as coisas não correram tão bem, mas na defesa Portugal conseguiu condicionar, e muito, o talento de uma equipa poderosa ofensivamente como a Eslovénia. “Infelizmente no ataque a nossa eficácia não foi a desejada, ao contrário da seleção da Eslovénia que se encontrava com a "mão quente". Mas no final, a nossa defesa permitiu que saíssemos muito satisfeitos do jogo, pois conseguimos dar um passo a frente apesar de ter sido apenas o nosso segundo jogo”.
O último jogo foi muito mais equilibrado, e foi evidente para Betinho Gomes que a equipa caminha na direção certa. “No dia seguinte, foi um treino de scouting de manhã tendo em conta a preparação para o jogo a noite diante da Bósnia. Um jogo que discutimos o resultado até ao final, e onde se viu claramente a nossa evolução durante a semana. Facto que nos deixa satisfeitos, já que sentimos que após cada treino e cada jogo melhoramos como equipa”.
A seleção nacional tem handicaps que o próprio trabalho não resolve, mas o internacional português acredita que outros valores permitirão a Portugal discutir jogos e um eventual apuramento. “Mas se há uma coisa que realmente me faz sentir bem em relação à seleção, e que me faz acreditar que temos fortes possibilidades de qualificação, é este grupo de jogadores formidáveis. Onde a comunicação, harmonia e a solidariedade é notória, e creio que esta será a nossa melhor arma contra os nossos adversários”.
Faltou consistência a Portugal
O mau inicio do conjunto nacional tornou ainda mais difícil uma tarefa que já era complicada. Mas isso não impediu que na segunda parte, os comandados de Mário Palma voltassem a reentrar na discussão do jogo, muito à custa de uma boa defesa, sinónimo de entrega, competitividade, e desejo de fazer melhor. Mérito para a forma como os eslovenos estiveram a lançar de longa distância, se bem que os jogadores portugueses conseguiram, mesmo assim, dominar em algumas áreas do jogo. Este sábado, às 20 horas, menos uma em território nacional, Portugal defronta a Bósnia Herzegovina, perdeu por cinco com a Bélgica (68-73), para o jogo de atribuição do 3º lugar do torneio.
Seria fácil explicar esta derrota tendo em conta a valia do adversário, sobretudo quando é composto por jogadores que atuam na NBA, Liga ACB e Liga turca, vários em ambos os casos, Liga Italiana ou mesmo francesa. Mas provou-se que Portugal consegue competir contras estas seleções do topo do basquetebol europeu, faltando-lhe apenas consistência no seu desempenho ao longo dos 40 minutos.
Os primeiros 10 minutos foram complicados para o conjunto luso, ineficazes no ataque, e a sofrerem de um problema chamado turnovers (8 no período). À entrada do 2º período, Portugal já perdia por catorze pontos (9-23), com os eslovenos a mostrarem-se mortíferos da linha de três pontos. Até ao intervalo, a equipa nacional melhorou ofensivamente, e empatou o quarto a 18 pontos.
Após algumas retificações defensivas feitas durante o intervalo, a equipa liderada por Mário Palma surgiu muito bem na etapa complementar. Personalizada, destemida na forma como se batia frente a uma poderosa Eslovénia, e a meio do período perdia por apenas sete pontos (36-43). Os cinco minutos finais do quarto voltaram a não ser favoráveis a Portugal (2-8), aproveitando a Eslovénia para se afastar de novo no marcador (51-38).
Indiferente ao resultado, o grupo voltou a mostrar-se coeso, soube lidar com uma diferença pontual expressiva (43-62), e foi capaz de terminar o jogo em alta, deixando indicações positivas que está a melhorar de jogo para jogo.
Se o lançamento (48% de 2pts e 19% de 3pts) e os turnovers (22) foram os principais problemas de Portugal, aspetos positivos também se registaram neste encontro. Desde logo a vitória na luta das tabelas, mais dez ressaltos (44-34), e o facto de ter conseguido somar mais pontos no pintado (24-18), perante um adversário muito mais alto e pesado. Realce ainda para o facto de Portugal ter apenas sofrido 26 pontos durante toda a 2ª parte, e alguns deles fruto de lançamentos bem contestados.
Mário Palma utilizou 13 jogadores nesta partida, apenas Stefan Djukic não foi utilizado no decorrer da mesma. Cláudio Fonseca (10 pontos e 8 ressaltos) esteve muito bem nos dois lados do campo, João Balseiro (9 pontos) deu sinais de estar a subir de forma, e Pedro Pinto (8 pontos e 3 assistências) continua a ter uma eficácia elevada nos minutos em que é utilizado.
Eslovénia é o próximo teste de Portugal
Um torneio de elevado nível, composto por equipas com muita qualidade, que preenchem todos os requisitos para serem bons jogos de controlo.
Depois do jogo disputado na passada terça-feira, Portugal efetuou um treino de recuperação no dia seguinte, no pavilhão junto ao hotel, em Lasko. Já esta quinta-feira foi dia de dose dupla, sendo que o treino da tarde já se realizou no pavilhão onde se irá disputar o torneio.
Da parte da manhã, Mário Palma dedicou-se mais às questões ofensivas, com a introdução de ajustes táticos que permitam ao ataque de Portugal tornar-se mais fluido e simples. O treino da tarde já contou com exercícios com ênfase na defesa, nomeadamente na defesa dos bloqueios diretos, ajudas e rotações defensivas, bem como nas situações de “close out”.
Stefan Djukic já participou nas duas sessões de treino, sinal de total recuperação de uma entorse sofrida ainda em território nacional. Para o jogo desta sexta-feira os catorze jogadores poderão equipar, cabendo ao selecionador nacional, naturalmente, decidir se todos os atletas participarão no primeiro encontro do torneio.
Portugal viu ciclo positivo interrompido
A equipa nacional foi superada por Montenegro (80-45), que assim terminou invicto esta primeira fase da competição (5V). Os comandados de José Ricardo Rodrigues não entraram bem no jogo, cedo se viram na obrigação de ter que correr atrás do prejuízo, isto porque permitiram que os montenegrinos construíssem uma vantagem pontual confortável durante o quarto inicial. Portugal ainda conseguiu equilibrar dois períodos, mas nunca foi capaz de reentrar na discussão pela vitória. A equipa nacional terminou a 1ª fase em 4º classificado, e disputará agora do 9º ao 16º lugar. O próximo encontro será frente à Bulgária, esta sexta-feira, 5 de agosto, às 12 horas (menos uma em Portugal), na luta pela melhor classificação possível.
No final dos primeiros 10 minutos, a equipa portuguesa já se encontrava numa situação complicada, pois estava obrigada a anular uma diferença de dezassete pontos (7-24). Até ao intervalo, a equipa nacional melhorou nos dois lados do campo, sobretudo no capitulo ofensivo, tendo conseguido equilibrar o período (16-17).
O recomeço da etapa complementar deitou por terra qualquer possibilidade de Portugal poder ainda aspirar a vencer o encontro, já que a desvantagem pontual subiu para muito perto dos trinta pontos (32-61). Apesar de se ter batido muito bem na luta das tabelas (40-47), sobretudo na ofensiva (15), Portugal cometeu demasiados turnovers (22), e esteve muito pouco eficaz a lançar ao cesto (25.5% de 2pts e 21.4% de 3pts). Outro capitulo do jogo em que a formação lusa não esteve particularmente bem foi nas assistências, já que registou 4 ao longo de todo o encontro.
Tendo em conta que do outro lado estava um adversário fortíssimo, candidato a subir de divisão, o desacerto português conduziu a um resultado final desnivelado. Pedro Lança (5 ressaltos) e Rodrigo Lima (3 ressaltos), ambos com 10 pontos, foram os melhores marcadores de Portugal.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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