Artigos da Federaçãooo

Estágio da Seleção Nacional em Cascais

Recorde-se que além da Seleção Sénior, entra em cena um outro grupo designado “Potenciais Talentos”. Serão 27 os atletas ao dispor da Seleção Nacional, registando-se as ausências forçadas de Hugo Lourenço e Pedro Bártolo.

Com o Europeu da Divisão C no horizonte, a disputar no próximo verão, na República Checa, Portugal realizará o primeiro estágio de preparação, em Cascais, no Pavilhão da Escola Básica. Além das caras novas incluídas no grupo “Potenciais Talentos”, também na Seleção Sénior se assinalam algumas estreias, casos de Christophe da Silva, luso-francês que atua na conceituada equipa da 1.ª liga francesa, Meaux, e de José Miguel Gonçalves, atleta da APD Braga cuja rápida ascensão não passou despercebida a Marco Galego. Em sentido oposto, embora convocados, Hugo Lourenço e Pedro Bártolo não poderão marcar presença por motivos profissionais e desportivos, respetivamente.

 

Relembramos a convocatória completa para esta primeira etapa de preparação, dos dias 17 e 18 de dezembro:

 

Seleção Sénior

Henrique Sousa 1.0, Filipe Carneiro 2.0, José Miguel Gonçalves 3.0 e Márcio Dias 4.5 (APD Braga); Carlos Cardoso 1.0 e Hélder Freitas 3.5 (APD Paredes), Nelson Oliveira 1.0 e Iderlindo Gomes 4.0 (APD Leiria); Christophe da Silva 1.0 (Meaux – França); Rui Nicolau 1.0, Pedro Gonçalves 3.5, Hugo Lourenço 4.0 e Paulo Taborda 4.5 (APD Sintra/Sporting Clube de Portugal); Marco Gonçalves 1.5 e Hugo Maia 2.5 (GDD Alcoitão); Pedro Bártolo (CP Mideba – Espanha)

 

 Potenciais Talentos

Sílvio Nogueira 2.5 (APD Braga); Paulo Araújo 1.0 e Luís Ribeiro – pontuação por atribuir – (APD Paredes); Rafael Andrino 1.5 e João Pedro 2.5 (APD Leiria); Daniel Tristão 1.5, Emanuel Soares 2.5 e Ângelo Pereira 2.0 (APD Lisboa); Lassana Indjai 1.0 e Rui Nascimento 4.0 (GDD Alcoitão); Carlos Passos 1.5 e Humberto Miranda 4.0 (APD Sintra/Sporting Clube de Portugal); Jaime Nascimento 1.5 (CD Os Especiais).

 

Equipa Técnica 

Selecionador Nacional: Marco Galego

Selecionador Adjunto: Ricardo Vieira

Osteopata: Nuno Fonseca

Team Manager: Augusto Pinto

 


Portugueses lá fora: Laura Ferreira em bom plano

Laura Ferreira, Maria Kostourkova, Lavínia Silva e Joana Soeiro, entre as mulheres, e Francisco Amiel e Cândido Sá, entre os homens, foram nomes em claro plano de realce, esta semana.

Apesar de ainda estar a lidar com uma arreliadora lesão num pé que colocou a época em risco, Laura Ferreira está novamente a dar cartas na Universidade de South Florida, na NCAA. Esta semana, Laura teve jornada dupla e exibiu-se a bom nível, ao somar 11 pontos, 3 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola na vitória sobre Arkansas State (78-59) e 13 pontos, 3 ressaltos, 3 assistências e 1 roubo de bola no triunfo diante de Saint Francis (129-80).
 
 
Aqui fica o resumo da prestação dos Portugueses, esta semana:
 
Carla Nascimento (Al-Qázares, Liga Femenina – Espanha):
7pts, 2res, 2as, 1rb, 3to (27min) na vitória sobre o Zamarat (87-77)
 
Catarina Neves (CREF Hola, Liga Femenina – Espanha):
6pts, 4as, 1rb (18min) na derrota frente ao Uni Ferrol (71-73)
 
Maria João Correia (CREF Hola, Liga Femenina – Espanha):
3pts, 1res (20min) na derrota frente ao Uni Ferrol (71-73)
 
Felicite Mendes (Zamarat, Liga Femenina – Espanha):
Não jogou na derrota frente ao Al-Qázares (77-87)
 
Sofia Silva (Girona, Liga Femenina – Espanha):
1res, 2rb (16min) na derrota frente ao Cadi La Seu (64-68)
 
Lavínia Silva (Virtus Cagliari, Serie A2 – Itália):
8pts, 10res, 2as, 2rb, 6to (34min) na vitória sobre o Fassi Albino (63-60)
 
Ana Ramos (San Diego, NCAA 1):
5pts, 1res, 2as, 1rb, 2to (16min) na vitória sobre Seattle (67-44)
 
Carolina Bernardeco (Old Dominion, NCAA 1):
2res, 1to (6min) na vitória sobre VCU (70-60)
 
Chelsea Guimarães (Georgia Tech, NCAA 1):
6min na vitória sobre Appalachian State (81-52)
 
Joana Alves (Seattle, NCAA 1): 
2pts, 3res, 2rb (19min) na derrota frente a San Diego (44-67)
 
Laura Ferreira (South Florida, NCAA 1):
11pts, 3res, 2as, 2rb, 4to (21min) na vitória sobre Arkansas State (78-59)
13pts, 3res, 3as, 1rb (18min) na vitória sobre Saint Francis (129-80)
 
Maria Kostourkova (Washington State, NCAA 1):
10pts, 5res, 2rb, 5dl, 1to (30min) na derrota frente a Gonzaga (61-79)
 
Simone Costa (Georgia, NCAA 1):
6pts, 2res, 2as, 1dl, 2to (22min) na vitória sobre Furman (67-62)
 
Jessica Almeida (Marian University, NAIA):
5pts, 4res, 5as, 4rb, 3to (31min) na vitória sobre Indiana Northwest (65-60)
 
Joana Soeiro (Marian University, NAIA):
18pts, 5res, 2as, 1to (32min) na vitória sobre Indiana Northwest (65-60)
 
—–
 
João "Betinho" Gomes (Trento, Lega Basket – Itália): 
8pts, 6res (21min) na derrota frente a Dinamo Sassari (66-69)
 
Cláudio Fonseca (Palma, LEB Ouro – Espanha):
Não jogou na vitória sobre o Breogan (96-86)
 
Francisco Amiel (Colgate, NCAA 1):
21pts, 2as, 3to (34min) na derrota frente a Albany (66-74)
 
Daniel Relvão (George Mason, NCAA 1):
1res (10min) na vitória sobre Longwood (97-60)
 
Diogo Brito (Utah State, NCAA 1):
Não jogou na vitória sobre Utah Valley (80-79)
 
Cândido Sá (Rutgers, NCAA 1):
4pts (1min) na vitória sobre Stony Brook (71-66)
11pts, 4res, 1rb, 1dl, 2to (16min) na vitória sobre Farleigh (82-69)

Portugal com Bulgária e Bielorrússia pela frente no início da caminhada para o Mundial 2019

Ora, como Portugal não se apurou para o Europeu do próximo ano, fará parte desta fase, sendo que competirá no Grupo D juntamente com Bulgária e Bielorrússia, garantindo a qualificação os dois primeiros classificados, com os jogos a estarem agendados para o período entre 2 e 19 de agosto de 2017.

Recordamos que ainda recentemente, em setembro, a equipa das quinas bateu a congénere bielorrussa em Sines, na última jornada de qualificação para o Campeonato da Europa, por 77-62.

 

Consultem em baixo os grupos respeitantes aos Europeus de Seleções jovens, excetuando o escalão de sub 18, visto que ainda não estão definidas as subidas e descidas de divisão, dado ainda não se ter realizado a competição deste ano.

De destacar o grupo de Portugal em Sub 20 Femininos, Divisão A, prova que será disputada no nosso país, em Matosinhos, entre 8 e 16 de julho.

Sub 20 Femininos, Divisão A, 8 a 16 de julho em Matosinhos

Grupo B: Letónia, Portugal, Itália e Lituânia

 

Sub 20 Masculinos, Divisão B, 15 a 23 de julho em Oradea (Roménia)

Grupo D: República da Irlanda, Hungria, Croácia, Kosovo, Portugal e Moldávia

 

Sub 18 Femininos, Divisão B, 4 a 13 de agosto em Dublin (República da Irlanda)

Grupo A: Polónia, Portugal, Finlândia, Luxemburgo, Estónia e Bulgária

 

Sub 16 Femininos, Divisão B, 17 a 26 de agosto em Skopje (Macedónia)

Grupo A: Portugal, Estónia, Finlândia, Bulgária e Noruega

 

Sub 16 Masculinos, Divisão B, 10 a 19 de agosto em Sófia (Bulgária)

Grupo D: Kosovo, Geórgia, Grã-Bretanha, Luxemburgo, Macedónia e Portugal


Wilson é a bola oficial das competições da FPB

O protocolo faz da bola Wilson a bola oficial de todas as competições organizadas pela FPB.

 

 

Na cerimónia que decorreu, esta segunda-feira, no auditório da Federação Portuguesa de Basquetebol, em Lisboa, o presidente da FPB sublinhou a importância do acordo de patrocínio. “Estávamos num impasse há quatro anos, com a marca anterior, e sem poder apoiar os nossos clubes. Este acordo é um passo seguro, com uma empresa de grande prestígio. A Wilson é uma marca de renome mundial e a bola é utilizada em competições da FIBA e em competições americanas, como a NCAA. Sentimo-nos prestigiados por nos associarmos a uma empresa como a Amer Sports e a uma marca como a Wilson“, afirmou Manuel Fernandes.

 

Para Victor Saladich, responsável ibérico da Amer Sports, “este acordo é muito importante”, por vários motivos. “O basquetebol está a potenciar-se muito na Europa e o foco é fazer crescer o basquetebol nos próximos quatro anos. Ao estabelecermos o acordo com a FPB, estamos a dar o primeiro passo. Este acordo é ainda mais importante, porque é um acordo global: masculino, feminino e 3 contra 3. Estamos muito contentes e satisfeitos”, disse Saladich.

 

Já Pedro Graça, da Amer Sports Portugal, sublinha que o protocolo faz da FPB uma federação pioneira e o acordo até poderá ser prolongado. “Este acordo está feito a dois anos, porque está vinculado ao mandato da Direção, mas tudo indica que se irá prolongar. Sinto-me muito orgulhoso pelo facto de a FPB ser a primeira Federação nacional com quem fazemos contrato na Europa. A FPB é pioneira e, atrás desta federação, virão outras. Para se ser líder, é preciso estar junto das entidades que gerem o desporto e, nesse sentido, este acordo é fundamental”, destacou.

 

A fechar a cerimónia, o presidente federativo deixou ainda uma garantia aos clubes e às associações. “Vamos dotar todos os clubes e todas as associações com bolas Wilson, independentemente de fazerem ou não parte das provas nacionais. Não serão muitas bolas por clube, porque vamos dar bolas a todos, mas todos os clubes vão ter bolas Wilson”, afirmou Manuel Fernandes.

 

A distribuição das bolas Wilson pelos clubes terá início em breve e a FPB prevê que a utilização das bolas em todas as competições federativas possa ocorrer já em Janeiro de 2017.


Raça lusa não chegou frente à Islândia

Na partida desta noite, Daniela Domingues (15 pontos e 8 ressaltos), Sofia Silva (10 pontos) e Lavínia da Silva (8 pontos e 12 ressaltos) foram as atletas lusas em destaque.

A entrada na partida deixava boas perspectivas para o conjunto orientado por Ricardo Vasconcelos, uma vez que Portugal limitou o ataque islandês a apenas seis pontos no primeiro período. No final dos dez minutos iniciais, vantagem lusa de 6-14. No entanto, o segundo período trouxe um maior acerto da Islândia no capítulo do lançamento e as nórdicas chegaram ao intervalo já na frente do marcador (31-29).

 

Na segunda parte, as islandesas fizeram-se valer do físico e beneficiaram do facto de Portugal estar em 'dia não' no que ao lançamento exterior diz respeito (15% de eficácia, com 5 triplos marcados em 33 tentativas). O ataque português criou várias situações de bom lançamento, mas a bola não entrava e, por isso, acabou por ser natural o aumento da vantagem islandesa até à buzina final (65-54).

 

Apesar da derrota, os números são reveladores da vontade e raça das atletas portuguesas: 20 ressaltos ofensivos (44 no total, contra 42 da Islândia), 14 roubos de bola e 4 desarmes de lançamento. Foi, apenas, a menor eficácia de Portugal na linha dos três pontos que acabou por sentenciar o encontro. Daniela Domingues foi a jogadora lusa em maior destaque, com 15 pontos e 8 ressaltos, mas também merecem um sublinhado as exibições de Sofia Silva (10 pontos e 4 ressaltos) e Lavínia da Silva (8 pontos, 12 ressaltos e 4 roubos de bola).

 

Foto: FIBA


Europeu de Sub20 volta a Matosinhos

O Campeonato da Europa de Sub20 Feminino voltará a Matosinhos, entre 8 e 16 de Julho de 2017, naquela que foi mais uma prova de confiança na capacidade organizativa das entidades envolvidas nos quatro certames anteriores.

Para o presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, Manuel Fernandes, esta “é uma excelente notícia para o basquetebol português. É revelador do reconhecimento da capacidade organizativa da nossa modalidade, mas também é sinónimo do prestígio e da credibilidade que alcançámos além-fronteiras, em particular nas nossas congéneres que votam estas decisões”. O líder federativo acrescenta que “é bom ao nível da promoção e divulgação da modalidade, porque vamos ter em Portugal as melhores jogadoras e treinadores da Europa".

 

Para Manuel Fernandes, este é um momento para ter uma palavra de apreço. “Deixo um reconhecimento aos elementos da Federação envolvidos, à Associação de Basquetebol do Porto, à Câmara Municipal de Matosinhos, ao Guifões e ao Desportivo de Leça, para além de outros que, com o seu empenhamento, dedicação, competência e profissionalismo, conseguiram que tenhamos este evento em Portugal pela quinta vez", refere.

 

O presidente da FPB acrescenta que, com este novo certame, é tempo de definir objetivos ambiciosos. “É uma das gerações mais valorosas que nós temos, até porque sabemos os resultados que tiveram em Sub16 e Sub18. Temos fundadas esperanças e, para isso, temos que criar condições para que tenham sucesso. Jogar em Portugal, com todo o apoio e carinho, com toda a preparação que podem fazer, é algo que vem acrescentar esperança à possibilidade de obterem resultados que nunca se atingiram em Sub20. Já fomos 6º em Sub20 e é um objetivo ambicioso, mas elas já provaram que são capazes", diz.


Seleção quer vencer na Islândia

Equipa técnica e jogadoras alinham o discurso e querem voltar da Islândia com uma vitória na bagagem.

A equipa das quinas fez dois treinos no Pavilhão da Tapadinha, esta segunda-feira, e viajou hoje rumo a Reiquejavique. Antes do embarque, falámos com o selecionador adjunto, Agostinho Pinto, e com as atletas Maria João Correia e Rosinha Rosário.

 

Agostinho Pinto

“Se ganharmos este jogo ficamos em 3º lugar e isso é importante. Todas as vitórias internacionais são bastante importantes e queremos dignificar o nosso país. A média de idades da nossa Liga Feminina é baixa, pelo que a nossa base de recrutamento de jogadoras com experiência não é muito grande. Temos uma seleção jovem, mas é um bom grupo de trabalho. São atletas que estão aqui de alma e coração, têm uma entrega e uma entreajuda muito grandes. Contra a Islândia, temos que estar bem na eficácia ofensiva. A Islândia deve usar zonas fechadas, para provocar os nossos erros. Defensivamente, devemos estar muito concentrados, para não permitirmos segundos lançamentos.”

 

Maria João Correia

“Estas viagens custam sempre, porque cansam o corpo, mas isso não impede que possamos continuar a trabalhar. Por vezes, o corpo não querer responder, mas temos que estar focadas e a cabeça tem que responder. Todos os jogos são para ganhar e, apesar de sabermos que já não vamos ao Europeu, queremos acabar satisfeitas com o nosso trabalho. Não estamos habituadas a jogar a este nível físico, mas vale pela experiência e para que não cometamos os mesmos erros no futuro”

 

Rosinha Rosário

“O nosso foco é sempre ganhar. A viagem é difícil, mas é para ganhar. Estamos a habituar-nos a este tipo de contacto físico e, com o tempo, vamos ajustando com as coisas boas que temos. Temos que tirar vantagens parte técnica e tática do jogo, nos pormenores. E temos que correr. Se não somos maiores e mais fortes, temos que ser mais espertas e mais rápidas”


Cinco diferenças em relação ao basquetebol a “pé”

1 – A pontuação funcional de cada jogador, que abordámos noutro artigo determina na esmagadora maioria das vezes a posição que assume em campo. O facto do atleta de maior funcionalidade se poder sentar mais alto na cadeira, com pouco apoio de costas, e sem que isso comprometa o seu equilíbrio, faz com que aqueles pontuados com 3.5, 4.0 ou 4.5 tenham reservadas de antemão as funções de poste – não invalidando que se perfilem como jogadores mais “exteriores” ou bases. Pelo contrário, o atleta de pontuação funcional 1 desempenha quase sempre as tarefas do extremo, uma vez que carece de mobilidade quer para atuar nas posições interiores, quer na distribuição de jogo. Ainda assim, assiste-se a uma tendência para que o base também possa ser um atleta de pontuação 1, sobretudo se o mesmo for bom atirador. Isto porque prevalecem as defesas zona 1-2-2 e o defensor do meio é o responsável pelas “ajudas”, libertando o atleta adversário da posição 1 para lançar ou passar com maior comodidade;

2 – O “Man Out” constitui uma pedra basilar do bcr. Na elite, todas as equipas adotam esta estratégia que consiste em reter um adversário com um, ou idealmente mais jogadores, no seu reduto ofensivo de forma a atacar em superioridade numérica. O espaço ocupado pelas cadeiras torna uma missão árdua recuperar a posição perdida, de modo que o “Man Out” é uma tónica constante no jogo de bcr, privilegiando-se como alvos, claro, os elementos mais lentos da equipa adversária;

3 – A hegemonia do jogo interior. Atendendo ao explanado anteriormente, ou seja, ao espaço significativo ocupado pelas cadeiras e à dificuldade consequente de recuperar a posição, assim como devido à maior mobilidade e altura dos jogadores de elevada funcionalidade, uma vez que estes penetram na “área pintada”, torna-se espinhoso desarmá-los, inclusive por outros de igual funcionalidade e altura. Há que lembrar que saltar não é possível, apesar de o “tilting” o ser – ação de colocar a cadeira apoiada numa só roda, ora com o objetivo de limitar o adversário com bola, ora com o intuito de ganhar espaço para o lançamento -, o que massifica uma outra prática no bcr: a utilização do “Mismatch”. Tal obriga a trocas constantes na defesa entre jogadores de elevada e baixa funcionalidade de modo a que se equiparem aos seus homólogos adversários;

4 – A menor preponderância do bloqueio direto. O desafio inerente a controlar a cadeira e a bola em simultâneo diminui significativamente a frequência do bloqueio direto no bcr. Porém, não significa que o mesmo esteja “interdito”, dado que são muitos os jogadores com agilidade e capacidade de drible para se desembaraçarem de um adversário através do bloqueio direto. Essa circunstância dá-se mais amiúde nos momentos de transição rápida para o ataque ou até em ataque organizado se houver um espaço amplo para o desenrolar da jogada no “pós-bloqueio” e o portador da bola for competente na rotação da cadeira;

5 – Predominam as defesas em zona fechadas por essencialmente duas razões: o espaço que as cadeiras ocupam fazem de qualquer bloqueio “letal”, forçando maior resguardo para evitar o jogo interior, que impera no bcr; o lançamento exterior, sobretudo o de 3 pontos, regista-se com menor frequência, facto facilmente explicável pela exigência física que comporta lançar de uma cadeira de rodas, sem saltar, e à custa da força de braços, mais desgastados, uma vez que são não só responsáveis pelas ações técnicas de passe, lançamento e drible, como também pela mobilidade do atleta. Paradoxalmente, numa situação de grande disparidade física e/ou de velocidade entre as duas equipas, apesar da eficácia do bloqueio, assiste-se a defesas homem a homem a todo o campo regularmente ou em “banana”, posicionando-se os defensores ao longo da linha dos 3 pontos. 


Portugal perde na Hungria (44-68)

Portugal nunca virou a cara à luta, utilizou alternâncias defensivas, mas teve muitas dificuldades perante o poderio físico das jogadoras magiares, que dominaram a luta das tabelas (41-30) e aproveitaram os 23 turnovers das atletas lusas para capitalizarem em contra-ataque.

A partida começou com Portugal na mó de cima, equilibrando as contas e chegando a meio do primeiro período na liderança do marcador (7-10). No entanto, as húngaras começaram a contrariar as iniciativas lusas e fecharam os dez minutos iniciais com um parcial favorável de 15-3, deixando o marcador com 22-13 aquando da buzina.

O segundo período trouxe mais do mesmo, com as magiares a utilizarem toda a sua capacidade física para levar a melhor nos ressaltos e a obrigarem Portugal a cometer várias perdas de bola, que originaram pontos em transições rápidas. Na ida para os balneários, a Hungria vencia por 39-25.

O intervalo foi bom para a Seleção Nacional. A formação orientada por Ricardo Vasconcelos entrou melhor e marcou dez pontos (contra apenas 4 sofridos), que colocava o marcador em 43-35. Depois as magiares voltaram a responder e, graças a um novo parcial, este de 12-1, sairam para o descanso com vantagem de 19 pontos (55-36).

Os dez minutos finais mostraram que a viagem de 19 horas até Pécs pesou em termos físicos e a fadiga acumulada foi notória em alguns momentos do jogo. De qualquer forma, a equipa portuguesa mostrou sempre a raça e atitude que a caracteriza, vendendo cara a derrota, por números finais de 68-44.

Foto: FIBA


Seleção faz último treino

Esta manhã, a equipa das quinas fez um último treino de adaptação ao pavilhão e limou as arestas para o jogo decisivo desta noite.

Entretanto, a FIBA já disponibilizou o link para o jogo, que tem bola ao ar a partir das 19 horas:
 

Seleção parte confiante rumo à Hungria

Aproveitámos a viagem entre Ílhavo e Lisboa para medir o pulso à nossa Seleção e falámos com o selecionador Ricardo Vasconcelos e com algumas atletas lusas.

Do estágio realizado em Ílhavo, e que terminou com um jogo-treino diante do AD Vagos (vitória da Seleção Nacional por 74-37), saiu a convocatória definitiva. Josephine Filipe (lesão) e Joana Canastra (opção) saíram do grupo que viajou para Budapeste, de onde segue para a cidade húngara de Pécs, que recebe a partida deste sábado (19 horas).

 

O confronto com as magiares é decisivo para que as hipóteses de apuramento se mantenham vivas, uma vez que Portugal está obrigado a ganhar e por uma diferença superior a 17 pontos. O cenário não retira o ânimo aos elementos que compõem o grupo de trabalho, começando pelo técnico Ricardo Vasconcelos e passando pelas jogadoras.

 

 

Ricardo Vasconcelos

“A janela de competição está a seguir o seu processo normal. Vamos criando uma identificação nos poucos dias que temos e, cada vez mais, procuramos ter ideias claras e concretas sobre o que pretendemos apresentar no próximo sábado. Estamos conscientes das dificuldades, mas, pelo desempenho e atitude das nossas jogadoras, temos todas as razões para estarmos confiantes num bom jogo”

 

Sofia Silva

“Foi uma semana de treinos bastante intensa e com bons detalhes de qualidade. O grupo encontra-se bem e com ilusão para os jogos que vamos disputar. Sendo matematicamente possível o nosso apuramento, vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para dignificar o nome de Portugal”

 

Catarina Neves

“O balanço desta semana é bastante positivo, tendo em conta o tempo que tínhamos para trabalhar. O tempo é realmente um condicionalismo porque limita a qualidade de detalhe táctico e soluções que podemos inserir e aperfeiçoar. Além disso, existe a preocupação de trabalhar e procurar a intensidade a que queremos jogar para não criar demasiada fadiga e cansaço. Por outro lado, temos uma identidade e carácter que tem vindo a ser criada ao longo dos anteriores estágios e cujo resultados já se notam. Por isso, acredito que saímos desta semana com boas sensações, com muita ilusão e principalmente com confiança que nos podermos qualificar, por acreditarmos também em todo o trabalho que está por trás”

 

Filipa Bernardeco

“A primeira semana foi positiva, no sentido em que, com um grupo novo, se conseguiu consolidar as estratégias ofensivas e defensivas. Essa consolidação permitiu ao grupo tornar-se mais equipa e mais ciente das dinâmicas que se pretendem para atingir o objetivo, que é ganhar os dois jogos. O ambiente dentro da equipa é bom e penso que, ao longo do estágio, este foi crescendo para que se refletisse da mesma forma dentro de campo”


Convocatória da Seleção Feminina

 

 

 

 

 

 

 

 

O selecionador nacional, Ricardo Vasconcelos, escolheu as seguintes atletas para representar a equipa das quinas neste duplo confronto:

 

– Carolina Escórcio

– Catarina Neves

– Daniela Domingues

– Inês Faustino

– Inês Viana

– Filipa Bernardeco

– Lavínia Silva

– Luiana Livulo

– Marcy Gonçalves

– Maria Correia

– Rosinha Rosário

– Sofia Silva


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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