Artigos da Federaçãooo

«Não esqueceremos este Europeu»

O segundo lugar alcançado pela jovem formação nacional foi muito sofrido. Por isso sabe tão bem…

A adaptaçãoChegámos à Mecedónia 3 dias antes da prova, o que foi muito importante para nos adaptarmos ao clima, diferença horária, comida etc. O grupo esteve sempre muito concentrado durante toda a competição, não deixámos por isso de estar sempre bem dispostas e termos os nosso momentos de convívio. Isso foi importante para que o grupo se mantivesse unido todo o europeu.Maldito calor!!!!Um dos pontos negativos, e uma das dificuldades, foi sem duvida o clima.Por vezes deviam estar temperaturas muito perto dos 40ºC e, se no hotel isso não era problema, porque havia ar condicionado, no pavilhão o mesmo já não acontecia. Jogar ao meio-dia com temperaturas como essas nem sempre era tarefa fácil…Comida para esquecerOutro aspecto negativo foi a alimentação que, apesar de ser melhor doque em anos anteriores que estive na Macedónia, a ementa não era muitovariada, tornando-se monótona ao final de alguns dias. Para além disso,tivemos algumas jogadoras (as outras equipas também) com problemasgastrointestinais. Mas a situação foi controlada rapidamente pela nossafisioterapeuta. E não passou de um susto para algumas das atletas.Hotel aceitávelEm contraste o hotel e o pavilhão eram bons e a zona onde estávamosera bastante agradável. Em relação a competição em si, como já disseanteriormente, estivemos muito concentradas em todos os momentos.A competiçãoNa minha opinião houve dois jogos que foram a chave para termos alcançado este resultado. O encontro contra a Hungria e o duelo frente a Israel. Até ao último jogo da fase de grupos, contra a Hungria, tínhamos defrontado equipas claramente abaixo do nosso nível (Macedónia e Bulgária) e um conjunto muito forte, a Suécia. Por isso esse jogo iria fazer-nos perceber realmente qual era o nosso nível no Europeu.Velhas recordaçõesMuitas das jogadoras da nossa Selecção estiveram no Europeu Sub-18 emIsrael, no qual encontrámos a Hungria na mesma fase e não tivemos sucesso. Nesse ano a Hungria foi a 1ª classificada. Mas, se naquela altura fiquei com a sensação que podíamos ter chegado mais longe do que o 5º lugar, este ano não tinha a menor dúvida. Então neste jogo mostrámos que realmente tínhamos capacidade para o fazer.AvisoEssa vitoria não só deu para perceber o nosso patamar, como nos deuconfiança e, acima de tudo, colocou-nos numa posição favorável para defrontar uma equipa teoricamente mais fraca do outro grupo.”Quartos” a… eliminarNos quartos-de-final o jogo tinha um carácter diferente, pois uma derrota podia deitar por terra o sonho da nossa equipa. Assim, contra Israel, mais uma vez mostrámos qual era o nosso objectivo, apesar de não termos feito o nosso melhor jogo, até porque as percentagens não foram as habituais. No entanto, seguimos sempre o plano que aliado a uma boa defesa conseguimos a vitória.Um segredoPara mim, um capítulo em que estivemos bastante bem durante toda acompetição esteve relacionado com o facto de nunca termos deixado de serfiéis à nossa filosofia de jogo e ao plano detalhado especificamente para cada encontro, mesmo quando as coisas não corriam bem.O tudo ou nadaUltrapassados estes dois momentos decisivos, atingimos o ponto alto dacompetição: as meias-finais. Era aqui que tínhamos de dar ainda mais do quetínhamos feito até essa altura porque caso contrário todo o nosso esforçopodia ser em vão. E desta vez eu e as minha colegas, que estivemos no anopassado na Selecção de Sub-20, não queríamos voltar para casa com o mesmo sentimento, nem queríamos que as jogadoras mais novas o conhecessem.Saber sofrerFomos para o jogo confiantes, apesar do nervosismo característico deste tipo de encontros, sabendo que ia ser difícil mas não era impossível. Não entrámos bem mas tivemos uma capacidade de sofrimento espectacular para dar volta ao resultado pois, estando a perder na casa das dezenas, conseguimos chegar ao intervalo a ganhar. No momento em que nos aproximámos do adversário sabíamos que podíamos vencer, mesmo quando todos pensavam que íamos ser cilindradas pela Rep. Checa mostrámos por que é que merecíamos ali estar.O doce sabor da vitóriaE quando vencemos… foi uma sensação incrível!! Sem sabermos muito bemo que tínhamos acabado de fazer, festejámos com grande euforia o nossomomento. Nem passada uma semana consigo traduzir em palavras tudo o que sentimos na altura. Apenas consigo dizer que foi dos momentos mais fantásticos vividos. O meu desejo é que outros possam passar por isto.A finalDurante a final desfrutámos ao máximo cada segundo. Foi sem dúvida, umprazer enorme poder jogar neste ponto alto, com o pavilhão cheio, fazendo-nos sentir ainda mais que estávamos numa final de um Campeonato da Europa.Venha a medalha! Na cerimonia, receber a tão desejada medalha foi uma merecida recompensapor todo o trabalho feito ao longo de mês e meio (e para algumas 3 meses) detrabalho na Selecção portuguesa.A bandeira lá no alto… Para mim, o que me deu mais prazer, o que me deu mais orgulho foi ver anossa bandeira a ser hasteada perante todas as equipas. Tenho a certeza que nenhuma de nós vai esquecer este Europeu! Foi fantástico!Obrigado! Queria aproveitar para agradecer a todas as pessoas que nos foram receber ao aeroporto, especialmente as Sub-18! Obrigada!


Portugal conquista Guimarães

O Irão acabou relegado para o último lugar devido à surpreendente vitória da Roménia sobre Angola por 92-88. Angola terminou em segundo lugar.

Bom inicio de Portugal que em dois minutos fez 7-0. Veselin Matic tentou parar a cavalgada inicial do conjunto luso com um desconto de tempo mas Portugal continuava intratável a defender e os iranianos só ao passar do 4º minuto converteram um triplo. Melhor também a defender, o Irão colocava agora problemas ao ataque português que também não marcava e à passagem do minuto 5 o resultado estava em 9-5. O Irão melhorava e conseguiu passar para a frente quando faltavam 3:40mn mas por pouco tempo. Portugal respondeu forte e da primeira desvantagem (9-10) passou rapidamente para 20-10 no final dos primeiros 10 minutos. A toada manteve-se no segundo período com Portugal a controlar o resultado. À passagem do minuto 5 deste período Portugal vencia por 27-20. Alguns lançamentos desperdiçados por Portugal e com o Irão a aproximar-se depois de um triplo, Mário Palma “parou” o jogo. Não resultou e o Irão chegava à liderança e depois de um parcial de um parcial de 19-2 chegava ao intervalo a vencer por 32-29.Começou melhor Portugal que passou para a frente à passagem do segundo minuto, embora não conseguisse consolidar a vantagem nos minutos seguintes permitindo que o Irão voltasse à liderança (36-35) aos 5 minutos deste 3º período. A partir de aqui, assistiu-se a um período de alternâncias com cesto cá e cesto lá e muito equilíbrio com os iranianos a porem Portugal à prova. À entrada do último período Portugal perdia por um escasso ponto (44-45).O último e decisivo período foi bastante equilibrado, Portugal defendia bem mas não jogava bem no ataque. O cariz do jogo não se alterava e o Irão ia conseguindo resistir. A passagem do minuto 5 foi assinalada com um triplo de José Costa que punha Portugal a vencer por 52-51. Um triplo de Miguel Miranda colocava o resultado em 55-51 e os iranianos pareciam querer quebrar. Dois pontos para cada lado faziam o resultado com que se entrava no último minuto – 57-53 e José Costa marcava um triplo que praticamente sentenciava a partida e o torneio. Resultado Final: 62-56.Inicio demolidor de Angola que cedo cavou um fosso na dezena de pontos com um parcial de 16-1 nos primeiros 5 minutos. Demoraram os romenos a reagir mas lá conseguiram reorganizar-se e encontrar os caminhos do cesto e encurtar distâncias. No final do primeiro período, a Roménia perdia por 24-16. No segundo período, os romenos mantiveram uma agressiva defesa zona que tão bons resultados deu no final dos primeiros 10 minutos e cedo chegou a 1 ponto de diferença depois de um parcial de 9-2 que colocava o resultado em 26-25. Foi então altura dos pupilos de Michel Gomez reagirem e, depois de acertos no ataque contra zona, voltaram a recolocar-se a uma distância na dezena de pontos. Ao intervalo, 41-32 a favor de Angola.No regresso dos balneários tudo parecia manter-se igual. Angola conseguia manter a Roménia relativamente longe e à passagem dos 5 minutos os africanos lideravam por 48-38. No entanto, os romenos estavam longe de se entregar e até final do 3º período encetaram notável recuperação que os colocou na frente do marcador – 56-58.Tudo estava por decidir. A Roménia estava na frente e jogava bem e, para ganharem, os angolanos tinham que se empenhar. Na primeira metade dos decisivos 10 minutos, os Romenos continuaram a jogar bem e conseguiam aumentar a vantagem para 70-77 à entrada dos últimos 5 minutos. Foi a vez de Angola puxar pelos galões e reagir com um parcial de 11-4 em 3 minutos e, a 1:53 mn do final Armando Costa, da linha de lance livre, empatava a contenda a 81. A 53 segundos do fim, Angola recuperava a liderança mas um triplo de Vlad Moldoveanu (que jogão com 45 pontos e 44,5 de valorização), dava 2 pontos de vantagem aos romenos. Triplo falhado no ataque angolano e falta sobre o inevitável nº 9 da Roménia que com mais 2 lances livres punha o resultado em 85-89 com 12 segundos por jogar. Tempo de desconto eficaz deu lançamento triplo convertido a Angola. Falta imediata e os romenos convertem o primeiro, falham o segundo lance livre mas ganham o ressalto ofensivo e com 5 segundos por jogar, a vantagem subia para 88-92 e Angola tinha a partida praticamente perdida. Não houve mais pontos e a Roménia vencia um belo jogo de basquetebol.Classificação Final:1º PORTUGAL2º ANGOLA3º ROMÉNIA4º IRÃO


Portugal impõe-se à Inglaterra

A equipa derrotou a Inglaterra na 3ª jornada do Grupo B, por 74-66, e na última ronda desta fase, a disputar segunda-feira, mede forças com a Estónia.

O jogo foi dominado pela equipa portuguesa. O início foi a algo receoso por parte da jovem formação nacional (21-18 para a Inglaterra no final do 1º periodo), mas essa situação não tardou a alterar-se.A boa atitude defensiva e a melhor percentagem de lançamentos (41,9%, sendo que de 3 pontos o valor cifrou-se nos 42,1%) acabou por moralizar a Selecção Nacional, catapultando-a para uma exibição segura e muito bem conseguida.A entrada na 2ª parte com um parcial de 9-0 (62-50) baralhou os ingleses, que no final do terceiro período estavam já a 12 pontos.Os últimos 10 minutos foram bastante emotivos, pois 2 jogadores portugueses foram serem expulsos com 5 faltas, o que permitiu que a Inglaterra se aproximasse no marcador.Chegou a temer-se o pior mas os jogadores portugueses, que não tremeram na linha de lance livre na parte final do jogo, cerraram os dentes e fizeram de tudo para não deixar escapar o triunfo.Há que enaltecer a atitude, a garra e a entrega dos jovens portugueses, que pressionaram campo inteiro quase 40m, obrigando a Inglaterra a fazer 28 turnovers, que acabaram por ditar a diferença.


Jogos de preparação com a Dinamarca

A concentração está prevista para o final da manhã, no Centro de Estágio da Cruz Quebrada.

A selecção homóloga da Dinamarca chega hoje também ao final da manhã, ao Aeroporto de Lisboa, para realizar 2 jogos de preparação com o seleccionado luso, marcados para hoje e depois de amanhã (4ª feira), ambos no Pavilhão LORD (Faculdade de Motricidade Humana), às 21H00. Amanhã a Dinamarca faz um jogo de preparação com a selecção portuguesa de Sub-16 Femininos, no mesmo recinto e à mesma hora.As dinamarquesas são também da Divisão B, tendo ficado na 6ª posição no campeonato de 2010.As 12 jogadoras convocadas pela seleccionadora nacional Mariyana Kostourkova são as mesmas que participaram no estágio realizado na semana passada, sendo este o grupo escolhido pela equipa técnica para o Europeu que se avizinha:Carolina Anacleto (AD Sanjoanense)Catarina Neves (GDESSA)Helena Costa (Basquete Barcelos)Helga Gonçalves (CRC Quinta dos Lombos)Inês Pinto (CPN)Jessica Almeida (Olivais FC)Joana Canastra (Zona Alta)Joana Jesus (CPN)Mafalda Barros (CAB Madeira)Nádia Fernandes (GDEMA Meneres)Raquel Jamanca (Montijo B Basket)Vânia Sousa (Colégio Calvão)A comitiva dinamarquesa, composta por 14 elementos, sendo 12 jogadoras, fica alojada no Centro de Estágio da Cruz Quebrada.


Portugal continua invicto

Quem se estreou a vencer foi o Irão que derrotou uma diferente, para melhor, Roménia por 76-66. Amanhã, Portugal defronta o Irão pelas 18h00 enquanto que Angola joga às 16h00 com a Roménia.

O jogo entre Portugal e Angola teve um inicio algo incaracterístico com ambas as equipas a falharem muito e as defesas a superiorizarem-se aos ataques. Com 3 minutos por jogar no 1º período o resultado acusava um empate a dois pontos que denunciava isso mesmo. Entretanto, Mário Palma, inicia a rotação de jogadores e foi o recém entrado António Tavares que veio quebrar o marasmo com um triplo e uma penetração que valeram 5 pontos a Portugal e uma vantagem de 7-2. Reagiu Angola da mesma forma e, após mais dois lances livres convertidos, um triplo angolano colocava o marcador em 9-7. Os primeiros 10 minutos terminaram com Portugal a vencer 11-7. O segundo período trouxe mais pontos mas manteve-se o jogo equilibrado. Com pouco mais de 5 minutos por jogar Portugal vencia por 23-19 e tudo se mantinha igual. O desacerto colectivo das duas formações voltou na segunda metade do 2º período. Durante quatro minutos, e exceptuando um triplo para cada lado e dois lances livres de Angola, as equipas voltavam a não atinar com o cesto. O último minuto chegava com Portugal na frente (26-24) e apenas mais dois lances livres de Portugal fizeram o resultado ao intervalo (28-24).A segunda parte nada trouxe de novo. A atitude defensiva das duas equipas era antídoto para as soluções ofensivas e a baixa pontuação reflectia isso mesmo. Com cerca de 3 minutos para jogar o resultado acusava 37-35 e, no minuto e meio seguinte Portugal fez um parcial de 6-0 e ganhou vantagem. À entrada do último período Portugal estava a vencer por 45-38. O equilíbrio manteve-se durante o 4º período com Portugal a resistir às investidas de Angola e a manter a equipa africana à distância de 6, 7 pontos. À entrada dos dois minutos finais o resultado cifrava-se em 54-47. Depois de 4 pontos consecutivos dos angolanos e com 54-51 no marcador, os jogadores portugueses não vacilaram da linha de lance livre e foram segurando a vitória que no final se cifrou em 65-56.No primeiro jogo deste Sábado, assistiu-se a uma primeira parte muito equilibrada e com bons momentos de basquetebol. A renovada equipa Romena, que ontem não demonstrou argumentos frente ao conjunto luso, provou que aquele não era o seu real valor e entrou determinada na partida. O primeiro período foi bastante equilibrado com os romenos a começarem melhor e o Irão a não conseguir encontrar argumentos para o empenho romeno. Com 23-21 no final do primeiro período, os iranianos tentaram reagir e chegaram a liderar o marcador nos segundos 10 minutos, fruto de uma maior superioridade nas tabelas. No entanto, a equipa romena fez-se valer dos 70% de lançamentos de 2 pontos para atingir o intervalo a vencer por 43-38.O terceiro período começou com um acentuar da vantagem romena que chegou a ultrapassar a dezena de pontos até cerca de minuto e meio do final, quando o Irão encetou uma notável recuperação que colocou a partida a 1 ponto à entrada dos últimos 10 minutos (55-54).No 4º período veio à tona a maior experiência dos jogadores iranianos que depois de passarem para a liderança jamais a largaram consolidando uma vitória por 76-66. 10 pontos que não traduziram grande superioridade do Irão sobre uma formação romena que demonstrou maiores argumentos nesta partida.


«Ombrear com os melhores»

Portugal está inserido no Grupo , juntamente com a Holanda, Áustria, Finlândia, Chipre e Eslovénia. Leia nos detalhes desta notícia a entrevista com o seleccionador nacional do escalão, Augusto Araújo.

Quais são as expectativas para este Campeonato da Europa? Tendo em atenção a imprevisibilidade deste escalão, aliado também à minha experiência emoutros Campeonatos da Europa, diria que não devemos ser demasiado optimistas, nem muito menos pessimistas ; quero crer que temos condições para ombrear com os melhores e capazes para lutar por uma classificação entre os oito primeiros. Na sua opinião, quais as principais debilidades que referenciaria neste grupo de trabalho? E os pontos fortes? Gostava de começar por realçar os pontos fortes: a dignidade e o carácter individual e daequipa, a dedicação e a intensidade com que se afirmam no trabalho diário, a paixão quetodos nutrem pelo basquetebol. Como debilidades, apontaria apenas a falta de estatura e areduzida experiência competitiva de alguns jogadores. Como decorreu o período de preparação? A preparação da equipa decorreu de acordo com o que estava inicialmente programado esempre num clima de serenidade e de confiança no trabalho diário e no futuro. Importa referir que realizaremos no total 40 treinos e 5 jogos, sendo que 3 deles foram com a selecção da Polónia.E o que dizer do grupo que vos saiu em sorte? Tal com respondi na 1ª questão, o carácter imprevisível deste escalão é sempre grande ; nonosso caso, teremos de “medir forças” com as selecções da Holanda, da Eslovénia ( 3º e 4ºclassificados no ano anterior) , da Finlândia, da Áustria e de Chipre ; atendendo ao valor certo e seguro dos eslovenos, estamos em crer que o grupo é forte, mas equilibrado. Resta-nos ter a capacidade para surpreender e ser melhores que os nossos adversários. Nestas idades as Selecções Nacionais são sempre associadas a gerações. De que forma caracterizaria esta geração que vai participar no Campeonato de sub-16?Julgo conhecer bem a geração dos jogadores nascidos em 1995/6. Diria que não háverdadeiros talentos, nem jogadores super-especiais, mas um conjunto de jogadores commuito carácter e enorme vontade de “crescer” e de se afirmar no basquetebol português. Qual terá de ser a imagem de marca da selecção portuguesa durante o Europeu?Estou certo que ao longo destes últimos anos temos sido capazes de merecer o respeitoe a consideração dos nossos adversários do Grupo B, fruto da dignidade com que temosrepresentado o nosso país, da nossa organização ofensiva e da intensidade e capacidadede luta que sempre colocamos em jogo! Na Macedónia, as premissas dos anos anteriorescontinuarão a ser as mesmas.


Vitória clara de Portugal na primeira jornada

A equipa portuguesa irá encontrar amanhã, no segundo dia da prova, a selecção de Angola que derrotou o Irão por 57-74. Amanhã, Roménia e Irão defrontam-se pelas 15h00 e Portugal joga com Angola às 17h00 no Pavilhão Multiusos de Guimarães.

Portugal começou o jogo de forma hesitante mas cedo encontrou a fórmula para contrariar a equipa romena. Concentrados na defesa, onde não consentiram um único ressalto ofensivo ao adversário na 1ª parte, os portugueses limitaram o ataque romeno. Se no 1º período a superioridade pontal ainda não era muito evidente, um parcial de 20-8 catapultou o conjunto luso para uns esclarecedores 38-21 à saída para os balneários. No regresso ao jogo, a equipa portuguesa entrou determinada a resolver o quanto antes o jogo. No entanto, algum desacerto na hora de atirar ao cesto não permitiu que a diferença se dilatasse significativamente. Apesar de no ataque não ter estado muito bem, a defesa compensou e a equipa romena sofreu com o empenho português neste capítulo. Com um triplo sobre o apito, Portugal entrava no 4º período com 27 pontos a seu favor (57-30).O 4º período serviu para Portugal consolidar processos e sistemas tendo continuado a aplicar-se defensivamente. No final uma expressiva vitória por números que não deixam duvidas quanto à superioridade de Portugal – 79-48.No primeiro jogo do Torneio Internacional de Guimarães, o Irão começou melhor. Com cerca de 5 min jogados a equipa iraniana vencia por 10-5. A reacção angolana não se fez esperar e intensificando a agressividade defensiva reduziram o ataque iraniano a escassos dois pontos na segunda metade do primeiro período, que terminou com Angola a vencer por 12-20.Durante o segundo período a toada manteve-se com a equipa do continente africano a controlar distâncias e a chegar ao intervalo a vencer por 24-35. O terceiro período foi em tudo diferente. Angola embalou nos primeiros 5 minutos da segunda parte para uma vantagem na casa dos 20 pontos. O Irão parecia ceder mas a partir daí entregou-se à partida e conseguiu reentrar na discussão do jogo com um parcial de 16-7 e à entrada do último período estava a 11 pontos de Angola (45-56).Os primeiros minutos do decisivo parcial foram importantes para o desfecho final. Angola acelerou e fez um parcial de 9-2 que colocou o resultado em 47-65, faltando 6 minutos para o final. A partir daqui foi só controlar o resultado e garantir uma vitória que se cifrou em 57-74.


Michelle Brandão no cinco ideal do Europeu de Sub-20

A base titular do Olivais, que iniciou a sua carreira na modalidade na Escola Limiana, pela mão de Abílio Lourenço, um dos apaixonados pelo basquetebol no Alto Minho, teve por companheiras no melhor cinco da competição a grega Artemis Spanou (simultâneamente a MVP do campeonato), a checa Lenka Bartáková e as suecas Cleopatra Forsman-Goga e Farhiya Abdi.Para a jovem Michelle, no limiar de uma carreira que se augura recheada de êxitos, representa o maior prémio individual até agora, prevendo-se que outros mais se seguirão, dada a capacidade de leitura de jogo que já apresenta, uma autêntica pensadora e termos de organização. As melhores portuguesas nos diversos ranking do EuropeuSe Michelle Brandão viu reconhecida a sua influência no modelo de jogo apresentado pelo seleccionado luso no Europeu de 2011, outras das suas companheiras de equipa também estiveram em destaque nos diversos ranking da competição. * Michelle Brandão (base) – 6ª nas assistências (2,6 ass/jogo); 9ª nos pontos marcados (13,9 p/jogo), sendo a nossa melhor marcadora e 13ª na % de L3 pontos (35,7%). * Daniela Domingues (extremo) – 3ª no total de ressaltos (7,9 ress/jogo), sendo também 3ª nos ressaltos ofensivos (2,9) e 6ª nos ressaltos defensivos (5,0); 4ª na % de Lances livres (83,3%), com 20/24; 5ª nos roubos (1,9 rb/jogo); 8ª na % de L3 pontos (41,2%), com 7/17, sendo a nossa melhor triplista.* Luiana Livulo (poste) – 2ª nos desarmes de lançamento (1,0 dl/jogo), com 7/7 jogos, com a mesma média da vencedora, a checa Alena Hanusová (com 8/8 jogos); 4ª no total de ressaltos (7,7 ress/jogo), sendo também 4ª nos ressaltos defensivos (5,3) e 5ª nos ressaltos ofensivos (2,4); 6ª na % de L2 pontos (51,1%), com 23/45.Maria João Correia (14ª nos roubos, com média de 1,6 por jogo; 9ª nos ressaltos defensivos, com 4,4 ress/jogo e 19ª no total de ressaltos, com 5,1; 14ª na % de L2 pontos, com 45,5%; 22ª nos pontos marcados, com 10,6 p/jogo, sendo a nossa 3ª melhor marcadora) e Maria João Andrade (7ª na % de L2 pontos, com 50,0%; 18ª na % de L livres, com 58,6%; 19ª nos pontos marcados, com 11,0 p/jogo; 19ª nos desarmes de lançamento, com 0,3 dl/jogo) completaram o cinco titular.Uma referência também para a base Inês Faustino (15ª nas assistências, com média de 1,7 por jogo e um ratio de 2,0 (AS/TO) que revela grande segurança, na relação entre passes decisivos e turnovers. Daniela Domingues (32,4 min/jogo), Michelle Brandão (30,4) e Maria João Correia (30,0) foram as três mais utilizadas no plantel à disposição de Eugénio Rodrigues.


Sub-20 perdem com a Bósnia

A equipa vai agora lutar pela 5ª posição geral.

Num jogo com duas partes completamente distintas, os jovens jogadores nacionais não entraram bem no jogo e permitiram que a selecção bósnia fugisse no marcador até aos 13-6, altura em que o seleccionador Nacional André Martins parou o cronómetro. Completamente transfigurada após esse desconto de tempo, a Selecção Nacional partiu para um parcial de 18-0, que lhe permitiu chegar ao final do primeiro período a vencer por 24-13. No segundo quarto, os jogadores portugueses mantiveram a boa defesa que os tem caracterizado ao longo deste Campeonato Europeu, ampliando a vantagem no marcador para os 12 pontos (37-25). Mas a partir daí tudo mudou… Os jogadores portugueses entraram desconcentrados na segunda parte, permitindo que a equipa Bósnia, com uma defesa muito pressionante, rapidamente passasse à frente do marcador (parcial de 0-13). Sem nunca conseguirem voltar a evidenciar o excelente basquete realizado na primeira parte, os jogadores Nacionais chegaram ao final do terceiro período a perder por (45-47). A partir daí, a Selecção Nacional não mais se encontrou e disso se aproveitou a equipa Bósnia que, com “nova alma”, e mais um parcial desnivelado (14-26), venceu com relativa facilidade o encontro. Portugal vai agora à procura da melhor classificação de sempre num Campeonato da Europa de Sub20 (apuramento do 5º ao 8º posto). O próximo jogo da Selecção Nacional é contra a Dinamarca, Sábado, pelas 14.00 horas, no Pavilhão KSC Ilidza.


«Campanha inolvidável»

O treinador da equipa conta, nos detalhes desta notícia, algumas das emoções vividas pela equipa.

“Finalmente, à 3ª foi mesmo de vez! Primeiro em 2007, em Druskininkai, contra a Lituânia; depois em 2010, em Kavadarci. Finalmente conseguimos realizar o sonho que provavelmente só em nós e poucos mais acreditariam. Subimos de divisão”, começa por nos dizer o treinador.Mas o desfecho feliz da participação portuguesa no Europeu não foi obra do acaso: “A preparação começou na equipa sénior ainda, em Abril, com 5 atletas Sub-20 (tendo apenas ficado 3 nas 12 finais), mas teve o seu momento verdadeiramente inicial só em fins de Maio/início de Junho, o que representava uma preparação de 2 jogos privados e 32 treinos. Era curto, mas sabíamos o que tínhamos de fazer para chegar ao ponto ideal, dentro desta preparação possível”, esclarece.A estratégia para “atacar” o Campeonato da Europa não tardou a ser delineada: “Depois de termos escolhido as jogadoras que reputámos como certas, encarámos este Europeu da forma mais calculista possível. Sob o ponto de vista competitivo teríamos forçosamente de vencer os 2 primeiros jogos com equipas teoricamente mais acessíveis, Macedónia e Bulgária. Depois, perceber onde estávamos em relação às favoritas, pois defrontávamos a Suécia e a Hungria. Paralelamente, como tínhamos apenas 2 jogos de preparação, e no inicio de Junho sabíamos que teríamos de fazer um campeonato em crescendo e com um plano estratégico-táctico também previamente estabelecido.”Já na Macedónia, a equipa manteve-se fiel ao plano inicialmente traçado: “Independentemente de como o jogo corria e das dificuldades naturais que íamos enfrentando, nunca saímos desse plano, nunca deixamos de fazer aquilo tínhamos treinado, evitando ir para soluções que não tínhamos previsto ou ensaiado. Percebemos que teríamos de vencer com muito sofrimento e se tivesse de ser por um ponto em cada período, pois assim seria. Isso foi visível pois à medida que fomos enfrentando as equipas mais fortes, quando todos achavam que já não conseguiríamos, nós conseguimos subir uns furos e estar ao nível do nosso adversário.”A dada altura, a jovem Selecção começou a vislumbrar como possível a subida de divisão: “Percebemos que isso era possível quando ganhámos à Hungria e quando perdemos contra a Suécia, porque durante cerca de 10 minutos não fomos nós e saímos do tal plano inicialmente traçado. Depois, Israel e Rep. Checa foram uma verdadeira lição de basquetebol e de controlo emocional. Normalmente, as equipas lusas apresentam um basquetebol já bastante respeitável mas ainda falham no tal controlo emocional, na gestãomental do sucesso ou do insucesso. Desta vez, isso não aconteceu e a subida de divisão foi quase uma ‘fatalidade’, no bom sentido da palavras. E só não fomos mais longe do que a medalha de prata porque a Suécia era de facto bastante mais forte do que a nossa Selecção”, salienta Eugénio Rodrigues.Foram uma sucessão de jogos, mas a equipa reagiu bem: “A gestão do esforço na minha opinião foi quase perfeita e a rotação levada a cabo, sem ser muito extensa por todas as jogadoras foi a suficiente. Tivemos um pequeno contratempo, que se prendeu com uma queda da Michele Brandão numa escadaria que chegou a assustar. Tivemos também de controlar mais do que o habitual a alimentação pois foram identificados muitos problemas com as atletas nesse aspecto (refeições no hotel não eram as melhores) etivemos inclusivamente o cuidado para mentalmente não “sair” do ritmo competitivo do campeonato face a uma folga dupla que gozamos. Tenho a perfeita consciência de que dificilmente haveria algo mais a fazer, no plano do scouting, no treino mental das jogadoras e no plano organizativo.”E Eugénio Rodrigues prossegue: “Assim sendo, “faltava” vencer os jogos e claro, ter a estrela da sorte. Costuma-se dizer de que quanto mais trabalhamos, mais sorte temos, e as atletas foram inquestionavelmente as maiores responsáveis pelo êxito. Trabalharam como ninguém, sacrificaram-se como ninguém e quiseram tanto ou mais do que as adversarias. Estas três premissas que serviram de mote ao nosso trabalho diário desde o 1.º treino, deram numa medalha, e na subida de divisão.”O técnico recusa-se a ficar com os louros deste sucesso, fazendo questão de dividir o êxito com outros intervenientes: “É também justo dizer-se que este resultado é o somatório de muitos factores que passam pelo trabalho dos clubes e seus treinadores e pelos centros de treino, que vieram sem qualquer sombra de duvida elevar o nível competitivo das nossas selecções. Posso dizer que, sem saber quem contribuiu mais com o quê, os centros de treino e os seus responsáveis deverão nesta altura também eles, sentir muito orgulhos neste êxito.”E agora, o que acontecerá a esta equipa? “O futuro é algo sempre incerto, mas acho que esta é uma oportunidade soberana de cimentarmos o nosso salto qualitativo no basquetebol europeu feminino pelo que urge pensar seriamente e com tempo na campanha europeia de 2012 por forma a que possamos mostrar, mais uma vez à Europa, que este resultado não é fruto do acaso.”“Finamente, e em jeito de conclusão, importa rentabilizar este resultado da melhor forma possível, sobretudo através da sua publicitação junto dos meios basquetebolísticos, pois agora, mais do que nunca, as atletas deverão sentir orgulho em representar a Selecção Nacional, todos os agentes deverão contribuir para isso e convergir forças pois representar Portugal, vencer ao serviço de Portugal e poder ter uma medalha ao peito com Portugal como pano de fundo, é e deverá ser sempre o objectivo máximo de qualquer desportista”, frisa.E deixa um conselho: “Só estando na Europa num bom plano competitivo se pode melhorar o nível do nosso basquetebol em geral. Pessoalmente, esta campanha europeia foi absolutamente inolvidável e mentiria se dissesse que sou o mesmo depois de tudo o que foi vivido. Espero um dia voltar a vivê-la e também poder ter a alegria de ver ou ouvir os meus companheiros treinadores a falarem de sensações semelhantes. Será muito bom sinal.”


Portugal afastado da subida

A equipa portuguesa perdeu frente à Bélgica, por 59-74, hipotecando, assim, as possibilidades de garantir o acesso às meias-finais e, consequentemente, lutar pela subida de divisão.

Frente a uma fortíssima selecção belga, os comandados por André Martins e João Costeira, tinham uma missão muito complicada. O espirito guerreiro e combativo da Selecção Nacional, desta vez não foi suficiente para travar os “bombardeiros” belgas. O resultado de 8-19 no final do primeiro período demonstrava já um ascendente belga. No segundo período os jogadores Nacionais estiveram melhor defensivamente, conseguindo inclusivamente vencer este parcial, reduzindo a diferença no marcador para 10 pontos (22-32) ao intervalo. Apesar de terem entrado melhor no terceiro período, os jovens portugueses foram impotentes para travar o fortissimo jogo ofensivo belga, sobretudo nos ultimos 5 minutos. Ora de 2 ora de 3 pontos, os belgas foram dilatando o marcador até à marca de 38-58 com que terminou este quarto. De notar que o mérito belga neste período foi enorme! Muitos dos lançamentos conseguidos foram a acabar o tempo de ataque e sempre contestados pelos jogadores nacionais. No ultimo quarto, e apesar da missão ser quase impossível, os jogadores nacionais reagiram bem, conseguindo diminuir a desvantagem para os 15 pontos com que se chegou ao fim da partida. A superioridade belga foi notória em todo o encontro. Além de um jogo em que conseguiu ter percentagens de lançamento elevadíssimas, a sua maior experiência e maturidade relativamente à equipa nacional foram também um factor preponderante no desfecho da partida. Portugal defronta amanhã a equipa da casa, a Selecção da Bósnia e Herzegovina às 16.15 no Pavilhão KSC Ilidza.No outro encontro do Grupo F a República Checa superou a Bósnia, por 74-57. Esta quinta-feira Portugal defronta a Bósnia, sabendo de antemão que a seguir vai lutar pelo 5.º lugar.


Portugal vs. Polónia

O 1º jogo realizou-se em S. João da Madeira e o resultado final foi de 72 / 55 a favor daselecção portuguesa. O empenho e a intensidade defensiva, o domínio das tabelas ( apesarda diferença considerável de estatura ) e a organização ofensiva foram os vértices de tãosaboroso triunfo.O 2º jogo, realizado em Paços de Brandão, foi mais equilibrado, tendo a Polónia conseguidolevar de vantagem a equipa lusa por uns escassos 4 pontos ( 67 / 63 ) ; Portugal, durantea 1ª parte, teve quase sempre alguma dificuldade em conseguir parar as penetrações doadversário ; a 2ªparte, alicerçada numa boa defesa individual, com atenção dobrada sobre abola e com todos os jogadores em contínuo estado de alerta, foi um bom pronuncio para ojogo seguinteO 3º jogo, novamente realizado na capital do calçado, mostrou uma equipa portuguesa capazde resistir à fadiga e desejosa de sucesso individual e colectivo. O resultado final de 62 / 55voltou a sorrir para as cores nacionaisEstas magníficas jornadas contra uma selecção de grupo A, vieram elevar a auto-estimada equipa portuguesa, fizeram realçar naturalmente as suas virtudes e os seus defeitos eperspectivar uma participação muito digna no Campeonato da Europa


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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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