Artigos da Federaçãooo
“É fundamental entrarmos com níveis de confiança elevados”
O último jogo contra o líder do Grupo A, ainda que em igualdade pontual com a Eslovénia, ambos com 4 vitórias e uma derrota, não irá naturalmente resolver nada, porque as coisas estão resolvidas.
A selecção portuguesa será certamente 3ª classificada – não acreditamos que a Noruega tenha capacidade para desfeitear a Eslovénia na condição de forasteira, já que na 1ª volta a vantagem foi das eslovenas por 20 pontos, em solo norueguês – e por isso o que está em causa é apenas uma questão de prestígio. Todavia é preciso recordar que esta é a segunda campanha em que nos cruzamos com a Suécia e o triunfo caiu sempre para as cores nórdicas, das três vezes em que os defrontámos.: em 2008 (Oliveira do Hospital), em 2009 e 2010 (ambas em Norrköping).Acresce ainda a circunstância de que a selecção sueca que amanhã estará no Pavilhão Municipal de Casal de Cambra, a partir das 16h30 (o início do jogo foi antecipado por causa da transmissão televisiva, a cargo da Sport TV), é praticamente igual à do ano passado. Faltam Frida Aili e a poste Kadjida, mas em compensação voltam a contar com Ethel Eldebrink, a gémea de Frida, que por razões de saúde não jogou a 1ª volta desta campanha.Para Ricardo Vasconcelos «o grande ponto forte delas é a questão física. Estamos a falar do ritmo a que jogam e na quantidade de contactos que utilizam no seu modelo de jogo. É o aspecto em relação ao qual temos mais dificuldade de ultrapassar. Este tipo de jogo altera-nos a forma de jogar, sendo indubitavelmente um ponto com o qual não nos damos muito bem. A juntar a isto têm uma das melhores bases a jogar na Europa (Frida Eldebrink) e um verdadeiro “5” (Louice Halvarsson), ambas a alinhar na Euroliga, em representação do Spartak Brno, equipa checa do topo europeu. Isso vai-nos criar naturalmente muitas dificuldades defensivas.».Mesmo consciente do enorme valor que representa a congénere adversária, o seleccionador luso não abdica de tentar lutar com todas as armas de que dispõe para levar de vencida a líder do Grupo A.«A forma como baseamos a defesa na redução máxima do tempo de ataque no nosso meio campo defensivo, com o objectivo de retardar as transições delas e a forma como vamos defender o bloqueio directo entre essas duas jogadoras, é decisiva para alterar a forma de jogar da equipa sueca.».«Quanto a nós o fundamental é entrar no jogo com níveis de confiança altos, pois este é o jogo mais fácil de encarar. A pressão não está do nosso lado e por isso estamos mais libertos para jogar com tranquilidade e confiança.», concluiu.
Ganhar a luta das tabelas não foi suficiente
Com este resultado a selecção eslovena mantém-se na 2ª posição, em igualdade pontual com a Suécia, que venceu a Noruega por números que não deixam dúvidas (76-43).
O seleccionado luso até entrou bem na partida, adiantando-se no marcador a partir do minuto 4 (9-4) e conservou-se no comando até ao final dos primeiros 10 minutos (20-16). A superioridade nas tabelas (12-2 ressaltos), aliada a uma boa eficácia de lançamento, nomeadamente nos duplos (58%), com realce para a poste Tamara Milovac, compensava o maior acerto das eslovenas (58% nos lançamentos de campo).A inconsistência das nossas representantes veio ao de cima no 2º período (9-20), em que consentimos um parcial de 0-11. Foram praticamente 7 minutos sem acertar com o cesto, o que permitiu às nossas opositoras operarem a reviravolta (20-27). Alguns períodos de reacção lusa deparavam com pronta resposta da Eslovénia, liderada por Teja Oblak (o motor da equipa) e complementada por Eva Komplet, que chegou ao intervalo na frente (29-36). A luta das tabelas neste quarto passou a ser favorável mais equilibrada e a eficácia lusa baixou drasticamente.No 3º período (16-15) as pupilas de Ricardo Vasconcelos voltaram a exibir-se a um nível similar ao dos 10 minutos iniciais, com Joana Lopes e Tamara Milovac a assumirem as despesas nas movimentações ofensivas. Por duas vezes reduzimos para 3 pontos (33-36 e 36-39, ambas no minuto 23), mas a Eslovénia mais serena, não desperdiçava as situações construídas, com destaque para a poste Tina Trebec (9 pontos neste parcial), que apareceu algumas vezes em situações de um contra zero, bem servida por Teja Oblak e Martina Dover, respectivamente com 6 e 5 assistências. A perder por 11 pontos (38-49), no minuto 28, Portugal reagiu com um parcial de 7-0 (45-49), obrigando o treinador esloveno a parar o cronómetro. No final do 3º quarto a vantagem da Eslovénia era de 6 pontos (45-51).No último período (8-15), a selecção lusa voltou a sentir dificuldades em atacar o cesto e fazendo as 4 faltas muito cedo, permitiu que o adversário ampliasse a vantagem, com Eva Komplet a ser travada em falta na área pintada. A diferença pontual disparou para 17 (47-64), no minuto 38, acabando por se fixar em 13 (53-66).«Não conseguimos atingir a consistência que necessitamos para discutir estes jogos, devido às fracas percentagens e a turnovers não forçados. Ficamos com a sensação de que estamos a um pequeno passo de sermos a equipa que queremos ser», começou por referir o seleccionador no final do encontro.«Conseguimos cumprir o desiderato de carregar no ressalto ofensivo (15 contra 5 do adversário), o que nos proporcionou segundos lançamentos (12 pontos), mas isso não foi suficiente». Ricardo Vasconcelos voltou a frisar que «temos de continuar a perseguir o objectivo de melhorar as percentagens de lançamento» e a finalizar referiu que «a inexperiência da equipa revela-se na forma como jogamos qualitativamente ao ritmo/nível do adversário em vez de sermos nós a impor o ritmo e qualidade do jogo».Destaque nas vencedoras para a prestação da extremo/poste Eva Komplet, MVP da partida (23,0 de valorização), ao contabilizar 22 pontos, 2/3 nos triplos, 3 ressaltos defensivos, 3 assistências e 6 faltas provocadas, com 8/10 nos lances livres, bem secundada pela poste Tina Trebec (11 pontos, 4 ressaltos sendo metade ofensivos e 4 faltas provocadas) e por Teja Oblak, o verdadeiro motor da equipa (12 pontos, 60% nos duplos, 6 assistências, 2 roubos e 3 faltas provocadas). Na selecção lusa a mais valiosa (22,0 de valorização) voltou a ser Joana Lopes (13 pontos, 6/8 nos lançamentos de campo, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, 3 assistências e 2 roubos). Foi bem acompanhada por Tamara Milovac (12 pontos, 7 ressaltos sendo 3 ofensivos, uma assistência, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas), Carla Nascimento (9 pontos, 5 ressaltos sendo 2 ofensiivos, 4 assistências, 2 roubos e 4 faltas provocadas, com 5/5 nos lances livres) e ainda Maria João Correia (7 pontos, 2 ressaltos, uma assistência e 3 faltas provocadas).Em termos globais a supremacia da Eslovénia baseou-se na maior eficácia de lançamento, nomeadamente nos duplos (38%-54%) e nos lances livres (73%-84%). Foi ainda mais colectiva (13-16 assistências) e cometeu menos erros (20-15 turnovers). Por seu turno Portugal superiorizou-se na luta das tabelas (37-27 ressaltos), com realce para a tabela ofensiva (15-5) onde se fez a diferença, tendo conseguido também mais roubos de bola (12-7). Ficha do jogoPavilhão Municipal de Casal de CambraPortugal (53) – Carla Nascimento (9), Ana Oliveira, Joana Lopes (13), Sara Filipe (4) e Tamara Milovac (12); Ana Fonseca (6), Débora Escórcio, Maria João Correia (7), Michelle Brandão (2), Diana Neves e Luiana LivuloEslovénia (66) – Teja Oblak (12), Martina Dover (6), Lea Jagodic, Eva Komplet (22) e Tina Trebec (11); Natasa Radulovic (6), Martina Osterman (9), Ursa Cuk, Ana Ljubenovic e Anja KlavzarPor períodos: 20-16, 9-20, 16-15, 8-15Árbitros: Oliver Krause (Alemanha) e Francis Santos (Gibraltar)
Selecção em Casal de Cambra, Sintra
A Selecção Nacional defrontará, na Quarta-feira, dia 8 de Junho, pelas 20h30, a congénere da Eslovénia e, no dia 11, Sábado, será a vez da equipa das quinas ter pela frente a Selecção da Suécia.
Basquetebol ao mais alto nível no Concelho de Sintra e em Casal de Cambra. As entradas são livres e Portugal precisa do teu apoio. Não Faltes!
A organização estará a cargo da Federação Portuguesa de Basquetebol e da Câmara Municipal de Sintra e conta com o apoio da Junta de Freguesia de Casal de Cambra, AB Lisboa e do GD Maria Alberta Meneres.
Estágio conjunto com a Holanda
Atletas convocadas:Ana Antunes AD VagosBrigitta Cismasiu GDEMAMCarcidália Silva Olivais FCDaniela Domingues AD VagosFelicite Mendes CRCQ LombosFilipa Bernardeco GDEMAMInês Faustino AD VagosJoana Cruz Académico FCLuiana Livulo GDESSAMaria João Andrade Olivais FCMaria João Correia CAB MadeiraMichelle Brandão Olivais FCSara Oliveira STAC (EUA)Telma Fernandes GDESSA
Fernando Sousa convocado para a Selecção Nacional
O “Objectivo Lituânia 2011” que pretende a presença de Portugal na Fase Final do Eutrobasket, tendo que para isso levar a melhor sobre a Hungria (9 de Agosto) e Finlândia (24 de Agosto).
Mercê da excelente época que Fernando Sousa realizou, não foi com surpresa que o seu nome aparece nos 17 convocados.Para Norberto Alves, treinador da Académica ” A convocatória do Fernando Sousa é um grande orgulho para todos nós. Uma pessoa com o carácter do Fernado e com o nível que atingiu merece ir à selecção. Reflecte, ainda, o seu trabalho ao longo de muitos anos. Tive o previlégio de treinar o Fernando durante 7 épocas, primeiro na 3ª divisão, depois na Proliga e finalmente na Liga e acompanhei de perto o crescimento de um jogador que através do exemplo diário sempre deu tudo à equipa e ao seu clube do coração: A Académica. Ele é um exemplo de dedicação e de fair-play. Espero que tudo lhe corra bem nos treinos da selecção e consiga dar à equipa de todos nós aquela que é a sua melhor característica como jogador: a coragem.”
“Temos condições para discutir o jogo”
A autarquia de Sintra é mais uma vez parceiro da F.P.B., apoiando a organização no tocante ao recinto para treinos e jogos (há também o Portugal-Suécia no próximo sábado, às 16h30) e suportando os encargos de alojamento e alimentação das equipas intervenientes. Também a Associação de Basquetebol de Lisboa, Junta de Freguesia de Casal de Cambra e o GD Escola Maria Alberta Menéres dão o seu contributo à organização. Depois do desaire em Bergen, no passado domingo, ante a Noruega, subsistia a dúvida em relação às marcas decorrentes do resultado negativo. Será que isso já faz parte do passado ou ainda permanece na cabeça de todos os que integram o grupo de trabalho?O seleccionador nacional Ricardo Vasconcelos confessou-nos a sua opinião:« A equipa trabalha sempre de forma muito séria e intensa e isso por si só traz motivação e níveis de confiança! Lógico que a derrota foi sentida pois foi um jogo que ficámos com a sensação que podíamos ter ganho, mas é passado. Não pode nem vai alterar a forma de abordar esta partida frente à Eslovénia». Para baralhar ainda mais as coisas, a Eslovénia impôs a primeira derrota à Suécia (70-63), mantendo-se todavia as suecas na liderança, por cesto-average, visto que na 1ª volta haviam vencido por maior diferença (78-61). Como é que o nosso adversário de logo à noite, desfalcado de pedras influentes, casos da poste Sandra Pirsic (lesionada), da extremo Maja Erkic e da base Nika Baric, que no final de Maio ganhou o prémio de melhor jogadora jovem dos campeonatos europeus de 2010, atribuído pela FIBA, conseguiu suplantar uma forte Suécia, com todas as suas trutas à excepção de Frida Aili? «A Suécia perdeu uma jogadora muito influente no seu jogo, mas a independentemente disso, também a Eslovénia perdeu centímetros e isso joga a nosso favor, pois também os perdemos. Acredito que temos condições, perante o nosso público, de jogarmos de igual para igual. Condicionar o jogo dos bases adversários será essencial para levar de vencida esta equipa», referiu o seleccionador luso. Na partida frente às norueguesas foi patente a principal pecha das nossas representantes: a falta de eficácia nos lançamentos de campo (29%), nomeadamente na 1ª parte. Registou-se alguma melhoria (pouca) na 2ª metade, nos lançamentos duplos (de 28% para 34%), mas sobressaiu a dificuldade em atacar o cesto com êxito na área pintada. Como é que se poderá ultrapassar esta lacuna?«Sem dúvida que as baixas percentagens constituíram o maior dos males no passado domingo, mas acredito que vamos melhorar. Temos trabalhado para isso. Precisamos de controlar melhor a ansiedade e lutar mais pelo ressalto ofensivo», explicou o nosso interlocutor.A capitã Sara Filipe regressou da Noruega afectada por uma amigdalite. Foi naturalmente medicada, não treinou por precaução ontem de manhã, mas já trabalhou com as suas companheiras no treino da tarde e hoje no apronto matinal. Estará em perfeitas condições para logo à noite? «A Sara está disponível para dar o seu melhor!».
José Silva junta-se à lista de convocados.
C. Barreirense). Passam assim a ser 18, para já, os atletas com que equipa técnica conta para começar os trabalhos de preparação tendo em vista a qualificação para o Campeonato da Europa. Os jogadores escolhidos concentram-se, em Guimarães, a 19 de Junho, e iniciarão os trabalhos no dia seguinte, estando previstos 10 treinos semanais nesta 1ª fase.
Jovens promessas
Nesta entrevista as jovens jogadoras contam como é estar na equipa das quinas, bem como todas as expectativas que têm para este encontro.
Chegar à Selecção Sénior era um sonho que ambicionavam quando começaram a fazer parte das selecções mais jovens? Michelle Brandão Sim. Acho que esse é um objectivo de qualquer jogador, ainda mais quando se faz parte das selecções jovens. Se me perguntasse, quando era mais nova, se aos 20 anos achava que ia estar na selecção a minha resposta certamente seria não. Por isso, esta chamada ainda deixa-me mais contente e mostra que com muito trabalho poderemos atingir os nossos objectivos.Maria João Correia – A selecção sénior é com certeza um sonho para todas as jogadoras, conseguir chegar a este nível é qualquer coisa de aliciante. No inicio quando cheguei às selecções mais jovens, era tudo muito novo, e só queria aproveitar e retirar o melhor das experiências que ia tendo, e se calhar nessa altura não pensava ainda na selecção sénior. Com o passar do tempo e dos anos, as coisas foram mudando, e aí comecei a sonhar em ir à selecção sénior, e além de um sonho isso tornou-se num objectivo. Luiana Livulo Acho que é o sonho de qualquer jogadora jovem poder representar a Selecção ao mais alto nível. Não sou excepção, era um sonho que está finalmente concretizado.Sentem-se privilegiadas, relativamente ao masculino, pelo facto de com a vossa idade serem já titulares indiscutíveis dos vossos clubes? Michelle Brandão Não acho que seja uma questão de privilégio, mas acho que isso acontece muito fruto do nosso trabalho e dos nossos treinadores. Eu, como todos os jogadores jovens, precisei de jogar, precisei de errar para melhorar e nem todos os treinadores estão dispostos a fazer isso. Felizmente tenho um treinador que aposta em mim e que me deu todas as condições para crescer. Nestes últimos anos existem vários casos semelhantes ao meu, o que a curto-prazo é uma mais-valia para as selecções jovens, e certamente a longo prazo será para a selecção sénior e mesmo para a Liga. Penso, por isso, que esse será o caminho para o futuro do basquetebol português quer no feminino, quer no masculino. Maria João Correia Sabemos bem que isso não é muito vulgar nos masculinos, não há muitos jovens da nossa idade a jogar muitos minutos na Liga, apesar de haverem alguns. E de certo modo isso é um privilégio. Mas por outro lado se o somos é porque trabalhámos para isso e porque também o merecemos. Luiana Livulo Penso que existe uma diferença clara entre a Liga feminina e a masculina. A feminina aposta muito mais na formação, dando assim mais oportunidade às jogadoras mais jovens, como é o nosso caso, por isso é de certo modo um privilégio. O facto de conhecerem os treinadores das selecções mais jovens torna agora mais fácil a vossa integração? Michelle Brandão Sim, acaba por não ser tudo novo, uma vez que já trabalhámos com eles. Depois nas sub-20 a filosofia de jogo é a mesma, o que ajuda ainda mais. Maria João Correia O facto de já terem sido nossos treinadores antes, já sabermos a forma como trabalham, já sabemos aquilo que vamos encontrar, a forma como temos que estar e trabalhar, e isso de certa forma ajuda na nossa integração. Luiana Livulo Sem dúvida, o facto de já termos trabalhado com eles em anos anteriores ajuda a nossa integração, pois já conhecemos o modo como trabalham, o que faz com que não seja tudo novo para nós.Quais as principais diferenças, se é que existem, nos trabalhos da selecção sénior? Michelle Brandão Primeiro as jogadoras são mais experientes, naturalmente aumenta a qualidade de treino. Com a qualidade de treino elevada, as exigências são maiores, logo não podemos errar tanto. Depois o nosso estilo de jogo obriga-nos a tomar decisões num curto período de tempo, pois temos muitas opções em cada movimento, o que nos obriga a estar muito concentradas. Maria João Correia As jogadoras são mais velhas, com muita experiência e maturidade, o que é muito bom para nós. E também a intensidade que se coloca nos treinos, é muito superior. Luiana Livulo A qualidade das jogadoras é um nível completamente diferente, elas são bastante experientes, o que é óptimo para nós pois não aprendemos apenas com os treinadores.A poucos dias do primeiro jogo desta segunda volta, como seria para cada uma, o jogo ideal? Michelle Brandão Primeiro, ganhar! Depois conseguir ajudar a equipa da melhor maneira possível O mais importante é a vitória e o sentimento dever cumprido. Maria João Correia Seria sem dúvida um jogo em que toda a equipa estivesse bem, que fizéssemos as coisas que temos vindo a treinar ao longo destes dias, quer na defesa quer no ataque. E de certa forma melhorar, não cometendo os mesmos erros. E claro no fim uma vitória. Luiana Livulo Conseguirmos transportar para o jogo todo o trabalho que foi desenvolvido ao longo de todos os treinos, pois se o fizermos tenho a certeza que vamos conseguir obter a tão desejada vitória!Acham que são as primeiras de um conjunto de outras jogadoras que estão para chegar à Selecção principal? Michelle Brandão Sim, como já referi anteriormente, há cada vez mais jogadoras jovens a jogar na Liga com minutos importantes, por isso acredito que num futuro próximo haverá mais jogadoras jovens a serem chamadas. Temos o exemplo da Joana Jesus, Daniela Domingues, Inês João Faustino, Joana Bernardeco e a Sofia Silva, todas elas jogadoras jovens, que já estiveram presentes nos trabalhos da Selecção Sénior Maria João Correia Penso que sim, pois há muitas jogadoras jovens a jogar a um bom nível e que podem muito bem, fazer parte desse conjunto no futuro. Luiana Livulo Sim, como nós já várias jogadoras jovens foram chamadas para observação, por isso acredito que no futuro mais jogadoras a integrarão a Selecção.
Norueguesas mais consistentes na ponta final
A derrota por 55-49, frente à Noruega, nesta cidade nórdica com uma população de cerca de 200 mil habitantes, traduziu a inexperiência da equipa e uma manifesta falta de eficácia na área pintada, mormente evidenciada durante a 1ª metade, em que apenas marcámos 22 pontos, com percentagens muito fraquinhas.
Depois de uns 10 minutos iniciais de bastante equilíbrio (17-13), desfeito apenas no minuto 10 com Tori Halvorsen (que estuda e joga numa Universidade norte-americana) a fazer 15-13 da linha de lance livre e fixando o resultado em cima da buzina, Portugal sofreu um parcial de 9-1 em 6 minutos, acusando muita dificuldade em atacar o cesto. As norueguesas, mais pesadas e também mais rápidas, levavam a melhor nos lances divididos, utilizando amiúde o contra-ataque (7 na 1ª parte) e faziam cesto em segundos lançamentos, explorando da melhor maneira alguma apatia lusa. Assim, a diferença pontual ao intervalo (33-22) era reflexo precisamente dessa incapacidade em concretizar as movimentações de ataque (26% nos lançamentos de campo, contra 37% das anfitriãs). O descanso fez bem às pupilas de Ricardo Vasconcelos, com o segundo triplo de Ana Oliveira a dar o mote para a recuperação, logo no minuto 21 (33-25). Defendendo com muita entreajuda e agressividade, Portugal reagiu como se impunha e foi buscar o jogo, ao reduzir de 40-31 (minuto 26) para 40-39, impondo um parcial de 8-0, até ao final do 3º período (7-17).Prosseguindo com a mesma determinação no último quarto, a selecção lusa conseguiu mesmo a viragem do marcador no minuto 34, com Ana Oliveira a colocar Portugal na frente (42-43), obrigando o treinador nórdico a pedir um desconto de tempo à entrada do minuto 35. Carla Nascimento ainda elevaria a contagem para 42-45, da linha de lance livre mas em pouco tempo a Noruega voltou ao comando, primeiro por intermédio de Nanna Sand (que reentrara poucos segundos antes), a fazer 46-45 e a sua companheira de equipa Tina Moen (que joga no Isla de Tenerife, da 2ª Liga espanhola) a aumentar para 48-45, com 3 minutos e 1 segundo para jogar. Acto contínuo o seleccionador luso parou o cronómetro e Portugal viu renascer a esperança com um bomba de Ana Fonseca a empatar a partida (48-48) à entrada do minuto 39. Nova igualdade (49-49) ainda no mesmo minuto, mas a experiência e o sentido de cesto de Nanna Sand (ainda de grande utilidade aos 33 anos) a relançar as norueguesas com novo duplo a 1,15 minutos do termo (51-49). A perder por 53-49 e com 30,3 segundos para jogar, Ricardo Vasconcelos esgota os descontos de tempo, dando instruções para parar o cronómetro, recorrendo às faltas. Carla Nascimento viria a ser excluída completando a 5ª falta a 15 segundos do final. Foi da linha de lance livre que a Noruega selou o resultado final (55-49). « Acabámos por fazer uma 1ª parte fraca, em que os níveis elevados de ansiedade se reflectiram em percentagens de lançamento fraquíssimas, vindo ao de cima a nossa inexperiência. Apenas 4 pontos na área pintada até ao intervalo são elucidativos da nossa dificuldade em marcar.», começou por explicar o seleccionador luso.« Depois de termos recuperado, muito à custa de uma menor rotação na 2ª parte, faltou-nos oxigénio e isso fez baixar o discernimento. Faltou nesse período uma maior eficácia no tiro exterior, para que tivéssemos conseguido conservar a vantagem. É importante referir a falta de experiência da nossa equipa. Era preciso em determinados momentos, alguém com capacidade para sacar uma falta que nos devolvesse a tranquilidade e a confiança.», concluiu Ricardo Vasconcelos. Nas vencedoras, destaque para a base Anette Johansen (9 pontos, 7 ressaltos defensivos, duas assistências, 3 roubos, 7 faltas provocadas e nenhum turnover em quase 39 minutos de utilização), a norueguesa mais valiosa, seguida da extremo Tina Moen (12 pontos, 4/5 nos duplos, 5 ressaltos defensivos, 3 assistências e 4 faltas provocadas, com 4/6 nos lances livres), Tori Halvorsen (12 pontos, 6 ressaltos sendo 1 ofensivo, 1 roubo e 4 faltas provocadas, com 4/5 nos lances livres) e Kristina Tattersdill (9 pontos, 10 ressaltos sendo 3 ofensivos, uma assistência, 2 roubos e 3 faltas provocadas). Referência ainda para a utilidade de Nanna Sand, que marcou 2 cestos decisivos nos derradeiros 3 minutos.Na selecção portuguesa, saliência para a prestação de Joana Lopes, MVP e melhor ressaltadora da partida, autora de um duplo-duplo (13 pontos,11 ressaltos sendo 1 ofensivo, 4 assistências, 2 roubos,1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas), com o senão de ter estado abaixo do habitual nos lançamentos do perímetro (apenas 1 triplo em 8 tentados). Foi bem secundada por Carla Nascimento (4 pontos, todos de lance livre, 5 ressaltos sendo 3 ofensivos, 4 assistências, 2 roubos e 5 faltas provocadas), Ana Oliveira (9 pontos, 2/5 nos triplos, 2 ressaltos e 3 assistências), Tamara Milovac (8 pontos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo e 2 desarmes de lançamento) e Ana Fonseca (4 pontos,1 triplo, 3 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência e 1 roubo). Em termos globais a superioridade da Noruega assentou na maior eficácia de lançamento nos duplos (39%-34%) e no facto de ter ganho a luta das tabelas (44-36 ressaltos), incluindo a tabela ofensiva (11-9) e ainda de ter provocado mais faltas (21-15), convertendo 17 lances livres contra 13 das portuguesas, ainda que com percentagens similares (68%-68,4%). Portugal foi mais colectivo (12-15 assistências) e cometeu menos erros (17-14 turnovers). Equilíbrio houve nos roubos de bola (8 para cada lado) e na percentagem de triplos (20% para ambos, mas com as nossas representantes a converterem 4 contra 2 das adversárias). Ficha do jogo:Haukelandshallen, em Bergen Noruega (55) – Anette Johansen (9), Sigrid Skorpen (2), Tina Moen (12), Nanna Sand (7) e Kristina Tattersdill (9); Tori Halvorsen (12), Maren Austgulen (2), Therese Häger, Hege Blikra (2), Torunn Ytrehus e Tina NessePortugal (49) – Carla Nascimento (4), Ana Oliveira (9), Joana Lopes (13), Sara Filipe (4) e Tamara Milovac (8); Ana Fonseca (4), Maria João Correia (2), Débora Escórcio, Michelle Brandão (4), Célia Simões, Luiana Livulo (1) e Diana NevesPor períodos: 17-13, 16-9, 7-17, 15-10Árbitros: Haydn Jones (País de Gales) e Jonas Bille (Dinamarca) A comitiva portuguesa regressa amanhã a Lisboa, com chegada prevista para as 18h10 no voo TP 507 procedente de Oslo.
Mário Palma anuncia convocados
No Pavilhão Multidesportos Mário Mexia, “casa” que receberá a selecção nos decisivos encontros de apuramento a 9 e 24 de Agosto, e depois das boas vindas do anfitrião, Vereador Luís Providência, Mário Saldanha começou por sublinhar que “todos, sem excepção, temos que nos focar no objectivo comum que é a presença na Lituânia 2011, em Setembro”. Em seguida, foi a vez de Mário Palma falar sobre os jogadores convocados, o plano de trabalho e, confiante afirmar que “É possível o apuramento, e queremos o 1º lugar nesta qualificação.”
Jogadores convocados e mais nos detalhes da notícia.
Foi uma Conferência de Imprensa bastante concorrida. Coimbra e a sua Câmara Municipal voltam a abraçar o basquetebol e a Selecção Nacional de Seniores Masculinos. Depois de vitórias contra a Macedónia e Polónia nesta cidade, Coimbra poderá ficar agora na história como o local onde Portugal carimbou o apuramento para o Eurobasket 2011, na Lituânia.Para Mário Saldanha, este é o momento de unir esforços e apoios em redor da Selecção Nacional e de um objectivo que deve ser comum a todos, jogadores, treinadores, dirigentes, adeptos e Comunicação Social, apelando à presença massiva de público nos jogos frente à Hungria (a 9 de Agosto) e à Finlândia (dia 24 de Agosto).Já o novo Seleccionador Nacional, Mário Palma, mostrou-se confiante e traçou objectivos: Apuramento, se possível em 1º lugar, olhando já para o teoricamente eventual grupo do Eurobasket 2011 e almejando o apuramento para a segunda fase.A equipa técnica convocou, para já, 17 atletas que se concentrarão em Guimarães a 19 de Junho e iniciarão os trabalhos no dia seguinte, estando previstos 10 treinos semanais nesta 1ª fase. Mário Palma revelou ainda que a equipa lusa vai realizar três jogos de controlo na Turquia, entre 12 e 16 de Julho e duas partidas na Suíça, nos dias 2 e 3 de Agosto. De premeio, Portugal irá regressar a Guimarães para disputar um Torneio Internacional com as Selecções do Irão, Roménia, Angola e Filipinas, entre 23 e 27 de Julho” “Este é um bom programa de preparação. A federação possibilitou-nos as melhores condições de trabalho”, reconheceu o seleccionador.JOGADORES CONVOCADOS”FC Porto – Carlos Andrade, João Santos, José Costa e Miguel MirandaBenfica – António Tavares, Elvis Évora e Miguel MinhavaAcadémica – Fernando SousaV. Guimarães – Cláudio Fonseca e Paulo CunhaCAB – Fábio Lima e Jorge CoelhoOvarense – Nuno CortezGinásio – Marco Gonçalves e Tomás BarrosoBreogan (Espanha) – Betinho GomesEvreux (França) – Filipe da Silva
“Temos a nossa estratégia montada para ganhar”
Antes lançámos os tópicos para a abordagem, nomeadamente o facto de a selecção que está aqui em Bergen, estar desfalcada de Sónia Reis e Paula Muxiri, ausentes por motivos diferentes e que em conjunto representaram nos 3 encontros da 1ª volta, realizados em Agosto de 2010, mais de 35 pontos e 13 ressaltos por jogo.«Não só perdemos as duas melhores marcadoras (24 pontos da Sónia e 11,3 da Paula) mas também as duas melhores ressaltadoras (9,3 ressaltos da Sónia e 3,7 da Paula). Estamos conscientes disso e tivemos que trabalhar tacticamente para compensar essas ausências. Independentemente do que perdemos, a equipa está mais afinada tacticamente do que a do ano passado. Das 11 que foram utilizadas há um ano restam apenas 5. Mas contamos com jogadoras que apareceram fisicamente em muito melhor condição do que há um ano.»Perante uma Noruega que se apresenta na cauda da classificação do Grupo A, só com derrotas (médias de 49,7 pontos marcados e 71,7 sofridos) não é linear dizer-se que são favas contadas. Ricardo Vasconcelos está consciente das dificuldades com que as suas pupilas se irão deparar amanhã.« Temos a nossa estratégia montada para ganhar. Vamos jogar com uma Noruega muito forte fisicamente nas tabelas, muito batalhadora, mas que é seguramente a mais fraca do Grupo onde estamos inseridos. Não é um adversário fácil, mas pode-se tornar um jogo fácil. Depende muito da maneira com o encararmos. Possuímos jogadoras mais baixas, mas muito velozes, capazes de imprimir um ritmo intenso. A chave da vitória passa claramente pelos aspectos defensivos e do comando do ritmo do jogo, impondo um basquete intenso e veloz que decorre da forma como defendemos no campo todo.»A finalizar uma questão pertinente. A preparação da equipa foi a suficiente? O seleccionador não se esquivou, dizendo de sua justiça.« Independentemente das restrições financeiras, que compreendemos e aceitamos numa altura de crise como a que atravessamos, a preparação pecou pela falta de jogos (apenas 4). É preciso não esquecer que é uma equipa que tem 7 jogadoras novas. No entanto as condições de trabalho proporcionadas foram perfeitamente aceitáveis e o desempenho e entrega das jogadoras foram fantásticos. Jogo após jogo sentimos que a equipa apresentava melhorias significativas.»
Selecção Feminina já está em Bergen
A viagem em voo TAP que saiu de Lisboa cerca das 09h30 decorreu sem complicações até Oslo, onde aterrámos por volta das 14h15 locais. No aeroporto da capital norueguesa tivemos que levantar a bagagem e fazer novo check-in para a ligação até Bergen, desta feita a ser assegurada pela SAS.Só houve tempo para uma refeição ligeira no aeroporto e embarcar de seguida para uma viagem com uma duração de 50 minutos, que se fez num abrir e fechar de olhos.Um autocarro transportou a comitiva lusa até ao hotel (Scandic Neptun), bem no centro de uma cidade costeira muito interessante, pelo que nos foi dado observar ao longo do trajecto (cerca de 25 minutos) e complementado por um passeio a pé que fizemos após o jantar. A equipa técnica optou por não treinar no dia da viagem, para que amanhã (sábado), véspera do jogo com a Noruega, se possam realizar duas sessões de treino, uma de manhã (das 10 às 11h30) e outra ao final da tarde (das 19 às 20h30), esta já no recinto (Haukelandshallen) onde defrontaremos a congénere norueguesa no domingo, partida com início agendado para as 16h00, que marca o início da 2ª volta do Campeonato da Europa, Divisão B. O único contratempo é uma amigdalite que vem afectando o seleccionador Ricardo Vasconcelos. Embora medicado desde anteontem, o certo é que a infecção ainda não foi debelada. Em relação às 12 jogadoras, estão todas em perfeitas condições, incluindo Ana Oliveira que já ultrapassou a tendinopatia rotuliana que a apoquentou nos últimos tempos.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
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