Artigos da Federaçãooo
«Podemos fazer melhor»
Ainda não conseguiu vencer fora de casa e na próxima jornada defronta o Atlético, com quem perdeu esta época fora, mas para a Taça.
Fazendo um pouco o balanço do comportamento da equipa, contava ter mais vitórias nesta fase da temporada?
Sinceramente contava com mais vitórias, agora há sem dúvida uma explicação para este comportamento da equipa e ela é a onda de lesões com que temos sido assolados esta época. Tudo começou na meia final do Torneio António Pratas em que perdemos o nosso Capitão, João Campo, para o resto da época e o Francisco Mota. A partir daí tem sido lesões atrás de lesões nunca tendo conseguido reunir toda a equipa completa. Cheguei a ter 5 atletas lesionados ao mesmo tempo… Assim não é fácil…
O Esgueira ainda não conseguiu vencer fora esta temporada. Encontra alguma explicação para este registo da equipa?
Com os problemas que temos tido, se já era difícil ganhar fora, dado o equilíbrio que existe entre todas as equipas, à exceção do Dragon Force que é um caso à parte, assim ainda se tornou mais complicado, tendo a equipa dado uma resposta mais positiva em casa fruto do apoio que tem dos seus adeptos que nos motiva mais e nos torna mais fortes.
Sente algum desconforto ou pressão acrescida na equipa provocado pela atual posição na tabela classificativa?
A pressão que temos é apenas de darmos o nosso melhor todos os dias e todos os fins de semana, é claro que estar nos últimos lugares não nos agrada, pois temos consciência que completos somos uma equipa mais forte e que lutaria para os primeiros lugares, mas a vida é assim e temos que viver com estes problemas e tentar superá-los com entrega, atitude e confiança que melhores dias virão.
Já defrontaram por duas vezes esta temporada o Atlético, o adversário da próxima jornada. Uma vitória para cada lado, sendo que a derrota na Tapadinha implicou o afastamento da Taça de Portugal. Onde falharam nesse encontro?
Nesse encontro, além de já irmos sem 3 jogadores, os únicos interiores que levámos lesionaram-se ainda na primeira parte, o que tornou o jogo muito difícil pois o aAlético é uma equipa forte fisicamente e que nos coloca muitos problemas perto do cesto. Essa foi a chave da derrota, o domínio do jogo interior e luta das tabelas por parte do Atlético.
Perguntava-lhe se a luta das tabelas vai ser decisivo neste encontro? E se grande parte do sucesso ofensivo da tua equipa depende da eficácia do tiro de três pontos?
Somos das equipas mais frágeis fisicamente com muitos menos centímetros do que todas as outras, mas também somos neste momento a melhor equipa a lançar de 3 pontos, aí reside a chave do problema, equilibrar na luta das tabelas e potenciar ao máximo o nosso jogo exterior.
Acha que o Esgueira ainda poderá fazer mais e melhor durante esta fase regular? E quais os pontos em que a equipa tem que corrigir ou melhorar no futuro?
Acreditamos que podemos fazer melhor. Vamos ter esperança de conseguir todos os jogadores para treinar e jogar e as vitórias irão aparecer. Temos de ser uma equipa mais consistente a defender e a atacar principalmente fora de casa. A nossa defesa tem de melhorar, não podemos permitir que nos marquem 75-80 pontos pois assim não iremos ganhar o jogo de certeza. Temos de ser intensos a atacar jogando o nosso basquetebol baseado em transições rápidas e contra ataque e criar situações de lançamentos abertos na área de 3 pontos.
Qual será a estratégia para alcançar, em Alcântara, a primeira vitória na condição de visitante?
Em Alcântara vamos ter uma tarefa muito difícil, mas não impossível. Teremos de parar o jogo interior do Atlético, equilibrar na luta das tabelas e jogar com intensidade no ataque perante uma equipa que gosta de jogar em meio campo.
Reunião de Treinadores – Director Técnico Nacional
Mário Gomes estará presente na sede da AB Porto, no próximo dia 26.01.2015, pelas 21H30.
Nesse sentido, fica o convite a todos os coordenadores técnicos, treinadores e selecionadores distritais a estarem presentes e apresentarem os seus contributos, valorizando assim esta oportunidade de participação na definição do futuro da modalidade.
Considerando o exposto estamos convictos que não deixarão de atender à solicitação feita pela AB Porto.
José Ricardo “deu lição defensiva”
O tema escolhido designou-se por “Filosofia Defensiva e Scouting” e nele o preletor explanou com grande clareza e objectividade os princípios defensivos em que acredita e que procura por em prática, nas equipas que orienta.
Teve ainda oportunidade de transmitir o que, na sua opinião, não deve ser confundido: Filosofia Defensiva – enquanto conjunto de princípios que orientam os comportamentos/atitudes na defesa e que prevalecem ao longo de um plano de preparação duma equipa e Scouting – opções de estratégia defensiva que podem variar de acordo com determinadas características do adversário, mas que não comprometem/contrariam os princípios defensivos estabelecidos.
O interesse e receptividade dos treinadores foi muito significativo considerando a presença de 150 treinadores de proveniências tão diversas como Bragança, Vila Real, Braga, Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Viseu e Coimbra.
A 2ª ação decorrerá já no próximo mês de Fevereiro – dia 9 e regressaremos ao importante tema do treino da condição física do jovem basquetebolista, tendo como preletores Paulo Colaço e Marisa Vieira.
Toni Carrillo no Clinic de Albufeira
Conta ainda com o apoio da FPB, ABA e Município de Albufeira.
Carrillo é um especialista na formação inicial do jogador e dos treinadores jovens, além de colaborar regularmente com a da Federação Catalã de Basquetebol, tendo a seu crédito um grande número de publicações científicas e uma série de livros publicados, alguns de referência na formação de jovens treinadores. Sua vasta experiência como preletor tem o levado a conferenciar em vários países, Portugal, Itália, Sérvia, México, Escócia. É também colaborador de la revista Clinic. Colaborador de diferentes Federações Autónomas: FCBQ, AMEBA, AVEB.
No Curso de Alto Rendimento em Basquetebol foi responsável pelo tema: "A sessão de treino no mini basquete".
Trajeto:
Antonio Carrillo i Ruiz. (29 de maio de 1964)
Técnico de Desporto- Direcção-Geral de Desporto (Generalitat de Catalunya)
Treinador Superior de Basquetebol (Federação Espanhola de Basquetebol)
Experiencia profissional:
. Colaborador Desportivo da Área de Desporto del Ayuntamiento de L’Hospitalet de Llobregat (Barcelona).
. Professor de Educação Física por el AMMPPAA del CEIP Can Bori de L’Hospitalet de Llobregat (Barcelona)
. Professor de Educação Física por la Dirección del colegio San Lucas de L’Hospitalet de Llobregat (Barcelona)
. Treinador das categorias de formação do CIRSA Hospitalet
. Treinador e Coordenador Técnico das categorias de formação de la AE L’Hospitalet
. Coordenador da Escola de Basquete e Formação dos treinadores do Colégio Vedruna Gràcia de Barcelona 2007/2010
. Treinador (Pre-mini “B” Feminino) e colaborador técnico do CB Castelldefels na temporada 2008/2009
. Diretor Técnico do CB Cornellà durante a temporada 2010/2011
. Diretor Técnico do CB Viladecans-UE Sant Gabriel durante a temporada 2011/2012
“A equipa está muito confiante”
Nas vésperas dos dois jogos, em entrevista o site oficial do CAB, João Paulo Silva fez uma antevisão aos dois encontros.
“O facto de fazermos uma jornada dupla (Ovarense e Algés) dificulta-nos a preparação dos jogos. No entanto, pelo conhecimento que já temos das duas equipas, vamos certamente conseguir encontrar soluções que nos permitam ajustar defensivamente às características destas equipas.”
“Desejamos voltar às vitórias depois de não termos conseguido vencer a equipa do Barcelos. Estas são duas equipas que têm sofrido alterações na sua estrutura e temos notado que ambas vêm registando alguma evolução. Neste sentido, vamos estar concentrados para que possamos impor as nossas soluções ofensivas e melhorar significativamente nos aspetos defensivos.”
“Temos trabalhado para tornar possível que cada um dos jogadores possa contribuir um pouco mais e assim conseguirmos atenuar as ausências do Jorge Coelho e do Nuno Pedroso. Estes jogadores vinham realizando excelentes desempenhos na Liga e estamos a trabalhar com o objetivo de os ter de volta o mais rápido possível.”
“Embora tenha perdido o último jogo, a equipa está muito confiante para esta jornada dupla, e é isso mesmo que todos têm demonstrado durante o trabalho realizado nesta semana.”
“Mostrar ambição”
Os barcelenses estão a fazer um excelente campeonato e foram a equipa sensação no arranque desta fase regular. Já no lado dos insulares, a ausência, por lesão, do jogador Nuno Pedroso exigirá aos madeirenses grande coesão e capacidade de superação para prolongar o ciclo de vitórias. Em entrevista ao Site Oficial do CAB, João Paulo Silva fez uma antevisão ao complicado embate que se aproxima.
A equipa do CAB terminou muito bem o ano, ao somar três vitórias consecutivas, sendo que uma delas foi num jogo a contar para a Taça de Portugal. Depois de uma longa paragem, espera-se um ciclo muito complicado para a formação treinada por João Paulo Silva, e decisivo para atingir objetivos. "O mês de Janeiro apresenta-se como fundamental para que a equipa possa cumprir um conjunto de objetivos que foram determinados no início da época. Queremos desde logo prolongar a série de vitórias com que terminamos o ano de 2014. Sabemos que a tarefa será difícil, mas é já frente à equipa do Barcelos que vamos mostrar a ambição relativamente à nossa presença no final-four da Taça da Liga."
O técnico madeirense não esconde que tem trabalhado algumas áreas do jogo, de forma a que o CAB se mostre mais capaz e adaptado ao estilo de jogo e características dos jogadores do Barcelos. "Temos vindo a reforçar o trabalho em algumas áreas que demonstramos mais fragilidades, para que nos possamos adaptar o suficiente às características da equipa do Barcelos. Esta é uma equipa que revela um entrosamento muito avançado e tem tirado muito benefício dessa condição. Uma das equipas mais regulares desta Liga e por isso mesmo, ocupa um lugar de destaque na tabela classificativa.”
O facto de o CAB jogar perante o seu público, é sempre um fator positivo, até porque João Paulo Silva quer brindar este ano os adeptos madeirenses com mais triunfos caseiros. “A condição de jogarmos em casa deverá conter em si mesmo um valor motivacional acrescentado. Procuraremos corresponder às boas exibições que temos realizado e que, acima de tudo, essas prestações sejam traduzidas em vitórias."
Projeto Formação Continua de Treinadores
O mesmo será afirmar que no processo de formação interessa, sobretudo, que os Treinadores adquiram e dominem os conhecimentos que são capazes de aplicar. Nesta perspectiva, “o Treinador só pode ser capaz de ensinar depois de estar disposto a aprender.
Procurando dar resposta à necessidade que os treinadores têm de atualizar os seus conhecimentos, ao mesmo tempo que têm de frequentar ações de formação CREDITADAS e VALIDADAS pelo IPDJ, I.P. (Instituto Português do Desporto e Juventude), de modo a poderem renovar o seu TITULO PROFISSIONAL DE TREINADOR DE DESPORTO, vai a Associação de Basquetebol do Porto, em parceria com a Dragon Force Basquetebol, levar a cabo a 3ª edição do PLANO de FORMAÇÃO CONTINUA de TREINADORES.
Esta iniciativa é composta por 4 sessões.
TAXA DE PARTICIPAÇÃO:
25,00€ (4 ações)
15,00 (1 ação)
As inscrições devem ser efectuadas direta e preferencialmente por correio electrónico (areatecnica@abp.pt), com os seguintes dados:
Nome COMPLETO:
Clube:
Nº. Licença e Nº. TPTD:
Anexo ao email, p.f. enviar comprovativo de transferência bancária (digitalizado)
NIB: 0007 0435 0001 0310 0000 2
Procurando valorizar a iniciativa, e tal como se proporcionou no X CLINIC INTERNACIONAL de TREINADORES – ABP’14, a todos os treinadores inscritos será disponibilizado o registo integral vídeo (em HD).
Todas as informações em www.facebook.com/ABPorto
Formação Continua de Treinadores
Desta feita, conta com o contributo de treinadores “convidados” que, conjuntamente com treinadores Dragon Force perfilam-se como um “elenco” de formadores de muito bom nível. A 1ª Ação terá lugar no próximo dia 12 de Janeiro de 2015 (2ª feira), no Dragão Caixa – 20H30/22H30 -, cujo formador será o técnico José Ricardo Rodrigues
Procurando valorizar a iniciativa, e tal como se proporcionou no X CLINIC INTERNACIONAL de TREINADORES – ABP’14, a todos os treinadores inscritos será disponibilizado o registo integral vídeo (em HD).
As inscrições devem ser efectuadas direta e preferencialmente por correio electrónico (areatecnica@abp.pt), com os seguintes dados:
Nome COMPLETO:
Clube:
LICENÇA nº.:
TPTD:
EMAIL:
TAXA DE PARTICIPAÇÃO:
25,00€ (4 ações)
15,00 (1 ação)
Anexo ao correio electrónico, p.f. enviar comprovativo de transferência bancária (digitalizado)
NIB: 0007 0435 0001 0310 0000 2
Ações de Formação CREDITADAS e VALIDADAS pelo IPDJ, I.P. (Instituto Português do Desporto e Juventude), no âmbito do processo de renovação do TITULO PROFISSIONAL DE TREINADOR DE DESPORTO.
Brevemente todas as informações sobre as restantes ações.
«Aceitei desafio com orgulho»
Mas garante que não vai “exigir” minutos de utilização para os seus jogadores nas equipas principais; o que técnico deseja é criar condições para que tal aconteça.
Encara este convite como sendo um reconhecimento pelo trabalho que tem desenvolvido no basquetebol nacional?
É difícil responder se este convite resultou de um reconhecimento pelo trabalho que tenho desenvolvido, sendo até uma manifestação de presunção assumi-lo. O que sei é que foi com orgulho que aceitei o desafio e que desempenharei com enorme motivação e seriedade a tarefa de Selecionador Nacional de Sub-20.
Para si, os Sub-20 são ainda uma seleção de formação, ou já é uma equipa que serve de recrutamento para a seleção sénior?
Entendo que qualquer equipa, de qualquer escalão, é um grupo que recebe formação. Nesse sentido, estes jogadores, apesar de já considerados seniores, serão sempre atletas em formação e com etapas a percorrer no trajeto do alto rendimento no basquetebol em Portugal. Obviamente, face à proximidade do escalão sénior, serão sempre atletas que viverão na expectativa de um eventual recrutamento para a Seleção principal.
Acredita que o trabalho que irá desenvolver nesta nova função poderá influenciar positivamente para que os jogadores envolvidos nos trabalhos possam vir a ter espaço nas equipas seniores?
Espero que sim. Se tal acontecer, é um sinal positivo do trabalho desenvolvido por todos. Não nos ouvirão pedir minutos de utilização mas antes criar condições para que tal aconteça em resultado da competência dos jogadores.
Sente que terá de mudar muito ou fazer ajustes nos seus métodos de treino?
Creio que não. As minhas funções enquanto treinador da equipa sénior do Basquete Clube de Barcelos, como acima se infere, assentam no princípio da importância de dar informação e formação aos jogadores que treino. Não me parece que tenha que alterar muita coisa aos métodos de trabalho habitualmente adotados. Contudo, esta é uma nova realidade e só o tempo e a ajuda preciosa do meu colaborador, João Costeira, poderão “dizer” se há necessidade de promover alterações aos métodos de treino.
Concorda que jogadores nesta idade, principalmente os selecionáveis, deveriam ter mais espaço e protagonismo nas respetivas equipas seniores?
É muito difícil falar do que não sabemos nem conhecemos. Eu também tive e tenho jovens na minha equipa com pouco tempo de jogo. O que garanto é que nenhum treinador deixa de fora jogadores competentes. Se conseguirmos que os jogadores selecionados tenham maior protagonismo quando voltarem às suas equipas, saberemos que eles regressaram mais competentes.
De que forma quererá contribuir na evolução dos jogadores que trabalhem consigo durante os trabalhos da Seleção?
Como sempre faço nas funções que desempenho enquanto treinador. Procurar que o seu empenhamento e compromisso com as ideias que apontarmos sejam uma premissa constante na sua atitude de trabalho. Só assim poderemos trilhar caminhos comuns e atingir objetivos que consideramos importantes na sua evolução.
Tendo em conta as características dos jogadores portugueses, que imagem deverá ter um atleta que jogue numa seleção treinada por si?
Ser jogador da Seleção Nacional representa o expoente máximo de qualquer atleta. O seu comportamento em treino, em jogo e fora deles é uma referência para quem nos observa. Quem representa as cores do País fá-lo sempre e em qualquer circunstância: compromisso, empenho, ambição e respeito são valores intocáveis.
«Há muito trabalho de observação»
Mas o técnico, atual coordenador da formação e treinador da equipa sénior do Barreirense, quer trabalhar numa base de futuro e pretende referenciar com exactidão os jogadores que existem no país dentro destas idades.
Agradado e motivado com este convite para fazer parte da nova equipa técnica da Federação Portuguesa de Basquetebol?
Claro. Não há treinador que não se entusiasme e motive por trabalhar na equipa técnica do seu país. O convite que me foi dirigido é no sentido de fazer parte de um todo que se pretende impulsionador deste novo ciclo do basquetebol nacional. Por si só, é um motivo de grande entusiasmo e empenho máximo. Para além disso, treinar uma Seleção Nacional representa a possibilidade e responsabilidade de trabalhar com os melhores dentro de um nível de prática, perceber as diferenças que temos para os nossos pares na Europa. É evidente, são razões de grande entusiasmo e motivação para o trabalho.
Concorda que tem pela frente um grande desafio, e a “responsabilidade” de começar a influenciar e orientar os jovens talentos portugueses?
Tenho encarado a minha de vida de treinador como um desafio permanente. Este desafio não é exceção. É mais um extraordinário desafio. Os Sub-16 são a primeira possibilidade de um grupo de jovens representarem na Europa uma equipa verdadeiramente Nacional. Para estes jovens é quase tudo uma novidade. Já constatei a dificuldade que nos espera. Há um trabalho de observação vasto por fazer e trabalhar no máximo das nossas competências para influenciar aqueles que irão passando pelas concentrações ao longo da época. É para isso que cá estou, para trabalhar com os jovens, ajudá-los a resolver os problemas que vão demonstrando e contribuir para que possam jogar a um nível mais elevado. Os anos de treinador que levo permitem-me dizer que conheço bem esse trabalho, tenho-o desempenhado noutros contextos.
Quais lhe parecem ser as principais carências dos jogadores nestas idades?
Não seria difícil listar uma boa meia dúzia de carências. Mas há duas que saltam à vista: o lançamento e a intensidade com que se joga. Trabalhámos esta semana com jovens que alguns deles revelam dificuldades na realização do lançamento, desde a pega da bola ao trabalho dos apoios, passando pelo desarme da mão lançadora. Já para não falar na realização do lançamento associado ao jogo sem bola ou na ligação ao drible. Temos de fazer um esforço coletivo por resolver os problemas do ensino do lançamento desde cedo, por forma a que possamos ter sub-16 que comecem a pensar em eficácia. Não podemos ir para um Campeonato da Europa sem pensar em eficácia, em meter a bola no cesto. E esta é uma dificuldade que todos os jovens de momento apresentam. Repito, o lançamento tem de ser treinado desde cedo, e contribuir para que um Sub-16 comece a pensar em eficácia. O problema acresce quando nos obrigam a decidir e a executar mais rapidamente. É isto que entendo por intensidade. Neste capítulo sinto que os nossos jovens jogam a um nível de intensidade muito baixo. Jogam a passo, abusam do drible, usam-no sem ofensividade. Se os deixarmos, defendem sem pressionar. Percebe-se que baseiam as suas ações defensivas mais pelo demérito que o ataque possa ter, do que por uma ação de mérito da sua própria defesa, com pressão e presença defensiva. A ideia é deixar falhar, ao contrário de condicionar para obrigar ao erro. Na Seleção de Sub-16 quero inverter esta tendência. É uma atitude que pode até ajudar a ganhar alguns jogos, mas tem custos na formação dos jogadores. Julgo que temos de resolver isto depressa, se quisermos jogadores com mais qualidade.
Já definiu o que pretende da seleção masculina mais jovem enquanto estiver no seu comando técnico?
Já defini linhas gerais da formação da equipa enquadrada numa ideia que tem de existir que é a de Jogador de Interesse Nacional. Isso é o que de momento me parece ser prioritário. Neste momento, estamos a trabalhar no desenvolvimento desta ideia, e como dizia antes, há muito trabalho de observação e contacto a efetuar de Norte a Sul, sem esquecer a Madeira e os Açores, de modo a referenciar com exatidão os jogadores que temos nestas idades. Só depois de percebermos com exatidão o que temos, definiremos aspetos táticos mais específicos e definitivos. Sem pressas, vamos concluindo cada etapa.
Quais os objetivos definidos para este primeiro estágio de observação, bem como a participação no torneio internacional?
Este foi o 1º estágio que como o nome indica é um estágio de observação do que temos referenciado do passado. Antes de avançar, importa conhecer bem o que temos como referencia anterior. Tivemos dois objetivos nesta concentração: introduzir alguns conceitos básicos de ataque para aferir o nível de qualidade tática dos jogadores e observá-los a competir, beneficiando do convite que nos fizeram para a participação do V Torneio Internacional Pedro Raimundo. Saímos deste estágio com uma posição muito concreta sobre os jovens que participaram e a partir daqui vamos dar passos que estendam o campo de recrutamento de forma a conseguirmos ter uma Seleção Nacional tão competitiva quanto possível no próximo verão.
Que imagem pretende de uma seleção nacional treinada por si dentro do campo?
O trabalho realizado nesta concentração teve três ideias fortes que estiveram presentes nos cinco treinos que realizámos: 1) “queremos correr”, 2) “atacar o cesto sem receio” e 3) “não deixar o ataque pensar”. Claro que isto são apenas ideias fortes. Têm de ser especificadas em comportamentos que nos façam jogar tendo o contra-ataque sempre em presença, que nos façam ter no 1×1 uma arma que todos os jogadores têm de ter e que, individual e coletivamente, consigamos defender mantendo o ataque sobre pressão e longe do nosso cesto – condicionando a bola, as 1ªs linhas de passe, o passe interior, as mudanças de lado da bola. No fundo, isto é o que penso ser essencial no jogo dos Sub-16. Lutarei para que no final desta campanha tenhamos uma Seleção competitiva, que dispute todos os jogos com estas marcas bem vincadas no seu jogo.
«Trabalho será de qualidade»
Mário Gomes, o homem escolhido pelo pesidente Manuel Fernandes para ocupar o cargo de Diretor Técnico Nacional (DTN), tem ideias bem definidas, que vão além das Seleções Nacionais.
O cargo é novo, mas as funções não lhe são estranhas. Mário Gomes sempre esteve atento ao que se passava no basquetebol nacional e sabe onde se move. Promete dar "atenção permanente" às Seleções Nacionais e elogia, de sobremaneira, o trabalho até então desenvolvido neste setor. "É justo que se realce o bom trabalho que tem sido realizado nas Seleções Nacionais e que não é só, mas também os resultados desportivos confirmam, apenas no Feminino", começa por referir o DTN. E explica o que quer dizer: "Quem conhece a realidade do Basquetebol europeu e a posição de Portugal nesse contexto, só pode chegar à mesma conclusão: tendo em conta todos os condicionalismos conhecidos, que se agravaram muito nos últimos anos, o trabalho desenvolvido na Seleções Nacionais tem sido altamente meritório."
Mário Gomes sabe que o dinheiro não abunda e que vai continuar a ser preciso fazer muito com pouco: "É claro que queremos fazer cada vez melhor e o desafio que se nos coloca é como o conseguir, sabendo que os recursos (particularmente os financeiros) vão continuar a ser muito exíguos."
Por isso, já definiu algumas estratégias. "Desde logo, é muito importante não pensar ano a ano, mas sim planear a médio prazo, no mínimo a quatro anos. O primeiro passo está dado: a constituição da Equipa Técnica Nacional faz-me estar confiante no futuro, pois sei que o trabalho será de muito boa qualidade! Nesta primeira época, poucas poderão ser as 'novidades' a introduzir, havendo que garantir que as diversas Seleções se preparam o melhor possível para os Europeus. Mas por outro lado há que criar condições para o que temos ideia de implementar a partir da próxima época."
Mas a Equipa Técnica Nacional, há pouco anunciada, terá outras funções, para além das funções de preparação e condução das Seleções Nacionais, que Mário Gomes enuncia: "Envolvimento regular e sistemático dos D. T. R., dos Selecionadores Regionais e dos Treinadores na atividade das Seleções Nacionais; conceber, divulgar e implementar Orientações Nacionais para a formação de jogadores, em três áreas: Percurso de formação do Jogador (a) – etapas, conteúdos; Princípios e conceitos de ataque e defesa e Preparação físico-atlética."
E prossegue no que diz ainda respeito às outras funções dos treinadores: Identificar e acompanhar os Jogadores de Interesse Nacional; Intervir diretamente na formação dos J. I. N. e dos Treinadores, de forma regular e sistemática; Encontrar formas de proporcionar aos jogadores (as) com potencial para virem a integrar as Seleções principais (Masculina e Feminina) condições de treino e competição exigentes, no momento da sua transição para os Seniores; Antecipar a identificação e acompanhamento dos J. I. N., criando Grupos Especiais, tanto a nível regional, como nacional de Sub-13 e Sub-15; Elaborar propostas sobre o Quadro Competitivo Nacional e Acompanhar as competições de topo (L. P. B., Proliga, Liga Feminina), estudar medidas (regulamentares e outras) e propor iniciativas que contribuam para o seu desenvolvimento."
As ideias de como conseguir passar à prática estas linhas de orientação já estão definidas mas Mário Gomes considera ser "prematuro divulgá-las, sem antes as discutir com quem de direito e perceber quais são exequíveis, em função dos recursos existentes."
Por isso, esta 2ª feira, 22 de Dezembro, se realizou "uma primeira reunião da Equipa Técnica Nacional" e, ao longo dos meses de Janeiro e Fevereiro, o DTN vai deslocar-se às Associações. "Vou reunir-me com todos os D. T. R. e com os Treinadores de cada região, para, em conjunto, debatermos as melhores formas de concretizar todas estas ideias."
«Ponto mais alto da minha carreira»
O treinador quer dar continuidade ao trabalho desenvolvido, mas também acrescentar o seu cunho pessoal, pois os objetivos a que a equipa propõe são ambiciosos, ou não estivesse a competir na Divisão A…
Como recebeu o convite de ser promovido a treinador principal da Seleção de Sub 16 Feminina?
Recebi com muita alegria, porque foi um objetivo que sempre tive e trabalhei durante a minha carreira, para tentar um dia conseguir chegar a orientar a Seleção do meu País o que para mim é um orgulho enorme.
Sente que terá de mudar muito tendo em conta a sua nova função dentro da Seleção?
Sinto que tenho ainda mais responsabilidades do que as que tinha já antes, mas de um modo geral tenho que ser eu mesmo. Talvez um pouco ainda mais observador e tranquilo. Penso que sim, já que o trabalho que se tem realizado tem sido muito positivo e que felizmente tive o privilégio de estar a ajudar a Catarina e o Ricardo, com o meu contributo.
Logicamente que quererá que a equipa tenha o seu cunho pessoal. O que irá procurar acrescentar à Seleção?
Evidentemente que a algumas coisas que irão ter o meu cunho pessoal, mas como se costuma dizer se as coisas já funcionam bem, acima de tudo dar continuidade ao trabalho. Se possível, aproveitar da minha experiência como adjunto para melhorar em alguns aspetos que não correram também como desejávamos.
Quais as principais preocupações neste primeiro período de trabalho da Seleção?
As principais preocupações é saber o nível em que se encontram as jogadoras. Desenvolver algum trabalho ou ideias para aquilo que vamos tentar fazer mais a frente. E fazer sentir as jogadoras principalmente as que vem a seleção na sua primeira vez a responsabilidade que tem em representar Portugal o orgulho que se tem que ter por estar neste patamar e as mais velhas ou seja as que já fizeram Europeu passarem a mensagem as mais novas do que é representar o nosso País.
Tem pela frente o enorme desafio de tentar manter a Seleção na Divisão A. Quais os principais problemas que este novo grupo de trabalho irá ter pela frente no próximo Europeu?
É um desafio enorme, o maior da minha longa carreira de treinador. O mais fácil era não aceitar este desafio ou mais cómodo. Mas acredito no meu trabalho e nas pessoas que vão trabalhar comigo e sinto-me com muitas ganas para este desafio. Os maiores problemas é a falta de contactos internacionais, mas não adianta lamentar é o que temos e com o que temos fazer o possível e impossível, trabalho e mais trabalho.
Já teve a experiência de disputar um Europeu em Portugal. Qual é a sensação? E se funciona como uma pressão extra o facto de querer corresponder ao apoio de milhares de pessoas?
Sim felizmente tive essa experiência, foi um momento fantástico ver aquela gente toda a apoiar a Seleção Sub-16 feminina, mais gente do que em muitos jogos de futebol da nossa Liga. O envolvimento das pessoas o apoio que sempre nos deram. Indiscritível ouvir o hino do meu Pais com um pavilhão assim, as pessoas que nunca nos viram a passar na rua a desejarem boa sorte a dizerem logo vamos estar lá, temos que ganhar lindo, lindo. E disputar a final foi uma grande promoção talvez das maiores de sempre para o basquetebol nacional.
É uma pressão extra porque queremos não falhar e ainda mais por cima ser a jogar em casa. Mas temos que aproveitar para ser uma vantagem jogar em casa com o apoio daquele maravilhoso público. Jogar em casa tem que ser um fator positivo e saber aproveitar o mesmo e é isso que vamos fazer.
Está ligado há muitos anos ao basquetebol feminino de formação. Esta nomeação é o ponto mais alto da sua carreira?
Sim estou ligado a mais de 30 anos. Felizmente já trabalhei com a Seleção Nacional de Seniores como adjunto e nas Sub-16. Sem duvida que é o ponto mais alto da minha carreira.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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