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José Araújo: «Construir equipa competitiva»

O objetivo passa por manter a equipa entre a elite do país, meta que, para já, está a ser conseguida. O Univ. Goldis ICIM Arad está em três frentes.

 

Na sua segunda temporada consecutiva na Roménia, o treinador José Araújo tinha para este ano a missão de construir um grupo mais ambicioso. “Nova época, jogadoras novas e os mesmo objetivos, que passam por manter a equipa no topo do basquetebol romeno. Foi um verão trabalhoso e difícil para reunir um conjunto de jogadoras que permitam trabalhar para construir uma equipa competitiva e que possa estar presente nos momentos de decisão”, conta.

 

E os resultados, para já, estão dentro dos objetivos delineados, pois a equipa mantém-se nas três provas em que se propôs competir. “Estamos em três frentes: campeonato , taça e CEWL (Central Europe Women League). Uma pré-temporada muito curta, devido a contenções orçamentais, e muitos jogos com viagens longas e pouco tempo para treinar. Para se ter uma ideia, entre 28 de outubro e 13 de dezembro disputámos 15 jogos!”

 

E prossegue, fazendo um diagnóstico do atual momento do Univ. Goldis ICIM Arad: “Para já estamos bem no campeonato, com duas derrotas e no grupo dos primeiros (quatro equipas empatadas). Esta quarta-feira realizamos o primeiro de dois jogos para a taça que, vencendo esta ronda, nos apura para a final 4 da competição. Na CEWL temos duas vitórias em dois jogos disputados.”

 

O treinador está satisfeito com o grupo que conseguiu reunir e acredita que os bons resultados vão surgir de forma mais consistente, à medida que os automatismos se forem solidificando: “A equipa é menos experiente que na época passada mas com margem de progressão muito interessante. Apesar do processo ser um pouco mais lento, estamos a construir uma equipa competitiva e acredito que seremos bem mais consistentes na segunda parte do campeonato”, sublinha, elogiando, depois, o campeonato: “A liga está mais interessante e equilibrada, mais equipas com qualidade e capazes de bater as equipas de topo. Está a ser o campeonato mais equilibrado dos últimos dez anos no país. Continuamos a ter bastante público nos pavilhões e existe um real interesse pela modalidade, o que torna o nosso trabalho bem mais agradável e motivante .”


«Vamos jogar sem pressão»

Na próxima ronda visita o Benfica, sem pressão, e não acredita que vá ter facilidades pelo facto de os campeões nacionais terem jogado a meio da semana nas competições europeias.

 

Como surgiu a oportunidade de vir treinar para Portugal? Mais concretamente a equipa do Sampaense Basket?

 

Sempre tive a sensação que mais tarde ou mais cedo acabaria por treinar em Portugal. Há 10 anos estive em negociações com o Belenenses, o mesmo ocorreu há uns 4 ou 5 anos com o Barreirense, se bem que em nenhum dos casos tivéssemos chegado a um acordo. Nesta ocasião, o meu agente falou comigo sobre a possibilidade do Sampaense, reuni-me com o Pedro Veloso, explicou-me o projeto e gostei da ideia. Tinha muito o desejo de voltar a treinar e eles ofereceram-me essa oportunidade.

 

 Quais as primeiras impressões do clube e do jogador português?

 

O clube é modesto, mas trabalha diariamente no sentido de melhorar as condições que temos. Evidentemente, estar numa população pequena limita muito a possibilidade de gerar recursos. Por ela devemos tentar trabalhar melhor que as restantes equipas.

Existem jogadores com talento e clubes como o Dragon Force, que estão a fazer um grande trabalho com as suas equipa de formação, creio que é um bom exemplo a seguir para que o basquetebol português continue a evoluir.

 

Nota-se que no recrutamento que fez existem vários jovens internacionais. Era sua intenção trabalhar com jogadores mais novos? Ou apenas pelas circunstâncias do mercado e dos condicionalismos financeiros do clube?

 

Naturalmente as condições económicas limitaram-nos muito na fase de construção da equipa. Na época passada a equipa terminou a fase regular em 3º lugar, e só fomos capazes de manter o Diogo Gonçalves devido à redução do orçamento da equipa. Tendo essa condicionante, não restava outra alternativa, se estivessem dispostos a trabalhar diariamente para evoluir no seu jogo. Estou contente com a equipa que tenho e com a sua disponibilidade para trabalhar. Ainda que tenhamos que melhorar muito, tanto a nível individual como coletivo.

 

Que avaliação faz do desempenho do Sampaense nas primeiras 6 jornadas já disputadas da fase regular?

 

Creio que poderíamos ter mais duas vitórias, mas notou-se a inexperiência para que tal acontecesse. Os jogos contra o Maia e Oliveirense tivemo-los controlados, com vantagens de 12 e 18 pontos, respetivamente, e escaparam-nos. Se bem que, para ser honesto, fomos capazes de dar a volta a um encontro como aquele em que jogámos contra a Ovarense, depois de termos estado a perder por 17 pontos

 

Concorda com a ideia que a equipa é mais forte a jogar em casa?

 

Isso acaba por ser o habitual, ainda que tenha a impressão que a Liga está muito equilibrada. Pressinto que irão acontecer muitas surpresas.

 

Na próxima jornada deslocam-se a casa do campeão nacional. Que pontos fortes destacaria na equipa do Benfica?

 

O Benfica é um transatlântico nesta competição, é muito superior ao resto das equipas. Tem jogadores de muita qualidade e com muita experiência, é difícil encontrar um ponto fraco.

 

Acha que poderá tirar alguma vantagem do facto de jogarem a meio da semana para as competições europeias? E onde não poderá falhar o Sampaense para ser capaz de discutir o jogo com o Benfica?

 

É evidente que tiveram um jogo europeu muito importante, mas a diferença entre nós e eles é manifesta, tanto a nível físico como técnico. Iremos jogar a Lisboa sem qualquer tipo de pressão, para disfrutar do jogo e fazer o impossível para ganhar. Será realmente complicado, mas se tivermos uma oportunidade vamos aproveitá-la.


«Acredito que podemos vencer»

A equipa está em Portugal, onde vai realizar alguns particulares frente a formações com um estilo de jogo muito semelhante aos adversários que vai defrontar na Liga dos Campeões.

 

Porque a escolha de Portugal para realizar este estágio final de preparação para uma competição tão importante como a Liga de Campeões Africanos?

 

Na fase final vamos encontrar equipas que jogam um jogo que é taticamente muito semelhante ao jogo “europeu”, nomeadamente equipas representantes da Tunísia, Egito e Líbia. Era importante disputar encontros com equipas que jogam um jogo taticamente diferente do que estamos habituados e onde vão estar adversários que é determinante vencer. Em Portugal, e face ao excelente relacionamento que tenho com os colegas treinadores das equipas da Liga, é mais fácil agendar partidas nesta fase de competição. Quero agradecer a todos pela disponibilidade.

 

A fase prévia de apuramento que disputaram em Moçambique foi complicada? Ou correu como era esperado?

 

Correu muito bem, apesar das dificuldades em vencer os jogos necessários para nos apurarmos. A equipa esteve, muito bem e superámos com trabalho coletivo as muitas ausências por lesão de jogadores muito importantes.

 

Vai participar pela segunda vez nesta prova. Depois de 3º lugar da época passada, acredita que a equipa este ano pode fazer melhor?

 

Acredito que podemos vencer, apesar das referidas ausências por lesão. Vai ser fundamental estarmos extremamente concentrados e jogar nos limites. Infelizmente não vamos poder contar com o Olímpio Cipriano, Carlos Morais, Bráulio Morais, Moses Sonko e o Francisco Machado. Todos são jogadores muito importantes e estão lesionados. Não seremos os favoritos face a tantas ausências mas a equipa tem um excecional espírito de grupo e temos trabalhado muito para podermos corresponder ao fantástico apoio da Direção do Clube. Todos temos o sonho de sermos Campeões Africanos e nem estas lesões nos vão fazer baixar os braços e a determinação necessária para atingir este sonho.

 

Na sua opinião, e depois de algum tempo de trabalho com os jogadores, a equipa tem mais qualidade e soluções para ter um desempenho ainda melhor?

 

Em teoria estas ausências colocam-nos numa situação mais frágil do que o ano passado mas eu conheço bem o caráter dos jogadores que treino. Carácter, determinação e extrema concentração serão determinantes. As soluções terão de ser assentes no coletivo: não é uma preferência – é uma necessidade.

Considera que existem favoritos à conquista desta Liga dos Campeões?

 

Ainda estão a apurar algumas equipas. Não sabemos ainda quem será o nosso grupo. Apenas dia 11 o saberemos. O Primeiro de Agosto e o Clube Africain da Tunísia estarão certamente entre os favoritos mas o Campeão do Egipto é sempre forte. 

 

Quais os principais problemas que julga ter que enfrentar numa competição com estas caraterísticas, e frente a equipas com estilos de jogo tão diversos?

 

O maior problema será o cansaço que vamos ter em determinadas posições (extremos) onde se nota mais a ausência dos jogadores que referi. São muitos jogos em poucos dias.

Se lhe pedisse para descrever a equipa do Libolo joga, de que forma o faria?

 

 A equipa do Libolo é muito coletiva, defende bem e joga num equilíbrio de disciplina táctica e de liberdade para os jogadores exprimirem as suas melhores qualidades. O meu trabalho é a procura permanente desse equilíbrio.

 

Mais uma temporada a trabalhar por Angola e certamente com objetivos definidos.  Perguntava-lhe se o nível competitivo do campeonato angolano melhorou? Quais os objetivos definidos por si para esta nova época?

 

O campeonato está a começar agora e neste sentido é difícil dizer se o nível competitivo aumentou. Penso que irá haver, novamente, 4 equipas mais fortes que as restantes e candidatas ao título. Quanto aos  nossos objectivos, eles são os mesmos da época passada – vencer as competições que vamos disputar. Ganhar as competições angolanas é muito difícil, mas, como sabe, a minha carreira de treinador não foi feita navegando em “rios” de facilidades.  Queria aproveitar para desejar a todos que gostam do basquetebol umas festas felizes e um bom ano de 2015. Um abraço a todos.


«Alargar competência ofensiva»

Apresenta seis derrotas na Proliga, mas houve resultados difíceis de digerir e o treinador conta que o grupo dê a volta à situação já este fim de semana.

 

Apesar do registo negativo que a equipa tem, está satisfeito com o desempenho da equipa do Sangalhos?

 

De forma alguma podemos estar satisfeitos com os resultados alcançados até ao momento. Deveríamos ter pelo menos 4 vitórias. Infelizmente para nós não aconteceu, mas o grupo mostra uma grande entrega.

 

O Sangalhos conseguiu ser competitivo em todos os jogos. O que tem falhado nas partes finais dos jogos?

 

Principalmente nos últimos  jogos, liderámos e dominámos a grande maioria do tempo, conseguindo vantagens confortáveis à entrada dos últimos 2/3 minutos, mas não fomos competentes na sua gestão. A equipa deixou de concretizar e permitiu que os adversários o fizessem, deixando-se perturbar.

 

Acha que começa a ser mais um problema mental do que físico ou tático?

 

Sem dúvida que é principalmente uma questão mental, a intranquilidade das derrotas.

 

Concorda que a equipa revela mais problemas a atacar do que a defender?

 

É uma evidência dos resultados e da análise estatística das características dos nossos jogadores. Sabemos que para ganhar jogos temos de reduzir o potencial ofensivo dos adversários

 

Está confiante que o jogo com o Atlético irá marcar um virar de página na temporada?

 

Estou convicto que a equipa vai conseguir ultrapassar o momento menos positivo e atingir os seus objetivos. Esperamos que com o nosso trabalho, o carinho e apoio dos nossos adeptos consigamos dar-lhes uma alegria já no próximo jogo.

 

Cuidados a ter com a equipa do Atlético? E onde terão que ser mais fortes de modo a poderem somar a tão desejada 1ª vitória?

 

O Atlético é uma equipa muito experiente e de qualidade, teremos de continuar a melhorar a nossa consistência defensiva, mas sobretudo necessitamos de alargar a nossa competência ofensiva aos 40 minutos de jogo. Estamos a treinar para termos “tudo no sítio”.


«Queremos mais vitórias»

O sucesso, refere o treinador, deve-se em grande parte ao facto de a maioria dos jogadores virem da temporada anterior e de estarem identificados com o modelo de jogo da equipa. Na próxima ronda o Terceira Basket mede forças com o Ginásio, um conjunto “candidato a subir de divisão”.

 

Este bom início de campeonato deve-se à continuidade do trabalho que vem da época passada?

 

Este bom início de campeonato deve-se ao facto de eu ter o privilégio de liderar um grupo com jogadores extremamente competentes, que colocam sempre os interesses coletivos em primeiro lugar e à frente dos interesses individuais. Quando assim é, a probabilidade de se atingir o sucesso como equipa é muito maior. Além disso, o facto de a maior parte dos jogadores estarem já identificados com o modelo de jogo da equipa é, obviamente, uma grande ajuda para sermos competitivos em cada jogo.

 

Teve a preocupação de manter o mesmo grupo de trabalho? Dá-lhe total resposta às exigências de uma competição como a Proliga?

 

Foi sempre meu objetivo, dentro das possibilidades do clube, manter o mesmo grupo de trabalho. Sentir que todos os jogadores quiseram continuar connosco mais uma época é o atestar da qualidade do trabalho que a equipa desenvolveu na temporada passada. Tenho confiança total neste grupo de jogadores para as exigências competitivas da Proliga e, acima de tudo, acredito no trabalho diário que desenvolvemos.

 

A equipa leva já 4 vitórias consecutivas. Certamente que pode sempre melhorar. Mas está convicto que tem potencial para fazer ainda mais e melhor?

 

Julgo que a equipa tem potencial para ser competitiva em todos os jogos. Na presente época temos a "vantagem" de só jogar uma vez por semana quando jogamos em casa, o que nos permite focar o nosso trabalho na preparação de um plano de jogo. Para um grupo com as caraterísticas do nosso, esta é uma situação ideal para podermos lutar pelos nossos objetivos com as mesmas armas dos nossos adversários. Até agora só perdemos um jogo para o Campeonato e fora de casa, portanto julgo que é difícil apresentarmos melhores resultados do que os que temos neste momento. No entanto, queremos continuar a evoluir de semana para semana, jogar sempre um basquetebol com qualidade, que cative e orgulhe os nossos adeptos, e conquistar mais vitórias.

 

Na próxima jornada recebem uma equipa que vem de um fim de semana bastante negro. Considera que esta equipa do Casino Ginásio pode colocar ainda mais problemas que na última temporada?

 

Considero que o Casino Ginásio é uma das equipas mais fortes da Proliga e candidata a subir de divisão. Estamos preparados para as dificuldades que vamos encontrar e sabemos que eles querem recuperar dos últimos resultados negativos já no próximo jogo contra o Terceira. No entanto, cabe-nos não deixar que isso aconteça. Depois de um fim de semana de folga, penso que este é o desafio ideal para a nossa equipa. Queremos manter a invencibilidade nos jogos em casa. 

 

O que irá dizer aos seus atletas para que sejam capazes de prolongar o ciclo de vitórias?

 

Irei dizer-lhes que temos, acima de tudo, de valorizar o nosso trabalho e a nossa identidade. Mais do que estarmos preocupados com o nosso adversário, temos que respeitar o nosso trabalho diário e sermos iguais a nós próprios.

 

Imagine que poderia ter direito a um desejo. Qual seria a sua escolha para que esta equipa do Terceira se tornasse ainda mais forte?

 

A minha escolha iria recair sobre algo que não consigo controlar, que é o problema das lesões. Na temporada passada, tivemos alguns problemas com lesões em jogadores influentes que nos condicionaram bastante, principalmente na 2ª volta do Campeonato. Sinto que se tivermos a "sorte" de não ter problemas de lesões e pudermos trabalhar sempre com o grupo completo, poderemos ser ainda mais fortes em todas as competições.


«Teimosia e persistência»

O treinador reconhece que o seu plantel é algo inexperiente em determinadas posições, mas não se lamenta e mostra-se confiante.

 

A derrota na Madeira serviu de alguma forma para preparar o jogo do próximo fim de semana frente à Quinta dos Lombos?

 

A história do jogo contra o CAB Madeira, assim como os outros, faz-nos avaliar a nossa prestação coletiva e individual nos vários parâmetros do jogo. Na Madeira, conseguimos ser competitivos e discutir o jogo até ao minutos 33, depois, alguns erros que a este nível se pagam caro, trouxeram ao de cima a qualidade do plantel do CAB.

Trabalhamos todos os dias para melhorar a nossa capacidade de jogar mais tempo de igual para igual com os melhores. Esse é um grande objetivo nosso, e no próximo jogo iremos defrontar uma das melhores equipas do campeonato, tal como o CAB, mas com características diferentes da equipa da Madeira.  Está identificado aquilo que a Quinta dos Lombos habitualmente faz, e por isso estamos preparados para jogar com eles.

 

Consegue identificar o que falta neste momento à equipa do Vagos para conseguir competir com as equipas mais fortes da Liga?

 

Falta-nos experiência em algumas posições, mas isso vem com trabalho e tempo. Projetar algumas jogadoras para um nível de jogo superior, jogadoras com potencial, mas ainda com características de uma forma de jogar muito juvenil. Que neste patamar de competição é necessário trabalhar mais aspetos técnicos e táticos nos quais apresentam debilidades. Com teimosia e persistência seguimos o nosso caminho e vamos melhorar.

 

Acha que o rendimento da equipa, tendo em conta o tempo de trabalho que leva, tem correspondido ao que seria esperado?

 

Sim, tem correspondido. Já jogámos a Final da Taça Vítor Hugo, num jogo meio estranho, mas com o vencedor esperado.

No campeonato, e como sempre disse que a Liga é uma maratona, poderemos como todos ter momentos menos bons. Mas sabemos que será assim e temos de continuar a trabalhar juntos para ultrapassar as dificuldades que nos aparecem.

Não nos vamos lamentar, vamos sim continuar o nosso trabalho.

 

Quais julga que poderão vir a ser os maiores problemas colocados pela Quinta dos Lombos?

 

Os Lombos tem um grupo muito extenso de jogadoras de bom nível individual, razão pela qual são mais fortes e uma das melhores equipas da Liga, senão a melhor. E o facto de jogarem na EuroCup, dá-lhes um andamento muito elevado de competição e de rotinas. Os aspetos individuais de algumas das suas jogadoras e a capacidade que têm nas tomadas de decisões, associado à procura de um ritmo elevado de jogo, são o melhor desta equipa.

 

Perguntava-lhe se a equipa, tal como tem sido apontada, este ano tem condições para lutar pelo título?

 

Nunca eu nem ninguém de todas as pessoas que  comigo trabalham fizemos uma afirmação dessas. Quem o fez é porque não conhece as jogadoras que competem na Liga, muito menos as equipas. O que temos é uma ambição de tentar estar nas decisões das provas, ou seja nas 3 Final Four que se irão disputar. Taças da Liga e de Portugal e a do campeonato, já que na 1ª da época disputamos a final.


“Vai ser um jogo especial”

Como tal, o resultado é sempre imprevisível, se bem que o treinador vareiro Jorge Maia deseje a vitória, mesmo sabendo que o jogo irá ser disputado em casa do adversário.

 

Apesar de toda a saudável rivalidade que existe entre os dois clubes, Jorge Maia sabe que isso proporciona sempre jogos emotivos e muito competitivos. “Um Ovarense-Esgueira é sempre um derby, seja em que escalão for, seja em que género for. Vai ser um jogo especial!

 

O treinador da Ovarense não se deixa iludir pelos resultados obtidos pelo Esgueira neste inicio de temporada, e pretende que não seja frente à Ovarense que as esgueirenses comecem um ciclo vitorioso. “O nosso adversário não começou bem o campeonato, mas tem valor para fazer muito melhor e certamente que vai encarar este derby como o “virar da página”. No entanto, nós não vamos dar facilidades e trabalhamos para ir conquistar mais uma vitória fora de Ovar.”


“Equipa tem potencial”

 

A derrota do passado fim de semana, até pela forma como aconteceu, poderá deixar marcas na equipa? Consegue apontar o que fez a diferença nos momentos decisivos?

 

Não creio que deixe alguma marca pela forma como aconteceu, até porque estivemos a perder por 14 pontos já na 2ª parte e conseguimos voltar a "entrar" no jogo nos últimos minutos. Penso que o fator decisivo foi andarmos 33 minutos atrás no resultado, sempre em superação, o que nos criou um enorme desgaste, sobretudo emocional. Assim que passámos 1 ponto para a frente deixámos de jogar como o tínhamos feito até então, e o Sportiva, como equipa experiente que é, aproveitou para retomar a liderança e ganhar a partida. 

 

O facto de ter sido obrigado a reconstruir quase toda a equipa tem tido influência neste inicio de campeonato?

 

Nós perdemos duas "peças" importantíssimas, a Laura e a Vera, jogadoras chave no nosso grupo, mas não podemos pensar muito nisso, temos que andar para a frente e arranjar a soluções mais adequadas para este grupo, pois temos talento. Não estamos a fazer uma má época, mas também é verdade que não estamos satisfeitos com o nosso desempenho.

 

Está confiante que o grupo tem potencial para fazer ainda muito mais?

 

Sim, sem dúvida. Como já disse a nossa equipa tem potencial mas ainda andamos à procura de como podemos render mais.  

 

A juventude e inexperiência volta a ser o principal problema da equipa?

 

Não o vejo como um problema, vejo sim como um desafio. Esta equipa ainda vai fazer muito melhor, não tenho dúvidas.

 

No próximo fim de semana voltam a defrontar uma equipa açoriana, o Boa Viagem que tem um registo de 5v e 2d, e que ainda só perdeu frente às duas equipas invictas da prova. Concorda que o ponto forte da equipa é o seu cinco base?

 

Concordo, pois as 5 jogadoras do Boa Viagem que são mais utilizadas são jogadoras experientes. A equipa entrou bem na Liga Feminina depois de uma Taça Vítor Hugo um pouco abaixo das suas possibilidades. Penso que a 2ª estrangeira veio dar a estabilidade que procuravam.

 

Algum aspeto que terá de ser melhorado ou corrigido para que o GDESSA possa ainda ser mais forte na próxima jornada?

 

Queremos jogar rápido como temos feito até aqui, é a nossa marca, mas não nos podemos precipitar quando chegamos à zona ofensiva.  Acima de tudo temos que nos controlar mais nas chegadas ao ataque e selecionar melhor os lançamentos. 


João Paulo Silva: “Transformar as nossas fraquezas em forças”

Destacou-se no clube como atleta e como treinador, conquistou vários títulos nacionais, e aceitou o desafio de voltar a comandar os destinos de uma equipa sénior do CAB. Os madeirenses dão sinais de estar a melhorar o seu rendimento desportivo, alguns ajustes foram feitos no plantel, e muito embora a equipa ainda esteja em construção, João Paulo Silva quer cada vez ser mais competitivo e não esconde que gostaria de oferecer um titulo ao clube como prenda.

 

Após um começo menos conseguido, as vitórias sobre o Galitos e o Illiabum trouxeram novo alento à equipa?

 

As vitórias são um “alimento” determinante no equilíbrio emocional das equipas, e como tal, a nossa equipa começa a ver razões que justificam a intensidade do trabalho que temos realizado. Os resultados servem como referência avaliativa, determinam muitas vezes a maior ou menor evolução do programa utilizado na equipa. Vamos sempre estar atentos ao desenvolvimento do nosso comportamento, e sobretudo, que se consiga retirar de cada vitória a motivação suficiente para encarar o jogo seguinte numa perspetiva mais otimista.

 

Como é que o grupo está a lidar com os altos e baixos, que são naturais na competição?

 

Todo o grupo de trabalho sabe que iniciamos um processo de construção gradual da equipa. Esta construção estende-se a vários âmbitos: em primeiro lugar à necessidade de assimilação de novas formas de trabalho com uma equipa técnica diferente; a substituição de alguns jogadores que não conseguiram adaptar-se à nossa filosofia; entrada de muitos jogadores novos e natural criação de uma boa coesão coletiva e ainda, a implementação de um novo programa de trabalho. Estes aspetos, juntamente com outros que vão surgindo no decurso da nossa preparação, são responsáveis por essa oscilação comportamental.

O fundamental é sabermos lidar com essa variação e ir eliminando os períodos menos bons. Como atrás referi, as vitórias ajudam muito a superar esses momentos menos bons e faz com que os jogadores participem com determinação para ultrapassar situações de insucesso competitivo. Aparentemente estamos a conseguir lidar com esse facto.   

 

Quais são os adjetivos que melhor definem esta equipa do CAB?

 

A primeira ideia que deve ligar todos os elementos da equipa é percebermos, claramente, que não existe espaço para nos lamentarmos. A valorização do nosso coletivo passa sobretudo pelo reforço constante das qualidades que podemos produzir. Não desejamos ser iguais a ninguém, queremos construir o nosso caminho competitivo assente em valores que devem identificar a nossa equipa: DETERMINAÇÂO; ORGULHO e ALEGRIA. No entanto, estamos focados naquela que é a ideia central da equipa: O resultado do nosso trabalho deve refletir sempre um valor substancialmente superior à simples soma de cada individualidade.

 

Que impacto têm tido, ou poderão ter, as integrações do Tommie Eddie e do Nuno Pedroso na equipa?

 

Desde logo vão poder colaborar no processo de construção da equipa através da sua experiência, do seu conhecimento do jogo. Permitem facilitar a participação de jogadores mais novos e aliviar alguma tensão em momentos decisivos. Paralelamente, conseguimos reforçar a nossa capacidade ao nível do jogo interior com a entrada do Tommie e, em função desse facto, conseguimos libertamos mais os lançadores exteriores.

Começamos a perceber a forte ligação entre o Jorge Coelho e o Tommie que, certamente nos vão garantir muita qualidade. O Tommie é um jogador de equipa que se enquadra perfeitamente na nossa dinâmica competitiva. O Nuno é também um jogador muito experiente e já conseguiu demonstrar isso mesmo no primeiro jogo. Garante serenidade nos momentos decisivos. Além de ser um jogador de equipa, tem uma excelente capacidade de lançamento exterior e consegue selecionar muito bem os momentos para o fazer. Garantidamente terão um papel crescente e decisivo na nossa equipa.

 

Todos os anos, fala-se muito da participação de atletas madeirenses na equipa senior masculina. Os madeirenses que integram o plantel desta época estão a corresponder às expectativas?

 

Este é um assunto incontornável, pela importância que representa para a equipa e, sobretudo para que o futuro do clube seja continuadamente assegurado de forma sustentada. Quando atrás falava em construção de equipa, referia-me também à inclusão de atletas com formação no CAB. Não podemos nem devemos ignorar um assunto tão importante. Não é mais aceitável, e acreditem que não está só relacionado com a necessidade de gerir menos recursos financeiros, insistirmos no discurso ignóbil de que não é rentável apoiarmos processos de formação desportiva. De que é mais prático e confortável contratarmos jogadores já formados.

Enquanto treinador procurarei colaborar com a formação de atletas, porque eles garantem o retorno de uma qualidade fundamental: ORGULHO. Embora pareça simples, a verdade é que a inclusão destes atletas requer uma grande dedicação a esta causa. Não devemos incluir só pelo facto de serem atletas do CAB mas, principalmente, porque demonstram ambição no seu comportamento diário. O fundamental é conseguirmos uma convergência, um equilíbrio entre a nossa qualidade formativa e as contratações efetuadas.

Desculpem a abordagem aparentemente fora do contexto da pergunta mas que em tudo está relacionada. A utilização cada vez maior destes atletas e o facto de ter sido um desses atletas que assumiu um lançamento decisivo na nossa vitória frente ao Illiabum, responde de forma muito concreta à questão.

 

Há algum atleta do plantel que, por alguma razão, te tenha surpreendido ou que, na tua ótica, mereça um destaque especial?  

 

Existe neste momento um conjunto de circunstâncias e de jogadores que têm, através do seu empenhamento, avivado esta sensação aprazível de ser treinador. O clima em que temos desenvolvido o nosso trabalho é bem prova da satisfação que impera no seio da equipa. No entanto, sem qualquer desconsideração por todos os que diariamente comigo têm trabalhado, permitir-me-ão destacar o trabalho do nosso capitão: o Jorge Coelho.

O Jorge, além de ser um atleta com umas capacidades técnicas extraordinárias, tem assumido de forma exemplar a condição de capitão, cooperando com a equipa técnica em tudo o que é solicitado, apoiando todos os restantes jogadores na sua integração e demonstrando uma experiência distinta ao nível da sua capacidade de liderança. É percetível o destaque que tem conquistado ao nível estatístico tornando-o num dos melhores jogadores da Liga.

Mas, o que o torna especial é a sua condição para assegurar o cumprimento de uma atitude séria no trabalho desenvolvido e, ao mesmo tempo, depositar uma alegria enorme nas suas tarefas. É contagiante essa satisfação. Pela minha parte continuo a acreditar numa liderança técnica que admite a participação racional dos atletas no processo competitivo.      

 

És o técnico principal de uma equipa que, ao longo dos últimos anos, tem passado por muito. Como tem sido lidar com a pressão de orientar um grupo sobre o qual recaem muitas atenções?

 

Um dos estímulos de ser treinador é precisamente a necessidade constante e exigente de lidarmos com situações de grande pressão. Somos permanentemente forçados a fazer escolhas e, tal como refere o psicoterapeuta e grande escritor Augusto Cury no seu romance “Armadilhas da mente”, As escolhas implicam consciência crítica, e consciência gera atitudes, atitudes formam hábitos, hábitos constroem mudanças de comportamento.

 

É precisamente onde incide mais o trabalho de um treinador: mudar comportamentos. Adequar as atitudes que se geram no decurso do trabalho aos comportamentos que pretendemos construir para que a equipa possa produzir um determinado resultado. Naturalmente que estou preparado para que isso seja executado sempre na presença das exigências inerentes a essa eventual pressão.

Manter a concentração focada nos objetivos que formam o nosso compromisso é uma das melhores formas de minimizar a provável influência negativa que essa pressão possa gerar. Outra forma de lidar com essa pressão é orientar o grupo de trabalho através do envolvimento de cada um nas tarefas solicitadas, responsabilizando-os pelo resultado do seu empenhamento nas mesmas. Criar um compromisso coletivo.

 

És treinador há muitos anos e tens, por mérito próprio, um currículo notável de vitórias e conquistas… O que é que continua a te motivar a dares tanto de ti, dia após dia, à missão de treinador? 

 

 O primeiro motivo é decididamente continuar a sentir uma grande paixão por esta modalidade, e a par da minha profissão de professor, adoro interferir na formação de pessoas enquanto treinador. Paralelamente, muito mais significativo do que o currículo que construi, é sentir o reconhecimento de muitos atletas que trabalharam comigo. Alguns em circunstâncias de elevada exigência, de relação tensa, mas que mais tarde souberam autenticar a minha dedicação à sua evolução enquanto atletas e pessoas. Nada faria sentido se no final de um ciclo apenas restassem troféus. As amizades são significativamente superiores.

 

Em semana de aniversário, que 'prenda' gostarias de dar ao clube este ano?

 

Seria muito previsível se respondesse que gostaria de oferecer um título. Naturalmente que essa é uma grande vontade e ambição. No entanto, prefiro optar pela prudência racional de prometer muita dedicação e empenho a essa causa nobre de trabalhar, juntamente com os jogadores, para sempre dignificar o nome e a boa reputação deste grandioso CLUBE. Se assim for, acredito que os resultados surgirão como natural consequência dessa atitude.

 

E, porque estamos também em vésperas da quadra natalícia, que prenda gostavas de receber dos teus atletas?

 

 Sem querer ser repetitivo, vou arriscar responder a esta questão com uma nova frase de Augusto Cury: Um Eu maduro é um Eu desarmado, que não tem a necessidade neurótica de ser perfeito; portanto, tem maior capacidade de reconhecer erros, pedir desculpa, transformar dificuldades em crescimento.

 

Desejaria que os meus atletas tentassem sempre transformar as nossas fraquezas em forças que nos permitam alcançar resultados coletivos. Além das capacidades técnicas, se cada um contribuir com dedicação, determinação, superação, paixão pelo trabalho realizado então, certamente seremos muito mais fortes e iremos crescer com desenvolvimento. 


“Boas situações de lançamento e vantagem numérica”

 

Estar a vencer por 17 pontos e perder por um, 67-66 no caso, é difícil em qualquer desporto, ainda para mais a jogar no reduto de um “grande” como o Benfica. Foi esta a história da deslocação da turma feminina do Olivais ao Pavilhão da Luz, para defrontar as “encarnadas”, na última ronda da Liga feminina de basquetebol e, para Paulo Silva, apesar dos “contras” deste desaire, a derrota «não desmotivou» as tropas olivanenses pois ficou a sensação que a equipa «está a crescer e pode tirar ilações do que fez de bem durante esse jogo», afirmou o treinador.

 

«Não gostámos de perder com o Benfica, era um jogo importante que deveríamos ter ganho, mas já passou e temos a noção que saímos dessa partida mais consistentes», prosseguiu o timoneiro da equipa que mais alto representa o distrito no basquetebol feminino. E agora? Agora vem aí o campeão nacional Quinta dos Lombos, o “super poderoso” emblema que está na Europa, tem um «plantel vasto e de grande qualidade», segundo avaliou o técnico olivanense, e «não sentirá qualquer desgaste ou cansaço» depois de, na quinta-feira, ter ido a França perder diante do Carolo Basket (68-74) em jogo a contar para 3.a ronda do Grupo E da Eurocup Feminina.

 

Do Olivais o que se pode esperar, segundo Paulo Silva, é «grande atitude defensiva e agressividade no ataque de forma a procurar boas soluções para lançamentos sem oposição». A equipa tentará «aproveitar e criar situações de superioridade numérica» de forma a surpreender uma formação carcavelense de quem o responsável técnico do Olivais espera «muitas dificuldades». De qualquer modo, o técnico irá contar com o bom momento de forma de Joana Bernardeco e Josephine Filipe, que estiveram em plano de destaque com o Benfica. 


“Estamos mais fortes defensivamente”

O técnico vimaranense considera que o Benfica está mais forte esta temporada, fruto da continuidade de trabalho da equipa encarnada. Uma realidade que também se aplica ao Vitória, já que Sá considera que os minhotos estão mais bem preparados e têm mais soluções para lutar por todos os troféus que ainda faltam disputar.

 

Os dois finalistas da última temporada voltam a encontrar-se, e o técnico vimaranense promete continuar a lutar para tentar ser melhor que o seu adversário. “Não temos outra forma de estar. No Guimarães lutamos sempre para ganhar. Não alinhamos no discurso de lutar para não descer. Isso não está no nosso ADN.”

 

Sá considera que as duas equipas estão mais fortes esta época, sendo que a única diferença é que os encarnados têm mais tempo de trabalho, já que o grupo transita praticamente todo da temporada passada. “O Benfica está mais forte, tal como o Vitória de Guimarães. A equipa está a defender melhor e tem mais rotinas defensivas e ofensivas. Daí esperar um duelo difícil.”

 

O treinador do Vitória tentou ser extremamente assertivo nos reforços escolhidos para esta temporada, de forma a equilibrar a equipa em áreas especificas do jogo. “Em termos defensivos estamos mais fortes. Temos jogadores mais atléticos e coletivos.”

 

Dug Wiggins foi o último a chegar, e parece já ter convencido o treinador minhoto. “Formou-se ma Universidade de Connecticut, umas das melhores dos EUA e que já deu muitos jogadores à NBA. Estamos satisfeitos com o seu rendimento, após quase dois anos de parado. É um jogador de equipa e uma boa alternativa ao Pedro Pinto.”


“Rigor e inteligência”

Alberto Saraiva não se deixa iludir pelo facto de as vaguenses virem de duas derrotas e já alertou as suas jogadoras para os perigos que vão encontrar. O treinador espera que a equipa se consiga superar de forma a poder contrariar os problemas de estatura e o ritmo de jogo imposto pelo adversário. Controlar bem a posse de bola vai ser decisivo, bem como o rigor tático e o desejo de vencer.

 

Como surgiu o convite para treinar a equipa sénior feminina do Algés?

 

Fui treinador do Coimbrões durante 20 anos, tendo treinado todos os escalões, e por vezes dois escalões numa mesma época.

Por motivos familiares, no ano passado vim viver para Lisboa (já cá estavam a minha mulher, filha e neto) e pouco tempo depois recebi um convite do Ricardo Vasconcelos (coordenador na altura) para treinar uma equipa do clube (Sub-18 “B”), ao qual aceitei de imediato.

 No inicio desta época, e numa reformulação da secção de basquetebol, lançaram-me o desafio de treinar a equipa de sub-16 femininos, ao qual aceitei com muito gosto.

Entretanto nas sucessivas reuniões da secção para encontrar uma solução para equipa sénior feminina, coloquei-me à disposição para acumular as funções de treinador principal das equipas de sub-16 e seniores femininas, sendo a única condição foi ter a Natália André como treinadora adjunta, a Direção do Clube aceitou.

 

Depois de tantas saídas importantes, existem ainda soluções para que a equipa continue a ser competitiva?

 

Temos que ter consciência no patamar que estamos, mas isso não nos impede de assumir o Basquetebol com profissionalismo e trabalhar para que possamos ser cada dia melhor e mais competitivo. É este o contrato que temos com as atletas: Exigência, Superação e Humildade.

Em termos de seleções jovens femininas, Portugal está por direito próprio na Divisão A da Europa nas três categorias (Sub-20, Sub-18 e Sub-16), e do plantel atual fazem parte 6 atletas que no Verão passado estiveram integradas nos trabalhos das diversas seleções nacionais, ao proporcionar às atletas este tipo de competição, estamos a contribuir para quando estiverem a representar o País o seu desempenho possa ser o melhor.

Este é o espírito e só aceito quem queira vir com essa ambição, fazer um grupo forte e de futuro, trabalhando o presente.

 

Na sua opinião, a equipa tem cumprido com aquilo que seria expectável nestes primeiros seis jogos disputados?

 

Desde o início que temos consciência do valor que temos, da ambição que desejamos e em que patamar nos encontramos. Mas posso dizer que as atletas, além do treino diário da noite, fazem treino suplementar ao final da manhã e por vontade própria, e nunca descorando os estudos. Têm ainda um programa de fortalecimento muscular orientado por uma Fisiologista do Exercício (Catarina Saraiva) e do Fisioterapeuta do clube (Guilherme Barreto).

 

Quais são as principais limitações que a equipa tem esta temporada?

 

Não tendo uma atleta com experiência na posição Base, temos lançado desafios às atletas que têm ocupado (e bem) essa posição.

 

O Vagos vem de duas derrotas consecutivas. Ainda assim, acha que é uma equipa de um campeonato diferente?

 

Cada jogo é um jogo e conheço bem o treinador do Vagos (João Janeiro) possuidor duma vasta experiência na modalidade. Esta época já esteve num ponto alto (final da Taça Vitor Hugo), portanto uma equipa diferente com atletas mais experientes e isso faz a diferença.  

 

Tem receio que em algum momento da competição, a  juventude e a inexperiência do grupo de trabalho possa ser um entrave ao sucesso?

 

Vou ser franco, preparei-me procurando auxílio de uma psicóloga para aprender a gerir o insucesso e como poder trabalhar um grupo com muita pouca experiência e como tudo o positivismo ajuda sempre a lutarmos contra a adversidades.

Posso falar pela minha experiência de vida como transplantado renal e 13 anos de hemodiálise, aprendi a lutar (pela Vida) e fazer com que os outros lutem sempre e acreditem que o sucesso vem por acréscimo.

 

Que aspetos do jogo do Vagos vão merecer a sua atenção para o próximo sábado?

 

Mais altura, um ritmo diferente, mais rigor tático sabendo gerir melhor o jogo contra uma equipa que ainda joga mais com o coração. E é este crescimento e maturidade que estamos a trabalhar jogo a jogo e o Vagos é mais um grande jogo para crescermos acreditando sempre em nós e que podemos sempre fazer melhor. 

 

O que vai pedir às suas atletas para o encontro com o Vagos?

 

Para não se sentirem inferiores em momento algum, serem rigorosas taticamente e inteligentes para contrariar as adversidades do jogo com grande vontade de superação. Mais um jogo, mais um grande desfio contra um candidato.


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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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