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Ana Catarina Neves já não tem muitas dúvidas

Os treinos já realizados permitiram à equipa técnica (Ana Catarina Neves e Agostinho Pinto) dissipar as dúvidas que porventura ainda existissem para a escolha final. Para o estágio que começa hoje e termina no dia 29 (2ª feira) após o pequeno-almoço, a seleccionadora convocou as seguintes 14 jogadoras:Beatriz Jordão (NDA Pombal), Beatriz Jesus (GDEMA Menéres), Carolina Bernardeco (GDEMA Menéres), Carolina Gonçalves (Algés), Catarina Miranda (CPN), Catarina Rolo (CPN), Chelsea Guimarães (Algés), Constança Neto (SIMECQ), Inês Brandão (Club Basquet Cornella – Espanha), Joana Fernandes (AD Vagos), Leonor Serralheiro (GDESSA), Maianca Umabano (NCR Valongo), Maria Kostourkova (CRCQ Lombos) e Sofia Almeida (CPN)A equipa participará no Torneio Internacional da Covilhã/UBI, que terá lugar no pavilhão da UBI, no próximo fim-de-semana. Um quadrangular que permitirá às 4 selecções participantes (Portugal Sub-18, Estónia Sub-18, Inglaterra Sub-16 e Portugal Sub-16) adquirir ritmo competitivo visando uma presença condigna nos respectivos Campeonatos da Europa.Calendário do Torneio:6ª feira (dia 26)19H00 Portugal (Sub-18)-Portugal (Sub-16)21H00 Estónia (Sub-18)-Inglaterra (Sub-16)Sábado (dia 27)16H30 Portugal (Sub-16)-Estónia (Sub-18)18H30 Inglaterra (Sub-16)-Portugal (Sub-18)Domingo (dia 28)16H30 Portugal (Sub-16)-Inglaterra (Sub-16)18H30 Portugal (Sub-18)-Estónia (Sub-18)De referir que a realização deste estágio conjunto, que culminará com o torneio internacional, só foi possível graças ao protocolo tripartido existente entre a Universidade da Beira Interior (UBI), Associação de Basquetebol de Castelo Branco e FPB, em vigor há 3 anos.


«Ambição e vontade de ganhar»

A responsabilidade é grande, mas a selecionadora afiança que o grupo tem objetivos bem definidos para a prova que arranca no próximo dia 15 de agosto, na Croácia. Portugal está incluído no Grupo C, juntamente com a Grécia, Sérvia e Suécia. Leia nos detalhes desta notícia a entrevista com Mariyana Kostourkova.

Na última participação conseguiram o brilharete de subir à Divisão A. Quais são as expectativas para este Campeonato da Europa? Desde o primeiro dia da nossa preparação, e durante a participação na competição propriamente dita, vamos entrar com a mesma motivação e ambição de sempre: lutar pela vitória em todos os jogos, tentar garantir o mais rapidamente possível não só a manutenção na Divisão A, mas também um lugar digno na classificação. Dar o máximo em cada jogo. Este é o nosso objetivo. O período de preparação já está programado? Está prevista alguma competição internacional antes do início do Europeu? Sim, está tudo planeado dentro do possível. A equipa acaba para estar mais condicionada por causa das atletas que estão nos outros escalões (Sub-16 e Sub-20). A situação mais complicada é a das duas atletas Sub-16, que terminam um campeonato e seguem de imediato para o outro. Espero que tudo corra bem.Na semana entre 22-28 de Julho vamos realizar na Covilhã dois jogos particulares com a equipa de Sub-18 da Estónia que está na Divisão B e no final da mesma semana participamos num torneio juntamente com Estónia, Inglaterra (Sub-16) e Portugal (Sub-16). Nos dias 4, 5 e 6 de Agosto voamos para Inglaterra onde iremos realizar 3 jogos-treino com a equipa da casa Sub-18. Em seguida regressamos a Portugal para tentar acertar os últimos pormenores e finalizar a preparação para o CE.O facto de algumas atletas desta Seleção já terem experiência de Liga, poderá ser decisivo para competir numa Divisão A? Sem dúvida alguma que essa experiência irá ajudar. Foi muito positivo para estas atletas terem tido treinadores que acreditaram no seu talento, pois acredito que só assim podem crescer e evoluir. Acredito que é este o caminho, jogar num patamar mais alto, participar em mais do que um campeonato, ganhar experiência, aprender com os erros e seguir em frente. Temos um grupo muito talentoso e ambicioso! Que problemas adicionais pensa ter que ultrapassar frente às melhores seleções europeias do escalão? Na minha opinião vamos sentir algumas dificuldades do ponto de vista físico (estatura, envergadura) e alguma falta da experiência a este nível. Por isso temos de nos preparar mentalmente e fisicamente desde o primeiro dia da nossa preparação para esta batalha. Que comentário faz sobre as outras equipas que fazem parte do Grupo A? E as que, em teoria, terão mais hipóteses de chegar aos oito primeiros? Todos sabemos que na divisão A não há equipas fracas nem grupos mais fáceis. Estamos num grupo com a Suécia, que se apresenta sempre forte e na luta pelos melhores lugares, cujas atletas passam a sua formação a competir em todos os escalões na Divisão A e sabemos que isso tem o seu peso. Estão a praticar um basket físico, com grande intensidade e demonstram bom conhecimento do jogo. Observando bem esta geração, não têm atletas muito grandes, mas são muito potentes fisicamente.No segundo jogo temos a Sérvia. Sempre fortes, altas e com bom conhecimento do jogo. No último campeonato ganharam a medalha de bronze e 5 atletas dessa geração vão repetir a participação este ano.O último jogo do grupo vai ser contra a Grécia. Outra equipa poderosa fisicamente, que conta sempre com 2 ou 3 atletas mais influentes, já com bastante experiência em equipas sénior. No último CE ficaram em 11º lugar. Como já referi, temos que entrar em cada jogo com respeito pelo adversário, mas com muita garra, ambição e vontade de ganhar. Na sua opinião, Portugal é cada vez mais uma Seleção para participar na Divisão A nos escalões mais jovens do feminino? Não tenho dúvida que Portugal é cada vez mais uma seleção de Divisão A. É muito importante para a evolução das atletas competirem durante a sua formação na Divisão A, começando logo desde as Sub-16. Imagina a experiência, atitude competitiva, a riqueza e a mentalidade que poderão ganhar nestes 5 ou 6 anos. Só depois poderemos contar com uma equipa nacional sénior forte com atletas bem preparadas, num projeto com continuidade e que possibilite apresentar uma equipa forte capaz de competir com as melhores.


«Acreditamos no valor das atletas»

A equipa contará com o apoio do público de Matosinhos, entre os dias 1 e 11 de agosto, uma competição onde Portugal (Divisão B) está inserido no Grupo C, juntamente com a Irlanda, a Alemanha e a Dinamarca. Leia nos detalhes desta notícia a análise que a selecionadora Ana Catarina Neves faz de cada uma das equipas adversárias, bem como as expetativas que tem para a prova.

Nas últimas participações, a subida de Divisão tem ficado muito próxima. Quais são as expetativas para este Campeonato da Europa? Como sempre dizemos e é um facto para nós, nos Europeus de Sub-16 não temos conhecimento do valor nem do potencial das várias equipas. Em todo o caso, ambicionamos numa primeira fase ficar classificadas num dos dois primeiros lugares do grupo. Depois vamos ajustando os nossos objetivos em função da análise que fizermos das equipas adversáriasAcha que este grupo tem condições para atingir esse objetivo? Achamos que sim, apesar do tal desconhecimento que referi anteriormente. Acreditamos no valor das nossas atletas e no crescimento que vamos ter como equipa durante o período de preparação. O período de preparação já está programado? Está prevista alguma competição internacional antes do inicio do Europeu? Os estágios estão agendados faltando apenas ultimar pequenas questões logísticas. Está previsto disputarmos um Torneio Internacional na Covilhã no fim do mês de Julho.Um comentário sobre as outras equipas que fazem parte do Grupo C.Tendo como base os resultados e classificações dos últimos anos dos Europeus de Sub-16, julgo que a Irlanda e a Dinamarca serão adversários “teoricamente” ao nosso alcance. A Irlanda não tem participado recentemente e à Dinamarca temos ganho ou ficado em melhores classificações. A Alemanha é uma das três equipas que desceu da divisão A e será, com certeza, um candidato aos lugares do pódio. É normalmente, uma equipa, muito forte no aspeto físico. Esperamos ser competitivas neste confronto.Nestas idades as Seleções Nacionais são sempre associadas a gerações. De que forma caracterizaria esta geração que vai participar no campeonato de sub-16?É uma geração muito interessante tanto do ponto de vista técnico como físico. É também composta por algumas atletas com experiência internacional de europeus. Esperamos, contudo, que com o trabalho efetuado e depois dos estágios, a força e o talento seja a “Equipa”, a sua capacidade de trabalho, espírito de sacrifício e caráter…é assim que temos conseguido obter boas classificações. Disputar o Europeu em Portugal, Matosinhos, faz com que esta competição seja especial e memorável?Especial, sim, porque vamos jogar perante um público que nos vai apoiar e acarinhar. Memorável…vamos ver! Se conseguirmos estar tranquilas e acabar os jogos com a perceção de que executámos com seriedade o plano delineado e com a consciência de “dever cumprido” penso que poderemos ter sempre na nossa memória o Europeu de Matosinhos.Acha que o apoio do público poderá funcionar como o fator extra que falta nos momentos decisivos para garantir a subida? Esta é uma situação nova para nós, “jogar em casa”. Esperamos conseguir gerir adequadamente os fatores emocionais/motivacionais, jogar em conforto e canalizar esse apoio para uma superação ainda maior. Esta aposta da Federação Portuguesa de Basquetebol em organizar este Europeu em Portugal é o reconhecimento do valor desta geração, bem como a recompensa pelo desempenho das Sub 16 femininas nas últimas fases finais? Sim, julgo que será um bocadinho dos dois motivos…. A melhoria do desempenho e das classificações das Sub-16 femininas coincidiu com o investimento da FPB na criação do CNT de Calvão/Vagos…ainda no último Europeu de 2012 algumas das atletas presentes tinham frequentado o CNT em 2010/11 quando eram Sub-15. Entretanto a realidade mudou, mas a ambição e o desejo de continuar o caminho iniciado mantem-se. Vamos tentar manter a imagem de equipa com caráter a praticar um jogo atrativo.


«Era ótimo ficar nos 8 primeiros»

Portugal está incluído no Grupo A, juntamente com Macedónia, Noruega, Estónia, Finlândia e Bulgária.

Na última participação conseguiram o brilharete de ter ficado entre as oito melhores equipas do Europeu. Quais são as expectativas para este Campeonato da Europa? No escalão de sub-16 é sempre muito complicado fazer previsões, dado que é a primeira vez que a geração compete. As expectativas passam por dar o máximo até ao limite das nossas forças. Era ótimo conseguirmos ficar novamente nos 8 primeiros. Claro que alimentamos sempre o sonho de atingir o pódio e consequentemente a subida à divisão A, mas não é possível assumir um compromisso com os resultados, só com o empenho e o trabalho. Quanto mais duro trabalharmos mais sorte teremos!Nestas idades as Seleções Nacionais são sempre associadas a gerações. De que forma caracterizaria esta geração que vai participar no campeonato de sub-16? Há um aspeto muito positivo com a nossa seleção que é o facto de um terço dos elementos da equipa já terem participado no Europeu do ano passado. Aliás, mais do que participar, tiveram mesmo um papel importante na equipa. O desafio que esta preparação nos coloca é diminuir ao máximo a heterogenia da equipa no sentido de chegarmos à competição e não sofrermos uma quebra muito grande entre o 5 inicial e o banco. Para disputarmos 9 jogos em 11 dias precisamos de todos.O período de preparação já está programado? Está prevista alguma competição internacional antes do início do Europeu? Apesar dos cortes orçamentais e de todas as dificuldades associadas, há que enaltecer o esforço e a visão da direção da FPB, que conseguiu manter quase a totalidade do programa previsto. Vamos começar o estágio a 9 de Julho, no Caramulo. No mesmo local, e em Tondela, vamos realizar um torneio triangular com as seleções da Irlanda e Bélgica, entre os dias 17 e 19 de Julho. Depois, no início de Agosto, jogaremos em Liége com a Geórgia, a Suíça e a Bélgica novamente. De lá já seguimos diretos para Sarajevo onde jogaremos com a Bósnia 3 dias antes do início do campeonato. É certo que ainda estamos longe dos 20 e mais jogos que algumas seleções conseguem fazer, mas se compararmos com os últimos anos, em termos de jogos internacionais estamos bem servidos. Um comentário sobre as outras equipas que fazem parte do Grupo A. Quais, em teoria, as que terão mais hipóteses de chegar aos oito primeiros? Tendo em conta que a geração nunca competiu, a teoria só pode ter por base as classificações dos últimos anos. A pensar assim, a Bulgária parece ser a equipa mais temida, tendo em conta que há apenas dois anos estava na divisão A. Finlândia será, historicamente, a outra favorita à passagem aos quartos. A seleção da Macedónia ganhou-nos no ano passado e ficou à nossa frente na classificação, mas muito à conta de dois jogadores que já são sub-18. Sobram Noruega e Estónia que, habitualmente, se têm classificado abaixo de nós, o que não lhes retira a possibilidade de serem uma surpresa. O resultado do primeiro jogo frente à Estónia poderá ter um peso importante no desempenho de Portugal nesta primeira fase de grupos? Num grupo de 6 equipas como o nosso, em que vamos estar privados de dia de descanso, cada um dos primeiros 4 jogos tem um peso importantíssimo. Há a curiosidade pessoal do meu primeiro jogo num europeu (em 2004) ter sido precisamente com a Estónia. Na altura vencemos 74-63… era bom repetir o resultado este ano.


Formação Contínua

São preletores: Orlando Simões e Norberto Alves.


Isto já não pode ser apenas um sonho… mas um objectivo

No momento em que estamos a escrever estas linhas, a equipa já efectuou mais dois jogos de preparação, em Varna e Albena, ante a congénere búlgara, que se saldaram por uma derrota (50-55) e uma vitória (53-45), completando-se assim o plano de jogos programados (7).

P (JT) – Depois da odisseia que foi a participação no Europeu do ano passado em Debrecen (Divisão A), como encaras (e qual é o estado de espírito da equipa) o regresso à Divisão B?R (ER) – “Encaramos o regresso com toda a normalidade pois na realidade Portugal é nesta altura um país que no feminino se coloca entre os melhores da Divisão B e os menos bons da Divisão A. Acaba por isso por ser o nosso patamar competitivo e continuar a lamentar o que passámos no ano transacto não seria por certo o melhor caminho para realizarmos o melhor trabalho possível. “P (JT) – O modelo competitivo, diferente do habitual (é uma poule, jogando todos contra todos) pode trazer dificuldades acrescidas para a equipa que montaste e que naturalmente tem a tua imagem de marca (muita agressividade, muita luta, dar o litro, em suma)? R (ER) – “É difícil nesta altura pesar todos os prós e contras deste formato competitivo. A favor joga o facto de ser agora possível ter deslizes ao longo do campeonato e recuperar do ponto de vista classificativo mas por outro lado, perdemos o factor surpresa que normalmente gozávamos contra as equipas mais fortes. Diria que neste formato, as mais fortes serão muito provavelmente as melhores classificadas ao passo que no modelo antigo isso nem sempre acontecia.”P (JT) – Quais são as candidatas se é que podemos assim chamar à subida de Divisão? Possuis elementos sobre as outras 8 selecções adversárias ressalvando naturalmente o caso específico da República Checa com quem nos cruzámos já este Verão por três vezes?R (ER) – “Não temos por esta altura nenhum dado específico sobre as adversárias que não seja o roster e as classificações em Europeus anteriores de Sub-18 e Sub-16 desta geração. As mais fortes deverão ser a República Checa, Bélgica e Roménia, mas o equilíbrio será talvez a nota mais dominante.”P (JT) – Como será a estratégia que pensas implementar para colmatar a lacuna biométrica existente no plantel luso? A geração 93/94 não é pródiga em jogadoras vocacionadas para jogar na área pintada, pelo que será preciso alguma imaginação e muita transpiração para conseguirmos minorar esse aspecto?R (ER) – “Primeiro tivemos de ir buscar algumas Sub-18 que em termos biométricos poderão dar uma ajuda mas procurando não afectar o trabalho daquela selecção. Depois, ir ainda mais longe na filosofia de jogo que já trazemos de alguns anos a esta parte, passando por buscar muito do nosso jogo às jogadoras exteriores. Paralelamente investir muito do nosso trabalho na componente defensiva de molde a esconder as nossas lacunas.”P (JT) – Em termos de preparação conseguiste fazer até agora 5 jogos com selecções fortes (França e Holanda, ambas da Divisão A além de mais 3 com a República Checa). Faltam ainda mais dois, estes já na Bulgária, contra a congénere anfitriã. É suficiente ou é apenas a preparação possível? Perspectivas para a selecção das quinas, é possível sonhar com a subida?R (ER) – “Nós realizamos 7 jogos até ao Europeu que são efectivamente um bom plano de preparação. Infelizmente os cortes orçamentais levaram a que tivéssemos de cancelar alguns estágios e com isso reduzir bastante o número de treinos. Até ao 1º jogo do Campeonato da Europa realizamos 34 treinos e nem sempre com todas as convocadas por causa dos exames e outras competições em curso. Não sendo por isso uma boa preparação, é a possível e é com isto que iremos a jogo com todas as aspirações intactas. Para quem já subiu de divisão, isto já não pode ser um sonho mas um objectivo, mesmo que no final tal se venha a constatar como impossível. Até lá, tudo é possível.”


Eugénio Rodrigues: «Temos vontade de subir»

Não perca nos detalhes desta notícia a entrevista com o selecionador.

Dentro das limitações orçamentais, a preparação programada, não sendo certamente a ideal, permitirá que a equipa se apresente a bom nível no Europeu?Creio que sim. É um facto que os cortes neste ano foram substanciais e tivemos inclusivamente de ajustar o planeamento já em plena preparação, o que é evidentemente negativo, mas não deixámos de ter uma programação digna e, sobretudo, de acreditar que do pouco faremos muito. É o “fado” deste país e nós não fugimos à regra.Acha que o facto de a grande maioria das atletas convocadas terem experiência da competição sénior, faz com que estejam mais preparadas para uma competição com este nível?Todas as atletas têm efetivamente experiência de competição sénior e se isso é algo de muito positivo, sobretudo se compararmos os dias de hoje à realidade da década anterior, porém, tal argumento acaba por se diluir e não ser uma vantagem pois defrontamos atletas que estão exatamente no mesmo plano ou até num plano superior, uma vez que competem em campeonatos mais competitivos e disputam nalguns casos até competições europeias. Ainda assim, é claro que é mais confortável ter no plantel das-Sub 20 apenas atletas “seniores”. Se assim não fosse, seria impossível competir com as seleções congéneres.Que opinião tem sobre o novo modelo competitivo deste Campeonato da Europa?Este novo modelo prende-se com o facto de termos menos equipas que o habitual no Campeonato Europeu pelo que jogarem todas contra todas, como se de uma fase regular de um campeonato nacional se tratasse, é a única solução possível. Naturalmente tem prós e contras. Ainda que este raciocínio seja um exercício meramente teórico, acho que, como contra, joga o facto de perdemos um pouco o fator surpresa que sempre tínhamos sobretudo no inicio dos Europeus ou na fase dos jogos cruzados a eliminar. A favor, creio que claramente permite ter um ou outro deslize sem que isso seja imediatamente impeditivo de se disputar os lugares cimeiros da classificação. Diria que a regularidade premeia normalmente os mais fortes e Portugal não é ainda consistentemente um país que se posiciona sempre entre os melhores. Mas veremos.Depois da frustração e tremenda injustiça que marcou a vossa participação na Divisão A o ano passado, como encara este regresso à Divisão B?Encaro com total normalidade e sobretudo de uma forma positiva e construtiva. O que lá vai lá vai e o“ontem” não nos faz vencer jogos. No staff e nas atletas que ficam do ano transato existe aquela pontinha de revolta que pode ser uma alavanca importante na ambição e nas ganas e procuraremos contagiar as restantes atletas com esse “aditivo”. A divisão B é atualmente uma divisão igualmente competitiva, onde teremos por certo jogos muito equilibrados e complicados pelo que não destoa em nada competir nesta divisão. Se dividirmos o basquetebol europeu em 3 níveis (nas seleções jovens), deixamos de estar no 3º para subir ao 2.º nível, aquele em que se flutua entre as melhores da Divisão B e as menos boas da Divisão A. Por isso não é nenhum drama.Sem querer entrar em comparações, este grupo tem a qualidade necessária para poder lutar pela subida?Esta geração (93-94) tem problemas de difícil resolução. É um grupo de talento inquestionável mas sem centímetros. Temos um handicap enorme no que toca a biometrias e vimo-nos da necessidade de recorrer a atletas sub-18 para tentar superá-lo. Por ora, é realmente muito difícil de aquilatar quais as nossas reais possibilidades, mas sim, o sonho comanda vida e o desejo de voltar a subir, esse está lá, intacto.Quais os principais candidatos à subida de Divisão?Desconhecendo que atletas irão apresentar as nossas congéneres, no plano meramente teórico creio que os favoritos serão a Rep. Checa e a Bélgica. Depois, creio que o equilíbrio será a nota dominante não havendo equipas “para deitar fora”. Ou seja, acredito num campeonato muito duro, renhido, onde todos os pequenos detalhes irão pesar.


David Conrady

David Conrary foi treinador e professor de Educação Física na Furman University onde jogou e foi capitão de equipa durante três anos, jogando a base durante mais de 50 jogos consecutivos. Pós-graduado pela Universidade Furman, possui uma licenciatura em Saúde e Educação Física. Atualmente é o diretor da Associate Head Coach.Foi treinador principal da Universidade Chattanooga durante seis anos, do Newberry College ina Carolina do Sul durante 2 épocas e ainda da Universidade de North Greenville durante 7 anos.Conrady jogou na equipa do treinador Jene Davis nos seus dois primeiros anos e com o treinador Butch Estes o restante tempo da sua carreira. Ganhou um lugar na Conferência Sul da equipa All-Freshman em 1983 e Redshirted no ano seguinte. Possui ainda um registo único para assistências em 1982-83, com 13 numa vitória caseira sobre o VMI. Ocupa o 11 º lugar no livro dos recordes de Furman , em assistências por jogo na carreira, com 2,27 e o 12º lugar com 236 assistências na sua carreira.


Tony Jasick

Consulte mais informações nos detalhes da notícia.

Tony Jasick fará parte de um rol de preletores de grande qualidade que estarão presentes em Cantanhede no final do mês de Junho.O preletor atua há vários anos como treinador da NCAA, primeiro como adjunto e nos últimos anos como treinador principal da Indiana University–Purdue University Fort Wayne – IPFW.Para mais detalhes, consulte a notícia relativa à abertura de inscrições no link abaixo indicado:http://www.fpb.pt/fpb_portal/!fpb.go?s=4249448300&p=fpb.201020&K_ID_NOTICIA=40256&K_ID_CATEGORIA=undefined&CO2=B1&BL2=B1


«Dar o máximo em cada jogo»

O Campeonato da Europa, Divisão B, disputa-se entre os dias 12 e 21 de julho, na Roménia, com Portugal a defrontar na primeira fase a Bélgica, a Suíça, a Holanda, a Finlândia e Chipre.

Quais são as expectativas para este Campeonato da Europa?Partimos para esta competição com a mesma ilusão e ambição de sempre. Lutar pela vitória em todos os jogos e dignificar o basquetebol português. Estes não são objetivos, mas sim uma obrigação. Dar o máximo em cada jogo. Como caracterizaria, ponto fortes e debilidades, este grupo de trabalho?Este grupo tem a vantagem de muitos atletas já terem participado nos trabalhos do ano anterior e 7 deles terem participado no Campeonato da Europa realizado na época anterior na Bulgária. Este é também um grupo de jogadores que conheço muito bem, pois trabalhei durante um ano com eles no centro de treino do Jamor. Quanto às debilidades, deparamo-nos com o mesmo problema de muitas das nossas seleções. Não temos nesta geração jogadores que pela sua estatura sejam claras referências interiores. Outra debilidade que continuamos a sentir é o facto de muitos destes atletas, durante a época, não terem na competição a exigência adequada a um campeonato da Europa de sub 20. O período de preparação já está programado? Estão previstos alguns jogos de treino antes do inicio do Europeu?Sim. Está programado um torneio internacional em Portugal com as seleções da Hungria e Grã-Bretanha entre 28 e 30 de junho e ainda 3 jogos de preparação na Roménia, dois contra a Roménia e um contra a Grã-Bretanha. Aproveito esta oportunidade para relçar e agradecer o enorme esforço que a Federação faz nesta altura tão complicada,de forma a proporcionar a melhor preparação possível aos nossos atletas. E o que dizer do grupo que saiu em sorte?Em teoria e de acordo com os resultados obtidos nos campeonatos de sub 16 e sub 18, diria que a Finlândia e a Bélgica partem como favoritas. A seleção da Holanda e da Suíça são equipas que partem no mesmo patamar que a nossa seleção. O Chipre é uma incógnita. Nestas idades as Seleções Nacionais são sempre associadas a gerações. De que forma caracterizaria esta geração que vai participar no campeonato de sub-20?Os resultados desta geração em campeonatos anteriores não foram muito relevantes, no entanto, considero que existe qualidade e uma enorme vontade de mostrar o seu valor. Independentemente dos resultados que vierem a ser conseguidos, sendo esta uma seleção que serve de base de recrutamento da seleção sénior, o grupo é composto por atletas que podem integrar a principal seleção, bem como as equipas da Liga?Esses são para mim os grandes objetivos e a grande avaliação que tem que ser feita nas competições de jovens. Estas deverão proporcionar boas experiências e servir de preparação para a nossa seleção sénior. Se conseguirmos juntar a este objetivo boas classificações tanto melhor.


SRTT’s masculinas

Esses jogadores representaram 76 Clubes de 18 Associações Distritais diferentes. Para além dos números, que não deixam de ser bem demonstrativos da abrangência do projeto, damos a conhecer outros pormenores nos detalhes.

As SRTT surgiram no âmbito do plano de contingência que o Gabinete Técnico da FPB ativou após a suspensão dos Centros Nacionais de Treino dirigidos para os jogadores Sub-16 (Masc. e Fem.). Os selecionadores Ricardo Vasconcelos e Rui Alves assumiram a coordenação técnica do projeto e lideraram a esmagadora maioria das sessões de trabalho.Os principais objetivos traçados à partida foram claramente cumpridos. O primeiro era descentralizar, levando os técnicos da FPB até às Associações, o que veio a acontecer em praticamente todo o território continental. Observar era outro dos objetivos prioritários e também aí as expectativas foram mais que superadas, pois o programa chegou a 231 jogadores do setor masculino, o que representa quase 10% do total de jogadores inscritos das idades de sub-15 e sub-16. Sobre o desígnio de comunicar, unir e comprometer, basta ver o envolvimento de todos os agentes: a taxa de assiduidade elevadíssima dos jogadores, com o apoio imprescindível das famílias, o compromisso dos Clubes (diretores, treinadores, corpos clínicos) e o patrocínio das Associações que proporcionaram toda a logística (em ligação com os clubes filiados). Outro objetivo atingido foi o de influenciar… deixar uma marca nos jogadores que passaram pelo projeto, marca essa que tivesse seguimento no clube (nos treinadores e colegas de equipa) ou seleção distrital. Cada convocatória foi uma injeção de motivação nos jogadores e cada sessão de treino foi um momento de promoção da modalidade, muitas vezes com um impacto local assinalável.Em baixo estão disponíveis para descarregar os planos de treino de todas as sessões realizadas.


Cursos de Treinadores 2013 – Nível I

O que obriga a uma permanente atualização das informações prestadas a todos os interessados. No entanto, existe já um conjunto de Cursos em que tudo está definido, e que poderão ser consultados no corpo desta notícia. Para mais informações devem contactar a ENB – catiamota@fpb.pt, isto depois de consultarem nos detalhes desta noticia o aviso de abertura e regulamento dos respetivos Cursos.

Curso Treinador BasquetebolGrau II– Angra do Heroísmo – 2 Julho a 14 Julho- Covilhã – 22 de Agosto a 3 de SetembroGrau I– Viana do Castelo – 1 a 5 Julho e 8 a 12 Julho – Organiza A. B. Viana do Castelo-Barreiro – 15 Julho a 27 Julho – Organiza A.B. Setúbal- Ponta Delgada – Açores – 5 de julho a 14 Julho – Organiza AB São Miguel- Lisboa – 12 Julho a 27 Julho – Organiza A. B. Lisboa- Faro – 26 de Julho a 4 Agosto – Organiza AB AlgarvePara mais informações deverão contatar as associações regionais


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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