Artigos da Federaçãooo

Gradeço:«Capacidade de superação»

E segundo o seu treinador, isso deve-se a um conjunto de aspetos trabalhados, que permitem à equipa minimizar as dificuldades. Na próxima jornada a equipa visita o Illiabum, adversário que Francisco Gradeço não se coíbe de elogiar.

Uma vez mais, o Sangalhos manteve o núcleo duro da equipa para esta temporada. Depreendo que continua a depositar total confiança nos jogadores com quem trabalha? O Sangalhos manteve parte do núcleo duro. Perdeu jogadores importantes, como os irmãos Carmo, e o André Duarte fez uma rotura do tendão de Aquiles no primeiro jogo de preparação. Todos eles eram bases e segundos bases, como tal a equipa ficou desequilibrada, perdeu profundidade e versatilidade, principalmente no ataque. No entanto, os que ficaram e os 7 juniores que integram a equipa formam um grupo coeso e com uma excelente atitude, dando garantias de entrega total. Umas vezes vamos ganhar outras perder, mas todos procurarão dar o seu melhor em prol da equipa.Ano após ano o clube consegue ser competitivo e intrometer-se na luta pelos lugares da frente. Que explicações apontaria como sendo determinantes para que tal aconteça? Um modelo de jogo e de preparação ajustados aos jogadores, procurando extrair o melhor de cada um; princípios e regras defensivas bem definidas, bem como uma preparação dos jogos cuidada, aspetos que nos têm permitido ser a melhor defesa da fase regular nas últimas 3 épocas; um excelente espírito de grupo e capacidade de superação dos jogadores. Só assim temos conseguido minimizar as dificuldades no jogo interior e no ressalto, pela ausência de postes e de jogadores atleticamente dotados.Isto num ano em que a competição será uma das mais disputadas de sempre. Concorda com esta ideia? A Proliga tem sido sempre a competição mais equilibrada de todas e penso que esta época não vai fugir à regra. Para mim há 3 equipas muito fortes, com planteis de qualidade e extensos, beneficiando do recrutamento de jogadores de reconhecida competência e experiência profissional. As outras, incluindo o Sangalhos, apresentam-se niveladas mas com menor qualidade, pela muita juventude e pela ausência de estrangeiros, fruto das dificuldades financeiras dos clubes.Que leitura faz da passagem de vários jogadores de Liga para o campeonato da Proliga? E que impacto poderá isso ter na competição? É fruto das dificuldades financeiras, principalmente dos clubes que compõem a Liga. Mas constitui, sem dúvida, um fator de valorização da competição pela sua competência e experiência. Muitos deles são melhores que os estrangeiros que têm integrado a prova e serão uma referência para os muitos juniores que integram os plantéis. Também demonstra a paixão que têm pelo jogo, em treinar e jogar, um valor importante para todos, em especial os jovens.Prevê-se um teste difícil na próxima sexta-feira, com uma deslocação a Ílhavo que parece estar a subir de rendimento. A maior experiência do Sangalhos poderá ser a chave para uma vitória nesta jornada? Não considero sermos mais experientes; integramos jovens sem passado nos centros de treino e seleções nacionais. O Illiabum tem um plantel com muita juventude de grande potencial, com disponibilidade para treinar bidiário, e o João Figueiredo e o Fernando Martins não são “principiantes”. Espera-nos uma tarefa difícil, como sempre, mas lá estaremos para dar o que temos e lutar pelo jogo.


Treinador português em equipa universitária norte-americana

O primeiro jogo oficial da temporada realiza-se esta noite, quando a equipa do técnico português se deslocar ao pavilhão de Henderson State.

Esta é a segunda aventura de Nuno Tavares no continente americano, depois de em 2005 ter treinado a equipa do Liceu de High Point, na Carolina do Norte. No seu currículo constam ainda passagens pelos escalões de formação do ACD Ferragudo, CB Portimão, CF Os Belenenses e pela equipa técnica da Seleção Nacional de Sub-18 Masculinos. Para além da presença na equipa universitária, Nuno Tavares faz ainda parte da equipa técnica do Liceu de Trinity Christian, onde é coordenador defensivo. Para seguir de perto a época do técnico português, visite a página: https://www.facebook.com/camposmvpportugal


«É necessário dar passo em frente»

Conheça nesta entrevista os projetos e as metas que o selecionador nacional se propõe atingir, bem como o diagnóstico que faz da modalidade no nosso país.

O que o levou a aceitar renovar o vínculo com a FPB no cargo de Selecionador Nacional?Tenho consciência que esta é uma fase extremamente difícil para a Seleção, mas tendo em conta o respeito com que sempre fui tratado, as condições de trabalho que me foram proporcionadas, não podia recusar assumir este período de transição tão complicado. Mais fácil teria sido retirar-me. Mas é necessário que pessoas dêem o passo em frente e assumam as responsabilidades de enfrentar este quadro negro em que se encontra o basquetebol nacional.Que prioridades definiu para este novo ciclo de trabalho?Implementar um modelo de jogo que ligue todas as Seleções jovens, bem como estreitar uma permanente ligação entre todos os treinadores que trabalham com Seleções. É necessário que exista uma colaboração eficaz entre todo o quadro técnico da Federação de modo a que se trace um objetivo claro para o futuro. Todas as pessoas envolvidas no processo devem sentir-se confortáveis com o que irão fazer, para que toda a área da formação se torne mais forte e coesa, e se possam formar mais jogadores para o futuro. Falando agora mais concretamente da Seleção sénior, e depois do balanço que certamente fez da última fase de qualificação, quais os aspetos em que a Seleção tem necessariamente melhorar para futuro?Em várias áreas. A equipa tem de saber jogar em campo aberto. Está obrigada a melhorar muito a eficiência do lançamento de modo a poder valorizar em cestos de campo as muitas ações que cria em termos ofensivos. Evoluir ainda mais na defesa do 1X1, bem como nos bloqueios na bola, especialmente na zona central do campo. Embora o aspeto mais importante seja provavelmente conseguir jogar concentrada durante 40 minutos. Mas para que isso seja possível obriga a hábitos de treino e de jogo que têm de ser completamente alterados, e daí a importância do trabalho que se realiza nos clubes.Por diversas vezes fez referência à falta de minutos de jogo de alguns jogadores da Seleção, assim como a pouca experiência internacional da grande maioria deles. Reafirma que são essas as principais causas para estarmos num nível um pouco abaixo em relação às melhores seleções europeias?Um fator incontornável é que somos mais baixos que as outras equipas europeias. Não temos uma rotatividade muito grande, uma vez que existe uma decalage entre os jogadores que compõem a Seleção, razão pela qual não podemos ir para pressões todo campo exatamente pela qualidade dos suplentes. A falta de experiência internacional agravou ainda mais este cenário, ao fazer com que as equipas apenas façam um jogo por semana, uma situação que só piora as coisas. Se juntarmos a tudo isto a crise económica que afeta os clubes todos, que faz com que muitas vezes jogadores importantes não treinem o volume e a intensidade suficiente que são exigidas para a alta competição a que se joga na Europa, temos criada a tempestade perfeita!Depreendo então, por todo o seu discurso, que reconhece qualidade e potencial aos jogadores portugueses?Os jogadores são vítimas neste processo todo, uma vez que não terem tido a possibilidade de participar na competição internacional, e isso reflete-se naturalmente no contato internacional que lhes é proporcionado. Só a jogar com equipas e jogadores mais fortes é que podemos evoluir. A partir do momento em que isso deixou de ser possível, os atletas nacionais ficaram muito condicionados na sua evolução Durante esta fase de apuramento, o respeito e a atitude que mostraram pelo jogo foi das coisas que mais me marcou. E não fossem os problemas financeiros que envolvem o basquetebol português e teríamos sido muito mais fortes. Houve uma geração que ainda beneficiou disso, mas cada vez mais vamos perder o comboio da Europa, isto porque deixamos de competir nas provas europeias, o que faz com que os nossos jogadores não tenham condições de trabalho iguais. Apesar de tudo isto, sinto-me orgulhoso do trabalho, da atitude profissional, do desejo de evoluir demonstrado pelos jogadores, e garanto que não são eles o problema o basquetebol português. Posso garantir que trabalham bem e foram excecionais na forma como se entregaram, algo que também começa a ser verdadeiro para os jogadores mais jovens, uma vez que vão pelo mesmo caminho. Só assim conseguimos o que fizemos, isto sem esquecer o apoio incondicional que a Federação nos deu ao longo de todo este período.Tem alguma proposta ou ideia para contornar o problema da falta de contacto internacional?Nos últimos anos utilizaram-se muitos jogadores estrangeiros na competição nacional, e isso teve consequências muito graves na afirmação dos jogadores jovens portugueses, uma vez que deixaram de ter hipóteses e espaço nos seus clubes. Se a isto juntarmos o facto de os clubes não participarem na competição internacional, encontramos a explicação para o estado atual do basquetebol português. Enquanto os clubes não garantirem que o seu quadro de jogadores esteja renovado e com a consistência exigida, deve-se manter a regra de dois estrangeiros. Se optar-se pelos comunitários então não se permite a entrada de jogadores americanos. Exceto o caso de haver clubes que queiram participar nas prova europeias. Mas se isto acontecer penalize-se então, como acontece já em outras Federações, os clubes que se recusem a participar nas competições europeias.No futuro próximo, qual será a equipa a iniciar os próximos trabalhos da Seleção Nacional?A Seleção de Esperanças continuará a trabalhar, e eu vou dedicar especial atenção a essa equipa. Em virtude que ainda falta apurar uma equipa para o próximo Campeonato da Europa, temos de aguardar pela definição da competição que vai dar acesso a esse lugar. Se sentir que não existem fortes possibilidades de apuramento, poderá dar-se o início da renovação anunciada da Seleção. Mas isso será sempre uma decisão política e que só poderá ser tomada pela Direção da Federação, sendo que depois seguirei esse caminho. Assumindo eu essa responsabilidade, porque não vai ser nada fácil, desde que em consonância com a própria Direção.Definiu algum objetivo a curto/médio prazo para a Seleção Nacional?Criar as condições para que seja rápida a transição de uma geração para a outra. Implementar um modelo de jogo para todas as seleções nacionais, para que no futuro os jogadores se integrem e saibam perfeitamente o que esperar nas outras seleções.Um desejo que gostaria de ver realizado para bem do basquetebol nacional?Voltar a ver uma Seleção Nacional numa fase final de um Campeonato da Europa, e que hajam equipas portuguesas a participar regularmente na Euroliga. Que o basquetebol se tornasse na 2ª modalidade do país, e recebesse os mesmos apoios que as equipas em Espanha. Mas para que isto acontecesse era necessário que os dirigentes e as pessoas ligadas aos clubes se decidissem por apostar ainda mais para competir a nível internacional.


Formação de treinadores – Minibasquete

João Pedro Gonçalves, do corpo de formadores da ABC, foi o preletor que veio abordar um tema sugerido em reunião de comité distrital de minbasquete – “A intervenção do treinador no jogo.”De uma sessão extensa e com várias intervenções dos treinadores presentes, destacamos alguns pontos.Como introdução, foram referidas as qualidade intrínsecas do jogo de minibasquete, que atraem e cativam as crianças para a prática desportiva de uma forma que promove a igualdade de oportunidades e ajuda a incluir. Assim, cada treinador deve saber olhar para os seus atletas de forma individualizada no que diz respeito à sua participação, sendo a equipa uma forma de desenvolver os valores de vida em grupo. A sua intervenção deverá ter sempre em conta que cada criança é um indivíduo com as suas necessidades e motivações.Entrando no tema mais específico do jogo, o treinador deve orientar a sua intervenção tendo como base a ideia de que os desafios colocados pela competição servem para avaliar o nível dos atletas e da equipa e para continuar a treinar. Assim, é importante planear a intervenção, tal como se planeia o treino. Desde a definição da imagem e atitude que se quer para a equipa (e o treinador deve ser o exemplo disso), até aos objectivos técnicos individuais e colectivos.Dadas as características destes escalões etários, é fundamental que o treinador tenha a capacidade de definir prioridades e se centre sobre elas. O jogo tem inúmeros erros, naturais nesta fase de aprendizagem, e fazendo intervenções sobre tudo não estará a dar prioridade a nada.Uma intervenção focada no que o atleta fez bem, é motivadora e incentiva à repetição do comportamento desejado, deve por isso ser assim a maioria das intervenções. Inclusive quando se pretende dar informação sobre um erro, a melhor forma é focar a atenção da criança sobre como poderia ter agido naquela situação específica. Algumas estratégias para melhorar a comunicação foram também referidas, o contacto físico, a proximidade, a atenção centrada na criança a quem estamos a falar e a disposição de toda a equipa e do treinador quando se quer transmitir calma e ajudar os jogadores a abstrair do que se passa fora de campo.Por fim, e quanto aos comportamentos e atitudes, é preciso especial atenção às particularidades do dia de competição. Assim, as regras devem ser definidas em treino e devemos ter o cuidado de definir regras que podem ser cumpridas. No dia de jogo, qualquer situação fora do aceitável deve ser controlada e parada no imediato, mas a melhor forma de minimizar possíveis consequências difíceis de gerir é deixar a resolução e esclarecimento da situação para mais tarde. Tanto atletas como treinadores como pais estão fora do seu ambiente e rodeados de observadores num contexto que aumenta a pressão sobre todos.Numa tarde dedicada ao minibasquete, a presença e participação activa de vários treinadores foi um sinal positivo para a actividade distrital.Estiveram presentes Nuno Mendes e Carlos Tavares do Sporting Figueirense; Rui Chicória, Gonçalo Melo e Jaime Silva do Olivais; Ana Estevão, Maria José Alves e Daniel Gil do União de Buarcos; António Craveiro do Lousanense; Pedro Santos do Basket de Condeixa; Fernando Santos da Académica de Coimbra; João Mendes do Ginásio Figueirense; Bernardo Monteiro, Rui Fernandes e Vasco Azenha do Clube Infante de Montemor, Tayara Diniz e Gildo Freita da Faculdade de Desporto da UC.A sessão decorreu em parceria entre Associação de Basquetebol de Coimbra e Clube Infante de Montemor


Porto recebe SRTT Sub-16 Masc.

Foram convocados 20 jogadores para este treino, elevando para 75 o número total de atletas observados ao longo das já 6 sessões. Rui Alves, selecionador nacional de sub-16, terá como colaboradores Celso Rocha e Sérgio Marante.


Clinic FibaEurope

A primeira sessão decorreu em auditório com Rui Alves, Catarina Neves, Carlos Seixas, Mariana Kostourkova, André Martins e Eugénio Rodrigues a exporem as maiores dificuldade com que se depararam e dando indicações para conteúdos importantes a trabalhar por todos os treinadores de forma a melhorar esses itens. Igualmente se destacou quais os pontos fortes dos nossos atletas dos diferentes escalões. No primeiro ano em que os sub-16 femininos e masculinos, competiram sem terem o trabalho continuado de centro de treino ao longo da época, fizeram-se sentir dificuldades ao nível da táctica individual e das capacidades físicas.Num pequeno resumo que podemos fazer da sessão, a defesa é um dos pontos destacados como positivo. A maioria das nossas selecções ficou nos primeiros lugares do ranking nos pontos sofridos, apenas em sub-16 foi referida alguma capacidade para defender jogadores mais altos.A exigência e o espírito crítico dos treinadores que trabalham com os jovens mais aptos, revelaram-se na hora de falar sobre os pontos mais débeis das suas equipas. Assim, foram várias as dificuldades referidas. Salientamos a tomada de decisão, quer em contra-ataque quer em ataque, as recepções dinâmicas e a capacidade ofensiva de 1×1, condição física e consistência no lançamento. Na segunda parte da sessão, os selecionadores Ricardo Vasconcelos e Rui Alves estiveram em campo, dando exemplos práticos de como treinar alguns destes pontos fracos, em especial a táctica individual e a tomada de decisão em contra-ataque e em ataque.No final houve ainda espaço para um pequeno debate com os treinadores presentes.A adesão foi considerável, com cerca de 70 treinadores de jovens a assistir dos quais 20 são treinadores do distrito de Coimbra. A Associação de Basquetebol de Coimbra realizou esta acção em parceria com a Escola Nacional de Basquetebol/Federação Portuguesa de Basquetebol e a Câmara Municipal de Cantanhede.


Selecionadores Nacionais

Os treinadores Ricardo Vasconcelos e Rui Alves trouxeram um treino muito completo com relevo nos conteúdos da táctica individual.

Na parte inicial da sessão, os atletas convocados puseram à prova as suas capacidades de execução de gestos técnicos de passe e drible, aplicadas situações contextualizadas, com ambas as mãos, algo que é uma dificuldade para todos relativamente á utilização da mão não dominante.Numa segunda parte foram trabalhadas as reacções à recuperação da posse da bola, quer do ponto de vista do jogador com bola quer dos jogadores sem bola, dando atenção à tomada de decisão em função do posicionamento em campo.Os atletas presentes trabalharam muito concentrados e com grande intensidade, o que agradou, não só aos selecionadores nacionais como também aos selecionadores distritais presentes na sessão.Esta acção teve duplo aproveitamento para a Associação de Basquetebol de Coimbra, pela oportunidade do trabalho com os selecionadores nacionais e pelo primeiro momento de observação de altetas do escalão de sub-16 que poderão integrar as selecções distritais.Esta sessão foi realizada em parceria com a Federação Portuguesa de Basquetebol e a Câmara Municipal de Cantanhede.Participantes:Pedro Mendes ACADEMIAGustavo Rodrigues ACADEMIAAnhasói Rodrigues ACADEMIAJoão Bento ACADEMIAAndré Bettencourt CAD-ACBAlberto Malafaia GINÁSIORui Saraiva OLIVAISMiguel Brito OLIVAISRuben Dinis OLIVAISAndré Cavaco SAMPAENSEDavid Monteiro SAMPAENSEBernardo Monteiro CIMONTEMORJoão Cunha CIMONTEMORBeatriz Fernandes AACCarolina Antunes AACTeresa Salazar AACFrancisca Ferreira AACFrancisca Marques SOC. COLUMBOFILAMatilde Melo SOC. COLUMBOFILAMariana Melo SOC. COLUMBOFILARute Mendes SOC. COLUMBOFILABruna Costa SOC. COLUMBOFILALuísa Carvalho SPORTING FIGJoana Rodrigues SPORTING FIGMaria Neto SPORTING FIGInês Bem-Haja OLIVAISAna Garcia OLIVAIS


«Jogar sempre para ganhar»

Nuno Barroso aborda também os problemas financeiros e diretivos do Lusitânia, que, garante, em nada afetaram o trabalho da equipa.

Contava com Ricky Franklin e com Brian Mills para integrar o plantel que, entretanto, já arrancou a sua participação na Liga Portuguesa de Basquetebol, época 2012/13?Do ponto de vista teórico, contava. Na prática, sabia que seriam opções difíceis de concretizar, pois foram jogadores que se valorizaram muito na época passada e que, de certeza, teriam propostas que o Lusitânia não poderia acompanhar. Foi o que aconteceu. É evidente que ponderei a renovação destes dois elementos, mas também sabia que teriam de existir soluções alternativas.A componente financeira, face à conjuntura atual, é cada vez mais uma preocupação em tudo o que envolve a constituição de um plantel? É sempre importante e, na atualidade, maior importância assume. É determinante, nomeadamente, para a qualidade no recrutamento dos jogadores.É daí que surge, também, esta continuidade que tem marcado o plantel do Lusitânia desde 2009/10, ano do título da Proliga?A continuidade não resulta de questões estritamente financeiras. Está relacionada, sobretudo, com a opção de manter um conjunto de jogadores que formam a base e o sustento da equipa e que tem, de facto, apresentado resultados muito satisfatórios. É uma opção técnica que tem sido ganha.Mas são jogadores que, à semelhança de Brian e Ricky, também se têm valorizado ao longo dos anos… Evidentemente. Atletas como Mohamed Camará e Marcel Momplaisir, mas também Augusto Sobrinho, têm-se valorizado. Todos estes jogadores têm a suas expetativas profissionais e serão, certamente, sensíveis a eventuais propostas mais vantajosas. Mas penso que o clube, apesar das dificuldades, tem conseguido dar esta resposta.O Daniel Monteiro tem apresentado estatísticas importantes neste arranque de época. É um dos principais “reforços”?Sem dúvida que é um reforço para a equipa, isto considerando que esteve quase toda a época passada parado devido a lesão, realizando apenas a parte final da temporada, embora bastante condicionado. Neste momento, mesmo não estando ainda a 100%, encontra-se já muito próximo disso e é um elemento, sem dúvida, capaz de oferecer à equipa grande qualidade de jogo.O que espera de Durrel Nevels e de Jeremy Goode? O recrutamento destes dois atletas resulta da intenção de trazer para a equipa jogadores que conheçam a realidade desportiva e competitiva do basquetebol português. Esperamos deles, sobretudo, o que foram capazes de fazer em épocas anteriores em Portugal, pois já provaram ter qualidade. Ninguém está no plantel para “salvar a equipa” e cada um terá as suas funções. Estes dois atletas inserem-se neste contexto.O Jeremy já demonstrou ter qualidade para substituir Ricky Franklin com eficácia? O Ricky era um base muito completo e forte defensivamente. Com o Jeremy, do ponto de vista defensivo, algumas soluções antes utilizadas não serão possíveis. No entanto, o Jeremy, no plano ofensivo, tem argumentos muito fortes, com grande capacidade de penetração e, defensivamente, também é um jogador muito interessante. O Durrel é um guerreiro, que luta muito nas tabelas e nos ressaltos, procura muito os segundos lançamentos e é um jogador muito rápido em transição. São estas qualidades que pro- curamos que coloquem ao serviço da equipa.O Durrel Nevels é um “namoro antigo”? O Durrel é alguém bastante empenhado, trabalhador e integrou-se muito bem no nosso meio. Estes aspetos comportamentais e de personalidade, associados às qualidades físicas e técnicas, são determinantes para o recrutamento. Em face deste conhecimento, o Durrel passou a ser uma prioridade e levou vantagem em relação a outros jogadores que constavam no plano de recrutamento.Este é um grupo que se equipara em termos de qualidade ao da época passada?Sim, mas iremos, provavelmente, apresentar um estilo de jogo um pouco diferente, pois existem jogadores com caraterísticas dife-rentes. Mas, no cômputo geral, o rendimento será idêntico. Tenho poucas dúvidas em relação a isto e temos condições para repetir a performance da temporada passada.Que papel está reservado para os “jogadores da casa”? Espero deles o mesmo que espero dos restantes. Acima de tudo, que evoluam do ponto de vista técnico e comportamental e saibam aproveitar as oportunidades, de modo a que possam ser cada vez mais importantes na estrutura da equipa. Penso que, na época passada, o David Tavares registou uma evolução assinalável e, inclusive, participou de forma mais consistente na parte final da temporada. Este ano, o David continua a mostrar condições para manter este processo de evolução. Já o Miguel Freitas, na minha opinião, estagnou um pouco em relação à primeira época, mas, nesta primeira fase da nova temporada, tem demonstrado muito empenhamento no sentido de dar um salto de qualidade. Tem, claramente, condições para o fazer. O Pedro Matos é um jogador que está agora a começar no Lusitânia e precisa de melhorar alguns aspetos relacionados com a abordagem ao treino e ao jogo. Está a fazê-lo. Quanto ao Carlos Dias, é um atleta mais maduro e sabe que contributo pode oferecer à equipa. De um modo geral, estou satisfeito com a sua prestação e será um jogador importante na rotação no jogo interior.De uma forma concreta, quais são os objetivos do Lisitânia para 2012/13?A manutenção na Liga Portuguesa de Basquetebol. Isto passa pelo 10º lugar. A partir daqui, vamos lutar pela melhor classificação possível. É este o objetivo que está traçado, na certeza de que iremos jogar sempre para ganhar. “Sem focos de instabilidade” Os problemas financeiros e diretivos que o Lusitânia atravessa são públicos, mais recentemente originaram algumas incertezas quanto ao futuro do futebol e basquetebol, pois chegaram a estar em causa as deslocações das equipas, algo confirmado pela própria Comissão Executiva. No caso do Basquetebol, até que ponto esta situação tem influenciado a tranquilidade do plantel na preparação da nova época?O que posso acrescentar é que esta situação não influenciou em nada o trabalho e a preparação da equipa. Temos tentado – e penso que temos conseguido – manter distanciamento em relação a estas questões, na certeza de que o clube possui uma Comissão Executiva que tem tratado destes assuntos da melhor forma. Sabemos que o clube está em boas mãos e resta-nos fazer o nosso trabalho, sem qualquer influência negativa.Mas não causa, pelo menos, ansiedade quando é a própria Comissão Executiva a assumir que as deslocações podem estar em risco?Até agora não, pois o diálogo tem sido sempre positivo, aberto e todos estes acontecimentos são do conhecimento da equipa. Até agora, não tem existido qualquer foco de instabilidade e nem qual- quer dificuldade para o trabalho da equipa de basquetebol do Lusitânia.


«Orgulhosos da nossa prestação»

Agora, segue-se um teste de fogo – a Supertaça – frente ao Benfica, adversário que o técnico não tem pejo em considerar favorito à vitória naquela partida. Mas não se pense que a formação de Coimbra não vai dar luta. “Saímos sempre do campo com a consciência de que não deixámos uma gota de suor por transpirar na camisola que envergamos”, garante Norberto Alves.

Quando aceitou regressar ao comando técnico da Académica, tinhaconhecimento das limitações que iria ter para formar o plantel? Tínhamos conhecimento que toda a nova direção iria trabalhar em equipa para superar com sucesso um desafio muito difícil. Quando deixámos a Académica em 2010 ficámos num excelente terceiro lugar na Liga fruto dessa forma de encarar os desafios ao longo de vários épocas. Pensamos que vamos vencer, mais uma vez, estas dificuldades. O apoio institucional da Câmara de Coimbra continua a ser decisivo para manter toda a actividade do clube que tem todas as equipas, do sector feminino e masculino, mais de 200 atletas e onde se inclui uma equipa de jovens com necessidades educativas especiais. A Académica vai muito para lá da equipa sénior – tem um papel relevante em termos sociais. Assim, só podíamos aceitar o desafio que nos lançou o Presidente Carlos Gonçalves. Esta será a nossa 8ª época na Académica, em 3 ciclos diferentes, a treinar a equipa sénior. Tal como em todas as outras 7 épocas anteriores, em que tivemos excelentes resultados, desejamos que este ano a equipa mantenha o mesmo espírito, assente nos pilares de sempre: ambição, humildade e respeito, pelos nossos adversários mas fundamentalmente pelo nosso próprio trabalho. Apesar de tudo, está satisfeito com o desempenho, até ao momento,da sua equipa? Estamos todos orgulhosos da nossa prestação. Vencemos os 2 jogos até agora disputados da Liga, fomos à final da Taça António Pratas, vencemos os jogos de preparação nomeadamente contra o Libolo, uma excelente equipa, atual campeão de Angola e continuamos a treinar e a jogar como uma verdadeira equipa. Falando agora concretamente do jogo da Supertaça. Um pouco a história do David contra o Golias… Eles são favoritos. Mas para nós isso é habitual: todas as equipas são favoritas quando jogam contra nós – contra todas temos de nos superar. Portanto, nada de novo. O mais interessante é verificar que as outras equipas também têm que pensar em superar-se quando jogam contra a Académica. Sabem que jogamos de uma forma coletiva e nunca desistimos – nós ganhamos sempre, porque sempre saímos do campo com a consciência de que não deixámos uma gota de suor por transpirar na camisola que envergamos. Sem vedetismos e individualismo. Para nós trabalhar em equipa, ter um extremo espírito de sacrifício e concentração coletiva não é uma opção… é uma necessidade!Consegue encontrar o tendão de Aquiles desta equipa do Benfica? Estamos sempre mais preocupados connosco do que com os outros. Todas as equipas têm pontos fracos, mas relativamente à equipa do Benfica e no contexto do atual campeonato os pontos fracos são as outras equipas… A chegada de um norte-americano vem certamente ajudar a equipa, mas vai alterar alguma coisa na forma de jogar da Académica? Na Académica não temos americanos ou portugueses – temos jogadores que têm de ser desenvolvidos. A única coisa que altera é que além do Marco Gonçalves já temos outro jogador interior – normalmente uma equipa tem 4 ou 5… Os jogadores que têm tido a necessidade de fazer de uma forma adaptada essas posições têm dado uma excelente resposta. O jogador que vem não é nenhuma estrela. É um jovem que acabou agora a carreira universitária e que vem colaborar – era impossível fazer toda a época apenas com um poste.O que vai “exigir” dos seus jogadores para este jogo? Não precisamos de exigir nada. Eles dão sempre tudo o que têm pela Académica. Às vezes os outros são melhores a jogar basquetebol. Apenas isso.


San Payo marca presença!

C. Barreirense. Este contará com a presença de vários nomes do basquetebol português, tais como: prof. José Salgueiro, prof. António Paulo Ferreira, prof. Nuno Antunes e San Payo Araújo, diretor técnico do CNMB. Cabe-nos destacar esta última preleção, que terá como mote “A tomada de decisão no minibásquete”, que representa a crescente importância do minibásquete no panorama das ações de formação de treinadores. As inscrições estão abertas e todas as informações necessárias encontram-se no cartaz.


“Temos uma ambição enorme”

O treinador Nuno Ferreira espera um jogo complicado, como têm sido todos os embates com o Algés. Considera-o um adversário de qualidade com armas suficientes para lutar pela vitória. O facto de a final se disputar em Aveiro pode ajudar a que os adeptos vaguenses possam contribuir para encher o pavilhão, e verificar ao vivo o desejo que a equipa tem em somar mais um título esta época.

Ninguém fica indiferente a jogar uma final de Supertaça, pelo que o jogo da próxima quinta-feira só valorizará a equipa do Vagos. “Quanto ao jogo da Supertaça, é com enorme orgulho que voltamos a disputar uma final deste prestigiado troféu.”A presença nesta final é o reflexo do bom desempenho que a equipa teve a na última temporada. “Como é evidente temos o direito a disputar o mesmo, através de uma merecida vitória na final da Taça de Portugal da época passada.” O Algés volta a ser o adversário das vaguenses, uma equipa que Nuno Ferreira conhece bem e está habituado a defrontar. Razões mais do que suficientes para saber o que esperar exatamente de mais este confronto. “Mais uma vez o nosso adversário é o Algés com quem temos disputado algumas finais e duelos interessantes intensos e muito difíceis nos últimos anos. Esperamos mais um jogo muito intenso de vencedor imprevisível, com um grau de dificuldade muito elevado, contra um adversário extremamente competente e com enormes argumentos.”A equipa de Vagos ainda não perdeu neste arranque de temporada, uma atitude de vitória que o treinador quer sentir durante a disputa desta final. “Temos uma ambição e vontade muito grande, esperamos conseguir transportar toda essa energia para o jogo.”Nuno Ferreira quer proporcionar um bom jogo de basquetebol, a todos aqueles que se desloquem ao Pavilhão do Galitos, e poder celebrar a vitória no final. “Esperamos um pavilhão cheio, tendo o desejo de contribuir para um grande espetáculo de basquetebol, esperando


«Supertaça prémio justo»

Um justo prémio, na opinião do treinador, pelo desempenho da equipa na última época, embora avise estar a iniciar-se um novo ciclo no clube. Nada que retire ambição ao grupo de trabalho, pelo que esta Supertaça constituí uma boa oportunidade de o clube comprovar o facto de querer manter-se vencedor. Ainda que a qualidade e consistência da AD Vagos tornem a tarefa das algesinas bastante complicada.

A Supertaça discute-se já no próximo dia 1, em Aveiro, e o técnico não tem dúvidas que a presença da sua equipa neste jogo constituí um prémio justo. “Jogar uma Supertaça é sempre um prazer, e um daqueles jogos em que todos querem estar. Para nós, Algés, é um justo prémio por tudo o que fizemos na época passada. Mas esta é outra época e outra equipa, um projeto novo e pensado para o futuro do clube”.Motivação é coisa que não falta em Algés. “Estamos muito motivados com o que estamos a construir e temos claro o nosso caminho. No entanto, este projeto é ambicioso e ganhar está sempre no nosso horizonte e vamos , com certeza, dar o nosso melhor para conquistar este troféu.”Do outro lado as algesinas terão pela frente o Vagos, adversário de José Araújo não se coíbe de elogiar, reconhecendo ser deveras complicado. “Respeitamos o nosso adversário, é sem duvida uma das melhores equipas do país e tem sido uma das equipas mais consistentes da nossa Liga nos últimos anos. Junta jovens de grande qualidade com jogadoras experientes e que há muito se afirmaram como sendo das melhores jogadoras do nosso basquetebol. Juntando a grande qualidade das dupla de estrangeiras e a experiência da sua equipa técnica é claramente uma excelente equipa.”No entanto, o Algés não vai entrar em campo a medo. “A nossa equipa também tem as suas armas e uma grande vontade de se afirmar esta época, nada melhor que um jogo destes”, refere, acrescentado: “Espero que seja uma grande festa do basquetebol feminino, tenho a certeza que o jogo será de qualidade e, conhecendo as jogadoras que estarão dentro de campo, sem duvida poderemos assistir a um jogo altamente competitivo. Gostávamos muito de ter um pavilhão cheio.”


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Legenda

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Miguel Maria

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