Artigos da Federaçãooo

Na Madeira confronto entre ilhas

A defesa será a chave do sucesso, invertendo assim a tendência dos últimos resultados da equipa. Ainda a digerir a derrota desta quinta-feira por apenas 1 ponto nas competições europeias, a AD Vagos tem esta sexta um dia para descansar e virar os holofotes para Torres Novas.

É já sábado que o conjunto de Vagos tentará manter a liderança na Liga Feminina frente a uma equipa que costuma colocar muitos problemas ofensivos e “intimidam no jogo interior”, afirma Nuno Ferreira. O timoneiro do conjunto de Vagos está convicto que não será um jogo fácil, pois “o Torres Novas é uma equipa que tem mudado a sua estrutura com a entrada/troca de algumas jogadoras desde a Taça Vitor Hugo”, referindo-se à troca de estrangeira e à entrada de Mascoto, jogadora que adquiriu a nacionalidade portuguesa à pouco tempo. “Espero um jogo de grande dificuldade por diversos fatores: a qualidade do Torres, por ser um jogo fora e pelo pouco tempo para descansar e preparar o jogo”, adianta o técnico quando questionado sobre a diferença entre as duas equipas, acrescentando ainda que “a posição do Torres Novas na tabela classificativa não é condizente com a sua qualidade técnica e física.” Para Nuno Ferreira, o êxito só será alcançado se “melhorarmos a nossa transição defensiva e conseguirmos parar as transições delas, formos competentes, coletivos e subirmos as nossas percentagens de lançamento”. A AD Vagos desloca-se, assim, a um recinto difícil sem repousar muito, mas determinadas a manterem a invencibilidade e a liderança da Liga.Carolina Escórcio:“O jogo de sábado está a ser preparado de forma intensa com base na defesa, que acreditamos ser uma das nossas maiores armas. Embora os resultados estejam aquém daquilo que era esperado, temos trabalhado com humildade e empenho para melhorar e alcançar os objetivos esperados para esta época. Ainda não vimos o Boa Viagem, mas esperamos que este grupo se revele lutador como normal, tornando os jogos entre estas equipas aguerridos e equilibrados. Tenho a certeza que será um jogo com qualidade por parte de ambas as equipas e queremos mostrar que, no feminino, também há bons níveis de basquetebol. Contamos com o apoio do público!”Jogos da 6ª jornada:Sábado, dia 12 de Novembro15.00 horas – EMAMenéres/Algueirão x Académico FC16.00 horas – CAB Madeira x Boa Viagem16.30 horas – Barcelos x GDESSADomingo, dia 13 de Novembro10.30 horas – Algés x Olivais Coimbra18.15 horas – Montijo x Quinta dos Lombos


Académica à procura da 1ª vitória

Por sua vez, O Barcelos, com 1 vitória em quatro jogos, está no 6º posto, com 5 pontos. Nada melhor do que ouvir o que pensa o técnico Orlando Simões e o capitão Fernando Sousa.

Como vê o treinador Orlando Simões o estado actual da sua equipa?Após duas semanas de trabalho, a equipa começa a responder ás propostas apresentadas, existindo agora uma maior identificação dos jogadores com o que se pretende fazer, podemos afirmar que estamos satisfeitos com a entrega e entusiasmo dos jogadores,mas conhecendo bem as dificuldades que nos esperam em cada fim de semana. Nota-se no grupo de trabalho uma enorme vontade de inverter o ciclo de derrotas e tudo faremos para o conseguir com consciência do percurso a fazer.Perspectivas para o próximo jogo?O jogo com o Barcelos apresenta-se como mais uma tarefa com grau de dificuldade elevado, pois o adversário tem feito um inicio de época extremamente interessante, revelando uma atitude competitiva invejável e faz do colectivo a sua principal arma. Vamos preparar o jogo com o respeito que o opositor nos merece, seguindo um caminho traçado na abordagem semanal de todos os adversários.Por sua vez, o capitão e internacional Fernando Sousa diz-nos:Qual o espírito do grupo de trabalho?Nesta época ainda não conseguimos vencer nenhum jogo, o que nos deixa insatisfeitos com os resultados obtidos. No entanto, a equipa tem noção que o calendário inicial do campeonato teve 3 jogos de um elevado grau de dificuldade. Em relação ao trabalho diário, começamos a ter rotinas de jogo cada vez mais consolidadas e os jogadores começam a aumentar os seus níveis de confiança. O início do ano foi atribulado, mas penso que neste momento existe uma estabilidade à volta de equipa, que trará os seus frutos a curto prazo. Como vê o próximo jogo? O jogo com o Barcelos é o jogo mais importante que temos, porque será o próximo. Toda a equipa está com um grande desejo de vencer, pela primeira vez desde a chegada do Orlando Simões tivemos uma semana completa para preparar o jogo, o que nos permitiu consolidar diversos conceitos para o jogo do próximo sábado. Por fim, espero que o público se desloque ao Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia e que nos apoio como tem feito nas últimas épocas.


50º Aniversári​o da ABCB

ABCB, no próximo dia 10 de Novembro, completa 50 anos de existência. Para comemorar a data, vai realizar, nos dias 12 e 13 de Novembro, várias actividades com a colaboração da UBI, e desde já convida todos os interessados a associarem-se a esta festa do basquetebol.

Na Acção de Formação de Treinadores teremos como prelector o Seleccionador Nacional de Seniores Femininos Prof. Ricardo Vasconcelos pelo que contamos que todos os Treinadores no activo ou retirados possam participar nesta acção. Vai ser ainda realizada uma acção de formação de Juizes, sendo que no final do Clinic estará presente o Presidente da ANTB para uma sessão com os treinadores presntes. Quanto ao Dia do Basquetebol convidamos todos os antigos e actuais praticantes de basquetebol bem como de todos os que de alguma forma se identificam com a modalidade a juntarem-se à ABCB nesta jornada de divulgação e confraternização.


“É fundamental sermos mais competentes”

De volta ao seu ambiente natural, o Pavilhão Municipal de Vagos, o conjunto vaguense quer dar outra imagem das suas capacidades nesta competição e mostrar que o jogo da primeira jornada frente às francesas do Nantes foi um equívoco.

Os erros estão identificados e a motivação está reforçada depois de conquistar a liderança isolada no campeonato nacional no passado domingo frente ao EMAM de Algueirão. E é esse lado vitorioso que querem monstrar, não aquele de uma equipa bipolar capaz de arrasar na Liga Feminina e de baquear na Eurocup. Para tal, Nuno Ferreira conta com a ajuda dos adeptos da AD Vagos e de toda a família vaguense, esperando-se uma casa bastante composta no apoio à equipa. “É fundamental ter o apoio do público em casa. Gostava de ver o pavilhão a fervilhar de gente no apoio à equipa. Há outra motivação extra e as coisas podem acontecer a nosso favor”, afirma o técnico vaguense convicto de que as suas pupilas vão estar à altura e tentarão inverter o favoritismo das turcas do Optimum TED Ankara. As turcas, por seu lado, deslocam-se a Vagos como candidatas a vencerem o Grupo C, pois têm 25 anos de experiência nas competições europeias e contam nas suas fileiras com 4 jogadoras da WNBA, se bem que apenas 2 poderão ser utilizadas. Na primeira jornada foram à bélgica bater o Dexia Namur Capitale por 68-62 e lideram o Grupo C a par do Nantes com uma vitória cada. Na sua análise ao jogo, o técnico da AD Vagos diz que vão defrontar “um adversário muitíssimo forte, que tem feito excelentes resultados no campeonato da Turquia” e adianta que no seu 5 base tem “quatro jogadoras fundamentais, duas norte-americanas muito boas de WNBA, que jogam na posição 5 e 1, e duas jogadores turcas de seleção bastante influentes nas posições 4 e 3”. Nuno Ferreira quer enfrentar este jogo olhos nos olhos e fazer melhor do que no 1º jogo frente ao Nantes. Para tal, afirma que “é fundamental sermos mais competentes ao nível ofensivo e é indispensável executar com maior intensidade e qualidade”. Para contrariar o poderio ofensivo das turcas, Nuno diz que o desempenho defensivo da AD Vagos passa por “melhorar as transições defensivas e continuar equilibradas na luta dos ressaltos”. Os dados estão lançados e a AD Vagos tentará assim contrariar o favoritismo das turcas. Será um jogo de extrema entrega e abnegação para dar a imagem positiva do seu basquetebol. Acima de tudo joga-se o prestigio das equipas e das jogadoras. A AD Vagos quer encarar estes encontros com alguma ambição e com um claro sentido de conquista para obter mais prestigio para o clube e para o basquetebol português. A equipa vaguense está determinada em melhorar a sua prestação nesta competição em relação a anos anteriores. Que seja então já esta quinta-feira e com uma vitória. Quando: quinta-feira, 10 de novembro de 2011 às 20h30Onde: Pavilhão Municipal de Vagos


Formação contínua de treinadore​s

Norberto Alves. O programa consiste em 5 sessões de treino, salientado conteúdos e metodologias adequados ao escalão de sub-16 e potenciadoras do desenvolvimento de cada jogador/a.

A sessão de treino de hoje decorre das 20.00h às 21.30h e tem como conteúdo fundamental: 1×1 e finalizações diversasNesta sessão o prof Norberto irá apresentar formas de trabalho destes conteúdos e detalhes importantes para a qualidade do treino.Estarão presentes os treinadores da selecção de sub-16 masculinos, Ivo Rego e Vasco Azenha, e os atletas selecionados para esta acção:Olivais: Alexandre Cavaleiro, Nuno Brito e Rui Saraiva Ginásio: João Lé, André Mendes, Guilherme Mascarenhas, Diogo Araújo, André Silva, Bruno Marques BCCantanhede: Filipe Frazão AAC: Manuel Sousa, Luís Gonçalves


Recuperar a confiança

Segue-se a Liga Feminina e a equipa quer manter a sua invencibilidade na prova frente à EMA Menéres de Algueirão já no próximo domingo, dia 6, pelas 16h30, em Vagos.

Para a equipa de Vagos, o jogo de ontem para a as competições europeias “é passado”, afirma o técnico da equipa de Vagos. Nuno Ferreira está já focado no jogo de domingo e mais interessado em recuperar os indíces de confiança da equipa com uma vitória frente ao GDEMAM. Nas suas palavras, depois de um jogo contra o Nantes “extremamente físico, temos de nos centrar na componente da recuperação e trabalhar alguns aspetos ofensivos que foram decisivos para a nossa fraca prestação de ontem”. O técnico vaguense considera o Menéres como “uma equipa jovem que tem um ritmo de jogo elevado e joga de forma desinibida”, sendo importante terem de continuar a ser fortes em termos defensivos “como temos normalmente sido”, elevarem a qualidade ofensiva da equipa e, fundamentalmente, serem “muito mais fluidos e decididos em ataque”. A AD Vagos espera assim um jogo intenso frente a uma equipa que vem a Vagos sem nada a perder. “Nós assumimos o nosso favoritismo para o jogo, mas como tenho afirmado o favoritismo é teórico”, remata assim o timoneiro do conjunto de Vagos que não deixa de respeitar muito o adversário mas quer que a sua equipa jogue de forma intensa e alegre para alcançar os objetivos. Quando: Domingo, 6 de novembro de 2011 às 16h30Onde: Pavilhão Municipal de Vagos


Medalha de Mérito para Mário Palma

A entrega desta medalhas irá decorrer durante a Sessão comemorativa do 102.º aniversário do Comité Olímpico de Portugal, no próximo dia 17 de Novembro (na sede do COP).


Um dos melhores treinadores do mundo

No entanto, a sua capacidade de lançar jovens ao mais alto nível é o que o distingue de outros Treinadores de topo. Juan Carlos Navarro, Pau Gasol, Rudy Fernandez e Ricky Rubio são os nomes mais sonantes de uma vasta lista de jogadores que chegaram à Liga ACB pela sua mão. A ANTB tem o prazer de lançar o seu site com uma entrevista a este senhor do Basquetebol.

ANTB.pt – Neste momento não se encontra a trabalhar em nenhum clube. É uma opção ou são contingências da vida de Treinador?Aíto Garcia Reneses (AGR) – Nos últimos 40 anos estive sempre a treinar alguma equipa. Por duas vezes, estive um ano sem treinar e esta é a terceira vez. Não sei o que vai acontecer no futuro. Pode ser que não volte a treinar ou poderei voltar, mas é algo que não depende só de mim. Depende de haver clubes interessados e de que eu considere que é um projecto interessante.ANTB – Nunca treinou fora de Espanha. Seria interessante viver uma experiência no estrangeiro?AGR – Ao longo dos anos tive várias propostas do estrangeiro. No entanto, como o basquetebol em Espanha estava a crescer e eu estava a desfrutar, sempre recusei as abordagens. Houve convites, mas nunca houve conversações sérias. Agora, se houver possibilidades, estou aberto a estudá-las.O Europeu da PolóniaANTB.pt – Em relação ao último Europeu da Polónia, o que achou do nível do jogo e da competição em geral?AGR – Parece-me que as equipas tentaram fazer coisas muto parecidas umas com as outras. Creio que o mais importante que se pode retirar da competição é que as coisas que as equipas fazem, podem fazer-se bem, de forma regular ou muito bem. E o que diferencia o nível a que as equipas fazem as coisas é a técnica individual dos jogadores.E em Espanha, há muitos jogadores que têm muito boa técnica individual. Exemplificando – não é a mesma coisa ser eu a jogar um bloqueio directo ou ser o Juan Carlos Navarro. Ter jogadores da capacidade de um Navarro, de Pau e Marc Gasol ou de Rudy Fernandez dá à tua equipa um nível de jogo superior. Mesmo que na teoria estejas a realizar as mesmas coisas que outras equipas.ANTB.pt – Considera então que a grande diferença esteve na qualidade dos jogadores espanhóis?AGR – Sim, sem dúvida. Embora o nível do Europeu tenha sido muito elevado. Como tive a oportunidade de afirmar durante o Clinic, o basquetebol dos Estados Unidos estava, há 20 anos, 20 passos à frente do Europeu. Agora só está um passo à frente.ANTB.pt – Porquê que isso aconteceu? E acha que o basquetebol europeu pode ultrapassar o americano?AGR – Porque no resto do mundo se melhorou imenso. E se estiverem em “louckout” na NBA durante 5 anos, seguramente que vão ficar para trás.Lançando talentosANTB.pt – Durante a sua carreira, lançou vários jovens em equipas profissionais tais como Pau Gasol, Juan Carlos Navarro, Rudy Fernandez e Ricky Rubio. Foi uma casualidade ou entende que é sua responsabilidade como Treinador colocar jovens a jogar em equipas de elite?AGR – Creio que é minha obrigação colocar jovens a jogar se estes tiverem o nível suficiente. Tive a sorte de lançar Andrés Jimenez, depois Montero, Villacampa e os irmãos Jofresa. Mais tarde Navarro e Pau Gasol e no Joventut Badalona o Rudy Fernandez e o Ricky Rubio. A verdade é que eles tinham capacidade para jogar a alto nível e era minha obrigação confiar neles.ANTB.pt – Mas há que ter coragem porque quando optamos por um jogador jovem, há um jogador de 28, 30 ou 32 anos que passa a jogar menos minutos…AGR – Esta é uma questão que me colocam muitas vezes porque há algumas diferenças na minha carreira para a de outros Treinadores. Alguns lançam um jovem a cada dez anos enquanto eu lanço um a cada dois ou três anos. A questão não está tanto no facto de eu acreditar neles, mas que eles me demonstrem no treino que têm capacidade. Se isso acontece, é-me igual que tenham 18 ou 24 anos. Ou que tenham já um nome formado ou sejam completamente desconhecidos. Se demonstram no treino que têm capacidade, jogam. Depois se isso é aceite pela equipa, passam a considerá-lo normal. Dou o exemplo mais recente do Rubio que começou a jogar na Liga ACB com 14 anos, que é algo quase impossível. O jogador que concorreu com ele na mesma posição umas épocas mais tarde era o Elmer Bennet que já tinha 34, o dobro da idade do Rubio na altura. A sua relação era normal porque tanto o Bennet como os restantes companheiros reconheciam qualidade ao Rubio e todos colaboravam.ANTB.pt – Quando lançamos estes jovens, é normal que eles cometam alguns erros mais que o tal veterano de 28 anos. Mas são erros quase inevitáveis se queremos que ele progrida. Como gerir essas situações?AGR – Posso responder com o exemplo do Marcelinho Huertas que trouxe para o Joventut de Badalona há algumas épocas. Hoje em dia está no Barcelona e é um dos melhores bases da Liga ACB. Quando começou a jogar comigo fazia muitos “turnovers”, cerca de 3 por jogo. Hoje em dia faz um por jogo e várias assistências, fazendo mais minutos. Isto para dizer que é necessário algum tempo para os jogadores melhorarem. Se faz os tais 3 “turnovers” joga apenas 15 minutos por jogo. Quando melhorar passa a jogar 17 e depois 20, etc. Até porque fazia várias coisas bem como dirigir o contra-ataque e defender. Há que valorar tanto os erros como os pontos fortes. E depois há aqueles jogadores que são tão inteligentes que ajustam o seu jogo de forma a não cometer tantos erros e fazer apenas aquilo que interessa à equipa. O Ricky Rubio jogou uma final do Europeu de Sub-16 e marcou mais de 50 pontos. Nessa mesma época, a média de pontos dele no Joventut foi de cerca de 7 por jogo. Não fazia as mesmas coisas, revelando a sua inteligência ao adaptar-se ao que tinha capacidade para fazer em cada situação. A maior parte não tem esta capacidade e precisam de mais tempo, mas se trabalham bem temos que confiar neles.ANTB.pt – Falando em particular do Ricky Rubio. O que acha que se passou com ele no último ano. Parece que estancou um pouco a sua evolução?AGR – É difícil analisar porque não trabalhei com ele. Mas a verdade é que no Mundial da Turquia, nesta última época no Barcelona e no Europeu da Polónia esteve pior que em ocasiões anteriores. Confio que vá recuperar novamente a sua linha ascendente.ANTB.pt – Acha que os problemas ao nível do lançamento foram determinantes neste abaixamento de nível?AGR – Não. Lembro-me que no Europeu de Juniores lançava mais de 3 triplos por jogo com percentagens superiores a 50%. No último ano no Joventut e no primeiro no Barcelona teve boas percentagens de lançamento. Só nesta última época é que esteve mal tanto no lançamento exterior como até em zonas mais próximas do cesto. Creio que terá sido um problema circunstancial porque a sua mecânica de lançamento, não sendo perfeita, é bastante aceitável.O Basquetebol portuguêsANTB.pt – O basquetebol português tem vindo a perder qualidade e expressão nos últimos anos. Em que é que nos deveríamos basear para criar uma estratégia de desenvolvimento do nosso basquetebol?AGR – Creio que deveriam promover mais contactos internacionais, sobretudo com o basquetebol espanhol porque está muito próximo. Fazer o máximo de jogos possíveis tanto a nível de clubes, como de selecções. É provável que percam bastantes jogos, mas competem a um nível mais elevado o que leva à melhoria. Sobretudo, não devem ficar fechados no vosso país.ANTB.pt – Na principal liga portuguesa masculina, em que nenhuma equipa joga nas competições europeias, podem jogar 4 estrangeiros. No actual estado de desenvolvimento do nosso basquetebol, considera que é uma medida correcta?AGR – É difícil emitir uma opinião. No entanto, creio que todo o tipo de normas administrativas que condicionem a nacionalidade dos jogadores tendem a desaparecer. Em Espanha também há algumas normas que obrigam à presença de certo número de jogadores espanhóis ou que tenham sido formados na “cantera” do clube. São todas limitações transitórias porque a longo prazo, será a qualidade dos jogadores que vai definir quem joga e quem não joga.Até porque depois se inventam todo o tipo de situações para “dar a volta” aos regulamentos. Já viram a quantidade de americanos com passaportes da Geórgia, Macedónia, Congo e outros países?No entanto, pôr em prática algumas normas num determinado momento, para que o basquetebol se desenvolva pode ser que seja benéfico. Mas não conheço suficientemente a realidade portuguesa para dar uma resposta definitiva.ANTB.pt – Na Rússia, por exemplo, existem normas que obrigam a que esteja determinado número de jogadores russos entre os cinco que estão em campo. Como vê este tipo de medidas na perspectiva do Treinador?AGR – Parece-me estranho que as mesmas equipas joguem com umas normas na competição interna e outras na competição europeia. Isso é um problema grande para uma equipa.Podem criar as normas proteccionistas que quiserem, mas acredito muito mais no trabalho ao nível da formação. Posso ser um clube rico e ter dinheiro para contratar os melhores jogadores, mas, ao mesmo tempo, trabalhar bem na formação para que os jogadores consigam chegar à equipa profissional. Há que trabalhar com qualidade e ilusão na formação para que os jovens tenham capacidade para jogar na equipa principal.As normas administrativas não são o mais importante. Jogadores como Navarro e Gasol chegaram à primeira equipa do Barcelona quando esta tinha muitos estrangeiros e de qualidade. Depois esses estrangeiros foram para o banco e eram eles que jogavam. Isto porque trabalharam muito e bem e foram ajudados pelos Treinadores que trabalharam com eles.Um clube ou um Estado devem ter a aspiração de ter jogadores locais de grande nível e trabalhar para isso.ANTB.pt – Em Portugal há um problema ao nível dos desportistas jovens entre os 18 e os 20 anos. Quando entram na Universidade ou na vida profissional, é muito difícil conjugar isso com as horas que são necessárias para se treinar a alto nível. O que é que se deve fazer para conseguir um melhor equilíbrio entre as duas facetas?AGR – Cada caso pode exigir um planeamento diferente. Mas dando como exemplo o caso de um jogador de 18 anos que entra numa equipa profissional, creio que não se pode dedicar exclusivamente ao basquetebol. Tem que estudar e formar-se como pessoa. Não só como jogador profissional. A formação como jogador é tão importante como a sua formação social, cultural, etc.Deve fazer-se um esforço para compaginar as duas vertentes da sua vida. É importante que uma escola ou universidade facilitem ao jogador a possibilidade de alterar a data da realização de um exame porque coincidiria com a data de um jogo. Mas o clube também tem que fazer algumas concessões. O Rubio, por exemplo, não ia a todos os treinos porque coincidiam com a hora das aulas. Tem que se ir integrando os jogadores paulatinamente, sem descurar nenhuma das vertentes da sua vida.Isto porque um jogador com boa formação pessoal se torna um melhor jogador e também porque não temos a certeza que esse jogador vai ser, de facto, profissional de basquetebol. Se não o conseguir, tem de ter outras opções intactas. Não podemos permitir que os atletas percam os anos entre os 17 e os 21 para se formarem como pessoas. Ainda têm toda a sua vida pela frente.É difícil coordenar as duas vertentes, mas é essencial consegui-lo. Com cedências de parte a parte.ANTB.pt – O basquetebol espanhol deu um grande salto de qualidade em meados dos anos 80 com a criação da Liga ACB que levou a um desenvolvimento muito grande. Quais foram as principais condições que se verificaram para que esse salto qualitativo tenha sido possível?AGR – A iniciativa privada é essencial. Se estamos à espera que os organismos públicos tomem iniciativas, que a federação organize, é possível que isso aconteça. Mas não podemos estar de braços cruzados à espera que isso aconteça. Temos que ser nós a tomar a iniciativa.Quando diversos clubes e cidades se juntam e tentam criar uma organização, esta pode ter resultados positivos. Foi o que aconteceu com a Liga ACB. Queriam trabalhar numa estrutura melhor e ter mais condições de desenvolvimento. Um ou dois sozinhos não conseguiriam, mas juntou-se um grupo alargado e cada um deu os seus contributos.Levou a melhorias a todos os níveis desde qualidade dos pavilhões, bolas e cestos iguais para todos, mais promoção nos media e melhores condições para o público. Tudo isto elevou a qualidade do jogo.A Euroliga ANTB.pt – Em relação à Euroliga deste ano, que equipa ou equipas considera favoritas?AGR – Na época passada, as equipas gregas tinham um enorme potencial. Com os problemas económicos sentiram alguns problemas, sobretudo o Olimpiakos. O Panathinaikos defendeu-se melhor.O CSKA Moscovo reaparece com uma equipa de grande nível, depois as equipas espanholas com o Barcelona e o Real Madrid. O Armani Jeans Milano parece que não sente os problemas económicos e fez um grande investimento. E o Maccabi Telavive é sempre candidato.O vencedor sairá deste grupo de equipas. Não me parece plausível que apareça alguma equipa fora destas que referi (Panathinaikos, CSKA Moscovo, Barcelona, Real Madrid, Milano e Maccabi) que possa ter capacidade para lutar pelo título…..


Chegou a hora da AD Vagos!

Mesmo a jogar em casa emprestada, prevê-se casa cheia para assistir a um espetáculo de grande nível. As expetativas são elevadas dado o percurso extraordinário da equipa portuguesa na Liga Feminina e ao facto de ter vencido no mês passado a Taça Vitor Hugo.

À exceção da sua jogadora brasileira Lilian Gonçalves, a braços com uma pequena lesão torácica que não a impedirá de dar o seu contributo, o conjunto de Vagos está na sua máxima força e tem grande vontade de vencer esta primeira ronda. Do lado das francesas, e apesar de não estarem muito bem na Liga francesa, a motivação é forte para ultrapassar as portuguesas. Nuno Ferreira, técnico das vaguenses, antevê “um jogo terrivelmente difícil, como vão ser todos nesta competição”. Quem segue de perto a AD Vagos, decerto que se lembra das duas derrotas que esta equipa gaulesa aplicou na época passada às vaguenses. Para Nuno Ferreira, as francesas já não constituem surpresa alguma e conhece bem a equipa que vai defrontar. Segundo as suas palavras, o Nantes é “uma equipa com quem já jogamos, mas que do ano passado apenas mantém duas jogadoras que normalmente jogavam: a francesa de seleção Caroline Aubert e a ucraniana Andreyeva. Mudaram muito a estrutura da equipa, mas os reforços que entraram são claramente jogadoras de um nível muito elevado, como são os casos de Lenae Williams (americana) e a internacional francesa Johane Gomis. São muito fortes no 1×1 e grandes lançadoras”. Mas o técnico aponta outros pontos fortes como o jogo interior das gaulesas preconizado pela jovem internacional francesa Bonan, a internacional senegalesa Diop e a eslovaca Palusna, todas acima de 1,90. No entender de Nuno Ferreira, estas jogadoras “além de possuírem um enorme portencial fisico e qualidade ofensiva, vão dificultar em termos defensivos nas áreas próximas do cesto”, acrescenta. E o que é preciso fazer para anular o jogo das francesas? Nuno Ferreira é peremptório: “Sabemos que só sendo muito fortes fisicamente, lutando por cada posse de bola como se fosse a última, equilibrando a luta e o ganho dos ressaltos, conseguiremos estar no jogo”. Nas palavras do técnico há apenas um pensamento que é a vitória, mas para isso a equipa “não pode ser batida no 1º ou 2º drible e torna-se imperioso retirar tempo de ataque ao Nantes”, afirma. Ofensivamente, a AD Vagos terá de estar numa noite mágica. Mas quem já assistiu aos jogos desta época sabe que a equipa de Vagos está numa forma incrível e já teve outras tardes de grande magia, que o digam o Académico, o CAB e o Barcelos. Na opinião de Nuno Ferreira, no ataque “há que jogar em transições rápidas, procurar a jogadora livre criando desiquilíbrios através do drible ou do passe e executar com intensidade para termos o sucesso”. É esse sucesso que todos os vaguenses e anadienses esperam que a equipa feminina alcance no final desta partida. “O nosso lema é acreditar muito e trabalhar para isso, não temos nada a perder a vamos á procura do sucesso”, conclui o técnico com a convicção plena de que chegou a hora da AD Vagos brilhar ao mais alto nível e elevar o nome de Portugal e do basquetebol português.


Clinic de Treinadores foi um sucesso

Ninguém poderia ficar indiferente ás intervenções de Aíto G. Reneses, grande referência do “cartaz” de prelectores presentes, que abordou a “Defesa Individual a todo o campo” e “Conceitos de ataque a partir de um passe interior.” Outra das intervenções que motivou grande entusiasmo foi a de Carlos Colinas (Treinador do Celta de Vigo e Sel. Nac. de Espanha) que apresentou “Padrões defensivos em situações de ajuda”.Importantes contributos foram também dados por José Tavares, Ricardo Vasconcelos e Mário Gomes. Referindo-se a um tema decisivo, mas muitas vezes menosprezado, o Prof. José Tavares referiu-se á definiçao de tarefas que o Coordenador Técnico de um Clube deverá desempenhar.Os Seleccionadores Nacionais Ricardo Vasconcelos e Mário Gomes, apresentaram as suas experiências de participação competitiva das respectivas Selecções Nacionais seniores. Apesar do significativo registo finall de treinadores assistentes, registamos a presença de pouco mais de 50 treinadores ABP, num universo de mais de 250 treinadores licenciados.Um agradecimento muito especial ás entidades que contribuíram para o sucesso que esta iniciativa representou:- Escola Nacional de Basquetebol/FPB;- Moncho Lopez;- ANTB;- CD PÓVOA;- Ao Exmo. Sr. Vereador (Engº. Aires Pereira) da CM Póvoa de Varzim, assim como aos Prof. Castro Lopes e Júlio Silva do Pelouro do Desporto da CM Póvoa de Varzim e ainda, a todos os funcionários do Pav. Desp. Mun. da Póvoa de varzim


“Respeitamos o adversário ao máximo”

Em declarações à Benfica TV, o treinador-adjunto Nuno Ferreira perspectivou o desafio frente ao Ginásio.

“É um Ginásio diferente das épocas anteriores, pois não tem estrangeiros. O jogo começa-se a ganhar quando nós respeitamos o adversário e é isso que vamos fazer. Respeitamos o adversário ao máximo e temos de ser nós a impor um ritmo forte desde o início para que seja um jogo tranquilo”, afirmou na antevisão à partida.O Benfica conquistou o Troféu António Pratas no arranque da temporada e já somou duas vitórias em outros tantos encontros para o campeonato, o que faz com que o balanço seja, para já, positivo. “Está a correr dentro daquilo que foi planeado, principalmente ao nível de campeonato. O Troféu António Pratas foi uma prova onde entrámos com o objectivo de vencer, tal como fazemos em todas as competições, mas não alterámos o nosso trabalho em nada para ganhar essa prova”, sublinhou o adjunto.A equipa conta com algumas caras novas para esta época e Nuno Ferreira lembrou que há ainda muitas arestas para limar. “Temos muito caminho para percorrer e trabalho para fazer. Estamos a trabalhar passo a passo”, disse. O jogo Benfica-Ginásio tem início agendado para as 16 horas desta terça-feira, dia 1 de Novembro, no Pavilhão Império Bonança. O desafio será transmitido em directo pela Benfica TV.


Programa de formação contínua

A coordenação e parte prática (masculinos) será da responsabilidade do Professor Norberto Alves e terá a colaboração da Professora Cristina Viegas (femininos), estarão presentes, em cada acção os Seleccionadores e/ou os Treinadores Adjuntos das Selecções Distritais de sub-16. O programa consiste em 5 sessões de treino, salientado conteúdos e metodologias adequados ao escalão de sub-16 e potenciadoras do desenvolvimento de cada jogador/a, conforme programa em anexo.”


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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