Artigos da Federaçãooo

Maria Kostourkova MVP do Europeu

Como é hábito, no final do Campeonato da Europa foram atribuídos os prémios individuais. Portugal esteve igualmente em destaque, já que colocou duas atletas no cinco ideal do torneio, Carolina Bernardeco e Maria Kostourkova, sendo que esta última foi distinguida como a MVP da competição. Estes prémios são o reconhecimento da qualidade das jovens atletas nacionais, ainda que o maior destaque vá obviamente para o coletivo, já que garantiu a medalha de prata e a consequente subida à Divisão A.

Filha de pais ex-atletas, Maria revela qualidades que lhe permitem sonhar bem alto. A mãe Maryana, foi jogadora de eleição, pelo que o sonho de um dia poder jogar na WNBA não parece descabido. Durante o Europeu, em Matosinhos, a poste portuguesa provou que pertence a um grupo restrito de atletas predestinadas para a prática da modalidade. A forma como dominou o jogo nas áreas próximas do cesto, concedeu ao jogo de Portugal uma dimensão que nunca tivera no passado. Os quatro duplos-duplos obtidos ao longo da competição revelam bem a qualidade das suas prestações, e mais do que justificam o justo prémio de MVP recebido no final. Terminou a competição com médias de 17.1 pontos e 13.7 ressaltos por jogo, se a isto juntarmos a eleição para o 5 ideal e a medalha de prata conquistada fazem deste Europeu, inesquecível para a jovem atleta portuguesa.Carolina é uma das irmãs Bernardeco a vestir a camisola da Seleção Nacional. E tal como sucede com as mais velhas, a base titular da Seleção provou que também tem um enorme potencial. Aliás algo que já lhe era apontado há muito tempo. Ao integrar o cinco ideal na posição de base, o trabalho de Carolina na condução da equipa portuguesa até à medalha de prata foi reconhecido por todos aqueles que acompanharam a prova. A forma adulta como liderou a equipa, bem como a sua qualidade de passe, valeram a Bernardeco uma distinção entre as melhores . Com médias de 8.3 pontos, 3.1 assistências e 3.0 roubos de bola por jogo, Carolina foi uma igualmente uma das melhores defensoras da competição.


Formação de Treinadores

Este é já o 3º curso de Grau 2 organizado pela FPB/ENB após a implementação do novo Plano Nacional de Formação de Treinadores. O primeiro aconteceu durante o mês de Julho, na Ilha Terceira – Açores.No curso da Covilhã, são 32 os candidatos que investem na sua formação ao longo dos 12 dias de internato. Serão duas fases, a Curricular, com um total de 127 horas divididas entre a componente de Formação Geral (63 horas) e a componente de Formação Específica (64 Horas) e ainda a fase de Estágio – uma época desportiva que deverá totalizar 800 horas.Será um curso bastante intensivo, que visa preparar os treinadores nas diversas matérias abordadas.O diretor do curso é José Tavares, que conta ainda com os formadores residentes José Ricardo Rodrigues e Rui Alves, e ainda um leque de especialistas nas diferentes áreas de formação geral. Depois das avaliações finais da parte curricular, a 3 de Setembro, os candidatos aptos inscrever-se-ão no estágio para concluírem o curso e assim ficarem com o título profissional de treinador de desporto de Grau II. A FPB e a ENB deseja boa sorte a todos os candidatos.


Maria Kostourkova foi o maior destaque nas lusas

Acompanhamos este escalão naturalmente por força do cargo que temos na estrutura federativa: coordenador do basquetebol feminino e dirigente responsável da equipa feminina do CAR Jamor.

Desde Setembro de 2004, ano em que iniciámos o nosso primeiro mandato na Direcção liderada por Mário Saldanha, temos dedicado especial atenção e carinho ao escalão de Sub-18. Pelo CAR Jamor passaram ao longo destas 9 épocas (lá está outra vez o número mágico) dezenas de jogadoras, algumas que já abandonaram a prática da modalidade e outras que ainda estão no activo, defendendo a camisola dos clubes que as escolheram e ainda representando as selecções nacionais de Sub-20 e Seniores.Foi o nono Europeu de Sub-18 Femininos que acompanhámos na qualidade de chefe da delegação. A estreia aconteceu em 2005, com a dupla Eugénio Rodrigues e Ricardo Vasconcelos, na Bósnia e Herzegovina (Bihac e Cazin) e a partir de 2006 com Mariyana Kostourkova ao leme, tendo como adjuntas Susana Dinis (2006), Cristina Viegas (2007), Paula Shirley (2008 a 2010) e Margarida Faria (desde 2011). Da competência, rigor e seriedade profissional da seleccionadora Mariyana Kostourkova acabaram por se colher frutos, primeiro com o 5º lugar na Divisão B em 2009 (Eilat, em Israel), com a 3ª posição que proporcionou a subida à Divisão A (2012) em Strumica (Macedónia) e agora com o 9º lugar em 16 equipas da elite europeia, garantindo a permanência, algo que muitos cépticos nem a sonhar pensariam ser possível. Recordo o que escrevi em finais de Agosto de 2006 a finalizar o relatório da campanha desse ano: “ Compete-me realçar o excelente trabalho de Mariyana Kostourkova, para nós uma treinadora de grande futuro. Competente, disciplinadora e perspicaz na orientação dos jogos, justificou plenamente a aposta feita.” Passemos agora em revista o que para nós considerámos relevante, em termos de participação individual e colectiva desta nossa presença no Europeu de 2013, em Vukovar e Vinkovci.Com 16 anos feitos em Abril, a jovem Maria Kostourkova herdou as qualidades dos seus progenitores na difícil posição em que joga. Com 2 Europeus de Sub-16 e 2 Europeus de Sub-18 na sua ainda curta carreira, a longilínea poste da selecção nacional portuguesa foi seguramente a figura mais em evidência no plantel à disposição da seleccionadora.Senão vejamos: melhor marcadora da equipa (média de 9,2 pontos) e 23ª no ranking do Europeu; melhor ressaltadora portuguesa (7,8 ressaltos por jogo) e 9ª no ranking; melhor percentagem de lançamentos de 2 pontos da equipa (51,7%) e 5ª no ranking; 2ª melhor percentagem de lances livres da equipa (51,2%) e 20ª no ranking; melhor ressaltadora defensiva da equipa (5,4 ressaltos /jogo) e 9ª no ranking; melhor ressaltadora ofensiva da equipa (2,3 ressaltos por jogo) e 19ª no ranking; 2ª melhor portuguesa nas faltas provocadas (média de 3,6) e 14ª no ranking; melhor portuguesa e 14ª no ranking dos desarmes de lançamento (média de 0,8); única portuguesa no ranking dos duplos-duplos (8ª), com duas citações, em igualdade com a 6ª (a eslovaca Terézia Paléniková) e a 7ª (a checa Kamila Hoskova). Entrou ainda no ranking das assistências (47ª com média de 1,4) sendo a 3ª melhor da equipa e dos roubos de bola (45ª com média de 1,2) sendo a 4ª melhor da equipa. Tudo isto em 26,4 minutos de utilização por jogo, sendo a 4ª portuguesa mais utilizada, a par de Josephine Filipe (3ª) e a 32ª no ranking. Fizemos também o apuramento da média acumulada das valorizações (MVP), jogo a jogo e confirmou-se: Maria Kostourkova foi também a mais valorizada da equipa (125,5 em 9 jogos, média de 13,9). Curiosamente a 2ª foi a poste Chelsea Guimarães (8,7), à frente da base Joana Soeiro (6,7) e da capitã Laura Ferreira (também 6,7). Mas tivemos outros destaques no plantel às ordens de Mariyana Kostourkova :. Joana Soeiro – 3ª no ranking das assistências (3,8/jogo) e uma relação AS/TO (1,2); 9ª no ranking dos roubos (2,1 por jogo); jogadora portuguesa mais utilizada (31,7 minutos por jogo) e 6ª no ranking. . Laura Ferreira – 3ª no ranking da percentagem de lances livres convertidos (76,2%), com 32/42; 5ª no ranking das faltas provocadas (4,9/jogo); 2ª melhor marcadora da equipa (média de 8,4 pontos em 8 jogos) e 36ª no ranking; 2ª melhor da equipa nas assistências (1,9 por jogo) e 30ª no ranking; 2ª melhor portuguesa nos roubos de bola (1,9 de média) e 19ª no ranking; 2ª jogadora da equipa mais utilizada (30,1 minutos por jogo) e 12ª no ranking.. Sofia Pinheiro – 1ª no ranking da percentagem de lançamentos de 3 pontos convertidos (48,5%), com 16 em 33 tentativas. Em termos colectivos Portugal teve um bom desempenho conforme se pode constatar no posicionamento final dos vários indicadores:. Pontos marcados – 7ª (média de 59,4 pontos), sendo 1ª a Espanha (74,6). Pontos sofridos – 4ª (média de 54,7 pontos), atrás da Espanha (43,7), França (49,4) e Rússia (54,6). Lançamentos de campo – 9ª (média de 34,4%), sendo 1ª a Espanha (42,5%). Lançamentos de 2 pontos – 12ª (média de 36,0%, sendo 1ª a Espanha (47,5%). Lançamentos de 3 pontos – 2ª (média de 30,6%), com 49/160, atrás da França (33,6%) e à frente da Espanha (29,2%). Lançamentos livres – 11ª (média de 60,7%), sendo 1ª a Holanda (73,0%). Total de ressaltos – 13ª (média de 41,1 ressaltos), sendo 1ª a República Checa (47,8). Assistências – 5ª (média de 12,7 assistências), sendo 1ª a Espanha (14,8). Roubos – 4ª (média de 10,3 roubos), sendo 1ª a Espanha (13,4).Turnovers – 8ª (média de 19,6), sendo a Espanha a que menos erros cometeu (14,9). Desarmes de lançamento – 4ª (média de 2,9), a par da França (3ª) também com 2,9, sendo 1ª a Rússia (5,9). Faltas provocadas – 4ª (média de 19,3), atrás da República Checa (20,8), Holanda (19,9) e Itália (19,8)Para a história ficam os nomes das 12 magníficas, do nº 4 ao nº 15: Sofia Pinheiro (AD Ovarense), Emília Ferreira (GDESSA), Joana Cortinhas (Académico FC), Susana Lopes (SC Coimbrões), Simone Costa (Algés), Laura Ferreira (GDESSA), Maria Kostourkova (CRCQ Lombos), Joana Soeiro (Algés), Inês Veiga (AA Calvão), Josephine Filipe (Olivais FC), Chelsea Guimarães (Algés) e Sara Dias (CD Póvoa).Não podemos terminar sem dar os parabéns a todo o staff de responsáveis e particularmente um destaque especial ao trabalho desenvolvido pela dupla técnica Mariyana Kostourkova e Margarida Faria que acertaram nas escolhas, estudaram bem os adversários e fizeram com que o plantel acreditasse que era possível fazer coisas lindas e dignificar o basquetebol português. Um grande beijo de amizade para a capitã do CAR Jamor, Ana Granja, que em 2012 contribuiu para a subida e por infelicidade (grave lesão) se viu afastada da possibilidade de fazer parte do grupo final. A selecção de Sub-20 espera-te em 2014.


“O meu voto vai para Kostourkova”

Para o colunista do site Fiba Europa Paul Nielsen, o 9º lugar obtido pela Seleção Portuguesa é um feito extraordinário, razão pela qual elege a treinadora Mariana Kostourkova como a melhor da competição. As vitórias alcançadas, seis consecutivas, bem como a forma como a equipa nacional conseguiu inverter a série negativa inicial, fazem com que a participação portuguesa neste Europeu seja inesquecível, tanto mais que Portugal ficou qualificado no Top 10 da Divisão A.

Na sua apreciação sobre o Campeonato da Europa de Sub 18 Feminino – Divisão A, Paul Nielsen, entre outros destaques, escreve palavras elogiosas sobre a participação de Portugal. Destaca a forma como Mariana Kostourkova, depois de um inicio complicado, soube conduzir a equipa a algo de muito maior que a simples manutenção.”Last word however must go to Portugal and head coach Mariyana Kostourkova. This was their first-ever season in Division A and survival was the goal. After a rocky start, they eventually found their feet and went on to finish the tournament with a truly mind-blowing six wins in a row.””Contudo, a última palavra tem de ir para Portugal e para a sua treinadora Mariyana Kostourkova. Esta foi a sua primeira presença na Divisão A, cujo objetivo era a manutenção. Depois de um início tremido, elas encontraram-se e acabaram por alcançar uma impressionante série de seis vitórias consecutivas.”Um feito tão marcante ao ponto de Paul Nielsen apontar Mariana Kostourkova como tendo sido a treinadora que mais se destacou na competição.“That’s why Kostourkova just pips Lapena for my coach of the tournament vote.” “É por isso que Kostourkova supera Lapena (treinador espanhol) e recebe o meu voto para treinadora do torneio.”


Sub 18 Femininas alcançam histórico 9º lugar Europeu

Conseguiram o melhor resultado de sempre do basquetebol feminino português. Na 1ª vez que Portugal disputou no seu escalão a Divisão A, que alberga os países de topo do basquetebol europeu, para além de atingirem o objetivo da manutenção, a nossa seleção após 3 derrotas iniciais, jamais perdeu, vencendo de forma consecutiva a Inglaterra, a Bielorrússia, a Eslováquia, a Croácia, a Republica Checa e, hoje, a Grécia (69-56). Estes resultados concorreram para o feito histórico de, neste escalão, classificar o nosso país no TOP10 da Europa.

A alegria que irradiava das nossas jogadoras é o tributo de tantas horas, no centro de treino, no clube ou nos estágios, de dedicação, de esforço, de acreditarem e lutarem sempre. Foi isso que as tornou fortes e as transformou numa verdadeira equipa ganhadora.De facto valeu a pena. São por isso credoras da admiração e apresso pelas alegrias que também trouxeram aos apaixonados do basquetebol.Este resultado vem a consagrar a evolução sustentada do basquetebol feminino jovem. Após os excelentes resultados da Seleção Nacional de Sub20 Femininos nos últimos 3 anos, ainda há 2 semanas voltámos a fazer história com a Seleção Nacional de Sub16 Femininos no Europeu de Matosinhos onde atingimos a medalha de prata e subimos pela 1ª vez à Divisão A europeia deste escalão, ganhando a adesão de 4.000 adeptos que lotaram o pavilhão CDC de Matosinhos e prestaram um apoio caloroso á nossa equipa.Os factos demonstram que existe capacidade e competência, a começar nos treinadores dos clubes, passando pelos selecionadores regionais e terminando em toda a equipa técnica nacional, que, em conjunto com os seus dirigentes, tem sabido ultrapassar as dificuldades através de um sério empenhamento e uma elevada qualidade de trabalho.Este é um verdadeiro verão de ouro para o basquetebol feminino. Saibamos aproveitá-lo para prosseguir o caminho da sua consolidação e contínuo progresso.


Portugal arrasou as gregas na 2ª metade (42-18)

E terminou da melhor maneira para as cores lusas porque se alcançou a melhor classificação de sempre a nível feminino, o nono lugar. Permanecemos na elite europeia, o que era impensável aqui há meia dúzia de anos atrás.

As comandadas de Kostourkova fizeram um campeonato notável, como aquele maratonistas que vã gerindo o esforço e depois vão ultrapassando sucessivos adversários até cortarem a meta. Equipas com muito mais experiência de Divisão A, casos da República Checa, Eslovénia, Grécia, Croácia e República Eslovaca ficaram atrás de nós e só não defrontamos as eslovenas. Depois de 3 derrotas na fase preliminar (uma por 8 com a Suécia, outra por 9 frente à Sérvia, medalha de bronze e uma completamente atípica ante as gregas por 25 pontos), Portugal embalou e fez 6 vitórias consecutivas, um saldo amplamente positivo. No jogo desta tarde, o seleccionado luso desforrou-se do percalço na fase de grupos. Depois de um quarto inicial (11-25), sem chama, nem talento, nem agressividade defensiva (zero faltas cometidas) e já com a base Joana Soeiro no banco depois de ter entrado no 5 inicial, por não estar em condições físicas, as nossas representantes voltaram a dar as mãos e parafraseando o velho ditado de que a união faz a força, venceram o 2º período (16-13) com o jogo exterior de Joana Cortinhas e Sofia Pinheiro a funcionar, bem como a jovem Susana Lopes assumindo um papel preponderante, na organização do jogo, com a jovem poste Maria Kostourkova (16 anos apenas) a bater-se com a serenidade de uma veterana. No 3º quarto (23-10) Portugal defendeu muito bem, reduzindo o ataque grego a apenas 10 pontos (não esquecer que Stamolamprou foi a melhor marcadora do campeonato e ao intervalo já tinha 20 pontos na sua conta pessoal). As gregas viram-se mesmo gregas pois a partir do minuto 25 (39-48) não mais conseguiram acertar com o cesto, enquanto as lusas impunham um parcial de 11-0 para chegarem ao cabo de 30 minutos jogados a vencer (50-48). No 4º período (19-8) com a Grécia completamente desorientada (ainda esteve na frente, aos 52-53), no minuto 32, após o 4º triplo de Stamolamprou, a reentrada de Maria Kostourkova foi decisiva para o ganho das tabelas, ao mesmo tempo que no ataque o seu jogo posicional libertava as atiradoras lusas. O minuto 35 (55-55) marcou o início da arrancada para uma vitória inesquecível. Já com Christinaki excluída (5 faltas à entrada do minuto 34, aos 53-53),a Grécia não teve capacidade anímica para travar a embalagem das portuguesas, que aplicaram um parcial de 14-1 em 4 minutos e meio. Maria Kostourkova em cima da buzina selava o resultado final., com a jovem base Susana Lopes a ter um papel também decisivo na ponta final (últimos 4 minutos), ao contribuir com 8 pontos (3 lances livres+1 triplo+2 lances livres). Resultado final: Portugal 69-56 GréciaDestaque na selecção portuguesa para o trabalho defensivo de Maria Kostourkova, MVP do jogo (27,0 de valorização) que fez mais um duplo-duplo, ao contabilizar 15 pontos, 7/11 nos duplos, 11 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 5 roubos e 3 faltas provocadas com 1/4 nos lances livres, muito bem acompanhada por Joana Cortinhas (21,0 de valorização) ao anotar 22 pontos, 8/13 nos lançamentos de campo repartidos por 3/5 nos duplos e 5/8 nos triplos (63%), Chelsea Guimarães (4 pontos, 2/3 nos duplos, 8 ressaltos sendo metade ofensivos, 4 assistências e 3 faltas provocadas) e Susana Lopes (9 pontos, 1/6 nos triplos, 3 ressaltos defensivos, 4 assistências, 2 roubos e 4 faltas provocadas com 6/7 nos lances livres). Bons contributos da atiradora Sofia Pinheiro (10 pontos, 3/5 nos triplos e duas assistências), Simone Costa (6 pontos, 3/4 nos duplos e 3 ressaltos) e Inês Veiga (4 ressaltos defensivos e uma assistência). Na Grécia a mais valiosa (20,0 de valorização) e inconformada foi a atiradora Stamolamprou (29 pontos, 8/15 nos duplos, 4/9 nos triplos, 2 ressaltos, duas assistências, 3 roubos e uma falta provocada com 1/1 nos lances livres), seguida de Eleanna Christinaki, que também fez um duplo-duplo (12 pontos, 5/7 nos duplos, 10 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência, 1 roubo e duas faltas provocadas com 2/2 nos lances livres) e Vasiliki Karampatsa (5 pontos, 6 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência, 1 roubo e uma falta provocada com 1/2 nos lances livres).Portugal teve melhor eficácia nos lançamentos de campo (44%-38%), tanto nos duplos (47%-40%) como nos triplos (39%-31%), ganhou as tabelas (38-36 ressaltos) com uma igualdade na tabela ofensiva (10-10), foi mais colectivo (19-9 assistências), conseguiu mais roubos de bola (11-9) e provocou mais faltas (20-14). Nos turnovers registou-se nova igualdade (19 para cada lado). Ficha de jogo Ivan Domac Gym, em VinkovciPortugal (69) – Joana Soeiro, Sofia Pinheiro (10), Joana Cortinhas (22), Josephine Filipe e Maria Kostourkova (15); Simone Costa (6), Chelsea Guimarães (4), Inês Veiga, Emília Ferreira (1), Sara Dias (2) e Susana Lopes (9)Grécia (56) – Pinelopi Pavlopoulou (6), Anna-Niki Stamolamprou (29), Vasiliki Fouraki, Eleanna Christinaki (12) e Vasiliki Karampatsa (5); Sofia Georgiadi (3), Christina Gerostergiou (1), Stratoniki Cholopoulou, Evangelia Nastou, Christina Kitsiou, Georgia Stamati e Vasiliki Louka Por períodos: 11-25, 16-13, 23-10, 19-8Árbitros: Paulus Van Den Heuvel (NED), Ilya Putenko (RUS) e Erman Erdemli (TUR) Resultados:Final – Espanha 60-46 França3º/4º – Holanda 56-57 Sérvia 5º/6º – Itália 56-65 Rússia7º/8º – Suécia 48-69 Turquia 9º/10º – Portugal 69-56 Grécia11º/12º – República Checa 74-52 Eslovénia 13º/14º – Croácia 52-47 República Eslovaca15º/16º – Bielorússia 73-69 InglaterraClassificação final:1º Espanha 2º França3º Sérvia 4º Holanda 5º Rússia6º Itália7º Turquia 8º Suécia9º Portugal10º Grécia11º República Checa 12º Eslovénia 13º Croácia 14º República Eslovaca 15º Bielorússia 16º Inglaterra Descem à Divisão B: República Eslovaca, Bielorússia e InglaterraCinco ideal: Leticia Romero (ESP), Laura Cornelius (NED), Marine Johanes (FRA), Aleksandra Crvendakic (SER) e Dragana Stankovic (SER)MVP: Leticia Romero (ESP)


Portugal luta hoje pela 9ª posição frente à Grécia

E vão 5 vitórias consecutivas do colectivo de Kostourkova. O saldo é positivo (5 vitórias e 3 derrotas) e qualquer que seja o resultado de amanhã, domingo, Portugal ficará no top-10 da Europa. Mas ainda mais uma coisa: o triunfo desta noite aconteceu com a capitã Laura Ferreira a ser utilizada apenas 2 minutos e 10 segundos. Com queixas a nível do tendão de Aquiles, Laura depois de ter entrado no cinco inicial, como tem sido habitual desde o primeiro jogo do campeonato, apresentou queixas que levaram a treinadora lusa a fazê-la regressar ao banco, não voltando a reentrar.

Estamos na ponta final do Campeonato da Europa de Sub-18 Femininos, Divisão A. Hoje, sábado, realizaram-se os jogos que definiram os candidatos ao pódio e por outro lado os que terão o destino traçado (14º, 15º e 16º que descem à Divisão B). Na cauda da tabela Bielorússia e Inglaterra discutirão amanhã os 2 últimos lugares, enquanto Croácia e República Eslovaca medirão forças para ver quem garante a permanência (13º). Na luta pelas medalhas Espanha e França confirmaram a sua superioridade e estarão amanhã na final, enquanto Holanda e Sérvia irão lutar pelo bronze (3ª posição).Jogando sem qualquer tipo de pressão, descontraídas, as comandadas de Kostourkova nunca deixaram que as checas ganhassem vantagem significativa (maior vantagem de 8 pontos, aos 15-7, no minuto 6), altura em que a seleccionadora portuguesa pediu o seu primeiro desconto de tempo. No final do quarto inicial era a República Checa que comandava (17-14).No 2º período (15-17) o jogo prosseguiu em toada de parada e resposta, com sinal mais do adversário embora com vantagens ligeiras (entre 1 e 5 pontos). Ao intervalo (32-31) ainda era a República Checa que estava na frente.No 3º quarto (18-23) o 1º triplo de Joana Soeiro deu a 1ª igualdade (34-34), no minuto 11, a dar o mote para um parcial de 0-7, com o 1º triplo de Sofia Pinheiro a cair no minuto 13 (36-39) e Joana Soeiro a aumentar para 5 pontos (36-41) no minuto 14. A arrancada lusa prosseguiu até aos 38-45 (minuto 16), mas as checas reagiram encurtando o prejuízo para 4 pontos ao cabo de 30 minutos jogados (50-54), com Eva Kopecká (8 pontos ) e Kamila Hosková (6 pontos) a carregarem com a equipa.No 4º período (17-16) Portugal entrou mal e ainda não era decorrido um minuto de jogo já tinha 3 faltas (minuto 31) e simultaneamente Maria Kostourkova fazia a 4ª falta, regressando ao banco. As nossas representantes não desarmavam mas Kamila Hosková era a checa mais inconformada, reduzindo a diferença pontual para 1 (55-56) no minuto 32. De imediato Kostourkova parou o cronómetro e um duplo de Joana Cortinhas seguido da 4ª bomba de Sofia Pinheiro manteve Portugal na frente (55-61). Até final o melhor que as checas conseguiram foi reduzir a desvantagem para 2 pontos (59-61 no minuto 35 e 67-69 no minuto 38). Um último desconto de tempo pedido por Kostourkova a 2,8 segundos da buzina, possibilitou ainda que Simone Costa selasse o resultado final, da linha de lance livre.Resultado final: República Checa 67-70 PortugalDestaque no seleccionado luso para Maria Kostourkova (22,0 de valorização) que fez um duplo-duplo (11 pontos, 12 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e 6 faltas provocadas com 1/3 nos lances livres), a atiradora Sofia Pinheiro (15,5 de valorização) ao contabilizar 16 pontos, 4/5 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, duas assistências e uma falta provocada, Inês Veiga (8 pontos, 4/4 nos duplos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências e 1 roubo), Joana Soeiro (8 pontos, 2/7 nos triplos, 5 ressaltos defensivos, 8 assistências, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas com 2/2 nos lances livres) e ainda Joana Cortinhas (12 pontos, 6/8 nos duplos, 2 ressaltos defensivos, 2 roubos e 2 desarmes de lançamento). Na selecção da República Checa excelente prestação da base Kamila Hoskova, MVP do jogo (23,5 de valorização) ao somar 21 pontos, 8 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 4 roubos e 9 faltas provocadas com 6/7 nos lances livres. Foi bem acompanhada pela poste Aneta Mainclová (11 pontos, 7 ressaltos sendo 3 ofensivos, uma assistência e 5 faltas provocadas com 5/5 nos lances livres), Eva Kopecká (12 pontos, 4/5 nos duplos, 3 ressaltos ofensivos, uma assistência, 1 roubo e duas faltas provocadas com 4/4 nos lances livres) e Tereza Kraciková (8 pontos, 4/6 nos duplos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência e 2 roubos). A vitória de Portugal assentou basicamente na maior eficácia nos lançamentos de campo (345-47%), tanto nos duplos (44%-49%) como nos triplos (5%-41%), no maior colectivismo (10-17 assistências) e por ter feito mais desarmes de lançamento (0-4).Por seu turno a República Checa ganhou as tabelas (49-37 ressaltos), nomeadamente a tabela ofensiva (21-8), fez menos turnovers (20-22), conseguiu mais roubos (11-6) e provocou mais faltas (21-18), com excelente aproveitamento da linha de lance livre (84%-56%), ao falhar apenas 3 tentativas em 19 contra 4 em 9, das portuguesas.Ficha de jogo Skola Ivana Domca, em VinkovciRepública Checa (67) – Kamila Hosková (21), Eva Moucková (2), Sarah Beránková (6), Tereza Kraciková (8) e Aneta Mainclová (11); Eva Kopecká (2), Michaela Kanuková (2), Mariana Opocenská (), Gabriela Andelová (4), Klára Krivánková e Anna Hrusková (1)Portugal (70) – Joana Soeiro (8), Laura Ferreira, Joana Cortinhas (12), Josephine Filipe e Maria Kostourkova (11); Simone Costa (8), Sofia Pinheiro (16), Chelsea Guimarães (4), Susana Lopes, Emília Ferreira (3) e Inês Veiga (8)Por períodos: 17-14, 15-17, 18-23, 17-16Árbitros: Bojan Bojanovic (BIH), Erman Erdemli (TUR) e Ilya Putenko (RUS)Resultados:Classificação 13º/16ºRepública Eslovaca 70-57 Inglaterra e Bielorússia 59-73 Croácia Classificação 9º/12ºEslovénia 52-59 Grécia e República Checa 67-70 PortugalClassificação 5º/8ºTurquia 41-63 Rússia e Suécia 45-71 ItáliaMeias-finaisFrança 62-60 Sérvia e Espanha 80-41 Holanda Calendário para domingo:Classificação 15º/16ºBielorússia-Inglaterra (11H00) Classificação 13º/14ºCroácia-República Eslovaca (13H45)Classificação 11º/12ºRepública Checa-Eslovénia (16H00)Classificação 9º/10ºPortugal-Grécia (18H15)Classificação 7º/8ºSuécia-Turquia (13H45)Classificação 5º/6º Itália-Rússia (16H00)Classificação 3º/4ºHolanda-Sérvia (18H15)Final (1º/2º)Espanha-França (20H30) Pedro Coelho apitou hoje o Espanha-Holanda, uma das semi-finais da competição.


Prémio mais que justo para o colectivo de Kostourkova

A tarefa das portuguesas não se antevia fácil, como veio a acontecer. A pressão era muita mas as comandadas de Kostourkova souberam lidar com ela e dando as mãos, com notável sentido de entreajuda, trabalharam os 40+5 minutos com muita determinação e rigor e no final tiveram o justo prémio. Portugal garantia com este 4º triunfo consecutivo a permanência na Divisão A, um facto inédito que nunca antes acontecera nos anais do basquetebol português.

Foi preciso um prolongamento (estamos a especializar-nos no tempo extra… pois já é o 2º consecutivo) para Portugal chegar à vitória, muito sofrida, muito suada mas também muito saborosa. O colectivo de Kostourkova nunca baixou os braços e a timoneira Mariyana, quando o jogo parecia fugir para a Croácia (60-53), pediu um desconto de tempo na hora certa. Com 1 minuto e 56 segundos para jogar, Portugal fez um parcial de 0-9, com o 4º triplo de Sofia Pinheiro a dar o mote (60-56), seguido de duplos de Josephine Filipe (60-58) e Maria Kostourkova (60-60), a concluir um contra-ataque, tudo no minuto 39. À entrada do minuto 40 a capitã Laura Ferreira provocou mais uma falta e não tremeu da linha de lance livre (60-62). A 19,4 segundos da buzina Inja Butina (MVP do jogo) empatou a partida (62-62). Nos 5 minutos extra (4-11) a atiradora Sofia Pinheiro marcou o seu 5º triplo (64-65) e a partir dos 65-65 (minuto 42), Portugal com uma entrada de Joana Soeiro a fazer 65-67 não mais perdeu a liderança. Dois lances livres de Laura Ferreira (66-69), um duplo de Josephine Filipe (66-71) e de novo mais 2 lances livres de Laura Ferreira (66-73) selaram o resultado final. Resultado final: Croácia 66-73 PortugalDestaque no seleccionado luso para a prestação do colectivo. De qualquer das formas temos que salientar as actuações de Maria Kostourkova (20,0 de valorização ao contabilizar 16 pontos, 8 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistência, 2 roubos, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas com 4/4 nos lances livres, seguida de Laura Ferreira (19,0 de valorização), ao somar 14 pontos, todos de lance livre, 6 ressaltos sendo 1 ofensivo, 5 assistências, 2 roubos, 1 desarme de lançamento e 11 faltas provocadas com 14/16 nos lances livres e ainda Sofia Pinheiro (15,5 de valorização) ao anotar 16 pontos, 5/8 nos triplos, 3 ressaltos defensivos, uma assistência, 1 roubo e duas faltas provocadas com 1/2 nos lances livres. Bons contributos ainda de Joana Soeiro (5 ressaltos, 6 assistências e 4 roubos), Josephine Filipe (11 pontos, 5 ressaltos sendo 3 ofensivos, duas assistências e duas falta provocadas) e Chelsea Guimarães (6 pontos e 7 ressaltos sendo 2 ofensivos). Na selecção da Croácia destaque para a MVP do encontro (22,0 de valorização), a base Inja Butina (30 pontos, 6 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências, 4 roubos e 5 faltas provocadas com 3/5 nos lances livres), bem acompanhada por Lana Racki (11 pontos, 3/8 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, uma assistência, 3 roubos e 3 faltas provocadas) e Matea Ples (8 pontos, 2/6 nos triplos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, 4 assistências, 2 roubos, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas).O triunfo do seleccionado luso baseou-se fundamentalmente no ganho das tabelas (39-45 ressaltos), com realce para a tabela ofensiva (10-15 ressaltos), na maior eficácia do tiro exterior (27%/33%), no maior colectivismo (10-16 assistências) e por ter provocado mais faltas (16-21), com melhor aproveitamento da linha de lance livre (57%-78%), ao falhar apenas 6 em 27 tentativas contra 6 em 14 tentados. Por seu turno a Croácia teve maior eficácia nos lançamentos de campo (39%-36%) particularmente nos duplos (46%-37%), fez menos turnovers (18-22), conseguiu mais roubos de bola (14-10) e fez mais desarmes de lançamento (7-2).Ficha de jogoSköla Ivana Domca, em VinkovciCroácia (66) – Inja Butina (30), Lana Racki (11), Matea Ples (8), Katarina Matijevic (2) e Antonija Chiabov (5); Patricia Bura (8), Helena Pracuk (2), Ena Milicevic e Klaudia Perisa Portugal (73) – Joana Soeiro (4), Laura Ferreira (14), Joana Cortinhas (2), Josephine Filipe (11) e Maria Kostourkova (16); Chelsea Guimarães (6), Sofia Pinheiro (16), Simone Costa (4) e Susana LopesPor períodos: 15-10, 18-23, 14-11, 15-18; 4-11Árbitros: Carlos Peruga (ESP), Andrada Monika Csender (ROU) e Stanislav Kucera (CZE)Resultados:Classificação do 9º ao 16ºRepública Checa 75-57 Bielorússia; Grécia 55-44 Inglaterra; Eslovénia 64-56 República Eslovaca; Croácia 66-73 Portugal (após prolongamento)Quartos-de-final Rússia 62-72 Sérvia; França 73-42 Turquia ; Itália 55-68 Holanda; Espanha 72-32 Suécia Apurados para as meias-finais: Sérvia, França, Holanda e EspanhaCalendário para sábado:Classificação do 5º ao 8ºSuécia-Itália (13H45) e Turquia-Rússia (16H00)Meias-finaisEspanha-Holanda (18H15) e França-Sérvia (20H30)Classificação do 9º ao 12ºEslovénia-Grécia (18H15) e República Checa-Portugal (20H30) Classificação do 13º ao 16º Bielorússia-Croácia (13H45) e República Eslovaca-Inglaterra (16H00)


Croácia é o primeiro obstáculo a ultrapassar

A mudança ocorreu esta manhã (10H30), após o pequeno-almoço que ainda foi tomado em Vukovar. Deixámos o Hostel Borovo, sem grandes saudades, após 9 dias e 8 noites de estadia desde o dia da nossa chegada à Croácia.

Estamos a escrever esta notícia no quarto do Hotel Admiral que nos foi distribuído, um *** situado no centro da cidade, onde estão alojadas mais outras 5 selecções: Bielorússia, Inglaterra, Grécia, República Checa e República Eslovaca. Noutra unidade hoteleira (Hotel Cibalia) ficaram a Croácia e a Eslovénia. Estas 8 selecções são as que a partir de amanhã (6ª feira) irão discutir as classificações do 9º ao 16º lugar, ou seja a segunda metade da tabela. Contrariamente ao que a organização anunciou houve equipas que não mudaram desde o dia da chegada, casos da Bielorússia e Inglaterra, que se mantiveram sempre aqui em Vinkovci. Afinal a argumentação invocada pela organização (iguais condições para todos os participantes) para justificar a mudança, acabou por não ser integralmente cumprida… e neste caso concreto bielorussas e inglesas foram beneficiadas, porque as condições aqui não têm nada a ver (para melhor obviamente) com as que tivemos em Vukovar. Portugal e República Eslovaca foram os mais lesados… mas neste último terço do campeonato (termina domingo) já não nos vão resolver nada. Falemos um pouco deste país dos Balcãs, o 28º Estado a aderir à Comunidade Europeia, o que aconteceu há menos de 2 meses (1 de Julho). Em termos monetários a moeda corrente é a Kuna (1 Euro vale 7,50 Kn), com pequenas flutuações. O sistema monetário é semelhante ao euro, ou seja 1Kn = 100 Lipa, sendo que a lipa é o equivalente ao cêntimo na moeda única europeia (euro). Para que se possa ter um pouco a noção dos preços dos produtos na Croácia, alguns exemplos: o litro do gasóleo custa 9,79 Kn (1,305 €) e o litro da gasolina 95 octanas ronda os 10,60 Kn (1,413 €). O preço de um quilo de pêssegos (de boa qualidade e calibrados) ronda os 9,00 Kn (1,20 €) e um pão de trigo fatiado custa 6,99 Kn (0,93 €). O preço de um café Expresso oscila entre os 5/6 Kn (0,66 €/ 0,80 €) e uma cerveja croata (garrafa 0,50l) ronda os 10/12 Kn (1,33 €/1,60 €).Vukovar e Vinkovci localizam-se no nordeste da Croácia, fazendo parte da Eslavónia, a segunda região turística mais importante do país, depois da Croácia Central onde se situa a capital (Zagreb). Entre 1991 (após a independência) e 1995, a cidade de Vukovar situada na margem direita do grande Danúbio (que faz fronteira com a Sérvia) foi completamente destruída pela guerra fratricida entre os dois países, após a cisão da antiga Jugoslávia. Os sinais dessa destruição são ainda visíveis ao longo da estrada e mesmo no centro da cidade, com as marcas dos morteiros (autênticas crateras) e projécteis em muitos edifícios.Próximo do Hostel Borovo onde estivemos instalados até hoje de manhã, localiza-se uma antiga fábrica de calçado (marca Borovo), de grandes dimensões com a maior parte das instalações fabris semi-destruídas ou abandonadas. Actualmente a unidade fabril ainda labora mas com uma produção muito reduzida (uns 10%) em relação aos níveis antes da independência. A Croácia é um dos mais populares destinos turísticos no Mediterrâneo, visitado por cerca de 11 milhões de turistas todos os anos. Com sete registos na lista do Património Intangível da UNESCO, a Croácia é o 4º país com mais elementos patrimoniais intangíveis protegidos. Mas isto não é tudo quando se fala na contribuição da Croácia para o mundo. A letra da famosa canção Strangers in the Night imortalizada pelo famoso Frank Sinatra, foi escrita por Ivo Robic, o mais popular cantor croata dos anos 50/60.Passemos agora ao que está reservado para a selecção portuguesa neste último terço do Campeonato da Europa de Sub-18 Femininos, Divisão A. Estamos na luta tendo a manutenção como objectivo nesta elite europeia. Amanhã (6ª feira) teremos um obstáculo chamado Croácia para ultrapassar. O jogo inicialmente agendado para as 13H45, foi mudado pela organização para as 20H30, o chamado horário nobre. Naturalmente que o país organizador tem essa prerrogativa, podendo alterar o horário de acordo com as suas conveniências (eventual transmissão televisiva, apoio do público, etc.). A dupla técnica portuguesa viu em acção nestes últimos 3 dias a equipa da Croácia, bem como as nossas jogadoras. Não é uma super equipa, mas tem três ou quatro unidades influentes, casos da base Inja Butina e da atiradora Klaudia Perisa, além das jogadoras interiores Katarina Matijevic e Antonija Chiabov (1,89m). E o apoio do público é infernal, à boa maneira dos países desta zona dos Balcãs. Acreditamos que o seleccionado luso, muito moralizado pela 2ª fase realizada, tenha argumentos para resolver já amanhã a questão da permanência. Será preciso muita concentração, capacidade de luta, entreajuda e colectivismo para levar de vencida a armada croata. As comandadas de Kostourkova estão motivadas e querem provar que não foi por acaso que Portugal subiu à Divisão A. Para estreia estão a fazer um excelente campeonato, disso não restam dúvidas. Depois haverá mais 2 jogos: um no sábado e outro no domingo. Esperamos que as coisas fiquem já resolvidas da melhor maneira amanhã. Se ganharmos, iremos defrontar o vencedor do jogo República Checa-Bielorússia (9º/12º). Caso aconteça a derrota, nada ainda estará perdido, mas estaremos no grupo do 13º ao 16º e então estaremos obrigados a ganhar os 2 próximos jogos, para evitar a descida.


Fez-se justiça com a determinação e querer da alma lusa

Sabíamos que nos esperavam muitas dificuldades, particularmente no embate desta tarde, frente às eslovacas, mais altas, mais pesadas e de maior envergadura que as guerreiras lusas. Foi preciso um prolongamento para se fazer justiça. Portugal vencia com todo o mérito o Grupo G, fazendo o pleno (3 vitórias).

As nossas previsões bateram certo. Pelo andar da carruagem tudo apontava para que nos calhasse defrontar a Croácia no 1º jogo do cruzamento do nosso Grupo (G) com os 5º/6º dos Grupos E e F. Pela nossa parte fizemos o trabalho de casa e classificámo-nos em 1º no Grupo G, teoricamente o melhor posicionamento para ter pela frente o pior 6º classificado (Croácia ou Grécia) dos Grupos E e F.Claro que nestas coisas adivinhar é proibido e às vezes uma prestação menos conseguida num mau dia pode deitar por terra as aspirações mais consistentes. Mas continuamos a acreditar no valor das jogadoras às ordens de Mariyana Kostourkova e assumindo as nossas responsabilidades, estamos a fazer o nosso trabalho com a dedicação que é intrínseca à nossa postura na vida. De certeza que não há ninguém que queira mais o sucesso de Portugal do que nós. Pode haver igual… mas mais não acreditamos. É a nossa maneira de ver e analisar este tipo de situações, com conhecimento de causa.Foi preciso muita abnegação, muita capacidade de remar contra a maré, muito espírito de sacrifício e também algum mérito, convenhamos, para levar de vencida a República Eslovaca. Deixem-me dedicar este saboroso êxito à corajosa Simone Costa que, no minuto 32 numa jogada de 2+1 converteu o cesto mas sofreu uma violenta pancada no nariz que implicou a sua saída de campo, para não mais reentrar. O lance livre a que tinha direito, pois foi marcada falta pessoal à sua adversária, foi convertido por Sofia Pinheiro (42-41), que entretanto tinha entrado para o seu lugar. Mas vamos à análise do jogo. Nos 10 minutos iniciais (10-11) depois de uma ligeira vantagem das eslovacas (2-7), no minuto 5, Portugal reagiu impondo um parcial de 8-0 (10-7), com Maria Kostourkova a finalizar essa arrancada em contra-ataque, assistida por Simone Costa. As lusas sentiam muitas dificuldades em travar as penetrações das jogadoras exteriores, nomeadamente Urbaniová e Páleniková, além da capacidade ressaltadora e envergadura da poste Filicková (1,92m), que levava a melhor no confronto directo. No 2º quarto (16-19) Portugal reentrou no jogo da melhor maneira, com Simone Costa a devolver a liderança à nossa equipa, numa arrancada de cesto e falta convertida (13-11), com o 1º triplo de Laura Ferreira (16-13) e uma jogada de contra-ataque concluída por Josephine Filipe (18-13) a desfazer a igualdade (13-13), ambas no minuto 12. As comandadas de Kostourkova mantiveram-se no comando até aos 24-23 (minuto 17), mas um triplo da base Urbaniová (24-26) à entrada do minuto seguinte, colocou o adversário na frente até ao intervalo (26-30). Portugal não era consistente, alternava coisas boas com erros infantis e disso se aproveitava a República Eslovaca para liderar o marcador no final da 1ª metade. As lusas superiorizavam-se nas tabelas (25-19 ressaltos), com realce para a tabela ofensiva (9-2 ressaltos) mas a melhor eficácia adversária nos lançamentos de campo (32%-43%), mormente nos duplos (37%-48%), compensava esse handicap de as nossas representantes terem mais posses de bola (38 lançamentos de campo contra 30). No 3º período (10-11), curiosamente os mesmos números que no quarto inicial, as coisas estiveram equilibradas até ao minuto 25 (34-35), mas a partir daí o seleccionado luso consentiu um parcial de 0-6 (34-41), o que obrigou Kostourkova a parar de imediato o cronómetro, na tentativa de desbloquear a paragem momentânea das suas jogadoras. Ainda houve tempo para Chelsea Guimarães a meio minuto da buzina reduzir o prejuízo para 5 pontos (36-41) ao cabo de 30 minutos jogados.Entrada de rompante das guerreiras lusas no último quarto (23-18), com o único triplo de Joana Soeiro a dar o mote para a recuperação (39-41), no minuto 31, logo seguido da tal jogada em que se magoou a extremo Simone Costa, já contada anteriormente, a recolocar Portugal na frente do marcador (42-41), no minuto 32. As eslovacas ainda voltaram ao comando mas foi sol de pouca dura (42-45), no minuto 33. A reentrada de Laura Ferreira (aos 42-43) e logo a seguir de Maria Kostourkova e Josephine Filipe (aos 42-45, ainda no minuto 33), devolveu a serenidade ao colectivo de Kostourkova que, depois de igualar por intermédio da capitã Laura Ferreira (45-45), a partir daí não mais descolou da liderança até à entrada do minuto 40 (59-54), impondo um parcial de 17-9, com Laura Ferreira (8 pontos e 1 triplo) e Sofia Pinheiro (6 pontos e 2 triplos) a assumirem as despesas da marcação de pontos nesse arranque decisivo. Após um desconto de tempo imediatamente pedido pelo treinador eslovaco, o 2º triplo de Páleniková neste período (59-57), a 32 segundos do termo, reacendia a esperança nas nossas opositoras, que a 11,7 segundos da buzina empatavam a partida (59-59), aproveitando um erro de palmatória de uma nossa jogadora. No prolongamento (10-4) Portugal foi mais forte e assertivo ao provocar 5 faltas com Laura Ferreira (3 faltas provocadas e 5 pontos de lance livre) a ser determinante neste tempo extra, desperdiçando apenas uma das 6 tentativas a que teve direito da linha de lance livre, bem acompanhada por Josephine Filipe (2 pontos e uma falta provocada) e Joana Soeiro (3 pontos e uma falta provocada). Do lado contrário era a poste Filicková (4 pontos) a única a marcar pela sua equipa… e Portugal garantia um triunfo muito suado mas inteiramente merecido, numa partida de muito nervosismo. Resultado final: Portugal 69-63 (a.p.) República EslovacaDestaque na selecção portuguesa para a prestação da capitã Laura Ferreira, que tem vindo em crescendo de rendimento. Foi a mais valorizada da equipa (17,0 de valorização), ao conseguir um duplo-duplo, terminando com 22 pontos, 2/5 nos triplos, 4 ressaltos defensivos, duas assistências, 2 roubos e 11 faltas provocadas com 10/14 (71%) da linha de lance livre. Seguiram-se-lhe Josephine Filipe (14 pontos, 7/11 nos duplos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 3 roubos e 3 faltas provocadas), Maria Kostourkova (5 pontos, 8 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 2 roubos, 1 desarme de lançamento e uma falta provocada com 1/2 nos lances livres) e Joana Soeiro (12 pontos, 1/5 nos triplos, 3 ressaltos defensivos, uma assistência, 4 roubos e duas faltas provocadas com 1/2 nos lances livres). Referência ainda para os contributos da atiradora Sofia Pinheiro (2/3 nos triplos, 3 ressaltos defensivos e 1 roubo), da azarada Simone Costa (2/3 nos duplos, duas assistências e duas faltas provocadas com 2/2 nos lances livres) e das postes Chelsea Guimarães (5 ressaltos sendo 3 ofensivos) e Emília Ferreira (4 ressaltos ofensivos) na luta das tabelas.Na República Eslovaca excelente actuação da poste Eva Filicková, MVP do jogo (27,0 de valorização) com um duplo-duplo, ao contabilizar 18 pontos, 12 ressaltos sendo 4 ofensivos, uma assistência, 1 roubo, 3 desarmes de lançamento e 4 faltas provocadas com 2/3 nos lances livres. Foi bem secundada por Terézia Páleniková (16 pontos, 2/6 nos triplos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, 4 assistências e 4 faltas provocadas) e Katarina Urbaniová (11 pontos, 4/5 nos duplos, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, 3 assistências, 2 roubos e uma falta provocada). Boa ajuda das jogadoras interiores Sona Mária Lavricková (8 ressaltos defensivos) e Lucia Hadacková (7 ressaltos sendo 2 ofensivos, 1 roubo e 2 desarmes de lançamento) nas tarefas defensivas. A vitória das portuguesas assentou essencialmente no ganho da luta das tabelas (47-45 ressaltos), nomeadamente da tabela ofensiva (16-11 ressaltos) que proporcionou mais 5 posses de bola, na maior eficácia do tiro exterior (31%-17%) com 5 triplos convertidos em 16 tentativas contra 3 convertidos em 18 tentados), no maior número de roubos de bola (12-7), no menor número de turnovers (15-18) e ainda por ter provocado mais faltas (20-12), com melhor aproveitamento da linha de lance livre (58%-57%), ao marcar 14 das 24 tentativas de que dispôs, contra apenas 4 em 7 tentados.Por seu turno a República Eslovaca foi mais eficaz nos lançamentos de campo (34%-41%), nos duplos (35%-49%), ganhou a tabela defensiva (31-34 ressaltos), foi mais colectiva (10-13 assistências) e foi intimidadora nos desarmes de lançamento (1-7). Ficha de jogo Sports Hall BorovoPortugal (69) – Joana Soeiro (12), Laura Ferreira (22), Joana Cortinhas, Josephine Filipe (14) e Maria Kostourkova (5); Simone Costa (5), Susana Lopes, Sofia Pinheiro (7), Chelsea Guimarães (2) e Emília Ferreira (2) República Eslovaca (63) – Katarina Urbániová (11),Terésia Páleniková (16), Lucia Ondrejková (8), Sona Mária Lavriková e Eva Filicková (18); Nikola Dudásová (6), Lucia Hadaková (4), Kristina Machová, Katarina Piperková e Zofia Zarevúcka Por períodos: 10-11, 16-19, 10-11, 23-18; 10-4 (prolongamento)Árbitros: Alfred Jovovic (CRO), Stanislav Kucera (CZE) e Ilya Putenko (RUS) Resultados e classificações:Grupo G – Portugal 69-63 República Eslovaca (após prolongamento); Bielorússia 66-71 Inglaterra Classificação: 1º Portugal 3V0D; 2º Inglaterra 2V1D; 3º República Eslovaca 1V2D; 4º Bielorússia 0V3DGrupo E – Turquia 57-51 Croácia; Rússia 60-48 República Checa; Espanha 70-54 Holanda Classificação: 1º Espanha 5V0D; 2º Rússia 4V1D; 3º Holanda 3V2D; 4º Turquia 2V3D; 5º República Checa 2V3D; 6º Croácia 0V5DGrupo F – Suécia 45-39 Eslovénia; Itália 52-48 Grécia; França 63-52 SérviaClassificação: 1º França 5V0D; 2º Itália 4V1D; 3º Sérvia 4V1D; 4º Suécia 2V3D; 5º Eslovénia 1V4D; 6º Grécia 0V5D Simone Costa foi avaliada no hospital, tendo feito uma radiografia e felizmente não há qualquer tipo de fractura ou fissura no nariz. Amanhã, dia de descanso, será eventualmente observada numa consulta de Otorrino para se ter a certeza de que não ficou afectada por problemas respiratórios, de acordo com informação prestada à fisioterapeuta Nádia Palongo, que acompanhou a atleta ao hospital, bem como o secretário Nuno Manaia. Pedro Coelho apitou hoje o seu 6º jogo do Europeu (o Turquia-Croácia) que em princípio decidia qual o adversário de Portugal depois de amanhã. Na ponta final as turcas, que estavam a perder, deram uma sapatada no jogo, acabando por se apurar para os quartos-de-final. Esta quinta-feira é o 2º dia de descanso e desta vez temos mesmo que mudar para Vinkovci. A que horas e para que hotel é que ainda não sabemos…pois a organização mantém a habitual falta de informação. Já são 22H30 aqui e continuamos à espera de novidades. Muito certinhos… Calendário para 6ª feira (23/08):Classificação do 9º ao 16º (em Vinkovci)Croácia-Portugal (13H45); República Checa-Bielorússia (16H00); Grécia-Inglaterra (18H15); Eslovénia-República Eslovaca (20H30) Quartos-de-final (em Vukovar)Itália-Holanda (13H45); Espanha-Suécia (16H00); Rússia-Sérvia (18H15); França-Turquia (20H30)


Vitória tranquila (67-45) eleva níveis de confiança

Uma entrada a matar (8-0) em minuto e meio, com um contra-ataque convertido após roubo de bola e 2 triplos consecutivos, tudo obra de Joana Soeiro, deu cabo da Bielorússia. De imediato a sua treinadora, Natallia Sachuk, parou o cronómetro, mas sem resultados práticos pois Portugal continuava imparável (12-0 no minuto 4), com o 3º triplo da autoria da capitã Laura Ferreira (11-0) logo seguido de um lance livre (12-0) por Joana Cortinhas. A seleccionadora lusa iniciava a rotação das suas jogadoras, utilizando 9 logo no 1º quarto (19-9). O destaque era para a base Joana Soeiro, de mão quente (4/5 nos lançamentos de campo), repartidos por 2/3 nos duplos e 2/2 nos triplos, fazendo simultaneamente uma boa leitura de jogo.No 2º período (19-12) e depois de ter ampliado a vantagem para 16 pontos (25-9), no minuto 12, assistiu-se a algum abrandamento das comandadas de Kostourkova, a ponto de esta ter sido obrigada a pedir um desconto de tempo para travar a reacção adversária (31-21), no minuto 19. As instruções produziram efeito pois as nossas representantes fizeram um parcial de 7-0 em pouco mais de um minuto, culminado com o 2º triplo de Laura Ferreira (38-21), muito perto da buzina para o intervalo.A vantagem lusa explicava-se facilmente pela excelente eficácia nos tiros do perímetro (62,5%), com 5 triplos em 8 tentativas, a cargo de Joana Soeiro e Laura Ferreira, ambas com 2 e Sofia Pinheiro, com a luta das tabelas a ser muito equilibrada (23 ressaltos para cada lado). Portugal cometia menos erros (9-14 turnovers ) e dominava nos restantes indicadores: assistências (9-6), roubos (9-5), desarmes de lançamento (2-0) e faltas provocadas (7-5). No 3º quarto (22-13) a Bielorússia não baixou os braços e chegou a 40-27 (minuto 23), mas mais 2 triplos, um de Joana Costinha (43-27) e outro de Simone Costa (46-29), este no minuto 25, deram o mote para um parcial de 20-4 (60-31 no minuto 29), concluído com a 2ª bomba de Simone Costa, com as portuguesas a provocarem faltas, com destaque para a poste Chelsea Guimarães, que levou à 5ª falta de Viyaleta Kiuliak (a jogadora adversária mais cotada) no minuto 26 (49-29). Todavia o adversário na resposta acertou o seu 2º triplo por intermédio de Yauheniya Stsiapanava que foi a marcadora de serviço das bielorussas, após o intervalo, com 9 dos 12 pontos obtidos pela equipa.No último período (7-11), com a vitória já garantida, as nossas representantes baixaram o ritmo e as constantes substituições (foram utilizadas as 12 jogadoras) acabaram por contribuir para um jogo de menor qualidade.Resultado final: Portugal 67-45 Bielorússia Destaque no seleccionado luso para a jovem poste Chelsea Guimarães, MVP da partida (21,5 de valorização) ao contabilizar, em menos de 14 minutos de utilização, 10 pontos, 8 ressaltos sendo metade ofensivos, 1 roubo, 3 desarmes de lançamento e 4 faltas provocadas com 6/6 nos lances livres. Foi bem acompanhada por Simone Costa (16,5 de valorização) ao somar 12 pontos, 2/4 nos triplos, 3 ressaltos defensivos, 3 assistências, 1 roubo e duas faltas provocadas com 4/4 nos lances livres, logo seguida de Joana Soeiro (10 pontos, 2/5 nos triplos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, 5 assistências, 4 roubos e uma falta provocada) e Laura Ferreira (11 pontos, 2/5 nos triplos, 3 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 4 roubos e 3 faltas provocadas com 1/2 nos lances livres), que na nossa opinião teve hoje a sua prestação mais conseguida neste Europeu, o que certamente lhe fará subir a auto-confiança.Na Bielorússia a mais valiosa foi a poste Hanna Brych (8 pontos, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas com 2/4 nos lances livres. Bons contributos de Yauheniya Stsiapanava (9 pontos, 1/2 nos triplos, 4 ressaltos, duas assistências e 3 roubos), Hanna Tsarevich (9 pontos, 3/4 nos duplos, 1/3 nos triplos, uma assistência e 1 desarme de lançamento) e Hanna Lapo (8 ressaltos sendo 3 ofensivos, uma assistência e 2 roubos).O êxito luso baseou-se fundamentalmente no maior número de posses de bola reflectidas nos 67 lançamentos de campo contra apenas 53, no ganho da tabela ofensiva (18-11 ressaltos), na maior eficácia no tiro exterior (36%-23%) com 8 triplos convertidos em 22 tentados contra apenas 3 em 13 tentativas, no maior colectivismo (17-11 assistências), no menor número de erros cometidos (16-30 turnovers), no maior número de roubos de bola (17-9) e de desarmes de lançamento (5-1) e por último por ter provocado mais faltas (17-9), com melhor eficácia na linha de lance livre (71%-60%) ao desperdiçar 7 em 24 tentativas contra 4 em 10 tentados.Por seu turno a Bielorússia apenas esteve melhor na percentagem dos lançamentos de campo (31%-34%) e dos duplos (29%-38%). Nas tabelas registou-se muito equilíbrio (44 ressaltos para cada lado), com as bielorussas a superiorizarem-se na tabela defensiva (26-33 ressaltos). Ficha de jogoSköla Ivana Domca, em VinkovciPortugal (67) – Joana Soeiro (10), Laura Ferreira (11), Joana Cortinhas (4), Josephine Filipe (79 e Maria Kostourkova (4); Simone Costa (12), Emília Ferreira, Chelsea Guimarães (10), Susana Lopes, Sofia Pinheiro (5), Inês Veiga (2) e Sara Dias (2)Bielorússia (45) – Hanna Yermachkova, Hanna Tsarevich (9), Yauheniya Stsiapanava (9), Viyaleta Kiuliak (3) e Hanna Brych (8); Anastasiya Sushchyk, Yanina Inkina (7), Hanna Lapo (2), Darya Panasiuk (2), Tatsiana Khadzko (5), Marharyta Mikhno e Valeryia SmarshkoPor períodos: 19-9, 19-12, 22-13, 7-11Árbitros: Dragan Kralj (BIH), Maka Kupatadze (GEO) e Mario Majkic (SLO) Resultados e classificações:Grupo G – Portugal 67-45 Bielorússia; República Eslovaca 51-57 Inglaterra Classificação: 1º Portugal 2V0D; 2º República Eslovaca 1V1D; 3º Inglaterra 1V1D; 4º Bielorússia 0V2DGrupo E – Turquia 32-75 Espanha; Croácia 47-72 República Checa; Holanda 40-60 RússiaClassificação: 1º Espanha 4V0D; 2º Rússia 3V1D; 3º Holanda 3V1D; 4º República Checa 1V3D; 5º Turquia 1V3D; 6º Croácia 0V4DGrupo F – Suécia 44-51 França; Eslovénia 67-56 Grécia; Sérvia 62-64 Itália Classificação: 1º França 4V0D; 2º Itália 3V1D; 3º Sérvia 3V1D; 4º Eslovénia 1V3D; 5º Suécia 1V3D; 6º Grécia 0V4D Calendário para amanhã (4ª feira):Grupo G – Portugal-República Eslovaca (13H45) e Bielorússia-Inglaterra (13H45)Grupo E – Turquia-Croácia, Rússia-República Checa e Espanha-HolandaGrupo F – Suécia-Eslovénia, Itália-Grécia e França-Sérvia


Defesa agressiva e melhoria na eficácia ofensiva

Quem pagou as favas foi a Inglaterra que confirmou estar uns bons furos abaixo da nossa equipa. Na 1ª metade (14-22) ainda houve alguma resistência das inglesas, mas depois do descanso o sinal mais foi nitidamente das portuguesas.

Começando com Bravo Harriott no banco e não podendo contar com a extremo Janice Monakana, ao que sabemos por problemas burocráticos (passaporte), a Inglaterra apenas esteve no comando no 2º minuto, com Megan Lewis a abrir a contagem (2-0). Portugal respondeu com um parcial de 0-10, com Josephine Filipe, Maria Kostourkova e Simone Costa a assumirem as despesas. As comandadas de Kostourkova defendiam bem obrigando o adversário a cometer turnovers por 24 segundos (tempo de ataque excedido). As britânicas reagiram (7-10), com um triplo de Bravo-Harriott a dar o mote à entrada do minuto 8 (5-10), obrigando a seleccionadora lusa a parar o cronómetro no mesmo minuto. As coisas melhoraram e Portugal aumentou a vantagem (7-14), mas a Inglaterra reduziu para 9-14 no final do 1º quarto. Entretanto azar para as inglesas com a lesão da base Leah McDerment (entorse tibiotársica) que não voltou a reentrar.No 2º período (5-8) jogou-se pior de parte a parte, com os turnovers a subirem e a eficácia a baixar de 25% para 17% nas inglesas enquanto as nossas representantes também desciam de 39% para 30%. Portugal continuava a ganhar as tabelas (20-23 ressaltos), com realce para a tabela ofensiva (8-11). Josephine Filipe e Simone Costa eram as marcadoras de serviço, com a primeira a jogar com muita inteligência na área pintada enquanto Simone dava nas vistas com as suas poderosas arrancadas. Ao intervalo Portugal continuava na frente (14-22).No 3º quarto (10-20) até ao minuto 25 (21-28) as inglesas continuavam a resistir, mas Portugal ao impor um parcial de 0-11 ganhou uma vantagem confortável (18 pontos) já no minuto 30 (21-39). Mas ainda houve tempo para Bravo-Harriott acertar o seu 2º triplo (24-39), com 10 segundos para jogar e Joana Soeiro a responder com a sua 1ª bomba em cima da buzina (24-42). A nossa equipa continuava a superiorizar-se na luta dos ressaltos (28-33), cometia menos erros (17-13 turnovers) e melhorava de novo a eficácia nos lançamentos de campo (21%-36%).O último período (7-23) foi o de melhor produção do seleccionado luso. Um parcial de 0-9, fechado com a 1ª bomba da base Susana Lopes (24-51) no minuto 33 deu o golpe de misericórdia na já ténue resistência adversária. Até final ainda houve mais 3 triplos (1 de Joana Soeiro e 2 de Susana Lopes), com a poste Maria Kostourkova a dar que fazer às suas opositoras na área pintada, que normalmente a travavam em falta (6 faltas provocadas). Resultado final: Inglaterra 31-65 PortugalDestaque no colectivo de Kostourkova para a prestação de Josephine Filipe, MVP do encontro (27,5 de valorização) ao contabilizar 16 pontos, 6/12 nos duplos, 6 ressaltos sendo 4 ofensivos, duas assistências, 5 roubos, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas com 4/4 nos lances livres. Foi muito bem secundada por Simone Costa (19,0 de valorização) ao somar 11 pontos, 5/7 nos duplos, 8 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências, 3 roubos, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas com 1/1 nos lances livres e ainda por Maria Kostourkova (14,5 de valorização) que anotou 12 pontos, 4/6 nos duplos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 2 desarmes de lançamento e 6 faltas provocadas com 4/6 nos lances livres. Bons contributos de Chelsea Guimarães (5 ressaltos e duas assistências), Susana Lopes (3/5 nos triplos), Joana Soeiro (2/7 nos triplos, 4 assistências e duas faltas provocadas) e Laura Ferreira (6 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência e duas faltas provocadas).Na selecção de Inglaterra a mais valiosa foi a extremo Freya Szmidt (15,0 de valorização) que saltou do banco para somar 7 pontos, 7 ressaltos sendo 4 ofensivos, uma assistência, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas, com 1/1 nos lances livres. Noutro nível esteve Megan Lewis (9 pontos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 roubos e 4 faltas provocadas com 3/4 nos lances livres), enquanto a melhor marcadora Bravo-Harriott (10 pontos, 2/8 nos triplos, 2 ressaltos defensivos e 5 faltas provocadas com 2/4 nos lances livres) viu a sua valorização ser fortemente penalizada pela ineficácia nos lançamentos de campo (3/16), o mesmo sucedendo a Shequila Joseph (metida no bolso por Josephine Filipe que a marcou de forma irrepreensível) ao fazer 0/8 em lançamentos de campo, não marcando qualquer ponto em 18 minutos e meio de utilização.A vitória da selecção portuguesa assentou essencialmente na supremacia nas tabelas (35-41 ressaltos), tanto na tabela defensiva (22-25) como na tabela ofensiva (13-16), na maior eficácia de lançamentos de campo (19%-41%), repartida pelos duplos (225-47%) e pelos triplos (13%-28%), no maior colectivismo (5-16 assistências), no menor número de erros cometidos (25-16 turnovers), por ter mais roubos de bola (7-10), por ter conseguido mais desarmes de lançamento (2-5), por ter mais faltas provocadas (16-18) e ainda por ter melhor aproveitamento da linha de lance livre (69%-77%), ao marcar 10 em 13 tentativas, enquanto o adversário mas mesmas 13 só converteu 9. Ou seja: superioridade em todos os indicadores. De referir o equilíbrio na distribuição dos pontos da equipa: 35 pontos para as jogadoras interiores e os restantes 30 para as exteriores. Ficha de jogo Sköla Ivana Domca, em Vinkovci Inglaterra (31) – Leah McDerment, Megan Lewis (9), Lauren Milighan, Shequila Joseph e Harriet Otewill-Soulsby (1); Anna Forsyth, Jay-Ann Bravo Harriott (10), Freya Szmidt (7), Paige Robinson, Evelyn Adebayo (2) e Francesca Quinn (2) Portugal (65) – Joana Soeiro (8), Laura Ferreira, Joana Cortinhas (2), Josephine Filipe (16) e Maria Kostourkova (12); Simone Costa (11), Chelsea Guimarães (5), Emília Ferreira (2), Susana Lopes (9), Sofia Pinheiro, Sara Dias e Inês Veiga Por períodos: 9-14, 5-8, 10-20, 7-23Árbitros: Jasmina Juras (SRB), Andrada Monika Csender (ROU) e Ilona Kucerova (CZE) Resultados e classificações:Grupo G – Inglaterra 31-65 Portugal e Bielorússia 60-81 República Eslovaca Classificação: 1º Portugal 1V; 2º República Eslovaca 1V; 3º Bielorússia 1D; 4º Inglaterra 1D Grupo E – Rússia76-68 Turquia, Croácia 34-59 Holanda e República Checa 45-71 EspanhaClassificação: 1º Espanha 3V; 2º Holanda 3V; 3º Rússia 2V1D; 4º Turquia 1V2D; 5º República Checa 3D; 6º Croácia 3D Grupo F – Itália 72-49 Suécia, Grécia 56-70 França e Eslovénia 46-69 SérviaClassificação: 1º França 3V; 2º Sérvia 3V; 3º Itália 2V1D; 4º Suécia 1V2D; 5º Grécia 3D; 6º Eslovénia 3DCalendário para amanhã (3ª feira):Grupo G – Portugal-Bielorússia (13H45) e República Eslovaca-Inglaterra (13H45) Grupo E – Turquia-Espanha, Croácia-República Checa e Holanda-RússiaGrupo F – Suécia -França, Eslovénia-Grécia e Sérvia-Itália


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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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