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Carlos Pires: «Nada acontece por acaso»

No próximo sábado recebe Os Belenenses, uma partida que o jogador acredita que servirá para a equipa reentrar no trilho dos triunfos. E com o apoio dos seus adeptos, claro está.

 

Neste momento o registo do FC Barreirense é de uma derrota e sete vitórias, um desempenho que lhe permite liderar o grupo Sul B nesta II Fase do campeonato nacional da 1ª divisão. “Nada acontece por acaso… Trabalhamos muito para estar onde estamos. Somos unidos e muito focados no nosso trabalho, treinamos como jogamos, muito intensos e ambiciosos e os resultados têm sido o reflexo desse trabalho.”

 

A equipa perdeu no passado fim de semana a invencibilidade nesta fase,  um resultado, que segundo Carlos Pires não teve qualquer tipo de impacto na forma de estar e trabalhar da equipa. “Pensamos jogo a jogo; como nas vitórias nem tudo o fazemos está bem, tal como nas derrotas, nem  tudo o que se faz está mal. Cada jogo é um jogo e é assim que pensamos. Claro que vemos e pensamos onde errámos, no sentido e com o objetivo, de melhorar, nada mais que isso.

 

Já pensamos no jogo seguinte e o próximo é o mais importante porque é o próximo, quanto ao passado não podemos fazer nada, é passado!”

 

O jogador da equipa do Barreiro acredita no trabalho realizado até agora, o qual considera ser suficiente para garantir o sucesso da equipa neste momento mais adiantado da temporada. “Não há grandes mudanças a fazer senão continuar a trabalhar como temos feito até aqui de forma séria e comprometida com os objetivos da equipa. Faltam apenas 2 jogos para acabar esta segunda fase do campeonato e vamos encarar os jogos que faltam para ganhar como em todos os disputados até aqui.”

 

O mesmo não quer dizer que possam existir pequenas correções ou melhorias de forma a estar mais preparado para o jogo seguinte. “Há pequenos detalhes que mudam de jogo para jogo mas desenvolvemos um trabalho muito sério de scouting para estarmos preparados para cada adversário e só assim podemos atingir os objectivos que ambicionamos.”

 

O FC Barreirense continua como líder, um lugar apetecível, e que para ser mantido exigirá do grupo de trabalho a mesma atitude revelada até agora. “É um grupo muito equilibrado onde todas as equipas podem ganhar jogos. Não há nenhuma equipa só com vitórias tal como não há nenhuma equipa só com derrotas de maneira que todos os jogos têm de ser encarados com o máximo de respeito e seriedade.”

 

Sendo um clube histórico, com uma enorme tradição no basquetebol nacional, é lógico que os seus responsáveis queiram que ele regresse ao convívio entre melhores do país. Mas até lá, não resta outra solução que não seja lutar pela subida à Proliga, já que esse é o desafio imediato que se coloca à formação do Barreiro. “Para já o objetivo é entrar para ganhar todos os jogos na competição em que estamos inseridos, no futuro quem sabe…Creio que toda a estrutura do clube trabalha no sentido de devolver o Futebol Clube Barreirense às competições de topo do panorama nacional como histórico que é; o clube os sócios e a cidade merecem!”

 

“Para terminar gostaria de fazer um apelo aos sócios e simpatizantes do Futebol Clube Barreirense, para marcarem presença no próximo jogo sábado às 21h no Ginásio Sede do Futebol Clube Barreirense onde se joga a liderança do Campeonato; o vosso apoio não é importante é fundamental!”


1º Clinic Internacional Basquetebol Unidos

 

É sem duvida uma boa iniciativa, e pela primeira vez teremos um treinador, que neste momento, está considerado o melhor treinador da cantera espanhola, e dos melhores a nível europeu da categoria de juniores.


«Um projecto muito interessante»

O base português esteve ligado aos mais recentes êxitos da seleção portuguesa, notabilizando-se numa posição de vital importância para o sucesso de qualquer equipa. Teve a possibilidade de seguir outros caminhos igualmente ligados ao basquetebol, mas é dentro do campo que o atleta ainda se sente melhor. Aceitou o desafio lançado pelo Caen Basket, em França, um projeto ambicioso e começa a dar frutos. A temporada já está a ser de sucesso, mas ainda existe a possibilidade de Filipe da Silva juntar ao seu palmarés mais um título nacional.

 

No  verão passado o antigo internacional português teve “convites de algumas equipas da ProB”, bem como a oportunidade de iniciar a sua carreira de treinador como adjunto de uma equipa da ProA.  Mas todos eles eram longe da cidade de Evreux , cidade onde a família está instalada, acabando essa por ser a principal razão pela qual recusou projetos mais mediáticos. “Por não querer novamente voltar a fazer as ‘malas’, tendo em conta que a minha mulher tem aqui o seu trabalho, o meu filho Tony estar integrado no centro de rendimento regional, acabei por aceitar um projeto muito interessante!”

 

O clube de Caen Basket fica muito perto de onde atualmente vive, e compete na National 2. Foi um clube muito importante nos anos 70 e 80, e a entrada de uma nova direção, bem como com o apoio do Nicolas Batum, jogador da NBA da equipa de Portland, o objetivo passa por voltar ao mais alto nível. “Assinei por 2 temporadas, tendo como objetivo subir este ano para terceira divisão francesa, depois de na época anterior terem perdido no último jogo do playoff, no último segundo, com um cesto do meio campo, o acesso à divisão superior. Facto que motivou o clube a assinar com vários jogadores de nível superior.”

 

Até ao momento a temporada tem corrido dentro das expectativas, até porque o principal objetivo da equipa já foi atingido no último fim de semana. “Acabámos a fase regular no 1º lugar e jogámos no último fim de semana o segundo jogo do playoff contra o 2º classificado do outro grupo.”

 

Dezassete anos mais tarde e num pavilhão completamente esgotado, cerca de 4000 pessoas vibraram com a vitória que permitiu ao clube regressar à National 1. Filipe da Silva foi preponderante nesse encontro, acabando mesmo por ser o MVP desse jogo. O atleta nacional contabilizou 15 pontos, 9 assistências, 5 ressaltos e 6 roubos de bola, uma prestação muito completa.

 

Mas a época ainda não terminou, já que existe ainda a possibilidade de a finalizar com um titulo de campeão nacional. “Agora vamos disputar a final-four, dias 30 e 31 de maio, para conquistar o título Nacional.”


V Festa Nacional do Minibásquete

Estiveram presentes os elementos do CNMB, o Presidente o Diretor Técnico da ABPorto, elementos do Juventude Pacense e da Câmara Municipal de Paços de Ferreira.

Foram definidos os últimos pormenores da V Festa Nacional de Minibásquete e com algumas novidades.

 

Agradecemos o apoio da Câmara Municipal de Paços de Ferreira por contribuir para a realização da 5º Edição.

Convidamos todos para a 5º Edição entre os dias 2 e 5 de Julho de 2015.


«Campeões ao 3º jogo»

Mas nem isso faz com que Moncho López baixe a aguarda, exigindo a mesma, e se possível ainda maior, concentração e ambição para o que falta disputar no playoff final frente ao Eléctrico FC. Os azuis e brancos estão a uma vitória do título e o treinador não quer que os seus atletas encarem o que ainda falta disputar como existindo três hipótese para alcançar o objetivo final.

 

No final do segundo jogo da série frente ao conjunto de Ponte de Sor, Moncho López era naturalmente um treinador satisfeito, mas já focado na missão de chegar ao título no encontro do próximo sábado em Ponte de Sor. “Queremos ser campeões já no terceiro jogo, apesar de sabermos que o adversário vai tentar empatar a eliminatória em casa.”

 

O técnico dos dragões mostrou-se satisfeito com a prestação da equipa durante os dois primeiros jogos, o que não invalida que procure sempre corrigir e afinar alguns aspetos do jogo da equipa. “, Sem erros defensivos e fomos muito solidários a atacar, controlámos os turnovers, e defendemos até ao limite a posse de bola frente a uma equipa que gosta muito de a ter em seu poder. Gostei, de facto, só foi pena não termos sido capazes durante todo o jogo, o que também mostra as nossas carências.”  

 

Neste momento os portistas encontram-se numa posição extremamente favorável, até para terminarem invictos esta competição. Nada que impeça Moncho Lopez de tentar combater algum tipo de relaxamento, pois isso será meio caminho para falhar. “Se na nossa cabeça começamos a pensar na vantagem de jogarmos o quinto jogo em casa, estamos destinados a não jogar bem”,

 

O treinador espera que sejam muitos os adeptos a deslocarem-se a Ponte de Sor, com expectativas justificadas de poderem celebrar um titulo, o que exigiria dos atletas “mais responsabilidade e concentração”.


Imortal/Zoomarine continua perfeito

A equipa do Estoril vinha de uma vitória moralizador frente ao União Sportiva (68-54), mas não foi capaz de se aproximar da liderança que parece cada vez mais estar entregue ao conjunto de Albufeira. No regresso aos Açores, o Sportiva voltou aos triunfos, já que superou a equipa da Academia do Lumiar B (66-63), pelo que se mantém no 2º lugar, embora a duas vitórias de distância da formação do Imortal.

 

No Grupo Norte A, a equipa do Dragon Force B mantém-se firme na liderança, com apenas uma derrota, depois de ter vencido este fim de semana, fora de portas, o CD Póvoa por 82-72. Poveiros que no dia anterior, tinham vencido igualmente num encontro disputado em casa, pela diferença mínima a equipa do Maia Basket (72-71). O mais direto perseguidor dos portistas, com mais uma derrota (2), continua a ser o Académico FC, que na sexta feira passada, sofreu para sair de Aveiro com um triunfo frente ao Galitos (74-72).

 

Mais a sul, no Grupo Norte B, Olivais/UrgiCentroSANF perdeu a sua invencibilidade na deslocação que efetuou até São João da Madeira para defrontar a AD Sanjoanense (81-60). Aliás, o fim de semana foi extremamente positivo para a equipa da Sanjoanense, pois no dia seguinte somou nova vitória folgada, desta feita perante o GDB LEÇA/CARGOLANDIA por 78-57. Já o conjunto de Coimbra refez-se da derrota averbada no dia anterior e bateu, na condição de visitante, o SC Braga por 61-53. Olivais e Sanjoanense têm apenas uma derrota, pelo que está empolgante a luta pelo 1º lugar da série.

 

O fim de semana determinou que mais uma equipa deixasse de contar por vitórias os jogos até agora disputados, já que no Grupo Sul B, o FC Barreirense não conseguiu ser superior ao Algés/UAL B, tendo perdido por 69-76. Foi o primeiro triunfo dos algesinos nesta fase, um triunfo que não foi aproveitado pelo Belenenses que foi igualmente derrotado, mas em casa, pelo AngraBasket (60-64). Curiosamente a meio da semana, o conjunto do Restelo tinha alcançado uma boa vitória em Algés (73-51), mas com este desaire caseiro continua com mais uma derrota (2) que a formação do Barreiro. Isto porque no segundo jogo do fim de semana, a equipa da margem sul, novamente na condição de visitante, regressou aso triunfos frente à jovem equipa do GDR André Resende (53-79).


Andorra perde penúltimo jogo

A equipa onde alinha Betinho Gomes perdeu, por 65-74, e ocupa a 14ª posição na classificação geral. O internacional português foi titular e nos 18 minutos que esteve em campo marcou 3 pontos.


Ovarense força negra

O SL Benfica criou condições para poder resolve a seu favor a série, mas a equipa vareira mostrou um enorme coração na forma como foi buscar o jogo e geriu as últimas posses de bola. Um final perfeito, para uma ronda que decidirá na próxima quarta-feira, às 21 horas, no Pavilhão Fidelidade, casa dos atuais campeões nacionais.

 

Embora se tenha visto pela primeira vez em desvantagem na eliminatória, a Ovarense Dolce Vita não se revelou afetada por tal facto, tendo começado até bastante bem o jogo 4 desta eliminatória frente ao SL Benfica. A 1ª parte foi pobre em pontos, sobretudo o quarto inicial em que os vareiros se superiorizaram por 11-7.

 

Até ao intervalo, a fluidez ofensiva das duas equipas melhorou bastante, sobretudo para a equipa vareira, que tal como tinha acontecido no jogo 3, mostrou-se mais coletiva no ataque, na busca do lançamento de equipa (10 assistências). Talvez por isto a percentagem de lançamentos de campo da formação da casa era superior (43% vs 31.5%), o mesmo será dizer que era mais eficiente a atirar ao cesto.

 

Os encarnados voltavam a não estar bem da linha de 3 pontos (2/10), embora se tenha que dar mérito à defesa vareira como contestou e condicionou o sucesso ofensiva da equipa benfiquista. A pouco mais de um minuto do fim da 1ª parte, a Ovarense liderava por nove pontos de vantagem (31-22), mas seriam os encarnados a terminar melhor o 1º tempo, reduzindo para seis a diferença que separava as duas equipas (33-27).

 

A etapa complementar começou de uma forma equilibrada, embora tenham sido os vareiros a tirar melhor partido das trocas defensivas utilizadas como estratégia. Um triplo de José Barbosa, após reconhecer mais uma situação de mismatch, seguido de um roubo de bola finalizado em situação de 1X0, obrigavam o técnico Carlos Lisboa a interromper a partida, com o resultado em 38-29 favorável à equipa da casa.

 

Apesar de continuar a falhar alguns lances fáceis debaixo do cesto, resposta imediata dos campeões nacionais que rapidamente empatou o encontro a 38 pontos, com um triplo de Jobey Thomas. Os últimos minutos do período foram bastante emocionantes, com os triplos a sucederem-se em ambas as tabelas, dois do lado da Ovarense, Neves e Jaime Silva valiam de novo o comando, mas Thomas, de regresso às grandes exibições, voltava a igualar o encontro (45-45).

 

Começou melhor o Benfica o 4º período, já que, com mais duas bombas de 3 pontos, e um cesto com falta sobre Andrade fez subir a diferença para os nove pontos (54-45). Uma penetração de André Pinto colocou finalmente um ponto final ao bom momento dos encarnados, bem como mostrou o caminho certo para os vareiros regressarem ao jogo. De facto a procura de soluções ofensivas mais perto do cesto, fosse por penetrações ou jogo interior, deu maior eficiência ao ataque da Ovarense, que em conjunto com uma defesa zona permitiram aos vareiros fazer um parcial de 16-5.

 

Uma falta em ato de lançamento sobre Fernando Neves colocou o extremo da Ovarense na linha de lance-livre, que ao converter os 3 colocou de novo na frente a Ovarense por dois pontos de vantagem (61-59). Gentry volta a empatar, e Barbosa da linha de lance-livre desfaz de novo o empate, isto quando faltavam 36 segundos para o fim (63-61).

 

Depois de um desconto de tempo pedido por Carlos Lisboa, Andrade falha um triplo e na sequência da jogada vai de novo para o lance-livre e volta a não tremer (65-61). Nova oportunidade para o técnico Carlos Lisboa desenhar um ataque, mas Tomás Barroso comete uma falta ofensiva e compromete em definitivo a possibilidade de dar a volta ao marcador. O resultado de 67-61 é um prémio para o enorme coração da Ovarense, que nunca desistiu, defendeu muito bem, soube ir à procura das soluções ofensivas que lhe eram mais favoráveis, pelo que esta eliminatória merece ser decidida num 5º jogo.

 

O base José Barbosa (13 pontos e 5 assistências) voltou a ser o grande líder da formação de Ovar, bem secundado por Miguel Miranda (12 pontos, 4 ressaltos e 3 assistências), e com André Pinto a revela-se decisivo pelos pontos que fez e os momentos em que os conseguiu.(11 pontos e 6 assistências).

 

O norte-americano, Jobey Thomas (25 pontos e 2 assistências) voltou a mostrar-se preponderante nas decisões ofensivas dos encarnados, mas nem com o inconformismo de Carlos Andrade (9 pontos, 6 ressaltos, 3 assistências e 2 roubos de bola) conseguiu evitar um 5º e decisivo jogo.


Vitória está na final

E foi em casa do adversário (63-56), que os vimaranenses carimbaram o passaporte para a discussão do título de campeão nacional (3-1). Num jogo de baixa pontuação, os comandados de Fernando Sá finalizaram melhor cada uma das partes, permitindo que o conjunto de Guimarães repetisse a presença no playoff final da Liga Portuguesa de Basquetebol.

 

 

Sem margem para erro, os barcelenses entraram melhor no jogo, ainda que não fossem capazes de fugir no marcador (17-15). No segundo quarto, o desempenho do Vitória melhorou nos dois lados do campo (20-12) e como resultado dessa sua melhoria exibicional, os vimaranenses deram a volta ao resultado até ao intervalo (35-29).

 

A produção ofensiva dos visitantes decaiu no recomeço da etapa complementar, situação bem aproveitada pelo Barcelos para encurtar distâncias durante o 3º período (44-47). As duas equipas equivaleram-se em muitos dos capítulos do jogo, exceção feita à eficácia da linha de três pontos, área em que o Vitória foi mais certeiro e somou mais pontos (7/18 – 39% vs 3/17 – 18%).

 

O jogo continuava em aberto, mas no quarto de todas as decisões, a formação de Guimarães voltou a mostrar-se mais forte (16-12), acabando por resolver a eliminatória a seu favor em casa do adversário.

 

O jogo exterior do Vitória voltou a fazer a diferença, com o trio composto por José Silva (14 pontos e 7 ressaltos), Pedro Pinto (14 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências) e Doug Wiggins (13 pontos, 5 assistências, 5 roubos de bola e 2 ressaltos) a desequilibrar o jogo a favor do conjunto de Guimarães.

 

Este desaire não retira brilhantismo à época positiva do Barcelos, presente em muitos pontos altos da temporada, mas que neste embate não foi capaz de levar a melhor. A dupla formada por Marko Loncovic (14 pontos e 7 ressaltos) e Igor Dukovic (18 pontos e 5 ressaltos) bem lutou pela negra.

 

Fotos: Eduardo Morgado/Jornal de Barcelos


A um passo do título

O ataque azul e branco voltou a revelar-se extremamente eficaz, se bem que a presença no ressalto ofensivo tenha sido outra das áreas do jogo onde os portistas fizeram a diferença e souberam tirar partido.

 

Nem mesmo o facto de estar em vantagem na série retirou intensidade e concentração à equipa dos dragões, que desde o quarto inicial trabalhou para somar mais uma vitória. Com apenas 10 minutos jogados, os azuis e brancos já dispunham uma confortável vantagem de dezasseis pontos (28-12). Os portistas não abrandaram, e ao intervalo o resultado já antevia o final que viria a confirmar-se (58-28).

 

A defesa de Ponte de Sor não conseguia condicionar o sucesso ofensivo do conjunto nortenho, algo que foi corrigido durante o intervalo. Isto porque no arranque do segundo tempo, foi a equipa do Eléctrico que esteve mais forte (33-20), um dos poucos períodos desta final em que os comandados de Andry Melnychuk se superiorizaram ao seu adversário.

 

A vantagem ainda era confortável (78-61), se bem que nos 10 minutos finais a equipa da casa fez questão de regressar ao registo da 1ª parte, fazendo-se sentir de imediato na marcha do marcador, a ultrapassar mesmo a centena de pontos (103-76).

 

João Torrié (8 pontos, 10 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola) acabou por ser o MVP do jogo, com 24.5 de valorização, mas a distinção de melhor marcador da equipa foi partilhada por André Bessa (18 pontos, 5 ressaltos e 2 roubos de bola) e Pedro Bastos (18 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências).

 

João Lanzinha (4 assistências e 3 roubos de bola) acabou por ser o melhor marcador do encontro com 22 pontos, seguido de perto por Tiago Pinto, autor de 19 pontos e 4 assistências. Mário Neves (4 pontos e 12 ressaltos) destacou-se noutra área do jogo, mas igualmente importante, já que os dragões conquistaram 21 ressaltos ofensivos.

 

A equipa azul e branca controlou melhor a posse de bola (12 vs 24 turnovers), conquistou 33 idas para a linha de lance-livre, que a juntar à luta das tabelas (39-32) ajudam a explicar mais um sucesso do Dragon Force.


CPN vence fase final invicto

A equipa do Porto, obviamente que é um justo vencedor, pois não só somou três vitórias durante esta fase final, como também as conseguiu revelando algum ascendente sobre os seus adversários. A equipa do CD Póvoa, que no primeiro jogo da manhã, venceu o GDEMAM/Novacigas (60-40) acabou por terminar no 2º lugar, já que beneficiou da derrota do Carnide, para assim acompanhar o CPN na subida à 1ª Divisão Feminina.

 

Para o Carnide, a equipa que organizou esta excelente fase final, vencer era obrigatório, pelo que não surpreendeu a determinação com que iniciou o encontro. A meio do 1º período vencia por 7-3, mas o CPN rapidamente se recompôs e igualou a partida nos instantes finais do quarto (11-11).

 

Com um parcial de 9-1 a abrir o 2º período, a formação nortenha fugiu no marcador e não mais consentiu que o seu opositor voltasse a reentrar na discussão do resultado. Também é justo dizer que as diferenças pontuais nunca permitiram que a equipa do Porto pudesse relaxar, já que só no derradeiro período a vantagem atingiu a casa das dezenas.

 

Já perto do final, o CPN conseguiu a sua vantagem máxima (57-42), percebendo-se que vitória já não lhe fugiria, uma vez que faltavam pouco mais de dois minutos para o final do encontro. O CPN voltou a dominar a luta das tabelas (61-44), tendo conquistado 24 ressaltos ofensivos. São muitas posses de bola e segundos lançamentos para um jogo decisivo no qual o Carnide não podia falhar.

 

A atleta Joana Cruz (10 pontos e 24 ressaltos 13+11) desempenhou um papel fulcral nessa área, num jogo em que a Catarina Mateus, apesar da sua juventude, se mostrou novamente líder da equipa ao contabilizar 21 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências.

 

O Carnide falhou muito nos tiros de longa distância (2/17 – 11.8%), se bem que de dois pontos (30%) e da linha de lance-livre (60%), também não esteve particularmente inspirado. Ana Rua, autora de 13 pontos e 4 ressaltos, foi a jogadora que mais se destacou na equipa lisboeta.

 

CD Póvoa termina em 2º lugar

 

No 1º jogo do último dia de competição, e tendo em conta os resultados das jornadas anteriores, o CD Póvoa confirmou o seu favoritismo e bateu a equipa do GDEMAM/Novacigas, por 60-40. Apesar de não ter conseguido vencer qualquer encontro, a formação do GDEMAM mostrou-se bem mais competitiva neste último encontro, se bem que as poveiras controlaram sempre a marcha do marcador.

 

O conjunto da Póvoa de Varzim construiu logo uma vantagem de dez pontos durante o 1º período (19-9), a que se seguiram dois quartos em que a equipa de Sintra ofereceu uma boa réplica, chegando mesmo a vencer o 2º período (17-14). No final do 3º período, o jogo estava em aberto, 43-35 favorável às poveiras, mas nos derradeiros 10 minutos do encontro, o CD Póvoa mostrou-se mais próximo do que tinha feito no quarto inicial, e com um parcial de 17-5 deu ao resultado final uma expressão bem mais desequilibrada.

 

Num jogo em que a bola nem sempre foi bem tratada, 46 turnovers, o CD Póvoa mostrou-se mais coletivo no ataque (14 assistências), o que certamente contribuiu para que tivesse registado melhores percentagens de lançamento.

 

A atleta Joana Carneiro (14 pontos e 11 ressaltos) voltou a estar a bom nível, bem como a sua colega Isabel Costa, também ela autora de um duplo-duplo (14 pontos e 10 ressaltos).

 

A dupla composta por Beatriz Alves (11 pontos e 5 ressaltos) e Rute Araújo (11 pontos e 3 ressaltos) bem se esforçou para que o GDEMAM fechasse a competição com um resultado positivo.


Vitória adianta-se

Ainda assim, foi a equipa da casa a vencer o 1º quarto (15-13), mas no 2º os vimaranenses mostraram-se mais fortes. Ao dobrarem a pontuação dos barcelenses (20-10), a equipa de Guimarães foi para o descanso a liderar um jogo em que as duas equipas sentiam enormes dificuldades em converter de longa distância. No final venceram os vimaraneses (72-54), que agora lideram a série, por 2-1.

 

Se é verdade que o Barcelos esteve um pouco melhor, converteu três triplos, diante de um Vitória que falhou os sete que tentou, o facto de ter lançado 17 vezes para lá dos 6.75 metros (17%) condicionou a eficácia ofensiva da equipa comandada por José Ricardo Neves. Os comandados de Fernando Sá apostavam mais em lançamentos de 2 pontos (13/26), habitualmente de maior eficiência, sendo recompensados com a reviravolta no resultado.

 

No recomeço da etapa complementar, a equipa visitante deu continuidade ao bom momento vivido no final do 1º tempo, com a diferença a subir para a casa das dezenas. O técnico Fernando Sá apostou numa equipa mais móvel e versátil, com quatro portugueses em campo, e quatro pontos consecutivos fixavam o resultado em 49-37 favorável ao Vitória no final do 3º período.

 

O técnico vimaranense mantinha a aposta num cinco muito móvel, onde o bloqueio central e as penetrações em drible eram as soluções ofensivas escolhidas e com resultados bastante positivos. Com menos de três minutos jogados e a vantagem já era de treze pontos (56-43). Depois de um desconto de tempo pedido pelo treinador José Ricardo, tudo ainda se tornou mais complicado, ou pelo menos mais estranho para equipa de Barcelos, já que o seu técnico acabaria por ser excluído do encontro.

 

Seguiram-se alguns minutos em que ambas as equipas acumularam erros, embora a equipa da casa tentasse sempre recuperar o prejuízo. Momentos houve em que conseguiu manter-se fiel à forma de jogar, transições rápidas e tentar tirar partido do seu jogo interior, mas do outro lado, Doug Wiggins fazia toda a diferença. Tudo passava pelas mãos do norte-americano, fosse para criar os seus próprios lançamentos ou assistir os seus companheiros.

 

A formação de Barcelos sentiu enormes dificuldades em conseguir defender o 1×1 dos jogadores exteriores do Vitória, o mesmo sucedendo com o encaixe defensivo perante quatro jogadores abertos em que todos tinham a capacidade de atirar, penetrar e mover-se sem bola reagindo às penetrações de Wiggins.

 

Foi uma segunda parte “anormal”, pelo que o 4º jogo entre estas duas equipas tem tudo para ser mais um enorme desafio à capacidade de superação e caráter dos jogadores envolvidos neste playoff.

 

A influencia de Doug Wiggins (21 pontos e 3 assistências) foi por demais evidente na forma como jogo virou a favor do Vitória, isto sem esquecer os contributos extremamente importantes de João Guerreiro (9 pontos e 15 ressaltos), nos dois lados do campo, Pedro Pinto (14 pontos, 3 ressaltos e 3 assistências) e Paulo Cunha (11 pontos e 10 ressaltos).

 

O Barcelos perdeu neste jogo a luta das tabelas (40/50), permitiu muitos ressaltos ofensivos (16), não esteve feliz a lançar de longa distância (5/24 – 21%), bem como de dois pontos (12/37 – 32%). No entanto, Nuno Oliveira, MVP do jogo com 23 de valorização, registou 17 pontos, 7 ressaltos, 3 assistências e 2 roubos de bola, esteve a um nível aceitável. O mesmo sucedeu com Marko Loncovic (13 pontos e 9 ressaltos) embora ambos não tenham estado particularmente eficazes a lançar ao cesto.


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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