Artigos da Federaçãooo
U. Sportiva vence duelo açoriano
O triunfo por 85-70 começou a ganhar forma no recomeço da etapa complementar, já que nos primeiros 20 minutos a equipa da casa manteve sempre o jogo fechado.
Os primeiros 10 minutos, e tendo em conta tratar-se de um jogo de playoff, desenrolou-se de uma forma bastante produtiva, já que no final do 1º período o Sportiva vencia pela diferença de dois pontos (25-23). Mesmo sem dominar em absoluto até ao descanso, a equipa de S. Miguel liderou sempre a marcha do marcador, tendo chegado ao intervalo no comando por quatro pontos (47-43).
O 2º tempo iniciou-se com uma parcial de 16-2 favorável ao União Sportiva, pelo que a meio do 3º período a formação de S. Miguel já seguia na frente por uma margem confortável (63-45). Este mau período do Boa Viagem precipitou o desaire do Boa Viagem, já que a partir desse momento a liderança das forasteiras não mais foi colocada em questão.
Este jogo inaugural do playoff coincidiu com o regresso de Jhasmin Player (22 pontos, 6 ressaltos e 4 assistências) à equipa do União Sportiva. Mais uma solução ofensiva que se veio juntar às opções Shaqwedia Wallace (19 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências), Tamara Milovac (17 pontos e 12 ressaltos), Rosinha Rosário (17 pontos, 14 ressaltos e 4 assistências) e Felicité Mendes (10 pontos, 8 ressaltos e 4 assistências).
A perda da luta das tabelas (29-46) e os 10 triplos sofridos (permitiu 43.5%), foram aspetos do jogo que contribuíram para o insucesso do Boa Viagem. Isto apesar das boas prestações de Mercedes Griffin (15 pontos e 2 assistências), e principalmente de Myneshia McKenzie (30 pontos, 19 ressaltos e 2 assistências), autora de um duplo-duplo de elevada qualidade.
Vagos ganha vantagem
O triunfo por 81-56, coloca agora pressão acrescida sobre o conjunto do Barreiro, que embora disponha de dois jogos em sua casa para resolver a seu favor o playoff, já que passou a não ter margem para erro caso queira passar às meias-finais da competição. Sem dúvida que é um embate que promete, e desperta a curiosidade de saber quem levará a melhor nesta eliminatória.
O resultado final não demonstra o equilíbrio registado durante grande parte do 1º tempo. No final do 1º período a equipa da casa por dois pontos de diferença (19-17), mas já próximo do intervalo era a formação da margem sul que liderava pela diferença mínima (30-29). A pouco mais de um minuto do intervalo a posição das duas equipas invertia-se (33-32) e o GDESSA não mais marcaria até ao descanso (39-32).
Uma seca de pontos que se manteve no arranque da etapa complementar, com a diferença favorável os Vagos a subir para a casa das dezenas (45-32). Foi o momento do jogo, já que depois deste parcial de 12-0 a equipa comandada por Nuno Manai não mais revelou capacidade para acompanhar a melhor pontaria revelada pelas vaguenses nos tiros de 2 pontos (54% vs 33.9%).
Mesmo tendo ganho a luta das tabelas (44-41), o Vagos permitiu que o GDESSA conquistasse 16 ressaltos ofensivos, um número que poderia ter tido outro tipo de implicações. As vaguenses souberam tirar partido das 21 idas para a linha de lance-livre, das quais converteram 18 (85.7%), num jogo em que o lançamento de longa distância não foi uma arma ofensiva para nenhuma das equipas.
A norte-americana Jessica Lawson (19 pontos e 18 ressaltos) correspondeu às expectativas do técnico João Janeiro, mostrando-se importante nos dois lados do campo. Assim como Brandie Hoskins, melhor marcadora do Vagos com 22 pontos. Daniela Domingues (17 pontos, 4 ressaltos e 4 assistências) deu um passo em frente na fase decisiva da temporada, e a jovem Joana Canastra (12 pontos, 4 assistências e 2 ressaltos) confirmou o bom momento que atravessa.
Nem o fantástico duplo-duplo registado por Ladondra Johnson (20 pontos e 22 ressaltos) impediu que o GDESSA ficasse em desvantagem na eliminatória. A sua compatriota, Megan Nipe (14 pontos e 5 ressaltos) esteve mais discreta, com a jovem Maianca Umabano (18 pontos e 2 ressaltos) a revelar-se como uma das principais referências ofensivas da formação do Barreiro.
CAB obrigado a sofrer
Só nos minutos finais do encontro as madeirenses confirmaram o seu favoritismo (63-52), em mais uma prova da sua maior capacidade para jogar momentos de maior pressão.
A equipa de Coimbra abordou esta eliminatória de forma descomplexada, sem a pressão de ter a obrigação de vencer a eliminatória, e talvez por isso se explique a superioridade exibida durante os primeiros 20 minutos. Não foi muito acentuada, mas a verdade é que as conimbricenses venceram os dois primeiros quartos (20-19 e 17-13), pelo que foram para o descanso com uma vantagem de cinco pontos (37-32).
E quando se pensaria que seriam as forasteiras a reagir, foi mesmo a formação da casa a dilatar a diferença nos instantes iniciais do 2º tempo (42-34). As madeirense reduziam para a diferença mínima (42-41), o mesmo resultado que se verificava a meio do 3º período. Mas seria depois dos 47-46, favoráveis às comandadas de Paulo Silva, que o jogo alterou o seu rumo. Um parcial de 12-0 permitia à equipa do CAB fugir no marcador (58-47), isto quando faltavam menos de seis minutos para o final do encontro.
Acabou por ser o momento do jogo, até porque, mérito seja dado à boa defesa das madeirenses, no último quarto o Olivais conseguiu apenas somar 5 pontos, um score muito curto para quem pretendia anular uma desvantagem pontual.
O CAB dominou por completo a luta das tabelas (49-28), conquistou mais ressaltos ofensivos (22) que o Olivais defensivos (19), pelo que não surpreende que tenha tido mais posses e bola segundos lançamentos. As madeirenses estiveram desinspiradas a atirar de 3 pontos (1/11 – 9.1%), mas conquistou muitos mais lances-livres (21 vs 13) e teve muitos mais lançamentos de 2 pontos (54-29).
A norte-americana Ashley Bruner (21 pontos e 23 ressaltos) voltou a servir de inspiração para a equipa madeirense, com mais três jogadoras do CAB a terminarem o encontro na casa as dezenas em pontos marcados.
A compatriota do Olivais, Elizabeth Beynnon (11 pontos e 9 ressaltos), ficou a um ressalto do duplo-duplo, com Ana Fonseca (13 pontos e 3 ressaltos a destacar-se entre as portuguesas.
Ovarense não desarma
Até porque, no confronto direto com os barcelenses a Ovarense Dolce Vita leva vantagem, já que venceu os dois jogos disputados durante a fase regular. Já o Galitos Barreiro Tley tentava em Ovar distanciar-se ainda mais dos lugares da descida, um objetivo não conseguido, uma vez que a equipa visitada venceu por 75-65.
O bom desempenho defensivo da Ovarense, apenas 9 pontos sofridos, durante o 1º período foi a base do sucesso para construir uma vantagem de sete pontos, já que venceu o quarto por 16-9. O 2º período foi bastante mais produtivo em pontos, as duas equipas, especialmente o Galitos, melhorou a sua eficácia ofensiva, pelo que sem surpresa o resultado ao intervalo apresentava números mais condizentes com um jogo normal de basquetebol (38-28).
A vantagem dos vareiros no inicio do segundo tempo estava na casa das dezenas, uma diferença que seria reduzida durante o 3º período (55-48), muito por culpa de este ter sido o quarto em que os jogadores do Barreiro conseguiram mais pontos (20). Mas a forma como os jogadores da casa partilharam a bola no ataque (28 assistências), pacientes na forma de encontrar sempre o melhor lançamento da equipa teve repercussões no bom aproveitamento no capitulo do lançamento.
Os 59% registados pela Ovarense nos tiros de curta e média distância, bem como os 42% da linha de três pontos, proporcionou que os vareiros retribuíssem o parcial sofrido durante o 3º período (20-17), acabando por conquistar a 11ª vitória nesta fase regular.
O grande destaque vai para o triplo-duplo registado por Miguel Miranda, autor de 11 pontos, 12 ressaltos e 10 assistências. Já o espanhol Sergi Brunet foi o melhor marcador do encontro com 18 pontos, a que somou 5 ressaltos.
Do lado contrário, Brian Clark registou 16 pontos e 3 ressalto, em mais uma exibição bastante completa de Miguel Minhava que contabilizou 15 pontos, 6 assistências, 4 ressaltos e 3 roubos de bola.
Lusitânia sonha com 3º lugar
Com este resultado positivo, os açorianos continuam a poder sonhar com o 3º lugar, bem como conseguir uma posição que lhe permita ter vantagem casa na 1ª ronda do playoff. Se os minhotos já garantiram o 2º lugar, para as contas da formação da ilha Terceira há que ter em consideração que, em caso de igualdade pontual, perdem no confronto direto para Barcelos e Ovarense.
Na primeira parte o domínio do jogo foi repartido pelas duas equipas. Melhor os açorianos no 1º período (21-15), e embora tenham perdido o 2º quarto por 16-20, os comandados de Nuno Barroso foram para o descanso ainda na frente do marcador (37-35).
O Vitória voltou a estar bem no ataque no inicio da etapa complementar, facto que lhe permitiu dar a volta ao marcador durante os primeiros 10 minutos do 2º tempo (56-52). Os triplos de José Silva (4/5), estava com a mão quente, foram importantes para a cambalhota no resultado, com Marcel Momplaisir (13 pontos) a mostra-se igualmente muito eficaz no seu regresso à ilha Terceira para defrontar a sua ex-equipa.
Mas no derradeiro quarto, Cavel Witter, ele que também tinha 4 triplos convertidos em 5 tentativas durante os primeiros 3 períodos viria a ser o homem do jogo com os seus lançamentos de longa distância. Com dois minutos para jogar o Vitória liderava por quatro pontos de diferença (65-61), a mesma que se verificava a 1.17 do fim do encontro (67-63).
Mas com dois triplos consecutivos, o segundo dos quais a 59 segundos do final, Cavel Witter colocava o Lusitânia na frente do marcador (69-67). Balseiro teve a oportunidade de empatar o encontro da linha de lance-livre (68-69), José Silva, a 11 segundos do termo ainda tentou um triplo, mas acabaria por ser Witter a fixar o resultado final em 70-68 ao converter um lance-livre.
Sampaense surpreende CAB
Apesar do cenário negro que a formação de S. Paio de Gramaços enfrenta até ao final da fase regular, a equipa respondeu com determinação ao primeiro obstáculo, sendo que pela frente estava um adversário envolvido por objetivos mais ambiciosos, que passam por alcançar uma vaga entre os quatro primeiros lugares no final da fase regular.
A eficácia ofensiva do Sampaense durante os primeiros 10 minutos resultou em 35 pontos, pelo que no final do 1º período a equipa da casa já dispunha de uma vantagem de 10 pontos (35-25). A produção atacante dos visitados decaiu drasticamente até ao intervalo (10 pontos), e seria através de uma melhoria defensiva que o CAB encostou o resultado até ao intervalo (42-45), embora recolhesse aos balneários ainda a perder.
No segundo tempo, e mesmo tendo perdido claramente a luta das tabelas (28/42), permitiu 19 ressaltos ofensivos, as boas percentagens de lançamento por parte do Sampaense – 53% de 2 pontos, 54% de 3 pontos e 86% do lance-livre – ajudaram a superar esse handicap. A equipa da casa acabaria por vencer os dois períodos da 2ª parte (29-23 e 22-20), sendo que em ambos mostrou uma boa prestação atacante.
O base Diogo Ventura (22 pontos, 5 assistências e 2 ressaltos) lidero com enorme eficiência a equipa de S. Paio de Gramaços, tendo sido bem secundado por Kendall Timmons (16 pontos, 7 ressaltos, 4 assistências e 3 roubos de bola), Max Jacobsen (14 pontos, 6 assistências e 4 ressaltos) e José Miranda (13 pontos e 5 ressaltos).
O poste Jorge Coelho liderou os madeirenses na marcação de pontos (25 pontos), seguido de perto por Jovonni Shuler, autor de mais um duplo-duplo (22 pontos e 14 ressaltos). Tal como Tommie Eddie (12 pontos, 10 ressaltos e 5 assistências), que registou uma exibição bastante completa.
Decisões a meio da tabela
As quatro primeiras posições estão definidas, o destino dos dois clubes que irão terminar na cauda da tabela já está traçado, e o Atlético MNExpresso também já não vai alterar a sua classificação. Entre o 5º e o 8º continua tudo em aberto, pelo que os jogos que faltam vão decidir o destino das equipas posicionadas nessas posições.
O triunfo do Eléctrico FC, na Figueira da Foz, frente ao Casino Ginásio (70-50) hipotecou em definitivo as possibilidades da equipa da casa poder continuar a sonhar com o 3º lugar. Isto porque, em caso de igualdade pontual com o Terceira Basket, o conjunto da ilha Terceira leva vantagem no confronto direto.
No final dos primeiros vinte minutos aos forasteiros já lideravam por nove pontos de diferença (30-21), mas seria durante o 3º período que os comandados de Andry Melnychuk embalaram em definitivo para a vitória. À entrada do derradeiro período, o Eléctrico FC dispunha de uma vantagem de 18 pontos, uma almofada pontual confortável de gerir.
Tiago Pinto (33 pontos, 3 ressaltos e 3 assistências) esteve em grande na equipa de Ponte de Sor. Já Marco Gonçalves, poste do Casino Ginásio, ficou muito próximo de um duplo-duplo (13 pontos e 9 ressaltos).
A derrota do Aliança Sangalhos, no Porto, frente ao Vasco da Gama (55-66), não permitiu que a equipa da Bairrada conseguisse distanciar-se do Esgueira/OLI, já que os dois conjuntos continuam empatados. Só a vitória interessa aos esgueirenses, deslocam-se a Ponte de Sor, se bem que dependam sempre de um desaire caseiro do Sangalhos na última jornada frente à Academia do Lumiar para subirem ao 7º lugar.
O Dragon Force prolongou o sue ciclo de vitórias no Lumiar, vitória sobre a Academia por 77-63, um resultado que não permite a formação de lisboeta descansar quanto ao garantir o 5º lugar. Uma vez que o triunfo do Benfica B frente ao Atlético MNExpresso (70-68), coloca as duas equipas em igualdade no número de vitórias conseguidas (9), mas os encarnados têm ainda dois jogos para disputar até final da fase regular (Vasco da Gama e Dragon Force fora).
O êxito obtido na ilha Terceira pela formação do Terceira Basket perante o Guifões SC (87-65), garantiu desde logo aos açorianos o 3º lugar. Um lugar que permite, em caso de sucesso, ter vantagem casa nas duas primeiras rondas do playoff, e hipoteticamente evitar o Dragon Force até à final.
Arnette Hallman inspirado
Betinho Gomes teve uma prestação muito positiva frente à forte equipa do Valencia, mas isso não foi suficiente para o Andorra prolongar o seu ciclo de vitórias. Em Itália, o Napoli de Mery Andrade entrou no playoff a vencer.
Depois de duas vitórias consecutivas, o Andorra de Betinho Gomes voltou a perder. Este fim-de-semana, na 27ª jornada da Liga ACB, a equipa cedeu na visita ao Valencia, por 91-95, uma partida onde o português esteve particularmente inspirado, somando 17 pontos e 2 ressaltos, em 28 minutos de utilização. Foi titular.
Em França os adeptos do Blois puderam assistir a uma grande exibição de Arnette Hallman, ao serviço do Avignon-Sorgues na 30ª ronda da divisão NM1 (a terceira). A equipa venceu, por 93-86, após prolongamento, com o português a assumir as rédeas da partida. Em 35 minutos registou 14 pontos, 15 ressaltos, 2 assistências, 3 roubos de bola e 1 desarme de lançamento, acabando por ser um dos melhores elementos em campo. O Avignon-Sorgues subiu à 11ªposição.
Na mesma competição, o Quimper de Miguel Cardoso (que voltou a ser titular) não teve tanta sorte. Perdeu na deslocação ao recinto do Chartres, por 76-84, mas não por falta de empenho do português, que foi o melhor jogador da equipa. Somou 14 pontos, 4 ressaltos, 5 assistências e 1 roubo de bola, em 26 minutos.
Nas senhoras, em Espanha já se iniciou o playoff da Liga Feminina, mas o Zamarat de Sofia Carolina não se apurou.
Na divisão abaixo, a Liga Feminina 2, as portuguesas não tiveram todas a mesma sorte. O Badajoz de Larisse Lima recebeu o Cortegada de perdeu, por 55-61, na 21ª ronda da prova. A portuguesa alinhou de início e em 34 minutos marcou 8 pontos, capturando ainda 2 ressaltos.
Já o Celta Selmak de Inês Faustino derrotou o Oviedo, fora de portas, por 63-55, com a portuguesa a ajudar com 7 pontos e 3 assistências, em 23 minutos.
Na Liga Feminina 2B, o CREF Hola segue no comando da classificação e continua de vento em popa, sempre com a ajuda das duas portuguesas. Nesta 21ª jornada levou a melhor sobre o Estudiantes, por 74-60, com Maria Correia a ajudar com 15 pontos, 2 ressaltos, 3 assistências e 4 roubos de bola, em 27 minutos de utilização. Já Carla Nascimento começou no banco, mas mesmo assim jogou 25 minutos. Contribuiu com 6 pontos, 2 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola.
Em Itália, o Napoli de Mery Andrade entrou com o pé direito no playoff. No primeiro jogo dos quartos-de-final derrotou o San Martino, por 72-53, com a portuguesa a somar 5 pontos, 4 ressaltos, 1 assistência e 4 roubos de bola.
Oliveirense com o playoff cada vez mais próximo
Indiferente a toda a polémica que envolveu o clube, bem como o grupo de trabalho, a formação de Oliveira de Azeméis bateu, perante o seu público, o Algés/UAL por (77-68). Este resultado permitiu a subida ao 7º lugar, por troca com os algesinos, uma das grandes surpresas da 2ª volta, embora estejam em igualdade pontual e continuem a ocupar os dois últimos lugares de acesso ao playoff.
Foi decidida e categórica a resposta dada pela Oliveirense a tanta polémica surgida durante esta semana, de tal forma que no 1º período a equipa da casa dobrou a pontuação do seu adversário (18-9). O segundo quarto não poderia ter sido mais equilibrado, empate a 17 pontos, sendo notórias as melhorias ofensivas por parte da formação de Algés.
Os comandados de Hugo Matos iniciavam a etapa complementar a disporem de nove pontos para gerir (35-26), uma vantagem que seria encurtada para seis no final do 3º período (55-49). O aproximar no marcador por parte dos forasteiros não retirou serenidade à equipa de Oliveira de Azeméis, até porque controlou sempre a marcha do marcador até final do encontro. O bom desempenho defensivo da Oliveirense, condicionou o Algés a 36% de lançamentos de campo, foi determinante para que alcançasse mais uma importante vitória para as contas do apuramento para o playoff.
Este jogo marcou a estreia esta temporada de Francisco Jordão (2 pontos, 2 ressaltos e 1 assistências), logo frente à sua ex-equipa, se bem que tenham sido Kenyon Jr (19 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências), Dusan Sisic (19 pontos e 7 ressaltos) e Augusto Sobrinho (16 pontos) e Hélder Carvalho (13 pontos) os principais responsáveis por mais um resultado positivo da equipa.
Os algesinos forçaram o adversário a cometer 17 turnovers, mas a noite não foi de grande inspiração para os atiradores, especialmente nas áreas mais próximas do cesto (13/38 – 34%). O base António Pires (16 pontos, 6 assistências e 2 ressaltos) foi mais concretizador no conjunto visitante, seguido depois por Darren Townes, autor de 14 pontos e 8 ressaltos.
Benfica firme no 1º lugar
O bom início da 2ª parte por parte dos encarnados permitiu-lhes construir uma confortável vantagem pontual, que depois souberam gerir no derradeiro período do encontro.
O embate entre Benfica e Barcelos voltou a ser muito disputado, à imagem do que tinha sucedido no passado recente, mais concretamente na final da Taça de Portugal. Depois de um inicio prometedor da equipa encarnada (26-20), a melhoria defensiva por parte dos minhotos durante o 2º período permitiu-lhes dar a volta ao marcador até ao intervalo (41-40).
Os comandados de José Ricardo estavam por cima no jogo, algo que que não se prolongou depois do descanso. Aliás, o recomeço da etapa complementar comprometeu as aspirações dos barcelenses baterem os atuais campeões nacionais, já que sofreram um parcial de 25-12 durante os primeiros 10 minutos da 2ª parte (65-53). Uma almofada pontual que a experiente formação do Benfica soube gerir no derradeiro período, isto apesar da esperada e natural reação da equipa da casa.
A boa percentagem de lançamento do Benfica nos tiros de curta e média distância (20/33 – 61%) foi determinante para mais um sucesso dos encarnados. Num jogo em que Jobey Thomas foi o melhor marcador (17 pontos) da equipa lisboeta, seguido de perto por Ronald Slay (15 pontos e 4 ressaltos) e Tomás Barroso (14 pontos, 5 assistências e 4 ressaltos).
O bom desempenho do Barcelos na luta das tabelas (42/36), especialmente no ressalto ofensivo (18), não foi suficiente para garantir a vitória. Isto porque não esteve tão eficaz a atirar ao cesto de 2 pontos (44%), bem como da linha de lance-livre, tendo desaproveitado 11 pontos (28/17). Destaque para o duplo-duplo (23 pontos e 14 ressaltos) registado por Marko Loncovic, e para as prestações positivas de Nuno Oliveira (18 pontos, 8 ressaltos e 7 assistências), Filip Djuran (14 pontos e 3 ressaltos) e Igor Dukovic (19 pontos e 6 ressaltos).
Eficácia histórica fez a diferença
Para a história fica o inacreditável aproveitamento da formação de Cascais nos lançamentos de 2 pontos: apenas falhou um dos 36 que tentou, motivo pelo qual não será de estranhar a sua elevada pontuação final (103-59). A equipa encarnada teve um desempenho positivo, registou boas percentagens de lançamento, mas perante tamanha eficácia era impossível contrariar o maior favoritismo do adversário.
O primeiro período foi bastante equilibrado (19-24), com as duas equipas, desde logo, a mostrarem-se muito assertivas nas suas ações ofensivas. O equilíbrio manteve-se nos instantes iniciais do segundo quarto (21-26), mas um parcial de 10-0, favorável às visitantes, fez com que a formação dos Lombos disparasse no marcador. A diferença pontual continua a ganhar maior expressão até ao intervalo, tendo as duas equipas recolhido aos balneários separadas já por vinte pontos (31-51).
As comandadas de José Leite estavam com a mão quente, já que tudo que lançavam caía dentro do cesto. O Benfica, embora tivesse realizado um muito bom jogo no capitulo do lançamento (66.7%), mostrou-se impotente para travar a fenomenal inspiração ofensiva revelada pelo adversário. A linha de três pontos era igualmente uma boa arma ofensiva dos Lombos (11/7 – 63.6%), pelo que nenhuma estratégia defensiva conseguiria ter condicionado o sucesso atacante dos Lombos.
As visitantes abriram a segunda parte com um parcial de 28-9, colocando um ponto final sobre a incerteza de quem iria ganhar vantagem nesta série disputada à melhor de três. Relembrar que os próximos dois jogos, caso seja necessário, serão disputados em casa da Quinta dos Lombos, 2ª classificada da fase regular da LFB.
Shanel Harrinson foi a melhor marcadora do jogo com 26 pontos, seguida de muito perto pela sua compatriota Diesha Lloyd (23), com a particularidade de ambas terem convertido os 9 lançamentos que efetuaram de dois pontos. Filipa Bernardeco (10 pontos), Sara Djassi (12 pontos) – a única atleta da equipa a falhar um tiro de 2 pontos (5/4) – e Márcia Costa (10 pontos) terminaram igualmente na casa das dezenas.
Na equipa benfiquista, Jovana Nogic (15 pontos) foi a melhor concretizadora, somando mais um que Maria Andrade e quatro em relação a Joana Ramos.
Quem será a campeã?
Exceção feita ao jogo entre Quinta dos Lombos e o SL Benfica que abrem esta fase final da competição esta sexta feira, às 15 horas, no Pavilhão Fidelidade, naquele que será o primeiro jogo de uma série decidida à melhor de três. Nos anexos desta noticia poderá consultar as datas e horários das respetivas eliminatórias.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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