Artigos da Federaçãooo
Shuller eleito MVP
Nesta ronda o poste dos insulares assinou um duplo-duplo e mostrou, uma vez mais, que está a atravessar um grande momento de forma.
MVP Global: Jovonni Shuller, CAB Madeira – 35.5 de valorização
Apenas tem vindo a confirmar a qualidade demonstrada na última temporada na Liga portuguesa. Uma aposta calculada por parte da equipa do CAB Madeira, já que Shuller, para além de ter talento, consegue também ser um jogador muito regular nas suas prestações. Numa semana em que os madeirenses fizeram alguns ajustes no plantel, Jovonni, ao registar 27 pontos, 5 ressaltos, 4 assistências, 4 roubos de bola e 4 desarmes de lançamento, ajudou a equipa a conquistar uma importante vitória na deslocação que efetuou a Ílhavo.
MVP Nacional: Jorge Coelho, CAB Madeira – 29 de valorização
O experiente jogador português dá sinais de ter começado a temporada livre de qualquer problema físico, e isso naturalmente reflete-se no seu rendimento desportivo. O poste madeirense está a atravessar um excelente momento, e no triunfo conseguido em Ílhavo voltou a protagonizar uma exibição de grande qualidade. Somou mais um duplo-duplo (19 pontos e 10 ressaltos), a que somou 3 assistências, 3 desarmes de lançamento e 1 roubo de bola, números muito interessantes e que revelam a participação do atleta em vários capítulos e momentos do jogo.
Posição 1: Kenyon Jr, União Desportiva Oliveirense – 30 de valorização
Numa altura em que a equipa precisava alguém que a liderasse de novo às vitórias, Kenyon soube assumir a responsabilidade do momento. Foi determinante no triunfo frente ao Sampaense, decidido apenas no prolongamento. Esteve 42.17 minutos dentro de campo, durante os quais registou 34 pontos, 5 assistências, 2 ressaltos e 1 roubo de bola, uma estatística individual que confirma a sua apetência para ser um base marcador de pontos.
Posição 2: Jovonni Shuller, CAB Madeira – 35.5 de valorização
É o MVP Global da ronda do passado fim de semana
Posição 3: Willis Hall, Sport Clube Lusitânia – 30 de valorização
A equipa açoriana está agora a atravessar um bom momento, isto depois de um arranque menos conseguido. Leva já três vitórias consecutivas, um ciclo vitorioso que em parte se deve às boas prestações deste norte-americano. No jogo do Barreiro voltou a estar muito bem, e acabou por ser uma das principais armas ofensivas do Lusitânia. Terminou o encontro com 23 pontos, 5 ressaltos, 2 roubos de bola e 1 assistência, números que mostram a sua versatilidade e capacidade para ajudar a equipa em várias áreas do jogo e posições no campo.
Posição 4: Stephen Nwaukoni, Illiabum Clube – 30 de valorização
O Illiabum esteve a segundos de conseguir vencer na jornada deste fim de semana, com este poste a mostrar-se muito importante nos dois lados do campo. Já mostrou que tem capacidade para fazer pontos no ataque, mas talvez se destaque ainda mais pela presença que tem na luta das tabelas. Frente à equipa do CAB Madeira somou 16 pontos, capturou 16 ressaltos, 8 em cada uma das tabelas, distribuiu 2 assistências e ainda roubou duas bolas, números muito interessantes para um jogador que atua nas posições interiores.
Posição 5: Kyle Robbins, Galitos Barreiro Tley – 30 de valorização
Depois de um inicio de fase regular muito prometedor, a equipa do Barreiro está a sentir dificuldades para somar mais vitórias nesta 1ª fase da competição. A subida de rendimento deste jogador norte-americano poderá ser uma preciosa ajuda na tentativa de alcançar esse objetivo, uma vez que passa a ser mais uma referencia interior no jogo ofensivo do Galitos. No desaire frente ao Lusitânia, somou 18 pontos, com enorme eficácia (8/10 de 2 pontos), conquistou 8 ressaltos, e mesmo para um jogador com a sua altura e mobilidade roubou 5 bolas, a que juntou 2 desarmes de lançamento.
Ação de formação para novos árbitros e oficiais de mesa
Esta ação, que decorre na Escola das Pites e na Escola André de Resende, em Évora, é constituída por 3 fases:
1ª fase (inicial) – decorre em dois dias, com a duração de 12 horas e com componentes de teórica e prática, realizada em sala e pavilhão;
2ª fase (exercício) – decorre ao longo da época, com atuação em jogos das provas associativas até ao escalão de sub-18 masculinos e femininos;
3.ª fase (final) – decorre entre 60 a 90 dias após a fase inicial, com duração 10 horas e com componentes de teórica e prática, realizada em sala e pavilhão.
Os interessados em participar nesta ação de formação deverão contactar a ABA através do 964 547 923 , ou para o e-mail arbitragem@abalentejo.com .
Benfica supera Vitória
Os vimaranenses prometeram ser competitivos, um objetivo alcançado nos primeiros 10 minutos, já que depois a superioridade encarnada não mais foi colocada em causa.
Certamente que não foi por falta de ambição ou falta de empenho que os vimaranenses não conseguiram discutir o resultado até final do encontro. Mas depois de um 1º período em que venceram por dois pontos apenas (20-18), os benfiquistas fugiram no marcador até ao intervalo (46-33), e no final do 3º quarto já dispunha de uma vantagem de vinte pontos (67-47).
O resultado final (80-58) demonstra que os comandados de Carlos Lisboa estiveram bem nos aspetos defensivos, embora eficácia ofensiva, boas percentagens de lançamento de 2 e 3 pontos (50%), tenham contribuído para o triunfo final.
Um dos heróis da vitória na Finlândia, Jobey Thomas (21 pontos, 7 assistências e 4 ressaltos) voltou a demonstrar as suas qualidades de atirador, tendo sido bem secundado por Seth Doliboa (15 pontos, 6 ressaltos e 3 roubos de bola), Fred Gentry (14 pontos e 5 ressaltos) e Carlos Andrade (13 pontos e 5 ressaltos).
Marcel Momplaisir (16 pontos, 5 ressaltos e 2 assistências e 2 desarmes de lançamento) manteve a sua habitual regularidade, com José Silva a igualar o seu companheiro, 16 pontos, como melhor marcador da equipa, a que somou 6 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola.
Lombos na sombra do CAB
Com este resultado, a formação de Carcavelos, com um jogo a menos disputado, não se atrasou na perseguição ao líder do campeonato, o CAB Madeira, sendo que as duas equipas continuam invictas na prova.
No lançamento deste encontro o treinador das olivanenses atribuía maior favoritismo à equipa dos Lombos, ainda que definisse uma estratégia para tentar superar o adversário. O plano resultou em pleno durante a primeira parte, já que ao intervalo o conjunto de Coimbra liderava o jogo (46-41), denotando argumentos ofensivos para somar pontos no ataque.
O rendimento ofensivo da equipa da casa decaiu na etapa complementar, mérito para a defesa dos Lombos, e disso se ressentiu a equipa que não foi capaz de acompanhar o adversário na marcha do marcador. No final do 3º período a equipa de Carcavelos já tinha consumado a reviravolta no marcador (62-57), um resultado que mesmo assim deixava tudo em aberto para os últimos 10 minutos.
Bastou um minuto para que a equipa da casa diminuísse para um a diferença (61-62), mas respondeu de imediato a Quinta dos Lombos com um parcial de 8-0, colocando-a a meio do período na frente por uma vantagem mais confortável. A vantagem não parou de aumentar, e chegou a ser de catorze pontos (77-63) quando já só faltavam 2.23 minutos para o final do encontro.
Márcia Costa (18 pontos e 3 ressaltos) repetiu a boa exibição conseguida em França a meio da semana, tal como Sara Djassi, autora de 13 pontos e 8 ressaltos. Mas outras jogadoras se destacaram na Quinta dos Lombos, tal como Kristina Baltic que registou 17 pontos, 6 ressaltos e 2 assistências.
Na equipa do Olivais, a internacional Joana Bernardeco (20 pontos, 3 assistências e 2 ressaltos) esteve em grande destaque, assim como Josephine Filipe (11 pontos e 5 ressaltos) e Inês Veiga (14 pontos e 7 ressaltos).
Eléctrico triunfa na Bairrada
Que o diga a formação do Eléctrico FC, já que o conjunto de Ponte de Sor só nos segundos finais do encontro conseguiu garantir a vitória na deslocação que efetuou este domingo à Bairrada (66-64). Quem também venceu nesta ronda de domingo foi a Academia do Lumiar, que ao bater, em casa, o Casino Ginásio (80-75) somou o seu segundo triunfo na competição.
O Aliança Sangalhos procurava neste encontro poder somar a sua primeira vitória da fase regular do campeonato da Proliga, um objetivo que se mostrou concretizável até aos instantes finais. A equipa da casa revelou-se ligeiramente superior nos primeiros 10 minutos (19-15), se bem que até ao intervalo, e depois de um quarto em que esteve muito bem defensivamente, a diferença entre as duas equipas se acentuaria (36-22).
O intervalo surgiu na melhor altura para a formação visitante, que surgiu na etapa complementar transfigurada para melhor. Consciente que teria de mudar o rumo dos acontecimentos, o Eléctrico mostrou-se bem mais eficaz durante o 3º período (22 pontos), a que juntou melhorias defensivas. À entrada do derradeiro quarto os forasteiros tinham encurtado a desvantagem para quatro pontos (44-49), ainda que o fosse Sangalhos quem permanecia no comando.
A meio do 4º período a equipa da casa dispunha ainda de uma curta, mas ainda confortável vantagem pontual (60-53), a que respondeu o Eléctrico com um parcial de 8-0, a menos de 2 minutos do final do encontro (61-60). A partir daí sucederam-se várias alternâncias no comando do marcador, e seria a presença de Aylton de Medeiros (15 pontos, 8 ressaltos e 3 assistências) no ressalto ofensivo (2), a permitir que os forasteiros chegassem à vitória. O lançamento vitorioso pertenceria a Artem Melnychuk (8 pontos), que assim proporcionou a vitória à equipa orientada pelo seu pai.
O base Tiago Pinto (26 pontos, 8 assistências e 5 roubos de bola) liderou a equipa do Eléctrico à vitória, e acabou por ser o MVP do jogo com 31 de valorização.
O Sangalhos perdeu a luta das tabelas (35-27), e mais do que isso permitiu que o adversário capturasse 17 ressaltos na sua tabela. Foram vários os atletas da equipa da casa com prestações positivas, em particular Luís Fonte (11 pontos, 9 ressaltos, 5 assistências e 2 roubos de bola), Emanuel Silva (14 pontos, 7 ressaltos e 4 assistências) e Nuno Bizarro (14 pontos, 5 assistências, 4 roubos de bola e 3 ressaltos).
Benfica volta a vencer
As benfiquistas aproveitaram bem o fator casa para levarem de vencida a equipa do Lousada AC, por 86-74.
O encontro foi equilibrado durante três períodos, mas a prestação do Benfica no recomeço da 2ª parte acabou por fazer a diferença no jogo. Ao intervalo, a formação da casa liderava por dois pontos de diferença (43-41), mas um parcial de 29-15, favorável às benfiquistas, durante o 3º período, permitiu que fugissem no marcador (72-56).
As comandadas de André Cardoso mostraram-se mais eficazes a lançar ao cesto, linha de lance-livre incluída, já que na luta das tabelas as duas equipas equivaleram-se. As forasteiras cometeram mais quatro turnovers (19/14), bem como se mostraram menos coletivas no ataque (7 assistências vs 14 assistências).
A aposta na norte-americana Tara Booker (22 pontos, 12 ressaltos e 3 assistências), parece ter sido acertada, já que a atleta voltou a somar mais exibição muito positiva. Sofia Ramalho (16 pontos, 6 assistências, 5 roubos de bola e 2 ressaltos) realizou uma prestação muito completa, e Jovana Nogic (11 pontos) e Paula Couto (10 pontos) foram as outras atletas a terminarem o jogo na casa das dezenas.
A norte-americana da equipa de Lousada, Tanisha Mc Tiller (27 pontos, 14 ressaltos e 2 roubos de bola), rubricou uma exibição muito positiva, tal como Joana Ferreira (21 pontos, 8 ressaltos e 4 assistências) e Joana Cruz (11 pontos e 10 ressaltos), pena foram os turnovers.
Ovarense volta a ganhar
O Galitos Barreiro Tley continua a lutar por regressar aos triunfos, e nem mesmo o facto de ter jogado em casa ajudou a superar o Lusitânia (92-70). Os açorianos parecem estar no bom caminho, já que os últimos três resultados foram-lhes favoráveis.
Depois de ter perdido a liderança na última jornada, o Maia Basket surgiu em Ovar disposto a voltar aos resultados positivos. O parcial do 1º período prova isso mesmo, com os maiatos a ganharem vantagem (24-17). Mas o desempenho defensivo da equipa de Ovar, apenas dois pontos sofridos até ao intervalo (47-26), juntamente com os 30 pontos obtidos, mudaram por completo e em definitivo o rumo do jogo.
Os vareiros estavam determinados em colocar um ponto final à série de maus resultados, e no segundo tempo a formação de Ovar controlou sempre a marcha do marcador. A prestação defensiva da equipa de Ovar manteve-se sólida, facto que lhe permitiu dominar os dois períodos do segundo tempo, com os maiatos a não revelarem-se capazes de se recomporem do mau final do 1º tempo. (16-12 e 18-12).
Foram onze os atletas da Ovarense a somar pontos neste encontro, sendo que 5 deles terminaram na casa das dezenas. O mais concretizador acabou por ser Nuno Morais (15 pontos) fruto da sua enorme eficácia da linha de três pontos (5/8 – 63%). Massine Fall (10 pontos e 9 ressaltos) deu mostras de estar mais preparado para ajudar a equipa, assim como Júlio Silva (11 pontos, 7 ressaltos, 6 assistências e 3 roubos de bola). José Barbosa ficou a uma assistência de somar um duplo-duplo (10 pontos e 9 assistências).
Nuno Marçal (14 pontos) voltou a ser o melhor marcador dos maiatos, seguido de perto por Paulo Diamantino, autor de 13 pontos.
Lusitânia mais forte a partir do 1º período
O triunfo dos açorianos começou a ganhar forma no decorrer do segundo quarto. Depois de ter perdido o 1º período pela diferença mínima (19-20), o Lusitânia deu a volta ao marcador até ao intervalo. Tendo recolhido aos balneários a vencer por dez pontos de diferença (37-27). E se dúvidas houvessem quanto ao possível vencedor deste encontro, o inicio da etapa complementar ajudou a dissipar essa incerteza. Os insulares deram continuidade ao bom momento vivido no final do 1º tempo, e aumentaram a vantagem para vinte pontos no final do 3º período (75-55).
O bom controlo da posse de bola, e a eficácia revelada pela formação da ilha Terceira da linha de três pontos (10/24 – 42% vs 3/15 – 20%), ajudou a ditar a superioridade da equipa comandada por Nuno Barroso neste encontro.
A dupla formada por Willis Hall (23 pontos e 5 ressaltos) e Cavel Witter (22 pontos, 6 assistências e 4 ressaltos) foi importante no sucesso do Lusitânia, bem como o contributo de Blake Poole (15 pontos e 8 ressaltos) na luta das tabelas.
O norte-americano Kyle Robbins (18 pontos, 8 ressaltos e 5 roubos de bola) mostrou-se mais participativo neste jogo, mas nem com a ajuda de Miguel Minhava (12 pontos, 6 assistências e 4 ressaltos) e Brian Clarke (15 pontos e 4 ressaltos) conseguiu segurar a vitória para a equipa do Barreiro, em parte pelo número de perdas de bola sem lançamento (21 turnovers).
Oliveirense ganha no prolongamento
Isto depois, de as duas equipas terem tido a oporunidade de resolverem o jogo a seu favor dentro dos 40 minutos.
Ao intervalo tudo parecia bem encaminhado para a equipa de S. Paio de Gramaços (45-31), isto depois de ter conseguido um parcial de 26-11 durante o 2º período. O descanso fez bem aos visitados, que no regresso dos balneários mostraram-se decididos a reentrar na discussão do jogo. À entrada do derradeiro quarto eram só três os pontos que separavam as duas equipas (62-65), com os visitantes no comando.
Nos momentos finais do tempo regulamentar os turnovers aconteceram em ambos os lados, mas nem o lançamento de dois de Eduardo Guimarães, nem o triplo de Javarris Barnett (27 pontos e 10 ressaltos) fizeram mexer o marcador, que estava empatado a 82 pontos. Nos 5 minutos extra, o Sampaense comandou sempre o resultado, mas com a equipa da casa a ser capaz de repor a igualdade. Kendall Timmons (14 pontos, 9 ressaltos, 3 assistências e 2 roubos de bola) desperdiçou um lance-livre a 32 segundos do final, valeu à Oliveirense o ressalto ofensivo capturado por Kenyon Jr (34 pontos, 5 assistências e 2 ressaltos) ao seu próprio lançamento.
Renato Azevedo (15 pontos, 9 ressaltos e 3 assistências) teve um papel importante na equipa da Oliveirense, o mesmo se pode dizer de Diogo Ventura, embora os 14 pontos, 7 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola que registou não impediram que o Sampaense tivesse sido derrotado.
Barcelos segue invicto
O triunfo alcançado em Algés (83-74), vale a liderança isolada aos minhotos, num encontro em que o inicio do segundo tempo foi decisivo para o sucesso dos barcelenses. Quem também venceu fora foi a equipa do CAB Madeira, que bateu pela diferença mínima a formação do Illiabum (85-84).
Os comandados de José Ricardo defendiam em Algés o comando do campeonato, um objetivo que começou a tornar-se realidade no recomeço da etapa complementar. Nos primeiros 20 minutos o Algés foi ligeiramente superior, mas o 3º período foi determinante para a reviravolta no marcador. Os minhotos, com um parcial de 29-14 no arranque do segundo tempo fugiram no resultado (63-54), uma tendência que se manteve no derradeiro quarto com o Barcelos a abrir com 11 pontos sem resposta.
O internacional Nuno Oliveira esteve com a pontaria afinada, razão que explica os 27 pontos conseguidos. Marko Loncoviv, MVP do jogo com 26.5 de valorização, esteve igualmente em destaque, ao registar 18 pontos e 11 ressaltos.
Do lados dos algesinos, o base António Pires (12 pontos, 6 assistências, 4 ressaltos e 3 roubos de bola) protagonizou uma prestação bem completa, e João Santos (11 pontos, 3 assistências e 3 roubos de bola) parece estar a subir de forma.
CAB vence pela 2ª vez
A equipa madeirense geriu até ao limite uma curta vantagem que começou a construir no 2º período do encontro. Depois de um quarto inicial dominado pelos ilhavenses (21-14), o conjunto insular recompôs-se e até ao intervalo conseguiu assumir o comando do jogo (37-35). O equilíbrio foi a nota dominante da segunda parte, pois passados 10 minutos eram três os pontos que separavam as duas equipas, sempre com os insulares na frente (66-63). Muita luta, muita emoção, mas acabaria por ser a equipa madeirense a festejar no final do jogo.
Um êxito que muito se ficou a dever à fantástica prestação de Jovonni Shuler (27 pontos, 5 ressaltos, 4 assistências, 4 roubos de bola e 2 desarmes de lançamento), embora tenha sido muito bem acompanhado por Jorge Coelho (19 pontos, 10 ressaltos, 3 assistências e 3 desarmes de lançamento), está a atravessar um excelente momento de forma, e Jordan Aaron (20 pontos e 9 assistências).
A derrota retirou brilhantismo às prestações de Stephen Nwaukoni (16 pontos e 16 ressaltos), Sérgio Correia (22 pontos e 4 ressaltos) e Derek Elston (18 pontos e 7 ressaltos), na equipa da casa.
Açorianas vencem no Barreiro
A maior experiência e envergadura da equipa insular foi determinante.
O encontro entre o GDESSA e o União Sportiva foi equilibrado nos primeiros 5 minutos, sendo que depois foram as açorianas a ganharem vantagem fruto de algum desnorte da equipa da casa. Nessa fase do encontro a equipa da margem sul alternava momentos bons com períodos muito atípicos, não revelando consistência no seu jogo. As açorianas aproveitaram e chegaram ao final do 1º período com 6 pontos de vantagem.
No 2º quarto manteve-se a toada, com o Sportiva a controlar sempre o marcador por margens entre os 6 e 8 pontos, e o GDESSA a alternar o positive com o negativo. Ao intervalo, o Sportiva vencia por 9 pontos de diferença (25-34), assentando o seu sucesso principalmente nas suas duas atletas norte-americanas, Catrina Green e Shaqwedia Wallace que totalizavam 21 pontos em conjunto, apenas menos 4 que o total da equipa da casa.
Na 2ª metade, e quando se esperava uma reação do GDESSA, foram as insulares que entraram melhor conseguindo mesmo a maior vantagem do encontro (14 pontos) aos 39-25, com 2 minutos disputados na 2ª parte.
A partir daí assistiu-se a uma reação das barreirenses, que foram paulatinamente reduzindo a desvantagem, quase sempre sob o comando de Catarina Neves (19 pontos e 7 roubos) e também por Landondra Johnson que "acordou" na 2ª metade da partida. No final do 3º período, o resultado de 39-46, mantinha tudo em aberto para o derradeiro quarto.
No 4º periodo, o GDESSA continuou a reduzir a diferença, baseando-se numa boa defesa e rápidas saídas em contra-ataque, conseguindo mesmo passar para a frente do marcador com menos de 3 minutos para o final do encontro (55-54).
Nos instantes finais foi decisiva a maior experiencia e envergadura da equipa açoriana que virou a partida e controlou o GDESSA para vencer pela diferença mínima, no Barreiro. A formação de S. Miguel mostrou caráter e controlo emocional para reagir a um período menos conseguido no jogo, razão pela qual conquistou mais um importante triunfo nesta equilibrada fase regular da Liga Feminina.
Nas vencedoras destaque para as já citadas Shaqwedia Wallace (12 pontos e 7 ressaltos) e Catrina Green (24 pontos e 9 ressaltos), mas também para a internacional portuguesa Tamara Milovac com 8 pontos e 13 ressaltos.
No GDESSA, Catarina Neves alternou o muito bom com o mau, tendo mesmo assim conseguido levar a sua equipa até aos momentos finais do jogo com os seus 19 pontos e 7 roubos de bola. Ladondra Johnson fez uma boa segunda parte e acabou com 16 pontos e 9 ressaltos.
Por periodos: 12-18, 13-16, 14-12, 23-17
Resultados da 7ª jornada:
CAB Madeira 102 – 49 Académico FC
GDESSA 62 – 63 União Sportiva
AD Vagos 81 – 44 Algés/UAL
CDT Novas PRINTCENTER 54 – 75 Boa Viagem-Angra-Açor
Dragon Force não desarma
Mais complicado foi o triunfo do Terceira Basket no pavilhão Fidelidade, já que os açorianos venceram apenas pela diferença mínima (66-65).
Os azuis e brancos cedo deram sinais que poderiam somar mais uma vitória, pois que no final do 1º período já lideravam por 25-7. Uma diferença pontual que aumentaria até ao intervalo para números que tornavam a tarefa do Guifões em tentar discutir o resultado praticamente impossível (49-14).
Os dragões, para além de terem dominado a luta das tabelas (45/28), estiveram muito eficazes nos lançamentos de curta e média distância (33/48 – 69%). Mostraram-se novamente coletivos no ataque (25 assistências), já que onze jogadores contribuíram com pontos. O mais valorizado acabaria por ser Miguel Queiroz, 27.5 de valorização, autor de 15 pontos, 9 ressaltos, 4 roubos de bola e 3 assistências.
Foi notória a falta de eficácia no lançamento por parte dos jogadores do Guifões, especialmente da linha de três pontos, tendo apenas convertido 1 nos 16 tentados (6%). Fábio Fernandes, ao registar 13 pontos, 6 ressaltos e 2 desarmes de lançamento, foi o mais produtivo dos visitantes.
Terceira Basket continua em recuperação
Não foi fácil, mas foi certamente saboroso o triunfo alcançado pelo Terceira Basket frente ao Benfica B. O conjunto terceirense aumentou para quatro o número de vitórias consecutivas, um desempenho que coloca os insulares nos lugares cimeiros do campeonato da Proliga.
Depois de um empate a 19 pontos no 1º período, os visitantes construíram uma pequena vantagem até ao intervalo (35-28). Nem por isso a equipa encarnada esmoreceu, até porque no recomeço da etapa complementar os benfiquistas encurtaram ainda mais a diferença (45-47). Mesmo a jogar fora de portas, a formação açoriana suportou a pressão do adversário, e conseguiu gerir até ao limite a vantagem, embora curta, de que dispunha.
O norte-americano Mathew Divine (21 pontos, 15 ressaltos, 5 assistências, 4 desarmes de lançamento e 2 roubos de bola) foi peça fundamental no sucesso do Terceira, e acabou por ser o MVP do jogo com a fantástica valorização de 42 pontos. Alexander Kravtsov (14 pontos) e Luís Tomassi (13 pontos) terminaram igualmente o jogo na casa das dezenas em pontos marcados.
O base Diogo Gameiro (18 pontos, 6 assistências e 6 ressaltos) destacou-se entre os benfiquistas, num jogo em que João Soares (13 pontos e 9 ressaltos) ficou muito perto de um duplo-duplo.
“Balanço é positivo”
Neste momento as encarnadas somam três vitórias e este fim de semana vão à procura da quarta, diante do Lousada.
Que balanço faz da prestação da equipa até ao momento?
O balanço até agora é positivo, estamos contentes com o trabalho realizado mas cientes que ainda falta muito campeonato e que de nada servirá se não continuarmos a trabalhar duro todos os dias.
O facto de terem perdido os três primeiros jogos criou algum tipo de desconfiança ou receio que a época pudesse correr mal?
Sabemos bem que não vai ser uma época fácil, o nosso calendario tambem é um pouco estranho para quem é "rookie" nesta Liga, mas também sabemos bem o que queremos e o que temos de fazer. A equipa é muito jovem e inexperiente nesta prova, mas felizmente a nossa margem de progressão é grande e isso vê-se semana a semana. Apesar das derrotas demos luta em todos os jogos, talvez o menos conseguido tenha sido contra o Boa Viagem, mas tanto contra o Sportiva como com o GDESSA, ficou a sensação de que podíamos ter feito mais. Cometemos muitos erros e essa é a diferença para resultados positivos. Mas aprendemos e conseguimos dar a volta e prova disso são as 3 vitórias.
O jogo com o Torres Novas foi decisivo para alterar esse ciclo? E o que mudou na equipa do Benfica nesse jogo?
Todos os jogos são importantes e decisivos mas sabemos que há jogos da "nossa" liga, os que chamamos de adversários diretos para o nosso principal objetivo, e depois temos outros jogos que vamos para ganhar mas talvez sem sentir aquela pressão de não podermos falhar. O jogo de Torres era um desses jogos que são da nossa liga e queríamos muito vencer. Atingido o objetivo, claro que só aumentou a nossa vontade de ganhar e acreditar que somos capazes. Dizer o que mudou? É dificil pois a nossa postura é sempre a mesma, passa por dar o nosso máximo todos os dias, mas vencendo é tudo melhor. Sensação de trabalho realizado.
A chegada de Tara Booker faz com que os vosso objetivos para este época sejam alterados? Em que áreas do jogo ela vos poderá ser útil?
Os nossos objetivos estão definidos desde o inicio da época e a chegada da Tara não os muda, só nos dá mais ambição. A competição muitas vezes decide-se pela participação das estrangeiras e era onde sentíamos grande diferenca, pois apesar da nossa luta, quase todas equipas tem uma poste americana e fisicamente nota-se muito a diferença. Nesse aspeto, acho que aTara nos vem ajudar a equilibrar a luta das tabelas.
Seguem-se mais dois jogos em casa, frente a dois adversários que estão mais afastados dos lugares cimeiros. Acha que este período da fase regular poderá ajudar a definir para que objetivos irão lutar neste ano de estreia na Liga?
Como disse anteriormente, os nossos objetivos estão definidos desde o inicio da época, a manutenção é o nosso grande objetivo, não negamos a nossa ambição de querer vencer todos os jogos mas essa é a mistica do clube que representamos e nã podemos estar a competir sem ser dessa maneira. Mas claro que sendo jogos com adversários diretos, visto que sao equipas que lutam pelo mesmo que nós, são jogos extremamente importantes.
O lugar que o Lousada atualmente ocupa na tabela classificativa reflete a qualidade da equipa? Que pontos fortes destacaria no vosso próximo adversário?
Não existem jogos fáceis e a Liga ainda vai no inicio, faltam muitos jogos para se decidir a classificação. É uma equipa que joga junta há muito tempo e tem uma americana que se destacou na última jornada. Tenho a certeza que será uma equipa muito dura fisicamente e com um jogo rápido.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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