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Eslovénia foi mais consistente explorando as falhas lusas

Houve momentos de boa qualidade a par de outros menos bons, mas acima de tudo ressalta que Portugal tem capacidade para se bater com a grande maioria das selecções europeias, salvo obviamente os pesos pesados que toda a gente conhece. Pena que continuemos a não conseguir reunir os nossos melhores valores, mas isso é outro número de obra, como se costuma dizer.

No 1º quarto (13-11) foi a Eslovénia que começou muito forte chegando a 9-0 com extrema facilidade e em menos de 2 minutos, aproveitando a falta de eficácia das nossas representantes nos primeiros ataques e também alguma apatia defensiva nalguns movimentos ofensivos das adversárias. Depois gradualmente reagimos e à entrada do minuto 10 registava-se um empate (11-11), com Sofia Carolina e Lavínia Silva a imporem o seu jogo físico na luta das tabelas. Foi a base Rebeka Abramovic, que viria a ser a MVP do encontro, a desfazer a igualdade numa entrada decidida a 15 segundos da buzina.No 2º período (10-6), as comandadas de Ricardo Vasconcelos empataram numa acção da poste Sofia Carolina logo no 1º ataque, mas depois tiveram um período de algum desacerto, naturalmente aproveitado pela Eslovénia que fez um parcial de 6-0 chegando a 19-13 no minuto 15. Foi altura de o seleccionador luso parar o cronómetro (minuto 16) para fazer alguns ajustes e transmitir confiança às suas jogadoras. O intervalo soou com a vantagem das anfitriãs (23-17).No 3º quarto (19-16) Sofia Carolina voltou a fazer estragos na área pintada, logo no minuto 21 (23-19), caminhando para uma actuação de grande categoria. Foi só a melhor marcadora (16 pontos) e a melhor ressaltadora (8 ressaltos) da partida, lutando de igual para igual com a conceituada e experiente capitã eslovena Sandra Pirsic. Um triplo de Helena Boada (espanhola naturalizada eslovena por casamento com Lakovic, antigo internacional da Eslovénia) distanciou a equipa da casa (26-19) ainda no minuto 21, mas a capitã lusa, Carla Nascimento, não esteve pelos ajustes, tendo respondido na mesma moeda (26-22), correspondendo da melhor maneira a um passe decisivo de Aurélie Pinto, a luso-francesa (dupla nacionalidade) que fez a sua estreia na equipa das quinas (tal como as suas companheiras Laura Ferreira, 1º ano de Sub-20 e Jessica Almeida). Aurélie não acusou a pressão e fez também um 3º período de muito bom nível, não se intimidando nas acções ofensivas. No mesmo minuto 22 a extremo/poste que joga no Brive-Correze (da 2ª Liga gaulesa) foi assistida pela capitã Carla e não se fez rogada (26-24) e no minuto 24 bisou com novo duplo (31-28) a que se seguiu uma bomba que fez o 32-31, obrigando o treinador da Eslovénia (Tomo Oresnik) a pedir um desconto de tempo para travar a reacção lusa. A paragem deu os seus frutos para os objectivos da equipa anfitriã, que disparou para 38-31, enquanto Portugal parava no ataque, sem soluções para voltar a acertar com o cesto. Nesse parcial de 6-0 foi decisiva a acção da base Abramovic, a provocar duas faltas com direito a ir para a linha de lance livre (onde não tremeu) e depois de Sofia Carolina ter reduzido para 38-33, ainda teve arte e poder de arranque para em duas penetrações decididas fixar o resultado em 42-33, ao cabo de 30 minutos de jogo.No último período (14-16), o único parcial ganho pelas nossas representantes, Portugal só conseguiu baixar a fasquia que oscilou entre os 13 (47-34) e os 8 pontos (47-39), para os 7 pontos finais no minuto 40, através de um duplo de Carla Nascimento, a selar o resultado (56-49).Resultado final: Eslovénia 56-49 Portugal No final registámos a opinião do seleccionador luso. «Para um primeiro jogo com 10 treinos (nem todas as jogadoras têm os 10 treinos), penso que o teste foi de nota bastante positiva. Temos jogadoras com muito valor na posição 1 e 2 que ainda não conseguiram apresentar hoje esse valor em números, estatisticamente falando. Tenho a certeza de que com o crescer do grupo resultante da continuação do trabalho, percentagens como a de 3 pontos que hoje foi de 14% (2/14) vai melhorar para níveis mais adequados às nossas necessidades, a rondar os 33 a 35%, como média, contribuindo para que possamos ganhar jogos como o de hoje. Amanhã iremos ter um novo desafio e vamos procurar ser consistentes nas coisas boas que fizemos hoje e apresentar pequenas melhorias nas situações em que não estivemos tão bem.», sintetizou Ricardo Vasconcelos.Destaque nas vencedoras para a dupla constituída pela base Rebeka Abramovic , MVP do encontro (20,5 de valorização) ao contabilizar 15 pontos, 3/4 nos duplos, 1/1 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, 3 assistências, 2 roubos e 3 faltas provocadas com 6/6 nos lances livres e pela poste Sandra Pirsic (19,5 de valorização) que somou 13 pontos, 4/4 nos duplos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências e 5 faltas provocadas com 5/7 nos lances livres.Nas portuguesas a melhor prestação coube claramente à poste Sofia Carolina (17,5 de valorização) que apesar de ter sido a jogadora mais utilizada das 23 que estiveram em campo, jogando quase 33 minutos, terminou com 16 pontos, 8/16 nos duplos, 8 ressaltos sendo 3 ofensivos, uma assistência, 2 roubos e uma falta provocada, dando uma luta tremenda às suas adversárias directas, nomeadamente Pirsic. Foi bem acompanhada por Aurélie Pinto (11 pontos, 3 /4 nos duplos, 1/1 nos triplos, 1 ressalto defensivo, uma assistência e 1 roubo) e ainda por Lavínia Silva em termos defensivos (7 ressaltos sendo 3 ofensivos) a que juntou uma assistência e 1 roubo. Bons pormenores de Inês Faustino (4 pontos, 3 assistências, 1 roubo e 3 faltas provocadas). A capitã Carla Nascimento fez a 3ª falta muito cedo (minuto 23) tendo ido para o banco e depois de ter feito a 4ª teve que ser novamente resguardada, o que implicou um tempo de utilização inferior a 19 minutos, baixo para o que lhe é habitual.Em termos globais os indicadores foram muito equilibrados. A Eslovénia foi mais eficaz nos lançamentos de campo (39%-37%), muito por culpa dos triplos (38%-14%), roubou mais bolas (11-8), cometeu menos erros (18-19 turnovers) e foi ainda mais eficaz da linha de lance livre (79%-69%). Por seu turno Portugal ganhou as tabelas (32-33 ressaltos), com realce para a tabela ofensiva (7/9 ressaltos) e apresentou maior eficácia nos duplos (39%-45%). Equilíbrio nas assistências (9-9). Ficha de JogoSport Hall Vitranc, em Kranjska Gora Eslovénia (56) – Rebeka Abramovic (15), Helena Boada Jairo (5), Maja Erkic (1), Tina Jakovina (7) e Sandra Pirsic (13); Teja Oblak (2), Martina Osterman (1), Katja Kotnik (2), Sara Meden, Anita Kastelic (2) e Alina Gjerkes (8) Portugal (49) – Carla Nascimento (5), Daniela Domingues (4), Ana Oliveira (2), Lavínia Silva (3) e Sofia Carolina (16); Inês Faustino (4), Aurélie Pinto (9), Michelle Brandão, Dora Duarte, Laura Ferreira (6), Jessica Almeida e Francisca BragaPor períodos: 13-11, 10-6, 19-16, 14-16Árbitros: Gregor Malkar, Matic Benko e Miha MauerHoje (sábado) as duas equipas voltam a defrontar-se no mesmo recinto e à mesma hora (18H00). De manhã Portugal fará um treino de hora e meia (9H30 às 11H00).A comitiva lusa ficou hoje completa com a chegada do treinador adjunto Eugénio Rodrigues (seleccionador de Sub-20 Femininos), que só hoje conseguiu viajar para Ljubljana, tendo chegado à capital eslovena no final da tarde. Portanto estará amanhã no banco, contribuindo por certo com a sua competência e capacidade para a obtenção do melhor resultado possível para as cores lusas.


Eslovénia com mais soluções e ainda a MVP Nika Baric

Assim sendo não surpreende o segundo desaire, ainda que tenha havido pedras que subiram de rendimento em relação à véspera, casos de Laura Ferreira, Daniela Domingues e Carla Nascimento, colmatando deste modo uma das pechas (o fraco jogo exterior) verificadas no jogo de 6ª feira. No 1º período (15-18), curiosamente o único parcial ganho pela nossa equipa, Portugal entrou mais confiante e depois de ter sofrido o 1º dos triplos de Baric, logo na primeira posse de bola das anfitriãs, respondeu com serenidade e comandou até ao minuto 5 (7-9). Foi só à entrada do minuto 6 que Sandra Pirsic igualou a contenda (9-9), mas as nossas representantes não se intimidaram e depois de nova igualdade (13-13), provocaram faltas que nos deram uma preciosa vantagem (13-18), reduzida em cima da buzina com um cesto de Helena Boada. No 2º quarto (17-11) as comandadas de Ricardo Vasconcelos continuaram a fazer o seu jogo, liderando o marcador até ao minuto 14 (21-23), depois de 15-21 (triplo de Francisca Braga) e 17-23, num contra-ataque de Daniela Domingues. Num ápice Tina Jakovina em 3 acções consecutivas no minuto 14 igualou (23-23) e embora o treinador luso tenha parado o cronómetro (aos 21-23) isso não impediu que as eslovenas continuassem embaladas, com Pirsic a virar o resultado (25-23) no minuto 16. Laura Ferreira reentrou um minuto volvido e lançando com muita confiança e pontaria, acertou 2 triplos a fazer 29-26 (minuto 17) e 31-29 (minuto 19). O intervalo chegou com Baric a ampliar de lance livre a vantagem da Eslovénia para 3 pontos (32-29). No 3º período (17-10) o acumular de faltas por parte de Lavínia Silva (fez a 4ª falta no minuto 27, regressando ao banco 3 minutos depois de ter reentrado na partida) e a impossibilidade de Aurélie Pinto voltar a jogo por se ter lesionado ainda antes do intervalo, enfraqueceu consideravelmente o jogo interior luso, obrigando a um esforço tremendo por parte da poste Sofia Carolina, com poucas hipóteses de ser substituída. Assim se chegou a uma diferença de 10 pontos favorável à Eslovénia (49-39), ao cabo de 30 minutos jogados. No derradeiro quarto (15-14) Pirsic e logo a seguir Baric deram o mote para a maior vantagem eslovena (56-40), no minuto 34, mas Portugal não se desuniu e com a capitã Carla Nascimento (um duplo e 2 lances livres convertidos) mais próxima do seu valor, conseguiu graças ao 3º triplo de Laura Ferreira (fez 3 em 5 tentativas) e aos contributos de Sofia Carolina (um duplo e 1 lance livre) e Daniela Domingues (3 lances livres), baixar a fasquia para os 11 pontos finais (64-53). Resultado final: Eslovénia 64-53 Portugal Ricardo Vasconcelos, seleccionador nacional, analisou no final o comportamento das lusas. «Jogámos contra uma equipa que se apresentou com mais soluções que na véspera (3 novas jogadoras nomeadamente a MVP do jogo, a categorizada Baric), quando nós acabámos por ter menos duas unidades por lesão (Michélle que se magoou ontem e hoje a Aurélie antes do intervalo) e a Lavínia com problemas de faltas. Duas destas jogadoras são postes, área onde estamos mais carenciados, como é sabido. Isso obrigou-nos a criar adaptações para as quais ainda não estamos preparados e tornou-nos muito mais fracos, particularmente no capítulo do ressalto. Contudo foi interessante ver que algumas das nossas jogadoras melhoraram o seu desempenho em relação ao jogo da véspera (casos de Daniela, Laura e Carla) e continuamos a acreditar que o trabalho faça com que outras sigam os seus exemplos. Um aplauso especial para a tarefa hercúlea da Sofia Carolina, que além de muito desgastada no 1º jogo, teve quase sempre duas adversárias de volta dela.».Destaque nas vencedoras para a prestação da base Nika Baric (joga no Spartak de Moscovo) que foi a MVP do encontro (16,5 de valorização) ao contabilizar 11 pontos, 2/2 nos duplos, 2/3 nos triplos, 3 ressaltos sendo 1 ofensivo, 4 assistências e 3 faltas provocadas, logo seguida da poste Sandra Pirsic (15,5 de valorização) que somou 10 pontos, 5/7 nos duplos, 6 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência, 1 roubo e 3 faltas provocadas. Foram bem acompanhadas por Rebeka Abramovic (5 pontos, 2 ressaltos sendo 1 ofensivo, duas assistências, 1 roubo e duas faltas provocadas), Tina Jakovina (12 pontos, 4 ressaltos defensivos, uma assistência e 1 roubo) e Teja Oblak (10 pontos, 3/5 nos duplos, 1 ressalto defensivo e 3 faltas provocadas com 4/4 nos lances livres). Na selecção portuguesa as mais valiosas, ambas com 13,0 de valorização, foram Laura Ferreira, melhor marcadora lusa (13 pontos, 1/1 nos duplos, 3/5 nos triplos, 1 ressalto defensivo, 1 roubo e 3 faltas provocadas com 2/2 nos lances livres) e Daniela Domingues (9 pontos, 4 ressaltos sendo metade ofensivos, uma assistência, 2 roubos e 4 faltas provocadas com 3/4 nos lances livres). Bons contributos de Carla Nascimento (6 pontos, 2 ressaltos defensivos, 3 assistências, 1 roubo e 5 faltas provocadas com 4/4 nos lances livres) e Sofia Carolina, novamente a melhor ressaltadora do jogo (9 pontos, 9 ressaltos sendo 2 ofensivos, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas com 3/5 nos lances livres), que ficou à beira do duplo-duplo. A vitória da Eslovénia é justa pois foi mais eficaz nos duplos (51%-35%), ganhou as tabelas (37-32 ressaltos), tanto na defensiva (24-23) como na ofensiva (13-9) e foi mais colectiva (12-8 assistências). Ao invés Portugal foi mais certeiro no tiro exterior (20%-28%), ao converter 5 triplos em 18 tentativas contra apenas 3 em 15 tentados , roubou mais uma bola (6-7 roubos) e provocou mais faltas (18-23), com melhor aproveitamento da linha de lance livre (64%-72%) ao falhar 7 de 25 tentativas enquanto as adversárias desperdiçaram 5 em 14 tentados. Igualdade nos turnovers (15 para cada). Ficha de jogo Sports Hall Vitranc, em Kranjska Gora Eslovénia (64) – Nika Baric (11), Teja Oblak (10), Maja Erkic (4), Tina Jakovina (12) e Sandra Pirsic (10); Eva Lisec (4), Ziva Zdolsek (2), Helena Boada Jairo (5), Rebeka Abramovic (5), Eva Rupnik (1) e Katja Kotnik Portugal (53) – Carla Nascimento (6), Daniela Domingues (9), Ana Oliveira (4), Lavínia Silva (5) e Sofia Carolina (9); Laura Ferreira (13), Inês Faustino (3), Aurélie Pinto, Jessica Almeida (1), Francisca Braga (3) e Dora Duarte Por períodos: 15-18, 17-11, 17-10, 15-14Árbitros: Tine Skrbec, Milan Spanic e Goran GrbicAmanhã é dia de descanso em termos de jogos. Mas está marcado um treino para a tarde (17H/19H) no Sports Hall Vitranc. Na 2ª feira teremos o primeiro dos jogos agendados com a Macedónia, às 19H00, no School Hall, também aqui em Kranjska Gora.


«Vamos fazer o que sabemos»

A final do playoff vai ser contra uma equipa difícil, “os motivos estão à vista de todos”, mas o grupo está disposto a contrariar o poderio do adversário e a honrar a camisola que enverga. “Vamos fazer tudo para que o título venha para a cidade berço”, avisa Balseiro.

Depois de uma eliminatória decidida em 5 jogos, João Balseiro não acredita que “o cansaço irá afetar” o rendimento da equipa. “O desejo de estar na final e a vontade de ganhar um título pelo Vitória supera o cansaço, nem sequer vamos pensar nisso.” Motivos mais do que suficientes para a equipa vitoriana se apresentar na máxima força este fim de semana em Lisboa.Naturalmente que o maior favoritismo para vencer esta final é atribuído ao Benfica. Para Balseiro, o mais importante é que a equipa demonstre dentro de campo o trabalho desenvolvido ao longo de uma temporada. “Vamos partir para estes encontros com pouca pressão. Vamos fazer o que sabemos e dar o nosso melhor para ganharmos todos os jogos.” O atleta vimaranense não esconde que o grupo teve esta final como objetivo, nunca duvidando que poderia chegar até aqui. “Desde o inicio da época que acreditamos que podíamos estar na final.”O extremo discorda que seja mais fácil bater o Benfica numa competição decidida a um só jogo, embora reconheça que nunca é tarefa fácil. “É sempre difícil bater o Benfica. Não preciso de dizer os motivos pois estão a vista de todos.”Mais do que nunca os aspetos defensivos assumem papel determinante, pelo que só uma equipa competente poderá sair vencedora. “A defesa irá decidir este playoff, e quem tiver mais concentrado e fizer as coisas certinhas com certeza que ganhará.”Balseiro não aponta nenhum adversário em particular como sendo o potencial elemento a fazer a diferença neste playoff. “Todos os jogadores do Benfica têm capacidades para desequilibrar. Mas vamos contrariar isso e vamos sem sombra de dúvidas dignificar a camisola que vestimos.”São vários os fatores que fazem com que esta equipa do Vitória seja candidata à conquista do titulo de campeão nacional. E Balseiro destaca alguns que permitiram que a equipa atingisse esta final. “Esta equipa é uma verdadeira EQUIPA dentro e fora do campo. Uma equipa unida, humilde e muito trabalhadora. E merecemos por tudo o que temos feito e trabalhado ao longo da época. Pelos adeptos fantásticos que este clube tem. Vamos fazer tudo para que o título venha para a cidade berço.”


«Não há tempo para desaires»

Diogo Carreira, em declarações à Benfica TV, projetou a eliminatória, que vai ter início este sábado, no Pavilhão Fidelidade, às 15h30, estando o segundo jogo agendado para domingo, às 14h30, no mesmo local. Para o capitão benfiquista, o perfeito conhecimento do adversário, aliado ao enorme desejo de conquistar o “tri”, faz com que o Benfica seja favorito a vencer estes dois primeiros jogos da série. O atleta destaca a qualidade do adversário, bem como o ritmo competitivo com que chega a esta ronda decisiva. Na opinião de Diogo, a experiência adquirida pelo facto de já ter disputado finais terá de ser capitalizada pela formação encarnada, na certeza porém que nesta altura não podem existir deslizes, já que impera a necessidade de vencer, mesmo quando a equipa joga mal.

Habituados a estas andanças, os benfiquistas sabem bem o que é necessário fazer para se obter sucesso chegados a este ponto. “Já temos de muita experiência destes jogos e temos de pensar num de cada vez.”O facto de o adversário ter disputado na meia-final uma eliminatória decidida em cinco jogos poderá trazer, no entender do base benfiquistas, benefícios para o conjunto vimaranense. “O Vitória foi até à negra nesta eliminatória e isso até pode ser bom porque vem com ritmo de jogo. Estamos prontos, com vontade e conhecemos bem o adversário”. Diogo destaca a juventude existente no plantel dos minhotos, um finalista que se poe tornar num adversário muito complicado. Ainda assim, o capitão encarnado acredita que o Benfica tem condições para sair vitorioso da jornada dupla do próximo fim de semana. “O Vitória tem vários jogadores novos, é uma equipa perigosa. Queremos começar bem, temos a vantagem de começar em casa e se formos superiores podemos vencer sábado e domingo.” Os benfiquistas estão cada vez mais perto do tri, pelo que terão de estar mais concentrados do que nunca, disponíveis para dar tudo pela conquista do titulo. “Estamos nas decisões, nas finais e não há tempos para desaires, mas sim para vencer.”


Primeiro jogo de preparação com as anfitriãs

A viagem aérea até Trieste (Itália), já na costa do Adriático, com escala em Munique, durou 7 horas (mais uma da mudança de fuso horário), incluindo 3H15 de espera naquele aeroporto alemão para aguardar a ligação num CRJ900 Bombardier da Lufthansa Regional que nos levou até aquela cidade italiana.

Em Trieste esperava-nos Goradz Trontelj (que trabalha na Federação Eslovena) e fizemos a viagem de autocarro para Kranjska Gora, onde chegámos cerca das duas da manhã, após uma tirada de 2H30. Em suma desde as 12H30, hora a que nos concentrámos no Aeroporto em Lisboa até à entrada no Hotel Kompas, haviam decorrido mais de 13 horas, descontando já a mudança de fuso horário (cá é mais uma hora que em Portugal).Foi fazer a distribuição dos quartos e tentar descansar 7 horas, já que o pequeno-almoço foi ajustado (9H30) em função do horário do treino que nos foi atribuído (11H às 13H). O apronto antes do 1º jogo de preparação com a Eslovénia (o outro é amanhã), agendado para logo ao final da tarde (18H00), foi reduzido de meia hora e serviu também para desentorpecimento após a viagem cansativa da véspera. Recordar que há um ano estivemos nesta localidade, uma estância de desportos de inverno, muito conhecida e requisitada por muitas selecções e clubes europeus, por reunir muito boas condições para estágios de preparação. Falando com Goran Jovanovic, seleccionador feminino da Macedónia, que é também sports manager da Hit Holidays aqui em Kranjska Gora e ainda director do Vitranc Gym, o recinto onde jogaremos hoje e amanhã, revelou-nos que neste mês de Maio, vão estagiar aqui 7 selecções europeias: duas russas (escalões de formação), Portugal, Macedónia, Eslovénia, Bélgica, todas elas de seniores femininos e uma outra que neste momento nos escapa. No ano passado fizemos aqui dois jogos de preparação com a selecção eslovena, antes da partida para Israel (Tel Avive), onde disputámos a fase de qualificação para o Europeu de 2013, com Israel (que venceu o Grupo), Alemanha e Macedónia. Perdemos o primeiro (59-54), mas no dia seguinte aconteceu a desforra (55-60), com vitória para as nossas cores. No hall do Hotel Kompas, onde também estão alojadas as eslovenas, o seleccionador nacional Ricardo Vasconcelos deu dois dedos de conversa com Sandra Pirsic, a credenciada poste das anfitriãs que joga em Espanha (no Zamora, equipa da 1ª Liga espanhola). É uma jogadora muito forte (1,95m) e experiente, pelo que Sofia Carolina, a nossa 5 titular, será com certeza a sua adversária directa nas partidas de hoje e de amanhã. Mas para Sofia Carolina, que cresceu como jogadora neste ano em que alinhou pelo Cadi ICG S. (da 1ª Liga de Espanha), terminando em 8º na fase regular, também já não é uma desconhecida, pois defrontaram-se em Junho de 2013, aqui, nos confrontos de preparação com a Eslovénia atrás referidos. Perspectiva-se um jogo difícil, porque a nossa selecção está no início da preparação para a campanha europeia 2014 e também porque a Eslovénia irá apresentar as suas pedras principais, casos de Pircic, a base Nica Baric, a experiente extremo Maja Erkic, Teja Oblak, Helena Boada (espanhola naturalizada por casamento com um conhecido internacional esloveno), Eva Komplet, para falar dos nomes mais conhecidos, segundo nos informaram. Apenas a poste Taja Gortnar (da geração de Baric) não integra o lote de convocadas, porque infelizmente está lesionada (a lesão volta a ser grave), correndo mesmo o risco de não poder voltar a jogar a modalidade da sua predilecção. Uma curiosidade que nos confidenciou Goradz Trontelj, ontem durante a viagem de autocarro. Teja Oblak, a temível atiradora eslovena é irmã do conhecido Ian Oblak. Teja esteve em Turim na passada 4ª feira, a assistir à final da Liga Europa, dramaticamente perdida pelo SL Benfica nas grandes penalidades, após 120 minutos de jogo. O objectivo de apoiar o mano Ian não foi para Teja integralmente conseguido, com muita pena nossa, porque apesar de torcermos pelos azuis do Restelo (não o escondemos), somos acima de tudo portugueses.Naturalmente que mais logo faremos a cobertura do jogo e enviaremos a respectiva notícia.


«Repetir resultado da 2ª volta»

A formação nortenha perdeu o primeiro jogo da meia-final mas,apesar de as adversárias terem agora o fator casa, o treinador António Veleirinho acredita que é possível as suas jogadoras empatarem a eliminatória, até porque nesta partida conta ter a equipa completa. A ideia é protagonizar um desempenho semelhante ao da 2ª volta da fase regular, quando o Colégio Calvão venceu na Luz.

O treinador António Veleirinho não dá a eliminatória como perdida. É certo que o adversário é o vencedor, reforçado, da fase regular, que está em vantagem na série e dispõe de dois jogos em casa para fechar a série. Mas o treinador do Colégio Calvão aposta tudo numa vitória no próximo jogo. “Acreditamos que podemos ter “uma ou duas palavras a dar”! Caso sejamos felizes no sábado, teremos tudo em aberto para um possível terceiro jogo no domingo. Obviamente, que a equipa adversária, por ter terminado a fase regular em 1º lugar, ter ainda se reforçado para o playoff com uma jogadora estrangeira experiente e talentosa. E depois da vitória no Colégio de Calvão, aumentou o seu favoritismo…”Um triunfo na Luz não é nada que não tenha já acontecido esta temporada, até porque a equipa de Calvão vai-se apresentar completa e preparada para contornar as dificuldades sentidas na jornada inaugural. “Agora, queremos repetir no sábado o resultado alcançado na Luz na 2ª volta da fase regular. A nossa equipa deverá, finalmente, estar completa e sem condicionantes. Trabalhamos muito durante a semana para procurar novas soluções de modo a resolver as dificuldades encontradas no 1º jogo.”A juventude tem o seu custo, se bem que o treinador da formação de Calvão acredite que o grupo está agora mais preparado para enfrentar a pressão desta fase decisiva. “Pensamos também estar superada a questão da ansiedade, natural nestes momentos decisivos, considerando-se a juventude do nosso plantel, composto exclusivamente por alunas e ex-alunas do Colégio de Calvão. Pois, por outro lado, algumas dessas atletas já envergaram a camisola de seleções nacionais do seu país (Portugal e Cabo Verde), jogaram minutos na Liga Feminina na presente época, ganhando assim maior maturidade.”António Veleirinho espera poder demonstrar dentro de campo todo o trabalho desenvolvido no clube, provando que a formação em Calvão tem qualidade. “Esperamos proporcionar um bom espetáculo desportivo. Surpreender no desempenho, confirmando o trabalho de formação no basquetebol que vem sendo realizado no Colégio de Calvão desde há vários anos, por um fantástico grupo de colaboradores e atletas dos vários escalões.”


«Será um jogo muito duro»

Benfica foi disputado no Colégio do Calvão. Num jogo de muita luta e entrega por parte das duas equipas. O Benfica foi a equipa mais forte e venceu, por 83-64. Um excelente jogo de basquetebol que estas duas equipas proporcionaram ao muito público presente no pavilhão.

O técnico encarnado André Cardoso destaca o desempenho da equipa durante os primeiros 20 minutos como tendo sido decisiva para o desfecho do jogo favorável aos encarnados. “Uma primeira parte muito conseguida da nossa equipa permitiu-nos ganhar uma vantagem importante ao intervalo (43-28).” Sem ser uma diferença exagerada, a almofada pontual amealhada permitia ao conjunto encarnado abordar o segundo tempo com maior tranquilidade. Tal como seria de esperar, a equipa da casa tentou reagir, embora sem conseguir colocar em causa a liderança do conjunto visitante. “Na segunda parte, apesar da excelente réplica do Calvão, conseguimos ser superiores e vencer o sempre importante jogo 1.”Apesar de estar em vantagem, o jovem treinador benfiquista continua extremamente pragmático no seu discurso, focando toda a sua atenção para o próximo embate entre as duas equipas. “Encaramos o restante playoff como até aqui, um jogo de cada vez e total concentração no jogo 2.”Será esperar que os adeptos benfiquistas compareçam na Luz para apoiar a sua equipa feminina, em mais um jogo de uma série que o técnico está convicto que será muito disputado. “No próximo sábado, às 21h30, no pavilhão Fidelidade, onde esperamos ter a ajuda do nosso público, naquele que será mais um jogo muito duro entre estas duas equipas.”


«Queremos ganhar»

O técnico já analisou o que correu mal e garante que o grupo está a postos para empatar a eliminatória.

O treinador do Académico FC não esperava facilidades na deslocação à Amadora, num pavilhão sem espaço para mais adeptos, que vem provar a imensa competitividade e acompanhamento que merece esta competição. “Em relação ao 1º jogo da meia-inal, estávamos conscientesque íamos realizar o 1º jogo fora de casa, são as regras da competição, não ia ser benéfico para nós. Quero deixar bem claro que o pavilhão estava cheio, inclusive mais de 50 pessoas estavam encostadas à parede do próprio campo, por não haver lugares na bancada, o que significa que a competição na 1º divisão está mais do que dignificada.”Relativamente ao jogo, Paulo Fidalgo realçou a forma como cada posse de bola foi discutida, pelo que não causa estranheza a baixa pontuação final. “Muito intenso como seria de esperar, as defesas claramente a sobreporem-se aos ataques como indicam os parciais do encontro.”O técnico reconhece que o jogo não se disputou ao ritmo que mais lhe convinha, bem como aponta alguma falta de agressividade por parte da sua equipa na disputa da bola. “Estávamos conscientes que tínhamos que impor o nosso ritmo de jogo para levar a melhor sobre o ESA, uma equipa muito experiente, que gosta de jogar em 5×5. Não nos foi possível, normalmente marcamos 20 pontos por período e sofremos em media 12, fomos uma equipa apática na luta pela 2ª posse de bola.”A eliminatória muda-se agora para o Porto, mas para vencer o Académico terá de conseguir retificar alguns aspetos na defesa e no ataque, bem como melhorar a sua determinação na forma como defende. Paulo Fidalgo mostar-se confiante em levar a série até à negra, para depois poder marcar presença no playoff que atribuirá o título da competição. “Para o próximo embate em nossa casa com o apoio do nosso público, vamos ter que retificar alguns aspetos do jogo. Temos que intensificar a nossa defesa, permitindo mais posses de bola, aumentando assim o volume de jogo, claramente não queremos muitas paragens durante o mesmo. Quem vencer a luta nas tabelas e realizar menos turnovers vai sair vitorioso e chegar à final. Queremos ganhar no sábado para conseguir o 3º jogo e a consequente e desejada Final.”Não ficam dúvidas que neste playoff estão “presentes as 4 equipas mais constantes durante a fase regular”, e no entender do treinador do Académico, “qualquer um destes clubes tem potencial para subir à Liga.”O AFC foi a única das 4 equipas que não se reforçou para estes jogos, “no entanto queremos ser competitivos”. Até porque somos claramente a equipa com média de idades mais baixa e menos experiente, o que nos dificulta em alguns aspetos que são decisivos no campo.”Paulo Fidalgo espera combater esses handicaps com outras armas de modo a poder contornar algum tipo de fragilidades. “Com o querer e muita vontade das minhas atletas penso que vamos ultrapassar mais este obstáculo, que foram muitos e constantes ao longa da época.”O técnico aproveitou para deixar uma mensagem a toda a comunidade do basquetebol, “precisamos de mais divulgação, dos atletas, dos treinadores, dos clubes, precisamos de voltar a encher os pavilhões, precisamos de voltar a respirar Basquetebol….”


Aí está a final!

Menos complicado o trajeto dos encarnados até esta final, apenas uma derrota na meia-final com o Sampaense Basket. Já a caminhada dos vimaranenses, especialmente na ronda anterior, foi bem mais trabalhosa, muito por culpa da réplica oferecida pelo Lusitânia.

Os benfiquistas partem como grandes favoritos à renovação do título, não só porque beneficiam do fator casa, como também pela qualidade e número de opções à disposição do técnico Carlos Lisboa. O Vitória já esta época venceu a equipa benfiquista, mas derrotar o conjunto benfiquista numa série disputada à melhor de cinco jogos é uma tarefa bastante mais complicada de atingir.A primeira condição é que o Vitória terá de obrigatoriamente de vencer, pelo menos, um jogo em Lisboa, num pavilhão onde ninguém conseguiu ganhar durante a fase regular ou em rondas anteriores do playoff. Só um Vitória muito competente, diria mesmo quase perfeito, estará em condições de bater o Benfica por três vezes. E para que isso aconteça, o jogo exterior do Vitória terá que conseguir fazer a diferença, sem esquecer o controlo da posse de bola e a luta das tabelas.Será interessante acompanhar os duelos individuais dos extremos das duas equipas, bem como a batalha na posição de base, ocupada por dois potenciais candidatos a estarem presentes na chamada à Seleção Nacional. Jobey Thomas tem sido o principal desequilibrador nas posições exteriores na equipa do Benfica; já o seu compatriota Seth Doliboa consegue-o fazer nas posições interiores como através de ações no perímetro.Paulo Cunha, Anthony Meier, Ismael Torres e o próprio João Guerreiro, cada vez mais uma opção, terão pela frente grandes desafios do ponto de vista defensivo, ao terem a responsabilidade tentar de condicionar o sucesso ofensivo do Benfica nas áreas próximas do cesto. Onde jogadores como Gentry, Doliboa, Weaver e Cláudio Fonseca habitualmente fazem mossa nas defesas adversárias. A estatura e o poderia físico dos extremos encarnados, principalmente de Betinho e Andrade, são um problema acrescido, não só pela capacidade que possuem de jogar de costas para o cesto, como também pela participação que têm no ressalto ofensivo.A maior rotatividade dos atuais campeões nacionais pode proporcionar maiores dividendos à medida que a eliminatória avance, até porque estamos a falar de jornadas duplas em dois fins de semana consecutivos. Uma posição onde isso poderá ser determinante é a de 1º base, já que Pedro Pinto tem uma sobrecarga muito maior de minutos de utilização nesta fase da temporada.Chegadas aqui, as duas equipas obviamente que irão lutar pela conquista do título, numa final em que os vitorianos nada têm a perder, portanto menos pressionados, ainda que com menos experiência para disputar este tipo de jogos. O Benfica sempre assumiu a renovação do título como sendo o principal objetivo da temporada, a equipa chega na sua máxima força com todos os jogadores disponíveis, sendo que alguns deles foram “recuperados” durante as rondas anteriores, o que faz com que o Benfica surja nesta final mais apetrechado e motivado para lutar pelo título.


Sónia Reis: «Quem acredita alcança»

A internacional portuguesa conta nesta entrevista o segredo que esteve por detrás deste sucesso da equipa da Quinta dos Lombos. Ao nível pessoal, Sónia conta que os muitos problemas físicos que sofrido obrigam-na a “arrumar as botas”.

A Quinta dos Lombos efetuou um trajeto cem por cento vitorioso nas séries a eliminar (6 vitórias), pelo que não restam dúvidas que foi campeã a melhor equipa. “É caso para dizer que venceu uma equipa esforçada, que trabalhou muito, que durante a época teve algumas quedas, mas que foi maioritariamente consistente. Quem acredita alcança, e nós acreditamos com muita força e trabalhamos para o conseguir.”De regresso a Portugal, Sónia perspetivou uma temporada tão positiva como aquela que agora terminou. “Eu estou sempre a espera de coisas positivas, sou sempre muito otimista com tudo. Sempre que começo, ou vou fazer algo, penso sempre na melhor das hipóteses. Por isso pensei que seria possível, mas de pensar até acontecer é bem diferente.”A experiente jogadora explica o sucesso da Quinta dos Lombos como tendo sido o resultado de um coletivo que funcionou na perfeição, em que os interesses da equipa estiveram acima de tudo. “O sucesso é trabalho, esforço, bom ambiente, gostar do que se faz, acho que isso ajudou muito para os resultados. Ninguém se engane, não é por se ter grandes jogadoras que se ganham campeonatos, muito menos no feminino, é preciso que as jogadoras conectem. Por experiência, já fiz grandes épocas e obtive grandes resultados com equipas de ‘ninguém’, mas que éramos unidas e tinha-se um grande ambiente, conectamos na perfeição. E épocas desastrosas com equipas de ‘estrelas’ em que prevaleceu o individualismo, o eu é que sou boa, não eu é que sou, não preciso de me esforçar eu já sou boa ou já sei tudo, etc.’ O ditado: a união faz a força, no desporto é muito verdade.”Os títulos conquistados esta época foram celebrados por Sónia com o mesmo entusiasmo de sempre. “Tiveram um significado muito forte e pessoal, não foi só uma vitória desportiva, mas também pessoal. Cai várias vezes mas nunca fico em baixo.”Depois de alguns anos de ausência, Sónia encontrou uma Liga bastante diferente, com menor qualidade nas atletas estrangeiras, mas que conta com jovens portuguesas de grande potencial. “Bem esta Liga não é claramente a que deixei, a começar pelas jogadoras, não conheço quase ninguém. Honestamente acho que está mais fraca que nos tempos que estive em Santarém, principalmente a nível de americanas (estrangeiras), mas percebe-se que a ausência de dinheiro faz com que isso aconteça. A nível das nacionais temos muitas jovens com talento, mas poucas atletas ‘maduras’ experientes, falta um certo equilíbrio. Acho que são os aspetos que mais me chamaram a atenção.”Para a jogadora existe talento e jogadoras promissoras no basquetebol nacional, mas isso não basta para que tornem jogadoras de referencia, com qualidade suficiente para fazerem a diferença. “Temos potenciais jogadoras, mas se há uma coisa que aprendi ao longo dos anos em Portugal, é que temos sempre jovens com potencial, mas que depois não passaram disso mesmo. Ter potencial não chega, é preciso querer trabalhar e estar disposto a fazer sacrifícios.”Apesar de manter o desejo de se manter em atividade, as dores e os problemas físicos falam mais alto. “Vontade de jogar terei sempre, agora mesmo venceram os problemas físicos, é hora de arrumar as botas.” Nem mesmo uma suposta participação numa competição europeia foi suficientemente aliciante para convencer Sónia Reis a prolongar a sua fantástica carreira. “Saí de Espanha por já não ter capacidades para jogar nas exigentes competições e Ligas europeias. A decisão já está tomada, quem manda é o meu corpo.”


«Vitória do espírito de sacrifício»

Ao vencer por 56-52 a equipa da Amadora ficou mais perto da final, se bem que esteja obrigada a vencer um dos dois jogos a serem disputados no Porto. A treinadora Mafalda Fogaça tem consciência que irá ser uma tarefa complicada, frente a um adversário com enorme tradição e uma excelente formação, mas acredita na experiência das suas atletas para conseguir chegar à grande final

Defensivamente a ESA conseguiu condicionar o adversário tendo acabado a 1ª parte com uma vantagem de cinco pontos (26-21). No final do 3º período as duas equipas estavam empatadas a 27 pontos, e, até perto do final, o jogo esteve sempre equilibrado. Com o aproximar dos minutos finais, dois triplos da Ana Silva e uma excelente atitude com muita luta do cinco em campo, garantiu a conquista de ressaltos tanto ofensivos como defensivos, que foram determinantes na vitória. Juntamente com os 17 pontos da Vanessa Costa, dos ressaltos de Susan e Sónia, sob a excelente a capacidade de controlo do ritmo de jogo e tomadas de decisão da Joana Fogaça, a ESA conseguiu ser mais forte nos momentos de decisão e acabou por se colocar na frente da série.Mafalda Fogaça ainda não tinha conseguido vencer esta época o Académico, mas sabia o que era necessário a equipa fazer para dar a volta a essa tendência negativa. “Para nós era um jogo com uma equipa com quem perdemos os dois jogos da fase regular e que fruto da sua agressividade defensiva nos tinha condicionado fortemente os movimentos ofensivos. Preparámo-nos para este jogo, corrigindo o que era necessário, e sabíamos que a forma como entrássemos em campo seria decisiva para o desenrolar do jogo.”A lesão Rita Ponte (entorse) durante o aquecimento ao intervalo, e o facto de Susan Foreid estar muito condicionada, obrigaram a uma maior superação por parte da equipa, pelo que Mafalda considera que esta foi uma “vitória do grupo e do espírito de sacrifício.”Apesar de neste momento comandar a série, a treinadora sabe que vai ser extremamente complicado fechar a eliminatória no Porto. “Para o próximo fim de semana, vamos com a vantagem de 1-0 sabendo que vai ser uma eliminatória bastante difícil. O Académico é uma equipa determinada, com jogadoras jovens mas de um clube histórico e com excelente formação.”Mas para que tal venha a acontecer, Mafalda aposta em alguns pontos fortes que a equipa tem, que nesta fase da competição poderão ser decisivos. “A nosso favor temos a experiência das internacionais Joana Fogaça e Susan Foreid, a vontade e o querer de um grupo já com alguma experiência, mas acima de tudo com uma enorme vontade, espírito de sacrifício e gosto por jogar basquetebol. Vai de certeza ser um (ou dois) jogos de muita entrega de parte a parte.”ESA (56) – Joana Fogaça (9), Ana silva (12), Vanessa costa (17), Rita ponte (3), Sónia Graça (5), Susan Foreid (6), Catarina Afonso (4), Carla Aires e Camia Burity.AFC (52) – Renata Ribeiro (7), Joana Cortinhas (11), Joana Ferreira (8), Joana Cruz (5), sara dias (5), Isabel Leite (11), Daniela Barros (8), Catarina Vieira (2), Sara Ferreira, Marion Mazer e Joana Oliveira.Parciais – 10-13; 16-08; 11-16; 19-15.Acumulado: 10-13; 26-21; 37-37; 56-52SL Benfica mais perto da finalNa outra meia-final, o conjunto benfiquista deu um importante passo para marcar presença na final da prova. Ao vencer em Calvão por 83-64, as benfiquistas estão agora a uma vitória do playoff final, e beneficiam do facto de os dois próximos jogos em que poderão fechar a ronda serem disputados em Lisboa.


Vitória está na final

Depois de muita emoção e luta, os vimaranenses conquistaram o direito de disputar a final do playoff frente ao SL Benfica, e assim poderem continuar a ambicionar ganhar o título de campeão nacional.

Depois de duas vitórias para cada lado, este jogo da negra era o tira-teimas para se ficar a conhecer o adversário da equipa benfiquista. Uma incerteza que se manteve durante toda a 1ª parte face ao equilíbrio registado entre as duas equipas durante os primeiros 20 minutos.No 1º período registaram-se nove alternâncias no comando do marcador, mas um triplo mesmo no final do quarto colocou os açorianos na frente do resultado por 22-18. Os primeiros minutos do 2º quarto foram de enorme ineficácia de ambas as partes, embora tenham sido os minhotos a tomar a liderança do jogo, ainda que por curtas vantagens (27-22). A 45 segundos do final do 1º tempo a equipa da ilha Terceira voltava ao comando do jogo (36-35), acabando por recolher ao balneário a vencer por 37-35.No recomeço da etapa complementar nenhum dos conjuntos conseguiu fugir no marcador, e a 3.49 minutos do fim do período registava-se um empate a 49 pontos. Um triplo de José Silva deu o mote para um parcial de 8-0 favorável ao Vitória, com os insulares a não marcarem mais pontos até final do período (58-49).Foi o momento do jogo já que depois dessa vantagem amealhada, os comandados de Fernando Sá não mais largariam o comando do jogo. Dois triplos a abrir o 4º período colocaram o Lusitânia mais próximo no marcador (55-58), se bem que nunca tenham conseguido a reviravolta no resultado. A meio do quarto os vitorianos venciam por 71-65, e com um parcial de 5-0, faziam subir a diferença para a casa das dezenas (76-65).O cronómetro jogava a favor da equipa da casa, a quem bastou gerir a almofada pontual acumulada nos pouco mais de 3 minutos que faltavam para o final do encontro e da eliminatória. O base Pedro Pinto (22 pontos, 3 ressaltos e 3 assistências) surgiu neste jogo mais como um marcador de pontos, no qual João Guerreiro (12 pontos e 8 ressaltos) voltou a ter um contributo muito positivo. O jogo exterior do Vitória voltou a funcionar muito bem, com a dupla composta por José Silva (15 pontos) e João Balseiro (16 pontos, 4 assistências, 4 roubos de bola e 3 assistências), a destacar-se na marcação de pontos.Marcel Momplaisir somou mais um duplo-duplo (15 pontos e 15 ressaltos) terminado a época com mais uma exibição de grande qualidade. O duo composto por James Smith (17 pontos, 6 assistências e 2 roubos de bola) e Zane Campbell (17 pontos e 4 ressaltos) teve uma prestação bastante positiva, lutando até final por um lugar na final.


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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