Artigos da Federaçãooo
«Concentradas em sermos campeãs»
A jogadora garante que a equipa não está a encarar a partida “com descontração” nem relaxamento, até porque o adversário não é uma equipa qualquer…
A Quinta dos Lombos está a um passo de tornar campeã nacional e, para que isso aconteça, basta vencer um dos dois jogos que tem para disputar em casa. Filipa Bernardeco tem consciência que o triunfo na Madeira facilitou o trabalho da equipa, embora não tenha sido motivo para descontração ou qualquer tipo de facilitismo. “Para este 2º jogo da final do playoff, a equipa sente-se confiante, porque conseguimos conquistar uma vitória que não foi nada fácil, por ter sido na casa de um adversário competente. Apesar de nos encontrarmos em vantagem, não relaxámos o nosso trabalho ao longo da semana e estamos ainda mais concentradas no nosso objetivo principal: sermos campeãs nacionais!” O plano de jogo não vai sofrer grandes alterações, até porque deu bons resultados no primeiro jogo da série. Assenta em princípios fundamentais, sendo que a defesa terá de ser a chave do sucesso. “A preparação tem sido no sentido de apresentarmos a mesma agressividade defensiva que penso ter sido a base da nossa vitória, para além da consistência ofensiva, na paciência das decisões que demonstrámos na escolha dos melhores lançamentos.”Ter margem para erro logicamente que dá mais estabilidade à equipa, e alivia um pouco a pressão. No entanto, Filipa acredita que, com o apoio dos seus adeptos, e o rigor que a equipa tem revelado ao longo da temporada, estão reunidas as condições para poderem festejar no final. “Para além destes aspetos, sabemos quais os pontos-chave da equipa adversária em ter em consideração, que reforço o seu valor e carácter em momentos decisivos de competição, o que para a minha equipa, nos motiva. A focagem na preparação para este jogo não nos deixa tempo de sobra para pensarmos em pressões, porque para além de acreditarmos na competência da equipa, temos sempre duas oportunidades para o provar, e principalmente, porque sabemos que contamos com o apoio de pessoas que acreditam em nós e nos acompanham seja qual for o desfecho.”Para além do título, a base gostaria de poder proporcionar um bom espetáculo, e provar que o basquetebol feminino em Portugal tem qualidade. “Esperamos muito apoio dos amantes do basquetebol e claro está, dos apoiantes do nosso clube, e que no fim, consigamos mostrar que em Portugal também se joga a um bom nível!.”
A um passo do título
Um segundo triunfo dos portistas fecharia a série disputada à melhor de três jogos, sendo que havendo necessidade de disputar uma negra, o jogo decisivo será novamente no Dragão Caixa. Na antevisão do encontro, em declarações ao site do FC Porto e Porto Canal, os bases André Bessa e Eduardo Guimarães apelaram, para que os sócios comparecessem de modo a que faça sentido falar em fator casa.
Para Eduardo Guimarães seria importante criar um ambiente de uma final, de modo a que o espetáculo fosse apelativo para os adeptos que costumam acompanhar a equipa, como para aqueles que se deslocam pela primeira na expectativa de ver o seu clube tornar-se campeão. “Nós próprios fomos tentando divulgar a informação nas redes sociais, para que as pessoas não sejam surpreendidas, porque desta vez há levantamento de bilhetes para sócios e bilhetes pagos para não sócios. Esperamos que encham este pavilhão e criem aquele ambiente de que todos gostamos. Queremos que quem costuma vir aos jogos continue a vir e que quem vier pela primeira vez fique admirado como o nosso trabalho, raça e esforço e que isso seja algo que os faça voltar”.Quanto ao jogo em si, André Bessa sublinha que a equipa vai procurar “fechar” já esta final, “sem pensar” na vitória obtida em Ílhavo e na possibilidade de conquistar o título num terceiro encontro.O base portista destaca o bom desempenho da equipa durante a afse regular, valeu o cesso direto, embora isso não tenha retirado empenho e desejo de fazer ainda mais e melhor. Prova disso mesmo foi a vitória alcançada pelos azuis e brancos em casa do seu adversário no primeiro jogo deste playoff. “Estamos muito contentes. Tínhamos o objectivo de subir e conseguimo-lo logo na fase regular. A partir daí propusemo-nos o objetivo de ser campeões e trabalhamos para isso. Fomos ganhar a Ílhavo, o que provavelmente ninguém esperava, porque o Illiabum só tinha perdido uma vez em casa. Vamos trabalhar para ser campeões na sexta-feira”. Ambos os basquetebolistas sublinham que o adversário tem potencial para discutir o encontro, que se prevê “equilibrado”. No entanto, o Dragon Force cresceu e está “mais maduro”, conseguindo agora gerir melhor os momentos decisivos das partidas. No passado sábado, os portistas foram mesmo para o intervalo a perder, tendo sido capazes de dar a volta no período final do encontro. Em quatro jogos disputados esta temporada frente ao Illiabum, os Dragões apenas perderam o primeiro, em Ílhavo, da fase regular da Proliga, triunfando ainda no jogo relativo aos quartos-de-final da Taça de Portugal.
CAR Jamor conhece os dois resultados possíveis
O resultado de 65-46, favorável aos atletas do Jamor, não reflete minimamente as dificuldades sentidas, bem como não espelha a excelente réplica oferecida pelo conjunto visitante. Na quinta-feira, foi a vez de enfrentar a equipa de Sub 20 do Seixal, que venceu o encontro com inteira justiça, por 63-54.
Tal como tinha acontecido na 1ª volta, a equipa dos Salesianos voltou a revelar uma excelente atitude competitiva, sempre muito guerreira, agressiva na forma como defendia, e apesar da evidente diferença de estatura, muito focada no trabalho nas áreas próximas do cesto.Levou algum tempo até que o conjunto do CAR percebe-se onde estavam as vantagens ofensivas, isto apesar de alguma ineficácia ofensiva. Mais importante era que os jovens atletas começassem a ler melhor o jogo, no sentido de evoluírem nas corretas tomadas de decisões. Defensivamente, sem grandes surpresas, alguns problemas no ajuste defensivo por parte dos jogadores maiores, uma vez que eram obrigados a defender bases e extremos, o que não desculpa alguns erros de ajudas e rotações defensivas.O tiro exterior voltou a não estar bem, embora houvesse claras melhorias na criação de boas situações de lançamento, como resultado de boas movimentações ofensivas, nomeadamente a partir do passe interior. Ficou claro que é necessário continuar a insistir nas situações de contra-ataque, saberem correr no campo ocupando corretamente os espaços, bem como na correta definição dos ritmos de jogo.Alinharam e marcaram pelo CAR Jamor: Airton Fernandes, Tomás Domingos (10), João Ramos (1), Pedro Costa (4), Nuno Sá (8), Carlos Cardoso, Miguel Ferrão (11), Pedro Dias (7), Rui Saraiva (12), Diogo Carvalho, João Pedro Fernandes e Pedro Teixeira (12).Seixal foi mais consistenteApesar de ter iniciado melhor o encontro, não demorou muito tempo para que a equipa seixalense tomasse conta do encontro, obrigando a jovem equipa do Jamor a ter que correr sempre atrás do prejuízo. O conjunto da margem sul, como é seu hábito, jogava de uma forma agressiva, batia-se muito bem na luta das tabelas, isto apesar da clara desvantagem de estatura, e com o seu base a a fazer claramente a diferença.A equipa do CAR revelava dificuldades em conseguir ter sucesso na defesa dos bloqueios diretos, bem como alguma fragilidade na defesa das penetrações nas situações de 1×1. A maior maturidade dos atletas do Seixal permitia-lhes jogar com maior paciência no ataque, esperando quase sempre pelo erro do adversário.Mas nem tudo foi negativo na equipa do CAR. De destacar a boa reação da equipa para reentrar na discussão do jogo, a melhoria significativa nas leituras dos bloqueios diretos e indiretos, bem como nas tomadas de decisão, notando-se uma maior preocupação em ler para escolher a melhor opção, e explorar possíveis vantagens. A grande diferença foi a eficácia revelada pelas duas equipas. Muito embora tenha criado várias situações de lançamento, muitas delas resultantes de boas movimentações ofensivas, a falta de pontaria condicionou, e de que maneira, o sucesso ofensivo da formação do Jamor. Ainda assim, o jogo manteve-se fechado até bem perto do final, mas a longa distância da equipa do Seixal, matou o jogo nos últimos minutos.Alinharam e marcaram pelo CAR Jamor: David Dias (2), Tomás Domingos, João Ramos, Jorge Pires (12), Nuno Sá (2), Carlos Cardoso (5), Miguel Ferrão (23), Pedro Dias (4), Rui Saraiva, Diogo Carvalho (4), André Ketterer, e Pedro Teixeira (2).
Projeto Formação Continua de Treinadores
(Instituto Português do Desporto e Juventude), no âmbito do Programa Nacional de Formação de Treinadores, terá como preletores Moncho Lopez e Rui Gomes e decorrerá no Dragão Caixa, entre as 20H30/22H30 da próxima 2ª feira, dia 12 de Maio.
Numa modalidade como o basquetebol, em que as diferentes fases do jogo estão permanentemente encadeadas, sendo a globalidade dos atletas em campo responsável por todas as tarefas estratégicas, quer no ataque, quer na defesa, pensamos ser decisivo o recurso a exercícios com exigências de atenção relativamente a essas diferentes fases de jogo, na conceptualização do processo de treino. Desta forma, quando treinamos o contra-ataque, não deixamos de solicitar a aplicação dos princípios que norteiam a recuperação defensiva e caso se proporcionem situações de jogo posicional, pretendemos que as diferentes regras técnico-tácticas da equipa se verifiquem. Todas as informações em www.abp.pt e www.facebook.com/ABPorto
Quarteto em luta pelo passaporte para a final em 24 de Maio
SL Benfica, Académico FC, ES Amadora e BKT Calvão são os emblemas que estarão na luta por um lugar na final, marcada para 24 do corrente, em Vila Pouca de Aguiar.
Este ano a final do playoff será discutida num único jogo (por razões económicas), sendo certo que ambos os finalistas conquistam o direito desportivo a subir à Liga Feminina, na próxima temporada. Foi uma proposta apresentada na Conferência Nacional do Calendário realizada em Julho de 2013, em Águeda e posteriormente ratificada. Os quatro semi-finalistas foram os 4 primeiros classificados na fase regular, tendo confirmado nos quartos-de-final do play-off, a sua supremacia em relação aos seus adversários directos. E não houve discussão ou seja cada um deles fez uma série limpa (2-0). Assim o SL Benfica (1º) afastou o Juvemaia (8º), o Académico FC (2º) desembaraçou-se do Marítimo (7º), a ES Amadora (3º) eliminou o SC Coimbrões (6º) e por último o BKT Calvão (4º) não se deixou surpreender pela AD Ovarense (5º). Não conhecemos em pormenor os plantéis das equipas nortenhas, o mesmo não sucedendo em relação aos conjuntos sulistas, até pela circunstância de terem sido adversários do CAR Jamor Feminino na Série Especial disputada durante a época. Isto para dizer que as benfiquistas têm argumentos para demonstrar a sua superioridade (à melhor de 3) frente às adversárias. A liderança da antiga internacional sénior Sofia Ramalho na organização de jogo da equipa da Luz é garantia de muita experiência, bem acompanhada por algumas internacionais dos escalões de formação, casos da extremo/poste Andreia Teixeira, da extremo Paula Couto, da poste Joana Alves e ainda da jovem Jovana Nogic (1º ano de Sub-18) que no verão passado fez parte da selecção da Sérvia que venceu o Europeu de Sub-16 Femininos, Divisão B, disputado em Matosinhos, ao bater na final a congénere portuguesa. Sabemos que as representantes do Calvão contam com jogadoras altas, tais como as caboverdianas Djenifer Monteiro (ex-Sporting CP) e Yamili Cruz (já jogou na Liga Feminina, pelo CRCQ Lombos) e que eventualmente poderão alinhar com algumas jogadoras do Olivais FC (Inês Veiga, por exemplo, internacional Sub-16 e Sub-18) já que o BKT Calvão é clube satélite do emblema olivanense. No confronto entre Académico FC e ES Amadora, que julgamos ir ser muito equilibrado, com a juventude das nortenhas a ter que contrariar a grande experiência do plantel às ordens de Mafalda Fogaça. A base Joana Fogaça, a extremo/poste Susan Foreid, ambas internacionais senoires, a poste Rita Ponte (internacional Sub-18), a poste Carla Aires (internacional por Cabo Verde), a extremo Vanessa Costa, a angolana Cami Burity, a poste Sónia Graça, entre outras, formam um grupo muito experiente, com muitos anos de prática da modalidade, habituadas às grandes decisões. Por seu turno , no plantel do emblema do Lima, a irreverência da base Joana Ferreira, a capacidade de luta da poste Sara Dias (internacional Sub-18) e o tiro exterior de Catarina Vieira são garantia de muita ambição, numa mescla bem urdida com a experiência de Isabel Leite e Joana Cruz (internacional Sub-20). Calendário de jogos:Sábado (10 de Maio) – Jogo 116H30 ES Amadora-Académico FC, no Pavilhão Municipal José Caeiro17H00 BKT Calvão-SL Benfica, no Pavilhão do Colégio Calvão Sábado (17 de Maio) – Jogo 2 21H00 Académico FC-ES Amadora, no Pavilhão do Lima 21H30 SL Benfica-BKT Calvão, no Pavilhão FidelidadeDomingo (18 de Maio) – Jogo 3 (se necessário)16H00 SL Benfica-BKT Calvão, no Pavilhão Fidelidade16H30 Académico FC-ES Amadora, no Pavilhão do Lima
«Que a dor e o sofrimento comece!»
A Quinta dos Lombos é um conjunto que impõe respeito, porém as insulares estão determinadas a corrigir os erros cometidos e a dar a volta à eliminatória, à semelhança do que fizeram nas meias-finais, frente ao GDESSA. Não perca a entrevista, nos detalhes desta notícia.
Esperavam obter outro resultado diferente no jogo 1 do passado sábado ?Sim claro, ninguém joga para perder. Eu jogo basquetebol há mais de 20 anos e quero sempre ganhar. Mas se a pergunta é no sentido de saber se fizemos o suficiente para vencer, a resposta é não. Esperávamos ganhar mas não jogamos o suficiente para ganhar, jogamos com medo e isso não é bom.Acha que a equipa não esteve tão bem como costuma ser habitual?Não estivemos ao nosso nível. Quando se perde, voltas atrás, vais ver o video do jogo e chegas a conclusão que a tua equipa jogou sem caracter a maior parte do jogo, dai a derrota. Acho que nós não estávamos prontas para uma partida de “wrestling” o que nos colocou fora do jogo. Pode apontar algum aspecto do jogo em que ache que a vossa equipa tenha estado menos bem?Jogamos como uma equipa que pensava que ia vencer o jogo com o primeiro tiro, ou logo no primeiro período e quando se joga precipitado e à louca, a tendência é jogar mal. Não houve nenhuma continuidade nas nossas ações, não existiram as sinergias habituais nem jogamos com aquele espírito de equipa. Fomos lentas no ataque e na defesa. Mas isto não é um play off a 1 jogo, a primeira equipa que vencer 2 jogos é que será a campeã e isto é que tornam os play offs do basquetebol por todo o mundo fantásticos. Ficou surpreendida pelo estilo de jogo apresentado pelo Lombos?Não, de maneira nenhuma. Eu analisei 7 jogos delas antes deste jogo. Fiquei muito mais surpreendida pelo não de assinalar de faltas óbvias por parte da arbitragem. Não sobre mim, mas sobre as minhas colegas de equipa. Quando fizeram faltas sobre mim os árbitros apitaram, mas em relação as restantes eles deixaram andar muito na decisão “NO CALL”. Mas ok, não há problema, isto é uma “GUERRA” e temos de estar preparadas para jogar assim também. Não se pode pedir aos árbitros marcação de faltas, temos é de ser também agressivas e depois tudo acontecerá naturalmente. Por mim não tenho problema nenhum em relação a agressividade do adversário, sou uma poste e estou habituada a isso. A nossa equipa vai estar preparada para tudo o que acontecer no jogo 2. Mesmo assim acha que tem hipóteses de discutir o título em Lisboa?Não sei muito bem o que quer dizer com isso, mas se ficas desencorajada com uma derrota, não há nenhuma razão para jogares qualquer desporto. Na vida e no desporto vamos encontrar obstáculos, e é na forma como tu os ultrapassas que faz de ti uma campeã e não as derrotas ou as vitórias. Eu conheço bem a nossa equipa. Estou na Madeira há 5 meses e sei que nós vamos jogar com os nossos corações e mente determinada, e uma vez mais, não vamos entrar desencorajadas. Nós vamos jogar o CAB BASKETBALL.Continua confiante se jogarem ao vosso melhor nível podem vencer os dois jogos em Carcavelos?Taj- Eu sou uma jogadora confiante por natureza. depois de ter jogado mais de 1000 jogos ao longo da minha longa carreira este momento é somente mais um ponto alto. A pressão não está sobre nós, a pressão está sobre o Lombos, nós não temos um DREAM TEAM, somos somente um grupo de jogadoras trabalhadoras e unidas que querem muito vencer. Nós estamos confiantes porque ninguém pensou que poderíamos estar aqui. A nossa equipa, durante a primeira volta da fase regular, não conseguiu fazer melhor que o 6º lugar e tenho a certeza que muitos dos media e muitas pessoas pensaram que eu era somente uma jogadora velha e veterana e que já não conseguia jogar a este nível, mas nós todas provamos que estavam todos enganados e estamos na final da liga. Vamos continuar a jogar ao nosso estilo no proximo sábado. O melhor de tudo é que esta final é excelente para a Liga Feminina e para o basquetebol feminino português. Todos querem ver as duas melhores equipas na final.Na sua opinião o que será decisivo para o CAB poder ser campeão?Taj – Para o CAB Madeira ser campeão, temos de jogar á CAB, ou seja, como aquela equipa que venceu ao GDESSA nas meias finais depois de perder o primeiro jogo. Nós sabemos o que temos de fazer para vencer, ou seja, jogar duro, ter calma, mas sermos agressivas e jogar ao nosso ritmo. Temos as melhores 10 jogadoras que podemos ter para as necessidades da equipa. Já fomos testadas nestes play offs e somos a equipa da Liga que mais fez dois jogos seguidos ao longo da época. Estamos preparadas. O jogo joga-se no CAMPO e não nos jornais ou nos media. LET THE PAIN AND SUFFERING BEGIN.THANK YOU SEE YOU SATURDAY AT LOMBOS.
«Não cometer erros»
O experiente jogador analisa nesta entrevista o que correu mal naquela partida e diz do que deve ser feito pela equipa no sentido de ser bem sucedida nos Açores.
Depois do domínio que demostrado em casa pelo Vitória durante a fase regular, os vimaranenses, ao serem derrotados no jogo 2, perderam a vantagem casa. Algo que Paulo Cunha não estava certamente à espera, mas que o atleta encara de uma forma realista, já que era um cenário possível de poder vir a acontecer. “O Lusitânia é uma equipa forte e bem organizada, sabíamos que esta eliminatória ia ser equilibrada, a exemplo dos dois jogos da fase regular.” Depois de terem triunfado no jogo inaugural desta série, os vitorianos não foram capazes de aumentar a vantagem no dia seguinte. Para o capitão do Vitória, tal não se ficou a dever a qualquer tipo de facilitismo por parte da equipa. “Não acho que tenha havido nenhum tipo de relaxamento, simplesmente foi mais forte o Lusitânia no jogo 2.” Os comandados de Fernando Sá, especialmente durante a 1ª parte (54 pontos sofridos), não estiveram nada bem na defesa, facto que muito provavelmente lhes terá custado o empate na eliminatória. “Não conseguimos parar o jogo exterior do adversário, o que nos condicionou e marcou o resto do jogo.” Períodos houve do jogo em que a equipa vitoriana deu a sensação de ter perdido algum controlo emocionalmente, passando a jogar mais com o coração do que com a cabeça. Precipitou-se nas ações ofensivas, e a frustração atacante tinha reflexos na forma como a equipa se comportava no outro lado do campo. “Não é fácil correr sempre atrás do resultado e mais do que instabilidade emocional, o querer recuperar rápido a desvantagem não esteve a nosso favor.” Na opinião do experiente jogador, nada se alterou na forma como o Lusitânia se apresentou no jogo 2. Mais do que alterações táticas ou diferentes estratégias defensivas, a pontaria revelada pelos açorianos acabou por fazer a diferença. “Quer no jogo 1, quer no jogo 2, a equipa do Lusitânia foi sempre igual aos seus princípios e jogou sempre da mesma maneira, o que mudou foi a eficácia ofensiva.” A eliminatória continua em aberto, pelo que o jogo 3 poderá representar um papel importante no desfecho da série. Cunha recusa a obrigatoriedade de vencer o jogo 3 nos Açores, embora saiba o que é necessário para que qualquer uma das equipas chegue ao playoff decisivo. “É obrigatório vencer mais dois jogos nesta fase para seguir em frente e passar à final, esse é o nosso caminho e todas as pessoas que trabalham connosco o merecem.” Naturalmente que quando uma equipa perde é sinal que coisas existiram que não funcionaram bem durante o jogo. Depois da habitual análise do jogo de domingo, o Vitória tirou certamente ilações, e Paulo sabe bem que não se podem repetir as mesmas falhas sob pena de ficar pelo caminho. “Para chegar a final nenhum erro pode ser cometido, costuma-se dizer que ganha quem comete menos erros, logo quem não os cometer passa a final.”
«É David contra Golias»
A formação de São Paio de Gramaços perdeu os dois encontros na Luz e este fim-de-semana recebe os encarnados. Mas, independentemente do que venha a acontecer, o treinador garante estar muito orgulhoso dos seus jogadores e dos resultados alcançados pelo grupo esta época.
A eliminatória não está fácil para a equipa treinada por José Calabote, facto que não retira brilhantismo ao percurso trilhado pela equipa até atingir esta fase da competição. “Fizemos o melhor campeonato de sempre desde que o Sampaense esta na LPB, com dificuldades orçamentais enormes. Os meus jogadores, presidente, dirigentes, fisioterapeuta, roupeiro, patrocinadores, fizeram o possível e o impossível para colocar o clube onde se encontra neste momento. O nome de Oliveira do Hospital (S. Paio de Gramaços), fica mais uma vez vincado no panorama do Basket Nacional.”O treinador realça o papel que o clube tem na divulgação da modalidade, contribuindo de várias formas para que o basquetebol chegue a mais jovens, contribuindo para que se difunda e torne popular. “Este clube merece o maior respeito de todos os agentes da modalidade, porque tem trabalhado muito em prol do nosso Basket, com muitos atletas na formação, com títulos de Campeão Nacional nas divisões abaixo, com trabalho desenvolvido nas escolas e clubes da região, valorizando o Basket no interior do País.”Independentemente do resultado desta ronda, o Sampaense irá sempre melhorar a sua prestação desportiva, pelo que no entender do treinador a equipa continua a evoluir e a tornar-se mais competitiva. “Para a minha equipa esta a ser extremamente importante participar nestes playoffs. Se na época transata conseguimos pela primeira vez apurar-nos para esta fase, sendo eliminados pelo finalista vencido da época 2012/13, a Académica de Coimbra, esta época, após este apuramento para o playoff, marcámos como objetivo chegar à meia-final.”Calabote conhece bem o adversário e sabe perfeitamente o quão difícil é bater o Benfica numa série disputada à melhor de cinco jogos. “Tínhamos consciência das dificuldades com que nos íamos deparar, apanhando como opositor a equipa campeã nacional, S.L. Benfica, equipa essa que tínhamos conseguido vencer no inicio da época no troféu António Pratas indo à final com a Ovarense. Mas vencer uma equipa como esta, recheada de excelentes executantes, torna-se complicado fazê-lo mais do que uma vez seguida.”A diferença de potencial entre as duas equipas é assumida pelo técnico, mas ainda assim sente-se reconfortado por poder proporcionar um nova oportunidade de os adeptos poderem ver o seu clube defrontar o Benfica. “É o David contra Golias, diferenças muito grandes. A minha equipa conseguiu um titulo importantíssimo nesta época, além da parte desportiva, que foi a conquista dos adeptos do Sampaense que andavam adormecidos perante a modalidade.“ O último fim-de-semana não correu nada bem à equipa de S. Paio de Gramaços, pois para além das derrotas, os comandados de José Calabote não conseguiram discutir os jogos. Algo que o treinador quer alterar, mas para que isso aconteça, o grupo terá de jogar em constante superação. “Estamos muito orgulhosos do trabalho realizado até aqui, mas queremos sempre um pouco mais, este é o nosso espírito, mesmo sabendo das dificuldades que vamos ter para competir com o nosso adversário neste próximo fim de semana. As nossas limitações vão ser transformadas em energia para conseguirmos passar este obstáculo. Tenho uma confiança extrema nos meus jogadores para enfrentar qualquer adversidade.”
«Vamos lutar até ao fim»
Mas nem tudo está perdido e tudo pode acontecer, pois as equipas são muito parecidas em termos de qualidade, afiança Raimundo.
Uma vez mais estiveram próximos de vencer e foram surpreendidos na parte final do encontro. A equipa tem receio de vencer ou acusa a pressão do momento?É verdade. Mais uma vez não conseguimos completar o nosso objetivo que era ganhar. Mas não creio que se possa dizer que fomos “surpreendidos”, pois já conhecemos bem a qualidade do Dragon Force. E, tal como nós, são uma equipa com muita qualidade e que tenta ao longo dos 40 minutos praticar o melhor basquetebol possível, bem como tomar as melhores decisões de forma a atingir o êxito. E não penso que tenhamos também algum receio de ganhar, aliás o que a nossa equipa mais deseja e trabalha para, é exatamente isso. Ganhar! Após quatro jogos realizados contra esta equipa em que temos um saldo negativo, 3 derrotas e 1 vitória, em que quase sempre o “filme do jogo” é o mesmo, ou seja, começamos a ganhar e estamos durante quase todo o encontro a vencer e depois acabamos por desperdiçar vantagens conseguidas com muito esforço e trabalho. Posso dizer que claudicamos nos momentos decisivos e não conseguimos executar da melhor forma, tanto a nível defensivo como ofensivo e temos quebras muito grandes de rendimento e concentração também por vezes. O que a este nível pode custar-nos o jogo, como tem vindo a acontecer infelizmente.Consegue identificar o que falhou nos últimos 10 minutos do primeiro jogo?Tal como referi anteriormente, penso que nesse momento do jogo acabamos por ter uma quebra em termos de intensidade e concentração no jogo, o que nos leva a tomar algumas decisões que não são as melhores para a equipa e consequentemente prejudicam-nos. Nomeadamente no ataque à defesa zona que o Dragon Force recorre sistematicamente, nas segundas partes dos nossos encontros, para abrandar o nosso ritmo de jogo e produção ofensiva e na qual tem tido algum sucesso muito por culpa nossa.Tendo em conta que estiveram no comando durante 3 períodos, é caso para dizer que não ficaram convencidos sobre a superioridade do Dragon Force?Mais uma vez, tal como já disse, não é a primeira vez que isto acontece. Em quatro jogos conseguimos sempre algum ascendente sobre o adversário mas claudicamos nos momentos decisivos, sendo que apenas uma vez fomos capazes de gerir a vantagem conseguida. Penso que entre as duas equipas não há uma clara superioridade de nenhuma delas, aliás como demonstram os resultados dos nossos jogos, que têm sido bastante nivelados. Apesar do saldo negativo que temos, acho que ambas as equipas equiparam-se em termos de qualidade. A equipa não esteve muito bem no tiro, como provam as fracas percentagens de lançamento de campo. Mérito do adversário? E se isso não será, muito provavelmente, o aspeto mais importante a melhorar para o próximo fim de semana?Sim, é verdade que não estivemos muito bem no aspeto dos lançamentos de campo. Ao longo do ano fomos a melhor equipa do campeonato em termos de percentagem a lançar de 2 pontos mas neste jogo não conseguimos fazê-lo com tanta qualidade como fizemos em todos os outros jogos ao longo do ano, e isso prejudicou-nos claramente em termos ofensivos. O adversário teve algum mérito na forma como tentou dificultar ao máximo a nossa tarefa na hora de lançar ao cesto sim, mas também jogos não são jogos e às vezes isto acontece. Mas acredito que no próximo jogo vamos voltar ao nosso nível em termos de percentagens de lançamento, pois creio que é um aspecto que temos de melhorar.Reconhece que possa ter existido algum descontrolo emocional na parte decisiva do jogo?É certo que a dada altura existiu algum descontrolo emocional por nossa parte, devido a alguns acontecimentos que se foram registando na parte decisiva do encontro. Mas isso não serve de desculpa, e já não é a primeira vez que acontece, e temos de melhorar nesse aspeto e aprender a controlarmo-nos mais e a continuarmos focados no nosso objetivo.Caso não possam contar com o João Figueiredo e o Jaime Silva, a equipa continua a ter argumentos para continuar a discutir a final?Em relação a isso posso dizer que o João ainda hoje treinou connosco como sempre o faz, com a mesma vontade e entrega de sempre, por isso vamos contar com ele. Em relação ao Jaime, sofreu um toque no último jogo, mas sendo a pessoa e competidor que é vai fazer tudo para se apresentar no próximo jogo na melhor forma por isso também contamos com ele. São dois jogadores muito importantes na nossa equipa e contamos com eles para o próximo jogo mas a nossa equipa vale por um todo e não por dois jogadores.Os tiros de três pontos continuam a ser um problema criado por esta equipa do Dragon Force?O Dragon Force ao longo da temporada foi a melhor equipa em termos de lançamento de 3 pontos e continua a provar porquê. Sabemos que é uma das grandes armas que eles possuem e temos de tentar contrariar ao máximo esse aspecto do jogo deles.Acha que a equipa pode fazer melhor? E se isso acontecer, será possível conquistarem o título?Sim. Definitivamente acho que sim! Não temos sido consistentes ao longo de todo o jogo na maior parte dos jogos que efetuamos contra o adversário, e isso tem-nos custado a vitória. Penso que esse, juntamente com a concentração e intensidade e boa tomada de decisões ao longo dos 40 minutos, são os aspetos que temos de melhorar para atingirmos a vitória nesta final. Tendo dito isto, acredito que temos hipóteses de conquistar o título, pois tal como já disse as duas equipas estão bastante niveladas e nunca se pode prever qual o desfecho dos nossos jogos e nós vamos trabalhar e lutar até ao fim pela conquista do título.
Três dias de estágio iniciam a campanha europeia 2014
Na fase de competição com a duração de 18 dias de calendário, entre o primeiro jogo com a Letónia (em Riga) e o último com a Estónia (em Ponte de Sor), estende-se de 8 a 25 de Junho, num sistema de poule (todos contra todos), a duas voltas, portanto 3 encontros fora e outros tantos em casa. O outro adversário que nos calhou em sorteio (no Grupo C) chama-se Itália, uma selecção conceituada, que esteve sempre na Divisão A, o que por exemplo não acontece com a Estónia, em teoria o nosso opositor mais acessível, com o qual nos cruzámos pelo menos duas vezes, nos Europeus de 2007 e 2009, quando estávamos na Divisão B. E ganhámos sempre (em Tallin e cá em Portugal) …A preparação da nossa selecção feminina mais representativa é naturalmente também afectada pela época de crise transversal à sociedade portuguesa. Os custos de preparação não são baixos e os subsídios estatais têm vindo a sofrer anualmente cortes sucessivos, pelo que uma das soluções é reduzir o tempo de preparação. As autarquias, a braços com dificuldades financeiras, também não podem apoiar como dantes e quando assim é, o leque de soluções é curto e por muito que se queira não se pode inventar. Assim sendo o período de preparação que o seleccionador Ricardo Vasconcelos tem para apresentar uma equipa competitiva fica reduzido a 3 semanas, praticamente. Nesta 1ª acção que é de observação e termina depois de amanhã (6ª feira após o almoço), o seleccionador convocou apenas 12 jogadoras, não contando com as seleccionadas do CRCQ Lombos e do CAB Madeira, que ainda estão na discussão do título da Liga Feminina (termina este fim de semana, sábado ou eventualmente domingo, em Carcavelos, caso seja necessário desempate). E há outros nomes que constam da lista oficial (alargada) e cuja chegada está prevista por todo o mês de Maio, concretamente a base Michelle Brandão (Universidade Old Dominion) e a poste Luiana Livulo (UC LA), que estudam e jogam nos EUA (campeonato da NCAA), sendo que Michelle é a que chega primeiro (próximo domingo, dia 11), a tempo de integrar o 2º estágio (12 a 21 de Maio).Este 2º período de preparação reparte-se por Rio Maior (até dia 15, de manhã), viajando a equipa ao princípio da tarde para a Eslovénia (Kranjska Gora), onde estão programados 4 jogos de preparação (primeiro a 16 e 17 com a congénere da Eslovénia) e depois com a Macedónia (no mesmo local, a 19 e 20). O regresso a Portugal está previsto para dia 21, à noite.Jogadoras convocadas:Ana Oliveira (AD Vagos)Aurelie Pinto (Brive Correze/França)Carla Nascimento (CB Al-Qázares/Espanha)Cesária Ambrósio (Martigny/Suiça)Daniela Domingues (AD Vagos)Dora Duarte (Algés)Francisca Braga (Lousada AC)Inês Faustino (Algés)Joana Jesus (AD Vagos)Laura Ferreira (GDESSA)Lavínia Silva (Algés)Sofia Silva (Cadi ICG S./Espanha)ResponsáveisRicardo Vasconcelos (Seleccionador Nacional)Nuno Manaia (Secretário-Técnico)Nádia Palongo (Fisioterapeuta)José Tolentino (Dirigente)
III Torneio Internacional de Castelo Branco
Este evento irá realizar-se nos Pavilhões da Escola Superior de Educação de Castelo Branco com início no sábado pelas 15:00 horas e encerramento no domingo pelas 18:00 horas.
Este ano, e pela 1ª vez, estamos a apostar na organização do torneio com algumas alterações, nomeadamente: 1 – Dois dias de torneio. As equipas podem inscrever-se só para sábado, só para domingo ou para os 2 dias.2 – O torneio é aberto a equipas de: – Mini 8, 10 e 12 – masculinos, femininos ou mistos; – Seleções Distritais de Minis 12 – seleções distritais que vão participar em Paços de Ferreira; – Novidade – Sub 14 Femininos — Novidade O torneio é aberto a todos os clubes e associações, mas limitado aos primeiros 12 clubes/ associações por escalão a inscrever-se. Os jogos terão 4 partes de 8 minutos corridos cada, com interrupção de 1 minuto em cada intervalo e de 3 minutos entre o 2º e o 3º tempo.Neste torneio teremos bastantes jogos de basquetebol, concursos por equipas e individuais, diversas atividades culturais e desportivas, muita diversão e muita alegria. A organização oferece o jantar de sábado e o almoço de domingo aos atletas, treinadores e dirigentes dos clubes.Para os encarregados de educação e familiares existem 2 possibilidades: comer na cantina da Escola juntamente com os atletas ou na “barraquinha dos pais do ABA” montada no exterior dos pavilhões.As dormidas de sábado para domingo, são exclusivamente para atletas, treinadores e dirigentes e serão realizadas em salas com colchões na Escola Superior de Educação. Em anexos podem consultar o programa com o regulamento detalhado do evento e a ficha de inscrição, bem como os calendários de jogos Para qualquer esclarecimento ou dúvida podem contactar: Gustavo Matos 967066170 e Tiago Machado 962923832.Numa data mais próxima será enviada informação detalhada, assim como as equipas inscritas.
Hallman MVP em França
O Rouen de Filipe da Silva também não conseguiu classificar-se entre os 8 primeiros na divisão acima, a Pro B.
Foi na 14ª posição que o Rouen terminou a fase regular da Divisão Pro B, em França, longe dos lugares de acesso ao playoff. A equipa de Filipe da Silva perdeu o último jogo, em casa, diante do Orchy, por 88-95, no prolongamento, uma partida onde o base português somou 9 pontos, 2 ressaltos, 10 assistências e 4 roubos de bola, em 26 minutos.Na NM1, Arnette Hallman, contrariamente ao que é habitual, não foi titular, mas mesmo assim foi o MVP na vitória do Chartres, em casa, diante do Montbrison, por 66-57. Saltou do banco e em 25 minutos marcou 12 pontos, capturou 13 ressaltos, distribuiu 1 assistência e fez 2 roubos de bola. A equipa terminou na 14ª posição.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
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