Artigos da Federaçãooo
APD Braga conquista Supertaça de BCR pela sétima vez
A APD Braga superou o BC Gaia por 73-62, em Guifões, e conquistou a Supertaça de basquetebol em cadeira de rodas, a sétima do seu historial.
O conjunto minhoto entrou muito bem no encontro, o que se traduziu num parcial de 22-11 no primeiro quarto. Mas o adversário gaiense reagiu da melhor forma, e até ao intervalo virou por completo o resultado, indo para o intervalo em vantagem por 35-32.
O equilíbrio foi total no regresso dos balneários, com a diferença a permanecer em três pontos (50-53) à entrada para os derradeiros 10 minutos, mas aí a APD Braga não esteve pelos ajustes e aplicou um parcial decisivo de 23-9.
A equipa bracarense efetuou 26 assistências, 12 roubos de bola e teve influência nos 18 turnovers do adversário, com os seus melhores jogadores a serem Filipe Carneiro (26pts, 4res, 8ast, 5rb), o MVP da partida, Eduardo Gomes (21pts, 5/7 LL, 4res, 1rb) e José Gonçalves (14ast). Quanto ao BC Gaia, que ganhou 44 ressaltos, teve Pedro Bártolo (26pts, 9/10 LL, 7res, 10ast, 3rb), João Castro (12pts, 1ast) e João Rumor (11pts, 20res, 1ast, 2rb, 1dl).
No cinco ideal do jogo, Filipe Carneiro teve a companhia de João Castro, Domingos Djata, Pedro Bártolo e Eduardo Gomes.
e protagonizaram uma partida muito interessante na ̧ !#SomosBasquetebol pic.twitter.com/xAZLo7FyQE
— Basquetebol FPB (@fpbasquetebol) October 8, 2022
APD Braga e BC Gaia discutem a Supertaça
No primeiro duelo da época, APD Braga e BC Gaia enfrentam-se, na Supertaça, no sábado, 8 de outubro, no pavilhão municipal de Guifões, às 15h. O encontro terá transmissão na FPBtv. Os bracarenses, vencedores da Taça de Portugal na temporada transata, encaram a oposição dos gaienses, campeões nacionais, que ergueram também a Supertaça em 2021/2022.
Ricardo Vieira, técnico dos minhotos, faz uma avaliação positiva do trabalho realizado na pré-época. “Se, por um lado, a ausência de atletas nos treinos, pelas mais variadas razões, foi o ponto negativo, por outro, conseguimos realizar um estágio no CAR de Gaia bastante exaustivo e produtivo. Conseguimos ainda realizar um Troféu com alguns jogos em que, apesar do objetivo ser homenagear o Carlos Vieira, a verdade é que nos deu minutos de jogo”, analisa em retrospetiva.
Pela frente, a APD Braga terá uma equipa a quem o timoneiro reconhece valia. “O BC Gaia, apesar das ausências/saídas de Miguel Reis e Luís Domingos, continua a ser, na minha opinião, a equipa que mais se aproxima de forma profissional ao nível de trabalho e fundamentos. Sabemos que tem sede de vitórias, demonstrando nos últimos anos isso mesmo. Será, sem dúvida, um bom jogo, e muito especial pela rivalidade sadia existente entre os intervenientes”, afiança.
Por sua vez, Sílvio Nogueira, extremo do conjunto bracarense, alude ao histórico entre as duas formações, como indício da qualidade que se pode esperar do embate. “O BC Gaia já nos habituou a estar sempre alerta, pois tem sido a equipa que causa mais dificuldades à APD Braga nos últimos anos. Tenho de ser realista: com a saída de dois grandes jogadores (Luís Domingos e Miguel Reis), o BC Gaia está diferente, a ser renovado e teremos de aproveitar essa situação. Acredito que irá ser um grande jogo e que a equipa que errar menos irá trazer para casa a Supertaça”, vaticina o camisola 23.
Pelo BC Gaia, Pedro Bártolo atribui o favoritismo ao emblema minhoto, mas garante que os seus comandados poderão ter uma palavra a dizer. “Face à restruturação que estamos a enfrentar, com a saída de atletas essenciais, o favoritismo pende para a APD Braga, uma equipa muito competente e com um ADN competitivo. Mas vamos à luta. A nossa história é feita de desfechos improváveis”, afirma. O treinador-jogador do coletivo criado em 2016 reconhece mérito ao oponente e assume que a época se reveste de objetivos distintos. “Vamos defrontar uma equipa com cultura de vitória, repleta de internacionais portugueses e bem orientada. Além disso, têm dinâmicas de jogo mais cimentadas. Há que verbalizar, sem receios, que, sem negarmos a ambição de vitória, deparamo-nos esta época com a perda de quatro atletas importantes no passado: Sandoval da Silva, Nelson Oliveira, Miguel Reis e Luís Domingos. Estou convicto que voltaremos ao topo, mas leva tempo”, remata o líder do BC Gaia.
Já Marco Almeida, apesar de reiterar as circunstâncias vincadas pelo seu treinador, expressa o desejo de discutir a partida. “A equipa teve oportunidade de realizar alguns jogos particulares de pré-época, que serviram para consolidar as ideias e trabalhar a parte física e tática. Temos vindo a treinar para entrar bem na Supertaça, vamos dar o nosso máximo e esperamos também contar com o apoio dos nossos adeptos, que têm sido incansáveis.”, salienta o poste.
A Supertaça de BCR realiza-se, pela primeira vez, em Matosinhos, no pavilhão municipal de Guifões, no sábado, 8 de outubro, às 15h. Precede o arranque do campeonato nacional, agendado para 15 de outubro.

Nota: Fotografia da autoria de Miguel Fonseca – @mfportefolio
APD Braga “A” ergue o I Troféu Carlos Vieira
No I Troféu Carlos Vieira, disputado a 2 de outubro, no pavilhão municipal de Ferreiros, em Braga, saiu vencedora a APD Braga “A”. Na primeira edição do torneio de homenagem a Carlos Vieira, fundador da equipa minhota, a abertura opôs duas equipas da APD Braga, A e B, com o comando entregue a Ricardo Vieira e ao pai Carlos Vieira, no caso da formação principal, e a Carlos Peixoto, no segundo conjunto escalado para a prova. A APD Braga “A” confirmou as expectativas e venceu por concludentes 32-53 – 08-10 / 04-22 / 08-06 / 12-15. Na APD Braga “B”, evidenciou-se Eduardo Gomes – 4.0 – (16pts) -, bem secundado por Gabriel Costa – 4.0 – (8pts). No conjunto “adversário”, o protagonismo repartiu-se entre Jorge Palmeira – 2.5 – (12pts) e Hélder Freitas – 3.5 – (10pts).
No segundo encontro, a APD Braga “B” cedeu ante a APD Leiria por 31-45. O coletivo do Lis foi o emblema convidado, com o intuito de reeditar a estreia dos minhotos em provas oficiais. Eduardo Gomes – 4.0 – (10pts) repetiu o estatuto de ameaça maior para os leirienses, seguido de Joana Delgado – 3.5 – (6pts). Na turma vencedora, o ascendente pertenceu a Marco Francisco – 4.5 – (14pts) e Iderlindo Gomes – 4.0 – (13pts) – 08-12 / 06-11 / 08-12 / 09-10
No embate derradeiro, a APD Braga “A” ultrapassou a APD Leiria – 35-30 – e fechou o torneio com registo cem por cento vitorioso. Márcio Dias – 4.5 – (15pts), José Miguel Gonçalves – 3.0 – (6pts) e Hélder Freitas – 3.5 – (6pts) foram os mais concretizadores no elenco de Ricardo Vieira. Pelos leirienses, despontaram Iderlindo Gomes – 4.0 – (13pts) e Nuno Nogueira – 2.5 – (11pts) – 16-09 / 04-10 / 10-08 / 05-03
Na cerimónia de encerramento, com lugar para vários momentos de tributo a Carlos Vieira, foi eleito o cinco ideal da prova, composto por Henrique Sousa – 1.0 – (APD Braga), Sílvio Nogueira – 2.0 – (APD Braga), Nuno Nogueira – 2.5 – (APD Leiria), Eduardo Gomes – 4.0 – (APD Braga) e Marco Francisco – 4.5 – (APD Leiria). O galardão de MVP, jogador mais valioso, chegou às mãos de Márcio Dias – 4.5 –, da APD Braga. No que respeita à classificação final, a APD Braga “A” sagrou-se vencedora, a APD Leiria alcançou o segundo posto, enquanto, no último lugar, ficou a APD Braga “B”.
NOTA: Fotografias da autoria de Miguel Fonseca – @mfportefolio
APD Braga dinamiza 1º Troféu Carlos Vieira
No próximo domingo, 2 de outubro, o pavilhão municipal de Ferreiros recebe o 1º Troféu Carlos Vieira, figura marcante da APD Braga. O torneio, em formato triangular, reúne duas equipas da turma anfitriã, APD Braga “A” e APD Braga “B”, bem como a APD Leiria, conjunto que apadrinhou a estreia competitiva dos minhotos.
Após a lesão do filho Manuel Vieira, atual presidente e jogador da APD Braga, em 1988, Carlos Vieira dedicou-se com afinco ao estabelecimento de uma instituição, vocacionada para a prática desportiva para pessoas com deficiência motora. Acompanhado do seu outro filho, o técnico Ricardo Vieira, contribuiu para a democratização do acesso ao desporto na cidade de Braga, independentemente da condição do praticante, e ergueu uma das equipas mais dominantes do BCR nacional, como atestam os muitos títulos – 6 Campeonatos, 8 Taças de Portugal e 6 Supertaças.
Este será o segundo momento competitivo de preparação dos minhotos para a nova época, que conquistaram o V Torneio de Basquetebol de Grijó e Sermonde, frente a BC Gaia e GDD Alcoitão. A 8 de outubro, a APD Braga enfrenta o BC Gaia, na discussão do primeiro troféu da época, a Supertaça.
PROGRAMA
10h15 – APD Braga B x APD Braga A
15H – APD Braga B x APD Leiria
16h45 – APD Braga A x APD Leiria
18h15 – Entrega de Prémios
Nota: fotografia da autoria de Miguel Fonseca – @mfportefolio

Basketmi Ferrol vence o XXI Torneio Internacional de Lisboa
No XXI Torneio Internacional de Lisboa, as equipas espanholas vincaram a sua supremacia, com o Basketmi Ferrol a erguer o troféu. A formação do extremo norte da Galiza juntou à conquista a primeira vitória da história frente ao rival Amfiv.
No primeiro dia, o duelo entre a anfitriã APD Lisboa e o campeão nacional BC Gaia inaugurou a prova. À exceção dos minutos iniciais, os gaienses estiveram sempre na dianteira do marcador e alargaram gradualmente a vantagem, o que permitiu várias rotações a partir do terceiro período. Pedro Bártolo – 2.5 – (25pts) e João Rumor – 4.0 – (23pts) encabeçaram a dinâmica ofensiva gaiense, ao passo que Ângelo Pereira – 2.5 – e Ahmat Afashokov – 4.0 – (ambos 12pts) lideraram a réplica local – 09-12 / 14-17 / 12-22 / 20-13 – Resultado final: 55-64.
Seguiu-se o confronto entre os emblemas galegos, pautado por grande equilíbrio e intensidade. O Basketmi Ferrol acabou por se impor ao arquirrival Iberconsa Amfiv, algo inédito, por 57-51, muito por culpa dos desempenhos de Lorenzo Envo – 4.0 – (23pts), ex-Amfiv, e Karol Szulc – 4.5 – (13pts). No conjunto orientado por Cesar Iglesias, sobressaíram as prestações de Jeison Betancourt – 4.0 – (21pts) e Bastian Kolb – 2.5 – (15pts) – 20-18 / 10-15 / 16-08 / 11-10 – Resultado final: 57-51.
Da parte da tarde, o Basketmi Ferrol bateu o BC Gaia por contundentes 37-66, apesar da primeira parte competente assinada pelo conjunto luso – 20-30. Pedro Bártolo – 2.5 – (18pts) repetiu o papel de protagonista na turma nortenha, bem secundado por João Rumor – 4.0 – (10pts). No coletivo do país vizinho, Adrian Rañales – 3.5 – (22pts), recém-regressado à sua equipa de formação, e Pedro Paz – 4.5 – (20pts) foram as principais figuras – 08-10 / 12-20 / 12-14 / 05-22. Por seu turno, o Iberconsa Amfiv defrontou a formação da casa, APD Lisboa, que superou por expressivos 68-27. A entrada avassaladora, no quarto inaugural, depressa dissipou dúvidas – 20-04 – quanto ao vencedor. Na equipa da capital, Ahmat Afashokov – 4.0 – (6pts) e Aliu Camará – 4.0 – (6pts) revelaram-se os mais inconformados. Nos galegos, o maior poder de fogo repousou em Agustín Alejos – 4.5 – (20pts) e Bastian Kolb – 2.5 – (19pts) – 20-04 / 17-07 / 21-06 / 10-10.
O segundo dia do torneio abriu com novo triunfo autoritário do Iberconsa Amfiv, desta feita diante do BC Gaia – 81-26. O emblema da División de Honor, máximo escalão do BCR espanhol, impôs um ritmo asfixiante para o campeão nacional e cavou um fosso no marcador, logo no primeiro quarto – 06-20. Agustín Alejos – 4.5 – (32pts) assumiu a batuta no clube espanhol, coadjuvado por Bastian Kolb – 2.5 – (24pts). Pelos gaienses, emergiram Pedro Bártolo – 2.5 – (12pts) e João Rumor – 4.0 – (8pts) – 06-20 / 08-18 / 10-21 / 04-22.
No encontro de encerramento, o Basketmi Ferrol contornou categoricamente a APD Lisboa, por 69-27, vincando a sua supremacia desde cedo, conforme atesta o parcial do primeiro quarto – 22-04. Adrian Rañales – 3.5 – (27pts) e Pedro Paz – 4.5 – (26pts) reclamaram atenções no conjunto recém-promovido ao principal campeonato espanhol, enquanto, nos lisboetas, merece ênfase o rendimento de Ahmat Afashokov – 4.0 – (10pts) e Ronaldo Souza – 1.5 – (4pts).
O troféu do histórico torneio de BCR organizado pela Associação Portuguesa de Deficientes (APD) rumou, assim, à Galiza, para o Basketmi Ferrol. Os “vizinhos” Iberconsa Amfiv, de Vigo, arrecadaram o segundo posto, o Basket Clube de Gaia foi terceiro, e a APD Lisboa obteve a quarta posição.
No que respeita às distinções individuais e coletivas, o prémio Fairplay foi atribuído à equipa de Iberconsa Amfiv, que viu ainda o seu capitão Agustín Alejos – 4.5 – alcançar o título de melhor marcador. Por último, João Castro – 2.0 -, do BC Gaia, teve o reconhecimento dos seus pares e técnicos presentes, ao ser eleito MVP – jogador mais valioso.
Nota: fotografias da autoria de Pedro Mestre – AMMAgazine.pt
Miguel Reis, Aliu Baldé e Paulo Soeiro em foco no BCR internacional
Na retoma da rubrica “Portugueses lá fora”, incidimos nas prestações de Miguel Reis, pelo Unes FC Barcelona, e Paulo Soeiro e Aliu Baldé, dos Lux Rollers.
Alemanha – Taça da Liga – Regionalliga Mitte (zona centro)
O coletivo luxemburguês Lux Rollers, “casa” de Paulo Soeiro (1.0) e Aliu Baldé (4.0), procuravam a qualificação para a Taça da Alemanha, cuja participação se reserva ao vencedor de cada etapa da Taça da Liga para os emblemas da Regionalliga (3º escalão) – onde se insere a formação dos representantes lusos – e Oberlliga (4º escalão). Face à ausência de quatro atletas, entre os quais dois habituais titulares, os Lux Rollers depararam-se com uma missão complicada.
Apesar das condicionantes, no jogo inaugural, contra Bad Kreuznach, ditaram leis – 39-22 -, com Aliu Baldé (atuou no 1º e 3º período) e Paulo Soeiro (em campo os 40 minutos) a contribuírem igualmente, seis pontos cada um. Seguiu-se o embate frente a Frankfurt, rival que assinou um começo mais forte, que acabaria por ser decisivo para o desenlace desfavorável aos atletas nacionais – 31-26. Paulo Soeiro disputou todo o tempo de jogo e apontou 4 pontos.
Já Aliu Baldé repetiu os dois quartos, que lhe renderam o mesmo número de pontos. Nas meias-finais, perante Wiesbaden, o vencedor do outro grupo, o cansaço e a curta rotação, agudizadas pela exclusão de faltas de Aliu Baldé, forçaram uma pressão a campo inteiro para inverter a desvantagem registada ao intervalo – 22-10. Mitigou-se a distância, mas não se consumou a reviravolta – 41-37. De salientar que, atendendo ao sistema de múltiplos jogos num só dia, os quartos tinham a duração de seis minutos, sem paragem, exceto o último (que via o cronómetro deter-se).
Espanha – XXXVI Trofeo Baloncesto en Silla de Ruedas
O Unes FC Barcelona prossegue a sua preparação, tendo em vista o arranque, a 16 de outubro, na Primera División, segundo patamar do BCR do país vizinho, contra os bascos Salto Bera Bera. Desta feita, a formação orientada por Oscar Trigo foi a convidada para jogar o XXXVI Trofeo Baloncesto en Silla de Ruedas, encontro organizado anualmente pelo C. D. Adapta Zaragoza, conjunto do mesmo escalão. Tal como acontecera na Supertaça da Catalunha, o Unes FC Barcelona correu atrás do prejuízo, após ceder em ambos os quartos da primeira parte. O marcador continuou equilibrado, mas passou, lentamente, a pender para os catalães, mais cerebrais nos minutos derradeiros – 48-50. Miguel Reis (4.0) voltou a ser determinante, consagrando-se como melhor marcador, ao apontar 16 pontos – 11-08 / 17-14 / 13-16 / 07-12
NOTA: fotografia retirada da página de Facebook oficial do Unes Unio Esportiva FC Barcelona.
BCR presente na Semana Europeia do Desporto
No âmbito das comemorações da 8ª Semana Europeia do Desporto, o movimento BEACTIVE do Instituto do Desporto e da Juventude (IPDJ) dá ênfase ao BCR. No vídeo “Contrarrelógio”, disponível aqui, que serve de promoção ao momento, constam imagens de treinos da seleção nacional de BCR, prévios ao Campeonato da Europa B/C, realizado em Sarajevo, Bósnia-Herzegovina, de 12 a 22 de junho de 2022.
A Semana Europeia do Desporto decorre de 23 a 30 de setembro e agrega múltiplos eventos em todo o país. No dia 26 de setembro, data escolhida para o Dia Paralímpico Nacional de 2022, coincidente com o 14º aniversário do Comité Paralímpico de Portugal (CPP), o organismo dinamiza atividades de experimentação de treze modalidades, no Parque Verde do Mondego, em Coimbra, no seguimento da Expo Desporto de Coimbra. No caso do BCR, a representação caberá à equipa da APD Leiria, semifinalista do campeonato nacional na época 2021/2022.
A 30 de setembro, a Cerimónia de Encerramento da Semana Europeia do Desporto, no Centro da Juventude de Lisboa, contempla o III Fórum Desporto para Todos, no qual a FPB marcará presença, fruto do convite endereçado ao Comité Nacional de BCR.
APD Braga conquista V Torneio de Grijó e Sermonde
A APD Braga arrancou da melhor forma, ao vencer os dois compromissos, no V Torneio de Basquetebol de Grijó e Sermonde. Os minhotos protagonizaram a primeira bola ao ar da prova, juntamente com o anfitrião BC Gaia, naquele que se adivinhava como o encontro mais apetecível, expectativa confirmada pelo bom basquetebol apresentado de parte a parte. Apesar da entrada convicta da turma gaiense, traduzida no comando do marcador nos dez minutos iniciais, os bracarenses tomaram as rédeas do encontro no decurso do segundo período e alargaram paulatinamente a vantagem.
Os detentores da Taça de Portugal vergaram o campeão nacional por 58-44 – 16-21 / 20-09 / 11-04 / 11-10. Pedro Bártolo – 2.5 – (20pts), João Castro – 2.0 – (10pts) e João Rumor – 4.0 – (10pts) despontaram no conjunto anfitrião, ao passo que, no coletivo orientado por Carlos Peixoto (na ausência de Ricardo Vieira), sobressaíram José Miguel Gonçalves – 3.0 – (17pts), Márcio Dias – 4.5 – (16pts) e Eduardo Gomes – 4.0 – (9pts).
Seguiu-se o embate entre GDD Alcoitão e APD Braga, onde os bracarenses repetiram a receita e levaram de vencida a partida, sem sobressalto, por 34-52 – 12-19 / 06-10 / 06-12 / 10-11. Na formação liderada por Fernando Lemos, Pedro Gomes – 3.5 – (12pts), Hugo Rocha – 4.0 – (6pts) e Rui Pedro – 2.5 – (6pts) reclamaram as atenções. Nos minhotos, o ascendente pertenceu a Márcio Dias – 4.5 – (24pts), Eduardo Gomes – 4.0 – (15pts) e Filipe Carneiro – 2.0 – (4pts).
No encontro de encerramento do torneio, o BC Gaia impôs-se, também com contundência, ao GDD Alcoitão – 59-33 -, após uma entrada autoritária na partida. Pedro Bártolo – 2.5 – (18pts), João Rumor – 4.0 – (14pts) e João Castro – 2.0 – (13pts) encabeçaram a dinâmica ofensiva dos gaienses, enquanto, nos cascalenses, Afonso Tavares – 4.0 – (9pts), Alberto Sousa – 2.0 – (6pts) e Rui Pedro – 2.5 – (6pts) emergiram como as principais figuras – 20-10 / 14-12 / 18-02 / 07-09.
No tocante a distinções individuais, o galardão de jogador mais valioso – MVP – foi atribuído a Pedro Gomes – 3.5 -, do GDD Alcoitão, e o de melhor marcador arrecadado por Márcio Dias – 4.5 -, da APD Braga.
À margem do torneio triangular de BCR, decorreram dois encontros dos escalões seniores masculino e feminino do emblema local, frente a GDB Leça – 42-58 para os forasteiros – e FC Vizela – 40-62 favorável aos visitantes -, respetivamente.
Nota: fotografia da autoria de Miguel Fonseca – @mfportefolio
Ação de formação de treinadores de BCR decorreu na Mealhada
O pavilhão polidesportivo de Pampilhosa, na Mealhada, foi palco da primeira ação de formação de treinadores de BCR, na época 2022/2023. Com 17 inscritos, o capítulo formativo esteve a cargo de Marco Galego, selecionador nacional de BCR, e Ricardo Vieira, selecionador adjunto, numa sessão aberta por João Crucho, vice-presidente do Comité Nacional de BCR.
O evento, conforme vincado por Ricardo Vieira, foi vocacionado para cimentar e aprofundar conhecimentos dos técnicos de BCR – e outros interessados -, partindo da premissa que todos os formandos detinham já noções básicas desta vertente do jogo.
A ação teve um cariz iminentemente prático, com os instrutores a convidarem os participantes a utilizar as cadeiras de jogo para as demonstrações solicitadas, que incidiram no ataque, pela manhã, englobando 3×3, 4×4 e 5×5. Da parte da tarde, o foco voltou-se para a defesa, em particular para as diferentes estratégias defensivas e modalidades de salto com ajuda aos lançadores.
O encerramento das atividades coube a Augusto Pinto, presidente do comité nacional de BCR, que enalteceu o crescente interesse dos técnicos da modalidade na aprendizagem contínua e formulou o desejo de aumentar a periodicidade de ações como esta.
A classificação funcional no BCR: o sistema que abre a porta a todos
Desde sempre o basquetebol em cadeira de rodas foi mediado por um sistema de classificação com o intuito de dotar de maior justiça a convivência de atletas com deficiências motoras de diferente gravidade em campo. De 1960 a 1966 vigorava um modelo de 2 classes, que competiam em separado – A, destinada a jogadores com lesões medulares e paralisias completas; B, que incluía jogadores com lesões incompletas ou paralisados devido à poliomielite; em 1966 passa a imperar um novo sistema, que prevê o fim das divisões em função do caráter completo ou incompleto da lesão. Era composto por 3 classes – 1, 2 e 3 -, sendo tanto mais grave a lesão do atleta quanto menor o número, e o total de pontos dos 5 elementos em campo não podia exceder os 12 pontos, valor corrigido para 11 em 1972, de forma a incentivar a utilização de atletas de classe 1.
Com a já referida aprovação de atletas com outras deficiências motoras em 1982, equaciona-se novo sistema de classificação, adotado em 1983 e proposto pelo médico Horst Strohkendl, contemplando 4 classes e um máximo de 14 pontos em campo. Acrescentam-se no ano seguinte 3 classes intermédias – 1.5, 2.5 e 3.5 -, reduzindo-se o total para 13.5. Finalmente, em 1992, a IWBF – International Wheelchair Basketball Federation – introduz a classe 4.5, o que levou à retoma da fórmula dos 14 pontos, que se mantém na atualidade a nível de seleções, enquanto em termos domésticos se privilegiam os 14,5 pontos.
Falando do que acontece no domínio interno, é comum estabelecer um ganho de 1,5 pontos para as equipas que incluam atletas do sexo feminino – caso de Portugal – dada a escassez de atletas para realizar ligas femininas, mas tal não se verifica em termos de seleções, onde a competição entre homens e mulheres se procede de forma separada.
Quatro fatores determinam a classificação do atleta: controlo do tronco, membros inferiores, membros superiores e mãos. A “fórmula” nuclear no método de classificação reside no conceito de volume de ação, que abrange o plano vertical – capacidade de girar para o lado -; plano frontal – capacidade de fletir o tronco para a frente -, e plano lateral – capacidade de inclinação lateral do tronco.
Grosso modo, o jogador 1.0 demonstra pequeno ou nenhum controlo de tronco no plano frontal, potencial de rotação inexistente, equilíbrio comprometido nos planos frontal e lateral, e necessidade de utilizar os membros superiores para regressar à posição vertical quando em desequilíbrio; o jogador 2.0 exibe um controlo parcial no plano frontal, rotação ativa da parte superior do tronco, mas nula da parte inferior, e fraco controlo no plano lateral; o jogador 3.0 é dotado de bom controlo de tronco no plano frontal, boa capacidade de rotação, controlo razoável no plano lateral; o jogador 4.0 manifesta um controlo de movimentos de tronco normal, apresentando somente dificuldade no plano lateral para o lado debilitado; e o jogador 4.5 tem pleno controlo de tronco, sem quaisquer limitações.
A estabilidade pélvica é outro dos baluartes do sistema de classificação funcional, subdividindo os atletas em dois grupos: estabilidade pélvica ativa e estabilidade pélvica passiva. Na estabilidade pélvica ativa, o atleta dispõe de suficiente controlo muscular no tronco inferior, cintura pélvica e ancas que lhe permite manter a pélvis numa posição normal. Normalmente, esta categoria de atleta senta-se num ângulo reto e necessita de pouco apoio – cintos – para a manutenção da estabilidade pélvica. Na estabilidade pélvica passiva, o atleta denota parco controlo muscular no tronco superior, cintura pélvica e ancas para manter a pélvis numa posição normal, joga com uma inclinação aguda e recorre a elementos externos para assegurar a referida estabilidade.

Nota: fotografia da autoria de Miguel Fonseca – @mfportefolio
Histórico da seleção nacional de basquetebol em cadeira de rodas
Corria o ano de 1972, quando, em Heidelberg, Alemanha, um grupo de 11 atletas nacionais colocaram Portugal no mapa do Paralimpismo. A participação da seleção portuguesa de Basquetebol em cadeira de rodas, nos Jogos Paralímpicos, deu-se por convite – os tempos eram embrionários, nesta que foi a segunda edição disputada em pavilhão, não ao ar livre -, ao lado de Suíça, Bélgica, Canadá e Espanha, no grupo A, da II divisão Paralímpica, que não concedia acesso a medalhas. Portugal saldou a sua estreia (e única aparição em Jogos) com 3 derrotas e 1 vitória: Bélgica 71 Portugal 18; Espanha 58 Portugal 28, Canadá 56 Portugal 26 e Portugal 27 Suíça 25. Um ano mais tarde, a seleção nacional volta a competir, nos Jogos de Stoke Mandeville para depois mergulhar num isolamento de mais de duas décadas. Antes, em 1971, Portugal também disputara os Jogos de Stoke Mandeville – tal como em 1972, mas, posteriormente, esta edição, jogada em Heidelberg, foi renomeada como os IV Jogos Paralímpicos da história.
Só em 1994, em Aalsmeer, Holanda, se retomam as participações internacionais, já no âmbito da recém-criada – em 1989 – IWBF – International Wheelchair Basketball Federation -, mas enquanto “Team Lisboa”, no 2ª torneio mais importante de clubes, a Taça Andre Vergauwen – agora Euroliga 1, que antecede a Champions. Nessa comitiva, encabeçada por Victor Sousa, os treinadores foram Rui Calrão e Pedro Esteves, e os jogadores Carlos Oliveira, Fernando Silva, Raul Luís, Manuel Moura, Jorge Almeida, Emanuel Alonso, Luís Oliveira, António Pedro, Pedro Gonçalves, Rui Lourenço, Paulo Dias, João Cardoso.
O “Team Lisboa” é extinto em Março de 1996, após a participação em 3 competições oficiais de clubes, inaugurando-se finalmente o ciclo em que a Seleção passa a ser designada como tal e a integrar campeonatos de Seleções. O primeiro seria o Campeonato da Europa B de 1996, em Liubliana, Eslovénia. Sucederam-se participações em 1999, em Tavira, 2001 em Valladolid – Espanha -, e 2005 em Lisboa.
Entretanto alargada a 3 divisões a contenda europeia – A, B e C -, Portugal conquista o seu primeiro e único título, em Dublin, Irlanda, corria o ano de 2007, no Campeonato da Europa da divisão C. Treinada pelo espanhol José Maria Gonzalez, auxiliado por Pedro Costa, e novamente com Victor Sousa como dirigente, a Seleção faz um brilharete e atinge o escalão B. Compunham essa equipa Paulo Soeiro, Hugo Lourenço, Cláudio Batista, Aníbal Costa, Rui Nicolau, Henrique Sousa, Renato Pereira, Hugo Silva, Valter Mendes e os “sobreviventes” de 1994 Jorge Almeida, Pedro Gonçalves e João Cardoso. No ano seguinte, em Notwill, Suíça, Portugal consegue uma categórica manutenção no grupo B, mas em 2010 cai mesmo para o grupo C, em Brno, República Checa.
Os 4 anos subsequentes revelaram-se áridos para o BCR nacional, com a ausência de Portugal em dois campeonatos da Europa por falta de viabilidade financeira e até a não realização do campeonato nacional numa época. Por fim, em 2015, Portugal volta aos contactos internacionais, ao organizar o Campeonato da Europa C, em Lisboa, onde cedeu uma derrota na final contra a Bósnia-Herzegovina, mas, tal como o país dos Balcãs, logrou a promoção ao grupo B. Com Victor Sousa como chefe da comitiva, Jorge Almeida Selecionador, auxiliado por Rui Lourenço, e Nuno Fonseca como osteopata, integravam a equipa Pedro Gonçalves, Hugo Lourenço, Rui Nicolau, Márcio Dias, Carlos Cardoso, Nelson Oliveira, Nuno Neves, Aníbal Costa, Filipe Silva, Hugo Silva, Filipe Carneiro e Pedro Bártolo.
Já em 2016, em Sarajevo, Bósnia-Herzegovina, os lusos estiveram muito perto de obter a manutenção, uma vez que, no encontro decisivo, frente à Eslovénia, perderam por 60-61. Em 2017, no Europeu C, realizado em Brno, República Checa, palco de má memória, Portugal esbarrou no objetivo de regressar à divisão B, fruto do desaire na meia-final perante a seleção anfitriã por 67-50, apesar do equilíbrio ocasional no encontro. Dois anos mais tarde, em 2019 numa organização a cargo da Bulgária, nação estreante, a seleção nacional, profundamente renovada, viu gorado novamente o objetivo de escalar até ao grupo B, desta feita, fruto de uma derrota inglória na meia-final frente à Grécia – 57-61 -, que alcançou assim, pela primeira vez, o segundo patamar continental.
No campeonato da Europa de 2022, em Sarajevo, Bósnia-Herzegovina, que agregou, pela primeira vez, as divisões B e C, Portugal não resistiu ao grupo mais competitivo da prova, onde se inseriam Lituânia – viria a alcançar o terceiro posto – e Bélgica, e ficou no 10º lugar, correspondente ao 2º da divisão C, pelo que voltou a não alcançar a meta da promoção ao grupo intermédio do BCR continental de seleções.

BC Gaia dinamiza V torneio de pré-temporada a 18 de setembro
O V Torneio de Basquetebol de Grijó e Sermonde decorre no pavilhão Municipal Dr. Manuel Ramos, a 18 de setembro. Este ano, além da tradicional prova triangular de BCR, que abarca BC Gaia, GDD Alcoitão e APD Braga, estão integrados ainda dois encontros de Basquetebol convencional, das equipas de seniores masculinos e femininos do emblema anfitrião.
O evento representa o primeiro momento competitivo da pré-época das equipas de BCR envolvidas e começa por opor o vigente campeão nacional, BC Gaia, frente à APD Braga, vencedora da Taça de Portugal, que se enfrentarão na abertura oficial da temporada, a 8 de outubro, na Supertaça. A par do BC Gaia, emerge como principal entidade organizadora e parceira do torneio a Junta de Freguesia de Grijó e Sermonde.
PROGRAMA
10H15 – APD Braga vs BC Gaia – BCR
12H00 – BC Gaia vs FC Vizela Basket – Seniores femininos
14h15 – GDD Alcoitão vs APD Braga – BCR
16h00 – BC Gaia vs GDB Leça – Seniores masculinos
17h45 – BC Gaia vs GDD Alcoitão – BCR

Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
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